sexta-feira, março 22, 2019

Poema para celebrar os Dias da Água e da Poesia...

(imagem daqui)
 
Água

Água, feita de volubilidade
mãe das nuvens e do barro.
posso senti-la discreta
transparente inevitável.


Prisioneira gelada
dos refrigeradores,
vago itinerário dos peixes,
húmido túmulo dos detritos
que os homens repudiaram.


Feita de angústia,
saíste dos olhos
para a estrada áspera
das rugas.


Ergues tua bandeira vermelha
no peito dos apunhalados.


Água,
hei-de beber-te comovido
na inodora volúpia
da tua acomodada transparência.
Embebes de esquecimento
os suicidas.


Tuas mãos rudes
agarram os continentes,
dissolvem os náufragos,
projectam no céu
os velames e as quilhas.
Bojo surdo e verde
cofre de algas e flibusteiros,
bactérias e diamantes.


Quero-te agora
inerte de presságios,
mera adolescente
nascida na terra,
filha perdida do azul. 

  
  
André Carneiro

A poetisa Branca de Gonta Colaço morreu há 74 anos

(imagem daqui)
Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço (Lisboa, 8 de julho de 1880 - Lisboa, 22 de março de 1945), mais conhecida por Branca de Gonta Colaço, foi uma escritora e recitalista portuguesa, erudita e poliglota, que ficou sobretudo conhecida como poetisa, dramaturga e conferencista. Era filha da inglesa Ann Charlotte Syder e do político e escritor português Tomás Ribeiro. Casou com Jorge Rey Colaço, um ceramista de renome, tendo publicado a sua obra sob o nome de Branca de Gonta Colaço.
Biografia
Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro nasceu em Lisboa a 8 de julho de 1880, filha do político e poeta Tomás Ribeiro e da poetisa inglesa Ann Charlotte Syder. Nascida numa das famílias mais ligadas à actividade intelectual da época, na sua juventude convive com nomes de relevo das letras e das artes portuguesas.
Com apenas 18 anos de idade, casou em 1898 com o pintor e azulejista Jorge Rey Colaço, adoptando o nome de Branca de Gonta Colaço. O apelido Gonta, na realidade um sobrenome, deriva de Parada de Gonta, a aldeia natal de seu pai.
Cedo revelando talento para as letras, inicia-se como poetisa e como colaboradora de publicações literárias, contribuindo activamente para um grande número de jornais e revistas. Deixou colaboração dispersa por múltiplos peródicos, com destaque para os jornais O Dia, de José Augusto Moreira de Almeida, e O Talassa, um periódico humorístico que foi dirigido pelo seu marido.
Por iniciativa sua, a Academia das Ciências de Lisboa promoveu em 1918 uma homenagem a Maria Amália Vaz de Carvalho. Nessa ocasião distinguiu-se também como conferencista e recitalista.
Era poliglota, escrevendo correntemente em inglês, sendo-lhe devidas algumas traduções de grande mérito.
A sua obra multifacetada abrange géneros tão diversos como a poesia, o drama e as memórias. Nela dá um valioso retrato das elites sociais e intelectuais portuguesas do seu tempo, com as quais conviveu e de que fez parte.
Com uma obra reconhecida em Portugal e no Brasil, França e Espanha, foi distinguida por várias sociedades científicas e literárias portuguesas e estrangeiras. O Estado português agraciou-a com a Ordem de Santiago da Espada.
Branca Colaço foi mãe do escritor Tomás Ribeiro Colaço e da escultora Ana de Gonta Colaço.
Faleceu em Lisboa, a 22 de março de 1945. Em Lisboa e em Parada de Gonta existem ruas com o seu nome.
De Profundis

… E silenciosamente

morri, de morte humilde, humildemente,
numa longínqua torre,
num triste anoitecer ...

…………………………..

Não é quando se acaba que se morre;
é quando acaba o gosto de viver.


Branca de Gonta Colaço

O pintor flamengo Antoon van Dyck nasceu há 420 anos

Auto-retrato com um girassol

Sir Antoon van Dyck (Antuérpia, 22 de março de 1599Londres, 9 de dezembro de 1641) foi um retratista flamengo que se tornou o principal pintor da corte real de Carlos I da Inglaterra.
Discípulo de Rubens, ele influenciou os artistas seus contemporâneos.
Na Inglaterra, ficou conhecido como Sir Anthony van Dyck.
Autorretrato, 1613-1614
Vida e educação
Antoon van Dyck era o filho mais jovem de Frans van Dyck, um próspero comerciante de sedas e de especiarias, e da sua segunda esposa, Maria Cuypers. A sua mãe faleceu quando ele tinha apenas oito anos. Em 1609, aos dez anos, Anton tornou-se aprendiz do pintor de figuras de Hendrik van Balen, que só lhe deixara uma pálida impressão. Aos quinze anos, depois de pintar quadros admiráveis, ele já era um artista altamente aperfeiçoado; o seu auto-retrato de 1613 e 1614 (em cima) comprova isso.
Instalou-se em um estúdio próprio aos dezasseis anos, ainda na Antuérpia, tendo trabalhado com Jan Brueghel, o jovem. Ele não poderia, entretanto, vender as suas obras antes de ser oficialmente qualificado como mestre.
  
Início da fama
Em 18 de fevereiro de 1618, Van Dyck registou-se como mestre na Guilda dos Pintores de Antuérpia.
Ambicioso, Van Dyck tornou-se discípulo de Rubens, cujo estilo ele assimilou com uma facilidade espantosa. Rubens predominava o cenário artístico da Antuérpia, e Van Dyck, a exemplo deste, dispôs-se a adotar maneiras aristocráticas e a cultivar a imagem de homem refinado. Rubens referiu-se ao jovem pintor, então com dezanove anos, como "o melhor de seus discípulos".
Aos vinte e um anos, ele foi nomeado assistente-chefe de Rubens e recebeu a tarefa de pintar o teto (atualmente destruído) da Igreja Jesuíta de Antuérpia, passando a ser mais um auxiliar do que discípulo de Rubens.
Aparentemente, Rubens não se sentiu ameaçado por Van Dyck, embora, como se alega, ele tivesse encorajado-o a especializar-se em retratos, campo que Van Dyck demonstrava pouco interesse. Rubens elogiava-o abertamente, tendo inclusive adquirido alguns trabalhos seus.
  
Primeira ida à Londres
Por volta de 1620, a reputação de Van Dyck estava firmemente estabelecida em Antuérpia. Em julho daquele ano, de passagem pela cidade, a caminho da Itália, a Condessa de Arundel posou para Rubens. O seu secretário, Francesco Vercellini, escreveu ao Conde de Arundel, em Londres, sobre o processo da obra e uma nota a respeito de Van Dyck:
"Van Dyck ainda está com o Senhor Rubens, e dificilmente as suas obras são menos apreciadas que as de seu mestre; ele é um jovem de vinte e um anos, e o seu pai, que é muito rico, vive na cidade; assim, será difícil para ele deixar este quinhão, tanto mais ao ver a boa sorte de Rubens".
Tal carta sugere que o Conde de Arundel tinha interesse em Van Dyck. Tentado pela perspectiva de visitar a Inglaterra, o pintor chegou em Londres em novembro daquele mesmo ano, onde ficou por apenas três meses. Nessa curta temporada, Van Dyck pôde estabelecer contato com dois dos maiores colecionadores de arte ingleses: o próprio Conde de Arundel e o Duque de Buckingham. Apesar da rivalidade entre os nobres, o pintor flamengo realizou pinturas para ambos e teve acesso às notáveis coleções deles: o Conde de Arundel possuía trinta e seis pinturas de Ticiano e o Duque de Buckingham, uma vasta coleção de obras de Veronese. Van Dyck admirava as obras desses velhos mestres venezianos.
Entretanto, Van Dyck, quando veio à Inglaterra pela primeira vez, não foi bem-sucedido ao ser apresentado ao Rei Jaime I.
  
Período italiano
Tendo regressado a Antuérpia em 1621, Van Dyck, no outono desse mesmo ano, partiu para Itália, instalando-se em Génova, onde ficaria durante seis anos. Era uma cidade perfeita para qualquer pintor: rica, elegante e com senhores poderosos. O biógrafo Bellori descreveu sua chegada assim:
"Suas maneiras eram as de um cavalheiro e não as de um homem comum, pois formara os seus hábitos no estúdio de Rubens, no meio de nobres. Era também orgulhoso por natureza e ávido pela fama. Usava vestes luxuosas, trazia plumas em seu chapéu, correntes de ouro ao longo do peito e fazia-se acompanhar de servos."
Van Dyck era um viajante seletivo da Itália; aparentemente já tinha decido de antemão o que queria ver. Foi em Génova que ele se definiu como retratista da aristocracia. Sob a influência renovadora da arte italiana e tendo diante de si o exemplo dos retratos genoveses executados por Rubens, o seu estilo expandiu-se intensamente.
As genovesas, mais que outras mulheres italianas, eram devotadas ao lar e à reclusão, sendo recatadas e tímidas por temperamento. Tais características Van Dyck captou e registou magistralmente nos seus retratos. Nos retratos que pintara em Antuérpia, Van Dyck já estava distanciado da rígida formalidade do tradicional retratismo flamengo.
Em 1627, depois de uma longa e bem-sucedida temporada italiana, Van Dyck resolveu regressar a Antuérpia, por causa da morte de uma irmã, Cornelia.
  
Regresso a Antuérpia
De volta a Antuérpia, Van Dyck trabalhou continuamente para a Igreja e era sempre muito solicitado como retratista. Também executou obras mitológicas, tais como Rinaldo e Armida, adquirida por Carlos I em 1629. Na tela, ecoavam os mestres venezianos, causando grande entusiasmo em Londres, já que as pinturas italianas dominavam o gosto de colecionadores ingleses. Em maio de 1630, ele foi indicado como pintor da corte, tendo feito numerosos retratos da Arquiduquesa Isabella, governante Habsburgo de Flandres.
  
Pintor da corte real inglesa
Em 1632, Carlos I, encorajado pelo Conde de Arundel, convidou Van Dyck para a sua corte. Carlos I, que se tinha tornado Rei em 1625, tinha a reputação de generoso patrono das artes, tendo sido descrito por Rubens como "o maior apreciador da pintura entre os príncipes do mundo". Rubens pintou o teto de Whitehall Banqueting House. Van Dyck, que sentia uma atração pela vida na corte, aceitou. Passou a viver em uma casa de Blackfriars, com as despesas pagas por Carlos I, e a ter acesso a uma residência de verão em Eltham, recebendo uma pensão anual de duzentas libras esterlinas.
Em 5 de julho de 1632, Anthony van Dyck foi investido cavaleiro. Bellori fornece uma rica descrição do estilo de vida que Van Dyck teve em Londres. De acordo com o biógrafo, a casa do pintor era frequentada pela mais alta nobreza da época. "Van Dyck mantinha servos, músicos, cantores e bobos; com essas diversões entretinha os grandes homens que diariamente vinham posar para os retratos", escreveu Bellori. Na casa de Blackfriars, foi construída uma plataforma flutuante que facilitava o acesso dos visitantes nobres que vinham pelo rio Tâmisa.
Durante os nove anos em que viveu na Inglaterra, Van Dyck pintou cerca de trinta retratos de grandes dimensões para Carlos I, além de receber uma infindável sucessão de encomendas da aristocracia. A sua produção de retratos foi verdadeiramente prodigiosa.
  
Rei Carlos I, circa 1635 (Louvre)
  

Hoje é o Dia Mundial da Água

 
Canhão da Ribeira dos Amiais - Olhos de Água do Alviela (foto pessoal)
 
O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos Hídricos) da Agenda 21.
Nesse período vários estados foram convidados, como se fosse mais apropriado no contexto nacional, a realizar no Dia, atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta pela Agenda 21. A cada ano, uma agência diferente das Nações Unidas produz um kit para imprensa sobre o DMA que é distribuído nas redes de agências contatadas. Este kit tem como objetivos, além de focar a atenção nas necessidades, entre outras, de:
  • Tocar assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável;
  • Aumentar a consciência pública sobre a importância de conservação, preservação e proteção da água, fontes e suprimentos de água potável;
  • Aumentar a consciência dos governos, de agências internacionais, organizações não-governamentais e setor privado;
 

Ofelia, 1891, Georg Pauli (1855-1935 - imagem daqui)
  
Lição sobre a água

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.

 

in
Linhas de Força (1967) - António Gedeão

quinta-feira, março 21, 2019

O álbum Like a Prayer foi lançado há trinta anos

Like a Prayer é o quarto álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana Madonna, lançado a 21 de março de 1989 pela Sire Records, três anos após o seu antecessor, True Blue (1986). Madonna trabalhou com o cantor americano Prince, e com os produtores Patrick Leonard e Stephen Bray, co-escrevendo e co-produzindo todas as canções do álbum. Considerado o lançamento mais introspectivo de Madonna na época, Like a Prayer tem sido descrito como um álbum confessional. Ela descreveu o álbum como "uma coleção de canções sobre a minha mãe, o meu pai e os laços com a minha família". O álbum foi dedicado à sua mãe, que morreu quando a cantora ainda era jovem.
O álbum usa instrumentos ao vivo e incorpora elementos de dance, funk, gospel e soul num estilo pop mais geral. Madonna chamou atenção à sua educação católica, como pode ser visto na faixa-título. As letras do álbum tratam de temas da infância de adolescência de Madonna, tais como a morte de sua mãe em "Promise to Try", a importância da família em "Keep It Together" e a relação com seu pai em "Oh Father". Madonna também prega o poder feminino em "Express Yourself". Logo após o seu lançamento, Like a Prayer recebeu aclamação geral da crítica musical. A revista Rolling Stone citou que o álbum "é o mais perto que o pop já chegou da arte".
Comercialmente, Like a Prayer tornou-se um sucesso internacional, assim como os seus antecessores, alcançado o topo das paradas em vários países. O álbum foi certificado com quatro discos de platina nos Estados Unidos pela Recording Industry Association of America (RIAA). Seis singles foram lançados a partir do álbum: "Like a Prayer", "Express Yourself", "Cherish", "Oh Father", "Dear Jessie" e "Keep It Together". "Like a Prayer" tornou-se o sétimo single número um de Madonna na Billboard Hot 100, enquanto "Express Yourself" e "Cherish" atingiram o segundo lugar. Em todo mundo, o álbum já vendeu cerca de 15 milhões de cópias, 4 milhões apenas nos EUA, onde recebeu o certificado de 5× Platina pela RIAA.
Com os videoclipes que acompanharam os singles, Madonna promoveu sua criatividade, tornando-se uma figura de liderança no formato. O vídeo de "Like a Prayer" foi um "para-raios" para a controvérsia religiosa, usando iconografia religiosa e queimando cruzes, além de ter promovido um beijo em um "santo negro". Tal vídeo foi condenado pelo Vaticano, que condenou a parceria da Pepsi com a cantora, levando a empresa a cancelar o contrato de promoção do videoclipe de Madonna. "Express Yourself" tornou-se o vídeo mais caro feito na época. O álbum foi precedido pela aclamada turnê Blond Ambition Tour. No final da década de 1980, após o lançamento de Like a Prayer, Madonna foi nomeada como a Artista da década pelos diversas media da especialidade, entre elas a Billboard e a MTV.
 
Informação
Incorporando elementos de rock, dance, pop, soul e funk, Like a Prayer é considerado o melhor álbum de Madonna por críticos de todo o mundo. J.D. Considine, crítico da revista Rolling Stone, afirmou que este álbum representa "o mais perto que o pop chega da arte". Produzido em 1988, com os colaboradores de longa data, Patrick Leonard e Stephen Bray, o álbum também inclui um dueto co-produzido com Prince. No álbum está presente "Promise to Try", a primeira canção na qual Madonna fala abertamente da morte da mãe quando ela tinha apenas cinco anos de idade; a cantora até lhe dedicou o álbum. Está presente também "Till Death Do Us Part", canção que fala do fim do tumultuoso casamento com o ator Sean Penn.
Antes do lançamento comercial do primeiro compacto simples, a faixa-título, Madonna fez um acordo com a Pepsi, que usou a canção num comercial que contava com a participação da cantora. A companhia também afirmou que iria patrocinar a turnê Blond Ambition de 1990. O comercial foi ao ar duas vezes antes do lançamento oficial do videoclipe na MTV. Este, por sua vez, apresentava um conteúdo um tanto quanto controverso: Madonna testemunhando um assassinato, beijando um santo negro (interpretado como sendo uma versão negra de Jesus Cristo), sofrendo estigmata ao tocar numa faca e dançando num campo de cruzes pegando fogo. Grupos religiosos ameaçaram boicotar a Pepsi, que acabou cancelando a exibição do comercial e o patrocíno à futura turnê. No entanto, Madonna ficou com os cinco milhões de dólares do contrato.
Devido à publicidade que Madonna recebeu pela controvérsia, o primeiro compacto foi parar ao primeiro lugar da Billboard Hot 100. O álbum estreou em décimo primeiro lugar na Billboard 200, mas apenas três semanas depois já estava em primeiro lugar, posição que ocupou por mais de um mês. Os dois próximos compactos, "Express Yourself" e "Cherish" (que possui um lado B chamado "Supernatural"), conseguiram chegar à segunda posição da Hot 100. O quarto, "Oh Father", foi o de menor sucesso da cantora na lista desde 1984, conseguindo atingir a posição de número vinte. O quinto, "Dear Jessie", fez sucesso moderado na Europa, o sexto "Keep It Together", atingiu a oitava posição, e o último, "Spanish Eyes", foi lançado apenas no Brasil.
Este álbum apareceu na posição de número 237 na lista da revista Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos, publicada a 18 de novembro de 2003. Já de acordo com a lista lançada pela revista Time em 13 de novembro de 2006, este é um dos cem melhores álbuns de todos os tempos. O álbum talvez seja um dos mais autobiográficos da carreira de Madonna, "Like A Prayer" e "Act of Contrition" envolvem a religiosidade da cantora, "Like A Prayer" é uma mistura de gospel, dance e rock, já "Act of Contrition" possuí um som "maligno" e pesado. "Express Yourself" é uma das melhores músicas de Madonna, é um hino neofeminista extremamente sofisticado e dançante possuindo sons de saxofone. "Cherish" e "Dear Jessie" são canções calmas e inocentes, porém são muito bem feitas (principalmente Dear Jessie, que nos lembra uma canção de ninar). "Oh Father" é extremamente dramática, mas não deixa de ser uma canção bonita, onde fala sobre o seu pai, principalmente na época que ele era contra o que Madonna fazia. "Promise To Try" é sobre a morte de sua mãe, é melancólica, algo extremamente paradoxo comparado com as outras canções dos outros álbuns. "Keep It Together" é o primeiro namoro de Madonna, nas músicas de R&B (que seriam trabalhados por Madonna e Dallas Austin no Bedtime Stories), a letra fala sobre o prazer de ter uma família, ganhou uma performance na Blond Ambition Tour (com a introdução de Family Affair). "Till Death Do Us Part" fala sobre a separação de Madonna com Sean Penn, narra na música, na 3° pessoa, e diz que "ele não ama mais ela", a canção tem uma batida forte de teclado. "Spanish Eyes" é uma balada inspirada nas músicas espanholas. Há ainda uma canção, que ficou de fora do álbum, "Supernatural", que é uma mistura de rock e pop. 
   
Faixas
Todas as canções escritas e produzidas por Madonna e Patrick Leonard (exceto onde referido)
N.º Título Duração
1. Like A Prayer 5:39
2. Express Yourself (escrito e produzido por: Madonna, Stephen Bray)  4:37
3. Love Song (escrito e produzido por: Madonna, Prince)  4:52
4. Till Death Do Us Part  5:16
5. Promise to Try  3:36
6. Cherish  5:03
7. Dear Jessie  4:20
8. Oh Father  4:57
9. Keep It Together (escrito e produzido por: Madonna, Stephen Bray)  5:03
10. Spanish Eyes  5:15
11. Act of Contrition  2:19
Duração total:
51:13

    
    

Mussorgsky nasceu há 180 anos!

Retrato de Mussorgsky de Ilya Repin (1881), pintado dias antes da morte do compositor
  
Modest Petrovich Mussorgsky (Karevo, Pskov, 21 de março de 1839São Petersburgo, 28 de março de 1881), compositor e militar russo conhecido por suas composições sobre a história da Rússia medieval. Foi membro do nacionalista Grupo dos Cinco, ao lado dos músicos Mily Balakirev, Aleksandr Borodin, César Cui e Nikolai Rimsky-Korsakov.
  
Biografia
Modest Mussorgsky nasceu em Karevo, na província de Pskov, em 21 de março de 1839. Aos seis anos de idade começou a ter aulas de piano com a sua mãe, que era professora. Aos dez, ingressou na escola de cadetes da Guarda de São Petersburgo.
Em 1856, no regimento de Preobrazhensky, conhece Balakirev, com quem aprende técnica musical. Nos dois anos seguintes, trava contato com intelectuais russos como César Cui, Aleksandr Dargomyzhsky e Vladimir Stasov. Deixou a vida militar em 1858, após sofrer uma crise nervosa.
Inicialmente, a música de Mussorgsky estava muito ligada à de Balakirev e à música estrangeira, como pode ser visto na ópera Édipo em Atenas. Essa influência foi-se desfazendo aos poucos, conforme se tornava autodidata. Entre 1863 e 1866 trabalhou na ópera Salammbô, mas abandonou-a pois perdeu o interesse.
Com a morte de sua mãe, em 1865, o alcoolismo passou a fazer parte de sua vida. Em 1867 compõe a peça orquestral Uma noite no monte Calvo, que Balakirev se recusa a reger.
Aos 29 anos de idade começa a compor Boris Godunov, a sua ópera mais conhecida e uma das peças mais importantes da história da música russa, baseada na obra de Pushkin e na história de Karamzin. Utilizando o ritmo da fala dos mujiques ao invés de melodias líricas; harmonias excêntricas porém expressivas, como a harmonia sacra eslava; e coros e personagens populares com papéis importantes, Boris Godunov causou grande polémica, sendo a versão original de 1870 recusada. A estreia ocorreu no Teatro Maryinsky em 1873, após diversas alterações feitas por Mussorgsky e Rimsky-Korsakov, embora ainda tenha causado controvérsia. Após uma nova apresentação, de apenas alguns trechos, em 1878, a ópera deixou de ser encenada.
Após 1874, a qualidade de suas músicas começa a decair, embora algumas peças dessa época sejam notáveis. Khovanshchina (1872-81) é uma ópera em que predominam os motivos líricos. A suíte para piano Quadros de uma Exposição foi composta em junho de 1874 inspirada em uma mostra de desenhos do arquiteto e pintor Viktor Hartmann, amigo de Mussorgsky falecido no ano anterior.
Nos anos que se seguiram, o alcoolismo passa a se intensificar conforme vai perdendo amigos e parentes. É dessa época o ciclo Canções e danças da morte (1875-77), de sabor exótico e oriental.
Em 1880 é demitido de seu posto no serviço governamental. Internado em um hospital em 1881, Modest Mussorgsky morreu de excessos alcoólicos uma semana após completar 42 anos. Está enterrado no Cemitério Tikhvin do Mosteiro Aleksandr Nevsky em São Petersburgo.
  
  

Bach nasceu há 334 anos

Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo se tornou um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia da sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas as suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante da sua carreira. Absorvendo inicialmente o grande reportório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os géneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável excepção da ópera, embora as suas cantatas mais maduras revelem bastante influência deste género artístico teatral que foi uma das formas musicais mais populares do período Barroco.
A sua técnica no órgão e cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e tornou-se lendária, sendo considerado o maior virtuoso da sua geração e um especialista na construção de órgãos. Também tinha grandes qualidades como maestro, cantor, professor e violinista, mas como compositor o seu mérito só recebeu aprovação limitada e nunca foi muito popular, ainda que vários críticos que o conheceram o louvassem como grande músico. A maior parte da sua música caiu no esquecimento após a sua morte, mas a sua recuperação iniciou-se no século XIX e, desde então, o seu prestígio não cessou de crescer. Numa visão contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos o vêem como o maior compositor de todos os tempos, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu género. Entre as suas peças mais conhecidas e importantes estão os Concertos de Brandenburgo, o Cravo Bem-Temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, a Missa em Si Menor, a Tocata e Fuga em Ré Menor, a Paixão segundo São Mateus, a Oferenda Musical, a Arte da Fuga e várias das suas cantatas.
  
 

Para celebrar o Dia da Árvore e da Poesia...

(imagem daqui)
  
Sabes, leitor

Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma página
E aproveito o facto de teres chegado agora
Para te explicar como vejo o crescer de uma magnólia.
A magnólia cresce na terra que pisas – podes pensar
Que te digo alguma coisa não necessária, mas podia ter-te dito, acredita,
Que a magnólia te cresce como um livro entre as mãos. Ou melhor,
Que a magnólia – e essa é a verdade – cresce sempre
Apesar de nós.
Esta raiz para a palavra que ela lançou no poema
Pode bem significar que no ramo que ficar desse lado
A flor que se abrir é já um pouco de ti. E a flor que te estendo,
Mesmo que a recuses
Nunca a poderei conhecer, nem jamais, por muito que a ame,
A colherei.

A magnólia estende contra a minha escrita a tua sombra
E eu toco na sombra da magnólia como se pegasse na tua mão

 

in Poesia (2012) - Daniel Faria

quarta-feira, março 20, 2019

Porque já é, oficialmente, primavera...

(imagem daqui)
  
Equinócio da Primavera


Da noite a aragem tépida refrescando vem
surpreender as luzes que, interiores, se apagam
lentamente, uma após outra, como em madrugada
ao longe as luzes de outra margem - rio
descido pelas águas tenuemente crespas,
sombras passando, e escorre matutina,
ainda sem brilho, a vibração das águas,
enquanto rósea apenas de uma aurora ausente,
a crista das montanhas reverdece.

Por sobre a plácida e pensante aragem física
das vibrações diurnas, de amarguras,
vilezas vistas e traições sonhadas,
notícias de jornal e desafios,
guerra eminente ou, mais que dolorosa,
cravada nas imagens de uma paz sombria,
perpassa a noite véus de primavera,
glicínias que amanhã estarão floridas,
e folhas verdes, muito frágeis, tenras,
e o azular-se o mar, o distanciar-se o céu
na crua luz que juvenis sorrisos,
braços ligeiros de alegria funda,
devora lentamente, e as rugas ficam...
- ao longe as luzes de outra margem, rio
onde a noite se esconde até à morte.

 

in Pedra Filosofal (1950) - Jorge de Sena

Hoje é o Equinócio da Primavera

Iluminação da Terra pelo Sol no momento do equinócio
   
Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, na sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste), mais precisamente é o ponto no qual a eclíptica cruza o equador celeste. Este ano é no dia 20 de março, às 21.58 horas.
A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo (12 horas). Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.
Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o início da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul. Em setembro ocorre o inverso, quando o equinócio marca o início do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul.
As datas dos equinócios variam de um ano para o outro, devido aos anos trópicos (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não se encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim num ano comum, tendo 365 dias e - portanto - mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns as datas tendem a se adiantar um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso, devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.
Também se verifica que a cada ciclo de quatro anos os equinócios tendem a atrasar-se. Isto implica que, ao longo do mesmo século, as datas dos equinócios tendam a ocorrer cada vez mais cedo. Dessa forma, no século XXI só houve dois anos em que o equinócio de março aconteceu no dia 21 (2003 e 2007); nos demais, o equinócio tem ocorrido em 20 de março. Prevê-se que, a partir de 2044, passe a haver anos em que o equinócio aconteça no dia 19. Esta tendência só irá desfazer-se no fim do século, quando houver uma sequência de sete anos comuns consecutivos (2097 a 2103), em vez dos habituais três.
Devido à órbita da Terra, as datas em que ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque, quando a Terra está mais próxima do Sol, no periélio, viaja mais depressa do que quando está mais longe, no afélio.
  
Em várias culturas nórdicas ancestrais, o equinócio da primavera era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa da religião cristã.
  

O Marechal Foch morreu há noventa anos

Ferdinand Foch (Tarbes, 2 de outubro de 1851Paris, 20 de março de 1929) foi um militar francês. Comandou as forças da Tríplice Entente ou dos Aliados em 1914 de uma forma decisiva, levando à vitória do Marne. Dirigiu com êxito operações na Flandres; como adjunto de Joseph Joffre, coordenou as operações dos exércitos franceses, belgas e britânicos. Em 1917 assumiu o cargo de chefe de Estado-Maior do Exército Francês e em 1918 somou mais uma vitória ao conseguir ganhar a Segunda Batalha do Marne. Um grande admirador seu foi Winston Churchill, que se referia a ele com grande respeito, levando em consideração a sua perspicácia em relação ao Tratado de Versalhes, dizendo que a paz duraria somente 20 anos.
Obras
  • Os princípios da Guerra (Les Principes de la Guerre) - 1903
  • A Condução da Guerra (La Conduite de la Guerre) - 1905
  • Memória para uso na História da Guerra de 1914 a 1918 (Mémoire pour servir à l'Histoire de la Guerre 1914-1918) - 1931 (obra póstuma)

Chester Bennington nasceu há 43 anos

Chester Charles Bennington (Phoenix, 20 de março de 1976Palos Verdes Estates, 20 de julho de 2017) foi um cantor, compositor, ator e vocalista da banda americana Linkin Park e que também trabalhou no grupo Dead by Sunrise e foi vocalista do Stone Temple Pilots, entre 2013 e 2015.
Bennington ganhou notoriedade devido à sua carreira como vocalista da banda Linkin Park. No ano 2000, estes lançaram o disco Hybrid Theory, que se tornou um enorme sucesso de público e crítica. Em 2005, este álbum chegou à marca de 10 milhões de cópias vendidas, apenas nos Estados Unidos. A banda lançou outros trabalhos bem sucedidos, como os álbuns Meteora (2003), Minutes to Midnight (2007), A Thousand Suns (2010), Living Things (2012), The Hunting Party (2014) e One More Light (2017).
Com todo o sucesso, Bennington focou também em vários trabalhos paralelos, como músico, produtor e ator. Ele formou a sua própria banda, Dead by Sunrise, em 2005, lançando posteriormente um álbum com eles, Out of Ashes. Chester também trabalhou com bandas como os Stone Temple Pilots, gravando um EP e fazendo shows com eles. Bennington foi reconhecido diversas vezes pelo seu trabalho como cantor, especialmente com os Linkin Park, sendo colocado pela revista Hit Parader na lista dos "Top 100 Vocalistas de Heavy Metal".
Eram conhecidos do público e da imprensa os seus problemas pessoais, com drogas e álcool. Chester já tinha dito várias vezes usar a música como sua "válvula de escape". Mas após um período, decidiu se limpar e afirmou "não ser mais aquela pessoa", focando-se então ainda mais no trabalho e na família. Chester era pai de seis filhos (um adotado) que teve com três mulheres, sendo casado com a sua última esposa, Talinda Ann Bentley, de 2006 até à sua morte.
Em 20 de julho de 2017, Bennington foi encontrado morto em sua residência em Palos Verdes Estates, no sul da Califórnia. A causa da morte foi suicídio por enforcamento.
  
in Wikipédia
 

A Rainha D.ª Maria I morreu há 203 anos

D.ª Maria I de Portugal (Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança); Lisboa, 17 de dezembro de 1734 - Rio de Janeiro, 20 de março de 1816) foi Rainha de Portugal de 24 de fevereiro de 1777 a 20 de março de 1816, sucedendo ao seu pai, El-Rei José I. D. Maria foi, antes de assumir o trono, Princesa do Brasil, Princesa da Beira e duquesa de Bragança.
Jaz na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada.
Ficou conhecida pelos cognomes de A Piedosa ou a A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa à Igreja Católica - demonstrada, por exemplo, quando mandou construir a Basílica da Estrela, em Lisboa. No Brasil, é conhecida pelo cognome de Dona Maria, a Louca ou Maria Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida.

Brasão de Rainha de Portugal
Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

O grande pintor Henrique Pousão morreu há 135 anos...

Henrique Pousão (1881), por Rodolfo Amoedo
   
Henrique César de Araújo Pousão (Vila Viçosa, 1 de janeiro de 1859 - Vila Viçosa, 20 de março de 1884), foi um pintor português pertencente a 1 ª geração naturalista.
Tio do poeta João Lúcio, faleceu, com apenas 25 anos, de tuberculose.
Foi o mais inovador pintor português da sua geração, reflectindo, na sua obra naturalista, influências de pintores impressionistas, como Pissarro e Manet. Realizou também paisagens que ultrapassam as preocupações estéticas da pintura do seu tempo. Natural de Vila Viçosa, Henrique Pousão faz-se pintor na Academia Portuense de Belas Artes, onde é discípulo de Thadeo Furtado e João Correia.
Bolseiro do Estado, parte para Paris, em 1880, com José Júlio de Sousa Pinto onde é discípulo de Alexandre Cabanel e Yvon. Por razões de saúde, troca a França por Itália: em Nápoles, Capri e Anacapri, executa algumas das suas melhores pinturas, em Roma é sócio dos Círculo dos Artistas e frequenta sessões nocturnas de Modelo Vivo.
Considerado um dos maiores da Pintura portuguesa da segunda metade do século XIX, Henrique Pousão desenvolveu toda a sua produção artística em fase de formação. A sua pintura é marcada pelos lugares por que passa.
Em França, revela já a originalidade que, mais tarde, marca a sua obra: um entendimento da luz e da cor, traduzido nas representações das margens do Sena, dos bosques sombrios dos arredores de Paris e em aspectos da aldeia de St. Sauves.
Em Roma, embora adira ao gosto académico, afasta-se do registo mimético e narrativo do naturalismo: num numeroso conjunto de pequenas tábuas, pinta ruas, caminhos, pátios, casas, trechos de paisagens, expressa as formas em grandes massas de cor, em jogos de claro-escuro e de luz-sombra. Em algumas obras, as composições assumem formas sintetizadas - próximas de uma expressão abstracta - caso de exceção na pintura portuguesa da época.
Através da sua obra, é possível traçar o antes e o depois do naturalismo.
 
Cecilia (1882)
  
Esperando o sucesso (1882), óleo de Henrique Pousão
  

Alex Kapranos, vocalista daos Franz Ferdinand, faz hoje 47 anos

Alex Kapranos (nascido Alexander Paul Kapranos Huntley, 20 de março de 1972, Almondsbury, Gloucestershire, Inglaterra) é um músico britânico, mais conhecido pelo trabalho como vocalista e guitarrista da banda Franz Ferdinand.