O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Camilo José Cela Trulock, 1º. Marquês de Iria Flavia (Padrón, 11 de maio de 1916 - Madrid, 17 de janeiro de 2002) foi um escritor espanhol, galego de nascimento mas que sempre escreveu em língua castelhana.
Ele ofereceu os seus serviços, como informador, ao regime de Franco (galego como ele) e mudou-se, voluntariamente, de Madrid para a Galiza, durante a Guerra Civil Espanhola, a fim de se juntar às forças franquistas.
Poema en forma de mujer que dicen temeroso, matutino, inútil
Ese amor que cada mañana canta
y silba, temeroso, matutino, inútil
(también silba)
bajo las húmedas tejas de los más solitarios corazones
-¡Ave María Purísima!-
y rosas son, o escudos, o pajaritas recién paridas,
te aseguro que escupe, amoroso
(también escupe)
en ese pozo en el que la mirada se sobresalta.
Sabes por donde voy:
tan temeroso
tan tarde ya
(también tan sin objeto).
Y amargas o semiamargas voces que todos oyen
llenos de sentimiento,
no han de ser suficientes para convertirme en ese dichoso,
caracol al que renuncio
(también atentamente).
Un ojo por insignia,
un torpe labio,
y ese pez que navega nuestra sangre.
Los signos de oprobio nacen dulces
(también llenos de luz)
y gentiles.
Eran
-me horroriza decirlo-
muchos los años que volqué en la mar
(también como las venas de tu garganta, teñida de un tímido color).
Eran
-¿por qué me lo preguntas?-
dos las delgadas piernas que devoré.
Quisiera peinar fecundos ríos en la barba
(también acariciarlos)
e inmensas cataratas de lágrimas
sin sosiego,
desearía, lleno de ardor, acunar allí mismo donde nadie se atreve a
levantar la vista.
Un muerto es un concreto
(también se ríe)
pensamiento que hace señas al aire.
La mariposa,
aquella mariposa ruin que se nutría de las más privadas
sensaciones,
vuela y revuela sobre los altos campanarios
(también hollados campanarios)
aún sin saber,
como no sabe nadie,
que ese amor que cada día grita
y gime, temeroso, matutino, inútil
(también gime)
bajo las tibias tejas de los corazones,
es un amor digno de toda lástima.
Na graduação, em colaboração com Vallarta, publicou um artigo sobre os raios cósmicos. Outro artigo foi publicado no mesmo ano, assinado somente por Feynman, sobre forças moleculares.
Adicionalmente a seus trabalhos sobre Física teórica, Feynman foi pioneiro na área de computação quântica, introduzindo o conceito de nanotecnologia, no encontro anual da Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959,
na sua palestra sobre o controle e manipulação da matéria em escala
atómica. Defendeu a hipótese de que não existe qualquer obstáculo
teórico à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos
muito pequenos, no limite do átomo, nem mesmo o princípio da incerteza.
Torna-se professor da Universidade de Cornell e em seguida do Caltech
(Califórnia, USA) onde atuou como professor por 35 anos e ministrou 34
cursos, sendo 25 deles cursos de pós graduação avançados, os demais
cursos eram, basicamente, introdutórios de pós graduação, salvo o curso
de iniciação à física ministrado para alunos dos 1° e 2° anos durante
os anos de 1961-1962 e 1962-1963, cursos que originaram uma de suas mais conceituadas obras, o Feynman Lectures on Physics publicado, originalmente, em 1963. Dois anos depois, em 1965, Feynman recebeu o Nobel de Física, pelo seu trabalho na eletrodinâmica quântica. Concebeu, ainda, a ideia da computação quântica, e chefiou a comissão que estudou o acidente do vaivém espacialChallenger em 1986.
Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley (Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945 - Miami, 11 de maio de 1981), foi um cantor, guitarrista e compositorjamaicano, o mais conhecido músico de reggae
de todos os tempos, famoso por popularizar o género. Marley já vendeu
mais de 75 milhões de discos. A maior parte do seu trabalho lidava com
os problemas dos pobres e oprimidos. Levou, através de sua música, o
movimento rastafari
e suas ideias de paz, irmandade, igualdade social, libertação,
resistência, liberdade e amor universal ao mundo. A música de Marley foi
fortemente influenciada pelas questões sociais e políticas de sua
terra natal, fazendo com que considerassem-no a voz do povo negro,
pobre e oprimido da Jamaica. A África
e seus problemas como a miséria, guerras e domínio europeu também
foram centro de assunto das suas músicas, por se tratar da terra
sagrada do movimento rastafari.
Hoje pode ser considerado o primeiro e maior astro musical do Terceiro Mundo e a maior voz deste. Suas músicas mais conhecidas são "I Shot the Sheriff", "No Woman, No Cry", " Could You Be Loved", "Stir It Up", "Get Up, Stand Up", "Jamming", "Redemption Song", "One Love/People Get Ready" e "Three Little Birds", e também lançamentos póstumos como "Buffalo Soldier" e "Iron Lion Zion". A coletânea Legend, lançada três anos após a sua morte e que reúne algumas músicas de álbuns do artista, é o álbum de reggae mais vendido da história. Bob foi casado com Rita Marley (de 1966 até à morte), uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers
depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de
quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), os bastante
conhecidos Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outros de seus filhos, Ky-Mani Marley, Julian Marley e Damian Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiram carreira musical. Foi eleito pela revista Rolling Stone o 11º maior artista da música de todos os tempos.
(...)
Após uma tournée europeia, com uma vasta agenda marcada, Bob Marley e a banda partiram para os Estados Unidos, quando fizeram dois shows no Madison Square Garden.
Durante a segunda apresentação, Bob sentiu-se mal no palco e começou a
ser averiguado o que se passava com o ídolo do reggae. Bob, embora
com problemas de saúde, chegou a fazer ainda mais um show em Pittsburgh, no dia 23 de setembro de 1980 (último show de Bob Marley), mas logo o mundo recebeu a triste notícia de que o astro do Reggae
tinha cancro. A doença teria sido decorrente de um ferimento
infetado no dedo grande do pé, que ele teria sofrido em 1977, durante
uma partida de futebol em Londres. A ferida, quando feita, não havia
cicatrizado, e sua unha posteriormente havia caído; foi então que o
diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie
de cancro da pele, chamado melanoma maligno,
que se desenvolveu sob a sua unha. Os médicos aconselharam-no a
amputar o dedo, porém Marley recusou-se a fazê-lo devido às regras da sua
religião rastafari, de que o corpo é um templo que ninguém pode modificar (motivo pelos quais os rastas deixam crescer a barba e os dreadlocks).
Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a
amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se
encontrava no auge.
O cancro espalhou-se pelo cérebro, os pulmões e o estômago. Ele lutou contra a doença durante oito meses, buscando tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels na Alemanha,
no final de 1980 e início de 1981. Durante algum tempo, o estado de
Marley parecia ter estabilizado com o tratamento naturalista do doutor
alemão.
Em maio de 1981, quando o Dr. Joseph Issels anuncia que nada mais
poderia ser feito. Bob Marley, já abatido pela doença, resolveu
regressar para a sua casa na Jamaica,
para passar os seus últimos dias junto da família e amigos. Ele não
conseguiu completar a viagem, tendo que ser internado num hospital de
Miami. A sua mãe segurava a sua mão em pranto enquanto Bob a consolava, pedindo que secasse as lágrimas,
dizendo: "Mãezinha, não chores. Vou à frente para preparar-te um
lugar." Faleceu pouco antes do meio-dia de 11 de maio de 1981, menos
de quarenta horas depois de deixar a Alemanha.
Condenado pela Inquisição à pena de reclusão pelo crime de heresia, a importância deste cientista português do século XVIII só viria a ser reconhecida em fins do século XX, pela sua contribuição para a reforma do cálculo infinitesimal, assim como pelo seu valor literário.
Os fãs e amigos de Adams o descreveram também como um ativista ambiental, um assumido ateu radical e amante dos automóveis possantes, câmaras, computadores Macintosh e outros 'apetrechos tecnológicos'. O biólogoRichard Dawkins dedicou-lhe o seu livro The God Delusion e nele descreve como Adams compreendeu a teoria da evolução e se tornou um ateu. Adams era um entusiasta de novas tecnologias, tendo escrito sobre email e usenet
antes de tornarem-se amplamente conhecidos. Até o fim de sua vida,
Adams foi um famoso professor de tópicos que incluíam ambiente e
tecnologia.
(...)
Adams morreu de um ataque cardíaco em 11 de maio de 2001, aos 49 anos, depois de descansar de seus exercícios regulares numa academia particular em Montecito, Califórnia. O seu funeral foi realizado a 16 de maio em Santa Bárbara. As suas cinzas foram colocadas no Cemitério de Highgate,
no norte de Londres, em junho de 2002. Um serviço memorial foi
realizado em 17 de setembro de 2001 na igreja de St.
Martin-in-the-Fields, em Trafalgar Square, Londres.
Em maio de 2002, o livro O Salmão da Dúvida foi publicado,
contendo muitos contos, ensaios e cartas, bem como elogios de Richard
Dawkins, Stephen Fry (na edição do Reino Unido), Christopher Cerf (na
edição dos EUA) e Terry Jones (na edição de bolso dos EUA). Ele também
inclui onze capítulos de seu romance inacabado, O Salmão da Dúvida,
que foi originalmente planeado para se tornar um novo romance de Dirk
Gently, mas poderia ter-se tornado o sexto romance do Hitchhiker.
Outros eventos após a morte de Adams incluíram uma produção
webcast de Shada, permitindo que a história completa fosse contada,
dramatizações de rádio dos três últimos livros da série Hitchhiker e a
conclusão da adaptação cinematográfica do livro À Boleia Pela Galáxia.
O filme, lançado em 2005, postumamente creditou a Adams como produtor, e
vários elementos de design - incluindo um planeta em forma de cabeça
visto perto do final do filme - incorporaram os recursos de Adams.
Uma série de rádio de 12 partes baseada nos romances de Dirk Gently foi anunciada em 2007.
Em 25 de maio de 2001, duas semanas após a morte de Adams, os seus fãs organizaram uma homenagem conhecida como Dia da Toalha, que tem sido lembrada todos os anos desde então.
John Howard Rutsey (Ontario, July 23, 1952 – Toronto, May 11, 2008) was a Canadian drummer, best known as a co-founding member of Rush, and performing on the band's debut album. John Rutsey left the band in 1974, due to musical differences and health problems with type 1 diabetes, and was replaced by Neil Peart.
Rutsey's type 1 diabetes was believed to be a complicating factor in
his death from a heart attack in 2008. Tape-recorded comments from
Rutsey are heard in the 2010 documentary Rush: Beyond the Lighted Stage, and the DVD release includes two performances with him on drums.
(...)
On May 11, 2008, Rutsey died in his sleep of an apparent heart attack, related to complications from diabetes.
Rutsey's family wished to keep the funeral a private affair, although
donations would be sent to the Juvenile Diabetes Research Foundation in Markham, Ontario.
O Sismo de Lorca de 2011 foi um sismo moderado (magnitude 5,1 Mw) que causou 9 mortes e grandes danos no sul da Espanha. Com hipocentro a uma profundidade de 1 km e epicentro próximo de Lorca, ocorreu às 18.47 horas locais (16.47 UTC) em 11 de maio de 2011,
provocando o pânico entre a população e forçando muitos a deixar as
residências. Foi precedido por um sismo de magnitude 4,4 (Mw),
que provocou danos em estruturas na região. A Torre Espolón do castelo
de Lorca foi danificada. Três pessoas morreram ao ser atingidas
por uma cornija. Nas primeiras horas já havia 9 mortes confirmadas e
dezenas de feridos.
Foi o pior sismo na região desde 1956 e, na noite de 11 para 12 de
maio, cerca de dez mil pessoas dormiram ao relento, com receio das
réplicas.
Não é a primeira vez que a cidade é afetada por um sismo de grandes proporções. Lorca, situada na Comunidade de Múrcia, na área do Levante, a de maior incidência sísmica no país, já sofreu dois grandes sismos na sua história, em 1647 e 1818.
Apesar de ser menos forte que o sismo da Península Ibérica de 2007,
sem vítimas nem danos, por seu epicentro se localizar em terra e a
pouca profundidade do hipocentro explicam a devastação atingida.
Esquema dos efeitos dos sismos de Lorca em 2011 Epicentro dos sismos Área com edifícios danificados Pessoas falecidas
Danos do sismo
Foi confirmado que 80% das infraestruturas estavam danificadas, das quais 14% não seria possível aceder durante vários dias.
O alcaide de Lorca (Francisco Jódar Alonso) confirmou que este sismo
causou uma das maiores catástrofes para o património, com 33 edifícios
históricos afetados, entre eles o Castelo de Lorca.
Quando o Regime ordenou que queimassem em público
Os livros de saber nocivo, e por toda parte
Os bois foram forçados a puxar carroças
Carregadas de livros para a fogueira, um poeta
Expulso, um dos melhores, ao estudar a lista
Dos queimados, descobriu, horrorizado, que os seus
Livros tinham sido esquecidos. Correu para a secretária
Alado de cólera e escreveu uma carta aos do Poder
Queimai-me! escreveu com pena veloz, queimai-me!
Não me façais isso! Não me deixeis de lado! Não disse eu
Sempre a verdade nos meus livros? E agora
Tratais-me como um mentiroso! Ordeno-vos:
Queimai-me!
Era o filho mais novo de Sidónio de Freitas Branco Pais (Lisboa, Mercês, 11 de novembro de 1925 - Lisboa, São Mamede,
4 de dezembro de 2006) e de sua mulher e prima em 2.º e 3.º graus
(casados a 8 de novembro de 1951) Maria de Lourdes da Costa de Sousa de
Macedo Sassetti (15 de junho de 1929), de ascendência italiana. O seu pai era neto paterno de Sidónio Pais, sobrinho materno de Luís de Freitas Branco e Pedro de Freitas Branco, primo-irmão de João de Freitas Branco, bisneto do 1.º Conde de Vila Franca do Campo e sobrinho-trineto do 1.º Visconde das Nogueiras.
A sua mãe era prima-sobrinha de Luís de Freitas Branco e Pedro de
Freitas Branco, prima em 2.º grau de João de Freitas Branco, bisneta do
5.º Visconde de Mesquitela e 3.º Conde de Mesquitela e sobrinha-trineta do 1.º Visconde das Nogueiras.
Iniciou os seus estudos de piano
clássico aos nove anos com a professora Maria Fernanda Costa e,
mais tarde, com o professor António Menéres Barbosa, tendo frequentado
também a Academia dos Amadores de Música. Dedicou-se ao jazz,
estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna. Em 1987
começa a sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o
quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet; participa em inúmeros
festivais com músicos tais como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e
Andy Sheppard. Desde então, nos primeiros quinze anos de carreira,
apresenta-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D'Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker
com o qual gravou o CD "Into the blue" (Verve), nomeado para os Mercury
Awards 95- Ten álbuns of the year. Em novembro de 1997, também com Guy
Barker, gravou "What Love is", acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres e tendo como convidado especial o cantor Sting.
Como compositor destacam-se as suites "Ecos de África", "Sons do
Brasil", "Mundos", "Fragments (Of Cinematic Illusion)", "Entropé" (para
piano e orquestra) e "4 Movimentos Soltos" (para piano, vibrafone,
marimba e orquestra). O seu primeiro trabalho discográfico como líder,
Salsetti (Groove/Movieplay), foi gravado em abril de 1994 com a
participação de Paquito D'Rivera, o segundo, Mundos (Emarcy/Polygram), em janeiro de 1996.
"Nocturno", lançado pela editora Clean Feed em 2002, foi distinguido com o 1.º Prémio Carlos Paredes. "Índigo" e "Livre" são outras das suas mais recentes gravações de piano solo para a mesma editora.
Bernardo Sassetti foi casado com a atriz Beatriz Batarda, com a qual teve duas filhas, Maria e Leonor Batarda Fernandes Sassetti Pais, de 8 e 6 anos, à data da sua morte.
Faleceu no dia 10 de maio de 2012, na sequência de uma queda de 20 metros duma falésia no Guincho.
A Capitania do Porto de Cascais recebeu uma chamada às 15.15 de
quinta-feira, 10 de maio, para socorrer “um indivíduo caído numas pedras a
norte da Praia do Abano”.
Música para cinema
Dedicava-se
regularmente à música para cinema, tendo realizado vários trabalhos, de
entre os quais se destaca a sua participação no filme do realizador Anthony Minguella - "The Talented Mr. Ripley" (Paramount/Miramax). Para este projeto gravou "My Funny Valentine" com o ator Matt Damon,
entre outros temas. Compôs igualmente, em parceria com o trompetista
Guy Barker, uma série de temas para serem apresentados na estreia deste filme realizada em Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Berlim, Paris Londres e Roma.
Os seus mais importantes trabalhos de composição para cinema são
os seguintes: "Maria do Mar" de Leitão Barros, "Facas e Anjos" de
Eduardo Guedes, "Quaresma" de José Álvaro Morais, "O Milagre Segundo
Salomé" de Mário Barroso, "A Costa dos Murmúrios" de Margarida Cardoso,
"Alice" de Marco Martins, o documentário "Noite em Branco" de Olivier
Blanc e a curta-metragem "As Terças da Bailarina Gorda" de Jeanne Waltz.
Como solista, participou também no filme "Pax" de Eduardo Guedes e na
curta-metragem "Bloodcount" de Bernard McLoughlan.
Bücherverbrennung significa, em alemão, literalmente, Queima de Livros. É um termo muitas vezes associado à ação propagandística dos nazis, organizada entre 10 de maio e 21 de junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler.
Em várias cidades alemãs foram organizadas queimas de livros em
praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras
autoridades.
Tudo o que fosse crítico, ou se desviasse dos padrões impostos pelo
regime nazi, foi destruído. Centenas de milhares de livros foram
queimados no auge de uma campanha iniciada pelo diretório nacional de
estudantes (Verbindungen).
Os estudantes, em particular os estudantes membros das Verbindungen, membros das SA e SS participaram nestas queimas. A organização deste evento coube às associações de estudantes alemãs NSDStB e a ASTA,
que com grande zelo competiram entre si tentando cada uma provar que
era melhor do que a outra. Foram queimados milhares de cerca de 20.000
títulos de livros, a maioria dos quais pertencentes às bibliotecas
públicas, de autores oficialmente tidos como "pouco alemães" (undeutsch).
O poeta nazi Hanns Johst
foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão dos nazis
ao poder, com a "necessidade de purificação radical da literatura
alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".
Oskar Maria Graf
não foi incluído na lista. Para seu espanto, os seus livros não foram
banidos como até foram recomendados pelos nazis. Em resposta, ele
publicou um artigo intitulado "Verbrennt mich! (Queimem-me!) no
jornal de Viena "Arbeiter-Zeitung" (Jornal dos Trabalhadores). Em 1934 o
seu desejo foi tornado realidade e os seus livros foram também banidos
pelos nazis.
Repercussão
A opinião pública e a intelectualidade alemãs ofereceram pouca
resistência à queima. Editoras e distribuidoras reagiram com
oportunismo, enquanto a burguesia nada fez, passando a responsabilidade
para os universitários. Também os outros países acompanharam a
destruição de forma distanciada, chegando a minimizar a queima como
resultado do "fanatismo estudantil".
Entre os poucos escritores que reconheceram o perigo e tomaram uma posição estava Thomas Mann, que havia recebido o Prémio Nobel de Literatura em 1929. Em 1933, ele emigrou para a Suíça e, em 1939, para os Estados Unidos. Quando a Faculdade de Filosofia da Universidade de Bona lhe retirou o título de Doutor Honoris Causa,
ele escreveu ao reitor: "Nestes quatro anos de exílio involuntário,
nunca parei de meditar sobre minha situação. Se tivesse ficado ou
retornado à Alemanha, talvez já estivesse morto. Jamais sonhei que no
fim da minha vida seria um emigrante, despojado da nacionalidade,
vivendo desta maneira!"
Também Ricarda Huch se retirou da Academia Prussiana de Artes.
Na carta ao seu presidente, em 9 de abril de 1933, a escritora
criticou os ditames culturais do regime nazi: "A centralização, a
opressão, os métodos brutais, a difamação dos que pensam diferente, os
auto-elogios, tudo isso não combina com meu modo de pensar",
justificou. Em 1934, a "lista negra" incluía mais de três mil obras
proibidas pelos nazis.
Como disse o poeta Heinrich Heine: "Onde se queimam livros, acaba por se queimar pessoas."
Em 10 de maio de 1940, Churchill chegou ao cargo de primeiro-ministro britânico,
contando 65 anos de idade. Os seus discursos memoráveis, chamando o
povo britânico à resistência e sua crescente aproximação com o então
presidente americano Franklin Delano Roosevelt, visando a que os Estados Unidos da América
ingressassem definitivamente na guerra, foram essenciais para o êxito
dos aliados. O exemplo de Churchill e a sua incendiária oratória
permitiram-lhe manter a coesão do povo britânico nas horas de prova
suprema que significaram os bombardeamentos sistemáticos da Alemanha sobre Londres e outras cidades do Reino Unido. Devido a estes bombardeamentos, em 20 de julho de 1944, no mesmo dia em que Hitler sofreria um grave atentado contra sua vida, Churchill consideraria a possibilidade de utilizar gás venenoso
em civis alemães, contrariando as regras internacionais da guerra
moderna, sendo fortemente desencorajado pelos generais britânicos,
abandonando a ideia ao final.
Nessa época, ele comandava a Inglaterra de um prédio de escritórios
simples, que não fora projetado para seu conforto, passando as manhãs
deitado na cama, tomando banho numa casa-de-banho separado de seu quarto, de
forma tal que às vezes oficiais ingleses encontravam-no andando pelo
prédio seminu e molhado. A má alimentação de Churchill, que passava o dia fumando charutos e bebendo whiskies, apavorava o seu médico.
Formado em Ciências Económicas e Financeiras pelo Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, de pensamento multifacetado, definiu-se filosoficamente como idealista e realista, defensor do socialismo democrático no seio de um regime parlamentarista.
Afirmou-se como figura cimeira do pensamento político português no primeiro quartel do século XX, marcando decisivamente a intervenção cívica durante a Primeira República Portuguesa, cujos vícios generalizados e corrupção criticou duramente.
É, ainda assim, "vítima" da mentalidade da sua época, aderindo a dogmas racistas, então populares em certos meios republicanos. Publica neste tópico, por exemplo, "A Ditadura Militar: História e Análise de Um Crime", na qual defende a democracia de homens como Mussolini que a destruíram no seu país. Mas defende também a eugenia, por uma "raça mais pura", apelando a uma "política da raça"
que corrija a decadência portuguesa, cuja causa principal dizia ser a
"degradação étnica" por culpa da "nossa sensualidade" "em contacto com
outros povos". Declara portanto uma "política fisiológica "a mais
importante das políticas", "defendendo o português de maiores abastardamentos",
procurando uma raça "indemne", a par de re-educação nacional.
Declararia também, contrariando aqui os dogmas da época, a
"superioridade intelectual da mulher portuguesa sobre o homem", ainda
que declarasse isto como um "extraordinário" sintoma de uma "catástrofe
étnica e educativa".
Carlton George Douglas (Kingston, 10 May 1942), also known by his stage name Carl Douglas, is a Jamaican recording artist who rose to prominence with his single "Kung Fu Fighting".