segunda-feira, agosto 08, 2022
O paleontólogo Henry Fairfield Osborn nasceu há 165 anos
Postado por Fernando Martins às 16:50 0 comentários
Marcadores: Henry Fairfield Osborn, Paleontologia, Tyrannosaurus rex, Velociraptor
Saudades do Solnado...
Postado por Pedro Luna às 13:00 0 comentários
Marcadores: actor, cinema, Humor, música, Raul Solnado, Timpanas
Dustin Hoffman - 85 anos...!
Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
Marcadores: actor, cinema, Dustin Hoffman, judeus, Óscar
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 06:10 0 comentários
Marcadores: música, Numb, Post-punk, Rock, Rock alternativo, The Edge, U2
Poema para recordar que um Poeta nunca morre enquanto o recordarmos...
Quanto Morre um Homem
Quando eu um dia decisivamente voltar a face
daquelas coisas que só de perfil contemplei
quem procurará nelas as linhas do teu rosto?
Quem dará o teu nome a todas as ruas
que encontrar no coração e na cidade?
Quem te porá como fruto nas árvores ou como paisagem
no brilho de olhos lavados nas quatro estações?
Quando toda a alegria for clandestina
alguém te dobrará em cada esquina?
in Aquele Grande Rio Eufrates (1961) - Ruy Belo
Postado por Pedro Luna às 04:40 0 comentários
O pintor Joseph-Nicolas Robert-Fleury nasceu há 225 anos
Postado por Fernando Martins às 02:25 0 comentários
Marcadores: França, Joseph-Nicolas Robert-Fleury, pintura, romantismo
Benny Carter nasceu há 115 anos
Postado por Fernando Martins às 01:15 0 comentários
Marcadores: Benny Carter, Big Band, jazz, Lover Man, música, swing
Dino De Laurentiis nasceu há 103 anos
Postado por Fernando Martins às 01:03 0 comentários
Marcadores: cinema, Dino De Laurentiis, realizador
O mais famoso roubo de comboio foi há 59 anos
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
Marcadores: assaltantes, grande roubo do comboio, Great Train Robbery, Ronnie Biggs
Preta Gil - 48 anos
Preta Maria Gadelha Gil Moreira, (Rio de Janeiro, 8 de agosto de 1974) mais conhecida como Preta Gil, é uma cantora de MPB e música pop, actriz e apresentadora brasileira. Ela é filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, e afilhada da cantora Gal Costa.
Postado por Fernando Martins às 00:48 0 comentários
Marcadores: Brasil, Gilberto Gil, Meu Corpo Quer Você, música, Preta Gil
José Lezama Lima morreu há 46 anos
Ah, que tú escapes en el instante
en el que ya habías alcanzado tu definición mejor.
Ah, mi amiga, que tú no quieras creer
las preguntas de esa estrella recién cortada,
que va mojando sus puntas en otra estrella enemiga.
Ah, si pudiera ser cierto que a la hora del baño,
cuando en una misma agua discursiva
se bañan el inmóvil paisaje y los animales más finos: antílopes, serpientes de pasos breves, de pasos evaporados,
parecen entre sueños, sin ansias levantar
los más extensos cabellos y el agua más recordada.
Ah, mi amiga, si en el puro mármol de los adioses
hubieras dejado la estatua que nos podía acompañar,
pues el viento, el viento gracioso,
se extiende como un gato para dejarse definir.
in Enemigo Rumor (1941) - José Lezama Lima
Postado por Fernando Martins às 00:46 0 comentários
Marcadores: América Latina, censura, Cuba, direitos humanos, homossexuais, José Lezama Lima, literatura, poesia
Ruy Belo morreu há 44 anos...
Trinta dias tem o mês
e muitas horas o dia
todo o tempo se lhe ia
em polir o seu poema
a melhor coisa que fez
ele próprio coisa feita
ruy belo portugalês
Não seria mau rapaz
quem tão ao comprido jaz
ruy belo, era uma vez
in Homem de Palavra(s), 1969 - Ruy Belo
Postado por Fernando Martins às 00:44 0 comentários
Raul Solnado morreu há treze anos...
Postado por Fernando Martins às 00:13 0 comentários
Marcadores: actor, Baladeiro, cinema, Humor, maçonaria, música, Raul Solnado, Zip-Zip
The Edge faz hoje sessenta e um anos
Postado por Fernando Martins às 00:06 0 comentários
Marcadores: música, Post-punk, Rock, Rock alternativo, The Edge, U2
domingo, agosto 07, 2022
Poesia adequada à data...
O mundo existe desde que eu fui nado.
Tudo o mais é um… era uma vez
- A história que se contou.
No princípio criou-se o leite que mamei
E eu vi que era bom e chorei
Quando a fonte materna secou.
A terra era sem forma
E vazia;
Havia trevas no abismo.
E formou-se o chão
E amassou-se o pão
Que eu comi.
(Era este aquela esponja que eu mordia,
Que eu babava,
Que eu sujava,
Que uma gente andrajosa pedia).
E então se fez
A geração remota dos papões:
Nascera a esmola, o medo, a prece
E o rosto que empalidece…
E a rosa criou-se,
Desejada,
E logo o espinho,
A lágrima,
O sangue.
Este era vermelho e doce,
A lágrima doce, brilhante, salgada;
No espinho havia o gosto
Da vingança perfumada.
E eu vi que tudo era bom.
E fizeram-se os luminares,
Porque eu tinha olhos,
E o som fez-se de cantares
E de gemidos,
Porque eu tinha ouvidos.
Nasceram as águas
E os peixes das águas
E alguns seres viventes da terra
E as aves dos céus.
O homem que então era vagamente feito,
Dominou o homem, comprimiu-lhe o peito,
E fizeram-se as mágoas
E o adeus,
E eu vi que tudo era bom.
A mulher só mais tarde se fez:
Foi duma vez
Em que eu e ela nos somámos
E ficamos três.
Nisto e no mais se gastaram
Sete longuíssimos dias,
O mundo era feito
E embora por tudo e nada imperfeito,
Eu vi que era bom.
Acaba o mundo
Quando eu morrer.
Sim… será o fim!
Também tu deixas de existir,
No mesmo dia.
E o resto que seguir
É profecia.
in As Três Pessoas (1938) - Políbio Gomes dos Santos
Postado por Pedro Luna às 11:10 0 comentários
Marcadores: poesia, Políbio Gomes dos Santos
Rabindranath Tagore morreu há oitenta e um anos
Disse-me baixinho:
— Meu amor, olha-me nos olhos.
Ralhei-lhe, duramente, e disse-lhe:
— Vai-te embora.
Mas ele não foi.
Chegou ao pé de mim e agarrou-me as mãos...
Eu disse-lhe:
— Deixa-me.
Mas ele não deixou.
Encostou a cara ao meu ouvido.
Afastei-me um pouco,
fiquei a olhá-lo e disse-lhe:
— Não tens vergonha? Nem se moveu.
Os seus lábios roçaram a minha face.
Estremeci e disse-lhe:
— Como te atreves?
Mas ele não se envergonhou.
Prendeu-me uma flor no cabelo.
Eu disse-lhe:
— É inútil.
Mas ele não fez caso.
Tirou-me a grinalda do pescoço
e abalou.
Continuo a chorar,
e pergunto ao meu coração:
Porque é que ele não volta?
in O Coração da Primavera - Rabindranath Tagore
Postado por Fernando Martins às 08:10 0 comentários
Marcadores: Bangladesh, bengali, Índia, Índia Britânica, literatura, música, poesia, polímata, Prémio Nobel, Rabindranath Tagore
It's a Long Way, Caetano Veloso...
It's a Long Way - Caetano Veloso
Woke up this morning
Singing an old, old Beatles song
We're not that strong, my Lord
You know we ain't that strong
I hear my voice among others
In the break of day
Hey, brothers
Say, brothers
It's a long, long, long, long way
It's a long way
It's a long, it's a long, long, long
It's a long way
Os olhos da cobra verde
Hoje foi que arreparei
Se arreparasse a mais tempo
Não amava quem amei
It's a long way
It's a long, it's a long way
It's a long, long, long
It's a long way
Arrenego de quem diz
Que o nosso amor se acabou
Ele agora está mais firme
Do que quando começou
It's a long road
It's a long, it's a long road
It's a long and winding road
It's a long and winding road
It's a long and winding road
It's a long and winding, long and winding road
A água com areia brinca na beira do mar
A água passa e a areia fica no lugar
It's a hard, it's a hard
It's a hard, hard long way
E se não tivesse o amor
E se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar (ah, o amor)
E se não tivesse o amor
Arrodeada de areia branca
Postado por Pedro Luna às 08:00 0 comentários
Marcadores: Bossa nova, Brasil, Caetano Veloso, ETC, folk rock, It's a Long Way, MPB, música, rock psicadélico, Tropicalismo
Oliver Hardy morreu há 65 anos...
Postado por Fernando Martins às 06:50 0 comentários
Marcadores: actor, cinema, Humor, O Bucha e Estica, Oliver Hardy
Bruce Dickinson, o vocalista dos Iron Maiden, faz hoje 64 anos
Postado por Fernando Martins às 06:40 0 comentários
Marcadores: Bruce Dickinson, hard rock, heavy metal, Iron Maiden, música, The Number Of The Beast
Mata Hari nasceu há 146 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:46 0 comentários
Marcadores: espia, I Grande Guerra, Mata Hari, pena de morte
O poeta Políbio Gomes dos Santos nasceu há cento e onze anos
O mundo existe desde que eu fui nado.
Tudo o mais é um… era uma vez
- A história que se contou.
No princípio criou-se o leite que mamei
E eu vi que era bom e chorei
Quando a fonte materna secou.
A terra era sem forma
E vazia;
Havia trevas no abismo.
E formou-se o chão
E amassou-se o pão
Que eu comi.
(Era este aquela esponja que eu mordia,
Que eu babava,
Que eu sujava,
Que uma gente andrajosa pedia).
E então se fez
A geração remota dos papões:
Nascera a esmola, o medo, a prece
E o rosto que empalidece…
E a rosa criou-se,
Desejada,
E logo o espinho,
A lágrima,
O sangue.
Este era vermelho e doce,
A lágrima doce, brilhante, salgada;
No espinho havia o gosto
Da vingança perfumada.
E eu vi que tudo era bom.
E fizeram-se os luminares,
Porque eu tinha olhos,
E o som fez-se de cantares
E de gemidos,
Porque eu tinha ouvidos.
Nasceram as águas
E os peixes das águas
E alguns seres viventes da terra
E as aves dos céus.
O homem que então era vagamente feito,
Dominou o homem, comprimiu-lhe o peito,
E fizeram-se as mágoas
E o adeus,
E eu vi que tudo era bom.
A mulher só mais tarde se fez:
Foi duma vez
Em que eu e ela nos somámos
E ficamos três.
Nisto e no mais se gastaram
Sete longuíssimos dias,
O mundo era feito
E embora por tudo e nada imperfeito,
Eu vi que era bom.
Acaba o mundo
Quando eu morrer.
Sim… será o fim!
Também tu deixas de existir,
No mesmo dia.
E o resto que seguir
É profecia.
in As Três Pessoas (1938) - Políbio Gomes dos Santos
Postado por Fernando Martins às 01:11 0 comentários
Marcadores: neo-realismo, Novo Cancioneiro, poesia, Políbio Gomes dos Santos







