Eclipse solar de 12 de agosto: o que precisa de saber

Um eclipse visto da Cidade do México, México
É já no próximo dia 12 de agosto que Portugal vai conseguir
observar o seu melhor eclipse solar dos últimos 114 anos. Aqui ficam
alguns dos aspetos mais importantes deste grande evento astronómico que
não quererá perder.
Em primeiro lugar, o que é um eclipse solar?
Os eclipses solares ocorrem quando a Lua passa diretamente entre o Sol e
a Terra, projetando uma estreita sombra sobre o nosso planeta.
É fruto de uma coincidência cósmica - o Sol é 400 vezes maior que o nosso satélite natural e está 400 vezes mais longe.
Isto significa que, para quem se encontra no local certo, a Lua cobre
totalmente o Sol, revelando a sua atmosfera exterior, de nome coroa
solar.

A geometria de um eclipse solar total (não à escala)
Durante um eclipse solar, especialmente perto da totalidade, é criado
um momentâneo e invulgar crepúsculo, durante o qual as temperaturas
descem, surgem sombras “esquisitas” em ângulos invulgares e alguns
animais pensam que é hora de ir dormir.
Os eclipses são, historicamente, fenómenos estranhos que convenceram
culturas antigas de que eram sinais do apocalipse ou mensagens dos
deuses.
De onde é que poderá ser visto? E em Portugal?
O eclipse solar de 12 de agosto pode ser visto da maior parte da
Europa, das regiões mais a norte da secção asiática da Rússia, em partes
do norte de África, da Gronelândia, do Canadá e no Alasca.
Mas só os observadores localizados numa estreita faixa terrestre é
que poderão observar o eclipse solar total (a zona a vermelho na imagem
seguinte), que é quando a Lua tapa por completo o Sol – e estas zonas
são: partes remotas do norte da Rússia, Gronelândia, Islândia, Espanha
e, mais importante para nós, portugueses, uma pequeníssima parte do
norte de Portugal.

Mapa que mostra onde será visível o eclipse solar de 12 de agosto de
2026: a faixa vermelha que atravessa a Gronelândia, a Islândia e
Península Ibérica indica onde poderá ser observado um eclipse solar
total (as curvas amarelas que atravessam o mapa mostram onde será
visível um eclipse parcial, e as percentagens indicam a área máxima do
Sol coberta pela Lua durante o eclipse ao longo dessas linhas)
No nosso país, o eclipse será maioritariamente parcial, embora acima
dos 90% de ocultação na superfície continental. Só será total numa
pequena zona do norte do concelho de Bragança.
Aqui fica uma tabela com as informações detalhadas para cada distrito:

Mapa do eclipse solar de 12 de agosto de 2026
Como observar o eclipse? Que cuidados a ter?
Apesar do Sol ficar parcialmente obscurecido pela Lua (e totalmente
no norte do concelho de Bragança), tal não quer dizer que se possa olhar
para o eclipse sem proteção.
É necessário utilizar sempre equipamento para proteger os olhos da
luz solar. Não o fazer pode provocar danos irreversíveis nos olhos.
Também não se deve observar com óculos de Sol nem com equipamentos sem
um filtro solar adequado!
Os especialistas recomendam a utilização de óculos concebidos para a
observação de eclipses, à venda, por exemplo, em lojas da especialidade
ou até em farmácias. Alternativamente, também é possível observar o
eclipse indiretamente através do método de projeção (com telescópio ou
binóculos).
Quem quiser fotografar o eclipse também tem de ter cuidados para não “queimar” os sensores e equipamentos eletrónicos.

Ações de observação
De norte a sul do país irão decorrer muitas ações de observação,
dinamizadas por várias instituições e com recurso a vários métodos,
incluindo telescópios com filtros solares.
Foi criado um website dedicado ao eclipse solar de 12 de agosto com muitas informações e recursos que poderá consultar em https://eclipse2026.pt .
O Centro Ciência Viva do Algarve e o Centro de Ciência Viva de Tavira
também vão participar nestas ações, no âmbito do programa Ciência Viva
no Verão 2026:
Na praia, em casa ou em férias, onde quer que se encontre, não deixe de olhar para o céu, e sempre em segurança!
in ZAP