segunda-feira, agosto 03, 2026

Alexander Soljenítsin morreu há dezoito anos...

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Alexander Issaiévich Soljenítsin (Kislovodsk, 11 de dezembro de 1918 - Moscovo, 3 de agosto de 2008) foi um romancista, dramaturgo e historiador russo cujas obras consciencializaram o mundo quanto aos gulags, sistema de campos de trabalhos forçados existente na antiga União Soviética. Recebeu, sem poder ir a cerimónia, o Nobel de Literatura de 1970. A sua postura crítica sobre o que considerava o esmagamento da liberdade individual pelo estado omnipresente e totalitário implicou a expulsão do autor do país natal e a retirada da respetiva nacionalidade, em 1974.
Alexander Soljenítsin nasceu em Kislovodsk, pequena cidade do sul da Rússia, numa região localizada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, filho póstumo de Isaac Soljenítsin, um oficial do exército imperial, e da sua jovem viúva, Taisia Soljenítsina. O seu avô materno havia superado as suas origens humildes e adquirido uma grande propriedade na região de Kuban, no sopé da grande cadeia de montanhas do Cáucaso. Durante a I Guerra Mundial, Taisia fora estudar em Moscovo, onde conhecera o seu futuro marido. Soljenítsin relataria vividamente a história de sua família nas suas obras "Agosto de 1914" e "A Roda Vermelha".
Em 1918 Taisia encontrou-se grávida, mas pouco depois receberia a notícia da morte do seu marido num acidente de caça. Esse facto, o confisco da propriedade do seu avô pelas novas autoridades comunistas, e a Guerra Civil Russa disputada ao redor, levaram às circunstâncias bastante modestas da infância de Aleksandr. Mais tarde ele diria que a sua mãe lutava pela mera sobrevivência, e que os elos do seu pai com o antigo regime tinham que ser mantidos em segredo. O menino exibia conspícuas tendências literárias e científicas, que a sua mãe incentivava como bem podia. Esta viria a falecer no final de 1939.
Soljenítsin estudou Matemática na Universidade Estatal de Rostov, ao mesmo tempo cursando por correspondência o Instituto de Filosofia, Literatura e História de Moscovo. Durante a II Guerra Mundial participou de ações importantes como comandante de uma companhia de artilharia do Exército Soviético, obtendo a patente de capitão e sendo condecorado em duas ocasiões.
Algumas semanas antes do fim do conflito, já havendo alcançado território alemão na Prússia Oriental, foi preso por agentes da NKVD, por fazer alusões críticas a Estaline em correspondência enviada a um amigo. Foi condenado a oito anos num campo de trabalhos forçados, a serem seguidos por exílio interno  perpétuo.
A primeira parte da pena de Soljenítsin foi cumprida em vários campos de trabalhos forçados; a "fase intermédia", como ele viria a referir-se a esta época, passou-a em uma sharashka, um instituto de pesquisas onde os cientistas e outros colaboradores eram prisioneiros. Dessas experiências surgiria o livro "O Primeiro Círculo", publicado no exterior em 1968. Em 1950 foi enviado a um "campo especial" para prisioneiros políticos em Ekibastuz, Cazaquistão onde trabalharia como pedreiro, mineiro e metalúrgico. Esta época inspiraria o livro "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich". Neste campo retiraram-lhe um tumor, mas o seu cancro não chegou a ser diagnosticado.
A partir de março de 1953, iniciou a pena de exílio perpétuo em Kol-Terek, no sul do Cazaquistão. O seu cancro, ainda não detetado, continuou a espalhar-se, e no fim do ano, Soljenítsin encontrava-se próximo da morte. Porém, em 1954, finalmente recebeu tratamento adequado em Tashkent, Uzbequistão, e curou-se. Estes eventos formaram a base de " O Pavilhão dos Cancerosos".
Durante os seus anos de exílio, e após a sua libertação e retorno à Rússia europeia, Soljenítsin, enquanto lecionava em escolas secundárias durante o dia, passava as noites a escrever em segredo. Mais tarde, na breve autobiografia que escreveria ao receber o Nobel de Literatura, relataria que "durante todos os anos, até 1961, eu não estava apenas convencido que sequer uma linha por mim escrita jamais seria publicada durante a minha vida, mas também raramente ousava permitir que os meus íntimos lessem o que eu havia escrito, por medo de que o facto se tornasse conhecido".
Publicou ainda nos EUA uma obra sobre um gigantesco tabu que é a proeminência dos judeus russos no Partido Comunista e na polícia secreta soviética, sendo apelidado de antissemita e desmoralizado no seu exílio.
Soljenítsin regressou à Rússia a 27 de maio de 1994, depois de vinte anos de exílio e morreu em Moscovo a 3 de agosto de 2008, segundo o seu filho, em consequência de uma insuficiência cardíaca aguda.
Encontra-se sepultado no Cemitério do Mosteiro de Donskoi, em Moscovo, na Rússia.
       
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Saudades de Tony Bennett...

Hoje é dia de recordar um cantor do fado de Coimbra...

Hoje é preciso ouvir Metallica...!

Tony Bennett nasceu há cem anos...

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Tony Bennett, nome artístico de Anthony Dominick Benedetto, (Nova Iorque, 3 de agosto de 1926 — Nova Iorque, 21 de julho de 2023), foi um cantor norte-americano de traditional pop standards, show tunes, e jazz, com mais de 70 anos de carreira. Bennett também foi um talentoso pintor, tendo criado obras - sob o nome de Anthony Benedetto - que estão em exposição pública permanente em diversas instituições. Ele foi o fundador da Frank Sinatra School of the Arts em Nova Iorque. Até 2009, já tinha atingido a marca de 50 milhões de discos vendidos, em todo o mundo. 

Criado em Nova Iorque, Bennett começou a cantar em tenra idade. Ele lutou na fase final da II Guerra Mundial como atirador de infantaria do Exército dos Estados Unidos. Mais tarde, ele desenvolveu a sua técnica de canto, assinando com a Columbia Records, e teve sua primeira canção número um com “Because of You” em 1951. Seguiram-se então vários top hits como “Rags to Riches”, no início dos anos 50. Bennett, em seguida, refinou ainda mais a sua técnica vocal para abranger jazz singing. Ele chegou a um apogeu artístico no final dos anos 50 com álbuns como “The Beat of My Heart“ e “Basie Swings, Bennett Sings". Em 1962, Bennett gravou a sua canção assinatura, “I Left My Heart in San Francisco”. A sua carreira e sua vida pessoal sofreram, em seguida, uma desaceleração prolongada, durante o auge da era do rock.

Bennett encenou um retorno no final dos anos 80 e 90, voltando a conseguir certificações de disco de ouro no mundo e ampliando seu público para a geração MTV, mantendo o seu estilo musical intacto. Ele continua a ser um artista de gravação e músico de concertos popular e elogiado pela crítica na década de 2010. Bennett ganhou 18 Grammy Awards (incluindo um Lifetime Achievement Award, em 2001) e dois Emmy Awards, e foi nomeado um NEA Jazz Master e um Kennedy Center Honoree. Ele já vendeu mais de 50 milhões de discos em todo o mundo.

Em 2009, Bennett realizou uma turnê pelo Brasil, apresentando-se nas cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília. Até então, a sua única visita profissional ao Brasil foi no início dos anos 90, quando fez um show numa casa do bairro da Mooca em São Paulo (Bennett esteve se apresentado em Curitiba e São Paulo em junho de 1986). Em 2010 fez parte do grupo que regravou a música We are the World, sucesso de Michael Jackson criado em 1986 para acabar com a fome na África, mas desta vez, em apoio às vítimas do Sismo do Haiti.

    

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domingo, agosto 02, 2026

Porque hoje é preciso ouvir o Zeca...

Saudades de Zeca Afonso...

Notícia (quase) correta sobre o Eclipse do Sol de 12 de agosto...

 Eclipse solar de 12 de agosto: o que precisa de saber

 

Um eclipse visto da Cidade do México, México

 

É já no próximo dia 12 de agosto que Portugal vai conseguir observar o seu melhor eclipse solar dos últimos 114 anos. Aqui ficam alguns dos aspetos mais importantes deste grande evento astronómico que não quererá perder.

Em primeiro lugar, o que é um eclipse solar?

Os eclipses solares ocorrem quando a Lua passa diretamente entre o Sol e a Terra, projetando uma estreita sombra sobre o nosso planeta.

É fruto de uma coincidência cósmica - o Sol é 400 vezes maior que o nosso satélite natural e está 400 vezes mais longe. 

Isto significa que, para quem se encontra no local certo, a Lua cobre totalmente o Sol, revelando a sua atmosfera exterior, de nome coroa solar. 

 

A geometria de um eclipse solar total (não à escala)

 

Durante um eclipse solar, especialmente perto da totalidade, é criado um momentâneo e invulgar crepúsculo, durante o qual as temperaturas descem, surgem sombras “esquisitas” em ângulos invulgares e alguns animais pensam que é hora de ir dormir.

Os eclipses são, historicamente, fenómenos estranhos que convenceram culturas antigas de que eram sinais do apocalipse ou mensagens dos deuses.

 

De onde é que poderá ser visto? E em Portugal?

O eclipse solar de 12 de agosto pode ser visto da maior parte da Europa, das regiões mais a norte da secção asiática da Rússia, em partes do norte de África, da Gronelândia, do Canadá e no Alasca.

Mas só os observadores localizados numa estreita faixa terrestre é que poderão observar o eclipse solar total (a zona a vermelho na imagem seguinte), que é quando a Lua tapa por completo o Sol – e estas zonas são: partes remotas do norte da Rússia, Gronelândia, Islândia, Espanha e, mais importante para nós, portugueses, uma pequeníssima parte do norte de Portugal.


Mapa que mostra onde será visível o eclipse solar de 12 de agosto de 2026: a faixa vermelha que atravessa a Gronelândia, a Islândia e Península Ibérica indica onde poderá ser observado um eclipse solar total (as curvas amarelas que atravessam o mapa mostram onde será visível um eclipse parcial, e as percentagens indicam a área máxima do Sol coberta pela Lua durante o eclipse ao longo dessas linhas)


No nosso país, o eclipse será maioritariamente parcial, embora acima dos 90% de ocultação na superfície continental. Só será total numa pequena zona do norte do concelho de Bragança.

Aqui fica uma tabela com as informações detalhadas para cada distrito:



Mapa do eclipse solar de 12 de agosto de 2026

 

 Como observar o eclipse? Que cuidados a ter?

Apesar do Sol ficar parcialmente obscurecido pela Lua (e totalmente no norte do concelho de Bragança), tal não quer dizer que se possa olhar para o eclipse sem proteção.

É necessário utilizar sempre equipamento para proteger os olhos da luz solar. Não o fazer pode provocar danos irreversíveis nos olhos. Também não se deve observar com óculos de Sol nem com equipamentos sem um filtro solar adequado!

Os especialistas recomendam a utilização de óculos concebidos para a observação de eclipses, à venda, por exemplo, em lojas da especialidade ou até em farmácias. Alternativamente, também é possível observar o eclipse indiretamente através do método de projeção (com telescópio ou binóculos).

Quem quiser fotografar o eclipse também tem de ter cuidados para não “queimar” os sensores e equipamentos eletrónicos.

 

 

Ações de observação

De norte a sul do país irão decorrer muitas ações de observação, dinamizadas por várias instituições e com recurso a vários métodos, incluindo telescópios com filtros solares.

Foi criado um website dedicado ao eclipse solar de 12 de agosto com muitas informações e recursos que poderá consultar em https://eclipse2026.pt .

O Centro Ciência Viva do Algarve e o Centro de Ciência Viva de Tavira também vão participar nestas ações, no âmbito do programa Ciência Viva no Verão 2026:

Na praia, em casa ou em férias, onde quer que se encontre, não deixe de olhar para o céu, e sempre em segurança!

 

in ZAP

Hoje é dia de recordar Caruso...

Peter O'Toole nasceu há 94 anos...

       
Peter James O’Toole (Connemara, 2 de agosto de 1932 - Londres, 14 de dezembro de 2013) foi um premiado ator irlandês. Era pai da atriz Kate O'Toole e do ator Lorcan O'Toole. Na sua carreira teve nomeações para oito Óscares, e deteve o recorde de mais indicações sem nenhuma vitória. Ganhou quatro Globos de Ouro, um BAFTA e um Emmy e foi agraciado, finalmente, com um Óscar honorário em 2002, pela notabilidade das personagens que interpretou.
    

O marechal Paul von Hindenburg morreu há 92 anos...

 
Paul Ludwig Hans Anton von Beneckendorff und von Hindenburg, mais conhecido como Paul von Hindenburg, (Posen, 2 de outubro de 1847 - Neudeck, 2 de agosto de 1934) foi um político e marechal alemão, importante figura durante a Primeira Guerra Mundial. Foi também presidente da Alemanha, de 12 de maio de 1925 a 2 de agosto de 1934.
Hindenburg é habitualmente lembrado como o homem que, como presidente alemão, nomeou o líder nazi Adolf Hitler como Chanceler da Alemanha. Hitler e Hindenburg, pessoalmente, detestavam-se, ele referia-se a Hitler como um "cabo boémio". Hitler, de forma repetida e forçada, pressionou Hindenburg para o nomear como chanceler, mas este, continuamente, recusou o pedido de Hitler.
Embora com 84 anos e a saúde precária, Hindenburg foi convencido a candidatar-se a Presidente para as eleições de 1932, pois era considerado como o único candidato que podia derrotar Adolf Hitler. Hindenburg foi reeleito na segunda volta. Embora se opusesse a Hitler, a deterioração da estabilidade política da República de Weimar permitiu-lhe ter um papel importante na ascensão ao poder do Partido Nazi. Hindenburg dissolveu o parlamento, por duas vezes, em 1932, e acabou por nomear Hitler como Chanceler da Alemanha em janeiro de 1933. Em fevereiro, emitiu o Decreto de Fogo do Reichstag que suspendia várias liberdades civis e, em março, assinou a Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933 na qual o parlamento dava à administração de Hitler poderes legislativos. Hindenburg morreu no ano seguinte, após o qual Hitler declarou que o lugar de Presidente ficava vazio e, como "Führer und Reichskanzler", ele próprio era o Chefe de Estado.
O famoso Zeppelin Hindenburg que foi destruído pelo fogo em 1937, recebeu o nome em sua homenagem, tal como o Hindenburgdamm, um causeway que liga a ilha de Sylt ao continente Schleswig-Holstein, que foi construído durante ainda em vida. A antiga cidade de Zabrze da Província da Alta Silésia (em alemão: Hindenburg O.S.), também foi renomeada em sua homenagem em 1915. O SMS Hindenburg, um cruzador ao serviço da Marinha Imperial Alemã, em 1917, e o último navio a entrar ao serviço na Marinha Imperial, também receberam o seu nome.
   
Biografia
Nasceu em Posen, no dia 2 de outubro de 1847. Era o primogénito de Robert von Beneckendorff und von Hindenburg, um conde e médico, e Louise Schwickart, de uma família aristocrática da Saxónia, descendente de Karl, o Grande. Foi casado com Gertrud von Sperling (prima de Araci von Sperling), de quem teve: Oskar von Hindenburg, major do Exército, Irmgard Pauline, solteira e Annemarie von Hindenburg, casada com Christian von Pentz.
Educado na escola de cadetes de Berlim, Hindenburg entrou no exército prussiano em 1866, onde esteve cerca de 40 anos, servindo na Guerra das Sete Semanas e na Guerra Franco-Prussiana.
No início da Primeira Guerra Mundial, em agosto de 1914, já retirado da vida militar, aceitou comandar o 8º Exército Alemão na fronteira russa. Ele e o general Erich Ludendorff conseguiram uma estrondosa vitória sobre os russos na batalha de Tannenberg; nomeado marechal de campo em 1916, torna-se, com Ludendorff, responsável pela direção de todas as forças alemãs. Em março de 1917, Hindenburg estabeleceu um sistema de trincheiras através do Norte de França, conhecido pelo nome de "Linha de Hindenburg", só ultrapassado pelos Aliados em outubro de 1918.
Depois da guerra, retirou-se do exército pela segunda vez. Em 1920, nas suas memórias (Mein Leben, "A minha vida") explica que a derrota alemã na guerra teve origem numa revolução interna que pôs fim ao Império Alemão e estabeleceu a república em 1919.
Em 1925 foi eleito presidente da República e, apesar de pretender a unidade da Alemanha, promoveu os interesses dos junkers prussianos, isto é, a aristocracia terratenente. Em 1932 voltou a concorrer às eleições presidenciais como o único candidato capaz de derrotar o partido nazi de Adolf Hitler, o que veio a acontecer.
    
Curiosidades
  • Paul von Hindenburg era descendente direto de Martinho Lutero e de Catarina von Bora, através da filha destes, Margaretha, seguindo também o protestantismo.
  • O famoso dirigível Hindenburg teve este nome em sua homenagem.
  • Em 1938 a Alemanha lançou uma moeda comemorativa in memoriam de Paul von Hindenburg.
       

Zeca Afonso nasceu há 97 anos...

    
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de agosto de 1929 - Setúbal, 23 de fevereiro de 1987), foi um cantor e compositor português. É também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, apesar de nunca ter utilizado este nome artístico.
      
 

O pintor Felix Nussbaum foi assassinado pelos nazis há 82 anos...

Auto-retrato com toalha

Auto Retrato com toalha (1936)
        
Felix Nussbaum (Osnabrück, 11 de dezembro de 1904 - Auschwitz, 2 de agosto de 1944) foi um pintor alemão de religião judaica, com várias obras que ilustram os horrores do Holocausto, do qual ele foi vítima. Estudou em Hamburgo e Berlim, arte, livre e aplicada (freie und angewandte Kunst). Nos anos 20 e 30 as suas exposições em Berlim tiveram grande sucesso. Com a chegada ao poder dos nazis em 1933, foi obrigado a viver no exílio, em Itália, França e finalmente na Bélgica (Bruxelas) com a sua mulher, a polaca Felka Platek, com quem casou em 1937. Com a ocupação pelos alemães e o regime de Vichy, foi internado num campo de concentração em França. Conseguiu no entanto fugir, com a sua mulher, e esconder-se na casa de um amigo, também um artista, em Bruxelas. Foi traído e denunciado, em junho de 1944 e imediatamente preso, juntamente com a sua mulher. Foi levado para campo de concentração de Malines (ou Mechelen) de onde foi levado, para Auschwitz, onde foi assassinado, a 2 de agosto de 1944, presumivelmente com a sua mulher.
  
Em 1998 foi inaugurado em Osnabrueck o Museu Felix-Nussbaum (Felix-Nussbaum-Haus), no qual está exposta a totalidade das suas obras, mais de 160 quadros. Os planos do edifício couberam ao famoso arquiteto Daniel Libeskind.
   
 
O refugiado, 1939
 
Fantoches 
Fantoches (1943) 
   

O mapa da Europa foi estragado há oitenta e um anos...

     
A Conferência de Potsdam - ocorreu em Potsdam, Alemanha (perto de Berlim), entre 17 de julho e 2 de agosto de 1945. Os participantes foram os vitoriosos aliados da Segunda Guerra Mundial, que se juntaram para decidir como administrar a Alemanha, que tinha se rendido incondicionalmente nove semanas antes, no dia 8 de maio, Dia da Vitória na Europa. Os objetivos da conferência incluíram igualmente o estabelecimento da ordem pós-guerra, assuntos relacionados com tratados de paz e contornar os efeitos da guerra.
  
Participantes

  • União Soviética: representada por Estaline. Chegou à conferência com um dia de atraso, justificando-se com "assuntos oficiais" que requereram a sua atenção, embora seja possível que, na realidade, Estaline tenha tido alguns

 Primeiros resultados da Conferência
  • Acordo sobre as indemnizações de guerra. Os aliados estimaram as suas perdas em  200 mil milhões de dólares. Após insistências das forças ocidentais (excluindo assim a URSS), a Alemanha foi obrigada apenas ao pagamento de 20 mil milhões, em propriedades, produtos industriais e força de trabalho. No entanto, a Guerra Fria impediu que o pagamento se processasse na totalidade. Estaline propôs que a Polónia não tivesse direito a uma indemnização direta, mas sim que tivesse direito a 15% da compensação da União Soviética (que nunca recebeu...).
  • Todos os outros assuntos seriam tratados na conferência de paz final, que seria convocada assim que possível.
Enquanto que a fronteira entre a Alemanha e a Polónia foi praticamente determinada e tornada irreversível através da transferência forçada de populações, facto acordado em Potsdam, o ocidente queria que na conferência final de paz se confirmasse a linha Oder-Neisse como marco permanente.
Dado que a Segunda Guerra Mundial nunca foi terminada com uma Conferência de Paz formal, a fronteira Germano-Polaca foi sendo confirmada com base em acordos mútuos: 1950 pela República Democrática Alemã, 1970 pela República Federal Alemã e, em 1990, pela Alemanha já reunificada. Este estado de incerteza levou a uma grande influência da União Soviética sobre a Polónia e Alemanha.
Os aliados ocidentais, especialmente Churchill, mostraram-se desconfiados das jogadas de Estaline, o qual já tinha instalado governos comunistas em países da Europa Central sob a sua influência; a conferência de Potsdam acabou por ser a última conferência entre os Aliados.
Durante a conferência, Truman mencionou a Estaline uma "nova arma potente" não especificando detalhes. Estaline, que ironicamente já sabia da existência desta arma muito antes que Truman soubesse da mesma, encorajou o uso de uma qualquer arma que proporcionasse o final da guerra. Perto do final da conferência foi apresentado um ultimato ao império do Japão, ameaçando uma "rápida e total destruição", sem mencionar a nova bomba.
Após a recusa do Japão, ocorreram os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, com o lançamento de bombas atómicas sobre Hiroshima (6 de agosto) e Nagasaki (9 de agosto). O dia 15 de agosto de 1945 foi o dia V-J (dia da vitória sobre o Japão). Representantes japoneses assinaram a rendição oficial do país a 2 de setembro.
Truman tomou a decisão de usar armamento atómico para acabar com a guerra enquanto esteve na conferência. Ainda que, hodiernamente, a historiografia recente admita que as bombas foram utilizadas com o intuito de apenas abreviar a guerra para que a URSS não avançasse mais na frente oriental.
  
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Alemanha em 1947
   

António Manuel Ribeiro, o cantor dos UHF, faz hoje 72 anos

    
António Manuel Ribeiro Alves (Almada, 2 de agosto de 1954) é um poeta, músico, cantor e líder da banda de rock português UHF.
       
 

Lee Mavers nasceu há sessenta e quatro anos

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Lee Anthony Mavers (Liverpool, 2 August 1962) is an English musician. Mavers was the songwriter, singer and rhythm guitarist in The La's and is best known for the hit "There She Goes" from October 1990.

Mavers was originally the bassist for the Liverpool group Neuklon circa 1980 to 1984.

Mavers is a passionate supporter of Everton Football Club and regularly attends Goodison Park.

He is the older brother of actor Gary Mavers and Neil Mavers, who was the drummer for The La's. 

 

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