quinta-feira, março 19, 2026

David Livingstone nasceu há 213 anos

 

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David Livingstone (Blantyre, Escócia, 19 de março de 1813 - Aldeia do Chefe Chitambo, Rodésia do Nordeste, 1 de maio de 1873) foi um missionário e explorador britânico que se tornou famoso por ter sido um dos primeiros europeus a terem explorado o interior da África. Ao longo de sua vida, David Livingstone empreendeu diversas expedições missionárias pelo interior do continente africano, sendo que em muitas delas, Livingstone foi o primeiro homem branco a ter visitado determinadas regiões da África.
 

David Livingstone foi um pastor que nasceu em Blantyre, a sul de Glasgow, em 19 de março de 1813. Aos 10 anos começou a trabalhar na fábrica local de algodão, com aulas na escola à noite. Em 1834, perante os apelos da Igreja Presbiteriana, que queria mandar missionários para a China, decidiu preparar-se para assumir essa função. Em 1836, começou a estudar grego, medicina e teologia em Glasgow, na Escócia e decidiu tornar-se um missionário médico. Em 1841, foi colocado à beira do deserto do Kalahari, na África Austral. Em 1845, casou-se com Mary Moffat, filha de um colega missionário.

Livingstone sentiu-se fascinado pela missão de chegar a novos povos no interior da África e apresentá-los ao cristianismo, bem como libertá-los de escravidão. Foi isso que inspirou suas explorações. Em 1849 e 1851, viajou por todo o deserto do Kalahari, na segunda visita ao rio Zambeze. Em 1842, começou uma expedição de quatro anos para encontrar uma rota a partir do Alto Zambeze à costa. Essa enorme expedição contribuiu para o preenchimento das lacunas do conhecimento ocidental sobre a África central e do sul. Em 1855, Livingstone descobriu uma espetacular catarata ou cachoeira, a qual chamou de Cataratas Vitória (Victoria Falls). Chegou também à foz do Rio Zambeze sobre o Oceano Índico, em Maio de 1856, tornando-se o primeiro europeu a atravessar a largura da África meridional.

David Livingstone não foi o primeiro, mas foi certamente o maior explorador da África. Quando embarcou pela primeira vez para o continente negro, em 1841, pretendia atuar principalmente como missionário. Constatou logo que as missões em território pouco povoado não seriam promissoras, se não viajasse muito e visitasse os "selvagens" – como os negros eram chamados pelos colonizadores. Ao todo, percorreu 48 000 km em terras africanas. Numa aventura de mais de 15 anos, atravessou duas vezes o deserto do Kalahari, navegou o rio Zambeze de Angola até Moçambique, procurou as fontes do rio Nilo, descobriu as cataratas Vitória e foi o primeiro europeu a atravessar o lago Tanganica. Cruzou Uganda, a Tanzânia e o Quênia. Andava a pé, em carros de boi e em canoas. Nas aldeias, tratava dos doentes, conquistando assim a amizade dos nativos.

 Combateu, desde o início, o tráfico de escravos que, embora proibido no império britânico desde 1833, ainda era praticado pelos portugueses e árabes. O objetivo de Livingstone era levar o livre comércio, o cristianismo e a civilização para o interior do continente africano. 

Durante sua atividade missionária, ele ouvira falar de regiões frutíferas além do deserto de Kalahari. Em 1849, partiu com a família e um amigo em direção ao norte. Enfrentou o calor inclemente e a escassez de água do deserto, até descobrir o lago Ngami – seu primeiro êxito de descobridor. De 1852 a 1856, viajou pelo rio Zambeze, cruzando quase todo continente africano, de leste a oeste.

De volta à Inglaterra, Livingstone publicou, em 1857, o livro Viagens missionárias e pesquisas na África do Sul, que virou best-seller. Famoso, passou a trabalhar para o governo britânico. A serviço da Royal Geographical Society, partiu em 1865 à procura da nascente do rio Nilo. Foi atacado impiedosamente pela malária, sua "companheira" de viagens. Além disso, ele se encontrava numa região completamente desconhecida e hostil. Muitas tribos o viam como traficante de escravos. Sua esposa morreu de malária em 1862, um amargo golpe e em 1864 ele foi convocado pelo governo a retornar trazendo os resultados de suas viagens.

Na sua penúltima expedição, partiu de Zanzibar, na costa oriental da África, e queria chegar ao lago Niassa. Abandonado pelos guias africanos, que fugiram com a comida e os remédios, e enfraquecido pela malária, o explorador chegou à aldeia de Ujiji, na margem tanzaniana do lago Tanganica. Na Europa, a estas alturas, ele já era dado como desaparecido. Supunha-se que estivesse mortalmente enfermo nas selvas africanas ou tivesse sido assassinado. Só nos Estados Unidos ainda se acreditava encontrá-lo vivo. Esta expedição durou de 1866 até a morte de Livingstone em 1873. 

Em março de 1871, o editor James Gordon Bennett encarregou o jornalista Henry Morton Stanley, correspondente em Madrid do jornal New York Herald, a procurar Livingstone, de quem não se tinha nenhuma notícia há vários meses, e contar sua história. Com o auxílio de 200 carregadores, o repórter finalmente encontrou o explorador, aos 58 anos de idade e esqueleticamente magro em Ujiji, às margens do Lago Tanganica, na atual região tanzaniana de Kigoma. Este encontro se deu entre a segunda quinzena do mês de outubro e a primeira quinzena do mês de novembro de 1871, sendo que não há uma data exata, já que o diário de Livingstone sugere que o encontro aconteceu entre os dias 24 e 28 de outubro de 1871, enquanto que o diário de Stanley afirma que o encontro ocorreu no dia 10 de novembro de 1871. No momento em que os dois se encontraram, Henry Morton Stanley proferiu a famosa e sarcástica frase: "Dr. Livingstone, Eu presumo?", tendo Livingstone respondido: "Sim, e eu me sinto grato por eu estar aqui para recebê-lo".

Depois de recuperar suas forças com os alimentos e remédios levados pelo jornalista, Livingstone acompanhou Stanley em viagens ao extremo norte do lago Tanganica. Quando se preparava para retornar aos EUA, Stanley insistiu para que o explorador voltasse à Inglaterra, porém o fanático pesquisador resistiu. Passou seus últimos dias de vida errante na região do lago Bangweulu, na atual Zâmbia.

Por muitos anos sua saúde demonstrava fragilidade, vindo a falecer no dia 1 de maio de 1873. Os nativos encontraram David Livingstone morto e ajoelhado ao lado da cama, na aldeia do chefe tribal Chitambo, localizada no norte do distrito zambiano de Serenje, a cerca de 100 km a sudeste do lago Bangweulu.

David Livingstone morreu por disenteria e malária, orando. Os seus auxiliares de confiança Chuma, Suza Mniasere e Vchopere, enterraram o seu coração e as suas vísceras debaixo de uma árvore, onde em 1902 foi erguido o atual Memorial Livingstone. Depois disso, eles lavaram o corpo de Livingstone com sal e aguardente e puseram-no a secar ao sol.

Envolto numa manta de lã e dentro de uma caixa de casca de árvore, o corpo de Livingstone foi levado pelos seus auxiliares até Bagamoyo, de onde o corpo foi levado de navio até ao Reino Unido. Livingstone foi o primeiro a descrever a geografia, a estrutura social, os animais e as plantas do continente africano. Contudo, seu trabalho como missionário teve menor êxito do que o de descobridor. Hoje, os restos mortais do explorador (exceto o coração e as vísceras) estão numa sepultura na Abadia de Westminster, em Londres.

   

Wyatt Earp nasceu há 178 anos

     
Wyatt Berry Stapp Earp (Monmouth, 19 de março de 1848 - Los Angeles, 13 de janeiro de 1929) ocupou vários postos policiais no oeste Americano. Foi um dos protagonistas do Tiroteio em O.K. Corral, em Tombstone, Arizona, juntamente com Doc Holliday, Virgil Earp e Morgan Earp. Faz parte dos vultos reais que se tornaram lendários pelos seus feitos registados na história do Velho Oeste americano, inspirando numerosos westerns.
Wyatt Earp é mais conhecido como um temido xerife de fronteira que trabalhou nas cidades de Wichita e Dodge City (Kansas), e em Tombstone, Arizona, onde sobreviveu ao tiroteio do OK Curral. Mas, como xerife, trabalhou somente cinco anos, numa vida longa e aventureira, atuando no garimpo e investindo em salões de jogos. Era famoso pela sua célebre frase: "Eu sou a lei e isso acaba aqui".
Wyatt passou a maior parte da vida viajando pelos desertos do sudoeste com os seus quatro irmãos Virgil, Morgan, James e Warren, além da esposa Josie.
   

O sismólogo Emil Wiechert morreu há 98 anos...

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Por sugestão de Wiechert foi fundada em 1922 a atual Sociedade Geofísica Alemã, da qual foi o primeiro presidente. A sociedade concede a Medalha Emil Wiechert.
Emil Wiechert é considerado o mais significativo sismólogo alemão. No lado oculto da lua uma cratera foi batizada com o seu nome. A descontinuidade que separa o Manto do Núcleo da Terra é chamada, em sua homenagem (e do seu colega sismólogo alemão Beno Gutenberg) de descontinuidade de Wiechert-Gutenberg.
    
 
 
Vista esquemática do interior da Terra
1. Crosta continental
2. Crosta oceânica
3. Manto superior
4. Manto inferior
5. Núcleo externo
6. Núcleo interno
A: Descontinuidade de Mohorovičić
B: Descontinuidade Manto-Núcleo (Descontinuidade de Gutenberg ou Wiechert-Gutenberg)
C: Descontinuidade Núcleo externo/interno (Descontinuidade de Lehmann ou Lehmann-Repetti)
  
A descontinuidade de Gutenberg (ou descontinuidade de Wiechert-Gutenberg) é uma zona de separação de camadas da terra, separando o Manto do Núcleo.
Esta camada separa o Manto inferior do Núcleo externo, a cerca de 2.883 km de profundidade. A partir deste limite as ondas S deixam de se propagar, pois o núcleo externo é líquido, e as ondas P diminuem a sua velocidade.
  
in Wikipédia

Frank Nitti morreu há 83 anos...

  

Francesco Raffaele Nitto, mais conhecido como Frank "The Enforcer" Nitti (Angri, 27 de janeiro de 1888 –  North Riverside, 19 de março de 1943) foi um gangster ítalo-americano, um dos principais capangas de Al Capone que mais tarde se tornou o chefe da Máfia de Chicago.

No início e período da Lei Seca
Nitti nasceu na Campânia na década de 1880; a sua lápide declara que o seu nascimento foi em 1888, mas os documentos de imigração dos Estados Unidos indicam 1883. Ele imigrou para a cidade de Nova Iorque, após a Primeira Guerra Mundial, e anos depois mudou-se para Chicago, Illinois, onde se estabeleceu como barbeiro, ao mesmo tempo que vendia joias roubadas. Ele formou um extenso círculo de sócios no submundo de Chicago, o que chamou a atenção do rei do crime de Chicago, Johnny Torrio, conhecido como "The Fox".
Mais tarde, para o sucessor de Torrio, Al Capone, Nitti chefiou uma operação de contrabando e fornecimento de bebidas alcoólicas, importando whisky do Canadá e vendendo pela rede de boates e bares pela cidade. Nitti foi um dos principais tenentes de Capone, graças à sua capacidade de liderança e habilidade para gerir os negócios; embora tenha sido apelidado de “The Enforcer” (O Executor), Nitti utilizava os seus próprios soldados e subalternos antes que ele próprio necessitasse cometer alguma violência.

A máfia de Chicago sob a liderança de Nitti
Em 1930, Nitti, como Capone, foi acusado de evasão fiscal. Capone foi sentenciado a onze anos de prisão, Nitt a dezoito meses. Após a sua libertação, ele foi referido pelos media como o novo chefe da organização; na realidade, ele não tinha o mesmo poder sobre os capos que Capone tinha, assim o império de Al Capone começou a se fragmentar, com Nitti agindo apenas como o homem da frente. Em 19 de dezembro de 1932, dois polícias de Chicago balearam Nitti no seu escritório, quase o matando. Alguns historiadores acreditam que eles estavam agindo sob ordens do presidente da câmara Anton Cermak (que, acredita-se, queria redistribuir o império de Nitti para gangsters que lhe eram mais favoráveis). Um dos polícias atirou em si próprio para parecer legítima defesa. Infelizmente para a polícia de Chicago (e qualquer outro que estava por trás da tentativa de assassinato), Nitti sobreviveu e foi absolvido da tentativa de assassinato num julgamento, em fevereiro de 1933. Os dois polícias foram sumariamente expulsos da força policial.

A queda
Em 1943. muitos da organização de Chicago foram indiciados por extorsão contra vários dos maiores estúdios cinematográficos de Hollywood, Los Angeles, Califórnia. Muitos dos chefes da organização, principalmente o subchefe de Nitti, Paul Ricca, acreditavam que Nitti tinha que ser o bode expiatório para o bem de todos. Temendo outra longa estadia na prisão e possivelmente sofrendo de um cancro em fase terminal, Nitti suicidou-se, com dois tiros na cabeça, na plataforma da Estação Central de Illinois, em 19 de março de 1943.
 

Herman José faz hoje setenta e dois anos

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Hermann José Krippahl (Lisboa, 19 de março de 1954), é um ator, humorista e entertainer luso-alemão, nascido e residente em Portugal
 
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Biografia
Nasceu e cresceu em Lisboa, filho de pai alemão e espanhol, Hermann Luis Krippahl (nascido a 31 de julho de 1920), e de mãe portuguesa, Maria Odette Antunes Valada (nascida a 15 de novembro de 1932). Com quatro anos de idade protagonizava os filmes do pai, cineasta amador. Aos cinco anos entrou para o Kindergarten (Jardim Infantil), na Deutsche Schule Lissabon (Escola Alemã de Lisboa). Era um aluno mediano, mas brilhante em todas as vertentes artísticas. À medida que foi tendo os primeiros contactos com o teatro e a música, foi-se desenhando o seu futuro, já que era o protagonista absoluto de todos os saraus escolares. Ainda estudava quando comprou a sua primeira viola-baixo Höfner, em segunda mão, numa loja de penhores da Avenida de Roma, por mil escudos. Dedicou-se à música de alma e coração, e foi através dela que abriu as portas que haviam de o levar à vida artística.
  
Década de 70
Por volta dos dezoito anos de idade tem as primeiras aparições na televisão num programa juvenil com um trio de seu nome "Soft", e em finais de 1973 é convidado a integrar o grupo In-Clave, banda residente do programa de televisão No Tempo Em Que Você Nasceu (estreado a 27 de janeiro de 1974), gravado no Teatro Maria Matos, e dirigida pelo maestro Pedro Osório. Um ano antes, a PIDE fizera-lhe um ultimato: ou se naturalizava português e cumpria o serviço militar, ou a escolher a cidadania alemã, seria expulso do País. Herman José opta pela nacionalidade alemã e inscreve-se num curso superior, em Munique, na Escola Superior de Televisão e Cinema (Hochschule für Film und Bild) que nunca chegou a frequentar.
Com o 25 de Abril de 1974, acaba por permanecer em Portugal e, em outubro desse ano, estreia-se como ator no Teatro ABC, com a peça Uma no Cravo, Outra na Ditadura. Empresariada por Sérgio de Azevedo, a peça era escrita por José Carlos Ary dos Santos, César de Oliveira e Rogério Bracinha, e integrava no seu elenco atores como Ivone Silva, José de Castro e João Lagarto, que dava os seus primeiros passos no teatro. Descoberto por Nicolau Breyner, é levado por este a estrear-se como ator na televisão, em 1975. As suas participações na rábula Sr. Feliz e Sr. Contente levam os críticos a dizer, pouco depois, que Herman «metera o veterano ao bolso».
A música mantém-se uma constante na sua vida, e em 1977 lança Saca o Saca-Rolhas no programa televisivo 'A Feira', cujas vendas alcançam o Disco de Ouro. Desse programa foi também êxito a dupla "Olho Vivo e Zé d'Olhão" ao lado do ator Joel Branco. Seguem-se outros êxitos musicais como o "Super-homem Português", a reboque dos quais percorre o país em espetáculos, onde mistura anedotas com improviso, recriações de personagens suas e muita música.
  
Década de 80
Em 1980 lança o single A Canção do Beijinho que é novamente Disco de Ouro. Nesse mesmo ano é convidado para o programa O Passeio dos Alegres, emitido nas tardes de Domingo da RTP, com Júlio Isidro. A mais famosa criação deste programa é o personagem Tony Silva (O "creador" de toda música Ró', latino-romântico de brilhantina e lantejoulas, que retratava a sociedade nas suas canções) conquista o grande público.
Em 1983 tem o seu primeiro programa de humor com O Tal Canal que permite a unanimização à volta do seu humor, num dos seus mais profícuos trabalhos. No mesmo ano leva ao Festival RTP da Canção o tema A Cor do Teu Baton, que fica em 2º lugar. A sua equipa regressa em Hermanias (1984), consolidando algumas das suas personagens mais marcantes, como o cronista de futebol José Estebes, e criando outras como o cantor popular Serafim Saudade, o comentador Doutor Pinóquio e o câmara e censor José Cortes, que interrompia as cenas mais picantes com os gritos O que é isto? Estamos a brincar, isto é um programa de televisão ou quê?.
No programa seguinte, Humor de Perdição (1987), cria a personagem Maximiana, e é confrontado com a suspensão do mesmo por parte do Conselho de Administração da RTP, na sequência da sua entrevista histórica (uma rubrica do programa) à Rainha Santa Isabel que o lado mais conservador do poder considerou como um atentado aos valores históricos. Nesse mesmo ano estreia-se no cinema em O Querido Lilás, de Artur Semedo, e é recrutado pelo Emídio Rangel, para fazer crónicas diárias na recém-legalizada TSF, com as quais obteve um êxito estrondoso.
Paralelamente à televisão, Herman desenvolveu na década de 1980 uma intensa atividade de humorista radiofónico, primeiro na Rádio Comercial com os programas A Flor Do Éter, Rebéubéu Pardais ao Ninho e Água Mole Em Pedra Dura Entra Muda E Sai Calada, depois na supracitada TSF e, por fim, como autor da Hermandifusão Portuguesa na Antena 1, em duas edições diárias num simultâneo com a RDP Internacional, RDP África, Madeira e Açores.
   
Década de 90
Só regressa à televisão em 1990, com Casino Royal, uma mistura de ficção de alta comédia com uma forte componente musical, integralmente de sua autoria. Ainda no início da década de 1990 entrega-se à apresentação de concursos como Com a Verdade M' Enganas e Roda da Sorte, para, logo de seguida, apresentar Parabéns (1993), onde inaugura um espaço talk-show, por onde passam figuras como Tony Bennett, Amália Rodrigues, Roger Moore, Cher, Kylie Minogue, Omar Shariff, Joan Collins, Isabel Pantoja e Lola Flores.
Foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito a 10 de junho de 1992.
Em 1996 chega ao fim o programa Parabéns. Fica para a História um abaixo assinado a exigir a censura de um sketch sobre a Última Ceia, que juntou perto de duzentas e cinquenta mil assinaturas. A direção de programas (Joaquim Furtado e Joaquim Vieira) recusa-se a proibir a sua emissão, assume a polémica e encomenda-lhe o programa de humor Herman Enciclopédia (1997), duas séries de imenso sucesso de um humor culto, inovador e vernacular. Sobressaem novas personagens, como Diácono Remédios, Super Tia, Engenheiro Passos de Ferreira, Lauro Dérmio, David Vaitembora ou Melga e Mike (este último interpretado por José Pedro Gomes), satirizando a publicidade das Televendas. Para 1998, altura em que Lisboa recebeu a Exposição Mundial (já caricaturada nas rábulas da Expo '97, no Porto), forma a sua própria produtora HZP (Herman Zap Produções), e lança Herman98 gravado no Teatro São Luiz e depois Herman99 gravado no Teatro Armando Cortez em Lisboa, e no Teatro Rivoli no Porto. É numa dessas emissões que lança a cantora Diana Krall no mercado europeu - feito que a própria nunca deixou de mencionar e agradecer publicamente - e recebe muitos convidados ilustres, como o Prémio Nobel da Paz, o timorense Ramos Horta.
  
Década de 2000 e saída da RTP
Em 2000, Herman José chega à SIC, apresentando aos Domingos, o talk-show HermanSIC. O programa de estreia teve 76% de share - feito irrepetível nos dias de hoje - e contava com uma equipa de atores constituída por Maria Rueff, Joaquim Monchique, Ana Bola, Maria Vieira, Manuel Marques, Vítor de Sousa e, durante algum tempo, Nuno Lopes.
Poe ele passaram um conjunto imenso de vedetas internacionais, como Anastasia, Sting, Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Lionel Ritchie, Ute Lemper, Gloria Estefan, No Doubt, Shania Twain, Djavan, Mark Knopfler, Jamie Cullum, Norah Jones, David Copperfield, Tom Jones e muitos outros. É nesse programa que a fadista Mariza, convidada assídua do programa e amiga pessoal do humorista, ganha grande visibilidade.
Em 2002 acumula com a apresentação do reality show Masterplan - O Grande Mestre, juntamente com Marisa Cruz, e em 2005 volta a esse tipo de formatos com Senhora Dona Lady que apresentou com Sílvia Alberto, programa que não caiu nas boas graças do grande público. É na sequência desse desaire que o então diretor de programas Manuel da Fonseca é substituído por Francisco Penim, que decreta o final prematuro do reality show e o final do HermanSIC.
Herman José torna-se entretanto proprietário do Teatro Tivoli, situado na Avenida da Liberdade (Lisboa), em 2005, que vende seis anos mais tarde à empresa de espetáculos UAU. É nele que grava o seu espetáculo ao vivo One Herman Show em DVD, acompanhado pela Big Band do seu fiel maestro Pedro Duarte.
Em 2007 estreia Hora H, 44 episódios de ficção humorística, onde cria personagens como a Chica Pardoca, Yuri Tupolev, Américo Russo e o editor-chefe decadente e tabagista Raposinho Pinto. Apesar das fracas audiências na SIC generalista, o programa torna-se, aquando da sua repetição na SIC Radical pela mão de Pedro Boucherie Mendes, numa série de culto, a ponto de ser nomeada como Melhor Programa de Humor, no Festival de Televisão de Monte Carlo. Nesse programa, juntou à sua família artística o comediante César Mourão e a atriz Susana Cacela.
No dia 13 de janeiro de 2007, no programa Os Grandes Portugueses, Herman José ficou em 70º lugar na lista dos 100 maiores portugueses de sempre. No dia 1 de abril de 2007 recebe o décimo segundo Globo de Ouro, desta vez sob a forma de Prémio Prestígio. Outros dos prémios que recebeu foi o Prémio Personalidade Masculina Portuguesa do canal Biography Channel, em 2008.
Em maio de 2008 o apresentador lançou a versão portuguesa de Chamar a Música, um concurso que teve no ar durante a época de verão de 2008, alcançando ótimos resultados de audiências. Em setembro de 2008 volta a apresentar o concurso Roda da Sorte na SIC. que, apesar de ter triplicado as audiências no horário, é descontinuado em finais de 2008 pelo canal e substituído por um programa de informação. Sai da SIC desagradado com a decisão, e com a política de avanços e recuos do seu então diretor de programas, Nuno Santos, com quem mantém uma breve polémica pública, entretanto sanada.
Em 2009 muda-se para a TVI a convite de José Eduardo Moniz, onde apresentou o talent-show Nasci P'ra Cantar entre julho e setembro de 2009. Em julho de 2009 lançou o álbum Adeus, vou ali já venho, e retoma em força a sua atividade on the road, com o show Homem dos Sete Instrumentos.
  
Atualidade
Em abril de 2010 regressa à "sua" casa RTP, de onde partira 10 anos antes. Apresentou aos sábados à noite o Herman 2010, um talk-show onde junta a conversa com personalidades portuguesas a apontamentos humorísticos, ao lado do ator Manuel Marques. O programa manteve-se, adotando as designações de Herman 2011, Herman 2012 e Herman 2013, que conheceu a sua última edição no sábado 14 de Dezembro de 2013, decisão tomada uniteralmente pelo então diretor de programas Hugo Andrade.
Culmina o ano fazendo um memorável espetáculo de passagem de ano no Terreiro do Paço com a sua orquestra para mais de 70.000 espetadores,e reforça as suas atuações na diáspora com recorrentes idas a Angola, Moçambique, Luxemburgo, Suíça, França, Alemanha, Nova Iorque, Nova Jérsia, Toronto e Macau. O tema dos seus espetáculos de 2014 é a comemoração dos seus 40 anos de carreira, com o título 40 Anos, Sempre A Bombar, título também de uma canção comemorativa que lançou para assinalar a efeméride.
No dia 22 de setembro de 2014 estreia-se ao lado da apresentadora Vanessa Oliveira na condução do programa das tardes da RTP1 Há Tarde. Com o fim do formato, anuncia o regresso ao humor em outubro de 2015, com a estreia da série Nelo e Idália (personagens originados no HermanSIC), protagonizado por este e por Maria Rueff, mais uma vez na RTP1, 25 episódios com meia hora de duração, com um elenco fixo de que fazem parte os atores Maria Rueff, Márcia Breia, Martinho Silva, Rita Tristão da Silva, Inês Sobral e os atores convidados Ana Bola, Joaquim Monchique, Victor de Sousa, Florbela Queiroz, Eládio Clímaco, Lídia Franco, Susana Cacela, Eduardo Madeira, Maria de Lourdes Norberto, entre outros. A sitcom é distinguida com o Troféus TV 7 Dias como a melhor série de televisão de 2015.
Quarta-feira, dia 20 de setembro de 2016, estreia o programa Cá Por Casa, mais uma vez na companhia de Maria Rueff, também na RTP1. Trata-se de um formato semanal de uma hora, original e de sua autoria, onde culinária, música, humor e entrevistas se entrecruzam numa casa onde tudo acontece. A música é sempre gravada ao vivo, com acompanhamento do quinteto do maestro Pedro Duarte. A 7 de novembro de 2023, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
  
 

Bruce Willis comemora hoje setenta e um anos

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Walter Bruce Willis (Idar-Oberstein, 19 de março de 1955) é um ator norte-americano, nascido na Alemanha. Ficou conhecido por protagonizar a série Moonlighting (1985–1989) e pelo papel de John McClane na popular série de filmes Die Hard, que o definiu como 'herói de ação' em diversos filmes do género.

Willis também é tocador de harmónica e cantor, tendo lançado dois álbuns: The Return of Bruce em 1987 e If It Don't Kill You, It Just Makes You Stronger em 1989.

Willis é vencedor de dois Prémios Emmy e um Globo de Ouro. Os filmes feitos por ele arrecadaram sete mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais, tornando-o o oitavo ator com maior valor de bilheteira na história do cinema. 

 

Vida

Em 1945, terminava uma das guerras mais sangrentas e marcantes da história, a Segunda Guerra Mundial. Para manter a ordem na Alemanha, os Estados Unidos enviaram tropas para o território. Dentre os muitos soldados enviados, encontrava-se David Willis. Bruce nasce em Idar-Oberstein.

Durante o tempo que esteve lá conheceu Marlene, uma cidadã alemã que trabalhava como empregada de bar. Casaram-se e tiveram quatro filhos: Walter Bruce Willis, o único nascido em solo alemão, David Jr., Florence e Robert (falecido em 2001 devido a um cancro no pâncreas). Como a vida em um pós-guerra não era fácil, a família Willis resolve então retornar aos Estados Unidos alguns anos após o nascimento de Bruce. Eles foram morar na pequena cidade de Penns Grove, e lá ele cresceu, num gueto italiano. 

Em outubro de 2006 Bruce ganhou uma estrela na Calçada da Fama, "Costumava vir aqui e olhava para estas estrelas, mas nunca consegui imaginar completamente o que se deveria fazer para consegui-la", disse ele durante a cerimónia em que estavam presentes a sua ex-mulher Demi Moore, que apareceu ao lado do ex-marido Ashton Kutcher, tal como os atores Kevin Costner, Ben Affleck e Sylvester Stallone.  

Foi casado por 13 anos com a atriz Demi Moore com quem teve três filhas: Rumer, Scout e Tallulah. As três já se aventuraram no cinema. A primeira foi Rumer, que participou, ao lado da mãe, no filme Striptease. Já com o pai elas fizeram filmes como Refém, Meu vizinho mafioso 2 e Vida Bandida. Em 2009, Bruce se casou com a modelo Emma Heming, em uma cerimônia discreta que aconteceu na ilha Turks e Caicos. O casal teve duas filhas: Mabel Ray Willis, que nasceu em 1 de abril de 2012 e Evelyn Penn, que nasceu em 5 de maio de 2014.

Em fevereiro de 2018 Willis sofreu um pré-enfarte no set de filmagens do longa Motherless Brooklyn.

Em março de 2022, a família de Bruce Willis anunciou que o ator iria se retirar da atuação, após ter sido diagnosticado com afasia (distúrbio de linguagem). Em 16 de fevereiro de 2023, a família de Willis anunciou que ele havia sido diagnosticado com demência frontotemporal

      
   in Wikipédia
 

Poema para recordar um Pintor...

 


(imagem daqui)

 

A um Poeta

(memorando Manuel Ribeiro de Pavia)



Não reveleis o sono. A luz do dia
Fere de mais a alma; e, oculta,
A face esquece a sua chaga rubra.

A dor, amordaçando, purifica:
Que ela te dê, no sangue, o novo alento
Para outros voos de que sairás vencido

(Mas entretanto vives…) E procura
Haurir na solidão a graça, o prémio
Daquele instante puro, essencial

A que não chega o vão rumor do tempo
Desfigurado e vil. E, já liberto,
Conhecerás tua verdade inteira

Ouvindo alguém, sem corpo nem memória,
Segredar-te as palavras invisíveis
De que é tecida a Noite — tua esperança!

 

Luís Amaro

Saudades de Randy Rhoads...

El-Rei D. João IV nasceu há 422 anos

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 Retrato de D. João, Duque de Bragança - Peter Paul Rubens (circa 1628)

     

D. João IV (Vila Viçosa, 19 de março de 1604 - 6 de novembro de 1656) foi o vigésimo primeiro Rei de Portugal e o primeiro da quarta dinastia, fundador da dinastia de Bragança.

 


Bandeira pessoal de João IV
   
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O rei faleceu em 6 de novembro, devido ao «mal da gota e da pedra» de que fala o conde da Ericeira, doença que se manifestara em 1648. Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. No seu testamento, datado de 2 de novembro de 1656, confiou a regência à mulher, Luísa de Gusmão.
Diz Veríssimo Serrão que «a historiografia liberal procurou denegri-lo na ação de governo, mas as fontes permitem hoje assentar um juízo histórico completamente diferente. (...) Deve pôr-se em relevo a ação do monarca na defesa das fronteiras do Reino (....). Também providenciou no envio de várias embaixadas às cortes europeias, para a assinatura de tratados de paz ou de trégua, a obtenção de auxílio militar e financeiro e a justificação legítima de 1640
Deve-se-lhe a criação do Conselho de Guerra (1640), da Junta dos Três Estados (1643), do Conselho Ultramarino (1643) e da Companhia da Junta de Comércio (1649), além da reforma em 1642 do Conselho da Fazenda. E a regulamentação dos negócios da Secretaria de Estado, para melhor coordenação das tarefas de Governo. Esta em 29 de novembro de 1643 foi dividida em Secretaria de Estado, de um lado, que coordenava toda a política interna e externa, e à «das Mercês e Expediente», do outro, que tratava de «consultas, despachos, decretos e ordens» não dependentes da outra Secretaria.
Promulgou abundante legislação para satisfazer as carências de governo na Metrópole e no Ultramar. E, para além do monarca e do restaurador, impõe-se considerar nele o artista e o letrado, o amador de música que, no seu tempo, compondo o hino Adeste Fideles, esteve à altura dos maiores de Portugal.»
      

O poeta brasileiro Cruz e Sousa morreu há 128 anos...

     
Com a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa - de quem adotou o nome de família, Sousa. A esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.
Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravatura e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885 lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias, em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com o jornal Folha Popular. Em fevereiro de 1893, publica Missal (prosa poética baudelairiana) e em agosto, Broquéis (poesia), dando início ao simbolismo no Brasil que se estende até 1922. Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente, por tuberculose, levando-a à loucura.
Faleceu a 19 de março de 1898 no município mineiro de Antônio Carlos, num povoado chamado Estação do Sítio, para onde fora transportado às pressas, vencido pela tuberculose. Teve o seu corpo transportado para o Rio de Janeiro num vagão, destinado ao transporte de cavalos. Ao chegar, foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier por seus amigos, dentre eles José do Patrocínio, onde permaneceu até 2007, quando os seus restos mortais foram então acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina - Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis.
 
     
  
   
  
A Morte

Oh! que doce tristeza e que ternura
No olhar ansioso, aflito dos que morrem...
De que âncoras profundas se socorrem
Os que penetram nessa noite escura!

Da vida aos frios véus da sepultura
Vagos momentos trémulos decorrem...
E dos olhos as lágrimas escorrem
Como faróis da humana Desventura.

Descem então aos golfos congelados
Os que na terra vagam suspirando,
Com os velhos corações tantalizados.

Tudo negro e sinistro vai rolando
Báratro abaixo, aos ecos soluçados
Do vendaval da Morte ondeando, uivando...

 

Cruz e Sousa

O pintor Manuel Ribeiro de Pavia, que nasceu há 119 anos, morreu há 69 anos...

(imagem daqui)

 

Manuel Ribeiro de Pavia (Pavia, Mora, 19 de março de 1907 - Lisboa, 19 de março de 1957) foi um pintor e ilustrador português, neo-realista.

Morreu no seu aniversário, aos 50 anos.

A broncopneumonia e o corpo debilitado pela fome crónica e pelo orgulho sorbebo cortaram a meio a obra do mais estimado ilustrador português.

No quarto da pensão onde vivia, na Rua Bernardim Ribeiro, em Lisboa, acompanharam o seu último alento alguns escritores para quem generosamente desenhava os livros que vieram a constituir o coração do Neorrealismo português dos anos 40 e 50 do século passado.

Avesso à pintura de cavalete e aos circuitos de validação do mundo das artes plásticas, criou algumas das mais belas capas daqueles anos para o escol da intelectualidade da época, de Alves Redol a Namora, de Antunes da Silva a Domingos Monteiro, de Tolstoi a Dostoievski, e para emblemáticas editoras como a Portugália, a Guimarães, a Inquérito e a Sociedade de Expansão de Cultura. O feitio esquivo e a obsessão pelo Alentejo natal fizeram dele, sobretudo a partir da sua morte, um ícone para os oposicionistas do Estado Novo, que grafaram na revista Vértice uma rara homenagem, criando uma linda imortal à volta do artista a quem José Gomes Ferreira apelidava carinhosamente de " Príncipe Sem Vintém". 

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in Wikipédia

 




 
  
 
 
«Servos da Gleba» - Manuel de Pavia 

Mercalli morreu há cento e doze anos...

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Giuseppe Mercalli (Milão, 21 de maio de 1850 - Nápoles, 19 de março de 1914) foi um sacerdote católico, vulcanólogo e sismólogo italiano. Foi professor de mineralogia na Universidade de Catânia e de vulcanologia na Universidade de Nápoles. Em 1911 sucedeu a Raffaele Vittorio Matteucci no cargo de diretor do Observatório do Vesúvio. Os seus estudos na área da sismologia e da vulcanologia granjearam-lhe reputação internacional. Notabilizou-se pelo desenvolvimento da Escala de Mercalli para avaliação da intensidade dos sismos, uma das escalas sísmicas com maior aceitação durante quase todo o século XX, e pela publicação de um sistema de classificação das erupções vulcânicas.
   
(...)
   
Biografia
Nascido em Milão no seio de uma família de meios modestos, Giuseppe Mercalli ingressou no Seminário de Milão imediatamente após os estudos elementares e ali fez os seus estudos secundários e preparatórios. Foi ordenado em 1871 sacerdote católico.
Entre 1871 e 1874 foi aluno da Escola Normal anexa ao Instituto Técnico Superior de Milão, frequentando o curso destinado à formação de professores de Ciências Naturais. Nesse curso estudou geologia com Antonio Stoppani, obtendo a laurea em Ciências Naturais no ano de 1874. Pouco depois foi nomeado professor de Ciências Naturais no Seminário de Monza e no Liceo católico de Domodossola, mas em 1888 foi obrigado a abandonar o ensino em estabelecimentos católicos depois de ter apoiado a construção de um monumento nacional em homenagem ao sacerdote e filósofo Antonio Rosmini-Serbati, o que fez dele suspeito de aderente ao ideário do liberalismo. Dedicou-se ao estudos geológicos, iniciando-se com o estudo dos glaciares alpinos da Lombardia, publicando várias notícias sobre as suas características e os depósitos associados.
Depois de ter feitos exames pedagógicos em Monza, obtendo habilitação para o ensino liceal, foi nomeado em concurso feito pelo governo italiano para um lugar em Reggio di Calabria como professor liceal. Primeiro no concurso, a escolha de Reggio di Calabria deveu-se ao desejo de Mercalli de estar presente na região da Calábria, ao tempo atingida por uma crise sísmica e onde se esperava um terramoto. Manteve ativa investigação no campo da geologia, dedicando-se progressivamente à sismologia e à vulcanologia.
Concorreu a professor de mineralogia e geologia da Universidade de Catânia, mas ficou em terceiro lugar, concorrendo então para um lugar de professor liceal em Nápoles, o que conseguiu em 1892. No período de 1892 a 1911 foi professor no Reggio Liceo Vittorio Emanuele de Nápoles, onde contou entre os seus alunos Giuseppe Moscati. Entre os colegas e colaboradores estava Achille Ratti, que posteriormente seria o papa Pio XI, que fora seu aluno no Seminário de Milão e com quem manteve uma sólida amizade. A partir do ano seguinte (1893) passou a acumular com aulas de vulcanologia na Universidade de Nápoles.
Em 1911 foi escolhido para o lugar de diretor do Observatório Vesuviano, cargo em que sucedeu a Raffaele Vittorio Matteucci e que manteve até falecer. Passa então a dedicar-se em exclusivo ao estudo da vulcanologia e projeta uma reforma do Observatório, com base num programa de investigação que previa o estudo do vulcão e das suas erupções, o registo da atividade sísmica e pré-sísmica (precursores), para além das observações e das análise dos resultados do trabalho de campo que deveria ser feito no vulcão e suas proximidades.
Giuseppe Mercalli notabilizou-se pelo desenvolvimento, em 1902 da escala de Mercalli, uma escala destinada à avaliação da intensidade sísmica, que com algumas modificações ainda se mantém em uso, mais de um século após a sua publicação. Aquela escala, apesar de não medir a magnitude dos sismos, mas apenas os seus efeitos sobre as pessoas e os edifícios, sendo por isso pouco adequado para uso em áreas pouco povoadas, mostrou-se ideal para comparar os danos produzidos pelos terramotos e para fins de engenharia sísmica e de proteção civil.
Mercalli faleceu em 1914, vítima de um incêndio que deflagrou na sua casa na Via Sapienza (Nápoles), alegadamente por ter entornado uma lâmpada de parafina que utilizava para trabalhar durante a noite. Pensa-se que teria estado a trabalhar durante a noite, algo que fazia rotineiramente, contando-se que uma vez foi encontrado a trabalhar às onze horas da manhã e sendo informada da hora terá exclamado: Seguramente que ainda não é dia!. O seu cadáver foi encontrado carbonizado, próximo da sua cama, agarrando um cobertor que utilizara para tentar apagar o fogo. Apesar disso parecer indicar um acidente, as autoridades policiais informaram, alguns dias mais tarde, que Mercalli fora provavelmente assassinado, por estrangulamento, e o seu cadáver regado com petróleo e queimado, para esconder o crime. Teria desaparecido da sua casa uma importante quantia em dinheiro.
Giuseppe Mercalli observou a erupção vulcânica das ilhas Eólias, do vulcão de Stromboli e do Vulcano, publicando descrições que continuam a ser importante material de estudo para os vulcanólogos. Para além da investigação no campo de vulcanologia, também estudou os glaciares da Lombardia.
Foi autor de mais de uma centena de publicações científicas (pelo menos 115), com destaque para a obra I vulcani attivi della Terra (Os vulcões activos da Terra), publicada em 1889, considerada um clássico da vulcanologia e que se mantém atual. Em 1903 publicou uma escala destinada à categorização das erupções vulcânicas. Realizou a primeira carta sísmica do território italiano. Estudou o comportamento dos animais antes e durante os sismos, detetando reações de nervosismo e de tremor, que apelidou de síndrome cinestéstica inexplicável, depois conhecido como Síndrome de Mercalli. Também publicou informação pioneira sobre os bradissismos.
Foi membro de importantes sociedades científicas e foi cavaleiro da Ordine della Corona d'Italia por mérito científico. No Cemitério Monumental de Milão, onde está sepultado, foi-lhe erigido um busto em bronze da autoria de Michele Vedani. Em Nápoles existe, em sua homenagem, o Liceo Scientifico Statale "Giuseppe Mercalli".
 
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Nora Ney nasceu há cento e quatro anos...

Nora Ney com Ciro Monteiro e Clementina de Jesus, em 1968

   

Nora Ney, nome artístico de Iracema de Sousa Ferreira, (Rio de Janeiro, 20 de março de 1922 - Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2003) foi uma cantora brasileira.