O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano.
Tendo como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo
pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Morreu em 16 de agosto de 2008, aos 94 anos, em casa, às seis horas da manhã, por conta de insuficiência renal
e falência múltipla dos órgãos, em consequência de um cancro renal
que possuía há 9 anos e o mantinha doente em casa desde dezembro de
2007. Poeta popular, compôs obras como Saudade de Bahia, Samba da minha Terra, Doralice, Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Saudade de Itapuã, O Dengo que a Nega Tem ou Rosa Morena.
Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Soares Caymmi, era casado com Adelaide Tostes, a cantora Stella Maris. Todos os seus três filhos são também cantores: Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.
Vida
Caymmi era descendente de italianos pelo lado paterno, as gerações da Bahia começaram com o seu bisavô, que chegou ao Brasil para trabalhar no reparo do Elevador Lacerda e cujo nome era grafado Caimmi.
Ainda criança, iniciou a sua atividade como músico, ouvindo parentes
ao piano. O seu pai era funcionário público e músico amador, tocava,
além de piano, violão e bandolim. A mãe, dona de casa, mestiça de
portugueses e africanos, cantava apenas no lar. Ouvindo o fonógrafo e depois a vitrola,
cresceu a sua vontade de compor. Cantava, ainda menino, num coro de
igreja, como baixo-cantante. Com treze anos, interrompe os estudos e
começa a trabalhar numa redação de jornal O Imparcial, como auxiliar. Com o encerramento do jornal, em 1929, torna-se vendedor de bebidas. Em 1930
escreveu a sua primeira música: 'No Sertão", e aos vinte anos
estreou-se como cantor e guitarrista em programas da Rádio Clube da
Bahia. Já em 1935, passou a apresentar o musical Caymmi e Suas Canções Praieiras. Com 22 anos, venceu, como compositor, o concurso de músicas de carnaval com o samba A Bahia também dá.
Gilberto Martins, um diretor da Rádio Clube da Bahia, o incentiva a
seguir uma carreira no sul do país. Em abril de 1938, aos 23 anos,
Dorival, viaja de Ita (navio que cruza o Brasil do norte até o
sul) para cidade do Rio de Janeiro, para conseguir um emprego como
jornalista e realizar o curso preparatório de Direito. Com a ajuda de parentes e amigos, fez alguns pequenos trabalhos na imprensa, exercendo a profissão em O Jornal, do grupo Diários Associados, ainda assim, continuava a compor e a cantar. Conheceu, nessa época, Carlos Lacerda e Samuel Wainer.
Foi apresentado ao diretor da Rádio Tupi, e, em 24 de junho de 1938, estreou na rádio cantando duas composições, embora ainda sem contrato. Saiu-se bem como caloiro e iniciou a cantar dois dias por semana, além de participar do programa Dragão da Rua Larga. Neste programa, interpretou O Que é Que a Baiana Tem, composta em 1938. Com a canção, fez com que Carmen Miranda tivesse uma carreira no exterior, a partir do filme Banana da Terra, de 1938.
A sua obra invoca principalmente a tragédia de negros e pescadores da
Bahia: O Mar, História de Pescadores, É Doce Morrer no Mar, A Jangada
Voltou Só, Canoeiro, Pescaria, entre outras. Filho de santo de Mãe Menininha do Gantois, para quem escreveu em 1972 a canção em sua homenagem: "Oração de Mãe Menininha", gravado por grandes nomes como Gal Costa e Maria Bethânia.
Obra
O Dorival é um génio.
Se eu pensar em música brasileira, eu vou sempre pensar em Dorival
Caymmi. Ele é uma pessoa incrivelmente sensível, uma criação incrível.
Isso sem falar no pintor, porque o Dorival também é um grande pintor.
Nas composições de Caymmi (Maracangalha - 1956; Saudade de Bahia - 1957), a Bahia surge como um local exótico com um discurso típico que estabelecera-se nas primeiras décadas do século XX. Referências à cultura africana, à comida, às danças, à roupa, e, principalmente à religião. Com a Primeira Guerra Mundial, um lundu de autoria anónima, com o nome de "A Farofa", trata não tão somente do conflito como também de dendê e vatapá, na canção "O Vatapá". O compositor José Luís de Moraes, chamado Caninha, utilizou, ainda em 1921, o vocábulo balangandã, no samba "Quem vem atrás fecha a porta". A culinária baiana foi consagrada no maxixe "Cristo nasceu na Bahia", lançado em 1926. No final da década de 20,
é associado à Bahia a mulher que ginga, rebola, requebra, remexe e
mexe as cadeiras quando está sambando, o que surpreende na linguística,
tendo em vista que o autor não era nativo do Brasil. O primeiro grande sucesso O que é que a baiana tem?
cantada por Carmen Miranda em 1939 não só marca o começo da carreira
internacional da Pequena Notável vestida de baiana, mas influenciou
também a música popular dentro do Brasil, tornou-se conhecida a ponto
de ser imitada e parodiada, como no choro "O que é que tem a baiana" de Pedro Caetano e Joel de Almeida ou na canção "A baiana diz que tem" de Raul Torres. Apesar das produções anteriores, as composições de Caymmi são as mais lembradas sobre a cultura baiana.
Eu escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.
Napoleão nasceu em Córsega, filho de pais com ascendência da nobreza italiana e foi treinado como oficial de artilharia na França continental. Em 2011, um exame de DNA de costelas de Napoleão que eram guardadas em relicário confirmou a origem caucasiana de Napoleão, desmentindo uma possível ascendência árabe do imperador.
Bonaparte ganhou destaque no âmbito da Primeira República Francesa e liderou com sucesso campanhas contra a Primeira Coligação e a Segunda Coligação. Em 1799, liderou um golpe de Estado e instalou-se como primeiro cônsul. Cinco anos depois, o senado francês proclamou-o Imperador.
Na primeira década do século XIX, o império francês, sob comando de
Napoleão se envolveu em uma série de conflitos com todas as grandes
potências europeias, as Guerras Napoleónicas.
Após uma sequência de vitórias, a França garantiu uma posição
dominante na Europa continental, e Napoleão manteve a esfera de
influência da França, através da formação de amplas alianças e a
nomeação de amigos e familiares para governar os outros países europeus
como dependentes da França. As campanhas de Napoleão são até hoje
estudadas nas academias militares de quase todo o mundo.
A Campanha da Rússia em 1812 marcou uma viragem na sorte de Napoleão. A sua Grande Armée foi seriamente afetada na campanha e nunca recuperou totalmente. Em 1813, a Sexta Coligação derrotou as suas forças em Leipzig. No ano seguinte, a coligação invadiu a França, forçou Napoleão a abdicar e o exilou na ilha de Elba. Menos de um ano depois, fugiu de Elba e regressou ao poder, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, em junho de 1815. Napoleão passou os últimos seis anos da sua vida confinado pelos britânicos à ilha de Santa Helena. Uma autópsia concluiu que ele morreu de cancro no estômago, embora haja suspeitas de envenenamento por arsénio.
O canal começou a ser construído em 1880 e foi terminado em 1914. Os Estados Unidos e a China são os principais utilizadores do canal.
O canal possui dois grupos de eclusas
no lado do Pacífico (Pedro Miguel e Miraflores) e um outro grupo no
lado do Atlântico (Gatún). Neste último, as portas maciças de aço das eclusas triplas de Gatún têm 140 metros de altura e pesam 745 toneladas cada uma, mas são tão bem contrabalançadas que um motor de 56 kW é suficiente para abri-las e reabri-las. O lago Gatún, que fica a 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago. Do lago Gatún, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direção ao Pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores,
a 16,5 metros acima do nível do mar, e depois, através de um conjunto
duplo de eclusas em Miraflores. Todas as eclusas do canal são duplas,
de modo que os barcos possam passar nas duas direções. Os navios são
dirigidos ao interior das eclusas por pequenos aparelhos ferroviários. O
lado do Pacífico é 24 centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas.
Diversas ilhas situam-se no lago Gatún, incluindo a ilha Barro Colorado, um santuário mundial de vida selvagem.
(...)
Concluídas as obras complementares, quando o canal entrou finalmente em atividade, a 15 de agosto de 1914,
constituía-se numa maravilha tecnológica. A complexa série de eclusas
permitia até mesmo a passagem dos maiores navios de sua época. O canal
foi um triunfo estratégico e militar importantíssimo para os Estados
Unidos, e revolucionou os padrões de transporte marítimo.
Woodstock Music & Art Fair (conhecido informalmente como Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música realizado entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 na fazenda de 600 acres de Max Yasgur, na cidade de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", o festival deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Wallkill, mas os moradores locais não aceitaram, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.
O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 60 e começo dos anos 70.
Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se
durante um fim de semana, por vezes chuvoso, para 400 mil espectadores.
Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original
provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos
na história da música popular.
Matt Johnson (London, 15 August 1961) is an English singer-songwriter best known as the vocalist and only constant member of his band The The. He is also a film soundtrack composer (Cineola), publisher (Fifty First State Press), broadcaster (Radio Cineola), and conservationist/local activist.
O catolicismo romano ensina como um dogma que a Virgem Maria "tendo completado o curso de sua vida terrestre, foi assumida, de corpo e alma, na glória celeste". Esta doutrina foi definida dogmaticamente, pelo papa Pio XII, a 1 de novembro de 1950, na constituição apostólica Munificentissimus Deus, dentro do exercício da infalibilidade papal (a única vez que um Papa o fez). Ainda que as Igrejas Católica e Ortodoxa acreditem na Dormição de Maria, que é o mesmo que a Assunção, a morte de Maria não foi definida dogmaticamente.
Rosa Ramalho (1888-1977) é o nome artístico de Rosa Barbosa Lopes, ceramista e figura emblemática da olaria tradicional portuguesa.
Rosa Ramalho nasceu a 14 de agosto de 1888, na freguesia de São Martinho de Galegos (concelho de Barcelos). Filha de um sapateiro e de uma tecedeira, casou-se aos 18 anos, com um moleiro, e teve sete filhos. Aprendeu a trabalhar o barro
desde muito nova, mas interrompeu a actividade durante cerca de 50
anos, para cuidar da família. Só após a morte do marido, e já com 68
anos de idade, retomou o trabalho com o barro e começou a criar as
figuras que a tornaram famosa. As suas peças simultaneamente dramáticas
e fantasistas, denotadoras de uma imaginação prodigiosa,
distinguiam-na de outros barristas e oleiros e proporcionaram-lhe uma
fama que ultrapassou fronteiras.
Foi a António Quadros (pintor)
que se deveu a descoberta de Rosa Ramalho pela crítica artística e a
sua divulgação nos meios "cultos". Foi a primeira barrista a ser
conhecida individualmente pelo próprio nome e teve o reconhecimento,
entre outros, da Presidência da República, que em 9 de abril de 1981 lhe
atribuiu o grau de Dama da Ordem de Sant'Iago da Espada. Em 1968 tinha-lhe sido também entregue a medalha "As Artes ao Serviço da Nação".
Sobre a artista há um livro de Mário Cláudio (Rosa, de 1988, integrado na Trilogia da mão) e uma curta-metragem documental de Nuno Paulo Bouça (À volta de Rosa Ramalho, de 1996). Actualmente dá nome a uma rua da cidade de Barcelos e a uma Escola de 2º e 3º Ciclos da freguesia de Barcelinhos.
Há também a possibilidade de que se venha a transformar a sua antiga
oficina, em São Martinho de Galegos, num museu de olaria com o seu nome.
O seu trabalho teve como sucessora a sua neta Júlia Ramalho.
A partir do final dessa mesma década, Martin tornou-se um ator bem sucedido, fazendo diversos filmes de comédia,
que lhe renderam diversos prémios ao longo das décadas. No início da
carreira cinematográfica, ele chegou a ser apontado por alguns como "um
novo Jerry Lewis". Porém, em pouco tempo de carreira, ficou claro que o estilo de humor de ambos era diferente. Em 2004, o canal Comedy Central classificou Martin em sexto lugar na lista das cem maiores comediantes de stand-up.
Martin começou a tocar banjo desde cedo e inclui o instrumento em seus shows desde o início de sua carreira profissional. Desde os anos 2000,
ele passou a dedicar-se cada vez mais à carreira musical, passando a
atuar menos e a investir mais na música, tocando banjo, gravando e
fazendo tours com várias bandas de bluegrass, incluindo com o cantor Earl Scruggs, com quem ganhou um Grammy de Melhor Performance de Música Country em 2001.
Nunca te amei tanto, ma soeur,
Como quando de ti parti naquele pôr-de-sol.
O bosque engoliu-me, o bosque azul, ma soeur,
Sobre que já pousavam as estrelas pálidas a oeste.
Não me ri nem um pouco, nada, ma soeur,
Eu que a brincar ia ao encontro dum destino escuro —
Enquanto os rostos já atrás de mim
Devagar empalideciam no anoitecer do bosque azul.
Tudo era belo naquele anoitecer único, ma soeur,
Nunca mais depois e nunca antes assim —
Verdade é: só me ficaram as grandes aves
Que ao anoitecer têm fome no céu escuro.
A Batalha de Aljubarrota foi uma das raras grandes batalhas campais da
Idade Média entre dois exércitos régios e um dos acontecimentos mais
decisivos da história de Portugal. Inovou a tática militar,
permitindo que homens de armas apeados fossem capazes de vencer uma
poderosa cavalaria. No campo diplomático, permitiu a aliança entre
Portugal e a Inglaterra, que perdura até hoje. No aspeto político,
resolveu a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Castela e
Leão, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente,
abrindo caminho sob a Dinastia de Avis para uma das épocas mais
marcantes da história de Portugal, a época dos Descobrimentos.
(...)
Na manhã de 15 de agosto,
a catástrofe sofrida pelos castelhanos ficou bem à vista: os cadáveres
eram tantos que chegaram para barrar o curso dos ribeiros que
flanqueavam a colina. Para além de soldados de infantaria, morreram
também muitos nobres fidalgos castelhanos, o que causou luto em Castela até 1387. A cavalaria francesa sofreu em Aljubarrota outra pesada derrota contra as táticas de infantaria, depois de Crécy e Poitiers. A batalha de Azincourt, já no século XV, mostra que Aljubarrota não foi a última vez em que isso aconteceu.
Com esta vitória, D. João I tornou-se no Rei incontestado de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis.
Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha. Assim como, passados sete anos da batalha, o nosso condestável D. Nuno Álvares Pereira mandou construir a Ermida de São Jorge, em Calvaria de Cima, onde precisamente está o campo de militar de São Jorge e ele havia depositado o seu estandarte
nesse dia. Hoje nesse mesmo último local, há também um moderno centro
de interpretação que explica o desenrolar dos acontecimentos, seus
antecedentes e suas consequências.
Vendeu mais de 30 milhões de álbuns e mais de 2 milhões de DVDs, tendo conquistado 160 discos de Ouro e Platina em 34 países. A banda sonora do musical O Fantasma da Ópera,
interpretado por Sarah, vendeu mais de 40 milhões de cópias,
tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, sendo o
mais vendido do seu género musical. Foi a fonte de inspiração para Andrew Lloyd Webber, com quem foi casada de 1984 a 1990, criar o papel de Christine Daaé para o musical The Phantom of the Opera. Sabe cantar em várias línguas, incluindo inglês, espanhol, francês, latim, alemão, italiano, russo, hindi e mandarim.
Apaixonou-se pelo desporto automóvel com apenas dez anos, quando
visitou o autódromo de Bolonha. Enzo Ferrari trabalhou como mecânico até
ao início da I Guerra Mundial, altura em que entrou na Contruzioni Mecaniche National, como piloto de testes. Aos 21 anos tentou trabalhar na Fiat, mas foi recusado. Pouco depois ingressou na Alfa Romeo, mas desta vez como piloto. Criou a Scuderia Ferrari no ano de 1925, em Módena, mas durante a II Guerra Mundial viu-se obrigado a transferir a fábrica de automóveis para Maranello, a dezoito quilómetros de Módena. Depois da II Guerra Mundial, a Ferrari ganhou dois títulos mundiais em 1952 e 1953.
Alfredino Ferrari, filho de Enzo, morreu em 1956, aos 26 anos, sofrendo de distrofia muscular progressiva, o que fez com que se tornasse uma pessoa triste e amarga. Desde então Enzo nunca
mais pisou uma pista de corrida e passou a usar os inseparáveis óculos
escuros. Autodidata em mecânica, recebeu em 1960, da Universidade de Bolonha, o título de Doutor "honoris causa" em engenharia, e mais tarde, em física. O governo italiano deu-lhe o título de comendador. Enzo Ferrari morreu em Maranello, com 90 anos, tendo, durante o período em que viveu, a sua equipa obtido 19 vitórias nas 24 Horas de Le Mans e nove títulos na Fórmula 1.
O Coliseu dos Recreios é uma sala de espectáculos polivalente, situada em São José, Lisboa, construída de raiz e inaugurada em 14 de agosto de 1890, com a opereta “Boccaccio”, de Franz von Suppé, interpretada pela companhia Caracciolo, quando ainda não estavam terminados todos os trabalhos da sua construção.
Quatro empresários arrojados (o solicitador José Frederico Ciríaco, o
professor de filosofia Pedro António Monteiro, o dono de armazéns
António Caetano Macieira e o comerciante de carnes João Baptista G. de
Almeida), conceberam edificar o maior dos edifícios cobertos que
houvesse no mundo no campo dos espectáculos, e cuja lotação
ultrapassaria os 4.000 lugares.
A partir de 1888, os custos elevados da construção original foram
necessariamente cobertos com recurso a uma subscrição pública. Tão
grande era a vontade dos quatro elementos promotores e tão grande o
entusiasmo que nos demais interessados souberam criar, que conseguiram
recolher o montante suficiente, tendo o próprio rei D. Carlos se tornado accionista.
Tendo o contributo de artistas estrangeiros, o Coliseu dos Recreios foi
inovador na introdução da arquitectura do ferro, ainda incipiente em
Portugal, através da espectacular cúpula em ferro, colocada sobre um
octógono em alvenaria, à maneira de uma parábola cúbica com lanterna de
8 m de diâmetro, maior de todas as demais na terra, com 25 metros de
raio, diâmetro de 48,68 metros e o peso de 100 toneladas, vinda da
Alemanha, encomendada à firma Hein Lehmann e C.ª.
O telhado, também em ferro foi instalado em 1889, da responsabilidade
do engenheiro Lacombe. O traço da obra deveu-se aos engenheiros
Francisco Goulard, pai e filho (engenheiros franceses), e aos
portugueses Manuel Garcia Júnior, Frederico Ressano Garcia, M. Gouveia
Júnior e Xavier Cordeiro; a construção metálica coube a Castanheira das
Neves. Do arquitecto Cesare Ianz é o projecto da fachada do edifício,
última parte concluída, de três pisos, com motivos decorativos em
reboco e algumas carrancas, que lhe conferem e aumentam a
grandiosidade. Na fase final, foi dada rédea livre ao maior dos
cenógrafos lisboetas, Eduardo Machado, para que procedesse a uma
decoração em beleza e pusesse a funcionar o palco. Com 40 m de
profundidade, 18 de largura, uma teia em madeira e maquinismos manuais.
O Coliseu dos Recreios assumiu-se sempre como uma sala de espectáculos
popular, estabelecendo preços baixos e apresentando espectáculos de
diversos tipos, entre os quais a ópera (poucos anos antes, em 1887,
tinha aberto ao público um outro Coliseu, na Rua da Palma, no qual
também funcionaram companhias de ópera mas que teve uma vida muito mais
efémera). O Coliseu evidenciou-se especialmente no campo da ópera
durante a I república, constituindo então uma alternativa ao S.
Carlos: em dezembro de 1916 estreou-se uma companhia, organizada por
Ercole Casali, da qual faziam parte Elvira de Hidalgo e Tito Schipa, e a
partir daí cantaram no Coliseu nomes como Alfredo Kraus, Antonietta
Stella, Carlo Bergonzi, Elena Suliotis, Fiorenza Cossotto, Joan
Sutherland, Piero Cappuccilli, Tito Gobbi ou Tomás Alcaide. Entre 1959 e
1981 os espectáculos líricos passaram a ser organizados em colaboração
com o S. Carlos, oferecendo a possibilidade de ouvir algumas das
grandes vozes que vinham a Lisboa por preços acessíveis.
Objeto de obras de remodelação entre 1992 e 1994, o Coliseu foi
reaberto em 26 de fevereiro de 1994 com um concerto que assinalou o
início dos acontecimentos culturais da “Lisboa 94”.
Tem uma lotação de 2.846 lugares em disposição de plateia sentada, ou 5.672 em disposição de plateia em pé.
João Manuel Pereira Figueiredo Cabeleira conhecido como João Cabeleira, nascido a 14 de agosto de 1962, é um guitarristaportuguês, membro da banda Xutos & Pontapés desde 1983, quando veio substituir Francis (até então, guitarrista de solo da banda).
Carreira
Antes de ser guitarrista dos Xutos, era guitarrista dos Vodka Laranja, banda da qual foi fundador em 1979.
É considerado dos melhores guitarristas portugueses. Pode ser
interpretado por muitos como sendo mal-humorado ou pouco sociável, mas
na verdade a sua alegria e boa disposição estão sempre presentes, apesar
de em palco isso não ser notório, pois prefere dedicar mais da sua
atenção à música em si, do que à actuação, sendo uma presença essencial
no som dos Xutos & Pontapés.
Existem filmagens de concertos no famoso clube Rock Rendez-Vous,
recentemente editadas em DVD, em que assistia a um concerto da sua
futura banda (Xutos) ainda antes de surgir a oportunidade de tocar com
eles.
É o único elemento da banda que não participa vocalmente nos
espectáculos (nem mesmo em segundas vozes), e apenas por uma vez ocupou o
lugar central do palco para interpretar a música "Dantes", no concerto
dos quinze anos dos Xutos no Coliseu de Lisboa, ao lado de 2 músicos que na altura faziam parte do line-up
dos Delfins (Rui Fadigas, no baixo, e Jorge Quadros, na bateria,
fazendo um excepcional uso de pedal duplo, que não existia nem nos
Delfins, nem nos Xutos; Rui Fadigas também se rendeu a um baixo mais
técnico e sentido do que aquele que nos habituámos a ouvir em ambas as
bandas). Esta foi uma das actuações mais memoráveis dos Xutos &
Pontapés (mesmo que não estivessem presentes na íntegra).
Em 2004, foi agraciado, juntamente com os restantes membros dos Xutos & Pontapés, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, com a Ordem do Mérito.
Utiliza uma técnica solista bastante singular em que os seus
fraseamentos e acordes são bastante diferentes daquilo a que nos
habituámos a ouvir na guitarra solista de rock, ou de outro estilo
qualquer.
Algumas das suas influências que se manifestam na sua técnica exímia de tocar guitarra são David Gilmour dos Pink Floyd e Jimi Hendrix.
Em 2019, contribuiu para a canção "Rapazes da Praia", hino do centenário do Clube de Futebol "Os Belenenses", clube do qual é adepto, onde mais uma vez ficaram patentes as suas qualidades na guitarra.
No livro «Aqui Xutos & Pontapés», Rolando Rebelo revela que a
primeira guitarra elétrica de João Cabeleira foi uma Hondo adquirida em
1979 por 4.500$00, como resultado das poupanças feitas pelo músico,
sobretudo provenientes de lembranças de aniversário e de Natal.
Posteriormente, o músico viria a comprar - por 8 contos -, uma Stagg
'Les Paul' ao baterista de uma banda com quem tocou antes de ingressar
nos Xutos. A história dessa guitarra foi contada pelo músico durante a
sua participação na iniciativa «Vamos Falar de Blues», promovida por
Budda Guedes, em setembro de 2019, em Braga.
Na foto de capa do disco «Circo de Feras» - datado de 1987 -, o
guitarrista enverga já uma Fender Stratocaster de cor preta, pickguard
branca e braço em maple. É com este instrumento que faz pelo menos
alguns dos concertos da tourné de promoção do álbum.
Por altura do lançamento do trabalho de seguinte, o álbum «88», João
Cabeleira passou a usar como instrumento principal uma guitarra Fender,
modelo Contemporary Stratocaster, de fabrico japonês, equipada com 1
humbucker, 2 pickups single coil e um sistema de tremolo Fender
Schaller. O corpo dessa icónica guitarra é pintado a cinzento escuro
metalizado, sendo a pickguard e a headstock pretas, enquanto a escala é
em pau rosa. Este instrumento ainda hoje pode ser pontualmente visto em
registos ao vivo dos Xutos & Pontapés, nalguns dos temas tocados
em modo ‘acústico’.
Porém, a partir do álbum seguinte - «Gritos Mudos» -, a principal
guitarra do João passou a ser uma George Washburn EC-29 Spitfire de cor
vermelha, com pintura emulando fissuras [crackle finish]. Tratava-se de
um instrumento equipado com 2 pickups ativos – um single coil, um
humbucker e um tremolo Floyd Rose. Como backup, João Cabeleira possuía
ainda duas outras Washburns similares, nas cores preta e azul [embora
não fizesse muito uso desta última por não estar equipada com os pickups
originais].
Para lá das referidas Fender Contemporary Stratocaster e Washburn
EC-29, João Cabeleira costuma tocar em concertos ‘acústicos’ com uma
guitarra semi-acústica Gretsch G6122 cor de laranja. No primeiro registo
que os Xutos fizeram dentro deste género, editado em 1995 com o nome
«Ao Vivo na Antena 3», é visível a parte de trás deste instrumento na
fotografia que ilustra o álbum.
Curiosamente, no espetáculo «Febre de Sábado à Noite», apresentado por
Júlio Isidro em Matosinhos, em 2006, o guitarrista fez-se acompanhar de
uma guitarra Gibson SG sunburst.
Mais tarde, em 2010, foi roubada uma carrinha dos Xutos & Pontapés
contendo material de back line da banda no seu interior, nomeadamente,
guitarras, baterias e amplificadores. Entre os instrumentos furtados
encontravam-se guitarras do João Cabeleira. De acordo com uma notícia
então publicada pelo Blitz, a então mulher do músico, Ana Figueiredo
[Bastet], dispôs-se a dar uma recompensa monetária a quem devolvesse o
material dos Xutos & Pontapés. Porém, esse material nunca viria a
ser recuperado. Afortunadamente, o João conseguiu adquirir uma outra
Washburn EC-29 vermelha, em tudo igual à que lhe fora roubada, sendo
este, atualmente, o seu instrumento de referência.
No teledisco do tema «Tu Também (Há 10.000 Anos Atrás)», apresentado no
final de 2013 para promoção do disco «Puro» - que sairia no dia do 35º
aniversário da banda [a 13 de janeiro de 2014] -, João Cabeleira
aparece a tocar com uma guitarra Ibanez RG550XH, instrumento com 36
trastos.
Vida Pessoal
Em 1993, João Cabeleira vivia com Iolanda Batista e nesse mesmo ano teve
a sua primeira filha. Posteriormente, de um relacionamento com
Sandrine de Matos, teve um segundo filho. Mais recentemente, foi casado
com Ana Figueiredo (Bastet), com quem teve uma filha, em 2013.
Filho ilegítimo (bastardo) do rei D. Pedro I e 3.º Mestre da Ordem de Avis (com sede em Avis), foi aclamado rei na sequência da Crise de 1383-1385, que ameaçava a independência de Portugal.
Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e aliados ingleses travou a batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela,
que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se,
acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como
rei.
Berry foi uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood durante os anos 2000 e esteve envolvida na produção de vários dos filmes em que atuou. Também é porta-voz da marca Revlon. Ela foi casada com o jogador de beisebol David Justice, o cantor e compositor Eric Benét e o ator Olivier Martinez. Ela tem um filho com Martinez e o modelo Gabriel Aubry.