segunda-feira, novembro 17, 2025

O pai de D. Manuel I e da Rainha Dª Leonor, o infante D. Fernando, nasceu há 592 anos

Infante D. Fernando, Duque de Beja e Viseu, Condestável do Reino
  
D. Fernando, Infante de Portugal (Almeirim, 17 de novembro de 1433 - Setúbal, 18 de setembro de 1470), Infante de Portugal, 2.º Duque de Viseu, 2.º Senhor da Covilhã, 1.º Duque de Beja, 1.º Senhor de Moura e 6.º Condestável de Portugal, irmão do rei D. Afonso V de Portugal, foi um exímio militar, aventureiro e navegador português, que dirigiu e apoiou várias expedições.
   
Brasão de D. Fernando, 1.º Duque de Beja e 2.º Duque de Viseu
     
Biografia
Em 1452, Fernando saiu do país sem autorização do seu irmão, o rei D. Afonso V, procurando aventuras. Segundo uns, pretendia combater os mouros nas praças portuguesas do norte de África; outros diziam que o objetivo era juntar-se a seu tio materno, o rei Afonso I de Nápoles, nas campanhas no sul de Itália, uma vez que Fernando tinha a esperança de poder vir a herdar aquele reino, dado que o tio não tinha filhos legítimos.
Contudo, o seu irmão D. Afonso V, assim que soube da fuga de Fernando, deu ordens ao conde de Odemira, que comandava a frota portuguesa que patrulhava o estreito de Gibraltar, para intercetar o infante e escoltá-lo de regresso a Portugal.
Em 1453, D. Afonso V concedeu-lhe o título de 1.º Duque de Beja e 1.º Senhor de Moura.
Finalmente foi autorizado a deslocar-se ao norte de África, participando em ações militares: primeiro, em 1458 acompanhou o seu irmão, o rei D. Afonso V, na expedição portuguesa que conquistou a cidade marroquina de Alcácer Ceguer; depois, em 1468, comandou a esquadra que conquistou e destruiu o porto de Anafé (hoje denominado de Anfa e integrado em Casablanca) que era uma base de corsários.
D. Fernando, que em 1436 fora também nomeado herdeiro do seu tio, o Infante D. Henrique, tornando-se o seu filho adotivo. E, quando, em 1460, morre D. Henrique, sucedeu-lhe não só no título de Duque de Viseu como também como Mestre da Ordem de Cristo e passou a ser o responsável pelos Descobrimentos (1460-1470) para o Reino de Portugal.
Nesse último contexto, aproveitando o seu espírito aventureiro, dele próprio ter feito parte de algumas das expedições marítimas de reconhecimento não só da costa atlântica de África como da própria América, isso reconhecido ou constado na época, dentro de um pequeno circulo de navegadores, e cujo feito, na altura, chegou a constar de um pleito contra os direitos de Colombo a favor de seus companheiros de viagem.
   
Genealogia
Foi o segundo filho do rei Duarte I de Portugal e de sua esposa, a rainha Leonor de Aragão.
Casou-se com a sua prima, Beatriz de Portugal, filha do seu tio João, Infante de Portugal, em 1447.
Deste casamento resultaram nove filhos, dos quais apenas cinco chegaram à idade adulta; contudo, todos eles desempenharam um papel muito importante na história portuguesa:
  1. João de Viseu (1448-1472), terceiro Duque de Viseu, segundo Duque de Beja.
  2. Diogo de Viseu (1450-1484), quarto Duque de Viseu e terceiro Duque de Beja.
  3. Duarte de Viseu.
  4. Dinis de Viseu.
  5. Simão de Viseu.
  6. Leonor de Viseu (1458-1525), casou com João II de Portugal e tornou-se Rainha de Portugal.
  7. Isabel de Viseu (1459-1521), casada com o duque de Bragança, Fernando II.
  8. Manuel, quinto duque de Viseu e quarto Duque de Beja, Rei de Portugal após a morte do seu primo e cunhado, D. João II.
  9. Catarina de Viseu.
O Infante D. Fernando foi sepultado no Mosteiro das Religiosas da Conceição, em Beja, que fora fundado por sua mulher.
    

Kimya Dawson celebra hoje 53 anos

   
Kimya Dawson (Bedford Hills, New York, 17 de novembro de 1972) é uma cantora e compositora norte-americana, mais conhecida como artista a solo e como parte do conjunto The Moldy Peaches. Em swahilli, "Kimya" significa "silêncio" ou "silencioso".
   
 

Max de Castro - 48 anos

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John Glascock, baixo dos Jethro Tull, morreu há 46 anos...

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Começou a sua carreira musical tocando com Mick Taylor num grupo chamado Juniors. Participou em outras bandas e, em 1975, entrou para os Jethro Tull e o seu primeiro álbum com o grupo foi Too Old to Rock 'n' Roll: Too Young to Die!. Em 1977 gravou Songs from the Wood, com mais influências folk. No álbum Heavy Horses de 1978, John fez uma excelente atuação com as músicas "Journeyman" e "Heavy Horses". Nesse mesmo ano os Jethro Tull fizeram a sua turnê pela Europa e Estados Unidos, sendo que durante a última John não pode comparecer à maioria dos shows, inclusive no show histórico dos Tull no Madison Square Garden em Nova York, pois estava num tratamento em Blackpool. Nessa turnê ele foi substituído temporariamente por Tony Williams.
Os problemas cardíacos de Glascock tornaram-se evidentes quando ele foi incapaz de se apresentar na turnê de Heavy Horses. Apesar de diagnosticados danos numa válvula cardíaca, provocados por uma infeção, ele manteve o seu estilo de vida, que envolvia excesso de bebidas e festas. A sua saúde continuou a deteriorar-se. Ian Anderson tentou aconselhá-lo antes de finalmente afastá-lo, durante a produção de Stormwatch, completando a maioria das gravações de baixo por conta própria. Durante a subsequente turnê promocional do álbum, realizada com um baixista substituto, Anderson ficou sabendo da morte de Glascock e teve de dar a notícia à banda. Barriemore Barlow, amigo mais próximo do baixista no grupo, ficou devastado, deixando a banda no final da turnê.
Embora pouco conhecido hoje em dia, John Glascock é considerado um dos baixistas mais influentes dos anos 70. Foi substituído por Dave Pegg.
      

 

A rainha Isabel I de Inglaterra começou a reinar há 467 anos

  
Isabel I
(Greenwich, 7 de setembro de 1533 - Richmond, 24 de março de 1603), também conhecida sob a variante Elisabete I ou Elizabeth I, foi Rainha da Inglaterra e da Irlanda desde 1558 até à sua morte. Também ficou conhecida pelos nomes de A Rainha Virgem, Gloriana e Boa Rainha Bess. Filha de Henrique VIII, Isabel nasceu como princesa, mas a sua mãe, Ana Bolena, foi executada dois anos e meio depois do seu nascimento e Isabel foi declarada bastarda. Mais tarde, o seu meio-irmão, Eduardo VI, deixou a coroa a Lady Jane Grey, excluindo as suas irmãs da linha de sucessão. No entanto, o seu testamento foi rejeitado, Lady Jane Grey foi executada e, em 17 de novembro de 1558, Isabel sucedeu, por morte desta, à sua meia-irmã católica, Maria I, depois de passar quase um ano presa, por suspeita de apoiar os rebeldes protestantes.
Isabel decidiu que reinaria com bons conselheiros, dependendo fortemente de um grupo de intelectuais de confiança liderado por William Cecil, barão Burghley. Uma das suas primeiras iniciativas como rainha foi apoiar o estabelecimento da igreja protestante inglesa, da qual se tornou governadora suprema. Este Acordo Religioso Isabelino manteve-se firmemente durante o seu reinado e desenvolveu-se, tornando-se naquela que é conhecida hoje como a Igreja de Inglaterra. Era esperado que Isabel se casasse, mas apesar de vários pedidos do parlamento e de numerosas cortes feitas por vários membros de casas reais por toda a Europa, ela nunca o fez. As razões para esta decisão já foram muito debatidas. À medida que envelhecia, Isabel tornou-se famosa pela sua virgindade, criando um culto à sua volta que foi celebrado nos retratos, festas e literatura da época.
Seu reinado é conhecido por Período Elisabetano (ou Isabelino) ou ainda Era Dourada. Foi um período de ascensão, marcado pelos primeiros passos na fundação daquilo que seria o Império Britânico, e pela produção artística crescente, principalmente na dramaturgia, que rendeu nomes como Christopher Marlowe e William Shakespeare. No campo da navegação, o capitão Francis Drake foi o primeiro inglês a dar a volta ao mundo, enquanto na área do pensamento Francis Bacon pregou suas ideias políticas e filosóficas. As mudanças estendiam-se à América do Norte, onde se deram as primeiras tentativas de colonização, que resultaram em geral em fracassos.
Isabel era uma monarca temperamental e muito decidida. Esta última característica, vista com impaciência por seus conselheiros, frequentemente a manteve longe de desavenças políticas. Assim como seu pai Henrique VIII, Isabel gostava de escrever, tanto prosa quanto poesia.
O seu reinado foi marcado pela prudência na concessão de honrarias e títulos. Somente oito títulos maiores: um de conde e sete de barão, no reino da Inglaterra, mais um baronato na Irlanda, foram criados durante o reinado de Isabel. Isabel também reduziu substancialmente o número de conselheiros privados, de 39 para 19. Mais tarde, passaram a ser apenas 14 conselheiros.
A colónia inglesa da Virgínia (futuro estado americano, após a independência dos Estados Unidos), recebeu esse nome em homenagem a Isabel I.
     
         

Isaac Hanson - 45 anos...!


Clarke Isaac Hanson (Tulsa, 17 de novembro de 1980), ou simplesmente Isaac Hanson, é o filho mais velho da família Hanson. É guitarrista e canta na banda Hanson com os seus irmãos Taylor e Zac. 

 

in Wikipédia

 

Mário Dionísio morreu há 32 anos...

(imagem daqui)

 

Mário Dionísio de Assis Monteiro (Lisboa, 16 de julho de 1916 - Lisboa, 17 de novembro de 1993) foi um crítico, escritor, pintor e professor português.

Personalidade multifacetada (poeta, romancista, ensaísta, crítico, pintor...) Mário Dionísio teve uma ação cívica e cultural marcante no século XX português, com particular incidência nos domínios literário e artístico.

 

O Músico, 1948

   

Biografia

Mário Dionísio de Assis Monteiro nasceu em 16 de julho de 1916, em Lisboa.

Filho de Eurico Monteiro, comerciante, oficial miliciano da Administração Militar, e Julieta Goulart Parreira Monteiro, doméstica com o curso superior de Piano. É pai de Eduarda Dionísio.

Licenciou-se em Filologia Românica, em 1940, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi professor do ensino liceal e secundário e docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, depois da Revolução do 25 de Abril.

Mário Dionísio foi opositor do Estado Novo, tendo estado ligado ao Partido Comunista Português, do qual se afastou na década de 50.

 

A obra literária

Foi autor de uma obra literária autónoma (poesia, conto, romance); fez crítica literária e de artes plásticas; realizou conferências, interveio em debates; colaborou em diversas publicações periódicas, entre as quais Seara Nova, Vértice, Diário de Lisboa, Mundo Literário, Ge de todas as Artes e na revista Arte Opinião (1978-1982). Prefaciou obras de autores como Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, José Cardoso Pires e Alves Redol

 

As artes plásticas: pintor e crítico

Teve uma forte ligação às artes plásticas. Além da atividade como pintor (desde 1941), foi um dos principais impulsionadores das Exposições Gerais de Artes Plásticas; integrou o júri da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian; foi autor de inúmeros textos, de diversa ordem, das simples críticas até à publicação de referência que é A Paleta e o Mundo; etc.

Enquanto artista plástico usou os pseudónimos de Leandro Gil e José Alfredo Chaves. Participou em diversas exposições coletivas, nomeadamente nas Exposições Gerais de Artes Plásticas de 1947, 48, 49, 50, 51 e 53. Realizou a sua primeira exposição individual de pintura em 1989.

 

O neorrealismo

Mário Dionísio desempenhou um papel de relevo na teorização do neo-realismo português, "movimento literário que, nos anos de 1940 e 1950, à luz do materialismo histórico, valorizou a dimensão ideológica e social do texto literário, enquanto instrumento de intervenção e de consciencialização". No contexto das tentativas de reforma cultural encetada pelos intelectuais dessa corrente, através de palestras e outras ações culturais, "participou num esforço conjunto de aproximar a arte e o público, de que resultou, por exemplo, a obra A Paleta e o Mundo, constituída por uma série de lições sobre a arte moderna. Poeta e ficcionista empenhado, fiel ao «novo humanismo», atento à verdade do indivíduo, às suas dolorosas contradições, acolheu, na sua obra, o espírito de modernidade e as revoluções linguísticas e narrativas da arte contemporânea".

Mário Dionísio morreu em 17 de novembro de 1993, em Lisboa, vítima de ataque cardíaco.

 

in Wikipédia

 

Para Ser Lido Mais Tarde

 

Um dia
quando já não vieres dizer-me Vem
jantar

quando já não tiveres dificuldade
em chegar ao puxador
da porta quando

já não vieres dizer-me Pai
vem ver os meus deveres

quando esta luz que trazes nos cabelos
já não escorrer nos papéis em que trabalho

para ti será o começo de tudo

Uma outra vida haverá talvez para os teus sonhos
um outro mundo acolherá talvez enfim a tua oferenda

Hás-de ter alguma impaciência enquanto falo
Ouvirás com encanto alguém que não conheço
nem talvez ainda exista neste instante

Mas para mim será já tão frio e já tão tarde

E nem mesmo uma lembrança amarga
ou doce ficará
desta hora redonda
em que ninguém repara 

 


Mário Dionísio

James Coburn morreu há vinte e três anos...

    
James Coburn (Laurel, 31 de agosto de 1928Los Angeles, 18 de novembro de 2002) foi um ator norte-americano famoso por interpretar papéis de duro no cinema e vencedor do Óscar de melhor ator secundário em 1998. Era neto de outro grande ator dos anos 40, também vencedor do Óscar, Charles Coburn.
  
Começando a carreira em séries da TV americana, especialmente westerns, tornou-se conhecido no começo dos anos 60 por seu trabalho nos filmes The Magnificent Seven e Fugindo do Inferno, nos quais tinha papel secundário de "durão", entre tantos astros como Yul Brynner, Charles Bronson e Steve McQueen.
A sua fama mundial chegou em 1966 com o papel de Derek Flint, o super espião americano criado por Hollywood para concorrer com James Bond, que fez dois filmes de grande popularidade, Flint contra o Génio do Mal e Flint: Perigo Supremo, sendo o mais bem sucedido, em crítica e bilheteira, de todos os agentes que parodiavam 007 nos anos 60. Expert em Kung Fu (aprendido com Bruce Lee), o que lhe dava grande suavidade de movimentos e agilidade, Coburn encarnou com grande competência e carisma o agente secreto mulherengo, mestre em artes marciais, fluente em quarenta e sete idiomas, neurocirurgião, espadachim, físico nuclear, que vivia numa mansão com quatro lindas mulheres (uma alusão a Hugh Hefner, editor da revista Playboy) e divertiu legiões de fãs nas telas de todo o mundo, principalmente pelo tom de comédia e exagero, maior que nos filmes de Bond, (na época, Sean Connery).
Após conseguir o status de superstar no cinema, Coburn, adepto do budismo e de um estilo de vida mais recatado e contemplativo, dedicou-se apenas a pequenos filmes independentes, o que o tirou do centro das atenções em Hollywood durante quase dez anos, devido ao fracasso destes filmes.
Foi graças a seu amigo, o diretor Sam Peckinpah (com quem trabalhara no western Major Dundee de 1965), que voltou às grandes produções no meio da década seguinte, com os filmes Pat Garret e Billy the Kid, com Kris Kristofferson, e Cruz de Ferro, um violento épico de guerra na frente russa da II Guerra Mundial.
Com um severo problema de artrite, pouco filmou nos anos 80, voltando a participar mais ativamente de filmes na década de 90, em Jovens Demais Para Morrer, Queima de Arquivo, O Professor Aloprado, Maverick, O Troco até ao Óscar de ator secundário, em 1998, como um velho duro e cruel que abusava de seu filho (Nick Nolte) em Confrontação.
James Coburn morreu, repentinamente, na sua casa em Beverly Hills a 18 de novembro de 2002, com 74 anos, devido a um ataque cardíaco fulminante, enquanto ouvia rádio, deixando mulher, filho e uma enteada, sendo sepultado no Westwood Village Memorial Park Cemetery.

Peter Cox, vocalista dos Go West, celebra hoje setenta anos...!


Peter John Cox (Kingston upon Thames, 17 November 1955) is an English singer-songwriter, best known as the lead vocalist of the English pop duo Go West. As a solo artist, he scored three top 40 hits on the UK Singles Chart in the 1990s. 

 

Early career and Go West

Peter John Cox sang in his school choir and later as a chorister at The Chapel Royal, Hampton Court Palace. In his early twenties, he worked in a cover band for the Mecca Organisation. In 1978, he joined Terra Nova, a band put together by former Manfred Mann's Earth Band members Chris Slade and Colin Pattenden; they released an album in 1980. While in residency in a Sheffield nightclub, Cox began writing with longtime collaborator Richard Drummie, with whom he eventually signed a publishing deal.

In 1982, Cox and Drummie formed the band Go West, with Cox as lead vocalist and Drummie on guitar and backing vocals. After Go West signed a deal with Chrysalis Records, "We Close Our Eyes" became a top 5 hit on the UK Singles Chart in 1985. Other Go West singles released that year included "Call Me" (1985) and "Don't Look Down". The following year, Go West was named 'Best Newcomer' at the 1986 Brit Awards.

In 1987, the band reached the top 40 in the US with the single "Don't Look Down – The Sequel". In 1990, Go West had a No. 8 hit in the US with "King of Wishful Thinking" from the film Pretty Woman. In 1992, the duo released their third studio album Indian Summer, which included "Faithful"; the song reached the top 20 in Canada and the United States.

 

Solo career

Cox moved to Los Angeles in 1993 to pursue a solo career. His self-titled debut studio album, Peter Cox, was released in 1997 to critical acclaim. Subsequent albums include Flame Still Burns (2001), Nine Miles High (2002), Desert Blooms (2002), Game for Fools (2005) and Motor City Music (2006). Cox also teamed up with Tony Hadley of Spandau Ballet on the album Tony Hadley vs Peter Cox & Go West, released in 2004.

In 2003, Cox replaced Then Jerico's Mark Shaw on the British reality television show Reborn in the USA after Shaw quit the series in the show's first few days. Even though Cox had achieved previous success across the Atlantic as the lead vocalist of Go West, he was able to appear on the show as he was unknown in the US as a solo artist. He was a favourite to win but was voted off in New York after he forgot the lyrics to the Norah Jones hit he was performing.

Other albums by Cox include The S1 Sessions (2010), Riding the Blinds (2012), and Damn the Brakes (2013).

Cox's voice has been described as "smooth as silk" with a "gritty underbelly".

 

in Wikipédia

 

A Rainha D.ª Leonor morreu há meio milénio...

Estátua da rainha D. Leonor em Beja, a sua cidade natal
    
Leonor de Avis, Leonor de Portugal, Leonor de Lencastre ou Infanta Leonor, e, mais recentemente, no estrangeiro, "Leonor de Viseu", do nome do título secundário do seu pai, o infante Fernando de Portugal, Duque de Viseu (Beja, 2 de maio de 1458 - Paço de Xabregas, Lisboa, 17 de novembro de 1525), foi uma princesa portuguesa da Casa de Avis e Rainha de Portugal, a partir de 1481, pelo casamento com o seu primo, El-Rei D. João II de Portugal, o Príncipe Perfeito. Pela sua vida exemplar, pela prática constante da misericórdia, e mais virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o epíteto de "Princesa Perfeitíssima", inspirado no cognome do Rei seu marido, a cuja altura sempre se soube manter para o juízo da história.
A rainha D.ª Leonor de Avis é também a terceira e última rainha consorte de Portugal nascida em Portugal, tendo a primeira sido Leonor Teles e a segunda a sua tia, e sogra, Isabel de Avis, mulher de Afonso V. Com o seu casamento acaba o Século de Oiro Português, caracterizado por casamentos endogâmicos continuados entre os descendentes da Ínclita Geração, entre a prole de João I e da sua rainha Filipa de Lancastre. Leonor foi sem dúvida uma das mais notáveis soberanas portuguesas de todos os tempos, pela sua vida, importância, influência, obra, e legado aos vindouros.
Foi também a primeira dos ocupantes do trono português com sangue Bragança, pela sua avó materna, a infante Isabel de Barcelos, filha do 1º duque de Bragança - logo se lhe seguindo o seu irmão, El-Rei D. Manuel I, como primeiro rei reinante, e o seu sobrinho D. Jaime I, Duque de Bragança, como primeiro Bragança herdeiro jurado do trono, na permanente relação entre a Casa Real, de origem ilegítima, e o seu ramo Bragança, igualmente ilegítimo, sempre casando entre si.
     
(...)
   
Leonor reinou no apogeu da fortuna da expansão portuguesa, quando Lisboa se transformara na capital europeia do comércio de riquezas exóticas: e foi por isso mesmo no seu tempo a mais rica princesa da Europa, conforme demonstra uma obra recente a respeito da administração da sua grande casa.
Essa grande fortuna, que cresceu exponencialmente com a chegada à Índia e com o comércio ultramarino, visto seu pai ter sido filho adotivo e herdeiro universal do Infante D. Henrique, o Navegador, e das grandes mercês que recebeu dos reis seu marido e seu irmão, empregou-a depois de viúva na prática da caridade constante, da devoção verdadeira, no patrocínio de obras religiosas, e sobretudo na assistência social aos pobres: assim, encorajou, fomentou e financiou o projeto de Frei Miguel Contreiras de estabelecimento de Misericórdias gerida por irmandades em todo o reino, notável iniciativa precursora em toda a Europa. A rede de Misericórdias portuguesa chegou até aos nossos dias, sempre ativa no papel social e caritativo a que a Rainha a destinou.
        
Armas da Rainha D. Leonor de Avis, enquanto casada 
 

Brasão das Caldas da Rainha, cidade fundada pela "Princesa Perfeitíssima", baseado nas armas da soberana
        

Rock Hudson nasceu há um século...

   
Roy Harold Scherer Jr., conhecido profissionalmente como Rock Hudson (Winnetka, 17 de novembro de 1925 - Los Angeles, 2 de outubro de 1985), foi um ator norte-americano, famoso pelos dramas que fez com o diretor Douglas Sirk e pelas comédias românticas que fez ao lado de Doris Day.
Rock Hudson teve uma vida conturbada. Aos quatro anos foi abandonado pelo pai, Roy Harold Scherer, passando a ser educado com muita dificuldade pela mãe, Katherine Wood, uma empregada doméstica, na cama de quem dormiu até os quinze anos, no alojamento dos criados.
Estudou na New Trier High School, de Illinois. Ganhava algum dinheiro entregando jornais. Aos dezoito anos, alistou-se na Marinha dos Estados Unidos, servindo na lavandaria. Foi quando a sua sexualidade despertou. No meio de tantos rapazes, sentia-se inteiramente à vontade. Tentou até manter um comportamento viril, para se mostrar um deles. Entrou para a universidade e, orientado por um professor, tirou várias fotos e enviou-as para vários agentes de artistas de Hollywood.
Em 1946, após sair da Marinha, Roy foi para Los Angeles, onde trabalhou como camionista durante dois anos para se sustentar, até que um encontro fortuito com o observador de talentos Henry Wilson, em 1948, o tirou do anonimato. Wilson apresentou Roy a Ken Hodge, um produtor musical. Os dois tornaram-se amantes. E foi numa festa, no apartamento de Ken, que Roy Sherer se tornou Rock Hudson. Os convidados decidiram que, se ele queria se tornar ator, deveria "renascer" com um outro nome. Ken pronunciou aleatoriamente "Rock", por causa do som duro; "Hudson" foi escolhido na lista telefónica.
Hudson estreou no cinema como ator secundário no filme Sangue, Suor e Lágrimas (Fighter Squadron, 1948), de Raoul Walsh e assinou um contrato com os Estúdios Universal que lhe garantia a realização de vinte e dois filmes em quatro anos. O seu primeiro grande papel a chamar atenção da crítica e do público foi no drama Sublime Obsessão (Magnificent Obsession, 1954), de Douglas Sirk, com quem faria alguns de seus melhores filmes.
Bem apessoado e com 1,93 m de altura, a sua carreira começou como galã em vários westerns, dramas de guerra e comédias principalmente, mas não só, ao lado de Doris Day. Recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator pelo clássico O Gigante (Giant, 1956), mas perdeu o prémio para Yul Brynner. O clássico, dirigido por George Stevens, também tinha James Dean e Elizabeth Taylor, que se transformaria numa de suas melhores amigas fora das telas.
Liz Taylor admitiu que, durante as filmagens de O Gigante, sentiu-se atraída por Hudson. Tudo inútil, pois havia para o ator alguém bem mais atraente que ela - James Dean. Este era um bissexual assumido e extrovertido. Porém, de acordo com a última biografia autorizada por Rock Hudson (Rock Hudson - História de Sua Vida), escrita pelo próprio Rock Hudson e Sara Davinson,  este diz: "Eu não simpatizava com ele (James Dean) pessoalmente", confessa Rock, "mas isso não tem importância". Rock não se dava bem com James Dean porque, na sua opinião, Dean não era "profissional". Durante as filmagens de "O Gigante", Rock Hudson e Elizabeth Taylor tiveram que passar o dia inteiro maquilhados e vestidos, esperando James Dean, que não chegava, pois assistia a uma corrida de carros noutra cidade.
Nas décadas de 50 e 60, figurou entre os dez astros de maior sucesso de bilheteira do cinema norte-americano. Quando os rumores começaram a circular em Hollywood que, ao contrário dos amantes românticos que ele interpretava no cinema, a sua orientação sexual era outra, o seu agente cinematográfico arranjou um pseudo-casamento de Hudson com Phyllis Gates, a sua secretária. Eles passaram a lua-de-mel na Jamaica e em Manhattan; o divórcio deu-se em 1958.
Na década de 70, a carreira de Hudson no cinema parecia estar no fim. Assinou então contrato para uma longa série televisiva. Para um astro de sua grandeza, era uma queda enorme. E o pior é que teria de participar de cenas na cama com a atriz Susan St. James. Eles inclusive teriam um filho na série. Para ele, era demais. Começou a beber e descuidou a sua aparência, sendo visto nos meios homossexuais de Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque. A sua imagem ficou seriamente abalada quando se espalharam boatos de que teria se "casado" com o apresentador de um show da televisão, o ator Jim Nabors. Este acabou por perder o seu contrato quando o falatório chegou à CBS. Os dois não ousavam aparecer juntos e jamais se falaram novamente. Rock inclusive tinha medo de ir ao Havaí, pois sabia que Nabors tinha uma casa lá. Em 1982, uma revista anunciou o seu "divórcio".
A sua última aparição no cinema foi em O Embaixador (The Ambassador, 1984), de J. Lee Thompson, em que também aparecia Robert Mitchum. Desde o início da década de 80, já com os primeiros indícios de que havia contraído SIDA, o ator passou a fazer mais séries para a TV, como O Casal McMillan (McMillan & Wife, 1971-1977). Os seus últimos trabalhos foram a participação em vários capítulos da série Dinastia (Dinasty).
Rock Hudson só assumiu a doença três meses antes de morrer, ao anunciar que doaria 250 mil dólares para uma fundação recém-aberta para cuidar de pesquisas sobre o vírus da SIDA. Também estava escrevendo uma biografia, cujo título provisório era A Minha História, e cujos lucros seriam para essa fundação. Faleceu a 2 de outubro de 1985, em Los Angeles, nos Estados Unidos; o seu corpo foi cremado e as cinzas atiradas ao mar.
Ganhou quatro vezes o Golden Globe.
   

O cantor Paulo Alexandre morreu há um ano...

 Paulo Alexandre, pseudónimo artístico de Modesto Pereira da Silva Santos (Vouzela, 16 de fevereiro de 193117 de novembro de 2024[1]), foi um cantor português reconhecido especialmente pelo sucesso do tema "Verde Vinho", de 1977, uma adaptação do tema "Griechischer Wein", de autoria de Udo Jürgens e editado em 1974. 

 

Percurso

Paulo Alexandre nasceu em Vouzela, a 16 de fevereiro de 1931, mas cedo foi viver para Lisboa. Frequentou a Escola Comercial Veiga Beirão.

A sua carreira artística iniciou-se em 1954, na antiga Emissora Nacional, no programa "Ouvindo as Estrelas" ao lado de nomes como Luís Piçarra, Maria de Lourdes Resende, Isabel Wolmar e Rui de Mascarenhas. Na RCP faz uma espécie de magazine com Isabel Wolmar e Catarina Avelar. Previamente à carreira artística, já trabalhava como bancário, tendo começado por trabalhar aos 13 anos, em 1944, como paquete no banco Burnay, onde desde 1949 trabalhava como datilógrafo. Manteve sempre a música e a atividade bancária como ocupações paralelas.

Em 1958 junta-se a três solistas da Emissora nacional (Nuno d'Almeida, Américo Lima e Fernando La Rua) para formar o "Conjunto vocal 4 de Espadas".

Grava um EP com a Orquestra de João Nobre que incluía o tema "Agora Ou Nunca" de Nóbrega e Sousa e António José Lampreia.

Com os Telestars lança um EP que incluía temas como "Dancemos O Twist" e "Horizonte de Esperança". Na televisão foi o protagonista da opereta "Romance na Serra" de José de Oliveira Cosme e Alves Coelho Filho.

Grava versões dos temas das bandas sonoras dos filmes "Love Story" e "Romeu e Julieta".

Entretanto, na atividade bancária, foi nomeado, em 1965, subdiretor do Departamento de Operações com o Estrangeiro do banco Burnay. Em 1970, foi promovido a chefe da Direção de Crédito do então já designado Banco Fonsecas & Burnay, onde foi nomeado, em 1972, diretor-coordenador das direções Internacional, Operações Gerais e Operações com os Territórios Ultramarinos. Ainda em 1972, passou a trabalhar no Crédito Predial Português. Em 1974, a convite de Jorge de Brito, que havia conhecido na juventude, foi nomeado diretor do Departamento de Relações Internacionais do Banco Intercontinental Português (BIP), tendo sido destacado para o mercado do Médio Oriente. Em 1975, com a nacionalização da banca no âmbito do Processo Revolucionário em Curso (PREC), o seu salário de diretor foi reduzido para salário-base, implicando uma redução de mais de metade do seu salário; nesse ano, foi nomeado membro da administração do IAPMEI, em representação do Ministério das Finanças, tendo apresentado a demissão em janeiro de 1976 e regressado ao BIP. Em 1977, com a extinção do BIP, foi nomeado diretor das Relações Internacionais do Banco Pinto & Sotto Mayor. Aposentou-se da banca em 1981. Foi fundador do Forex Português, membro da Association Cambiste Internationale.

Com António Sala foi um dos fundadores da editora Rossil. O tema "Verde Vinho" de 1977 é um grande sucesso com dois "Discos de Ouro" em 1977 e 1978.

O disco foi durante largo tempo best-seller no Brasil onde conquistou o disco de Ouro. O sucesso do disco leva mesmo à realização de um filme com o mesmo nome protagonizado pelo ator Dionisio Azevedo e pelo próprio Paulo Alexandre. A banda sonora do filme inclui um dueto com Maria de Lourdes ("Desgarrada", da autoria de Mário Rocha) e ainda os temas "Verde Vinho", "Adeus Meu País", "Agora Ou Nunca" e "Voltei Para Ficar".

Lança o single "Voltei Para Ficar". Novo single com os temas "Oferece as Tuas Mãos" da dupla Nóbrega e Sousa e Eduardo Olimpio e "Foi Tudo" da autoria de António Sala.

A editora brasileira Chantecler lança em 1978 um álbum com os temas "Romance Romance", "Escravo", "Concerto para Ti", "Rosas Vermelhas para o Meu Amor", "Vem Valsar com o Papa", "Meu Refugio", "Oferece as Tuas Mãos", "Minha Noite está Vazia", "Agora ou Nunca", "Fui Tudo", "Nocturno" e "Verde Vinho".

O single "Meninos da Cidade" é mais uma versão de um tema estrangeiro. No lado B aparece "Gaiato de Lisboa" da autoria do maestro Belo Marques.

Paulo Alexandre canta Camões com o tema "Aquela Cativa". 1979 é o ano de "Vem Comigo a Portugal".

Na CBS lança o single "Verde Milho" e uma nova versão de "Verde Vinho". Grava o álbum Eu e o Outro para a editora Transmédia.

Em 1987 grava o single "Guitarra Minha Amiga" para a Polygram. Nesse ano foi ainda o autor de uma peça musical em que deu forma à Parte II da Mensagem de Fernando Pessoa: o videograma "Mar Português/Possessio Maris". A narrativa sinfónica contou com música do maestro Joaquim Luis Gomes.

Foi locutor e produtor radiofónico, na Rádio Renascença, Antena 1 e RDP Internacional.

Para a Videofono e RTP realiza vários programas de televisão, como "Portugal e o Mar", da autoria do almirante Vítor Crespo. Com Nuno Fortes produz a série "O Que É Feito de Si" com cerca de 120 programas. Trabalha também com Paula Aresta num programa de televisão.

Apresenta a narrativa na igreja da Graça em Santarém e abandona a carreira artística.

Em 2010 é editado o livro Duas Vidas numa Só, de subtítulo "Entre Cifrões e Canções", que inclui relatos da sua carreira artística e da sua também bem sucedida profissão como bancário. A Compact Records lança um CD com algumas das canções de maior sucesso do artista.

Morreu a 17 de novembro de 2024, aos 93 anos.

O seu falecimento foi anunciado pelo seu filho Alexandre Sanos, numa publicação no Facebook.

 

in Wikipédia

 


domingo, novembro 16, 2025

XXVII Feira de Minerais, Rochas e Fósseis Dr. Correia Mateus

 

 

Ira decorrer, de 17 a 28 de novembro de 2025, de 2ª a 6ª a XXVII Feira de Minerais, Rochas e Fósseis Dr. Correia Mateus no meu estabelecimento de ensino, em Leiria. Integrada nas comemorações da Semana da Ciência e Tecnologia e sendo preferencialmente para os alunos e comunidade escolar do Agrupamento Doutor Correia Mateus, está aberta, durante a semana, das 18.00 às 18.15 horas, a qualquer pessoa - estão convidados! 

 

 

Hoje é dia de recordar Saramago...

(imagem daqui)

 

No Coração, Talvez

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.



in
Os Poemas Possíveis (1966) - José Saramago

Hoje é dia de cantar a poesia de Saramago...

 

Nenhuma estrela caiu - Mísia
Letra (adaptada) de José Saramago e música de Franklin Rodrigues 
   
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
  
Vem a noite e o seu recado
Sua negra natureza
Talvez a lua não falte
Ou venha a chuva de estrelas
Basta que o sono desperte
O sonho que deixa vê-las
  
Abro as janelas...
E o frio vento se esquece
Nenhuma estrela caiu
Nem a lua me ajudou
Mas a ruiva madrugada
Por trás da ponte aparece.

  
Janelas que me separam
Do vento frio da tarde
Num recanto de silêncio
Onde os gestos do pensar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
  

  

NOTA: aqui fica a versão original do poema de Saramago, tão bem adaptado pela saudosa Mísia:

    
  
A ponte

   
  

Vidraças que me separam
Do vento fresco da tarde
Num casulo de silêncio
Onde os segredos e o ar
São as traves duma ponte
Que não paro de lançar
    
Fica-se a ponte no espaço
À espera de quem lá passe
Que o motivo de ser ponte
Se não pára a construção
Vai muito mais a vontade
De estarem onde não estão
    
Vem a noite e o seu recado
Sua negra natureza
talvez a lua não falte
Ou venha a chuva de estrelas
Basta que o sono consinta
A confiança de vê-las
      
Amanhã o novo dia
Se o merecer e me for dado
Um outro pilar da ponte
Cravado no fundo do mar
Torna mais breve a distância
Do que falta caminhar
       
Há sempre um ponto de mira
O mais comum horizonte
Nunca as pontes lá chegaram
Porque acaba o construtor
Antes que a ponte se entronque
Onde se acaba o transpor
      
Sobre o vazio do mar
Desfere o traço da ponte
Vá na frente a construção
Não perguntem de que serve
Esta humana teimosia
Que sobre a ponte se atreve
     
Abro as vidraças por fim
E todo o vento se esquece
Nenhuma estrela caiu
Nem a lua me ajudou
Mas a ruiva madrugada
Por trás da ponte aparece.
    
 
   
in Provavelmente Alegria (1970) - José Saramago

Totò Riina, mafioso da Cosa Nostra, nasceu há 95 anos...

  

Salvatore Riina, conhecido por Totò Riina (Corleone, 16 de novembro de 1930 - Parma, 17 de novembro de 2017), foi um criminoso italiano. Foi um membro da máfia siciliana Cosa Nostra.

Nascido numa família de camponeses, Totò perdeu o seu pai aos 13 anos, numa tentativa frustrada de remover pólvora de uma bomba da II Guerra Mundial que não explodira.

Mais tarde, logo após completar 18 anos - e ser preso pela primeira vez por homicídio - entra para a Cosa Nostra, sob a mão de Luciano Liggio, que mais tarde viria a ser o seu chefe.

Tornou-se o membro mais poderoso da organização criminosa no início de 1980, após a prisão de Liggio. Mafiosos companheiros o apelidaram de "A Besta" (La Belva), devido à sua natureza violenta, ou às vezes o chamavam de "O Curto" (U curtu), mas nunca em sua presença, devido à sua baixa estatura, de 1,58 m. Durante a sua carreira ao longo da vida no crime acredita-se que matou pessoalmente cerca de quarenta a sessenta pessoas e ordenou a morte de centenas de outras. Dentre as principais e mais notórias vítimas estão Michele Navarra (um dos mafiosos mais celebres de todos os tempos da Cosa Nostra e ex-chefe de Luciano Liggio e de todo o clã mais tarde chamado de "Corleonesi") e os juízes anti máfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, quando os italianos viam a possível primeira grande queda da máfia siciliana ir por água abaixo em 1992.

Em 1969, Riina foi condenado pela primeira vez, mas conseguiu viver na clandestinidade vinte e cinco anos. Assumiu o comando da Cosa Nostra em 1974, substituindo Liggio. No mesmo ano, casou-se com a professora Antonietta Bagarella, que pertencia a uma grande família mafiosa. Tiveram quatro filhos, dois deles também mafiosos: Giovanni, nascido em 1976, foi condenado a prisão perpétua por assassinato, e Giuseppe Salvatore, nascido em 1977, condenado a oito anos e 10 meses de prisão, por associação mafiosa. Nos anos 80, Riina deu início a uma sangrenta disputa interna na máfia. Vencendo o confronto entre as "famílias palermitanas", em 1982 assumiu o controle de todas as atividades mais rentáveis da máfia, como tráfico de drogas e sequestros, tornando-se o chefe da "Cúpula" da Cosa Nostra.

À frente da Cosa Nostra, Totò iniciou uma caçada a funcionários do Estado, mas acabou preso, em 15 de janeiro de 1993, num subúrbio de Palermo, graças à colaboração de criminosos arrependidos e de seu motorista pessoal. Totò e todo o clã dos Corleonesi nunca falaram a respeito de qualquer atividade mafiosa, negando a sua participação na Cosa Nostra. Em 2009, porém, Riina afirmou que os Corleonesi nunca haviam mandado matar o procurador anti máfia Paolo Borsellino, e que isso teria sido um golpe do próprio Estado, assumindo assim o seu papel dentro da máfia. A justiça confiscou-lhe uma fortuna de 125 milhões de euros.

Salvatore veio a morrer, por causa de um cancro, no dia 17 de novembro de 2017, na casa prisional onde se encontrava a cumprir pena, em Parma, na Itália. Apesar de estar preso, Totò não arrependia-se dos crimes praticados. Numa mensagem intercetada pela polícia, meses antes de sua morte, disse que "Nunca poderão lidar comigo, mesmo que me condenem a 3 mil anos de prisão".

A sua carreira criminosa é relatada na televisão, com a série Il capo dei capi