Retrato de D. João, Duque de Bragança - Peter Paul Rubens (circa 1628)
D. João IV (Vila Viçosa, 19 de março de 1604 - 6 de novembro de 1656) foi o vigésimo primeiro Rei de Portugal e o primeiro da quarta dinastia, fundador da dinastia de Bragança.
Bandeira pessoal de João IV
(...)
Diz Veríssimo Serrão que «a historiografia liberal procurou
denegri-lo na ação de governo, mas as fontes permitem hoje assentar um
juízo histórico completamente diferente. (...) Deve pôr-se em relevo a
ação do monarca na defesa das fronteiras do Reino (....). Também
providenciou no envio de várias embaixadas às cortes europeias, para a
assinatura de tratados de paz ou de trégua, a obtenção de auxílio
militar e financeiro e a justificação legítima de
1640.»
Deve-se-lhe a criação do Conselho de Guerra (1640), da
Junta dos Três Estados (
1643), do
Conselho Ultramarino (1643) e da
Companhia da Junta de Comércio (
1649), além da reforma em
1642 do
Conselho da Fazenda. E a regulamentação dos negócios da Secretaria de Estado, para melhor coordenação das tarefas de Governo. Esta em
29 de novembro
de 1643 foi dividida em Secretaria de Estado, de um lado, que
coordenava toda a política interna e externa, e à «das Mercês e
Expediente», do outro, que tratava de «consultas, despachos, decretos e
ordens» não dependentes da outra Secretaria.
Promulgou abundante legislação para satisfazer as carências de
governo na Metrópole e no Ultramar. E, para além do monarca e do
restaurador, impõe-se considerar nele o artista e o letrado, o amador de
música que, no seu tempo, compondo o hino
Adeste Fideles, esteve à altura dos maiores de Portugal.»
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