terça-feira, março 08, 2022

O voo Malaysia Airlines MH370 desapareceu misteriosamente há oito anos

O avião 9M-MRO, envolvido no incidente, descolando no Aeroporto Internacional de Los Angeles, em outubro de 2013
     
Malaysia Airlines MH370 foi a identificação da rota aérea de passageiros regular e internacional entre Kuala Lumpur, na Malásia, e Pequim, na China. A rota é operada pela companhia aérea Malaysia Airlines que, a partir de 14 de março de 2014, substituiu sua identificação para Malaysia Airlines MH318. Na madrugada de 8 de março de 2014, no horário local (tarde de 7 de março, horário UTC), a aeronave que realizava esta rota levando 227 passageiros e 12 tripulantes, desapareceu dos radares após aproximadamente uma hora de voo enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China.
Até o instante do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não havia relatado nenhuma anomalia com o voo. O sistema ACARS do avião também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.
Em 24 de março de 2014, o governo malaio comunicou oficialmente que o voo caiu no mar no Oceano Índico sem deixar sobreviventes. Segundo registos feitos por satélites, o avião voou por várias horas após desaparecer dos radares, até esgotar o combustível, com todos os seus sistemas de comunicação desativados. Mesmo após três anos de extensas buscas, comandadas pelos governos da Austrália, da Malásia e da China no período de 2014 a 2017, os destroços da aeronave nunca foram localizados, tornando o caso um dos maiores mistérios da aviação civil contemporânea.
   
(...)
   
No final de julho de 2015, foi encontrada uma parte da asa da aeronave no litoral da ilha de Reunião, próximo de Madagáscar. A peça, encontrada por moradores durante uma limpeza da praia, foi submetida a uma perícia por especialistas e identificada como sendo do MH370. Além desta peça, foram encontradas almofadas de poltronas e janelas de avião, que as autoridades acreditam ser também da mesma aeronave.
Dois destroços, encontrados a 27 de dezembro de 2015 e a 27 de fevereiro de 2016 em dois locais separados por 220 quilómetros, na costa de Moçambique, pertencem "quase com toda a certeza" ao voo MH370. As duas peças faziam parte da fuselagem do Boeing 777.
    

Música adequada à data...

Porque hoje celebramos o Dia da Mulher...

Poster alemão de 1914, de comemoração do Dia Internacional da Mulher, que reclama o direito ao voto feminino
        
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. O Dia Internacional das Mulheres e a data de 8 de março são comumente associados a dois factos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões em 1908). O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica têxtil ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso entre a historiografia para esses dois factos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século XX, até à década de 20.
Na antiga União Soviética, durante o estalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 60. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
    

segunda-feira, março 07, 2022

António Nunes Ribeiro Sanches nasceu há 223 anos

     
António Nunes Ribeiro Sanches (Penamacor, 7 de março de 1699Paris, 14 de outubro de 1783) foi um médico português e polímata, tendo sido ainda filósofo, pedagogista e historiador. Escreveu dezenas de manuscritos, sob a influência do pedagogismo no século das Luzes, dos quais apenas nove foram publicados em vida, a maioria continua nos arquivos.

Na medicina, onde se distinguiu na venereologia, sendo por isso também chamado o médico dos males de amor, escreveu a pedido de D'Alembert e Diderot para a Enciclopédia. O seu nome está na primeira fila dos grandes mestres do pensamento europeu da sua época, o Marquês de Pombal como Secretário de Estado vai aproveitar muito do seu saber para implementar a sua ação cultural e científica, na sua tarefa de modernização de Portugal. 

 

Vida

Filho de Simão Nunes Flamengo, de Penamacor, e de sua mulher Ana Nunes Ribeiro, de Idanha-a-Nova, abastados comerciantes cristãos-novos da Beira Baixa, e irmão de Diogo, Isabel e Maria, era descendente doutro famoso médico, Francisco Sanches (1551-1623).

Por influência dum tio, jurisconsulto, parte ainda jovem para estudar Direito na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, onde se inscreve em 1716. De débil constituição física, mas com viva inteligência e espírito observador, Ribeiro Sanches era um leitor incansável, sendo fortemente influenciado pelos Aforismos de Hipócrates.

Insatisfeito com os estudos em Coimbra, transfere-se para a Faculdade de Medicina da Universidade de Salamanca onde viria a receber o título de Doutor em Medicina no ano de 1724.

Era cristão-novo, mas secretamente judeu, e temia a Inquisição: "Quando eu nasci, já a fogueira da Santa Inquisição fazia arder corpos e almas no Rossio de Lisboa e Évora, assim como nos Paços de Coimbra e Goa.".

Depois de exercer em Benavente, Guarda e Amarante, Ribeiro Sanches é denunciado por um primo à Inquisição, pela prática do judaísmo. Conseguiu escapar ao cárcere, exilando-se para o resto da vida.

Após passagem por Génova, Montpellier, Bordéus e Londres, onde exerceu medicina, fixa-se em Leiden, na Holanda, onde estuda com o célebre médico Hermann Boerhaave (1668-1738), considerado o maior professor de medicina do seu tempo e a quem se dirigiam muitos estudantes e doentes de toda a Europa.

Com recomendação de Boerhaave, parte para a Rússia em 1731, onde exerceu funções de médico militar com assinalável êxito. Nomeado clínico do Corpo Imperial dos Cadetes de São Petersburgo, a sua fama torna-o médico da czarina Ana Ivanovna. Em 1739 foi nomeado membro da Academia de Ciências de São Petersburgo e, no mesmo mesmo ano, igual distinção da Academia de Ciências de Paris.

Após mais de 15 anos de permanência na Rússia, durante os quais se tornou Conselheiro de Estado, em 1747 ele parte para Paris, fugindo às intrigas da corte czarista. É recebido por Frederico o Grande da Prússia e recebe uma tença de Catarina II da Rússia. Termina os seus dias na Cidade das Luzes, onde colaborou com os maiores intelectuais da época, exercendo medicina e dedicando-se aos estudos e à escrita.

Durante toda a sua longa vida manteve uma normal relação epistolar com diversas personalidades eminentes da sociedade intelectual europeia além de promover bons vínculos a instituições importantes da cultura internacional, como seja a de ser correspondente da Academia Internacional de Paris, membro da Sociedade Real de Londres e membro da Academia de São Petersburgo.

A imperatriz Catarina a Grande deu-lhe um brasão de armas com o mote Acreditava ter nascido para ser útil, não a si próprio, mas ao Mundo todo.

 

in Wikipédia

O domingo passou a ser oficialmente dia de descanso há 1701 anos

Cabeça de bronze de Constantino, de uma estátua colossal (século IV)
  
O chamado Édito de Constantino foi uma legislação do imperador romano Constantino I, proclamada em 7 de março de 321. O seu texto reza:
"Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu." (in Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.)
O decreto apoiou à adoração do Deus-Sol (Sol Invictus) no Império Romano. As religiões dominantes nas regiões do império eram pagãs, e em Roma, era notável o Mitraísmo, especificamente o culto do Sol Invictus. Os adeptos do Mitraísmo reuniam-se ao domingo. Os judeus, que guardavam o sábado, estavam sendo perseguidos sistematicamente nesse momento, por causa das guerras judaico-romanas e, por essa razão, o édito de Constantino, é considerado muitas vezes anti-semita.
Embora alguns cristãos usassem o decreto como apoio à guarda do domingo, para tentar solucionar a polémica de guardar o sábado ou o domingo na Igreja Cristã, na realidade, o decreto não se aplica aos cristãos ou judeus. Por uma questão estreitamente relacionada, Eusébio afirma que: "Por sorte não temos nada em comum com a multidão de detestáveis judeus, por que recebemos de nosso Salvador, uma dia de guarda diferente." Embora isso não indique uma mudança do dia de guarda no cristianismo, pois na prática o édito não favorece um dia diferente para o descanso religioso, inclusive o sábado judaico. Este édito fazia parte do direito civil romano e na sua religião pagã, e não era um decreto da Igreja Cristã ou se estendia as religiões abraâmicas. Somente no ano de 325, no Primeiro Concílio de Nicéia, o domingo seria confirmado como dia de descanso cristão, e a guarda do sábado abolida no Concílio de Laodicéia.
   

O bioquímico Stanley Miller nasceu há 92 anos

      
Stanley Lloyd Miller (Oakland, 7 de março de 1930 - National City, 20 de maio de 2007) foi um cientista norte americano.  Ele formou-se em Química na Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1951 e fez o doutoramento na Universidade de Chicago, concluído em 1954. Passou um ano com uma bolsa no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e outros cinco anos na Universidade de Columbia, antes de se instalar na Universidade da Califórnia em San Diego - onde terminou a sua carreira científica.
Ficou conhecido pelos seus trabalhos sobre a origem da vida. Notabilizou-se, pela primeira vez, aos 23 anos de idade, por seu trabalho feito em colaboração com Harold Clayton Urey, que ficou conhecido como a Experiência de Urey-Miller.
   
A sua experiência
O grande feito do cientista foi realizado em 1952 (alguns dizem 1953), sob a supervisão de Harold Urey (1893-1981), quando ambos estavam na Universidade de Chicago. Num recipiente projetado para ser uma versão artificial da [suposta] atmosfera terrestre primitiva - uma mistura de hidrogénio, água, amónia e metano -, a dupla disparou cargas elétricas para simular o efeito de raios, e o resultado, após uma semana, aconteceu o aparecimento espontâneo de glicina e alanina, que são aminoácidos - moléculas orgânicas não complexas.
Esta experiência é considerada um marco histórico nas pesquisas a respeito da origem da vida, embora novas visões tenham questionado a sua validade, devido, em parte, à improbabilidade de uma atmosfera altamente redutora na terra primitiva, porém muitas pessoas já refizeram a experiência, e em todos os casos aconteceu a mesma coisa.
Desde então conhecido como "Experiência de Urey-Miller", foi publicado em 15 de maio de 1953 pela revista científica Science, com um impacto notável - era a primeira demonstração de como moléculas orgânicas poderiam ter surgido nas condições especiais da Terra primitiva.
   
A sua morte
Stanley Miller morreu no dia 20 de maio de 2007, aos 77 anos. Desde 1999, Miller estava lutando contra os efeitos de uma série de derrames, que o impediam de prosseguir na carreira académica. Segundo declaração de seu irmão, Donald, ao jornal americano "The New York Times", a causa da morte foi paragem cardíaca. Ele nunca se casou, nem deixou filhos.
"Stanley Miller foi o pai da química da origem da vida", disse Jeffrey Bada, professor de química marinha da Universidade da Califórnia em San Diego e foi orientado em sua pós-graduação pelo famoso cientista. "E ele foi um líder naquele campo por muitas décadas, mantendo-se ativo até mesmo após seu primeiro derrame, em novembro de 1999. Foi a experiência de Miller que quase da noite para o dia transformou o estudo da origem da vida num campo respeitável de investigação."
   

São Tomás de Aquino morreu há 748 anos

  
Tomás de Aquino
(Roccasecca, 1225 - Fossanova, 7 de março de 1274) foi um padre dominicano, filósofo, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e Doutor da Igreja Católica, cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.
O seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles. Nas suas duas summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles. A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma teoria do conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.
     
        

Danilo Caymmi - 74 anos

(imagem daqui)

Danilo Candido Tostes Caymmi (Rio de Janeiro, 7 de março de 1948) é um músico, cantor, compositor e arranjador brasileiro.
É filho de Dorival Caymmi e Stella Maris, e irmão de Dori e Nana Caymmi. Começou a tocar flauta e viola na adolescência. Abandonou o curso de arquitetura no fim do curso.
   

 


Matthew Fisher, teclista dos Procol Harum, faz hoje 76 anos

 

Matthew Charles Fisher (Addiscombe, 7 de março  de 1946) é um organista de Hammond, cantor e compositor inglês.

Ele foi membro dos Procol Harum, produtor de artistas como Robin Trower, James Dewar e Tír na nÓg e teve uma carreira a solo, com álbuns que incluem Journey's End (1973), I'll Be There (1974), Matthew Fisher (1980) e Strange Days (1981).
  

 

  

A Whiter Shade Of Pale - Procol Harum

We skipped the light fandango
turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kinda' seasick
the crowd called out for more
the room was humming harder
as the ceiling flew away
when we called out for another drink
the waiter brought a tray

and so it was that later
as a mirror told its tale
that her face at first just ghostly
turned a whiter shade of pale

She said: "There is no reason
and the truth is plain to see"
but I wandered through my playing cards
would not let her be
one of sixteen vestal virgins
who were leaving for the coast
and although my eyes were open
they might just as well've been closed

and so it was that later
as the miller told his tale
that her face at first just ghostly
turned a whiter shade of pale.

Warrel Dane, o desaparecido vocalista dos Nevermore, nasceu há 61 anos

 
Warrel Dane (Seattle, Washington, 7 de março de 1961 - São Paulo, 13 de dezembro de 2017) foi vocalista da banda de Thrash/Progressive Metal Nevermore. Foi ainda o vocalista da banda Sanctuary. Warrel Dane treinou por 5 anos como cantor de ópera e utilizava uma gama muito extensa de notas vocais, desde as notas baixas até as muito altas (entre 5 e 6 oitavas). O uso de notas muito altas era mais utilizado nos tempos dos Sanctuary, porém também eram utilizadas na banda Nevermore.

Dane era formado em filosofia, teologia e sociologia e usava várias referências dessa formação em letras (muitas vezes polémicas) dos Nevermore e dos Sanctuary. Dane Também era um chefe de cozinha graduado e no começo dos anos 90 teve, com o baixista Jim Sheppard (Sanctuary, Nevermore) um restaurante em Seattle.

Dane gravou um álbum a solo chamado Praises to the War Machine, lançado em 13 de maio de 2008 pela Century Media Records.

Dane estava em São Paulo, Brasil, gravando o seu segundo disco a solo e faleceu dormindo no apartamento onde se encontrava hospedado. O socorro não chegou a tempo, vindo a falecer no dia 13 de dezembro de 2017, morte proveniente de um enfarte agudo do miocárdio. Dane também tinha diabetes.


 


A rainha Maria de Aragão e Castela, mãe de El-Rei D. João III, morreu há 505 anos

 
Maria de Aragão e Castela
ou Maria de Trastâmara y Trastâmara (Córdova, 29 de junho de 1482 - Lisboa, 7 de março de 1517) foi uma infanta aragonesa, segunda esposa do Rei D. Manuel I de Portugal, a qual viria a ser Rainha de Portugal desde 1501 até à sua morte.
Teve quatro irmãos, entre os quais Joana a Louca, rainha de Castela, e Catarina de Aragão, esposa de Henrique VIII de Inglaterra (da qual o rei inglês se virá a querer divorciar e que estará na origem da separação da Igreja Anglicana da Católica Romana), e ainda Isabel de Aragão (esposa do príncipe Afonso de Portugal e primeira mulher de D. Manuel I).
A morte desta última, em 1498, durante o parto do seu filho, levou a que D. Manuel, numa política de aproximação entre as duas casas reais peninsulares, se viesse a casar com a sua irmã Maria em 30 de agosto de 1500, tendo aí iniciado-se uma ligação dinástica com a Espanha tão profunda que, em última análise, estará na origem dos acontecimentos de 1580.
Maria de Aragão e Castela faleceu em 1517, com quase 35 anos, de causas naturais. Foi sepultada no Convento da Madre de Deus, de onde foi trasladada para o Mosteiro de Belém.
  
  
Brasão da Rainha D.ª Maria de Aragão e Castela

 
Descendência
  

O físico Antoine César Becquerel nasceu há 234 anos

 
Descobridor da célula fotovoltaica (1839), é considerado o pai da eletroquímica.
Entrou na École Polytechnique em 1806, após estudar na Escola Central de Fontainebleau e no Lycée Henri IV, onde foi aluno de Augustin Louis Cauchy.
Em 1808 entrou para uma escola militar em Metz, da qual saiu no ano seguinte como segundo-tenente. Em seguida, e durante mais de dois anos, lutou nas campanhas na Espanha e França, sob as ordens do General Suchet. Feito capitão e Cavaleiro da Legião de Honra, foi nomeado inspetor assistente de estudos na École Polytechnique. Durante a invasão de 1814 voltou à atividade como militar, mas a sua então pouca resistência física fê-lo desistir definitivamente da carreira militar e passou a dedicar-se ao verdadeiro interesse da sua vida: o estudo da eletricidade.
Concordou com André-Marie Ampère, mas discordou da teoria eletromotiva de Volta, quando começou a aprofundar as suas pesquisas em eletroquímica. Na termoeletricidade, desenvolveu em 1829 a célula de corrente constante, precursora da famosa célula de Daniell, e aplicou os seus resultados na construção de um termómetro elétrico, que empregou para a determinação da temperatura interna de animais, do solo em diferentes profundidades e da atmosfera a diferentes altitudes.
Também fez pesquisas em áreas como a meteorologia, clima, agricultura e metalurgia. Publicou mais de quinhentos artigos e vários livros, de entre os quais:
  • Traité expérimental de l'électricité et du magnétisme, et de leurs rapports avec les phénomènes naturels, 7 vols (1834-1840);
  • Eléments d'électrochimie appliquée aux sciences naturelles et aux arts (1843);
  • Traité de physique considérée dans ses rapports avec la chimie et les sciences naturelles, 2 vols. (1842-1844);
  • Traité des engrais inorganiques en général, et du sel marin en particulière (1848);
  • Des climats et de l'influence qu'exercent les sols boisés et non boisés (1853) e
  • Eléments d'électrochimie appliquée aux sciences naturelles et aux arts, segunda e póstuma edição (1864),
além de vários outros trabalhos escritos com seu filho Edmond.
Morreu em 1878 e personificou a primeira de quatro gerações de cientistas franceses que deu contribuições científicas importantes para dois séculos. Foi o pai do físico Alexandre Edmond Becquerel (1820-1891) e do médico Louis Alfred Becquerel (1814-1862), avô do Nobel de Física de 1903, Antoine Henri Becquerel (1852-1908) e bisavô do também físico Jean Antoine Becquerel (1878-1953).
Foi laureado com a Medalha Copley da Royal Society de Londres, embora não tenha tido, em vida, o devido reconhecimento como cientista e inventor, entre os britânicos. Foi eleito membro da Académie des Sciences (1829), tornou-se professor de física e administrador do Museu Nacional de História Natural  da França (1837) e Comandante da Legião de Honra.
  

Ravel nasceu há 147 anos

   
Joseph-Maurice Ravel (Ciboure, 7 de março de 1875Paris, 28 de dezembro de 1937) foi um compositor e pianista francês, conhecido sobretudo pela subtileza das suas melodias instrumentais e orquestrais, entre elas, Bolero, que ele considerava trivial e descreveu como "uma peça para orquestra sem música".
   

 


Stuart Carvalhais nasceu há 135 anos!

(imagem daqui)

 

José Herculano Stuart Torrie de Almeida Carvalhais (Vila Real, 7 de março de 1887 - Lisboa, 2 de março de 1961), mais conhecido por Stuart Carvalhais, foi um artista português multifacetado: fez carreira sobretudo como pintor, desenhador, ilustrador, caricaturista, autor de banda desenhada e artista gráfico, mas dedicou-se também à fotografia, decoração, cenografia e mesmo ao cinema.

 

Vida e obra

Filho de pai português, oriundo de abastadas famílias rurais do Douro, e de mãe escocesa e inglesa, passa parte da infância em Espanha e regressa a Portugal em 1891. Frequenta o Real Instituto de Lisboa (1901-1903); trabalha como pintor de azulejos no ateliê de Jorge Colaço (1905). Com uma formação convencional incipiente, Stuart Carvalhais será sobretudo autodidata.

A sua primeira experiência nos jornais é como repórter fotográfico; publica os primeiros desenhos no jornal O Século em 1906; no ano seguinte, dá início ao trabalho em banda desenhada. Em 1911 é um dos responsáveis pela revista humorística A Sátira; colabora na fundação da Sociedade de Humoristas Portugueses, que terá como presidente Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (filho de Rafael Bordalo Pinheiro). Participa nas duas exposições organizadas por esse grupo em 1912 e 1913 (I e II Exposições dos Humoristas Portugueses) juntamente com Cristiano Cruz, Jorge Barradas, Emmerico Nunes e Almada Negreiros, entre outros.

Em 1912-13 faz uma permanência de alguns meses em Paris, sobrevivendo precariamente; colabora como ilustrador, no jornal Gil Blas; vê trabalhos de Corot, Seurat e Daumier. Casa-se com Fausta Moreira (varina – vendedora de peixe) pouco após o regresso a Lisboa; um ano mais tarde nasce o seu único filho, Raul Carvalhais.

Embora republicano (e mais tarde, antifascista), a sua crítica incidirá sobre quem a merece e, em 1914, colabora no jornal satírico monárquico Papagaio Real  (1914), então sob a direção artística de Almada Negreiros. Dá início à sua banda desenhada pioneira, inicialmente intitulada Quim e Manecas (1915-1953), a série mais longa da BD portuguesa, com mais de 500 episódios; essas duas personagens dão origem ao primeiro filme cómico português (1916), hoje desaparecido, onde o próprio Stuart desempenha o papel de pai de Manecas.

Os anos 20 correspondem à época de maior sucesso de Stuart. Dirige ABC a Rir, publica trabalhos na revista Ilustração (a cuja fundação está ligado), no Diário de Lisboa, Diário de Notícias, A Corja, O Espectro, A Choldra (1926), O Sempre Fixe, ABC-zinho. As encomendas são muitas e a sua atividade gráfica diversifica-se, incluindo os postais ilustrados, diversos trabalhos para o Bristol Clube e a casa de edição musical Sasseti; vence dois prémios em concursos internacionais (Itália e Espanha). Participa com uma pintura na decoração do café A Brasileira, Chiado (1925).

Ainda na área da imprensa, encontra-se colaboração artística da sua autoria em diversos jornais e revistas, nomeadamente na Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha (1888-1898) e na sua continuação, a Gazeta dos Caminhos de Ferro (1899-1971), nas revistas Illustração portugueza iniciada em 1903, O Zé (1910-1919), O século cómico (1913-1921), Contemporânea (1915-1926), Renovação (1925-1926), O Riso da vitória, iniciado em 1919, O domingo ilustrado (1925-1927), no semanário Repórter X  (1930-1935) e na edição mensal do Diário de Lisboa (1933).

Em 1932 realiza, na Casa da Imprensa, a sua única exposição individual; em 1948 é-lhe atribuído o prémio Domingos Sequeira na exposição do SNI.

Trabalha para o teatro como cenógrafo e figurinista; experimenta a realização em cinema (O Condenado, com Mário Huguin), desdobrando-se ainda como ator, decorador, cenógrafo e gráfico.

Será nas áreas do desenho e ilustração que a sua obra mais se individualizará. Ao longo da vida Stuart produziu milhares, numa atividade constante onde dificilmente se poderão isolar expressões ou estilos balizados no tempo; "a mestria de traço de Stuart, que lhe permite variar os registos, evidencia sobretudo o manifesto desejo de liberdade criativa, nutrido por enorme apetência experimental". Até a sua vida pessoal, ensombrada pelo alcoolismo e a instabilidade financeira, o forçaram à experimentação de materiais inesperados, não ortodoxos, dos suportes aproveitados (papel de embrulho, tampas de caixotes), às tintas e materiais riscadores improvisados (café, vinho, paus de fósforo queimados). "Profundo conhecedor do basfond lisboeta, fixa da capital um registo que cruza com o seu, servindo-o com resultados surpreendentes no uso da mancha […] e de texturas, na definição ou languidez da linha, nos ritmos do traço". Assim, desenvolto e elegante na ilustração, essencial na caracterização fisionómica, em cada personagem, em cada situação representada, Stuart revela com eficácia os conceitos que lhe estão associados. Utilizará esses instrumentos para falar, antes de mais, de uma Lisboa contraditória, "viva, inteira, elegante por vezes, amarga outras mais".

 

Guardado está o café para quem o há de pagar, tinta-da-china e grafite sobre papel - Sempre Fixe, 23.06.27

   

in Wikipédia

Frankie Carle morreu há vinte e um anos


Francis Nunzio Carlone (Providence, 25 de março de 1903Mesa, 7 de março de 2001), mais conhecido como Frankie Carle, foi um líder da banda, escritor, maestro, pianista e compositor norte-americano.

Como compositor, teve várias composições instrumentais como "Falling Leaves", "Roses in the Rain", "Lover's Lullaby", "Carle Boogie", "Sunrise Boogie", "Sunrise in Napoli", "Georgianna", "Blue Fantasy", "I Didn't Know", "The Golden Touch" e "The Apple Valley Waltz".

Foi um líder popular da banda nas décadas de 40 e 50. Trabalhou para diferentes bandas de dança. Carle deixou a orquestra de Heidt em 1944, formando o seu próprio grupo. A sua filha, Marjorie Hughes, era a vocalista. Carle tem vários hits nos anos 40 e início dos anos 50, incluindo a sua canção de autoria, "Sunrise Serenade" e "Oh! What It Seemed To Be!". Depois que a sua banda se dissolveu em 1955, Frankie Carle seguiu uma carreira a solo como pianista. Em 1989, ele foi introduzido no Big Band and Jazz Hall of Fame. Além disso, ele foi premiado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, em 1951.

 

in Wikipédia

 


Stanley Kubrick morreu há vinte e três anos

   
Stanley Kubrick (Nova Iorque, 26 de julho de 1928 - St Albans, 7 de março de 1999) foi um cineasta, roteirista, produtor de cinema e fotógrafo americano. Considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos, foi autor de grandes clássicos do cinema, como Spartacus (1960), Dr. Strangelove (1964), 2001 - Odisseia no Espaço (1968), Laranja Mecânica (1971) e Shining (1980), entre outros.
  
Infância e adolescência
Em sua infância, o jovem do Bronx não era o que se podia chamar de "aluno exemplar". Raramente fazia os trabalhos de casa e as suas notas não eram das melhores. Mas apesar disso, tinha reconhecimento do pai em sua mente criativa. Foi este quem o encorajou a aprender Xadrez (tornou-se um especialista no desporto) e deu-lhe a sua primeira máquina fotográfica. Ainda na adolescência, visando a carreira como fotógrafo, conseguiu emprego na conceituada revista Look, mas logo Kubrick descobriu que o seu futuro estava ligado a outro tipo de câmara.
  
Auto retrato na década de 50 para a revista Look
    
Primeiros trabalhos
Estreou como cineasta de curta-metragens aos 22 anos. Aos 25, obteve uma grande ajuda financeira do pai, que penhorou a casa para a produção de Fear and Desire, de 1953, sua primeira longa-metragem. Considerou o trabalho amador e, mesmo com algumas boas críticas, logo tratou de retirá-lo de circulação. Até hoje, o filme permanece fora de catálogo, tendo sido exibido poucas vezes em festivais ou distribuído ilegalmente. Logo após, Kubrick realizaria outro longa, Killer's Kiss, de 1955, outro filme pouco divulgado e de difícil acesso. Mas é a partir de The Killing, de 1956, que a sua carreira começa a funcionar. O trama sobre um plano de assalto ganhou a atenção de alguns produtores. Apesar disso, teve dificuldades com a adaptação da novela Paths of Glory. O filme homónimo foi estrelado pelo astro Kirk Douglas, que ajudou a levantar o projeto após ele ter sido rejeitado pelos estúdios. Kubrick fez um dos filmes antiguerra mais poderosos que o mundo do cinema já viu. Focado não em heróis, mas sim em cobardes. Apesar das excelentes críticas, Paths of Glory (Horizontes de Glória), de 1957, foi proibido em alguns países, incluindo a França.
  
Reconhecimento e clássicos
Kirk Douglas gostou de trabalhar com Kubrick. Foi ele quem o chamou para dirigir o épico Spartacus (1960), após a tensa demissão do veterano diretor Anthony Mann. Mann já havia filmado boa parte da produção quando Kubrick, com apenas 29 anos, assumiu o seu lugar. A boa relação com Douglas viria por água abaixo quando as diferenças criativas os fizeram confrontar-se. Kubrick perdeu a batalha e viu obrigado-se a filmar sem poder colocar algumas das suas ideias em prática. Mesmo com o sucesso do filme, ele decidiu que dali por diante só iria aceitar projetos que pudesse ter total liberdade criativa. E foi com esse pensamento que se muda para a Inglaterra em 1962. No mesmo ano começa as filmagens de Lolita (1962), clássico da literatura escrita por Vladimir Nabokov. A curiosidade sobre a adaptação da obra de Nabokov dá grande visibilidade ao filme, que mesmo imerso em polémicas (a relação entre um homem de meia-idade e uma adolescente era a principal delas) se torna outro grande sucesso de crítica. Dois anos depois, o diretor lança outro clássico absoluto: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964) (Doutor Fantástico no Brasil; Doutor Estranhoamor em Portugal). Tendo como tema a ameaça nuclear, o filme é uma comédia de humor negro com atuações e roteiro primorosos. Para atuar, Kubrick chamou o comediante inglês Peter Sellers, que se desdobra em três papéis, incluindo o de presidente dos Estados Unidos, e George C. Scott (que alguns anos mais tarde se destacaria em Patton, Rebelde ou Herói?). Entre os vários momentos clássicos, está o final, com direito a um major cowboy montado sobre uma bomba atómica no ar. Esse trabalho rendeu a Kubrick a sua primeira nomeação para o Óscar de melhor diretor.
Cinco anos de produção foram necessários para o desenvolvimento de 2001: A Space Odyssey (2001: Odisseia no Espaço), de 1968, para muitos a melhor ficção científica já filmada. Foi escrito ao mesmo tempo que o livro homónimo de Arthur C. Clarke estava a se escrito. Clarke, inclusive, deu assistência na criação do roteiro. 2001 teve uma receção fria da crítica, mas obteve um enorme sucesso junto do público. Até hoje, possui na sua força maior, as músicas de Richard Strauss, Assim falou Zaratustra e Johann Strauss II, Danúbio Azul. Os efeitos especiais, inovadores para a época, garantiram ao filme um Óscar da categoria.
Novamente indicado para melhor diretor, Kubrick vê o seu prémio escapar. Logo após, chateado com o cancelamento do filme sobre Napoleão Bonaparte, ele segue para mais uma adaptação. Dessa vez o livro é A Clockwork Orange (Laranja Mecânica), de 1971, de Anthony Burgess, focado na violência humana e, principalmente, na da juventude. Causou grande polémica na época de seu lançamento e foi acusado de incitar a barbárie. Na história, quatro jovens de classe trabalhadoras passam as noites cometendo as maiores atrocidades: lutar, roubar, violar… são apenas algumas delas. A vida de um deles, Alex, (Malcolm McDowell) toma um rumo diferente quando o mesmo vai para a cadeia. Disparado o trabalho mais controverso do diretor, que deu-lhe outra nomeação para o prémio da Academia e outra derrota.
Nos anos seguintes, três filmes totalmente diferentes: um longuíssimo filme de época, um terror de gelar a espinha e a sua visão da Guerra do Vietname. O primeiro é Barry Lyndon (1975). Linda obra saída de uma novela de William Makepeace Thackeray. Apesar de ser pouco conhecido, o filme é considerado por muito dos fãs de Kubrick, entre eles Martin Scorsese, como seu melhor trabalho. Pois nele é perfeitamente visível o seu perfecionismo, característica marcante em sua carreira. Barry Lyndon, interpretado magistralmente por Ryan O'Neal, é uma espécie de "talentosa fraude" que inevitavelmente é expulso de onde quer que se meta. A fotografia do filme, dirigida por John Alcott - trabalhando sob a orientação técnica de Kubrick - e vencedora do Óscar, é outro momento inesquecível. Kubrick usou lentes criadas pela NASA para poder filmar alguns interiores. Detalhe: iluminados apenas com velas. Mesmo com todo o cuidado da produção, Barry Lyndon fracassou nos Estados Unidos, mas fez relativo sucesso na Europa. Levou quatro estatuetas douradas, mas de novo o admirável trabalho de Stanley como diretor não foi reconhecido pela maioria votante. Ele voltaria a ter um novo sucesso mundial com o clássico Shining (1980) (The Shining), adaptação da obra de Stephen King. A história de uma família que passa uma época num hotel nas montanhas até hoje faz sucesso onde quer que seja exibida. Quase no final dos anos 80, Kubrick ressurgiria dando ênfase a guerra, dessa vez a do Vietname. Saída do livro de Gustav Hasford, Full Metal Jacket (Nascido Para Matar), de 1987, quase que uma versão "kubrickiana" de Apocalypse Now. O filme é praticamente dividido em duas partes: a preparação para a guerra e o ambiente de combate. Kubrick disse que ficou frustrado com o facto de que antes da estreia do filme dois outros longas sobre o tema já tinham sido lançados com sucesso: The Killing Fields (Terra sangrenta), de 1984, e Platoon (Platoon - Os Bravos do Pelotão), de 1986. Ainda como destaque da produção está o imenso set erguido em Londres, para a batalha final.
  
Final de carreira
Do seu último longa-metragem até Eyes Wide Shut (De Olhos Bem Fechados), de 1999, passou-se um longo período sem nada assinado por Stanley. Lançado em 1999, o filme protagonizado pelo (até então) casal número um dos Estados Unidos, causou uma grande comoção entre os amantes da sétima arte. Tom Cruise e Nicole Kidman interpretam um casal em crise e foi adaptada de romance escrito por Arthur Schnitzler, chamado Traumnovelle. Dois anos foi o período de filmagem, tempo que o perfecionismo de Kubrick achou necessário para a conclusão do filme, mas não o necessário para agradar à crítica e público. Kubrick faleceu enquanto dormia, devido a um ataque cardíaco, no dia 7 de março de 1999, não testemunhando a fria receção que seu último trabalho obteve. O último projeto cinematográfico em que esteve envolvido, mas que por questões de saúde não dirigiu, foi AI: Inteligência Artificial, de Steven Spielberg. Foi sepultado em Childwickbury Manor, Hertfordshire na Inglaterra.