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quinta-feira, agosto 13, 2026

A propósito do eclipse de ontem

    


  


Vi o eclipse em Tordesilhas (aproveitei e vi dois museus que valem a pena), comi e bebi bem e barato, não havia multidões no fantástico local que escolhi e valeu bem a pena...!

Um minuto da fase de totalidade maravilhoso! 

Mas a possibilidade de convívio entre portugueses e espanhóis, a possibilidade de ver planetas no céu durante o dia, as sombras em forma de crescente, a oportunidade ver os comportamentos estranhos dos pássaros, o abaixar da temperatura e o facto de o tempo da fase de totalidade ultrapassar um minuto, tudo isto contribuiu para ser esta data um momento único e irrepetível - não fora o facto de que no próximo ano deverei ir ver um eclipse ainda melhor, no sul de Espanha!

terça-feira, agosto 11, 2026

O eclipse do Sol e o pico da chuva de estrelas das Perseidas são já amanhã...

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e4/Perseid_meteor_2007.jpg/960px-Perseid_meteor_2007.jpg

Uma perseida sobre o fundo da Via Láctea
 
As Perseidas são uma prolífica chuva de meteoros associada ao cometa Swift-Tuttle. São assim denominadas devido ao ponto do céu de onde parecem vir, o radiante, localizado na constelação de Perseu. As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa um rasto de meteoróides. Neste caso o rasto é denominado de nuvem Perseida e estende-se ao longo órbita do cometa Swift-Tuttle. A nuvem consiste em partículas ejetadas pelo cometa durante a sua passagem perto do Sol. A maior parte do material presente na nuvem atualmente tem aproximadamente 1.000 anos. No entanto, existe um filamento relativamente recente de poeiras neste rasto proveniente da passagem do cometa em 1862. Em 1992 (o cometa Swift-Tuttle dá uma volta completa em torno do Sol a cada 130 anos) a nuvem que dá origem às Perseidas foi reabastecida, tendo nos últimos anos havido algumas chuvas de meteoros bastante boas. Como a Terra, nessa noite, viaja pelo espaço em direção à constelação de Perseu, as estrelas cadentes parecem provir desse ponto (chamado de radiante) para aonde a Terra se dirige; marcando (e prolongando essa linha) num mapa celeste, as estrelas cadentes perseidas ir-se-ião cruzar no radiante.

Observação
O fenómeno é visível anualmente a partir de meados de julho, registando-se a maior atividade entre os dias 8 e 14 de agosto, ocorrendo o seu pico por volta do dia 12. Durante o pico, a taxa de estrelas cadentes pode ultrapassar as 60 por hora. Podem ser observadas ao longo de todo o plano celeste, mas devido à trajetória da órbita do cometa Swift-Tuttle, são observáveis essencialmente no Hemisfério Norte.
A famosa chuva de estrelas das Perseidas tem sido observada ao longo dos últimos 2.000 anos, com a primeira descrição conhecida deste fenómeno registada no Extremo Oriente no ano 36. Na Europa recém cristianizada, as Perseidas tornaram-se conhecidas como Lágrimas de São Lourenço.
De forma a viver esta experiência ao máximo, a chuva deverá ser observada numa noite limpa e sem lua, a partir de um ponto afastado das grandes concentrações urbanas, onde o céu não se encontre afetado pela poluição luminosa. As Perseidas possuem um pico relativamente grande, pelo que o fenómeno pode ser observado ao longo de várias noites. Em qualquer uma destas, a atividade começa lentamente ao anoitecer, aumentando subitamente por volta das 23 horas, quando o radiante atinge uma posição celeste relativamente elevada. A taxa de meteoros aumenta de forma contínua ao longo da noite, atingindo o pico pouco antes do amanhecer, aproximadamente 1½ a 2 horas antes do nascer do sol.
      
  
 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a8/SE2026Aug12T.gif
 
 
O trajeto começará na costa norte da Sibéria (Península de Taimyr, Mar de Laptev), inicialmente se movendo de sul para norte. Após realizar um amplo arco pelo Oceano Ártico, aproximando-se do Polo Norte a poucas dezenas de quilómetros de distância, onde 98,6% do Sol estará oculto, a rota mudará de direção para o sul. Continuará então pelo nordeste da Gronelândia, seguindo em direção leste até alcançar o ponto máximo ao largo da costa noroeste da Islândia. Posteriormente, cruzará o Atlântico Norte, chegando ao norte da Espanha e duas aldeias do concelho de Bragança e concluindo, ao pôr do sol, nas Ilhas Baleares
 
 
 
 
NOTA: cuidado com a observação do eclipse do sol, não brinquem com a vossa saúde - se não têm óculos de eclipse, reparem nas sombras das folhas das árvores, que mostram o eclipse.
E este ano não irei observar a chuva de estrelas (de vez em quando faço-o na Senhora do Monte, perto de Cortes, em Leiria) pois estarei a vir de Espanha, da observação do eclipse total do Sol. É fácil de ver - basta olhar, sem telescópio, para uma vasta zona de NE do céu, à volta da constelação de Perseu (que fica por baixo da Cassiopeia, uma constelação bem visível, com forma de M ou W, entre as 00.30 e 03.00 horas). Aqui fica um mapa do céu com o radiante desta chuva de estrelas:
  
(imagem daqui - clicar para aumentar)

domingo, agosto 02, 2026

Notícia (quase) correta sobre o Eclipse do Sol de 12 de agosto...

 Eclipse solar de 12 de agosto: o que precisa de saber

 

Um eclipse visto da Cidade do México, México

 

É já no próximo dia 12 de agosto que Portugal vai conseguir observar o seu melhor eclipse solar dos últimos 114 anos. Aqui ficam alguns dos aspetos mais importantes deste grande evento astronómico que não quererá perder.

Em primeiro lugar, o que é um eclipse solar?

Os eclipses solares ocorrem quando a Lua passa diretamente entre o Sol e a Terra, projetando uma estreita sombra sobre o nosso planeta.

É fruto de uma coincidência cósmica - o Sol é 400 vezes maior que o nosso satélite natural e está 400 vezes mais longe. 

Isto significa que, para quem se encontra no local certo, a Lua cobre totalmente o Sol, revelando a sua atmosfera exterior, de nome coroa solar. 

 

A geometria de um eclipse solar total (não à escala)

 

Durante um eclipse solar, especialmente perto da totalidade, é criado um momentâneo e invulgar crepúsculo, durante o qual as temperaturas descem, surgem sombras “esquisitas” em ângulos invulgares e alguns animais pensam que é hora de ir dormir.

Os eclipses são, historicamente, fenómenos estranhos que convenceram culturas antigas de que eram sinais do apocalipse ou mensagens dos deuses.

 

De onde é que poderá ser visto? E em Portugal?

O eclipse solar de 12 de agosto pode ser visto da maior parte da Europa, das regiões mais a norte da secção asiática da Rússia, em partes do norte de África, da Gronelândia, do Canadá e no Alasca.

Mas só os observadores localizados numa estreita faixa terrestre é que poderão observar o eclipse solar total (a zona a vermelho na imagem seguinte), que é quando a Lua tapa por completo o Sol – e estas zonas são: partes remotas do norte da Rússia, Gronelândia, Islândia, Espanha e, mais importante para nós, portugueses, uma pequeníssima parte do norte de Portugal.


Mapa que mostra onde será visível o eclipse solar de 12 de agosto de 2026: a faixa vermelha que atravessa a Gronelândia, a Islândia e Península Ibérica indica onde poderá ser observado um eclipse solar total (as curvas amarelas que atravessam o mapa mostram onde será visível um eclipse parcial, e as percentagens indicam a área máxima do Sol coberta pela Lua durante o eclipse ao longo dessas linhas)


No nosso país, o eclipse será maioritariamente parcial, embora acima dos 90% de ocultação na superfície continental. Só será total numa pequena zona do norte do concelho de Bragança.

Aqui fica uma tabela com as informações detalhadas para cada distrito:



Mapa do eclipse solar de 12 de agosto de 2026

 

 Como observar o eclipse? Que cuidados a ter?

Apesar do Sol ficar parcialmente obscurecido pela Lua (e totalmente no norte do concelho de Bragança), tal não quer dizer que se possa olhar para o eclipse sem proteção.

É necessário utilizar sempre equipamento para proteger os olhos da luz solar. Não o fazer pode provocar danos irreversíveis nos olhos. Também não se deve observar com óculos de Sol nem com equipamentos sem um filtro solar adequado!

Os especialistas recomendam a utilização de óculos concebidos para a observação de eclipses, à venda, por exemplo, em lojas da especialidade ou até em farmácias. Alternativamente, também é possível observar o eclipse indiretamente através do método de projeção (com telescópio ou binóculos).

Quem quiser fotografar o eclipse também tem de ter cuidados para não “queimar” os sensores e equipamentos eletrónicos.

 

 

Ações de observação

De norte a sul do país irão decorrer muitas ações de observação, dinamizadas por várias instituições e com recurso a vários métodos, incluindo telescópios com filtros solares.

Foi criado um website dedicado ao eclipse solar de 12 de agosto com muitas informações e recursos que poderá consultar em https://eclipse2026.pt .

O Centro Ciência Viva do Algarve e o Centro de Ciência Viva de Tavira também vão participar nestas ações, no âmbito do programa Ciência Viva no Verão 2026:

Na praia, em casa ou em férias, onde quer que se encontre, não deixe de olhar para o céu, e sempre em segurança!

 

in ZAP