domingo, outubro 18, 2026
Gomes Freire de Andrade foi enforcado há 209 anos...
Postado por Fernando Martins às 02:09 0 comentários
Marcadores: Beresford, GOL, Gomes Freire de Andrade, Grande Oriente Lusitano, maçonaria, pena de morte
O Alasca passou a ser território norte-americano há 159 anos
O Império Russo estava em dificuldades financeiras e em vias de perder o território do Alasca sem compensação, em algum futuro conflito, sobretudo para o rival da época, o Império Britânico, que detinha o vizinho Canadá e cuja possante Royal Navy poderia facilmente tomar o controle da costa, de defesa difícil para a Rússia. O Czar Alexandre II decidiu então vender o território aos Estados Unidos e encarregou o seu embaixador, o barão Edouard de Stoeckl, de abrir negociações com o Secretário de Estado William Seward, de quem era amigo, no início de março de 1867.
As negociações concluíram-se após discussões que duraram uma noite inteira e a assinatura do tratado foi feita às 4 horas da manhã de 30 de março com um preço de compra de 7.200.000 dólares americanos. A opinião pública americana foi muitíssimo desfavorável a esta compra.
O Senado dos Estados Unidos da América ratificou o tratado a 9 de abril de 1867, por 37 votos a favor e 2 contra.
Estima-se que o Alasca contava na altura com 2.500 russos ou mestiços e 8.000 aborígenes, no total mais de 10.000 habitantes, sob o comando direto da companhia russa das peles, e cerca de 50.000 esquimós viviam sob essa jurisdição.
Os europeus viviam em 23 povoações em ilhas ou na costa. Em pequenos postos, havia quatro ou cinco russos que se encarregavam da compra e armazenamento de peles trazidas pelos nativos e do reabastecimento de navios que vinham buscar a mercadoria. Havia duas vilas principais. A primeira, New Archangel, atualmente Sitka, foi fundada em 1804, como base de apoio ao rentável negócio de peles de leão marinho. Tinha cerca de 116 barracões que abrigavam 968 habitantes. A segunda era Saint-Paul, na ilha Kodiak, que, com 100 barracões e 283 habitantes, era o centro da indústria de peles de foca.
O nome aleúte Alasca foi escolhido pelos americanos. A cerimónia de transferência teve lugar em Sitka, em 18 de outubro de 1867. Soldados russos e americanos desfilaram junto à casa do governador; a bandeira russa foi arriada e a americana hasteada e saudada por salvas de artilharia. O capitão Alexis Pestchouroff disse "General Rousseau, pela autoridade de sua Majestade, o Imperador da Rússia, transfiro para os Estados Unidos da América o território do Alasca". Em retribuição, o general Lovell Rousseau aceitou o território. Numerosos fortes e fortins, construções de madeira, foram cedidos aos americanos. As tropas ocuparam as casernas e o general Jefferson C. Davis estabeleceu a sua residência na casa do governador. A maior parte dos russos voltou ao seu país, salvo alguns comerciantes e homens do clero ortodoxo.
O Alaska Day celebra a transferência formal do Alasca, que ocorreu a 18 de outubro de 1867. Hoje em dia, o Alasca celebra o dia da compra, o Seward's Day, na última segunda de março.
A data de 18 de outubro de 1867 é do calendário gregoriano, e a hora, 9:01:20, hora de Greenwich, teve efeito no dia seguinte no Alasca para substituir o calendário juliano e a hora de 14:58:40 "de avanço" sobre a hora de Greenwich. Para os russos, a transferência teve lugar a 7 de outubro de 1867 do seu calendário juliano.
Postado por Fernando Martins às 01:59 0 comentários
Charles Gounod morreu há 133 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:33 0 comentários
Marcadores: Charles Gounod, França, Marche funèbre d'une marionnette, música, Ópera, romantismo
Melina Mercouri nasceu há cento e seis anos...
Postado por Fernando Martins às 01:06 0 comentários
Marcadores: actriz, Atenas, Grécia, Melina Mercouri, Mikis Theodorakis, música
Saudades de Chuck Berry... (II)
Postado por Pedro Luna às 01:00 0 comentários
Marcadores: blues, Chuck Berry, guitarra, Maybellene, música, Rock and Roll
A sonda Venera 4 poisou em Vénus há 59 anos
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
Marcadores: sonda espacial, URSS, Venera 4, Vénus
O terrorista Andreas Baader foi assassinado há quarenta e nove anos
Postado por Fernando Martins às 00:49 0 comentários
Marcadores: Alemanha, Andreas Baader, Fração do Exército Vermelho, Grupo Baader-Meinhof, RAF, RFA, terrorismo
Ne-Yo faz hoje 47 anos
Postado por Fernando Martins às 00:47 0 comentários
Marcadores: hip hop, Miss Independent, música, Ne-Yo, pop, Rhythm and Blues
São Pedro de Alcântara morreu há 464 anos
Postado por Fernando Martins às 00:46 0 comentários
Marcadores: capuchinhos, franciscanos, Igreja Católica, Pedro de Alcântara, Santos, São Pedro de Alcântara, Serra da Arrábida
Zac Efron - 39 anos
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
Manuel Vázquez Montalbán, o criador do detetive Pepe Carvalho, morreu há vinte e três anos...
(imagem daqui)
Si se supiera
lo que se presiente y no se dice
desde que Hiroshima
nos dejó sin habla
que la tercera guerra mundial
se ha declarado
que se muere
en los cuatro puntos cardinados
que crucifican la tierra en cruz gamada
lejos del parking amortizable
del supermercado de leches descremadas
de los lugares de vacaciones invernales
de las familias de hijos únicos
desplegables
lejos del Louvre y de la poesía tónica
lejos
muy lejos de la Plaza Roja y de la Casa Blanca
si se supiera
que a los vietnamitas del Líbano les abren en canal en Guatemala
más no se inventó el napalm para Le Bois de Boulogne
ni la violada de El Salvador será Miss Play Boy
en abril
aunque abril siga siendo el mes más cruel
en ésta guerra sólo se mata en los arrabales
el centro es ciudad abierta por mutuo acuerdo
entre el Bien y el Mal, mientras la ciencia
del alma calcula como calcular lo incalculable
por ejemplo
cuántos deben morir cada día en Etiopía
para que nos salga social
de pronto
la poesía.
in Una educación sentimental (1967) - Manuel Vázquez Montalbán
Postado por Fernando Martins às 00:23 0 comentários
Marcadores: Catalunha, Espanha, literatura, Manuel Vázquez Montalbán, Pepe Carvalho, poesia, policiais
Lucky Dube, cantor de reggae sul-africano, foi assassinado há dezanove anos...
Lucky Philip Dube (Ermelo, 3 de agosto de 1964 - Rosettenville, 18 de outubro de 2007) foi um cantor de reggae sul-africano.
Ele deixou a sua esposa, Zanele, e sete filhos.
Postado por Fernando Martins às 00:19 0 comentários
Marcadores: África do Sul, Lucky Dube, música, reggae, The Way It Is
Saudades de Chuck Berry...
Postado por Pedro Luna às 00:10 0 comentários
Marcadores: blues, Chuck Berry, guitarra, música, Rock and Roll, You Never Can Tell
Chuck Berry nasceu há um século...
Postado por Fernando Martins às 00:01 0 comentários
Marcadores: blues, Chuck Berry, guitarra, Johnny B. Goode, música, Rock and Roll
sábado, outubro 17, 2026
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: Chopin, França, música, Nocturne in C Sharp Minor, piano, Polónia, romantismo
Hoje é o Dia Nacional da Música Popular Brasileira - Chiquinha Gonzaga nasceu há 179 anos...
Postado por Fernando Martins às 17:09 0 comentários
Marcadores: Brasil, Chiquinha Gonzaga, choro, Dia Nacional da Música Popular Brasileira, marcha, música, Ô abre alas!, polka, tango, valsa
Chopin morreu há 177 anos...
Postado por Fernando Martins às 17:07 0 comentários
Marcadores: Chopin, Fantaisie Impromptu, França, música, piano, Polónia, romantismo
Sylvia Kristel morreu há catorze anos...
Postado por Fernando Martins às 14:00 0 comentários
Marcadores: actriz, Emmanuelle, Sylvia Kristel
Um notícia interessante sobre Paleontologia...
Algumas aves sobreviveram ao asteroide que extinguiu os dinossauros. Fezes fossilizadas podem ajudar a explicar porquê
Vestígios de dinossauros
Pequenas penas preservadas em fezes fossilizadas estão a ajudar os cientistas a compreender por que razão algumas aves sobreviveram à extinção em massa que eliminou os dinossauros e outras não.
Desenterrado no Montana, o achado de penas pertencia a uma ave que tinha sido devorada e posteriormente excretada por um dinossauro predador — possivelmente um Tyrannosaurus rex ou um parente mais pequeno — pouco antes do impacto do asteroide que desencadeou o evento de extinção, há 66 milhões de anos, segundo um novo estudo publicado na revista Current Biology. Os restos incluem a pena mais bem preservada alguma vez extraída de depósitos do Mesozoico, ou rochas da era dos dinossauros, e a descoberta oferece um raro vislumbre de um momento decisivo para muitas espécies.
“É uma pena tão bonita e bem preservada, proveniente de uma fonte tão inesperada, e é emocionante pensar que pode ajudar-nos a responder a esta enorme questão da paleontologia”, afirmou a principal autora do estudo, Jingmai O’Connor, curadora associada de répteis fósseis no Field Museum de Chicago, num comunicado de imprensa.
No entanto, o impressionante espécime representa provavelmente uma espécie que não sobreviveu ao impacto do asteroide, de acordo com a equipa responsável pela nova investigação. Com base na análise dos ossos encontrados juntamente com as penas dentro do coprólito - o termo científico para fezes fossilizadas - os autores do estudo acreditam que as penas pertenciam a uma pequena ave mergulhadora que não voava, semelhante aos atuais mergulhões, que faziam parte de um grupo atualmente extinto conhecido como Hesperornithiformes.
Os paleontólogos estabeleceram há décadas que as aves evoluíram a partir dos dinossauros. Isso significa que as espécies de aves que hoje esvoaçam pelos quintais são, na prática, os únicos dinossauros sobreviventes. No entanto, de forma intrigante, todas as aves atuais descendem de apenas um grupo de aves da era dos dinossauros, os Neornithes, um parente próximo dos Hesperornithiformes.
As condições infernais desencadeadas pela colisão do planeta com a rocha espacial do tamanho de uma cidade extinguiram todas as outras aves e dinossauros, observou O’Connor. As penas agora descobertas podem conter uma pista para o desaparecimento dos Hesperornithiformes.
O coprólito foi desenterrado num local do Montana, na Formação Hell Creek
Penas primitivas
O’Connor afirmou que algumas das penas eram muito semelhantes às que existem atualmente nas aves modernas, com uma haste central de secção quadrada que teria ajudado a tornar a pena rígida, mas leve. No entanto, outras apresentavam uma estrutura mais primitiva - eram mais pequenas e felpudas - e não seriam tão eficazes no isolamento térmico como as penas corporais das aves modernas, acrescentou.
“As penas corporais primitivas dos hesperornitiformes não eram um problema para estas aves durante o mundo de efeito de estufa do Mesozoico, mas o impacto do asteroide desencadeou um inverno de impacto e as temperaturas globais desceram significativamente”, explicou por email.
Os cientistas acreditam que a colisão libertou milhares de milhões de toneladas de poeiras, enxofre e outros gases para a atmosfera, bloqueando o sol e provocando um arrefecimento dramático do clima da Terra. As plantas foram incapazes de realizar a fotossíntese, um processo biológico fundamental para a vida, durante quase dois anos depois do impacto, sugerem investigações.
“Agora, as penas corporais primitivas e o seu isolamento menos eficaz são um problema - é necessária mais energia para se manterem quentes, mas há menos alimento disponível através do qual possam obter essa energia.”
Um grande plano de uma pena fossilizada encontrada preservada em fezes de dinossauro
A investigadora afirmou que um padrão semelhante tinha sido observado noutras aves do Cretácico, chamadas enantiornithines. A sua plumagem foi preservada em pedaços de âmbar - resina de árvores pré-históricas.
O’Connor considera que uma das principais razões pelas quais o ramo Neornithes da família das aves sobreviveu à extinção em massa se deve às diferenças existentes nas suas penas. Outros cientistas tinham concluído que, como as espécies de Neornithes viviam perto da água, algo relacionado com este habitat as ajudou a proteger dos efeitos devastadores da extinção em massa. No entanto, os Hesperornithiformes também viviam junto à água e desapareceram.
Para confirmar a sua hipótese, os paleontólogos teriam de encontrar um fóssil de Neornithes de pouco antes do impacto do asteroide e analisar a sua plumagem para confirmar que não conserva penas com características primitivas, afirmou O’Connor.
“Teria de estar preservado em âmbar ou noutro coprólito excecionalmente preservado, para que as penas fossem preservadas em três dimensões e com osso suficiente para termos a certeza da identificação”, observou.
“Quem sabe, talvez alguém já tenha encontrado um coprólito com estes vestígios no seu interior.”
Uma ilustração de um tiranossauro a atacar uma antiga ave mergulhadora
Achado raro
Espécimes de penas tão bem preservados não aparecem com frequência, e mesmo os que foram estudados na nova investigação não eram imediatamente evidentes. David DeMar Jr., paleontólogo da Universidade de Washington, em Seattle, encontrou em 2016 o coprólito que as preservava, enquanto recolhia fósseis de peixes no Montana, na Formação Hell Creek.
Como nunca tinham sido encontradas penas na Hell Creek, apesar de 150 anos de procura de fósseis no local, O’Connor afirmou que o primeiro pensamento de DeMar foi que talvez a fissura no nódulo castanho-avermelhado que encontrou num afloramento rochoso contivesse uma planta. Mas uma observação mais atenta revelou que se tratava de uma pena.
“Peguei nela e examinei a sua superfície através da minha lupa de mão e foi então que não consegui acreditar no que estava a ver: uma pequena pena fossilizada”, afirmou DeMar, coautor do estudo, no comunicado de imprensa.
No entanto, só quando os investigadores obtiveram imagens das fezes fossilizadas num scanner de micro-TC perceberam que o espécime continha várias penas, ossos das pernas e até vestígios do conteúdo do estômago da ave. Muitos dos restos estavam excecionalmente preservados em três dimensões.
As fezes fossilizadas do dinossauro também preservaram duas minúsculas escamas em forma de diamante de um peixe conhecido como peixe-agulha, que ainda existe atualmente. O peixe seria demasiado pequeno para satisfazer um dinossauro predador e, por isso, terá provavelmente constituído a última refeição da ave antes de ser devorada pelo T. rex, segundo o estudo.
“Se não fosse a fratura que expôs as penas, continuaríamos sem saber que os coprólitos podem ser uma fonte deste tipo de informação”, afirmou O’Connor.
“Continuo maravilhado com os tipos de coisas que encontramos no registo fóssil e que nunca se pensou serem possíveis”, afirmou Anthony Fiorillo, professor adjunto de investigação na Southern Methodist University e diretor executivo do New Mexico Museum of Natural History & Science, que não esteve envolvido na investigação.
in MSN Feed
Postado por Fernando Martins às 13:59 0 comentários
Marcadores: coprólito, Hesperornithiformes, impactismo, KTB, Tyrannosaurus rex
Saudades de António Ramos Rosa...
(imagem daqui)
Uma Voz na Pedra
Não sei
se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.
Postado por Pedro Luna às 10:20 0 comentários
Marcadores: António Ramos Rosa, poesia











