O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
NOTA: a minha escola vai fazer a observação do Eclipse, na Escola Dr. Correia Mateus, entre as 00.00 e as 07.00 horas. A atividade, da Ciência Viva no Verão, é aberta ao público em geral, para maiores de 12 anos, estando a escola aberta e sendo realizada nos campos externos, junto à SMU (Sala Multi-Usos). Se estiver mau tempo veremos o eclipse por projeção, via Internet. Vamos ainda ver informação sobre mapas celestes, fotos do Eclipse Total do Sol e falar dos próximos eclipses. Os jovens com menos de 18 anos devem vir acompanhados por adultos seus familiares (ou, sendo alunos do agrupamento, com autorização do EE). Quem quiser pode trazer saco-cama, para dormir um bocado. Temos 3 telescópios à vossa espera - e no final haverá pequeno almoço partilhado.
Eclipse de 03.10.2005 - Escola Correia Mateus (foto pessoal)
Como vou ver o Eclipse a Espanha, à zona em que é total, deixo aqui algumas sugestões para o verem em segurança:
Telescópio com filtro solar - o método mais seguro, desde que tenham um astrónomo a trabalhar com o material.
Óculos de eclipse
- quem os tem, se são antigos, deve ver se estão em bom estado e só os
usar nestas circunstâncias. Deve recordar-se que no próximo ano, no dia 2
de agosto, há novo eclipse solar e preservá-los. Mesmo tendo os
óculos do eclipse, não é para estar sempre a ver o eclipse, dando
descanso aos olhos (ver 10/15 segundos e esperar alguns minutos para ver
novamente).
Óculos ou máscara de soldador - quem tem
este apetrecho (ou quiser comprar em drogarias ou lojas chinesas) pode
fazer a observação em segurança, desde que este cumpra a norma DIN 14.
e também não é para estar sempre a ver o eclipse, dando descanso aos
olhos (ver 10/15 segundos e esperar alguns minutos para ver novamente).
Câmara obscura - método de projeção:
Uma câmara escura (pinhole)
projeta a imagem do Sol de forma indireta e segura através de um
pequeno orifício numa superfície. Para construir uma com uma caixa de
sapatos, faça um furo pequeno numa das pontas, abra um visor na parte
superior e coloque uma folha branca no fundo interior para ver a
projeção.
Como construir e utilizar
Materiais necessários: Uma caixa de sapatos, papel de alumínio, uma folha de papel branco, fita-cola e uma agulha.
Preparação da caixa: Cole a folha branca no interior, no fundo oposto ao furo.
Fazer o orifício:
Faça um pequeno furo com a agulha num pedaço de papel de alumínio e
tape uma abertura pequena feita numa das extremidades da caixa com esse
alumínio.
Abertura de visualização: Faça um pequeno buraco adicional no topo da caixa, perto do fundo, para conseguir espreitar para dentro.
Podem ainda ver a sombra das árvores, pois as folhas funcionam como câmara obscura e mostram o crescente do eclipse no contraste luz/sombra.
Recordo que, em Leiria, o eclipse começa às 18.37, o máximo (96,4%) será às 19.34 e termina ao por do sol (20.27).
Locais que eu sugiro para o observarem:
Leiria (cidade): Castelo ou Senhora da Encarnação.
Leiria (concelho): Senhora do Monte ou Praia de Pedrogão.
Outros locais do pais: junto ao mar ou zonas altas sem obstrução a poente.
ATENÇÃO! Para quem não tem material para observar, todos os outros métodos
(radiografias, CD's, papel de alumínio, óculos de sol, etc.) são
perigosos e podem por em risco a vossa visão. Se sentirem dores nos
olhos, no dia a seguir, devem ir às urgências para serem vistos por um
oftalmologista.
E, a seguir ao eclipse, haverá nessa noite, até ao nascer do sol, a maior chuva de estrelas anual, as Perseidas.
Finalmente recordo que, na noite de 27 para 28 de agosto, quinta para sexta, há um eclipse da Lua e a mina escola (Dr. Correia Mateus - Leiria) tem uma sessão noturna para o ver, das 00.00 até ás 07.00 horas, aberta a toda a comunidade - LINK.
Eclipse de 03.10.2005 - Escola Correia Mateus (fotos pessoais)
Site oficial espanhol sobre os próximos 3 eclipses do Sol.
NOTA: em ano e meio vão ver-se em Portugal quatro eclipses que vale a pena observar: um total do Sol a 12 de agosto de 2026 (vou ver a Espanha, na zona de Tordesilhas), um parcial da Lua a 28 de agosto de 2026 (vou ver na minha Escola - atividade Ciência Viva no Verão, aberta a todos), um total do Sol a 2 de agosto de 2027 (vou ver no sul da Espanha) e um anular do Sol a 26 de janeiro de 2028, que deverei ver em Leiria, na minha Escola.
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o eclipse solar de 29 de maio de 1919
acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da
média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir
da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o
evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações
experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe,
localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos
pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições
para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos
prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava
nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas
apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada
por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do
fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já
satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington.
Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas
no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente
deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em
muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da
relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram
que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram
desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz
realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do
Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral
pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein
definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido
eclipse e as respetivas localidades de forma espera-se que definitiva
nos anais da história da ciência.
Tinha previsto fazer a observação do Eclipse na minha Escola, mas decidi passar a observação, sem telescópio, para o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria (aqui), das 19.45 às 21.30 horas. Recordo que este eclipse da Lua é apenas parcial em Leiria e aqui apenas vemos o seu final, se as nuvens o permitirem...
Para quem quer ver em direto o eclipse, antes que entre na fase de totalidade, sugiro o seguinte site:
Irei levar apenas computador, observar e fotografar sem telescópio e falar, para os interessados, sobre os próximos 3 eclipses que poderemos ver muito bem na península ibérica.
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o eclipse solar de 29 de maio de 1919
acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da
média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir
da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o
evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações
experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe,
localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos
pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições
para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos
prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava
nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas
apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada
por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do
fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já
satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington.
Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas
no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente
deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em
muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da
relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram
que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram
desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz
realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do
Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral
pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein
definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido
eclipse e as respetivas localidades de forma espera-se que definitiva
nos anais da história da ciência.
No
dia 29 de março, sábado, há um Eclipse parcial do Sol visível em
Portugal que iremos observar na Escola Dr. Correia Mateus, em Leiria,
nos campos exteriores de futebol. Começaremos às
08.30, montando um telescópio com filtro solar e preparando os restantes
materiais. Depois entre as 09.30 e 11.30 faremos a observação (se não
der para ver com telescópio, veremos em projeção da Internet, na sala
SMU). Entre as 11.30 e as 13.00 iremos fazer um
almoço partilhado entre os participantes (trazer comida, bebida e
extras...). Haverá grelhador e no final teremos marshmallows na
brasa...! O Clube Ciência Viva na Escola Dr. Correia
Mateus e o Núcleo de Astronomia Galileu Galilei informam que esta
atividade é aberta a todos, podendo quem quiser trazer telescópios com
filtro solar, sem ser necessário pré-inscrição.
Quando será o próximo eclipse solar total? Descubra
No dia 8 de abril, milhares de residentes de algumas regiões do México, Estados Unidos e Canadá puderam observar a totalidade do eclipse solar durante cerca de quatro minutos.
A duração do evento foi de mais de uma hora, mas o bloqueio total
ocorreu por apenas alguns minutos. A maioria da população não conseguiu
observá-lo ao vivo, já que o fenómeno é considerado raro e acontece, em média, a cada 375 anos em um mesmo lugar.
Apesar de serem considerados raros, os eclipses solares totais ocorrem a aproximadamente cada 18 meses, sempre em regiões distintas do planeta.
Felizmente, a ciência sabe como prever todos os eclipses que
acontecerão nos próximos anos, e até mesmo os que já ocorreram;
inclusive, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados
Unidos (NASA) possui um catálogo com centenas de eclipses que ocorreram
no passado.
O eclipse solar total é produzido a partir de um alinhamento aparente entre o Sol, a Lua e a Terra,quando
o satélite natural fica posicionado exatamente entre os outros dois
corpos celestes e bloqueia toda a luz solar em uma região específica do
planeta. O último evento do tipo na América do Norte ocorreu em 2017.
“Os eclipses solares acontecem a cada poucos anos na Terra, mas o
caminho da totalidade tem apenas cerca de 160 quilômetros de largura. Em
dois terços das vezes, o caminho da totalidade passará pelos oceanos.
Portanto, não é que os eclipses sejam raros, mas é raro que o eclipse
passe nas proximidades”, disse o professor associado de física da
Universidade de Nevada (EUA), Jason Steffen, em mensagem ao site Space.
Como
é comum de ocorrer a cada quase dois anos, os entusiastas do fenómeno
poderão observá-lo daqui a pouco mais de um ano. Afinal, quando
acontecerá o próximo eclipse solar total?
Data do próximo eclipse solar total
Conforme as previsões científicas, o próximo eclipse solar total está marcado para acontecer no dia 12 de agosto de 2026 (quarta-feira).
Dessa vez, os moradores de diferentes regiões da Gronelândia, Islândia,
Portugal, Rússia e Espanha poderão assistir à totalidade do fenómeno,
mas ele também poderá ser apreciado de forma parcial em outros países.
Além de o calendário da NASA detalhar todos os eclipses solares e
lunares que aconteceram nos últimos dois mil anos, ele também apresenta
todos os eventos do tipo que acontecerão até os anos 3000. Por exemplo, já sabemos que no dia 27 de janeiro de 2837, um eclipse solar total ocorrerá na região sul do México.
Por conta do afastamento constante da Lua, a ciência explica que os eclipses solares totais não acontecerão para sempre
Além dos eclipses totais, também acontecem eclipses solares parciais e anulares com mais frequência; o próximo evento anular está previsto para o dia 2 de outubro de 2024 e poderá ser observado em regiões do Chile e da Argentina. No Brasil, o último eclipse solar anular foi observado em outubro de 2023.
“O
céu vai escurecer, como se fosse amanhecer ou anoitecer. Se o tempo
permitir, as pessoas no caminho de um eclipse solar total podem ver a
coroa do Sol, a atmosfera externa, que normalmente é obscurecida pela
face brilhante do Sol. Um eclipse solar total é o único tipo de eclipse
solar em que os espetadores podem remover momentaneamente seus óculos
de eclipse (que não são iguais aos óculos de sol normais) durante o
breve período em que a Lua está bloqueando completamente o Sol”, a NASA
explica.
Calendário de eclipses solares totais nos próximos dez anos:
12 de agosto de 2026;
2 de agosto de 2027;
22 de julho de 2028;
25 de novembro de 2030;
14 de novembro de 2031;
30 de março de 2033;
20 de março de 2034.
Quando acontecerá o próximo eclipse solar total no Brasil?
No
Brasil, o último eclipse solar total foi observado em agosto de 1994;
desde então, os brasileiros só puderam assistir ao evento se viajassem
para outros países. Infelizmente, o próximo
eclipse solar total visível em parte do Brasil só ocorrerá em agosto de
2045; apenas um ano depois, em agosto de 2046, os brasileiros poderão
observar uma repetição da experiência.
A NASA explicou que os eclipses solares totais deixarão de existir daqui aproximadamente 600 milhões de anos, quando o tamanho aparente da Lua estiver pequeno demais para cobrir o Sol. Isso acontece por que o satélite natural está lentamente se afastando da Terra, são cerca de 4 centímetros de distância a cada ano.
NOTA: corrigimos alguns pequenos lapsos e mudámos o texto para português de Portugal; de salientar que a 29 de março de 2025 há um eclipse parcial do sol visível em Portugal e que a 12 de agosto de 2026 há um eclipse total do Sol que é bem visível em Portugal - e total perto de Bragança e nalgumas partes do norte de Espanha...!
Para quem quer saber mais, sugere-se a vista destes dois sites:
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o Eclipse solar de 29 de maio de 1919
acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da
média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir
da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o
evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações
experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe,
localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos
pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições
para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos
prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava
nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas
apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada
por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do
fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já
satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington.
Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas
no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente
deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em
muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da
relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram
que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram
desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz
realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do
Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral
pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein
definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido
eclipse e as respetivas localidades de forma espera-se que definitiva
nos anais da história da ciência.
Escuridão total: o mundo (e uma região de Portugal) pararam para ver o histórico eclipse solar
O eclipse visto de Guadalajara, México
“Foi uma verdadeira loucura” esta segunda-feira. Milhões de
pessoas em euforia assistiram ao eclipse solar total em várias partes do
mundo. Veja as imagens do fenómeno.
Um raro eclipse solar total começou esta segunda-feira na costa oeste do México, dando início a um evento celestial aguardado por milhões de pessoas.
A NASA transmitiu um vídeo ao vivo
com imagens do telescópio e comentários de especialistas. Os principais
canais norte-americanos de notícias, como a CNN ou Fox News, também
transmitiram uma programação especial.
No início, a borda da Lua parecia estar apenas a tocar no Sol. Depois,
“devorou-o” cada vez mais, até que se ouviram aplausos quando tudo
finalmente ficou escuro - exceto o brilho prateado da coroa do Sol à
volta do contorno da Lua.
“Não pensei que fosse assim”, disse à BBC
uma menina de 11 anos no Texas. “Estava mesmo escuro lá fora. Pensei
que seria como o anoitecer, mas estava quase escuro como breu”. A
temperatura desceu subitamente e, tal como lhe tinham ensinado, os
animais calaram-se.
“Quando começou a ficar mais claro, os grilos estavam lá e os pássaros começaram a cantar. Foi uma verdadeira loucura”, conta: “Estou triste por ter acabado”.
O eclipse também foi admirado do ar: algumas companhias aéreas planearam voos para o momento de escuridão, sendo que os bilhetes esgotaram.
A NASA planeou o lançamento de três pequenos foguetes de sondagem
antes, durante e logo após o eclipse, desde Virgínia, no leste dos EUA. O
objetivo foi medir as alterações causadas pela escuridão na parte
superior da atmosfera terrestre.
A coroa solar, a camada externa da atmosfera do Sol, torna-se
particularmente visível durante um eclipse. Foi observado com atenção,
pois é aqui que ocorrem as erupções solares. A estrela da Terra está
atualmente perto do seu pico de atividade (ao contrário de 2017).
Multidão em euforia
A “febre” do eclipse atingiu o México, EUA e Canadá, com a passagem
da Lua na frente do Sol a bloquear a luz do dia. Para os lados de
Portugal, só uma região foi capaz de assistir, parcialmente, ao
fenómeno: os Açores.
Entre os locais emblemáticos onde o eclipse foi visível estão as Cataratas do Niágara, onde o espetáculo trouxe a maior afluência de sempre ao local turístico - mais de 1 milhão de pessoas.
Do lado canadiano, a região chegou a declarar “estado de emergência” para melhor lidar com o fluxo de visitantes.
Dallas, Indianápolis e Cleveland estão no caminho do eclipse total, com os hotéis nestas regiões a estarem lotados há meses. As escolas tiveram que fechar para a ocasião e até casamentos coletivos foram planeados para este evento.
Em Arkansas, 300 casais de todo o país inscreveram-se dar o nó, dizendo “sim” mesmo antes de o céu ficar negro.
Todos têm oportunidade
O Sol é cerca de 400 vezes maior que a Lua, mas também está 400 vezes
mais distante, e ambos parecem, portanto, ter um tamanho semelhante.
Quase todas as pessoas na América do Norte têm pelo menos um eclipse
parcial garantido, caso as condições meteorológicas permitam a sua
visualização.
Só nos EUA, mais de 30 milhões de pessoas vivem na área onde o eclipse total foi visível, com duração máxima de alguns minutos, segundo a agência espacial norte-americana (NASA).
O evento representa uma oportunidade económica para muitas regiões
que recebem uma afluência de turistas, mas também para os cientistas que
estudam o Sol.
O próximo eclipse total visível nos EUA (excluindo o Alasca) ocorrerá em 2044. Antes disso, um eclipse total ocorrerá na Espanha, em 2026.
Na próxima segunda-feira haverá eclipse solar total. Uns
cancelam aulas por segurança, outros cancelam aulas para… ver o eclipse.
E que tal se, no primeiro dia depois das férias da Páscoa, esse suposto primeiro dia de aulas fosse… sem aulas?
É o que vai acontecer na próxima segunda-feira, por causa do eclipe solartotal.
No dia 8 de Abril, a Lua vai ficar temporariamente entre o Sol e a
Terra. O Sol ficará totalmente tapado pela Lua e vai ser noite durante o
dia.
Canadá, EUA e México serão os países onde se vai poder observar o eclipse total.
Por isso, haverá escolasencerradas, ou no mínimo condicionadas, devido a esse fenómeno astronómico.
Há quem não tenha aulas por motivos de segurança. Em Montreal (Canadá), por exemplo. O portal CityNews
avisa que, segundo os especialistas, as crianças são as mais afectadas
na visão se olharem directamente para o sol durante um eclipse.
Também estão em causa preocupações de deslocações: milhares de
crianças a irem para casa, quando de repente fica tudo escuro na rua.
No México, o primeiro país a observar o eclipse total, este fenómeno
que só se repete daqui a 20 anos origina o encerramento de diversas
escolas. La Laguna, Nazas, Gómez Palacio e Lerdo não terão aulas – são
as zonas onde o sol vai ficar mesmo totalmente tapado durante uns
minutos.
Nos EUA, na Universidade do Texas, não haverá aulas para todos poderem ver o fenómeno. Não querem que os alunos percam esta oportunidade, lê-se na revista Newsweek.
Ainda nos EUA, Lorain (Ohio) será a zona que vai ver o eclipse total
durante mais tempo. Resultado: não há quartos de hotel livres. E
espera-se tal multidão que as autoridades locais aconselharam a população a comprar antecipadamente água, comida e combustível.
Para ver o eclipse mas, ao mesmo tempo, evitar problemas, é melhor
não olhar diretamente para o Sol (ou olhar com óculos especiais), não
usar binóculos ou telescópios sem orientação especializada sobre o tipo
de filtro que deve ser utilizado.
Este eclipse será parcial em Portugal. O próximo eclipse solar total
está previsto para 12 de agosto de 2026 e será visível em vários pontos
da Europa – em Portugal será quase total.
NOTA: Eu já sei onde estarei em 12 de agosto de 2026 - no norte de Espanha. E para saberem mais sobre o próximo eclipse total do Sol, de 08.04.2024, sugiro que consultem esta página:
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o Eclipse solar de 29 de maio de 1919
acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da
média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir
da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o
evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações
experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe,
localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos
pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições
para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos
prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava
nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas
apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada
por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do
fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já
satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington.
Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas
no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente
deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em
muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da
relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram
que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram
desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz
realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do
Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral
pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein
definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido
eclipse e as respetivas localidades de forma espera-se que definitiva
nos anais da história da ciência.
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o Eclipse solar de 29 de maio de 1919
acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da
média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir
da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o
evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações
experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe,
localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos
pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições
para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos
prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava
nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas
apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada
por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do
fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já
satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington.
Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas
no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente
deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em
muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da
relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram
que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram
desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz
realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do
Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral
pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein
definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido
eclipse e as respetivas localidades de forma espera-se que definitiva
nos anais da história da ciência.
Uma parte do céu noturno no lado oeste mostrando a Lua na constelação
do Touro pelas 06.00 horas do dia 19 de novembro de 2021, em Lisboa, quando se inicia
o eclipse e a Lua entra na penumbra
Na sexta-feira, dia 19 de novembro, ocorrerá o último eclipse lunar de 2021, sendo o único parcial deste ano.
Este eclipse parcial será visível a partir da África Ocidental, Europa
Ocidental, América do Norte, América do Sul, Ásia, Austrália, do Oceano
Atlântico e do Oceano Pacífico.
Apesar de ser considerado parcial, ele estará próximo do total, pois a Lua estará na sua fase cheia, com 97% no cone de sombra da Terra.
Grandeza da umbra do eclipse = 0.978 considerando o diâmetro da Lua como unidade.
Infelizmente, em Portugal continental, o máximo do eclipse não será
visível, pois a lua entra na Penumbra pelas 6 horas numa altura em que
está bem baixa no horizonte (altura da Lua=14º) e com o azimute de 282 º
(contado de norte para este). Nesta ocasião a lua encontra-se na
constelação do Touro na direção Noroeste. Após 5 minutos da Lua entrar
na umbra ocorre o seu ocaso e deixa de ficar visível. Na região
autónoma da Madeira o fenómeno também não será favorável para
observação, pois passados 23 minutos da Lua entrar na umbra ocorre o seu
ocaso e deixa de ficar visível. Somente na região autónoma dos Açores
a observação será mais favorável, pois a Lua permanecerá na umbra
durante 1 hora e 11 minutos até o seu ocaso.
O ocaso da lua ocorre pelas 07.23 em Lisboa, na Madeira ocorre pelas
07.41 e em Ponta Delgada ocorre pelas 07.29, a partir desta altura não
será possível observar a lua no máximo do eclipse, nem a sua saída da
umbra e da penumbra, por estes fenómenos ocorrerem mais tarde. (ver
tabela abaixo, com os detalhes do eclipse para as várias cidades).
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o Eclipse solar de 29 de maio de 1919
acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da
média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir
da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o
evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações
experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe,
localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos
pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições
para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos
prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava
nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas
apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada
por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do
fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já
satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington.
Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas
no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente
deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em
muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da
relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram
que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram
desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz
realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do
Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral
pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein
definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido
eclipse e as respectivas localidades de forma espera-se que definitiva
nos anais da história da ciência.
Um eclipse solar total de relevância histórica ocorreu em 29 de maio de 1919. Com uma duração máxima de 6 minutos e 51 segundos, foi um dos mais longos eclipses solares do Século XX. Foi visível na maior parte da América do Sul e África na forma de um eclipse parcial. Foi o eclipse número 32 da Série 136 e teve magnitude de 1.0719.
Em princípio mais um mero eclipse que em pouco iria diferir de outros, o Eclipse solar de 29 de maio de 1919 acabou por se tornar um dos mais famosos, não por sua duração acima da média, mas sim em virtude dos resultados científicos obtidos a partir da observação desse fenómeno. Graças a fotografias tiradas durante o evento, foi possível estabelecer uma das primeiras constatações experimentais da veracidade da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Em virtude do contexto histórico, o evento foi observado com muita expectativa e precisão por várias equipas ligadas à Royal Astronomical Society. Uma delas, sob a direção de Andrew Crommelin, observou-o de Sobral, no Ceará; outra, chefiada por Arthur Eddington, dirigiu-se para a Ilha do Príncipe, localizada na costa atlântica da África. Esses locais foram escolhidos pelas equipas pois em princípio iriam oferecer as melhores condições para a observação do fenómeno.
A equipe que se dirigiu à Ilha do Príncipe teve os seus trabalhos prejudicados devido ao mau tempo. No momento do eclipse o céu estava nublado, e com isso, apenas uma das várias fotografias tiradas apresentou imagem de estrelas com valor científico. A equipe liderada por Crommelin em Sobral contou com sorte bem maior, e as suas imagens do fenómeno foram fundamentais para corroborar os resultados já satisfatórios previamente oriundos da fotografia tirada por Eddington. Em Sobral, a tempestade lavara a atmosfera e esta dissipara-se por completo a tempo, permitindo excelentes fotografias do eclipse.
As equipas fotografaram estrelas cujos raios luminosos que atingiam a Terra passaram bem próximos do Sol, e confirmaram a predição feita por Albert Einstein: analisados os negativos das fotografias, foi possível concluir que as estrelas não ocupavam as suas posições habituais então esperadas no firmamento, encontrando-se nas fotografias ligeiramente deslocadas, em valores que, frente à precisão experimental, eram em muito compatíveis com os previstos pelos cálculos baseados na teoria da relatividade. A partir desses resultados, os pesquisadores deduziram que os raios luminosos oriundos dessas estrelas realmente sofreram desvios das esperadas trajetórias retilíneas; sendo por tal a luz realmente influenciada pela presença de um campo gravitacional, o do Sol no caso.
O sucesso oriundo dessas observações causou a aceitação da teoria da relatividade geral pela comunidade científica internacional e fez de Albert Einstein definitivamente uma celebridade mundial. Igualmente, inseriu o referido eclipse e as respectivas localidades de forma espera-se que definitiva nos anais da história da ciência.
Na cidade de Sobral foi erguido um monumento e, posteriormente, um museu, chamado Museu do Eclipse, onde estão em exposição a luneta e as fotos originais tiradas na época.
Este domingo há um eclipse do Sol visível em Portugal. Começa pouco depois das 11.30 horas, o seu máximo é cerca das 12.20 horas e termina pouco depois das 13.10 horas. Nós iremos vê-lo em Leiria, à entrada da Sede do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus:
O eclipse de domingo é um dos mais raros, é híbrido: começa por ser anular, no centro é total e termina como anular. A sua linha central começa ao largo da costa atlântica dos Estados Unidos, atravessa o Oceano atlântico, entra em África pela Guiné Equatorial e termina na fronteira da Etiópia com a Somália.
Quem estiver perto de Leiria e o quiser ver, estaremos disponíveis junto da Escola Correia Mateus, entre as 11.30 e as 13.30 horas, com telescópio com filtro solar, óculos de observar o Sol e outros materiais...!
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