quarta-feira, agosto 12, 2026

Deimos, o mais pequeno satélite de Marte, foi descoberto há 149 anos

 

 
Durante uma maior aproximação, de Marte, em 1877, Hall foi encorajado por Angeline Stickney, a sua esposa, a procurar as luas marcianas. Os seus cálculos mostraram que a órbita deve ser muito próxima do planeta. Hall escreveu: "A chance de encontrar um satélite parecia muito pequena, de modo que eu poderia ter abandonado a busca se não fosse pelo encorajamento de minha esposa."

Asaph Hall descobriu Deimos em 12 de agosto de 1877, por volta das 07.48 UTC, e Phobos em 18 de agosto de 1877, no Observatório Naval dos Estados Unidos em Washington, DC, por volta das 09.14 GMT (fontes contemporâneas, usando a convenção astronómica pré-1925 que começou o dia ao meio-dia, dá a hora da descoberta como 11 de agosto 14.40 e 17 de agosto 16.06 (hora média de Washington, respetivamente). Na época, ele estava deliberadamente procurando por luas marcianas. Hall já tinha visto o que parecia ser uma lua marciana em 10 de agosto, mas devido ao mau tempo, ele não pôde identificá-los definitivamente até mais tarde.

Hall registou a sua descoberta de Fobos no seu caderno da seguinte forma:

"Repeti o exame na parte inicial da noite de 11 [de agosto de 1877], e novamente não encontrei nada, mas tentando novamente algumas horas depois, encontrei um objeto ténue no lado seguinte e um pouco ao norte do planeta. Mal tive tempo para uma observação da sua posição quando o nevoeiro vindo do rio interrompeu os trabalhos, isto às duas e meia da noite do dia 11. O tempo nublado interveio durante vários dias.

"Em 15 de agosto o tempo parecia mais promissor, dormi no Observatório. O céu clareou com uma tempestade às 11 horas e a busca foi retomada. A atmosfera, entretanto, estava em muito mau estado e Marte estava tão escaldante e instável que nada podia ser visto do objeto, que agora sabemos que estava naquela época tão perto do planeta que era invisível. “Em 16 de agosto o objeto foi encontrado novamente no lado seguinte do planeta, e as observações daquela noite mostraram que ele estava se movendo com o planeta, e se um satélite, estava perto de um de seus alongamentos. Até este momento eu não havia dito nada a ninguém no Observatório da minha busca por um satélite de Marte, mas ao deixar o observatório após as observações do dia 16, por volta das três da manhã, contei ao meu assistente, George Anderson, a quem havia mostrado o objeto, que pensei ter descoberto um satélite de Marte. Disse-lhe também para ficar calado, pois não queria que nada fosse dito até que o assunto estivesse fora de dúvida. Ele não disse nada, mas a coisa era boa demais para se guardar. Em 17 de agosto, entre a uma e as duas horas, enquanto eu reduzia minhas observações, o Professor Newcomb entrou em meu quarto para almoçar e eu mostrei a ele as minhas medidas do objeto fraco perto de Marte, o que provou que ele estava se movendo com o planeta.

"Em 17 de agosto, enquanto esperava e observava a lua externa, a interna foi descoberta. As observações dos dias 17 e 18 colocaram fora de dúvida o caráter desses objetos e a descoberta foi anunciada publicamente pelo almirante Rodgers."
   
     
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/86/NASA-Deimos-MarsMoon-20090221.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail_unscaled


Deimos (em grego: terror), é o menor e mais afastado dos dois satélites naturais de Marte.  É, também, uma das mais pequenas luas do Sistema Solar. Deimos tem um raio médio de 6.2 km e uma velocidade de escape de 5.6 m/s (20 km/h). Além disso, a lua leva 30.3 horas para girar em torno de Marte, com uma velocidade orbital de 1.35 km/s.
Deimos demora o mesmo tempo a completar uma volta ao redor de Marte e uma volta sobre si próprio. Como consequência disso, Deimos tem sempre a mesma face voltado para Marte.
A lua foi descoberta a 12 de agosto de 1877 – juntamente com Fobos, o outro satélite de Marte, seis dias depois – por Asaph Hall e fotografado pela Viking 1 em 1977. Deimos tem um formato bastante irregular e acredita-se que se trate de um asteroide que foi perturbado de sua órbita por Júpiter e que acabou por ser capturado pela gravidade de Marte, passando a ser seu satélite.
O nome Deimos (pânico) vem de uma figura mitologia grega e é um dos três filhos de Ares (Marte na mitologia romana) e Afrodite.
  
Características principais
Por ser pequeno, Deimos não apresenta uma forma esférica, possuindo dimensões muito irregulares. É composto por rochas ricas em carbono, tal como muitos asteroides, e gelo. A sua superfície apresenta um número razoável de crateras mas, relativamente a Fobos, é muito mais lisa, consequência do preenchimento parcial das crateras com rególito (rochas decompostas). As maiores crateras deste satélite são Swift e Voltaire que medem, aproximadamente, 3 km de diâmetro.
Visto de Deimos, Marte surge no céu como um objeto 1000 vezes maior e 400 vezes mais brilhante do que a Lua cheia, como é observada da Terra.
Visto de Marte, Deimos surge como um pequeno ponto no céu, difícil de distinguir dos outros astros embora, no seu máximo brilho, possua um brilho equivalente a Vénus (tal como é visto da Terra).
    
Geologia
Apenas duas formações geológicas em Deimos receberam nomes. As crateras Swift e Voltaire receberam nomes de autores que especularam a existência de luas marcianas antes da descoberta das mesmas.
   
Exploração
A exploração de Deimos é similar à exploração de Marte e de Fobos. Entretanto, nenhuma aterragem foi realizado e nenhuma amostra analisada. O satélite foi apenas fotografado pela sonda Viking 1.
Uma missão de retorno de amostras chamada "Gulliver" foi conceptualizada. Basicamente, um quilograma de material de Deimos seria trazido para a Terra nessa missão.
   

Schrodinger nasceu há 139 anos...

   
Erwin Rudolf Josef Alexander Schrödinger (Viena-Erdberg, 12 de agosto de 1887 - Viena, 4 de janeiro de 1961) foi um físico teórico austríaco, conhecido por suas contribuições para a mecânica quântica, especialmente a equação de Schrödinger, pela qual recebeu o Nobel de Física em 1933. Propôs a experiência mental conhecido como do Gato de Schrödinger e participou da 4ª, 5ª, 7ª e 8ª Conferência de Solvay.
Deu ainda grande atenção aos aspetos filosóficos da ciência, bem como a conceitos filosóficos, à ética e às religiões orientais e antigas. Sobre a sua visão religiosa, ele considerava-se um ateu.
   

O último czarevitch russo nasceu há 122 anos...

    
Alexei Nikolaevich Romanov, czarevitch Alexei Nikolaevich Romanov (São Petersburgo, 12 de agosto de 1904 - Ekaterinburgo, 17 de julho de 1918) foi o herdeiro aparente do trono russo desde o seu nascimento até ao seu bárbaro assassinato, em 1918. Era o mais novo e único filho de sexo masculino do Czar Nicolau II e da sua esposa, a Czarina Alexandra Feodorovna.

Alexei sofria de hemofilia, pelo seu parentesco com a rainha Vitória do Reino Unido (portadora da doença), o que levou a sua mãe a confiar cegamente em Grigori Rasputin, um monge siberiano que, supostamente, o curava durante as suas crises. A sua vida acabou de forma trágica no dia 17 de julho de 1918 quando foi assassinado, juntamente com a sua família, em Ekaterinburgo, nos Montes Urais. Em consequência do seu assassinato, Alexei foi canonizado pela Igreja Ortodoxa Russa como Portador da Paixão.
   
(...)
    
Na noite de 17 de julho de 1918, Alexei foi morto, juntamente com o resto da sua família, por bolcheviques.
Embora poucos, apareceram alguns rumores sobre a sua possível sobrevivência e houve mesmo pessoas que se fizeram passar por ele.
Quando os corpos do resto da família foram encontrados, tanto a equipa de cientistas americanos como a russa concluíram que o seu corpo era um dos que faltavam, juntamente com o da sua irmã Maria ou Anastásia.
Após a descoberta de restos mortais numa área próxima do local onde tinham sido descobertos os restantes corpos da família, no dia 27 de agosto de 2007, duas equipas de investigadores (uma americana e outra russa), passaram 8 meses a analisá-los, procurando provas para garantir que aqueles se tratavam dos restos mortais de Alexei e da sua irmã Maria.
A confirmação chegou durante uma conferência de imprensa, no dia 30 de abril de 2008 que deu como encerrado o mistério, provando que os dois últimos filhos de Nicolau II tinham, de facto morrido com a restante família.
Encontra-se sepultado na Fortaleza de Pedro e Paulo, São Petersburgo na Rússia.
      
     

Miguel Torga nasceu há 119 anos...

(imagem daqui)

 

Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha (Vila Real, São Martinho de Anta, 12 de agosto de 1907 - Coimbra, 17 de janeiro de 1995), foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.

   

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/68/Miguel_Torga_escritor.png/500px-Miguel_Torga_escritor.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

 


Inocência
    
Vou aqui como um anjo, e carregado
De crimes!
Com asas de poeta voa-se no céu...
De tudo me redimes, Penitência De ser artista!
Nada sei,
Nada valho,
Nada faço,
E abre-se em mim a força deste abraço
Que abarca o mundo!
    
Tudo amo, admiro e compreendo.
Sou como um sol fecundo
Que adoça e doira, tendo
Calor apenas.
Puro,
Divino
E humano como os outros meus irmãos,
Caminho nesta ingénua confiança
De criança
Que faz milagres a bater as mãos.
 
    
    
in Penas do Purgatório (1954) - Miguel Torga

O ditador Zia-ul-Haq nasceu há cento e dois anos...

   
Muhammad Zia-ul-Haq (Jullundur, 12 de agosto de 1924 - Bahawalpur, 17 de agosto de 1988) foi um político e militar paquistanês, presidente de seu país entre 1978 e 1988.
    
Golpe militar
Após as eleições legislativos ganhadas pelo Partido Popular do Paquistão, em meio a acusações de fraude pela oposição, o general Zia encabeçou um golpe de Estado, no dia 5 de julho de 1977, que suspendeu os partidos políticos e proclamou lei marcial.
Apesar de afirmar inicialmente que a sua permanência no poder seria temporária, até que o Paquistão recuperasse a estabilidade interna, Zia adiou indefinidamente as eleições e, contra apelos internacionais, não impediu a execução de Ali Bhutto em 1979, condenado por suposta cumplicidade no assassinato de um rival político.
Convertido em ditador (formalmente assumiu a presidência paquistanesa em setembro de 1978), Zia reprimiu com severidade protestos da oposição civil e empreendeu uma paulatina islamização da sociedade paquistanesa, no que foi apoiado pelos partidos tradicionais e opositores do laicismo implementado por Bhutto. Embora este caminho desagradasse os Estados Unidos, a Casa Branca continuou a apoiar economicamente o regime de Zia, que dava suporte aos guerrilheiros mujahidins afegãos na luta contra o regime pró-soviético em Cabul.
Em 19 de dezembro de 1984, Zia submeteu a referendo a sua política islamizante, com resultado favorável de 97,7% de votos, sobre uma participação de 62,1%. Em 25 de fevereiro de 1985, ocorreram as primeiras eleições legislativas no país desde 1977 e, no final desse ano, Zia suspendeu a lei marcial.
   
Morte
Em 29 de maio de 1988, endureceu o regime novamente, com a dissolução da Assembleia Nacional e a destituição do primeiro-ministro Muhammad Khan Junejo, tendo o próprio Zia assumido o posto. Em 15 de junho, o ditador decretou que a sharia (lei islâmica) passava a ser a ter valor de lei oficial no Paquistão. Em 17 de agosto, o avião em que viajavam Zia, o embaixador dos Estados Unidos e outras 28 pessoas, foi sabotado e caiu, minutos depois de descolar do aeroporto de Bahawalpur. Com a morte de Zia, Ghulam Ishaq Khan assumiu a presidência provisória do Paquistão.
   

Tanita Tikaram nasceu há 57 anos

undefined
     
Tanita Tikaram (Münster, West Germany, 12 August 1969) is a British pop/folk singer-songwriter. She achieved chart success with the singles "Twist in My Sobriety" and "Good Tradition" from her 1988 debut album, Ancient Heart
        
 

Henry Fonda morreu há 44 anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0c/Henry_Fonda_in_Warlock.jpg/500px-Henry_Fonda_in_Warlock.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail

Henry Jaynes Fonda
(Grand Island, 16 de maio de 1905 - Los Angeles, 12 de agosto de 1982) foi um ator de cinema norte-americano. É o patriarca de uma família de atores, entre os quais os seus filhos Jane Fonda e Peter Fonda e a sua neta Bridget Fonda.
 

Nascido em Grand Island, filho de Elma Herberta Jaynes e William Brace Fonda, cujos ancestrais eram neerlandeses, sendo o sobrenome Fonda originário da Frísia, província no norte dos Países Baixos.

Fonda estudou Jornalismo na Universidade de Minnesota, mas abandonou o curso no segundo ano. Em 1925 trabalhava numa empresa em Omaha (Nebraska), quando foi convidado para fazer um papel importante numa produção amadora da Omaha Community Playhouse. Nessa época ele já impressionava com os seus 1,86 metros. Apaixonou-se pelo palco e o seu primeiro papel profissional foi na peça You and Me, de Philip Barry.

Em 1929, já em Manhattan e na University Players Guild, fez Devil and the Cheese, ao lado de Margaret Sullavan, que se tornou, dois anos depois, a sua primeira esposa. O casamento durou pouco mais de um ano e após a separação ele foi para Hollywood fazer cinema.

A sua estreia no cinema americano foi em 1935, repetindo o papel que fizera no teatro na adaptação de The Farmer Takes a Wife, que no Brasil recebeu o título de Amor singelo. Nessa mesma época se tornou amigo de outro ator estreante, James Stewart, amizade que durou até à sua morte. Em 1936, Henry se casou com Frances Seymour Brokwaw, uma americana rica e divorciada, com quem teve dois filhos, os também atores Jane Fonda e Peter Fonda. O casamento terminou tragicamente em 1950, com o suicídio de Frances, após um colapso nervoso.

Antes de partir para a Segunda Guerra Mundial como contramestre de terceira classe, ele fez mais de vinte filmes, alguns grandes êxitos de bilheteira e crítica, como Jezebel, Jesse James, Ao rufar dos tambores e As vinhas da Ira pelo qual concorreu ao Óscar de melhor ator.

A volta ao cinema e aos palcos foi em grande estilo, no final da década de 40, com o filme Paixão dos fortes, dirigido por John Ford, e o espetáculo Mister Roberts, com o qual ficou por três anos seguidos nos palcos da Filadélfia e de Nova Iorque, que devido ao grande sucesso foi transposto para o cinema, inicialmente tendo como diretor John Ford. Porém, houve desentendimentos entre Fonda e Ford, que deixou a produção. Contracenaram com também Jack Lemmon, James Cagney e William Powell.

Nas décadas de 50 e 60 dividiu-se entre os palcos e as telas de cinema, até que no início da década de 70, ao protagonizar o one-man-show Clarence Darrow, em Nova Iorque, desmaiou nos camarins e teve que se internar e colocar um pacemaker.

Ele casou mais três vezes: em dezembro de 1950, com Susan Levine Blanchard, com quem adotou uma menina; em 1957, com a italiana Adera Franchetti e, em 1965, com a hospedeira de bordo Shirlee Mae Adams, sua esposa até à morte do ator, em agosto de 1982, vitimado por uma doença crónica no coração. O seu corpo foi cremado e as suas cinzas espalhadas.


Carlos Lopes ganhou o primeiro ouro olímpico para Portugal há quarenta e dois anos...!

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/11/Carlos_Lopes2.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail_unscaled

Athletics pictogram.svg Atletismo Athletics pictogram.svg
Nome completo Carlos Alberto de Sousa Lopes
Modalidade 10.000 m e Maratona
Nascimento 18 de fevereiro de 1947
Vildemoinhos, Portugal
Nacionalidade Portuguesa
Compleição Peso: 55 kg Altura: 1,67 m
Clube Sporting (1967 - 1985)
Período em atividade 1967 - 1985
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Los Angeles 1984 Maratona
Prata Montreal 1976 10000 m
Campeonatos Mundiais de Corta-Mato
Ouro Chepstow 1976 Individual
Ouro East Rutherford 1984 Individual
Ouro Lisboa 1985 Individual
Prata Düsseldorf 1977 Individual
Prata Gateshead 1983 Individual


Carlos Alberto de Sousa Lopes (Vildemoinhos, 18 de fevereiro de 1947) é um ex-atleta e campeão olímpico português, um dos melhores da sua geração e uma referência mundial do atletismo de longa distância.
Lopes sobressaiu tanto nas provas de pista, como nas de estrada e no corta-mato (cross-country). Foi vencedor da Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1973.
     
(...)
      
Em 12 de agosto, Carlos Lopes venceu a prova de maratona nos Jogos de 1984, tornando-se o primeiro português a ser medalhado com o ouro nos Jogos Olímpicos. A prova foi rápida, e a marca atingida (02h9m21s) foi recorde olímpico até aos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
Cquote1.svg Carlos Lopes
Mais do que ser primeiro
Herói é quem
Sabe dar-se inteiro
E dentro de si mesmo, ir mais além.
Cquote2.svg
Em 2013, Carlos Lopes foi nomeado diretor do departamento de atletismo do Sporting Clube de Portugal.
  
Recordes Pessoais
Palmarés
Campeonatos Nacionais
Jogos Olímpicos
Campeonatos do Mundo
Campeonatos da Europa
Campeonatos do Mundo de Corta-mato
  

Luther Allison morreu há vinte e nove anos...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/56/LutherAllison1996.jpg/500px-LutherAllison1996.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=parser&utm_content=thumbnail
   
Luther Allison (Widener, 17 de agosto de 1939 – Madison, 12 de agosto de 1997) foi um guitarrista de blues norte americano. Nasceu em Widener, Arkansas e mudou-se com sua família aos doze anos para Chicago em 1951. Aprendeu a tocar guitarra sozinho e começou a escutar blues intensivamente.  
     
(...)   
     

No meio de sua turnê no verão de 1997, Allison deu entrada no hospital, por sentir tonturas e falta de coordenação. Foi descoberto que tinha um tumor no pulmão, que se espalhou, com metástases, até ao seu cérebro. Após entrar e sair do estado de coma, Allison morreu a 12 de agosto de 1997, cinco dias antes de completar 58 anos, em Madison, Wisconsin. O seu álbum Reckless fora recém lançado. Allison foi enterrado no Cemitério Washington Memory Gardens em Homewood, Illinois. O seu filho, Bernard Allison, que havia tocado como membro de sua banda, agora tem uma carreira a solo.

Foi introduzido postumamente no Blues Hall of Fame em 1998. Em 2000, o Chicago Sun-Times o chamou de "Bruce Springsteen dos blues".



 

O Kursk afundou-se há 26 anos, com o ditador russo a deixar morrer os sobreviventes recusando ajuda...

   
K-141 Kursk, foi um submarino nuclear da classe Oscar-II pertencente à Marinha Russa e que afundou no Mar de Barents a 12 de agosto de 2000, com uma tripulação de 118 homens. Foi assim batizado em homenagem aos soldados soviéticos mortos numa das maiores batalhas da Segunda Guerra Mundial, a Batalha de Kursk, em 1943.
Foi uma das primeiras embarcações concluídas, logo após a queda da União Soviética. A sua função principal seria compor a frota do Mar do Norte, cuja sede localiza-se em Severomorsk. As obras de construção começaram em 1990 em Severodvinsk, perto de Arkhangelsk, sendo lançado em dezembro de 1994.
Possuía 154 metros de comprimento, 18 metros de largura, e equivalente a quatro andares de altura (peso estimado de 18.000 toneladas), sendo considerado o maior submarino de ataque já construído e sendo considerado indestrutível pelos marinheiros russos, devido ao seu tamanho e aos recursos tecnológicos.
  
Incidente
De acordo com informações do Serviço de Sismologia da Noruega, o NORSAR, teria havido duas explosões detetadas, nas coordenadas 69°38'N e 37°19'E, durante a manhã de 12 de agosto de 2000. A primeira explosão foi às 11.29.34 (hora de Moscovo) e teve uma magnitude de 1,5 na escala de Richter, seguido de um segundo de 3,5, às 11.31.48, correspondendo a cerca de 100/250Kg de explosivos (TNT).
Dados semelhantes foram registados por estações sísmicas no Canadá e Alasca. Além disso, dois submarinos americanos (um deles - USS Memphis), que estava a acompanhar os exercícios, registou duas explosões submarinas às 11.38. Um submarino russo e o cruzador pesado PETR Velikiy que também acompanhavam as manobras, detetaram também essas explosões. O Ministro da Defesa da Rússia disse que o submarino russo de apoio recebeu também o som de uma terceira explosão às 11.44. O submarino americano alega ter detetado um ruído durante o intervalo entre as duas explosões, que reconheceu como tanques de lastro de sopro explodindo ou o aumento da velocidade da hélice. O acidente só foi tornado oficialmente público no dia 14 de agosto. O incidente com o submarino Kursk provocou uma enorme reação no mundo, pois, tratando-se de um submarino nuclear, temia-se um acidente parecido com o de Chernobyl. Durante a noite de 14 de agosto, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Israel, Itália, Noruega, Estados Unidos da América e outros países ofereceram a sua ajuda. Porém como o submarino continha tecnologia e segredos militares e os russos estavam reticentes em aceitar tal ajuda.
Estudos indicam que a tripulação dos compartimentos 5 e 5B, conseguiram fechá-los logo após a segunda explosão. Estes compartimentos eram revestidos de chumbo (sarcófago) e continham os reatores atómicos, uma vez fechados, somente poderiam ser abertos pelo lado de dentro. Esta ação foi de fundamental importância, evitando que explodissem devido à alta temperatura que estava sendo acumulada no submarino. Investigações após o resgate,indicam que a temperatura dentro do submarino após a série de explosões tenha atingido 8.000 º C.
O submarino afundou-se em águas relativamente rasas, a uma profundidade de 108 metros (354 pés), a cerca de 135 km (85 milhas) de Severomorsk , na posição de coordenadas 69° 40′ N 37° 35′ E. Uma dessas explosões teria aberto grandes buracos no casco do submarino.
   
Resgate
Nenhuma autoridade russa admitiu que 23 marinheiros haviam conseguido sobreviver por um período de dois dias após o acidente. Depois da explosão na câmara de mísseis, os tripulantes foram para o compartimento número nove do submarino, localizado na proa, e emitiram sinais de socorro durante 48 horas.
As autoridades da Rússia só recorreram ao pedido de ajuda aos noruegueses e britânicos quatro dias depois do acidente. E, o mais humilhante, é que os homens-rãs ocidentais, com roupas especiais e descendo em “sinos” (equipamentos de resgate), acabaram realizando a operação de descida e abertura das escotilhas em menos de um dia. A justificativa da Marinha Russa era a necessidade de se preservarem os segredos militares do submarino nuclear. O governador da província de Kursk, Alexander Rutskoi, disse que o motivo pelo qual os russos não queriam ninguém no fundo do mar Barents era o teste de um novo tipo de míssil, que segundo informações, ainda permanecia no mesmo.
Na segunda-feira 21 de agosto, às 07.45 horas da manhã, quatro mergulhadores noruegueses da empresa Stolt Comex Seaway conseguiram abrir a primeira escotilha do submarino. Os homens-rãs deparam-se com o cenário mais temido. “Todos os compartimentos estão inundados e nenhum membro da tripulação sobreviveu”, declarou o vice-almirante russo Mikhail Motsak.
   
Causas do acidente
A hipótese mais coerente é a de que no lançamento do torpedo a proa do submarino tenha explodido, atingindo ainda outros compartimentos. Segundo o jornal militar russo Krasnaia Zvezda, o Kursk estaria usando um novo tipo de combustível que é líquido, mais barato e de muito mais alta combustão. Há ainda uma hipótese, mais sinistra, de que o submarino estaria com mísseis nucleares supersónicos. Uma carta que explicava as causas do naufrágio do submarino Kursk foi encontrada no corpo de um tripulante e mantida em segredo pelas autoridades russas, disseram militares da Frota do Norte hoje citados pelo diário Izvestia.
De acordo com estas fontes, foram encontradas duas cartas, a 25 de outubro, no cadáver do oficial da marinha Dmitri Kolesnikov, tendo apenas uma sido divulgada.
Na carta mantida em segredo, Kolesnikov descreve exatamente o que aconteceu e afirma que, na sequência da morte do comandante do Kursk, assumiu o comando do submarino, precisaram as fontes, sem adiantar mais pormenores sobre o documento.
Na mensagem que foi divulgada, Kolesnikov referia que pelo menos 23 homens, dos 118 que se encontravam a bordo do Kursk, sobreviveram ao acidente e se refugiaram num compartimento da popa do submarino. A nota, divulgada pelas autoridades russas, não continha qualquer indicação sobre as causas do naufrágio.
Uma segunda carta, também encontrada no corpo de um marinheiro que se refugiou na proa do Kursk, também foi divulgada. A carta, manuscrita, descreve os minutos imediatamente após a catástrofe, mas não indica as causas.
"Está escuro aqui para escrever, mas vou tentar pelo tato. Parece que não há hipóteses, 10-20%. Vamos esperar para que, pelo menos, alguém leia isto. Aqui está a lista de pessoal de outras secções, que estão agora no nono e tentarão sair. Cumprimentos a todos, sem necessidade de ficar desesperados."
Capitão-Tenente Dmitri Kolesnikov
   

Helena Vaz da Silva morreu há vinte e quatro anos...


Helena Maria da Costa de Sousa de Macedo Gentil (Lisboa, Santa Catarina, 3 de julho de 1939 – Lisboa, 12 de agosto de 2002) foi uma das primeiras e mais influentes jornalistas culturais em Portugal.

Filha única do Francisco Mascarenhas Gentil, licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e de sua mulher D. Isabel Maria da Ascenção Barjona de Freitas da Costa de Sousa de Macedo. O seu avô paterno, o médico cirurgião e professor de Medicina Francisco Soares Branco Gentil, foi o fundador e diretor do Instituto Português de Oncologia (IPO) e director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Frequenta o Colégio de freiras de St. Augustin e as escolas das irmãs Escravas e Oblatas, sempre com excecional aproveitamento. Com 17 anos começa a sua vida profissional na agência de publicidade de Martins da Hora, na mesma secretária em que trabalhou Fernando Pessoa. Mais tarde, volta a estudar Jornalismo e Sociologia, na Universidade de Vincennes, em Paris, onde assiste também aos acontecimentos de maio de 68.

Casa no Mosteiro dos Jerónimos, a 7 de março de 1959, com Alberto de Mira Mendes Vaz da Silva (Lisboa, 7 de agosto de 1936 – Lisboa, 7 de julho de 2015), com quem tem quatro filhos; Francisco, Salvador, Tomás e Helena. Insere-se no influente círculo cultural, em que se integram António Alçada Batista, Nuno Bragança, João Bénard da Costa, Pedro Tamen, José Escada, Luís Sousa Costa, Nuno Cardoso Peres e Cristovam Pavia. Sobre esse grupo disse Helena: “Para lá do trabalho em comum que tínhamos (no projeto editorial da Livraria Moraes), chegámos a planear constituir uma comunidade segundo um projeto só nosso, a que chamámos O Pacto”. Esse projeto não se concretizou, mas realizou-se um outro, o da criação de uma revista “de pensamento e ação”, que nasceu em 1963 e que se chamou “O Tempo e o Modo” – iniciativa marcante, pela abertura de novos horizontes políticos, culturais, literários e artísticos. A revista congregaria personalidades de diversas sensibilidades, empenhadas na renovação da vida portuguesa no sentido da democracia: Mário Soares, Salgado Zenha, Jorge Sampaio, Sottomayor Cardia, Vasco Pulido Valente, Manuel de Lucena, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, Agustina Bessa-Luís, Ruy Belo, M.S. Lourenço, Eduardo Lourenço, António Ramos Rosa, José Cardoso Pires e Vergílio Ferreira. Dois dos mais aclamados números temáticos desta revista foram “Deus, O Que É?” e “O Casamento”.

Ingressa no quadro do “Expresso” e dirige os programas políticos e sociais da RTP. Em 1977 entra na ANOP (Agência Noticiosa Portuguesa), para chefiar a área da cultura. Em 1978, assume a direção e a propriedade da revista “Raiz e Utopia”, fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros Silva e José Batista, e imprime uma orientação inconformista virada para os grandes debates europeus do momento.

Em 1979, assume a Presidência do Centro Nacional de Cultura (CNC), que leva a cabo até à sua morte. Lá inicia e desenvolve uma ação incansável em prol da divulgação, do estudo e da preservação da língua e da cultura portuguesas. Lança os “passeios de Domingo” - itinerários culturais como forma de conhecimento e valorização do património histórico e da criação artística e cultural contemporânea. Organiza debates, colóquios, cursos livres, diversas publicações e o ciclo “Os Portugueses ao Encontro da Sua História”.

Em 1980 é Vice-Presidente do Instituto Português de Cinema e conhece Marguerite Yourcenar, de quem se torna amiga e tradutora. Também Edgar Morin e Yehudi Menuhin são, aliás, referências fundamentais do círculo de afetos e de referência intelectuais e éticas de Helena Vaz da Silva. Em 1987, integra o Conselho Consultivo da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e de 1989 a 1994 é Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, mandato que coincide com o de Federico Mayor como diretor geral da organização, o que permitiu a Portugal exercer um papel decisivo no Ano Internacional dos Oceanos, na Expo 98 e realizar em Lisboa a Reunião Inter-Regional sob o tema “A UNESCO para o Século XXI”.

Em 1992, passa a ser membro do Conselho de Orientação para os Itinerários Culturais do Conselho da Europa e em 1994 foi eleita deputada ao Parlamento Europeu pelo PSD, exercendo um mandato muito marcante: “consegui pôr Portugal na agenda dos agentes culturais europeus e pôr a cultura na agenda da Europa”. Em 1996 integrou a Comissão para o Futuro da Televisão em Portugal e em 2002 toma posse como Presidente do Grupo de Trabalho sobre o Serviço Público de Televisão.

Morreu a 12 de agosto de 2002, devido a cancro. Foi sepultada em Lisboa, no Cemitério do Alto de São João, a 14 de agosto de 2002.
 

Les Paul morreu há dezassete anos...

   
Les Paul (nome artístico de Lester William Polsfuss; Waukesha, 9 de junho de 1915 - White Plains, 12 de agosto de 2009), foi um virtuoso guitarrista e pioneiro no desenvolvimento de técnicas e instrumentos musicais elétricos. Foi considerado o 18º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone.
   
   

Hoje é dia de ouvir Sparks...!

Hoje é dia de ouvir Mark Knopfler...

 

Música adequada à data...!

terça-feira, agosto 11, 2026

Observação do eclipse do Sol

https://photos1.blogger.com/blogger/6421/1192/1600/Eclipse2005%20035.jpg 
Eclipse de 03.10.2005 - Escola Correia Mateus (foto pessoal)
 
Como vou ver o Eclipse a Espanha, à zona em que é total, deixo aqui algumas sugestões para o verem em segurança:

  1. Telescópio com filtro solar - o método mais seguro, desde que tenham um astrónomo a trabalhar com o material.
  2.  Óculos de eclipse - quem os tem, se são antigos, deve ver se estão em bom estado e só os usar nestas circunstâncias. Deve recordar-se que no próximo ano, no dia 2 de agosto, há novo eclipse solar e preservá-los. Mesmo tendo os óculos do eclipse, não é para estar sempre a ver o eclipse, dando descanso aos olhos (ver 10/15 segundos e esperar alguns minutos para ver novamente).
  3. Óculos ou máscara de soldador - quem tem este apetrecho (ou quiser comprar em drogarias ou lojas chinesas) pode fazer a observação em segurança, desde que este cumpra a norma DIN 14. e também não é para estar sempre a ver o eclipse, dando descanso aos olhos (ver 10/15 segundos e esperar alguns minutos para ver novamente).
  4. Câmara obscura - método de projeção:  

Uma câmara escura (pinhole) projeta a imagem do Sol de forma indireta e segura através de um pequeno orifício numa superfície. Para construir uma com uma caixa de sapatos, faça um furo pequeno numa das pontas, abra um visor na parte superior e coloque uma folha branca no fundo interior para ver a projeção.

 Como construir e utilizar

  • Materiais necessários: Uma caixa de sapatos, papel de alumínio, uma folha de papel branco, fita-cola e uma agulha. 
  • Preparação da caixa: Cole a folha branca no interior, no fundo oposto ao furo. 
  • Fazer o orifício: Faça um pequeno furo com a agulha num pedaço de papel de alumínio e tape uma abertura pequena feita numa das extremidades da caixa com esse alumínio. 
  • Abertura de visualização: Faça um pequeno buraco adicional no topo da caixa, perto do fundo, para conseguir espreitar para dentro.

Podem ainda ver a sombra das árvores, pois as folhas funcionam como câmara obscura e mostram o crescente do eclipse no contraste luz/sombra.

Recordo que, em Leiria, o eclipse começa às 18.37, o máximo (96,4%) será às 19.34 e termina ao por do sol (20.27). 

Locais que eu sugiro para o observarem:

  • Leiria (cidade): Castelo ou Senhora da Encarnação.
  • Leiria (concelho): Senhora do Monte ou Praia de Pedrogão.
  • Outros locais do pais: junto ao mar ou zonas altas sem obstrução a poente. 
 
 
ATENÇÃO! Para quem não tem material para observar, todos os outros métodos (radiografias, CD's, papel de alumínio, óculos de sol, etc.) são perigosos e podem por em risco a vossa visão. Se sentirem dores nos olhos, no dia a seguir, devem ir às urgências para serem vistos por um oftalmologista.
  
E, a seguir ao eclipse, haverá nessa noite, até ao nascer do sol, a maior chuva de estrelas anual, as Perseidas.
  
Finalmente recordo que, na noite de 27 para 28 de agosto, quinta para sexta, há um eclipse da Lua e a mina escola (Dr. Correia Mateus - Leiria) tem uma sessão noturna para o ver, das 00.00 até ás 07.00 horas, aberta a toda a comunidade - LINK.
 
https://photos1.blogger.com/blogger/6421/1192/1600/Eclipse2005%200162.jpg 
 
https://photos1.blogger.com/blogger/6421/1192/1600/Eclipse2005%20029.jpg
Eclipse de 03.10.2005 - Escola Correia Mateus (fotos pessoais)

...para recordar José Manuel Osório...

Robin Williams morreu há doze anos...

    
Robin McLaurin Williams (Chicago, 21 de julho de 1951 - Paradise Cay, 11 de agosto de 2014) foi um ator e comediante americano. Após conquistar fama interpretando o alienígena Mork, na série de televisão Mork & Mindy, e pelo seu trabalho posterior com stand-up comedy, Williams foi destaque em diversos filmes a partir da década de 80. Venceu o Óscar de melhor ator coadjuvante pela sua performance no filme Good Will Hunting, de 1997, e também conquistou dois Prémios Emmy do Primetime, seis Globos de Ouro, dois prémios do Screen Actors Guild e cinco Grammys
      
(...)   
     
Williams foi encontrado morto em sua casa em Paradise Cay (Califórnia), no dia 11 de agosto de 2014, aos 63 anos. Na época de seu suicídio, ele havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson. De acordo com sua viúva, Williams passou a sofrer de depressão, ansiedade e paranoia crescente. A sua autópsia revelou "demência com corpos de Lewy" e profissionais da saúde afirmaram que os sintomas de Williams eram de facto a doença de Lewy.