O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Américo Monteiro de Aguiar, mais conhecido por Padre Américo (Penafiel, Galegos, 23 de outubro de 1887 - Campo, Valongo, 16 de julho de 1956), foi um importante benfeitor português que dedicou a sua vida aos mais carenciados, principalmente jovens, que se traduziu em inúmeras realizações. Foi em São Pedro de Alva que o Padre Américo idealizou a Obra da Rua e fundou a sua primeira Casa da Colónia, como era assim chamada a Casa do Gaiato, a mais conhecida e relevante referida obra.
Regressado a Penafiel, em 1923,
contacta o pároco local de quem tinha sido amigo de infância e
comunica-lhe o desejo de entrar para um convento franciscano, dando como
única explicação a frase é uma martelada!... Dois meses depois entra no Convento de Santo António de Vilariño, em Tui (Espanha), onde permanece durante nove meses como postulante, a estudar latim e ciências naturais e mais um ano, depois da tomada do hábito.
As dificuldades em se adaptar à vida monástica conduzem à sua saída, em julho de 1925, mas tenta ingressar no seminário diocesano do Porto, embora o Bispo D. António Barbosa Leão não dê seguimento ao seu requerimento. Contacta então o Bispo de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva, que o aceita.
Depois de se formar em Teologia no Seminário de Coimbra, foi nomeado Perfeito do Seminário e professor de Português.
É igualmente capelão em Casais do Campo, freguesia de São Martinho do
Bispo e designado pároco de São Paulo de Frades, não chegando a tomar
posse, incapacitado por um esgotamento.
Em maio de 1935, foi convidado para São Pedro de Alva, para
pregar à população. Certo dia o pároco da freguesia leva-o à escola
primária e foi aí que idealizou e teve a visão da obra da rua. Logo aí
fundou a primeira Casa da Colónia. Decidiu em agosto
ir para a capital de distrito, e então inicia as Colónias de Férias do
Garoto da Baixa, em Coimbra, estágio embrionário do que viria a ser
posteriormente a Casa do Gaiato. Seguem-se Vila Nova do Ceira e Miranda do Corvo. A 7 de janeiro de 1940,
finalmente, o Padre da Rua funda a primeira Casa do Gaiato, no lugar de
Bujos, em Miranda do Corvo. A segunda Casa do Gaiato, no mosteiro
beneditino de Paço de Sousa,
seria o local escolhido para o surgimento da Aldeia do Gaiato, para
acolhimento e alojamento de jovens a que se seguiria o Lar do Gaiato, no
Porto. No mesmo âmbito e sob o lema «cada freguesia cuide dos seus
pobres» é o projeto de construção das primeiras casas do património dos pobres, também em Paço de Sousa, em fevereiro de 1951.
A Obra da Rua é consagrada ao Santíssimo Nome de Jesus, e o seu ex-libris é o Quim Mau, o garoto de braços abertos que pede o amor do próximo.
A 1 de janeiro de 1941
abre o Lar do Ex-Pupilo das Tutorias e dos Reformatórios, na Rua da
Trindade, em Coimbra, instituição que será entregue aos Serviços
Jurisdicionais de Menores em 1950; em junho do mesmo ano, publica o primeiro volume do Pão dos Pobres.
A 5 de março de 1944 aparece o primeiro número do jornal O Gaiato, quinzenário da Obra da Rua, de que é fundador e diretor.
A 4 de janeiro de 1948 seria inaugurada a Casa do Gaiato de Lisboa, situada na quinta da Mitra, em Santo Antão do Tojal, em Loures.
Em 1950, saem a público o opúsculo Do Fundamento da Obra da Rua e do
Teor dos seus Obreiros e o primeiro volume do livro Isto é a Casa do
Gaiato.
Em 1952, viagem a África; publica um novo livro, O Barredo, a que se seguem, em 1954, Ovo de Colombo e Viagens, no ano em que toma posse da quinta da Torre, em Beire, freguesia de Paredes, para a instalação de uma Casa do Gaiato e do Calvário, para o abrigo de doentes incuráveis.
Hermínia Silva nasceu em 1907 e cedo se tornou presença notada nos retiros de Lisboa, que não hesitaram em contratá-la, pela originalidade com que cantava o Fado. A Canção dos Bairros de Lisboa estava-lhe nas veias, não fora ela nascida, ali mesmo junto ao Castelo de São Jorge. As "histórias" dos amores da Severa com o Conde de Vimioso estavam ainda frescas na memória do povo.
Rapidamente, a sua presença foi notada nos retiros, e passados poucos anos, em 1929, Hermínia Silva estreava-se numa Revista do Parque Mayer. Era a primeira vez que o Fado
vendia bilhetes na Revista. Alguns jornais da época, referiam-se a
ela, como a grande vedeta nacional, chegando a afirmar-se, que a fadista tinha "uma multidão de admiradores fanáticos". A sua melismática criativa, a inclusão no Fado, de letras menos tristes, por vezes com um forte cunho de crítica social, e o seu empenho em trazer para o Fado e para a guitarra portuguesa, fados não tradicionais, compostos por maestros como Jaime Mendes, compositores como Raul Ferrão,
criando assim o chamado "fado musicado", aquele fado cuja música
corresponde unicamente a uma letra, se bem que composto segundo a base
do Fado, e em especial, tendo em atenção as potencialidades da guitarra portuguesa.
Hermínia Silva torna-se assim, sem o haver planeado, num dos vértices do Fado, tal qual ele existe, enquanto estilo musical: Alfredo Marceneiro
foi o primeiro vértice, o da exploração estilística do Fado
Tradicional; Hermínia viria a trazer o Fado para as grandes salas do
Teatro de Revista, e viria a "inaugurar" a futura Canção Nacional, com
acompanhamentos de grandes orquestras, dirigidas por maestros, que também eram compositores. A sua fama atingiu um tal ponto que o Cinema, quis aproveitar o seu sucesso como figura de grande plano.
Efectivamente, nove anos depois de se ter estreado no teatro da revista, Hermínia integra o elenco do filme de Chianca de Garcia, Aldeia da Roupa Branca (1938), num papel que lhe permite cantar no filme. Nascera assim, a que viria a ser considerada, a segunda artista mais popular do século XX português, depois de Amália Rodrigues, o terceiro vértice do Fado, ainda por nascer.
Depois de várias presenças no estrangeiro, com especial incidência no Brasil e em Espanha, Hermínia aposta numa carreira mais concentrada em Portugal. O seu conhecido e parodiado receio em andar de avião, inviabilizou-lhe muitos contratos que surgiam em catadupa. Mas, Hermínia estava no Céu, na sua Lisboa das sete colinas.
Em 1943 é chamada para mais um filme, o Costa do Castelo, em 1946 roda o Homem do Ribatejo, passando regularmente pelos palcos do Parque Mayer,
fazendo sucesso com os seus fados e as suas rábulas de Revista.
Efetivamente, Hermínia consegue alcançar tal êxito no Teatro, que o
SNI, atribui-lhe o "Prémio Nacional do Teatro", um galardão muito cobiçado na época. Até 1969, em "O Diabo era Outro", a popularidade da fadista encheu os écrans dos cinemas de todo o país. Vieram mais revistas, mais recitais, muitos discos de sucesso.
Mas, para quem quisesse conhecer a grande Hermínia bem mais de perto,
ainda tinha a oportunidade de ouro, de vê-la ao vivo e a cores, sem
microfone, na sua Casa - o Solar da Hermínia, restaurante que manteve
quase até ao fim da sua vida artística.
Felizmente, o estado português, o antigo e o contemporâneo, reconheceu
Hermínia Silva. São vários os Prémios e Condecorações, as distinções e
as nomeações, justíssimas para uma artista,
que fez escola, e que hoje, constitui um dos três maiores nomes da
Canção Nacional, ao lado de Marceneiro e de Amália, que por razões
diferentes, pelas novidades de forma e conteúdo distintos que
trouxeram à Canção de Lisboa, fizeram dela, o Fado, tal qual hoje é
entendido, cantado, tocado e formatado.
A fadista cantou quase até falecer, em 13 de junho de 1993. Morria assim uma das maiores vedetas do Fado e do Teatro de Revista Português. O seu corpo foi sepultado no cemitério dos Prazeres.
Aqui numa praia do sul o vento é morno e os dias são de cera. Retiro as escamas do quotidiano pensar. Ácidas, salitrosas. E assim mergulho numa lentidão de algas e sal.
Assim te imagino, aldeia longínqua, cada vez mais sepultada entre vinhedos. Algures no norte. Semeada no sol. O meu tronco de zimbro precisava deste amolecimento erigido em saliva.
Precisava, sim, precisava de praia. A praia todavia sou eu. É sobre mim que me estendo. Eu, a areia; eu, o jornal; eu, todos aqueles que não podem vir à praia. Eu petrificado em sal como a mulher de Lot.
O ataque ao quartel de fuzileiros navais americanos, cujo contingente estava baseado no Aeroporto Internacional de Beirute, às 06.22 horas,
deixou sessenta feridos e 241 militares americanos mortos (220
fuzileiros navais, 18 militares da Marinha e três soldados do Exército).
Foi o maior número de fuzileiros americanos mortos em um único dia, desde a Batalha de Iwo Jima, na II Guerra Mundial. Foi também o maior número de militares dos Estados Unidos mortos num único dia desde o primeiro dia da Ofensiva do Tet, durante a Guerra do Vietname, e o pior ataque isolado sofrido pelos USA no exterior, desde a II Guerra Mundial.
No ataque ao quartel francês - o edifício 'Drakkar', de oito andares -
realizado dois minutos após o ataque aos fuzileiros americanos, 58
para-quedistas do Primeiro Regimento de Caçadores Para-Quedistas foram
mortos e 15 ficaram feridos. Para as forças francesas, foi o maior
número de baixas já registado num único evento, desde o final da Guerra da Argélia.
Estadista e estudioso de assuntos de política internacional, destacou-se pelo seu percurso académico e pela sua ação na qualidade de Ministro do Ultramar, durante o Estado Novo, ao pôr em prática as teses do lusotropicalismo
e ao fazer aplicar uma série de reformas. Foi sob o seu Ministério que
foi abolido o Estatuto do Indigenato, que foi aprovado o Código de
Trabalho Rural e abolido o regime de contratação. Em 14 de abril de 1961
reabriu o Campo de Concentração do Tarrafal com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom, como penitenciária de nacionalistas de Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.
James Ussher ou simplesmente Usher (Dublin, 4 de janeiro de 1581 - 21 de março de 1656) foi um Arcebispo Anglicano de Armagh. Baseando-se na Bíblia, escreveu o livro The Annals of the World, em 1658.
Neste livro, Ussher fez uma cronologia da vida na Terra, baseada em
estudos bíblicos e de outras fontes, de tal maneira concluiu que a
criação do mundo ocorreu no dia 23 de outubro do ano 4.004 antes de Cristo (a. C.), pelo calendário juliano. Na época, a afirmação foi amplamente aceite.
O Dia do Grande Desapontamento, a 22 de outubro de 1844, foi o dia em que membros de diversas seitas norte-americanas, inspirados em profeciasbíblicas, esperaram o retorno de Jesus Cristo. O movimento foi liderado por WilliamMiller. Os crentes remanescentes deste evento mais tarde fundaram diversas denominações adventistas e outras.
História
Entre 1831 e 1844, William (Guilherme) Miller - um agricultor e pregador leigo batista, ex-capitão de exército da guerra de 1812
- após estudar a Bíblia, lançou o "grande despertar do segundo
advento", o qual eventualmente se espalhou através do mundo cristão nos
Estados Unidos. Baseado na sua própria interpretação da profecia das 2.300 tardes e
manhãs, contida no livro bíblico de Daniel 8:14, Miller subtraiu o
número 2.300 de 457, visto que em 457 a.C. Esdras chegou a Jerusalém,
para reconstruir o Templo, e chegou à conclusão que Jesus Cristo regressaria à Terra entre a primavera de 1843 e a primavera de 1844.
O período passou e nada aconteceu. Ele e muitos de seus
colaboradores, pastores de várias denominações, voltaram novamente ao
estudo da Bíblia para descobrir o erro. Dentre eles Samuel Snow, chegou à
conclusão da vinda de Jesus em 22 de outubro de 1844, portanto no
outono, no dia 10 do sétimo mês quando ocorria a purificação do
santuário, que naquele ano cairia em 22/10. Quando Jesus não apareceu,
os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar "O Grande
Desapontamento".
A maioria dos milhares que haviam se juntado ao movimento, saiu em
profunda e amarga desilusão. Uns poucos, no entanto, voltaram para as suas
Bíblias para descobrir porque eles tinham sido desapontados. Apesar de
não terem visto acontecer nada que desacreditasseo cálculo, eles
concluíram que a data de 22 de outubro ainda era correta, mas que Miller
tinha predito o evento errado para aquele dia. Verificaram, em Daniel 7,
que o Jesus se dirige ao "ancião de dias" e não à terra entendendo,
portanto, que a purificação da Terra (como criam naquela época) na
realidade era a purificação do Santuário Celestial, iniciando-se o
período do juízo a partir de então. Mais tarde realizaram a conferência
de Albany em 1845, onde 61 delegados compareceram, foi organizada a
Associação Milenial Americana (American Millennial Association), que tornou-se na Igreja Evangélica Adventista, hoje extinta.
Miller baseou os seus estudos do regresso de Jesus em 1844 numa crença
popular que dizia na época que "a terra era o santuário". Quando ele
interpretou no livro de Daniel "purificação do santuário" seria a
purificação da terra. Os Adventistas na época eram todos os que criam no
advento de Jesus independentemente de qual denominação pertencessem.
Após o desapontamento,alguns (poucos) reestudaram as profecias, entenderam
e passaram a crer que o Santuário a que se referia o livro de Daniel
era o Santuário Celeste. Com outros demais estudos bíblicos é que em
1863 originou-se a Igreja Adventista do Sétimo Dia e também outros grupos.
A religião Baha'í
acredita que a predição de Miller estava correta, só que se referia à
manifestação da Revelação do Báb - o início da Era Bahá´í, em 1844.
Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro
Foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna, que ocorreu em 1922 em São Paulo, tornando-se um dos grandes nomes do modernismo
literário brasileiro. Foi considerado pela crítica como o elemento mais
rebelde do grupo, sendo o mais inovador entre estes. Colaborou na importante revista Contemporânea (1915-1926).
Canto de Regresso à Pátria Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os pássaros daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo
El-Rei D. Fernando I de Portugal, nono rei de Portugal, (Coimbra, 31 de outubro de 1345 - Lisboa, 22 de outubro de 1383). Era filho do rei D. Pedro I de Portugal e sua esposa, a princesa D. Constança de Castela. D. Fernando sucedeu ao seu pai em 1367. Foi cognominado O Formoso ou O Belo (pela beleza física, que inúmeras fontes atestam) e, alternativamente, como O Inconsciente ou O Inconstante (devido à sua desastrosa política externa, que ditou três guerras com o vizinho Reino de Castela, e até o perigo, após a sua morte, de o trono recair em mãos estrangeiras).
(...)
Quando D. Fernando morre, em 1383, a linha da dinastia de Borgonha
chega ao fim. D. Leonor Teles é nomeada regente, em nome da filha e de
D. João de Castela, mas a transição não será pacífica. Respondendo aos
apelos de grande parte dos Portugueses para manter o país independente,
D. João, mestre de Avis e irmão bastardo de D. Fernando, declara-se rei de Portugal. O resultado foi a crise de 1383-1385, um período de interregno, onde o caos político e social dominou. D. João tornou-se no primeiro rei da Dinastia de Avis em 1385.
El-Rei D. João V de Portugal, de nome completo João Francisco António José Bento Bernardo de Bragança (Lisboa, 22 de outubro de 1689 - Lisboa, 31 de julho de 1750), dito o Magnânimo, foi o vigésimo-quarto Rei de Portugal, desde 1 de janeiro de 1707 até à sua morte.
O seu longo reinado, de 43 anos, foi o mais rico da História de Portugal, profundamente marcado pela descoberta de ouro no Brasil, no final do século XVII, cuja produção atingiu o auge precisamente na última década do seu reinado.
O último feito diplomático do reinado de D. João V, o Tratado de Madrid de 1750, estabeleceu as fronteiras modernas do Brasil. Vestígios do seu tempo no Brasil são cidades como Ouro Preto, então a capital do distrito do ouro das Minas Gerais, São João del-Rei, assim nomeada em sua honra, Mariana, que recebeu o nome da rainha, São José, a que foi dada o nome do príncipe herdeiro (hoje Tiradentes), e numerosas outras cidades, igrejas e conventos da era colonial.
Liszt ganhou fama na Europa durante o início do século XIX,
pela sua habilidade como pianista virtuoso. Foi citado por seus
contemporâneos como o pianista mais avançado de sua idade, e em 1840 ele
foi considerado por alguns como, talvez, o maior pianista de todos os
tempos. Liszt foi também um compositor bem conhecido e influente,
professor e maestro. Ele foi um benfeitor para outros compositores,
incluindo Richard Wagner, Hector Berlioz, Camille Saint-Saëns, Edvard Grieg e Alexander Borodin.
Como compositor, ele foi um dos representantes proeminentes da "Neudeutsche Schule"
("Nova Escola Alemã"). Deixou para trás um corpo extenso e
diversificado de trabalho em que ele influenciou seus contemporâneos
sobre o futuro e antecipou algumas ideias e tendências do século XX. Algumas de suas contribuições mais notáveis foram a invenção do poema sinfónico, desenvolvendo o conceito de transformação temática, como parte de suas experiências em forma musical
e fazer ruturas radicais em harmonia. Ele também desempenhou um papel
importante na popularização de uma grande variedade de música de transcrição para piano.
Durante os seus estudos secundários sente-se atraído pelos meios culturais marxistas. Foi referenciado pela polícia e teve que se exilar em 1930. Vai para Berlim
onde se inscreveu na Faculdade de Ciências Políticas e aproximou-se do
meio jornalístico. Encontrou trabalho na "Dephot" (Deutscher
Photodienst), a maior agência de jornalismo da Alemanha naquela época.
A sua carreira de fotógrafo começa no fim do ano de 1931, uma vez que aparece a fotografar Leon Trotski, no meio de múltiplas dificuldades, durante um congresso em Copenhaga. O aparecimento dos nazis e a sua ascendência e religião judaica fazem com que, em 1932, tenha que deixar Berlim, dirigindo-se para Viena e depois, Paris.
Em 1934 encontra Gerda Taro, e no ano seguinte, ambos criam o personagem Robert Capa, repórter mítico de nacionalidade norte-americana,
pelo que Endre Friedmann declara-se associado a Gerda Taro, a sua
primeira namorada, também fotógrafa-produtora. O nome de Robert Capa de
repente fica célebre e, logo que se descobre que ele é um pseudónimo, a
notoriedade do repórter está assegurada. Em 1936, Capa e Gerda Taro partem em reportagem para o meio da Guerra Civil Espanhola, onde Gerda encontra a morte no ano seguinte.
Em 1938, Capa vai à China para fotografar o conflito sino-japonês, retornando à Espanha em 1940, logo que a França cai sob o jugo nazi. Retira-se em seguida para os Estados Unidos, onde começa a trabalhar para a revista Life. Posteriormente vai para Inglaterra e depois para a Argélia.
Em junho de 1944 participa no desembarque da Normandia, o Dia D. Depois da guerra, com David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, funda a Agência Magnum (constituída oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, ocupa-se na organização da estrutura, partindo em seguida para o "terreno".
Robert Capa fotografou a Guerra Civil Espanhola, onde tirou a sua mais
famosa foto ("Morte de um Miliciano" ou "O Soldado Caído" ), a Guerra Civil Chinesa e a II Guerra Mundial com lentes normais, o que fez com que ele se tornasse um dos mais importantes fotógrafos europeus do século XX.
Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar uma mina terrestre. O seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas, mas a câmara permanecia entre as suas mãos...