quarta-feira, setembro 14, 2022
Cassini I morreu há trezentos e dez anos
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Marcadores: astronomia, Cassini, Cassini-Huygens, Dione, divisão de Cassini, França, Itália, Jápeto, Luís XIV, Observatório Astronómico de Paris, Reia, Saturno, Tétis
Grace do Mónaco morreu há quarenta anos...
Postado por Fernando Martins às 00:40 0 comentários
Marcadores: cinema, Grace Kelly, Mónaco, princesa
Amy Winehouse nasceu há trinta e nove anos...
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
Marcadores: Amy Winehouse, clube dos 27, jazz, judeus, música, Reino Unido, Rhythm and Blues, soul, Stronger Than Me
O (primeiro) Duque de Wellington morreu há cento e setenta anos
- Barão Douro de Wellesley no Condado de Somerset – 26 de agosto de 1809
- Visconde Wellington de Talavera, e de Wellington no Condado de Somerset – 26 de agosto de 1809
- Conde de Wellington – 28 de fevereiro de 1812
- Marquês de Wellington – 18 de agosto de 1812
- Marquês Douro – 3 de maio de 1814
- Duque de Wellington – 3 de maio de 1814
- Cavaleiro da Ordem do Banho – 1804
- Conselheiro Privado da Irlanda – 28 de abril de 1807
- Conselheiro Privado do Reino Unido – 1812
- Cavaleiro da Jarreteira – 4 de março de 1813
- Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem do Banho – 1815
- Cruz Peninsular com nove barras para todas as campanhas – o único assim emitido. Apresentado na Casa Apsley juntamente com a Medalha de Waterloo.
- Lorde Tenente de Hampshire – 1820
- Lorde Guardião de Cinque Ports – 1829
- Chanceler da Universidade de Oxford – 1834–52
- Membro honorário do Institution of Civil Engineers – 1842
- Fellow of the Royal Society – 1847
Portugal: Conde do Vimeiro (18 de outubro de 1811)-
Espanha: Duque de Ciudad Rodrigo, Grande de Primeira Classe (30 de janeiro de 1812)
Portugal: Marquês de Torres Vedras (agosto de 1812)
Portugal: Duque da Vitória (18 de dezembro de 1812)
Países Baixos: Príncipe de Waterloo (18 de julho de 1815)
Áustria: Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem de Maria Teresa (4 de março de 1814)
Dinamarca: Cavaleiro da Ordem do Elefante
França: Cavaleiro da Ordem do Espírito Santo (novembro de 1815)
Hanôver: Cavaleiro Grã-Cruz da Real Ordem Hanoveriana Guélfica (1816)
Países Baixos: Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem Militar de Guilherme (18 de julho de 1815)
Portugal: Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem da Torre e da Espada (26 de outubro de 1811)
Reino da Prússia: Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem da Águia Negra (1814)
Reino da Prússia: Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem da Águia Vermelha
Império Russo: Cavaleiro da Ordem de Santo Alexandre Nevsky
Império Russo: Cavaleiro da Ordem de Santo André
Império Russo: Grã-Cruz da Ordem de São Jorge (28 de abril de 1814)
Espanha: Cavaleiro do Tosão de Ouro (janeiro de 1812)
Espanha: Ordem Militar de São Fernando (1812)
Suécia: Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem da Espada (26 de fevereiro de 1814)
Duas Sicílias: Cavaleiro da Ordem de São Januário
Duas Sicílias: Cavaleiro da Ordem de São Fernando e do Mérito
Württemberg: Militärverdienstorden
- Marechal de campo do Exército Austríaco
- Marechal de campo do Exército Hanoveriano
- Marechal de campo do Exército Neerlandês
- Marechal-general do Exército Português
- Marechal de campo do Exército Prussiano
- Marechal de campo do Exército Russo
- Capitão-general do Exército Espanhol
Postado por Fernando Martins às 00:17 0 comentários
Marcadores: Duque de Wellington, guerras napoleónicas
Zé Pedro? Para sempre...
Postado por Pedro Luna às 00:06 0 comentários
Marcadores: guitarra, música, Pra Sempre, punk, Rock, saudades, Xutos e Pontapés, Zé Pedro
Guilherme Inês morreu há um ano...
(imagem daqui)
Guilherme Manuel Scarpa Lopes Inés (Lisboa, abril de 1951 - Lisboa, 14 de setembro de 2021), conhecido como Guilherme Inês foi um compositor, baterista e percussionista português. Conhecido por ter feito parte de bandas como os Salada de Frutas e Quarteto 1111 e por ter produzido artistas como Dulce Pontes e Lena D'Água.
Tocou guitarra nos Sharks e nos Hooks. Mudam de nome para Zoo e passa a tocar bateria. Chegam a gravar um disco em 1969. Guilherme Inês e o Fernando Couceiro saem ainda antes do fim da banda. Fez depois parte de grupos como Os Chinchilas (1970) e Objectivo (1971). Ainda esteve numa das últimas formações do Quarteto 1111.
Com José Moz Carrapa e Zé Nabo integrou o Cid, Scarpa, Carrapa e Nabo que acompanharam José Cid na gravação do tema "Mosca super-star" e do EP "Vida (Sons do Quotidiano)" (1977).
Tocou ao vivo e como músico de estúdio com nomes como José Afonso, Vitorino, Fausto ou Sérgio Godinho.
Entrou para os Salada de Frutas em 1981. Zé da Ponte e Guilherme Inês produziram muitos nomes e ainda arrancaram com os estúdios Namouche em 1982. Também produzem muitos jingles para publicidade. Formam o grupo Zoom, com a colaboração de Formiga, que chega a lançar um álbum. Produziu temas e álbuns de vários artistas, como Dora ou Dulce Pontes.
Zé da Ponte e Guilherme Inês juntam-se a Luis Oliveira. Os três lançaram um disco com o nome Bluff.
Produziram outros nomes como Dora ou Gustavo Sequeira.
Ainda com Zé da Ponte produziu, em 1989, o disco "Tu Aqui" de Lena d'Água. Foi depois o produtor dos primeios discos de Dulce Pontes (1993).
Além de músico e produtor, Guilherme Inês foi também coautor de alguns temas, entre os quais “Se cá nevasse”, dos Salada de Frutas, e “Não sejas mau pra mim”, com o qual Dora representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção em 1986.
Durante alguns anos trabalha como executivo na editora BMG Portugal.
Faleceu de morte natural em Lisboa, em setembro de 2021, aos 70 anos.
in Wikipédia
Postado por Pedro Luna às 00:01 0 comentários
Marcadores: bateria, Guilherme Inês, música, Quarteto 1111, Salada de Frutas, Se cá nevasse
terça-feira, setembro 13, 2022
Porque hoje é um dia triste mas importante para a História de Portugal...
... há que recordar que Alexandre Herculano foi um Homem ímpar: lutou, com D. Pedro IV, pela liberdade, democracia e monarquia constitucional, foi precetor e amigo de El-Rei D. Pedro V (e que grande Rei perdemos, por causa da doença que o vitimou...), foi um escritor, poeta e pensador único; foi ainda um historiador importantíssimo, que soube preservar muitos tesouros e passá-los para o papel dos impressores. Não precisando de prebendas ou títulos, foi fiel às suas Ideias, à Pátria e ao seu Rei. Recordemo-lo com um belo poema:
Há um tamanho de homem que se mede
Na sepultura:
Cabe ou não cabe no caixão da morte?
Mas quando o porte
Da criatura
Excedo o próprio excesso consentido,
Leva tempo a tornar-se natural
Que uma grandeza tal
Tenha existido.
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
Postado por Pedro Luna às 14:50 0 comentários
Marcadores: Alexandre Herculano, D. Pedro IV, D. Pedro V, História, literatura, Miguel Torga, poesia, romantismo
Saudades da poesia de Natália...
Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.
Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.
Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.
Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.
Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.
Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.
Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.
Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.
Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.
Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.
Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.
Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.
in Poesia Completa (1999) - Natália Correia
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
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Um português foi eleito Papa há 746 anos
João XXI, nascido Pedro Julião Rebolo e mais conhecido como Pedro Hispano, (Lisboa, 1215 - Viterbo, 20 de maio de 1277) foi Papa desde 20 de setembro de 1276 até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, filósofo, teólogo, professor e matemático português do século XIII.
Adoptou sucessivamente os nomes de Pedro Julião como nome de batismo, Pedro Hispano como académico e João XXI como pontífice.
Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde estudado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por condiscípulos São Tomás de Aquino e São Boaventura, grandes nomes do cristianismo. Lá estuda medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialética, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
Prova da sua vastíssima cultura científica encontra-se na obra De oculo, um tratado de Oftalmologia, que conhece ampla difusão nas universidades europeias. Quando Miguel Ângelo adoece gravemente dos olhos, devido ao árduo labor consumido na decoração da Capela Sistina, encontra remédio numa receita de Pedro Julião. De sua autoria, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que trata de várias doenças e suas curas, com cerca de uma centena de edições e traduzido para 12 línguas.
Já no domínio da Teologia, é autor de Comentários ao pseudo-Dionísio e Scientia libri de anima. Encontra-se por publicar a obra De tuenda valetudine, manuscrita em Paris, dedicada a Branca de Castela, esposa do rei Luís VIII de França, filha de Afonso IX de Castela.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Julião ingressa no sacerdócio. O rei Afonso III de Portugal confia-lhe o priorado da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, posto o que é elevado a cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Após a morte de Dom Martinho Geraldes, Pedro Julião é nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X, em 1273. Um ano depois, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, altura em que Gregório X o eleva a Cardeal-bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati, o que permite ao pontífice poder contar com os serviços médicos do sábio português. Regressa ao Arcebispado de Braga, até ser nomeado o sucessor, Dom Sancho. De volta à corte pontifícia, Gregório X nomeia-o seu médico principal (arquiathros) em 1275.
A eleição de Pedro Julião, em conclave realizado em Viterbo, após a morte do Papa Adriano V, a 18 de agosto de 1276, decorre num período muito perturbado por tensões políticas e religiosas e com alguns cardeais a sofrer violências físicas. É eleito Papa a 13 de setembro e coroado a 20 de setembro de 1276, e adota o nome de João XXI.
Embora sem grande sucesso, leva por diante a missão encetada por Gregório X de reunir a Igreja Grega à Igreja do Ocidente. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos turcos.
Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Neste sentido, envia legados a Rodolfo de Habsburgo e a Carlos de Anjou, sem sucesso.
Pontífice dotado de rara simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres. Dante Alighieri, poeta italiano (1265-1321), na sua famosa ‘Divina Comédia’, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de "aquele que brilha em doze livros", menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português. O rei aragonês Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, avô de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso", canto XII. Mecenas de artistas e estudantes, é tido na sua época por 'egrégio varão de letras', 'grande filósofo', 'clérigo universal' e 'completo cientista físico e naturalista'.
Mais dado ao estudo que às tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica. Ao sentir-se doente, retira-se para a cidade de Viterbo, onde morre a 20 de maio de 1277, com 51 anos, vitimado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, estando o palácio apostólico em obras. É sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade. No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais são trasladados para modesto e ignorado túmulo, mas nem aqui encontraram repouso definitivo. Através do contributo da Câmara Municipal de Lisboa, por João Soares, então seu presidente, o mausoléu é colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho de Catedral de Viterbo, a 28 de março de 2000.
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Peter Cetera, vocalista dos Chicago, faz hoje 78 anos
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Marcadores: blues, Chicago (banda), Hard To Say I'm Sorry, música, Peter Cetera, Rock, rythm and blues contemporâneo
Filipe II de Espanha morreu há 424 anos
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Marcadores: D. Filipe I, dinastia filipina
Clara Schumann nasceu há 203 anos
Clara Schumann, nascida Clara Josephine Wieck (Leipzig, Saxónia, 13 de setembro de 1819 - Frankfurt am Main, 20 de maio de 1896) foi uma pianista e compositora romântica alemã. Foi casada com o também compositor Robert Schumann.
Postado por Fernando Martins às 02:03 0 comentários
Marcadores: Clara Schumann, Johannes Brahms, música, piano, Robert Schumann, romantismo
Alexandre Herculano morreu há 145 anos...
Que harmonia suave
É esta, que na mente
Eu sinto murmurar,
Ora profunda e grave,
Ora meiga e cadente,
Ora que faz chorar?
Porque da morte a sombra,
Que para mim em tudo
Negra se reproduz,
Se aclara, e desassombra
Seu gesto carrancudo,
Banhada em branda luz?
Porque no coração
Não sinto pesar tanto
O férreo pé da dor,
E o hino da oração,
Em vez de irado canto,
Me pede íntimo ardor?
És tu, meu anjo, cuja voz divina
Vem consolar a solidão do enfermo,
E a contemplar com placidez o ensina
De curta vida o derradeiro termo?
Oh, sim!, és tu, que na infantil idade,.
Da aurora à frouxa luz,
Me dizias: «Acorda, inocentinho,
Faz o sinal da Cruz.»
És tu, que eu via em sonhos, nesses anos
De inda puro sonhar,
Em nuvem d'ouro e púrpura descendo
Coas roupas a alvejar.
És tu, és tu!, que ao pôr do Sol, na veiga,
Junto ao bosque fremente,
Me contavas mistérios, harmonias
Dos Céus, do mar dormente.
És tu, és tu!, que, lá, nesta alma absorta
Modulavas o canto,
Que de noite, ao luar, sozinho erguia
Ao Deus três vezes santo.
És tu, que eu esqueci na idade ardente
Das paixões juvenis,
E que voltas a mim, sincero amigo,
Quando sou infeliz.
Sinta a tua voz de novo,
Que me revoca a Deus:
Inspira-me a esperança,
Que te seguiu dos Céus!...
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Marcadores: Alexandre Herculano, História, literatura, Monarquia, Monarquia Constitucional, poesia, romantismo
Aquilino Ribeiro nasceu há 137 anos
Postado por Fernando Martins às 01:37 1 comentários
Marcadores: Aquilino Ribeiro, literatura, regicídio, Terras do Demo







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