sábado, fevereiro 03, 2024

Garcia de Resende morreu há 488 anos...

Janela manuelina da casa de Garcia de Resende em Évora (daqui)


Biografia
Filho de Francisco de Resende, Fidalgo da Corte de D. Afonso V de Portugal, "criado" do Bispo de Évora D. Garcia de Meneses, a quem D. João II de Portugal doou, a 28 de junho de 1484, uma herdade no termo de Évora, e de sua mulher Beatriz Boto, que viveu em Évora.
Sabe-se que em 1490 era moço da câmara de D. João II (1481-1495) e, no ano seguinte, seu moço de escrevaninha ou secretário particular, cargo que exercia ainda em Alvor, onde o soberano veio a falecer. Coube-lhe ser designado secretário-tesoureiro da faustosa embaixada liderada por Tristão da Cunha, enviada por D. Manuel I (1495-1521) ao Papa Leão X. Os últimos anos de vida passou-os em Évora, onde era proprietário.
Como muitos homens do Renascimento, Garcia de Resende tinha muitas facetas: trovava, tangia, desenhava e julga-se que era entendido em arquitetura militar.
Alguns historiadores consideram-no o iniciador do ciclo dos Castros, pois as suas trovas referentes à morte de Inês de Castro são o mais antigo documento poético conhecido versando sobre o assunto. Escreveu a Miscelânea em redondilhas, curiosa anotação de personagens e de acontecimentos, nacionais e europeus. Nessa obra atribui em versos a Gil Vicente a inovação da comédia de costumes em Portugal, quando o teatro da época se limitava a ser um misto de teatro litúrgico e teatro pastoril, conforme afirma Clovis Monteiro que transcreveu o seguinte trecho da citada obra e no qual é também citado Juan del Encina:
"E vimos singularmente
Fazer representações
D'estilo mui eloquente,
De mui novas invenções,
E feitas por Gil Vicente,
Ele foi o que inventou
Isto cá, e o usou
Com mais graça e mais doutrina,
Posto que Joam del Enzina
O pastoril começou."
Mas o que tornou Resende conhecido foi o Cancioneiro Geral, publicado em 1516, que reuniu as composições poéticas produzidas nas cortes de D. Afonso V (1438-81), D. João II e D. Manuel I, tendo-lhe redigido um prólogo dedicado ao príncipe D. João e composto as quarenta e oito trovas com que se encerra a obra.
Foi sepultado em campa armoriada com brasão e timbre dos de Resende, em capela que instituiu, em 1520, na cerca do Convento do Espinheiro, em Évora.
Em 1933 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua na Calçada de Carriche.
  
Primeira edição do Cancioneiro Geral (1516)
   
 
 
 
Não receeis fazer bem
 
 

Senhoras não hajais medo
não receeis fazer bem
tende o coração mui quedo
e vossas mercês verão cedo
quão grandes bens do bem vem.
Não torvem vosso sentido
as cousas qu’haveis ouvido
porqu’é lei de deos d’amor
bem, vertude nem primor
nunca jamais ser perdido.

Por verdes o galardão
que do amor recebeu
porque por ele morreu
nestas trovas saberão
o que ganhou ou perdeu.
Não perdeu senão a vida
que pudera ser perdida
sem na ninguém conhecer
e ganhou por bem querer
ser sua morte tão sentida.

Ganhou mais que sendo dantes
nom mais que fermosa dama
serem seus filhos ifantes
seus amores abastantes
de deixarem tanta fama.
Outra mor honra direi:
como o príncepe foi rei
sem tardar mas mui asinha
a fez alçar por rainha
sendo morta o fez por lei.

Os principais reis d’Espanha
de Portugal e Castela
e emperador d’Alemanha
olhai que honra tamanha
que todos decendem dela.
Rei de Nápoles também
duque de Bregonha a quem
todo França medo havia
e em campo el rei vencia
todos estes dela vem.

Por verdes como vingou
a morte que lh’ordenaram
como foi rei trabalhou
e fez tanto que tomou
aqueles que a mataram.
A um fez espedaçar
e ò outro fez tirar
por detrás o coração
pois amor dá galardão
não deixe ninguém d’amar.

Daddy Yankee nasceu há 47 anos

  

Ramón Luis Ayala Rodríguez (San Juan, Puerto Rico, February 3, 1977), known professionally as Daddy Yankee, is a retired Puerto Rican rapper, singer, songwriter, and actor who rose to worldwide prominence in 2004 with the song "Gasolina". Dubbed the "King of Reggaeton", he is often cited as an influence by other Hispanic urban performers. He retired on December 3rd, 2023 after completing his final stage performance on his "La Meta" tour in Puerto Rico.

 

in Wikipédia

 


Sean Kingston - 34 anos

  
Kisean Paul Anderson, mais conhecido como Sean Kingston (Miami, 3 de fevereiro de 1990), é um cantor, compositor e rapper norte-americano - jamaicano. Apesar de ter nascido em Miami, Flórida, mudou-se para Kingston, Jamaica, quando tinha seis anos de idade.

 

in Wikipédia

 


Maurice White morreu há oito anos...

 
Maurice White (Memphis, 19 de dezembro de 1941 - Los Angeles, 3 de fevereiro de 2016) foi um músico, produtor musical, compositor e arranjador norte-americano, reconhecido como líder da banda de R&B Earth, Wind & Fire, da qual foi um dos fundadores.
  
  

 


A Batalha de Kwajalein terminou há oitenta anos...

 

A Batalha de Kwajalein foi um confronto militar travado durante a Guerra do Pacífico, no contexto da Segunda Guerra Mundial. Foi lutada entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro de 1944, no atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall. Usando as táticas aprendidas durante a batalha de Tarawa, os Estados Unidos organizaram uma bem sucedida invasão da ilha de Kwajalein, ao sul, e Roi-Namur, ao norte. Os japoneses resistiram intensamente, apesar da inferioridade numérica e da falta de preparação. Em Roi-Namur, apenas 51 japoneses sobreviveram, de uma guarnição de 3 500 homens.

Para os americanos, a batalha representava um importante passo na estratégia de conquistar ilhas chave para marchar até o Japão. Acabou sendo uma boa vitória moral pois os americanos penetraram nas cadeias de ilhas que formavam as "defesas externas" da esfera de poder japonesa no Pacífico. Já para os japoneses, representou um fracasso na estratégia de defesas costeiras. As batalhas em Peleliu, Guam e nas Marianas foram muito mais sangrentas para os americanos.
 
Data 31 de janeiro - 3 de fevereiro de 1944
Local Atol de Kwajalein, Ilhas Marshall
Desfecho Vitória americana
Beligerantes
Estados Unidos Japão Império do Japão
Comandantes
Richmond K. Turner
Holland M. Smith
Harry Schmidt
Charles H. Corlett
Thomas E. Watson
Monzo Akiyama
Masami Kobayashi
Yamada Michiyuki
Yoshimi Nishida
Forças
46 670 Kwajalein:
~ 5 000

Roi-Namur:
~ 3 000
Baixas
Kwajalein:
142 mortos
845 feridos
2 desaparecidos

Roi-Namur:
206 mortos
617 feridos
181 desaparecidos
Kwajalein:
4 300 mortos
166 capturados

Roi-Namur:
3 500 mortos
87 capturados
 

Porque este é o dia em que a música morreu - há 65 anos...

Monumento erguido no local do acidente
    
Em 3 de fevereiro de 1959, um avião de pequeno tamanho caiu, próximo de Clear Lake, Iowa, matando três músicos  de rock and roll dos Estados Unidos: Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. "The Big Bopper" Richardson, assim como o piloto Roger Peterson. Este dia seria definido posteriormente por Don McLean, na sua canção "American Pie", como "o dia em que a música morreu" – The Day the Music Died.
   
 

sexta-feira, fevereiro 02, 2024

Os Estados Unidos cresceram 1,36 milhões de km² há 176 anos

  
O Tratado de Guadalupe Hidalgo foi o tratado de paz que pôs fim à Guerra Mexicano-Americana (1846-1848). O tratado previa a cessão de territórios do México aos Estados Unidos, com uma área total de 1,36 milhões de km², em troca de 15 milhões de dólares. Os Estados Unidos concordaram ainda em assumir cerca de 3,5 milhões de dólares de dívidas mexicanas a cidadãos americanos.
A cessão incluía partes dos atuais estados norte-americanos de Colorado, Arizona, Wyoming e Novo México, bem como a totalidade dos atuais estados de Utah, Califórnia e Nevada. O território restante dos atuais estados do Arizona e Novo México foram posteriormente cedidos pelo México, na Compra de Gadsden.
O tratado foi assinado em 2 de fevereiro de 1848 por Nicholas P. Thrist, em representação dos Estados Unidos, e por três representantes plenipotenciários, do lado do México, em Guadalupe Hidalgo, ligeiramente a norte da Cidade do México. Seria ratificado pelo Senado dos Estados Unidos em 10 de março e a 19 de maio pelo governo mexicano. Os instrumentos de ratificação foram trocados a 30 de maio, em Querétaro.
   
    

Notícia interessante sobre geologia, clima e habitação...

A cidade onde as pessoas vivem debaixo da terra por causa do calor

 

 

Na longa estrada rumo ao centro da Austrália, 848 km a norte das planícies costeiras de Adelaide, surgem enigmáticas pirâmides de areia.

Em torno delas, o cenário é totalmente desolado – uma extensão sem fim de poeira rosa-salmão, ocasionalmente salpicada com teimosos arbustos.

No entanto, à medida que se avança pela rodovia, surgem outras construções misteriosas similares – montes de terra clara, espalhados aleatoriamente como monumentos esquecidos há muito tempo. E, de vez em quando, tubos brancos elevam-se do solo ao lado das construções.

Estes são os primeiros sinais de Coober Pedy, uma cidade de mineiros de opala com cerca de 2.500 habitantes. Muitos dos pequenos picos da região são resíduos de solo gerados após décadas de mineração, mas também são os sinais de outra característica do local: as moradias subterrâneas.

Neste canto do mundo, 60% da população vive em casas construídas nas rochas de arenito e siltito ricas em ferro da região. Em alguns locais, os únicos sinais de moradia são os poços de ventilação que se erguem até o chão e o excesso de solo acumulado perto das entradas das casas.

No inverno, este estilo de vida pode parecer apenas excêntrico. Mas, no verão, Coober Pedy – “homem branco num buraco”, em tradução livre de uma expressão aborígene australiana – não requer explicações: o local atinge 52°C, uma temperatura tão alta que faz com que os pássaros caiam do céu e aparelhos eletrónicos precisem de ser guardados no frigorífico.

E, em 2023, este costume pareceu ter sido mais profético que nunca.

 

Solução eficaz

Mais à frente, na estrada para Coober Pedy, fica o centro da cidade.

À primeira vista, pode ser confundida com uma comunidade comum da região desértica que compõe o chamado Outback australiano. As ruas são cor-de-rosa devido à poeira e existem restaurantes, bares, supermercados e postos de gasolina.

No alto de uma colina, a única árvore da cidade – na verdade, uma escultura feita de metal – observa o panorama.

Na superfície, Coober Pedy é assustadoramente vazia. As construções são muito espaçadas entre si e a impressão é de que algo realmente parece estar errado. Mas, debaixo do solo, tudo se explica.

Em Coober Pedy, as construções subterrâneas precisam de ficar a pelo menos quatro metros de profundidade, para evitar que o teto desabe. Por baixo daquele enorme volume de rocha, a temperatura é sempre agradável: 23 °C.

Além do conforto, outra importante vantagem de morar por baixo da terra é a economia. Coober Pedy gera toda a eletricidade que consome – 70% dela, de origem eólica e solar. Mas ligar o ar-condicionado, muitas vezes, é caro e impraticável.

“Para viver acima do solo, paga-se uma verdadeira fortuna pelo aquecimento e refrigeração, já que, muitas vezes, faz mais de 50°C no verão”, afirma Jason Wright, morador local.

Por outro lado, muitas casas subterrâneas em Coober Pedy são relativamente baratas. Num recente leilão, o preço médio das casas de três quartos foi de cerca de 40 mil dólares australianos.

E as casas subterrâneas oferecem outros benefícios. Um deles é que não há insetos.

“Quando se chega à porta, as moscas saem das suas costas, elas não querem entrar no escuro e no frio”, conta Wright. E também não há poluição sonora e luminosa de baixo da terra.

Curiosamente, o estilo de vida subterrâneo também pode oferecer alguma proteção contra terramotos. Wright descreve que os tremores de terra na região produzem um ruído vibrante que aumenta e passa através do subterrâneo até ao outro lado.

“Tivemos dois [terramotos] desde que me mudei para cá e nunca sequer me abalei”, conta. Mas o nível de segurança das estruturas subterrâneas durante atividades sísmicas depende inteiramente do seu tamanho, complexidade e profundidade.

 

Configuração ideal

A questão é se as casas subterrâneas poderiam ajudar as pessoas a combater os efeitos das mudanças climáticas em outros lugares do planeta. E por que elas são tão poucas?

Existem diversas razões que explicam a praticidade única da construção de subterrâneos em Coober Pedy. A primeira são as rochas da região.

“Elas são muito moles, podemos raspá-las com um canivete ou com a unha”, afirma Barry Lewis, funcionário do centro de informações turísticas da cidade. Por esta razão, quando os moradores precisam de mais espaço, às vezes simplesmente começam a cavar. E, como se trata de uma área de mineração de opala, não é raro que um projeto de obras acabe por dar lucro.

Já houve um homem que encontrou uma gema grande a sair da parede enquanto instalava um chuveiro e, durante uma obra de ampliação, um hotel local descobriu opalas no valor de 1,5 milhões de dólares australianos.

Na verdade, a construção de túneis em Coober Pedy é tão simples que muitos moradores têm casas de luxo sofisticadas, com piscinas subterrâneas, salões de jogos, grandes banheiros e salas de estar de alto padrão.

Um morador local chegou a descrever sua casa subterrânea “como um castelo”, com 50 mil tijolos aparentes e portas em arco em todos os quartos.

 

Questão de humidade

Mas os banquetes de Cooper Pedy seriam impossíveis noutro lugar. A humidade é um grande desafio para qualquer estrutura subterrânea.

Das muitas moradias em rochas habitadas por seres humanos, a maioria fica em locais secos. Elas incluem as torres e paredes construídas nos rochedos de Mesa Verde, no Colorado (Estados Unidos), habitadas durante mais de 700 anos pelo povo ancestral conhecido como Pueblo, até os elaborados templos, túmulos e palácios escavados no arenito rosa de Petra, na Jordânia.

Mas construir por baixo da terra em regiões mais húmidas é claramente mais complicado. O metro de Londres é um exemplo. Para impermeabilizar os seus túneis subterrâneos originais, construídos no século XIX, foram revestidos com diversas camadas de tijolos e uma generosa camada de betão.

Mas, em Coober Pedy, as condições são áridas até nos subterrâneos. “Aqui é muito, muito seco”, afirma Wright.

Poços de ventilação garantem o fornecimento adequado de oxigénio e permitem que a humidade das atividades internas escape do subterrâneo. Muitas vezes, são simples canos que se estendem através do teto.

De facto, é possível que as curiosas pirâmides de areia de Coober Pedy comecem a pipocar noutros lugares do mundo no futuro próximo.

 

in ZAP

Stan Getz nasceu há 97 anos

 
Stan Getz, de seu nome Stanley Gayetsky (Filadélfia, 2 de fevereiro de 1927 - Malibu, Califórnia, 6 de junho de 1991) foi um saxofonista norte-americano de jazz. Fez parcerias com João Gilberto e António Carlos Jobim, tornando-se um dos principais responsáveis em difundir o movimento musical brasileiro conhecido como bossa nova pelo mundo.
   

 


João César Monteiro nasceu há 85 anos...

(imagem daqui)
     
João César Monteiro Santos (Figueira da Foz, 2 de fevereiro de 1939 - Lisboa, 3 de fevereiro de 2003) foi um cineasta português. Integrou o grupo de jovens realizadores que se lançaram no movimento do Novo Cinema. Irreverente e imprevisível, fez-se notar como crítico mordaz de cinema nos anos sessenta.
Prossegue a tradição iniciada por Manoel de Oliveira (Acto da Primavera) ao introduzir no cinema português de ficção o conceito de antropologia visual - Veredas e Silvestre -, tradição amplamente explorada no documentário por outros cineastas portugueses como António Campos, António Reis, Ricardo Costa, Noémia Delgado ou, mais tarde e noutro registo, Pedro Costa.
Segue um percurso original que lhe facilita o reconhecimento internacional. Várias das suas obras são representadas e premiadas em festivais internacionais como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza (Leão de Prata: Recordações da Casa Amarela).
    

Graham Nash celebra hoje oitenta e dois anos

    

Graham William Nash (Blackpool, 2 de fevereiro de 1942) é um cantor e compositor do Reino Unido conhecido por suas contribuições em bandas como The Hollies e Crosby, Stills, Nash & Young. Graham também é fotógrafo.

 

in Wikipédia

 


Os nazis foram esmagados na Batalha de Estalinegrado há oitenta e um anos

Marechal Friedrich Paulus e os seus oficiais, após a rendição
  
A Batalha de Estalinegrado foi uma operação militar conduzida pelos alemães e os seus aliados contra as forças soviéticas pela posse da cidade de Estalinegrado (atual Volgogrado), nas margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. A batalha foi o ponto de viragem da guerra na Frente Oriental, marcando o limite da expansão alemã no território soviético, a partir de onde o Exército Vermelho empurraria as forças alemãs até Berlim, e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a história, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis.
Marcada pela sua extrema brutalidade e desrespeito às perdas militares e civis de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre a cidade de Estalinegrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial e a mais decisiva; a partir daí, a ofensiva no leste forçou os alemães cada vez mais em direção ao seu território, e, com a ajuda vinda do oeste pelos Aliados, juntamente com os Estados Unidos, com o "Dia D", deu-se a vitória final contra o Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.
   

Lenine (o cantor...) faz hoje 65 anos

  
Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, conhecido apenas como Lenine (Recife, 2 de fevereiro de 1959), é um cantor, compositor, arranjador, escritor, letrista e músico brasileiro.
Ocupa a cadeira 38, como académico correspondente, da Academia Pernambucana de Letras.
  

 


Eva Cassidy nasceu há 61 anos...


Eva Marie Cassidy (Washington, D.C., February 2, 1963 – Bowie, Maryland, November 2, 1996) was an American singer and guitarist known for her interpretations of jazz, folk, and blues music, born with a powerful, emotive soprano voice. In 1992, she released her first album, The Other Side, a set of duets with go-go musician Chuck Brown, followed by the 1996 live solo album titled Live at Blues Alley. Although she had been honored by the Washington Area Music Association, she was virtually unknown outside her native Washington, D.C. She died of melanoma in 1996 at the age of 33.
Two years after her death, Cassidy's music was brought to the attention of British audiences, when her versions of "Fields of Gold" and "Over the Rainbow" were played by Mike Harding and Terry Wogan on BBC Radio 2. Following the overwhelming response, a camcorder recording of "Over the Rainbow", taken at Blues Alley in Washington by her friend Bryan McCulley, was shown on BBC Two's Top of the Pops 2. Shortly afterwards, the compilation album Songbird climbed to the top of the UK Albums Chart, almost three years after its initial release. The chart success in the United Kingdom and Ireland led to increased recognition worldwide. Her posthumously released recordings, including three number-one albums and one number-one single in the UK, have sold more than ten million copies. Her music has also charted within the top 10 in Australia, Germany, Norway, Sweden and Switzerland.

 

 


Damião de Góis nasceu há 522 anos

Damião de Góis - desenho de Durer, Galeria Albertina, Viena
   
Damião de Góis (Alenquer, 2 de fevereiro de 1502 - Alenquer, 30 de janeiro de 1574) foi um historiador e humanista português, relevante personalidade do renascimento em Portugal. De mente enciclopédica, foi um dos espíritos mais críticos da sua época, verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI.
De família nobre, filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa Isabel Gomes de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal, devido à morte do seu pai, Damião de Góis passou 10 anos da sua infância na corte de D. Manuel I como moço de câmara. Em 1523 foi colocado por D. João III como secretário da Feitoria Portuguesa de Antuérpia — também, em atenção, à sua ascendência flamenga.
Efectuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Tornou-se amigo íntimo do humanista holandês Desiderius Eramus (Erasmo de Roterdão), com quem convive em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos assim como nos seus escritos. Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos.
Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de D. João III, que o trouxe para Portugal. Em 1548 foi nomeado guarda-mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e dez anos mais tarde foi escolhido pelo cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do rei D. Manuel I que foi completada em 1567.
No entanto este seu trabalho histórico desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caiu nas garras do Santo Ofício (Inquisição), de maneira brutal, pois foi preso, sujeito a processo e depois, em 1572, foi transferido para o Mosteiro da Batalha. Trágico fim de vida, pois, abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila.
As suas maiores obras em latim e em português são históricas. Incluem a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Emanuel (quatro partes, 1566–67) e a Crónica do Príncipe Dom João (1567). Ao contrário do seu contemporâneo João de Barros, ele manteve uma posição neutra nas suas crónicas sobre o rei D. Manuel I e do seu filho, o príncipe João, depois D. João III de Portugal.
  

O pintor Enrique Simonet nasceu há 158 anos

Auto retrato de Enrique Simonet (1918)

 

Enrique Simonet Lombardo (Valencia, 2 de fevereiro de 1866 - Madrid, 20 de abril de 1927) foi um pintor espanhol nascido em Valência. Ele estudou primeiro na Real Academia de Bellas Artes de San Carlos de Valencia e obteve, em 1887, uma bolsa para estudar pintura na Academia de Belas Artes de Roma, onde ele pintou, em 1890, a "Anatomia do coração", também conhecida como "Ela tinha um coração!" ou "Autópsia". Esta obra trazer-lhe-ia fama internacional e venceu diversos prémios internacionais.
    
   
 Decapitação de São Paulo (1887)
   

James Joyce nasceu há cento e quarenta e dois anos...

 
James Augustine Aloysius Joyce (Terenure, Irlanda, 2 de fevereiro de 1882 - Zurique, Suíça, 13 de janeiro de 1941) foi um romancista, contista e poeta da Irlanda que viveu boa parte de sua vida expatriado. É amplamente considerado um dos autores de maior relevância do século XX. As suas obras mais conhecidas são o volume de contos Gente de Dublin (1914) e os romances Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939) - o que se poderia considerar um "cânone joyceano". Também participou dos primórdios do modernismo poético em língua inglesa, sendo considerado por Ezra Pound um dos mais eminentes poetas do imagismo.

Embora Joyce tenha vivido fora de sua ilha irlandesa natal pela maior parte da vida adulta, sua identidade irlandesa foram essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática de sua obra. Seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particulares dos autores modernistas de língua inglesa

  

in Wikipédia

   

   

Dear Heart

 

Dear heart, why will you use me so?
Dear eyes that gently me upbraid,
Still are you beautiful —  but O,
How is your beauty raimented!

Through the clear mirror of your eyes,
Through the soft sigh of kiss to kiss,
Desolate winds assail with cries
The shadowy garden where love is.

And soon shall love dissolved be
When over us the wild winds blow —
But you, dear love, too dear to me,
Alas! why will you use me so?

 

James Joyce

Mendeleiev morreu há 117 anos

      
Dmitri Ivanovich Mendeleev, também grafado Mendeleiev, (Tobolsk, 8 de fevereiro de 1834 - São Petersburgo, 2 de fevereiro de 1907), foi um químico russo, criador da primeira versão da tabela periódica dos elementos químicos, prevendo as propriedades de elementos que ainda não tinham sido descobertos.
   
Vida e obra
Dmitri I. Mendeleev nasceu na cidade de Tobolsk na Sibéria. Era o filho mais novo de uma família de 17 irmãos. O seu pai, Ivan Pavlovich Mendeleev era diretor da escola da sua terra, perdeu a visão no mesmo ano do seu nascimento. e, como consequência, perdeu o seu trabalho.
Já que o seu pai recebia uma pensão insuficiente, a sua mãe Maria Dmitrievna Mendeleeva, passou a dirigir uma fábrica de cristais fundada pelo seu avô, Pavel Maximovich Sokolov. Na escola, desde cedo destacou-se em ciências (nem tanto em ortografia). Um cunhado, exilado por motivos políticos e um químico da fábrica inspiraram a sua paixão pela ciência. Depois da morte do seu pai, um incêndio destruiu a fábrica de cristais. A sua mãe decidiu não reconstruir a fábrica mas sim investir as suas economias na educação do filho.
Nessa época todos os seus irmãos, exceto uma irmã, já viviam independentemente. A sua mãe então mudou-se, com ambos, para Moscovo, a fim de que ele ingressasse na Universidade de Moscovo, o que não conseguiu, pois, talvez devido ao clima político vivido pela Rússia naquele momento, a universidade só admitia moscovitas.
Foram então para São Petersburgo, onde a situação era precisamente a mesma, não se admitiam estudantes de outras regiões, porém a sua mãe descobriu que o diretor do Instituto Pedagógico Central (principal escola formadora de professores da Rússia da época) era amigo de seu falecido marido, portanto, onde a burocracia frustrava, o favoritismo mandava e Dmitri conseguiu uma vaga.
O Instituto Pedagógico Central ficava nos mesmos prédios da Universidade de São Petersburgo e tinha em seu quadro docente muitos professores da própria universidade, dentre eles o famoso físico alemão Heinrich Lenz. Interessou-se pela química graças ao prestigiado professor Alexander Voskresenki, que passou os seus últimos anos de vida numa enfermaria devido a um falso diagnóstico de tuberculose. Ainda assim graduou-se, em 1855, como primeiro da sua classe.
Em 1859 conseguiu uma verba do governo para estudar no exterior durante dois anos. Primeiro foi a Paris estudar, sob a tutela de Henri Victor Regnault, um dos maiores experimentalistas europeus da época (consta que Regnault havia feito várias descobertas importantes, como o princípio da conservação de energia, mas os seus estudos haviam sido destruídos e Regnault não conseguiu recuperar os dados antes de sua morte).
No ano seguinte, Mendeleev seguiu para a Alemanha, estudar com Gustav Kirchhoff e Robert Bunsen, inventores do espectroscópio - importante instrumento para descoberta de novos elementos daquela época - e do até hoje utilizado bico de Bunsen.
O comportamento explosivo de Mendeleev tornou-se a sua ruína. Com pouquíssimo tempo de convivência, brigou com Kirchoff e desistiu das aulas, porém, continuou na Alemanha onde residia em um pequeno apartamento que transformou em laboratório. Neste laboratório improvisado, trabalhando sozinho, limitou-se a estudar a dissolução do álcool em água e fez importantes descobertas sobre estruturas atómicas, valência e propriedades dos gases.
Em 1860, pouco antes de voltar à Rússia, participou do 1º Congresso Internacional de Química da Alemanha, em Karlsruhe, onde foi decido, por influência do químico italianoStanislao Cannizzaro, que o padrão de abordagem dos elementos químicos seria o peso atómico.
Casa-se pela primeira vez, por pressão da irmã, em 1862 com Feozva Nikítichna Lescheva, com a qual teve três filhos, um dos quais faleceu precocemente. Esta foi uma união infeliz e, em 1871, separaram-se. Casou-se, pela segunda vez, em 1882, com Ana Ivánovna Popova, 26 anos mais jovem. Tiveram quatro filhos. Teve de enfrentar a oposição da família de Ana e o facto de que Feozva  lhe negava o divórcio.
Em 1869, enquanto escrevia o seu livro de química inorgânica, Dmitri Ivanovich Mendeleev organizou os elementos na forma da tabela periódica atual. Ele criou uma carta para cada um dos 63 elementos conhecidos. Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atómica e as suas propriedades químicas e físicas. Colocando as cartas numa mesa, organizou-as em ordem crescente de massas atómicas, agrupando-as em elementos de propriedades semelhantes. Tinha então acabado de formar a tabela periódica.
  
Tabela periódica de Mendeleev, na 1ª edição inglesa do seu livro (de 1891, baseada na 5ª edição russa)
    
Esta tabela de Mendeleev tinha algumas vantagens sobre outras tabelas ou teorias antes apresentadas, mostrando semelhanças numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. A classificação de Mendeleev deixava ainda espaços vazios, prevendo a descoberta de novos elementos.
A tabela de Mendeleev serviu de base para a elaboração da atual tabela periódica, que além de catalogar 118 elementos conhecidos, fornece inúmeras informações sobre o comportamento de cada um.
Mendeleev ordenou os 60 elementos químicos conhecidos, na sua época, pela ordem crescente de peso atómico, de forma que, em uma linha vertical, ficavam os elementos com propriedades químicas semelhantes, constituindo os grupos verticais, ou as chamadas famílias químicas. O trabalho de Mendeleev foi um trabalho audacioso e um exemplo extraordinário de intuição científica. De todos os trabalhos apresentados que tiveram influência na tabela periódica, o de Mendeleev teve maior perspicácia.
Ele foi um cientista que defendeu a origem inorgânica do petróleo.
Cquote1.svg O facto capital para se notar é que o petróleo nasceu nas profundezas da Terra, e é somente lá é que devemos procurar sua origem. Cquote2.svg
- Dmitri Mendeleiev
Viajou por toda a Europa visitando vários cientistas. Em 1902 foi a Paris e esteve no laboratório do casal Pierre e Marie Curie.
Faleceu, vitimado por uma gripe, em 1907, já praticamente cego.
Em 1955, o elemento atómico n.º 101 da tabela periódica recebeu o nome Mendelévio (Md), em sua homenagem. 
   
       


Atual Tabela Periódica

O Doutor Luis Nabais Conde morreu há um ano...

Luis Nabais Conde (1937-2023) nos Himalaias (fotografia de autor desconhecido cedida por Pedro Dinis)

  

Luís Eduardo Nabais Conde (Estoril, 1 de fevereiro de 1937 - Barreiro, 2 de fevereiro de 2023) foi licenciado em Ciências Geológicas na Universidade de Coimbra, naturalista no Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico da mesma Universidade, sob orientação do João Cotelo Neiva (2017-2015). Ingressou nos Serviços Geológicos onde desenvolveu trabalhos de cartografia geológica, com destaque para a carta tectónica da Ibéria (1974). Nos anos 70 assume responsabilidades na área da prospeção na antiga Sociedade Mineira de Santiago (Aljustrel). Foi o sócio nº 2 da Associação Portuguesa de Geólogos e membro durante 30 anos até 2007. 
 
 

 
Nasceu em 1937 e, após a licenciatura em Ciências Geológicas na Universidade de Coimbra, ocupou o lugar de naturalista no então Museu e Laboratório Mineralógico e Geológico, atual Departamento de Ciências da Terra, sob orientação do Professor Cotelo Neiva. Ulteriormente, e dada a sua natural aptidão para a geologia de campo, ingressa nos Serviços Geológicos de Portugal onde desenvolve trabalhos de cartografia geológica em diferentes regiões do país. Mais tarde, assume responsabilidades na área da prospeção na antiga Sociedade Mineira de Santiago (Aljustrel) e, após uma breve experiência no apoio a trabalhos de construção de túneis rodoviários na ilha da Madeira, ingressa novamente na Universidade de Coimbra onde, durante alguns anos, foi responsável por várias disciplinas, com destaque para a Deteção Remota, Depósitos Minerais e Cartografia Geológica. Durante este período realizou também prestações se serviço de relevância, em especial na área da energia.


in Professores in memoriam (DCT - UC)