domingo, novembro 24, 2013

O pintor e muralista mexicano Diego Rivera morreu há 56 anos

Diego Rivera, de nome completo Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez (Guanajuato, 8 de dezembro de 1886 - San Ángel, Cidade do México, 24 de novembro de 1957), de origem judaica, foi um dos maiores pintores mexicanos, casado por quatro vezes, incluindo um tumultuoso casamento com Frida Kahlo.

Biografia
Desde criança sempre quis ser pintor e todos percebiam ter talento para isso. Ao ficar adulto, após estudar pintura na adolescência, participou da Academia de San Pedro Alvez, na Cidade do México, partindo para a Europa, beneficiado por uma bolsa de estudos, onde ficou de 1907 até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com vários pintores da época, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudí, que influenciaram a sua obra. Nesta época começou a trabalhar num ateliê em Madrid, Espanha.
Acreditava que somente o mural poderia redimir artisticamente um povo que esquecera a grandeza de sua civilização pré-colombiana durante séculos de opressão estrangeira e de espoliação por parte das oligarquias nacionais, culturalmente voltadas para a metrópole espanhola. Assim como os outros muralistas, considerava a pintura de cavalete burguesa, pois na maior parte dos casos as telas ficavam confinadas em coleções particulares. Dentro deste conceito, realizou gigantescos murais que contavam a historia política e social do México, mostrando a vida e o trabalho do povo mexicano, seus heróis, a terra, as lutas contra as injustiças, as inspirações e aspirações.
Em 1930 Rivera foi para os Estados Unidos, onde permaneceu por 4 anos, pintando vários murais, inclusive no Rockfeller Center, em Nova York.
Rivera era ateu e enfrentou grandes problemas por isso, sendo alvo de muitos preconceitos. O seu mural "Sonho de uma tarde dominical na Alameda Central" retratava Ignacio Ramírez segurando um cartaz que dizia: "Deus não existe". Este trabalho causou indignação, mas Rivera recusou-se a retirar a inscrição. A pintura não foi exposta durante nove anos. Depois de Rivera concordar em retirar a inscrição, ele declarou: "Para afirmar 'Deus não existe', eu não tenho que me esconder atrás de Don Ignacio Ramírez; eu sou ateu e considero as religiões uma forma de neurose coletiva".

Vida pessoal
Foi casado quatro vezes. A sua primeira esposa foi a pintora russa Angellina Belwoff. Com ela, Diego teve um menino. Após anos de casados Diego entra em depressão ao ficar viúvo. Casou em seguida com Guadalupe Marín, de quem teve duas filhas. Além da terceira esposa , a famosa Frida Kahlo, casou, depois da morte desta com Emma Hurtado.
Conhecido por ter sido muito mulherengo, teve diversas amantes. Em 1929 casou-se pela terceira vez com a pintora mexicana Frida Kahlo, com quem teve uma relação muito conturbada, por causa das mútuas infidelidades. Frida era bissexual e ele aceitava a esposa ter relacionamentos com outras mulheres, mas não aceitava com outros homens, mas a esposa não o obedecia, tendo o traído com diversos homens, inclusive com um melhor amigo seu. Diego também a traía com muitas amantes, que viviam infernizando o casal, já que as amantes queriam se tornar esposas. O casamento era cheio de brigas e confusões, também pelo fato de Rivera querer filhos e Frida ter sofrido muitos abortos, filhos dele, e não conseguir engravidar mais.
Envolveu-se com sua cunhada, Cristina, e tornou-se amante dela. Ficaram muitos anos juntos e tiveram seis filhos. Frida apanhou-os em flagrante na cama, tendo um ataque histérico e cortando os próprios cabelos. Como vingança, a esposa passou a atormentá-lo, passando a persegui-lo e a odiar a irmã, pelo que acabaram por se separar. Rivera, muito abalado com tudo, abandonou os filhos e Cristina, que foi embora. Rivera acabou pedindo para Frida voltar, mas não tendo sucesso na reconquista. Essa traição com a própria irmã da esposa piorou as brigas dos dois, já que passaram a ser inimigos mesmo não estando mais juntos. Rivera continuou com sua vida de antes, muitas bebidas e amantes, inclusive saía com prostitutas, mas sempre pensando em Frida. Após algum tempo separados, Frida e Rivera reconciliaram-se, mas cada um morando na sua respetiva casa. Rivera voltou a traí-la, e Frida não aguentava mais, e voltou a tentar o suicídio por diversas vezes, e as amantes de Rivera passaram a ameaçar Frida de morte.
Em 1954 ficou viúvo pela segunda vez. Frida tivera diversas doenças ao longo de sua vida, até que veio a falecer de pneumonia (não se descartando a possibilidade de ter causando a sua própria morte através de uma overdose de remédios ou de que alguma amante de Rivera a tenha envenenado).
Depois da morte de Frida Kahlo, em junho de 1954, casou-se em 1955 com Emma Hurtado e viajou com ela para a União Soviética, para ser operado. Faleceu a 24 de novembro de 1957, em San Ángel, Cidade do México, na sua casa estúdio, atualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo e os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariando a sua última vontade.

Mural de Rivera mostrando a vida dos aztecas no mercado de Tlatelolco - Palácio Nacional da Cidade do México

A propósito do exame que os professores não efetivos vão fazer

(imagem daqui)

A prova de ingresso ou PACC (Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades) a que milhares de professores, alguns com mais de 15 anos de aulas, com estágio feito, com uma série de avaliações feitas durante a sua vida, vão ser obrigados a fazer, em 18 de dezembro, é mais um exemplo de uma asneirada que o Ministro da Educação, o meu amigo Professor Doutor Nuno Crato, está a fazer. A prova? O modelo foi testado pelo jornal Público e deu o que se esperava: é fácil de mais e não serve para nada (pode provar-se num exame que se é bom professor?). Erro a dizer que não serve para nada: acrescenta um dia de trabalho a muitos professores, obriga muitos professores a trabalhar que nem doidos (sem poder preparar o 2º Período) na interrupção letiva do Natal, recebendo em troca menos do que ganha uma empregada de limpezas (cada prova vai demorar, entre corrigir, rever e meter as notas na folha de cálculo, mais de uma hora, para o professor receber 3 - TRÊS - euros, sujeitos ainda a impostos, quando qualquer senhora que faça limpezas recebe, sem impostos 7,5 euros...!) e permite ao estado arrecadar mais de 15 euros por cabeça por cada "candidato", limpinhos. Dizem que depois, os que passarem, irão ainda fazer uma prova específica (esperemos que seja semelhante a esta...) que provará que estes professores podem ser professores, coisa que já sabemos há muito tempo (e que o estado arrecade mais umas centenas de milhares de euros...).
Há quem sugira que esta peregrina ideia se aplique também a outros campos (já o Bastonário da Ordem dos Advogados, o inenarrável Marinho e Pinto, tinha tido a mesma ideia...) e se passe à prática com uns senhores que, por pura carolice, exercem funções para as quais às vezes parecem não estar bem preparados - os políticos... Assim, o meu amigo e colega José Vitorino Guerra publicou, no seu Facebook, o seguinte texto sobre o assunto:

Os ministros, secretários de estado, subsecretários, secretários dos subsecretários, chefes de gabinete, assessores e assessores dos assessores vão ser obrigados a fazer uma prova de avaliação das suas competências técnicas, qualidades para o exercício do cargo e sobre conhecimentos de História e Português. A parte final será uma redacção sob o título "Eu gosto muito da minha Pátria". Qualquer erro de sintaxe ou de pontuação levará ao despedimento, por inadaptação, ao posto de trabalho e à reposição dos salários auferidos. Além do teste sobre História de Portugal haverá um grupo de questões sobre o significado de soberania nacional, independência política, estado de direito social, constituição da república, dignidade institucional, cidadania, pobreza e legitimidade democrática. Segundo fonte oficiosa já há gente a arrumar as gavetas.
Eu diria ao meu amigo que se esqueceu de dizer que estes senhores deveriam pagar 2.000 euros para puderem fazer a prova e, daqui a uns meses, fazerem um teste, mais aprofundado, na área de governação em que estão, para a coisa ser justa.
E parem de gozar com os professores - se já antes era difícil, a continuarem assim dão connosco em doidos (e eu já não posso tomar mais comprimidos...) ou acabam de vez com o pouco que restou da Escola Pública.
 
 
NOTA: nunca vigiarei, em nenhuma circunstância, colegas meus nesta prova. Felizmente não posso corrigir estes exames, porque também o não faria. Espero que, pelo menos um Sindicato esteja à altura e convoque greve para essa data, para que não se faça mais este arremedo de avaliação dos professores.

O poeta brasileiro Cruz e Sousa nasceu há 152 anos

Com a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.


A Morte

Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem...
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!

Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trémulos decorrem...
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.

Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.

Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro abaixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando...

Toulouse-Lautrec nasceu há 149 anos

Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (Albi, 24 de novembro de 1864 - Saint-André-du-Bois, 9 de setembro de 1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, conhecido por pintar a vida boémia de Paris do final do século XIX. Sendo ele mesmo um boémio, faleceu precocemente aos 36 anos, de sífilis e alcoolismo. Trabalhou menos de vinte anos mas deixou um legado artístico importantíssimo, tanto no que se refere à qualidade e quantidade de suas obras, como também no que se refere à popularização e comercialização da arte. Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau. Filho mais velho do Conde Toulouse-Lautrec-Monfa, de quem deveria herdar o título, faleceu antes do pai.

Exame na Faculdade de Medicina - 1901

Notícia sobre dinossáurios e paleontologia

Descoberto um dos maiores dinossauros predadores da América do Norte

Ilustração científica do Siats meekerorum, o segundo maior dinossauro predador da América do Norte

O Siats meekerorum, numa ilustração científica, enquanto se alimenta de outro dinossauro e afugenta dois tiranossaurídeos



Nova espécie é o segundo maior carnívoro a seguir ao T-rex.

O Tyrannosaurus rex é um dos mais populares dinossauros que caminharam sobre o planeta Terra. É também o maior dinossauro predador da América do Norte. Viveu no final do período Cretácico e até agora desconhecia-se quem lhe teria antecedido neste lugar de poder. Uma descoberta recente, publicada esta sexta-feira na revista Nature Communications, dá vida a uma nova espécie: o Siats meekerorum.
Os primeiros vestígios de T-rex foram descobertos em 1874, e nos anos seguintes muitos outros fósseis desta espécie foram encontrados. O registo fóssil, que incluía dentes muito grandes, mostrava que o animal seria enorme – durante muito tempo o maior conhecido –, o que lhe valeu o nome de “rei dos lagartos tiranos”.
Só nos anos de 1940 se encontrou um rival em tamanho, o Acrocanthosaurus atokensis, com 12 metros de comprimento como o T-rex, e que podia chegar às seis toneladas. Este dinossauro, cujas vértebras tinham longas projecções na face dorsal, viveu na fase final do Cretácico inferior, entre 125 milhões a 100 milhões de anos. Mas entre o momento em que o Acrocanthosaurus viveu e o aparecimento do T-rex (há cerca de 70 milhões de anos) havia uma lacuna de informação. Será que não tinha existido nenhum predador de topo nesta fase?
O Siats meekerorum, encontrado em 2008 na Formação Montanhosa de Cedar, no Utah (nos Estados Unidos), e agora descrito pelos investigadores Lindsay Zanno e Peter Makovicky, do Museu Field de História Natural, em Chicago (nos Estados Unidos), vem preencher este hiato. Este dinossauro juvenil de dez metros e quatro toneladas, um alossaurídeo como o Acrocanthosaurus, surgiu há cerca de 100 milhões de anos. Em adulto, o Siats teria dimensões idênticas ao Acrocanthosaurus, só que ambos teriam apenas metade do peso de um T-rex.
   
"Fiquem atentos: há mais criaturas incríveis"
Enquanto dominou o Cretácico médio, o Siats impediu que os indivíduos da família dos tiranossauros (tiranossaurídeos) tivessem mais do que um porte mediano, conforme revelam os dentes deste grupo encontrados no mesmo local. “As grandes diferenças no tamanho sugerem que os tiranossauros [tiranossaurídeos] eram mantidos sob controlo pelos carcarodontossauros [da família dos alossaurídeos], e que só evoluíram para enormes predadores de topo depois dos carcarodontossauros terem desaparecido”, afirma, no comunicado do museu, Peter Makovicky.
“A permanência dos téropodes [dinossauros carnívoros] carcarodontossauros no Cretácico superior foi recentemente usada como justificação para a ascensão tardia dos tiranossaurídeos, como predadores de topo, nos ecossistemas asiáticos”, lê-se no artigo.
Pertencendo a uma família de carnívoros gigantes, o Siats deve o seu nome a um monstro canibal, de uma lenda da tribo índia ute (do Estado do Utah), e à família Meeker (meekerorum), pelo apoio aos jovens paleontólogos do Museu Field, incluindo Lindsay Zanno, como se lê no comunicado.
Com apenas uma parte da pélvis, uma parte da perna e algumas vértebras, foi possível descrever o Siats meekerorum e desvendar alguns segredos do reinado dos grandes téropodes. A jazida contém também muitos outros registos fósseis e duas novas espécies de dinossauros que serão divulgadas em breve. “Fiquem atentos. Há muitas mais criaturas incríveis de onde retirámos o Siats”, revela Lindsay Zanno.

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Freddie morreu há 22 anos

Freddie Mercury, nome artístico de Farokh Bulsara (Stone Town, 5 de setembro de 1946 - Londres, 24 de novembro de 1991), foi o vocalista da banda de rock britânica Queen. É considerado pelos críticos e por diversas votações populares um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo.

sábado, novembro 23, 2013

Passaram ontem 100 anos sobre o nascimento de um génio da música inglesa

Benjamin Britten, génio tímido que atravessou o século XX
Mário Lopes - 22.11/.2013

Benjamin Britten cresceu enquanto criança prodígio, cresceu como compositor genial que, com a paisagem da sua cidade costeira como eterno refúgio, revolucionou a ópera inglesa, foi intérprete de excepção e pensou a música como meio democrático, acessível a todos. Hoje celebramos o centenário do seu nascimento. Paul Kildea, o seu biógrafo, conduz o PÚBLICO pelo século XX de Britten.

Desde 1948 que Aldeburgh, vila portuária do sudeste inglês, banhada pelo Mar do Norte, acolhe um festival de música. Um festival pouco comum, por se centrar numa pequena localidade no condado de Suffolk, símbolo de uma certa Inglaterra de pequenas comunidades piscatórias e de veraneio. O festival decorre habitualmente em Junho, mas hoje e nos dias que se seguem a vila estará repleta de música. Há muitas razões para celebrar. Cem, para sermos exactos. Assinala-se hoje um século sobre o nascimento do fundador do festival, o compositor Benjamin Britten, e Aldeburgh é o epicentro dos festejos.
“[O festival] É uma das suas contribuições para a Inglaterra”, diz desde a vila Paul Kildea, maestro australiano que foi director musical em Alderburgh, também autor de uma celebrada biografia do compositor inglês, Benjamin Britten: A Life In The Twentieth Century, editada no início do ano. O título não é inocente. Paul Kildea: “O século moldou-o definitivamente e achei que necessitava de ser conhecida tanto a sua importância [na história da música] quanto a sua circunstância.” Britten é o génio que reagiu, com toda a sua idiossincrasia, às turbulências de um século marcado por duas guerras mundiais, por evoluções artísticas fulgurantes, pelo avanço tecnológico, por revoluções políticas e de costumes. O génio que, isolado no silêncio e envolvido pela paisagem natural de uma pequena vila, procurou relacionar-se com o mundo e, se possível (que a sua demanda era pessoal), transformá-lo.
“É cruel, sabe, que a música possa ser tão bela. Tem a beleza da solidão e da dor: da força e da liberdade. A beleza do desapontamento e do amor sempre insatisfeito. A beleza cruel da natureza, e a beleza perene da monotonia.” Assim escreveu em 1937 Benjamin Britten, então um jovem compositor de 24 anos. Naquelas frases, escritas sobre o efeito de Gustav Mahler, mestre do romantismo tardio vienense cuja música o apaixonara, temos uma porta de entrada perfeita para aquele que é considerado não só o mais importante compositor inglês do século XX, o maior desde Purcell, mas igualmente um dos nomes imprescindíveis da música do nosso tempo.
Britten é o autor de óperas como Peter Grimes ou Billy Budd, o criador de peças orquestrais como War Requiem ou Les Illuminations, o intérprete brilhante, o maestro pouco elegante mas eficiente. Foi criança prodígio que se tornaria adulto com produção prodigiosa, pacifista em tempo de guerra, provinciano que fugiu dos grandes centros urbanos, o homem que, enquanto se discutia a criminalização da homossexualidade em Inglaterra, viveu com o tenor Peter Pears uma relação de décadas, só interrompido pela sua morte. Britten faria hoje 100 anos, não o tivesse traído precocemente um coração doente (morreu em 1976, aos 63 anos), e o mundo prepara-se para o celebrar com a pompa reservada aos grandes nomes.
No site Britten100.org, que acompanha as celebrações da data, que arrancaram no início deste ano e que só terminarão no início do próximo, estão listados 976 acontecimentos de homenagem ao compositor para a data do seu centenário. Neste dia e nos seguintes a celebração espalhar-se-á de Pequim a Moscovo, de Viena a São Francisco, de Berlim a Lisboa, onde domingo a Orquestra Sinfónica Metropolitana apresentará, a partir das 17h30, com Emilio Pomàrico na direcção musical e António Rosado como pianista, o Concerto para Piano e a Sinfonia da Requiem (antecedidas por Quatro Estudos para Orquestra e Jeu de Cartes, Suite do Bailado de Stravinsky).
    
O pacifismo
Paul Kildea, que conheceu a música de Britten enquanto criança, na Austrália, que desenvolveu depois disso vários trabalhos académicos a ele dedicados, antes de se aventurar na biografia agora editada (mais de 600 páginas de informação bem documentada, tão atraente para o melómano como para o leitor não especializado), aponta em início de conversa que talvez estas celebrações se revelassem uma surpresa para Britten. “Ele nunca pensaria em termos de intemporalidade”. Não por falta de ambição ou presciência. Precisamente o contrário. “Para ele, o importante era fazer o melhor trabalho no momento em que o criava. Estava à frente do seu tempo e, principalmente em Inglaterra em meados do século XX, as pessoas não se apercebiam da enorme importância do seu trabalho."
Para Britten, guiado pela mãe Edith, música amadora que, diz-se, ambicionava erguer o filho a quarto “B”,depois de Bach, Beethoven e Brahms, a música era o centro de todo o mundo, a forma de se exprimir, a forma de se inscrever nele. A música: com “a beleza da solidão e da dor”, “da força e da liberdade”. “Aquilo sobre o qual compunha era tão indiscutivelmente parte da sua vida e pensamento que é impossível separar a obra do homem.”
Benjamin Britten nasceu em Lowestoft, a 35 quilómetros de Aldeburgh, a 22 de Novembro de 1913. Data promissora: é o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. O conforto da sua vida naquela pequena vila costeira e a natureza que a envolvia marcaram-no para sempre. Teria inevitavelmente que regressar ali, àquelas paisagens imortalizadas pelo pintor romântico John Constable e às pessoas cantadas pelo poeta George Crabbe, aquele a quem resgataria o poema que inspirou a sua ópera mais famosa, Peter Grimes, estreada em 1945 e que o tornaria uma figura pública.
O seu percurso, porém, levou-o bem mais longe que as pequenas fronteiras em que nasceu. Protegido do compositor Frank Bridge, a quem dedicaria, em 1937, Variations On a Theme of Frank Bridge, aprendeu com ele a necessidade de ser meticuloso com todos os detalhes da composição. Estudante na Royal College Of Music, em Londres, depois de ganhar ali uma bolsa em 1930, lamentou o conservadorismo e amadorismo da comunidade musical britânica. Na capital, cruza-se com o poeta W.H. Auden, figura importantíssima no seu percurso inicial. Com Auden trabalha em música para cinema documental ( Night Mail, de 1935, é o filme mais reconhecido), com Auden desenvolve uma consciência política de esquerda, nem sempre coerente, mas em que o pacifismo, visto como absoluto e incorruptível, assoma como marca principal.
“Estava tão absorvido pelo seu trabalho que, para além dele, pensava em termos absolutos”, aponta Kildea. “‘A guerra é errada em todas as ocasiões’, defendia. Portanto, dizia [durante a II Guerra Mundial] que, caso o Reino Unido fosse invadido, o nazismo de Hitler podia ser vencido com resistência passiva, o que hoje nos parece absurdo. Como os seus princípios eram absolutos, não se via em qualquer outra posição para além da inicial: a guerra é errada.” Tal trouxe-lhe dissabores, quando no início da guerra se mudou para os Estados Unidos, o que levou a fosse acusado de pouco patriótico, no limite do desertor. Ainda para mais, regressaria não para ajudar ao esforço de guerra, mas apresentando-se, tal como Peter Pears, como objector de consciência.
    
Influência americana
Compositor de uma ética de trabalho prodigiosa, homem de uma timidez difícil de superar, Britten, ícone da música inglesa, teve nos Estados Unidos o seu período formador determinante. Com Peter Pears, acompanhado por W.H. Auden e pelo escritor Isherwood, viveu a boémia artística em todo o seu esplendor e decadência num apartamento nova-iorquino pelo qual passaram também Carston McCullers, Paul Bowles ou Salvador Dalí. “Foi nos Estados Unidos”, considera Paul Kildea, que começou a desabrochar e a desenvolver obras muitíssimo bem trabalhadas, sem uma nota fora do lugar”. Foi também ali, no meio dos excessos entre portas que tanto desagradavam o seu temperamento reservado, vivendo uma cultura que o repelia (“Nova Iorque é o pior, uma massa conflituosa de intrigas, sofisticados superficiais e o mais baixo tipo de todas as raças sob o sol”, escreveu em 1941, citado na biografia de Kildea), que reconheceu a sua irremediável natureza enquanto inglês. Uma Inglaterra peculiar. A da sua infância em Lowenstoft, aquela que tão bem ligava ao seu temperamento. Kildea defende mesmo algo curioso: “Não acho que Britten fosse muito inglês.”
Segundo o biógrafo, o regresso a Inglaterra deve-se essencialmente à sua personalidade, ao desejo de criar para si um casulo onde pudesse dedicar-se, com toda a disciplina, ao acto criativo. “Britten falava naquele sotaque ridículo de ‘oxbridge’, com as vogais muito trabalhadas, mas criativamente era muito mais continental, particularmente depois de observar [nos anos 1930] a forma como a música era ensinada, criada e apresentada na Alemanha e na Áustria." Conclui então: “Foi a sua personalidade que o trouxe de volta. Mas, assim que regressou, chegou determinado a trabalhar num nível muito superior ao habitual em Inglaterra antes da guerra.” Foi precisamente o que fez.
Seguindo o exemplo de Henry Purcell, libertou novamente o inglês em formato operático, começando com Peter Grimes, a obra em que aborda, citamo-lo, “a luta do indivíduo perante as massas – quanto mais perverso o indivíduo, mais perversa a sociedade” – Kildea considera essa “uma das mais mensagens mais importantes na sua obra”. A partir de Peter Grimes, com Peter Pears como inspiração e como protagonista das suas peças (não é por acaso que a primeira interpretada no regresso a Inglaterra é uma declaração de amor, Sete Sonetos de Michelangelo), o seu lugar no cenário musical impõe-se.
São celebradas óperas como A Volta do Parafuso, é escolhido para estrear Gloriana na coroação de Isabel II, em 1953, e assiste-se ao nascimento de um dos seus trabalhos mais reconhecido, o War Requiem de 1961, obra de esperança mas povoada de sombras. Paralelamente, fora criando algo como The Young Person’s Guide to The Orchestra (1946), a sua obra mais interpretada, que como o título indica pretende introduzir o ouvido infantil na linguagem musical. Em 1958, chegaria Noye’s Fludde, inspirado no episódio bíblico da Arca de Noé, em que, num gesto inesperado, Britten colocou profissionais e amadores convivendo em palco, incluindo ainda a participação do público – Music for All [ Música para Todos] é o mote das celebrações do centenário em Aldeburgh.
   
Na crista da onda
Kildea, no intervalo de um ensaio de Noye’s Fludde (dirigiu-o ontem em Aldeburgh), aponta que, do conjunto do trabalho de Britten, é impossível destacar uma obra apenas. “Teremos sempre que olhar para todo o seu repertório. E recordar que era também um intérprete impressionante. Se ouvirmos as suas gravações ao piano, percebemos que passam com distinção o teste do tempo. Não há nelas nada de antiquado. Britten viveu um tempo de muitas transformações, mas estava na crista da onda, até na aceitação da tecnologia, gravando em stereo no final dos anos 1960 para se certificar de que haveria gravações dos seus trabalhos para a posteridade.”
Foi em Aldeburgh que se refugiou ao regressar a Inglaterra, recolhendo-se num antigo moinho convertido em residência nas redondezas da vila. Foi aí que criou o seu reino musical em escala humana, o festival de Aldeburgh, que fundou com Peter Pears e o libretista Eric Crozier. Foi aí que morreu de ataque cardíaco a 4 de Novembro de 1976. Kildea defende em A Life On The Twentieth Century que enfraquecimento do coração se deveu a sífilis não diagnosticada, o que levantou uma polémica que prossegue por estes dias. Ao PÚBLICO defendeu a sua versão, apoiado no depoimento do cardiologista Hywel Davies, velho amigo do cirurgião que operara Britten anos antes da morte. Falou-nos também do tema mais polémico que acompanhou Britten na vida e na morte, a sua atracção por rapazes adolescentes. “Depois do grande ruído que se seguiu ao caso Jimmy Saville [apresentador da BBC já falecido acusado de pedofilia], os ingleses estavam muito receosos. Por exemplo, o lançamento da moeda [de 50 pence] que celebra o seu centenário foi adiado, por receio que aparecesse alguém a confessar que, na verdade, o comportamento de Britten não fora perfeito. Mas ninguém apareceu. Não podemos negar que se sentia atraído por esse grupo etário, mas parece não ter tido realmente acções censuráveis. É o que sabemos de quem conviveu com ele.”
Havia uma zona cinzenta na vida de Britten. Mas hoje celebra-se a limpidez do génio, uma obra que sobreviveu ao tempo como marca tremendamente pessoal inscrita de forma indelével no turbulento e fascinante século XX.

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Carlinhos Brown - 51 anos

Carlinhos Brown, nome artístico de Antônio Carlos Santos de Freitas, (Salvador, 23 de novembro de 1962) é um cantor, percussionista, compositor, produtor e agitador cultural brasileiro.

O seu nome artístico consta ser uma homenagem a James Brown e H. Rap Brown, líderes da música negra da década de 1970, ídolos do funk e da soul music. Foi iniciado na música através de Osvaldo Alves da Silva, o Mestre Pintado do Bongô. Os seus primeiros instrumentos, que marcariam toda sua carreira e estilo musical, foram os de percussão, com aprendizagem e desenvolvimento das células rítmicas provenientes dos terreiros de candomblé.
Em 1979, tocou na banda de rock Mar Revolto, na sua primeira gravação profissional. Carlinhos tornou-se um dos instrumentistas mais requisitados da Bahia no início da década de 1980. Em 1984 tocou na banda Acordes Verdes, de Luiz Caldas. Foi um dos criadores do samba-reggae e, em 1989, fez parte da banda de Caetano Veloso no disco Estrangeiro. Nesta participação, a sua composição "Meia Lua Inteira" fez muito sucesso no Brasil e no exterior. Ainda em 1985 a música “Visão de Cíclope”, composição de Carlinhos Brown em parceria com Luiz Caldas e Jeferson, tornou-se um dos sucessos mais tocados nas estações de rádio de Salvador.
Em seguida, surgiram “Remexer”, “O Coco” e “É Difícil”, composições suas interpretadas por outros artistas, que lhe renderam o troféu Caymmi, um dos mais importantes da música baiana. Participou também de turnês mundiais com João Gilberto, Djavan e João Bosco.
Na década de 1990, projetou-se nacional e internacionalmente como líder do grupo Timbalada. Este grupo reuniu mais de cem percussionistas e cantores, chamados de "timbaleiros", a maioria jovens pobres do bairro do Candeal, onde nasceu o compositor. Atualmente, não toca mais regularmente com esta banda, mas Brown continua a ser o mentor e produtor do grupo, em todos os catorze álbuns que a banda lançou até hoje. Em 1993, o álbum homónimo na banda foi indicado pela revista Billboard como "o melhor CD produzido na América Latina".
Em 2001, teve uma participação muito polémica no Rock in Rio, quando foi alvo de garrafadas, pedradas e insultos. O incidente ocorreu pelo facto de ele ter seu show programado justamente no "Dia do Rock", que reuniu Guns N' Roses, Ira! e Ultraje a Rigor, Oasis, entre outras bandas. Mesmo depois de levantar uma pequena bandeira que um espectador lhe deu - onde lia-se "Paz no Mundo" - e dito frases como "eu sou do amor", "eu só jogo amor", a chuva de garrafas e o apredejamento não cessou até o artista e sua banda serem expulsos do palco. Acontecimento semelhante ao infeliz episódio protagonizado por Lobão, o qual, em circunstâncias parecidas, foi também alvo de garrafas atiradas pelo público.
Após o sucesso da Timbalada, começou a sua carreira a solo oficial, em 1996, com o lançamento do disco "Alfagamabetizado". Recentemente, o álbum entrou para a lista do livro "1001 discos para ouvir antes de morrer", que reúne opiniões de noventa críticos reconhecidos internacionalmente.
Com Marisa Monte e com Arnaldo Antunes, lançou em 2002 o projeto Tribalistas. O trabalho coletivo lançou CD e DVD, arrebatou prémios e alcançou a marca de mais de 1 000 000 de discos vendidos.
Desde o lançamento de seu primeiro CD a solo, Brown contabiliza cinco trabalhos, sendo o mais recente lançado em 2007. Intitulado “A Gente Ainda Não Sonhou”, o disco é totalmente produzido e quase todo tocado por Brown. Atualmente, o músico divide-se entre a carreira internacional, que tem uma base sólida principalmente na Europa, os seus projetos sociais no bairro do Candeal Pequeno, em Salvador, além dos projetos culturais, shows, produção de discos e bandas sonoras para espetáculos de dança e filmes, entre outras produções.
Recentemente, lançou o single Earth Mother Water: um apelo para a preservação do planeta. O videoclipe da música foi dirigido por Gualter Pupo e Valter Kubrusly e faz parte de manifestações contra o consumo irresponsável dos recursos naturais.
Em 2012, passa a ser jurado do programa The Voice Brasil, ao lado de Claudia Leitte, Daniel e Lulu Santos.




O Aroma da Vida - Carlinhos Brown

O aroma da vida
Gangorra em palmeiras
A lã que leva a Canaã

Munidos de água fresca
Quem te mandou dourou
Ali na duna semeia
Como notícia lhe citar
Para cada sol cavar seiva

Bangalô cor de giz nos diz
Que a lua mão tão firme e forte loa
Loa o aroma amor

Embalança pingos
Cumpre
Seu valor surtindo sorte loa

Loa o aroma amor

O aroma da vida
Nos traz nos vai
Gangorra em palmeiras
Alegra a jornada
A lã que leva a Canaã
José e Simão
Munidos de água fresca
Nos ata ao amor
Quem te mandou dourou
Jerushalom
Ali na duna semeia
O harmagedon
Como notícia lhe citar
No alto alcoran
Para cada sol cavar seiva
Deus vem em uma mãe






Baila, bailé
 

I wanna wanna your kiss
I wanna wanna take it easy survive
I wanna wanna survive
I wanna wanna survive

Miley Cyrus - 21 anos!

Miley Ray Cyrus (nome de batismo, Destiny Hope Cyrus; Nashville, 23 de novembro de 1992) é uma atriz, cantora, compositora, designer de moda, empresária e dançarina norte-americana. Cyrus começou sua carreira em 2001 como atriz, e ficou mundialmente conhecida em 2006 por interpretar Miley Stewart/Hannah Montana na série da Disney Channel, Hannah Montana. Em 2008, Miley foi eleita pela revista americana TIME como uma das 100 famosas mais bem pagas do mundo. Como cantora, já vendeu mais de 20 milhões de álbuns mundialmente.
O seu primeiro álbum de estúdio e carreira, como Miley, o Meet Miley Cyrus atingiu #1 na Billboard 200, vendendo 326 mil cópias na sua semana de estreia. O seu segundo álbum de estúdio, Breakout também atingiu #1 na Billboard 200, vendendo 371 mil cópias na sua semana de estreia. O seu EP The Time of Our Lives atingiu o #2 na Billboard. Em 2007, Miley fez a sua primeira turnê, como Hannah Montana, a Best of Both Worlds Tour. Em 2009, Miley embarcou na turnê Wonder World Tour. No mesmo ano, protagonizou o filme A Última Música. Em 2010, lançou o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Can't Be Tamed. No mesmo ano protagonizou os filmes LOLA e A Super Agente. Em 2011, Cyrus começou a sua terceira turnê, a Gypsy Heart Tour, com shows na América do Sul, terminando na Austrália.

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Em 2010, após o lançamento e encerramento da divulgação de seu terceiro álbum de estúdio, Can't Be Tamed, Cyrus decidiu dar uma pausa em sua carreira musical, tirar umas férias e decidir o que seria melhor para as suas músicas, já que ela estava sendo impedida de lançar o que queria, por ser considerado maduro demais ou sexy, sendo bastante reprimida na sua antiga gravadora, a Hollywood Records. Em 2012, durante o processo de gravação de seu novo álbum, Cyrus começou a reunir-se com gravadoras e produtores da Sony Music para avaliar qual a gravadora que seria melhor para si e que a deixaria ser mais livre. Em 2013, foi confirmado pela revista americana, Billboard, que Cyrus assinou contrato com a RCA Records.
Em 14 de fevereiro, foi lançado diretamente em DVD o mais novo, até então, filme de Cyrus, A Super Agente, no mesmo mês o filme também estreou nos Estados Unidos.
Em 3 de abril, foi divulgada a canção Ashtrays and Heartbreaks, o primeiro single do álbum Reincarnated do Snoop Lion, em parceria com Cyrus.
Em 15 de Abril, foi lançado uma parceria entre Will.i.am e Cyrus, intitulada, Fall Down, faixa que dá continuidade ao álbum do cantor, #willpower, sendo o 4º single de trabalho do cantor.
No início de maio o Mundo obteve a confirmação oficial de que Miley tinha sido eleita a mulher mais sexy do mundo pela revista masculina Maxim, numa votação pelo site da revista. Miley permaneceu na liderança durante todo o período de votação, ficando à frente de mulheres como Beyoncé e Megan Fox.
Após anos de espera, no palco do Billboard Music Awards, dia 19 de maio, Miley Cyrus fez o anúncio oficial do lançamento do seu single, que se chamaria We Can’t Stop.
A música foi lançada no dia 3 de junho, com uma divulgação pesada, incluindo a revelação da capa do single num dos megavideoprojetores da Times Square. We Can’t Stop foi sucesso imediato. Com pouco mais de seis horas de lançada, We Can’t Stop atingiu o topo do iTunes de mais de 30 países, incluindo Brasil e Estados Unidos. No mesmo dia a música foi para o primeiro lugar no iTunes mundial. Miley foi a primeira atriz ex-Disney da sua geração a conseguir tal feito. A música ainda conseguiu segundo lugar na conceituada Billboard Hot 100 e um videoclipe polémico, que conseguiu quase 11 milhões de visualizações em um dia.
No dia 6 de Agosto foi finalmente revelado que o nome do novo CD era “Bangerz”. O álbum traria parcerias com Britney Spears, Big Sean, Ludacris e outros artistas de nome na indústria musical.
No dia 25 de Agosto, pela madrugada, foi lançado o segundo single do álbum. A música “Wrecking Ball”, uma balada suave com guitarras pesadas no refrão, também conseguiu #1 no iTunes no dia de seu lançamento.
Nesse mesmo dia, aconteceu o Video Music Awards, a atribuição de prémios anual da MTV. Miley subiu ao palco para uma performance aguardada e surpreendeu a todos com o mash-up de “We Can’t Stop” com “Blurred Lines”, outro hit de verão, cantado por Robin Thicke. Miley Cyrus não levou para casa nenhum prémio no VMA. Ela, no entanto, foi condenada pela sua apresentação, seminua, com Robin Thicke, no qual ela esfregou o seu rabo o tempo todo com Robin, num show em direto para todo o país, numa dança chamada Twerk. A notícia foi choque e polémica nacional. O Parents Television Council chegou a emitir um comunicado dizendo que sua performance confundiu talento com o sexo. No entanto, ela também recebeu elogios por ter incorporado o estilo próprio do VMA, e por audaciosamente ter chegado a lugares que o pop raramente chegou. Foi uma performance polémica, que deixou muitos pais nervosos e fez os pulsos de especialistas baterem na mesa. Porém, animou os fãs, inspirando memes épicos e superando a performance de Beyoncé no Super Bowl no nível de tweets por minuto.
Passado a polémica, no dia 9 de Setembro veio então o videoclipe de Wrecking Ball, que bateu o recorde de vídeo mais visto da VEVO em menos de 24 horas (19,3 milhões) e vídeo a chegar mais rápido em 100 milhões de visualizações (6 dias). Após o seu videoclipe, o single chegou a atingir o topo da Billboard Hot 100. Foi o primeiro single de Miley a conseguir tal feito.
A notícia final sobre o noivado da cantora foi dada no dia 16 de Setembro: Miley e o ator Liam Hemsworth não estavam mais juntos. Depois de uma fonte do ator ter revelado que o mesmo estaria embaraçado com a performance de Miley no Video Music Awards, um representante de Miley ainda confirmou infidelidade da parte do australiano.
Dia 2 de outubro estreou na MTV um documentário de cerca de uma hora chamado Miley: The Movement, que mostrou cenas de Miley no estúdio gravando o seu novo álbum, bastidores de apresentações e revelações surpreendentes de Miley sobre a polémica do VMA.
Então, a 8 de outubro, o CD Bangerz finalmente foi lançado no mundo inteiro. O álbum atingiu o primeiro lugar no iTunes em mais de 80 países, na sua semana de lançamento. O álbum recebeu críticas agradáveis e vendeu 273 mil cópias, só nos Estados Unidos, na sua primeira semana, sendo lançado em #1 na Billboard 200. No Brasil, o CD recebeu o certificado de Ouro no seu segundo dia de vendas e em Portugal já recebeu o certificado de Dupla Platina, tendo vendido mais de 40 mil cópias.


Há 150 anos começou a batalha que deu início à derrocada dos Confederados na Guerra Civil Americana

Major General Ulysses S. Grant and General Braxton Bragg, commanding generals of the Chattanooga Campaign

The Chattanooga Campaign was a series of maneuvers and battles in October and November 1863, during the American Civil War. Following the defeat of Maj. Gen. William S. Rosecrans' Union Army of the Cumberland at the Battle of Chickamauga in September, the Confederate Army of Tennessee under Gen. Braxton Bragg besieged Rosecrans and his men by occupying key high terrain around Chattanooga, Tennessee. Maj. Gen. Ulysses S. Grant was given command of Union forces in the West and significant reinforcements began to arrive with him in Chattanooga from Mississippi and the Eastern Theater.
After opening a supply line (the "Cracker Line") to feed his starving men and animals, Grant's army fought off a Confederate counterattack at the Battle of Wauhatchie on October 28–29, 1863. On November 23, the Army of the Cumberland under Maj. Gen. George H. Thomas advanced from the fortifications around Chattanooga to seize the minor high ground at Orchard Knob while elements of the Union Army of the Tennessee under Maj. Gen. William T. Sherman maneuvered to launch a surprise attack against Bragg's right flank on Missionary Ridge. On November 24, Eastern Theater troops under Maj. Gen. Joseph Hooker defeated the Confederates in the Battle of Lookout Mountain and began a movement toward Bragg's left flank at Rossville.
On November 25, Sherman's attack on Bragg's right flank made little progress. Hoping to distract Bragg's attention, Grant authorized Thomas's army to advance in the center of his line to the base of Missionary Ridge. A combination of misunderstood orders and the pressure of the tactical situation caused Thomas's men to surge to the top of Missionary Ridge, routing the Army of Tennessee, which retreated to Dalton, Georgia, fighting off the Union pursuit successfully at the Battle of Ringgold Gap. Bragg's defeat eliminated the last Confederate control of Tennessee and opened the door to an invasion of the Deep South, leading to Sherman's Atlanta Campaign of 1864.

sexta-feira, novembro 22, 2013

Hoje foi um dia especial para os Beatles - há 50 anos lançaram o seu segundo álbum

With the Beatles é o segundo álbum do grupo de rock inglês The Beatles, lançado a 22 de novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy era assassinado em Dallas, Texas.
Gravado quatro meses após ser lançado o primeiro álbum, repetia a fórmula de Please Please Me. Selecionaram-se 7 composições próprias de Lennon/McCartney e incluiu-se novamente 6 covers das prediletas do repertório dos Beatles. George Harrison comparece com uma composição própria "Don't Bother Me" neste trabalho, cuja música mais conhecida acabou por ser "All My Loving".


Há 45 anos, os Beatles lançaram O Álbum Branco

The Beatles: as edições originais do álbum, em 1968, eram numeradas no canto inferior direito

The Beatles é o décimo álbum dos Beatles, lançado como disco duplo a 22 de novembro de 1968. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.
É popularmente conhecido como The White Album (O Álbum Branco), por não haver nome, e ser apenas um fundo branco com o nome da banda em relevo. A capa foi criada pelo artista pop Richard Hamilton e o título original era para ser A Doll’s House, mas uma banda britânica chamada Family, já tinha lançado um álbum com nome similar. Foi o primeiro disco lançado após a morte do manager Brian Epstein.
Em 1997, O Álbum Branco foi nomeado o décimo melhor disco de todos os tempos pela "Music of the Millennium" da Classic FM. Em 1998 a Q Magazine colocou-o em 17° lugar e, em 2000, em 7° lugar. A Rolling Stone colocou-o como o décimo entre 500 álbuns e o canal VH1 como 11° lugar. De acordo com a Associação da Indústria de Discos da América, o disco é 19 vezes disco de platina e o décimo disco mais vendido nos Estados Unidos.
Em 2010, um colecionador argentino possuía o álbum com assinaturas originais dos quatro Beatles. A peça foi vendida na ocasião por 33 mil dólares.


Meio século de Doctor Who...!

Doctor Who é uma série de ficção científica britânica bastante premiada, produzida e transmitida pela BBC. A série mostra as aventuras de um Senhor do Tempo - humanoide alienígena viajante do tempo que possui dois corações - conhecido apenas como "O Doutor" ("The Doctor"). Ele explora o universo em sua máquina do tempo, uma sensível nave espacial conhecida como TARDIS, cuja aparência exterior se assemelha a uma cabine da polícia londrina de 1963, justamente quando a série foi ao ar. Juntamente com os seus companheiros, O Doutor enfrenta uma variedade de inimigos, enquanto trabalha para salvar as civilizações, ajudar as pessoas comuns e corrigir erros.


A nave espacial TARDIS, em exibição na BBC Wales
  
A série recebeu o reconhecimento da crítica e do público como um dos melhores programas de televisão britânicos, incluindo o British Academy Television Award 2006 de Melhor Série de Drama e por cinco anos consecutivos (2005-10) venceu o National Television Awards, durante o mandato de Russell T Davies como produtor executivo. Em 2011, Matt Smith tornou-se o primeiro Doutor a ser indicado ao BAFTA de Melhor Ator em um papel principal. Em 2013, o Prémio Peabody honrou Doctor Who com um Peabody institucional de "para a evolução com a tecnologia e as vezes como nada mais no universo televisivo conhecido". O programa está listado no Guinness World Records como a série de ficção científica televisiva de mais longa duração no mundo e como a "mais bem sucedido" série de ficção científica de todos os tempos – com base em seus índices de transmissão global, DVDs, venda de livros, e o tráfego no iTunes. Durante a sua fase inicial, foi reconhecida por suas histórias imaginativas, criativas de baixo orçamento de efeitos especiais e de uso pioneiro de música eletrónica (originalmente produzido pela Oficina Radiofónica da BBC).
A série é uma parte significativa da cultura popular britânica, e em outros lugares que se tornou um programa favorito clássico da televisão. O show tem influenciado gerações de profissionais da televisão britânica, muitos dos quais cresceram assistindo a série. O programa originalmente funcionou de 1963 a 1989. Depois de uma tentativa frustrada de retomar a produção normal em 1996 com um piloto secreto na forma de um filme para a televisão, o programa foi relançado em 2005 por Russell T Davies, que era um produtor executivo e escritor chefe nos cinco primeiros anos de seu renascimento, produzidos pela BBC Wales, em Cardiff. Série 1 no século XXI, com Christopher Eccleston como o nona encarnação do Doutor, foi produzido pela BBC. As série 2 e 3 tiveram algum dinheiro de desenvolvimento contribuído pela Canadian Broadcasting Corporation (CBC), que foi creditado como co-produtor. Doctor Who também gerou spin-offs nos media, incluindo Torchwood (2006) e The Sarah Jane Adventures (2007), ambos criados por Russell T Davies; K-9 (2009), uma série de vídeos divididos em quatro partes chamado P.R.O.B.E (1994) e um único episódio piloto de K-9 and Company (1981). Houve também muitas paródias e referências culturais do personagem em outras programas.
Doze atores já atuaram na série como O Doutor. A transição de um ator para outro é escrito no enredo do show como a regeneração, um processo de vida dos Senhores do Tempo através do qual o personagem do Doutor assume um novo corpo e, de certa forma, nova personalidade, que ocorre quando este sofre uma lesão que seria fatal para a maioria das outras espécies. Apesar de cada interpretação ser diferente, e em algumas ocasiões uma encarnação encontrar outra, elas são pensadas para serem aspectos do mesmo personagem. Atualmente, O Doutor é interpretado por Peter Capaldi, que assume o papel depois da aparição final de Matt Smith no Especial de Natal, a exibir a 25 de dezembro de 2013.


NOTA: como de costume, há hoje um Google Doodle para celebrar a data...!

Google Doodle de 22.11.2013 - 50º aniversário da série  Doctor Who

O astrónomo e físico Arthur Eddington morreu há 69 anos

Sir Arthur Stanley Eddington (Kendal, 28 de dezembro de 1882 - Cambridge, 22 de novembro de 1944) foi um astrofísico britânico do início do século XX.
O limite de Eddington foi assim chamado em sua homenagem.
Eddington é famoso pelo seu trabalho sobre a Teoria da Relatividade. Eddington escreveu um artigo em 1919, Report on the relativity theory of gravitation, que anunciou a Teoria Geral da Relatividade de Einstein para o mundo anglófono. Devido à Primeira Guerra Mundial, os novos desenvolvimentos da ciência alemã não eram ainda muito bem conhecidos no Reino Unido.

O músico Joaquín Rodrigo nasceu há 112 anos

Busto de Joaquín Rodrigo, na Argentina

Joaquín Rodrigo Vidre, Marquês dos Jardins de Aranjuez (Sagunto, 22 de novembro de 1901  - Madrid, 6 de julho de 1999), foi um compositor e um pianista virtuoso espanhol. Apesar de cego, desde a mais tenra idade, ele atingiu grande sucesso. Rodrigo é considerado como um dos compositores que mais popularizou a guitarra na música clássica do século XX, e seu Concerto de Aranjuez é um dos expoentes máximos da música espanhola.

Brasão do Marquês dos Jardins de Aranjuez (daqui)