sexta-feira, março 27, 2026

São Francisco de Paula nasceu há 610 anos...

São Francisco da Paula - Bartolomé Esteban Murillo
    
São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 - Tours, 2 de abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja Católica.
É também conhecido como "O Eremita da Caridade", pela sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo. Consta que num só dia o venerado de Paula atendeu no seu Mosteiro a mais de 300 pessoas necessitadas do espírito e do corpo, realizando curas prodigiosas.
Francisco de Paula fundou a "Ordem dos Mínimos", uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos...
Venerado pelos pobres, pelos Reis e pelos nobres do seu tempo, Francisco de Paula deu o exemplo numa época em que prosperavam os abusos eclesiásticos quando se cultivava os prazeres efémeros e subalternos da vida. Por essa razão, foi considerado um missionário especial, pela sua capacidade extraordinária de resgatar os mais puros e preciosos valores evangélicos, tal qual o seu mais famoso herói, o outro Francisco, o de Assis, que vivera dois séculos antes.
    
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Renato Russo nasceu há sessenta e seis anos...

    
Renato Russo, nome artístico de Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 - Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996), foi um cantor e compositor brasileiro, célebre por ter sido o vocalista e fundador da banda de rock Legião Urbana. Antes de fundar o grupo, Renato integrou o grupo musical Aborto Elétrico, do qual saiu devido às constantes disputas que havia entre ele e o baterista Fê Lemos. Adotou o sobrenome artístico Russo em homenagem ao inglês Bertrand Russell e aos franceses Jean-Jacques Rousseau e Henri Rousseau.
Renato morreu, devido as complicações causadas pelo HIV, em 11 de outubro de 1996, na época com 36 anos, faltando apenas um dia para o aniversário da banda. Amigos do cantor afirmam que o mesmo contraiu a doença após se envolver com um rapaz que conhecera em Nova Iorque, portador da doença, em 1989. Como integrante da Legião Urbana, Russo lançou oito álbuns de estúdio, cinco álbuns ao vivo, alguns lançados postumamente, e diversos contos, escritos em sua maioria pelo próprio. Gravou ainda três discos a solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro, Biquini Cavadão, 14 Bis e Plebe Rude.
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone publicou a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, em que Renato Russo ocupa o 25° lugar.
  
 

Hoje é dia de ouvir Mariah Carey...

Who You Are...?

O barão Haussmann, o renovador de Paris, nasceu há 217 anos

Georges-Eugène Haussmann (Paris, 27 de março de 1809 - Paris, 11 de janeiro de 1891), largamente conhecido apenas como Barão Haussmann - o "artista demolidor", foi prefeito do antigo departamento do Sena (que incluía os atuais departamentos de Paris, Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis e Val-de-Marne), entre 1853 e 1870. Durante aquele período foi o responsável pela reforma urbana de Paris, determinada por Napoleão III, e tornou-se muito conhecido na história do urbanismo e das cidades.
Georges-Eugène Haussmann foi um advogado, funcionário público, político e administrador francês. Nomeado prefeito de Paris por Napoleão III, tinha o título de barão e foi o grande remodelador de Paris, cuidando do planeamento da cidade, durante dezassete anos, com a colaboração de arquitetos e engenheiros de renome de Paris na época. Haussmann planeou uma nova cidade, modificando parques parisienses e criando outros, construindo vários edifícios públicos, como L’Opéra. Melhorou também o sistema de distribuição de água e criou a grande rede de esgotos, quando em 1861 iniciou a instalação dos esgotos entre La Villette e Les Halles, supervisionada pelo engenheiro Belgrand.
     
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O Boulevard Haussmann, em Paris
      
 
(imagem daqui)

Sarah Vaughan nasceu há cento e dois anos...

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Sarah Lois Vaughan (Newark, 27 de março de 1924 - Los Angeles, 3 de abril de 1990) foi uma cantora norte-americana de jazz, descrita por Scott Yanow como "uma das vozes mais maravilhosas do século XX".
Apelidada de "Sailor" (pelo seu discurso salgado), "Sassy" e "A Divina", Sarah Vaughan foi vencedora do Grammy e do NEA Jazz Masters, o "mais alta honra no jazz", atribuído pela National Endowment for the Arts, em 1989.
A voz de Vaughan caracterizava-se por sua tonalidade grave, por sua enorme versatilidade e por seu controle do vibrato. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do bebop.
 
 

Iuri Gagarin morreu há 58 anos...

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Iuri Alekseievitch Gagarin (Kluchino, 9 de março de 1934 - Kirjatch, 27 de março de 1968) foi um cosmonauta soviético e o primeiro homem a viajar pelo espaço, em 12 de abril de 1961, a bordo da Vostok 1, que tinha 4,4 metros de comprimento, 2,4 metros de diâmetro e pesava 4.725 quilos kg. Esta nave espacial possuía dois módulos: o módulo de equipamentos (com instrumentos, antenas, tanques e combustível para os retrofoguetes) e a cápsula onde ficou o cosmonauta.
    
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Rublo (2001) com o rosto e a assinatura de Gagarin
     
Em 1960 Gagarin foi um dos 20 pilotos selecionados, após rigorosos testes físicos e psicológicos, para o programa espacial soviético, e acabou por ser escolhido para ser o primeiro a ir ao espaço, pelo seu excelente desempenho no treino, a sua origem camponesa – que dava vantagem no sistema comunista - a sua personalidade magnética e esfuziante e, principalmente, devido às suas características físicas – tinha 1,57 m de altura e 69 kg – já que a nave programada para a viagem pioneira em órbita, o foguetão Vostok (que em russo significa "Oriente"), tinha um espaço mínimo para o piloto.
   
(...)
   
Após sair do programa espacial, Gagarin foi transferido para um centro de testes de aeronaves. Em 27 de março de 1968, durante um voo de treino de rotina em um caça MIG-15 sobre a localidade de Kirzhach, ele e o instrutor de voo, Vladimir Seryogin, morreram na queda do jato, num acidente nunca devidamente explicado.
Um inquérito de 1986 sugeria que a turbulência de um avião interceptador Sukhoi Su-11 pode ter feito o avião de Gagarin sair do controle. Gagarin e Seryogin receberam honras de Estado e foram enterrados na muralha do Kremlin. 
  
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Mariah Carey comemora hoje 56 anos

  
Mariah Carey (Huntington, 27 de março de 1970) é uma cantora, compositora, e atriz norte-americana. Referida como "Pássaro Supremo" pelo Guinness World Records, é conhecida por seu alcance vocal de cinco oitavas, estilo de canto melismático e uso exclusivo do registo de silvo.
   
    

O ator Nathan Fillion comemora hoje 55 anos...!

  

Nathan Fillion (Edmonton, 27 de março de 1971) é um ator canadiano, conhecido por fazer a série de TV americana Castle, da ABC. O seu primeiro personagem notável na TV americana foi interpretando o capitão Malcolm Reynolds, na série Firefly (de 2002). Também participou da série One Life to Live (em 2007). Atuou também em Buffy, Caçadora de Vampiros, durante a 7ª temporada, como o vilão Caleb.
Nos cinemas, Nathan atuou em Serenity, filme lançado em 2005 e foi uma sequência da série por ele interpretada, Firefly, e atuou, em 2008, no filme Trucker. Fillion fez várias dobragens, interpretando Steve Trevor no filme de animação da Mulher Maravilha e o Lanterna Verde em Green Lantern: Emerald Knights e Justice League: Doom. Em 2013, interpretou o deus grego Hermes em Percy Jackson: Sea of Monsters, segundo filme da série cinematográfica Percy Jackson, que estreou nos cinemas norte-americanos a 7 de agosto de 2013. Venceu, nos anos de 2012 e 2013, como Melhor Ator de Série Dramática no Prémio PCA (People Choice Awards) pela sua atuação como 'Richard Castle', na série Castle; concorria com atores como Patrick Dempsey, Jensen Ackles, Jared Padalecki, Ian Somerhalder e Paul Wesley.
 

M. C. Escher morreu há 54 anos...

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Maurits Cornelis Escher
(Leeuwarden, 17 de junho de 1898 - Hilversum, 27 de março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.
   
Queda de água - Escher (1961)
    
Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de óptica. Foi numa visita à Alhambra, na Espanha, que o artista conheceu e se encantou pelos mosaicos que havia neste palácio de construção árabe. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Este foi o ponto de partida para os seus trabalhos mais famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas, como os árabes faziam por causa da sua religião muçulmana, que proíbe tais representações.
A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional. Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o facto de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos. Mais tarde ele foi considerado como um grande matemático geométrico.
    
     
 in Wikipédia

Fergie faz hoje cinquenta e um anos

     
Fergie Duhamel (nascida Stacy Ann Ferguson, em Hacienda Heights, a 27 de março de 1975), mais conhecida pelo seu nome artístico, Fergie, é uma rapper, apresentadora de TV, designer de moda e atriz norte-americana que ficou famosa por ser a voz feminina do grupo The Black Eyed Peas.    
   
 

O pior acidente de aviação de sempre foi há 49 anos...

Monumento no Cemitério Westgaarde, em Amesterdão
        
O desastre aéreo de Tenerife foi um acidente aéreo ocorrido no dia 27 de março de 1977, um domingo, no aeroporto de Los Rodeos (atual aeroporto de Tenerife Norte), localizado na ilha espanhola de Tenerife, Ilhas Canárias.  O acidente, no qual se envolveram dois Boeing 747, um da KLM Royal Dutch Airlines, procedente de Amesterdão e outro da Pan American, procedente de Los Angeles, matou 583 pessoas, sendo o maior desastre aéreo da história. Foi causado por uma combinação de diversos fatores, como meteorologia, erro humano e erro do controle de tráfego aéreo. Este desastre tem sido amplamente utilizado pelas companhias aéreas para treino dos seus funcionários.

A explosão de uma bomba no aeroporto de Gran Canária e a ameaça de uma segunda bomba fez com que a maioria dos aviões com destino à Grã Canária fossem desviadas para Tenerife, entre eles os voos KLM 4 805 e Pan Am 1 736. Em Tenerife, os controladores tiveram que estacionar as aeronaves nas taxiways, bloqueando as mesmas. Enquanto as aeronaves aguardavam em solo a reabertura do aeroporto de Grã Canária, uma densa névoa se formou sobre a pista de Tenerife, já que o aeroporto fica localizado em um planalto e é propenso a nevoeiros, o que reduziu a visibilidade.

Quando o aeroporto da Grã Canária reabriu, os aviões foram autorizados a descolar aos poucos. Mas, como as taxiways estavam bloqueadas, as aeronaves deveriam taxiar até o final da única pista do aeroporto e lá fazer um giro de 180° e descolar. A neblina era tão densa que nenhum avião conseguia estabelecer contacto visual entre si e entre os controladores. Como o aeroporto, naquela época, não tinha radar de solo, os controladores poderiam guiar-se apenas por relatos fornecidos pelos pilotos perante a sua localização.

Logo que o KLM taxiou pela pista e fez o giro, o Pan Am foi autorizado também a taxiar e posicionar-se logo atrás do KLM na espera para a descolagem. Mas, logo após completar o giro, o KLM iniciou a corrida de descolagem, mesmo com o Pan Am ainda taxiando pela pista. Quando o Pan Am avistou as luzes de decolagem do KLM, ele tentou desviar, mas foi tarde demais. O KLM, que tentou descolar mas sofreu um tailstrike e estolou, colidiu com o Pan Am e se despedaçou pela pista.

Como o acidente ocorreu em território espanhol, a Espanha foi responsável por investigar o acidente. O acidente envolveu aviões dos Estados Unidos e dos Países Baixos, que auxiliaram na investigação. O inquérito revelou que a principal causa do acidente foi o capitão do voo da KLM descolar sem autorização dos controladores. A investigação especificou que o capitão não tentou descolar intencionalmente, mas acreditava já ter sido autorizado, devido a confusões na pronúncia do inglês. Os investigadores holandeses acusaram a KLM de fornecer mau treino à sua tripulação, mas voltaram atrás e acusaram o controle de tráfego aéreo pela má compreensão da língua inglesa.

O acidente teve consequências duradouras sobre a indústria, em particular na área da comunicação. A fraseologia padrão da aviação sofreu severas modificações, reduzindo assim a possibilidade de mal-entendidos. Além disso, foi construído o aeroporto de Tenerife Sul, o qual fica ao nível do mar, evitando a formação de nevoeiros.

   
Memorial em Tenerife
     

Ainda de acordo com as transcrições obtidas no CVR (caixa-preta), o piloto do Jumbo da PanAm, capitão Victor Grubbs, percebeu a aproximação das luzes dos faróis de pouso do B747 da KLM a cerca de 500 metros quando taxiava pela pista para entrar no acesso Charlie 4 em direção ao ponto de espera da pista em uso. Imediatamente, aplicou potência TOGA na tentativa de sair da frente do B747 da KLM que avançava em sua direção. Ocorre que a inércia de um jato de grande porte é muito grande em circunstância ao seu peso e lentamente começou a arrancar. Não adiantou.

No comando do B747 da KLM, van Zanten, ao perceber através da neblina as luzes e a silhueta da aeronave da PanAm ainda na pista, puxou para si a coluna do manche, tentando desesperadamente e precocemente descolar e evitar a colisão iminente, mesmo sabendo que a sua velocidade ainda estava abaixo da requerida para a rotação do avião (velocidade calculada para que a aeronave consiga descolar). Como consequência, o Boeing 747, ainda sem a necessária sustentação aerodinâmica, arrastou a sua cauda por 20 metros sobre a pista e elevou-se alguns metros do solo, mas não o suficiente para evitar o impacto. Exatamente às 17 horas, 6 minutos e 56 segundos UTC, os trens de aterragem e a barriga do KLM atingem a fuselagem superior do PanAm na região da asa direita.

Ao colidir, o 747 da KLM perdeu as asas, que ficaram junto ao Boeing da Pan Am. A fuselagem e o que restava de asas do KLM4805 passaram por cima do jato da Pan Am e permaneceram no ar, em velocidade crítica, por mais 150 metros. Por fim, estolou, girou em torno de seu eixo transversal, batendo novamente contra a pista e arrastou-se, de barriga para cima, por mais 300 metros. Logo após parar, já destroçado, o 747 da KLM, com seus tanques centrais de combustível cheios, explodiu, envolvendo quase toda a fuselagem numa gigantesca bola de fogo, matando instantaneamente todos os seus 248 ocupantes.

O 747 da Pan Am, atingido de lado pelos trens de pouso do Jumbo da KLM, havia sido partido em três grandes partes, nas quais se propagou um incêndio de grandes proporções.

Milagrosamente, foi justamente o violentíssimo impacto que criou condições para que alguns dos ocupantes saíssem a tempo do inferno. Por largas áreas desmanteladas da fuselagem, 70 ocupantes, incluindo os três da cabine de comando (piloto, copiloto e engenheiro de voo), conseguiram escapar pulando sobre a asa esquerda que, inexplicavelmente, apesar de conter 20 000 litros de querosene em seus tanques, permaneceu intacta. Em seguida, o 747 da PanAm foi tomado pelo fogo.

Dos 70 que saíram com vida, nove morreriam mais tarde nos hospitais. Do total de 396 ocupantes do jato da Pan Am, 335 pereceram, bem como todos os 248 que estavam no jato da KLM, um total de 583 mortos, no pior desastre da história da aviação.


Jessie J - 38 anos

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Jessica Ellen Cornish, mais conhecida pelo seu nome artístico de Jessie J (Londres, 27 de março de 1988) é uma cantora e compositora britânica. Antes de alcançar a fama, Jessie já havia ganho notoriedade na indústria da música, por escrever canções de sucesso para artistas como Miley Cyrus, Rihanna, Justin Timberlake e Chris Brown, ainda quando era contratada da Sony/ATV Music Publishing. Assinou com a gravadora Island Records, subsidiária da Universal Music Group em 2009, tendo lançado seu álbum de estreia, Who You Are, em fevereiro de 2011. Aclamado pela crítica e pelo público, o álbum atingiu a 2ª posição da UK Albums Chart, do Reino Unido, como a melhor e o Top 10 em diversos países mundialmente, incluindo a Austrália, Suíça, Estados Unidos, Canadá e Irlanda.
  
 

James Webb morreu há 34 anos

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James Edwin Webb (Tally Ho, 7 de outubro de 1906Washington, D.C., 27 de março de 1992) foi um militar, servidor público e político dos Estados Unidos

   

Selo da NASA 

   

Foi o segundo Administrador da NASA, entre 14 de fevereiro de 1961 e 7 de outubro de 1968. James supervisionou a NASA no início da administração de John F. Kennedy e depois na de Lyndon B. Johnson, além de todos os primeiros voos tripulados do Projeto Mercury, Gemini e o incêndio da Apollo 1.

Em 2002, o Next Generation Space Telescope (NGST) foi renomeado para Telescópio Espacial James Webb, em sua homenagem.

   

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in Wikipédia 

Ian Dury morreu há 26 anos...


Ian Robins Dury
(Harrow, Middlesex, 12 May 1942 – Upminster, London, 27 March 2000) was an English rock and roll singer-songwriter, bandleader, artist, and actor who first rose to fame during the late 1970s, during the punk and new wave era of rock music. He was the lead singer of Ian Dury and the Blockheads and before that of Kilburn and the High Roads.
  

    
 

Hojé preciso ouvir o teclista dos Genesis...

Hoje é dia de ouvir Legião Urbana...

 
 
Perfeição - Legião Urbana
 


Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar o nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatus
Perséphone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
E os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
E o voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
Todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo e nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo o roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror de tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já aqui também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou essa canção
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição

I'm so happy 'cause today
I've found my friends
They're in my head
I'm so ugly, but that's ok
'Cause so are you
Yeah!


E a nossa história
Não estará pelo avesso assim sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra tras
Apenas começamos
O mundo começa agora, ah!
Apenas começamos!

Hoje é o Dia Mundial do Teatro...

(imagem daqui)


O Actor

O actor acende a boca. Depois os cabelos.
Finge as suas caras nas poças interiores.
O actor põe e tira a cabeça
de búfalo.
De veado.
De rinoceronte.
Põe flores nos cornos.
Ninguém ama tão desalmadamente
como o actor.
O actor acende os pés e as mãos.
Fala devagar.
Parece que se difunde aos bocados.
Bocado estrela.
Bocado janela para fora.
Outro bocado gruta para dentro.
O actor toma as coisas para deitar fogo
ao pequeno talento humano.
O actor estala como sal queimado.

O que rutila, o que arde destacadamente
na noite, é o actor, com
uma voz pura monotonamente batida
pela solidão universal.
O espantoso actor que tira e coloca
e retira
o adjectivo da coisa, a subtileza
da forma,
e precipita a verdade.
De um lado extrai a maçã com sua
divagação de maçã.
Fabrica peixes mergulhados na própria
labareda de peixes.
Porque o actor está como a maçã.
O actor é um peixe.

Sorri assim o actor contra a face de Deus.
Ornamenta Deus com simplicidades silvestres.
O actor que subtrai Deus de Deus, e
dá velocidade aos lugares aéreos.
Porque o actor é uma astronave que atravessa
a distância de Deus.
Embrulha. Desvela.
O actor diz uma palavra inaudível.
Reduz a humidade e o calor da terra
à confusão dessa palavra.
Recita o livro. Amplifica o livro.
O actor acende o livro.
Levita pelos campos como a dura água do dia.
O actor é tremendo.
Ninguém ama tão rebarbativamente como o actor.
Como a unidade do actor.

O actor é um advérbio que ramificou
de um substantivo.
E o substantivo retorna e gira,
e o actor é um adjectivo.
É um nome que provém ultimamente
do Nome.
Nome que se murmura em si, e agita,
e enlouquece.
O actor é o grande Nome cheio de holofotes.
O nome que cega.
Que sangra.
Que é o sangue.
Assim o actor levanta o corpo,
enche o corpo com melodia.
Corpo que treme de melodia.
Ninguém ama tão corporalmente como o actor.
Como o corpo do actor.

Porque o talento é transformação.
O actor transforma a própria acção
da transformação.
Solidifica-se. Gaseifica-se. Complica-se.
O actor cresce no seu acto.
Faz crescer o acto.
O actor actifica-se.
É enorme o actor com sua ossada de base,
com suas tantas janelas,
as ruas -
o actor com a emotiva publicidade.
Ninguém ama tão publicamente como o actor.
Como o secreto actor.

Em estado de graça. Em compacto
estado de pureza.
O actor ama em acção de estrela.
Acção de mímica.
O actor é um tenebroso recolhimento
de onde brota a pantomina.
O actor vê aparecer a manhã sobre a cama.
Vê a cobra entre as pernas.
O actor vê fulminantemente
como é puro.
Ninguém ama o teatro essencial como o actor.
Como a essência do amor do actor.
O teatro geral.

O actor em estado geral de graça.



Herberto Hélder

quinta-feira, março 26, 2026

Beethoven morreu há 199 anos...

  
Ludwig van Beethoven (Bona, batizado em 17 de dezembro de 1770 - Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o classicismo (século XVIII) e o romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. "O resumo de sua obra é a liberdade", observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), "a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspetos da vida".
    
   
 

Pacal II, rei maia de Palenque, nasceu há 1423 anos

   
K'inich J'anaab Pakal (Palenque, 26 de março de 603Palenque, 31 de agosto de 683 - 80 anos) também conhecido como Pacal II ou Pacal, o Grande, foi o governante do estado maia de B'aakal cuja sede era a cidade de Palenque. Pacal II é o mais conhecido dos senhores de Palenque por causa do desenvolvimento e sofisticação que B'aakal atingiu durante o seu governo, bem como pelo seu túmulo, considerada um dos achados arqueológicos mais importantes da Mesoamérica.
Pacal era filho de K'an Mo' Hix e Sak K'uk', filha de Janaab' Pakal. Teve, com a sua esposa Tz'akb'u Ajaw, três filhos e, possivelmente, uma filha.
   
Templo da Inscrições - Túmulo de Pacal II
        
 Desenho na lápide do túmulo de Pacal II
          

Hoje é dia de recordar um Poeta...

 

SAUDAÇÃO A WALT WHITMAN

 
   
Portugal-Infinito, onze de junho de mil novecentos e quinze...
Hé-lá-á-á-á-á-á-á!
    
De aqui, de Portugal, todas as épocas no meu cérebro,
Saúdo-te, Walt, saúdo-te, meu irmão em Universo,
Ó sempre moderno e eterno, cantor dos concretos absolutos,
Concubina fogosa do universo disperso,
Grande pederasta roçando-te contra a diversidade das coisas
Sexualizado pelas pedras, pelas árvores, pelas pessoas, pelas profissões,
Cio das passagens, dos encontros casuais, das meras observações,
Meu entusiasta pelo conteúdo de tudo,
Meu grande herói entrando pela Morte dentro aos pinotes,
E aos urros, e aos guinchos, e aos berros saudando Deus!
   
Cantor da fraternidade feroz e terna com tudo,
Grande democrata epidérmico, contíguo a tudo em corpo e alma,
Carnaval de todas as ações, bacanal de todos os propósitos
Irmão gémeo de todos os arrancos,
Jean-Jacques Rousseau do mundo que havia de produzir máquinas,
Homero do insaisissable do flutuante carnal,
Shakespeare da sensação que começa a andar a vapor,
Milton-Shelley do horizonte da Eletricidade futura!
Incubo de todos os gestos,
Espasmo p’ra dentro de todos os objetos de fora
Souteneur de todo o Universo,
Rameira de todos os sistemas solares, paneleiro de Deus!
   
Eu, de monóculo e casaco exageradamente cintado,
Não sou indigno de ti, bem o sabes, Walt,
Não sou indigno de ti, basta saudar-te para o não ser...
Eu tão contíguo à inércia, tão facilmente cheio de tédio,
Sou dos teus, tu bem sabes, e compreendo-te e amo-te,
E embora te não conhecesse, nascido pelo ano em que morrias,
Sei que me amaste também, que me conheceste, e estou contente.
Sei que me conheceste, que me contemplaste e me explicaste,
Sei que é isso que eu sou, quer em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer,
Quer pela rua do Ouro acima pensando em tudo que não é a rua do Ouro,
E conforme tu sentiste tudo, sinto tudo, e cá estamos de mãos dadas,
De mãos dadas, Walt, de mãos dadas, dançando o universo na alma.
   
Quantas vezes eu beijo o teu retrato.
Lá onde estás agora (não sei onde é mas é Deus)
Sentes isto, sei que o sentes, e os meus beijos são mais quentes (em gente)
  
E tu assim é que os queres, meu velho, e agradeces de lá,
Sei-o bem, qualquer coisa mo diz, um agrado no meu espírito,
Uma ereção abstrata e indireta no fundo da minha alma.
   
Nada do engageant em ti, mas ciclópico e musculoso,
Mas perante o universo a tua atitude era de mulher,
E cada erva, cada pedra, cada homem era para ti o Universo.
    
Meu velho Walt, meu grande Camarada, evoé!
Pertenço à tua orgia báquica de sensações-em-liberdade,
Sou dos teus, desde a sensação dos meus pés até à náusea em meus sonhos,
Sou dos teus, olha pra mim, de aí desde Deus vês-me ao contrário:
De dentro para fora... Meu corpo é o que adivinhas, vês a minha alma —
Essa vês tu propriamente e através dos olhos dela o meu corpo —
Olha pra mim: tu sabes que eu, Álvaro de Campos, engenheiro,
Poeta sensacionista,
Não sou teu discípulo, não sou teu amigo, não sou teu cantor,
Tu sabes que eu sou Tu e estás contente com isso!
    
Nunca posso ler os teus versos a fio... Há ali sentir de mais...
Atravesso os teus versos como a uma multidão aos encontrões a mim,
E cheira-me a suor, a óleos, a atividade humana e mecânica
Nos teus versos, a certa altura não sei se leio ou se vivo,
Não sei se o meu lugar real é no mundo ou nos teus versos,
Não sei se estou aqui, de pé sobre a terra natural,
Ou de cabeça p’ra baixo, pendurado numa espécie de estabelecimento,
No teto natural da tua inspiração de tropel,
No centro do teto da tua intensidade inacessível.
  
Abram-me todas as portas!
Por força que hei-de passar!
Minha senha? Walt Whitman!
Mas não dou senha nenhuma...
Passo sem explicações...
Se for preciso meto dentro as portas...
Sim — eu franzino e civilizado, meto dentro as portas,
Porque neste momento não sou franzino nem civilizado,
Sou EU, um universo pensante de carne e osso, querendo passar,
E que há-de passar por força, porque quando quero passar sou Deus!
   
Tirem esse lixo da minha frente!
Metam-me em gavetas essas emoções!
Daqui p’ra fora, políticos, literatos,
Comerciantes pacatos, polícia, meretrizes, souteneurs,
Tudo isso é a letra que mata, não o espírito que dá a vida.
O espírito que dá a vida neste momento sou EU!
   
Que nenhum filho da puta se me atravesse no caminho!
O meu caminho é pelo infinito fora até chegar ao fim!
Se sou capaz de chegar ao fim ou não, não é contigo, deixa-me ir...
É comigo, com Deus, com o sentido-eu da palavra Infinito...
Prá frente!
Meto esporas!
Sinto as esporas, sou o próprio cavalo em que monto,
Porque eu, por minha vontade de me consubstanciar com Deus,
Posso ser tudo, ou posso ser nada, ou qualquer coisa,
Conforme me der na gana... Ninguém tem nada com isso...
Loucura furiosa! Vontade de ganir, de saltar,
De urrar, zurrar, dar pulos, pinotes, gritos com o corpo,
De me cramponner às rodas dos veículos e meter por baixo,
De me meter adiante do giro do chicote que vai bater,
De me (...)
De ser a cadela de todos os cães e eles não bastam,
De ser o volante de todas as máquinas e a velocidade tem limite,
De ser o esmagado, o deixado, o deslocado, o acabado,
E tudo para te cantar, para te saudar e (...)
Dança comigo, Walt, lá do outro mundo esta fúria,
Salta comigo neste batuque que esbarra com os astros,
Cai comigo sem forças no chão,
Esbarra comigo tonto nas paredes,
Parte-te e esfrangalha-te comigo
E (...)
Em tudo, por tudo, à roda de tudo, sem tudo,
Raiva abstracta do corpo fazendo maelstroms na alma...
  
Arre! Vamos lá prá frente!
Se o próprio Deus impede, vamos lá prá frente... Não faz diferença...
Vamos lá prá frente
Vamos lá prá frente sem ser para parte nenhuma...
Infinito! Universo! Meta sem meta! Que importa?
Pum! pum! pum! pum! pum!
Agora, sim, partamos, vá lá prá frente, pum!
Pum
Pum
  
Heia...heia...heia...heia...heia...
Desencadeio-me como uma trovoada
Em pulos da alma a ti,
Com bandas militares à frente [...] a saudar-te...
Com um [...] contigo e uma fúria de berros e saltos
Estardalhaço a gritar-te
E dou-te todos os vivas a mim e a ti e a Deus
E o universo anda à roda de nós como um carrocel com música dentro dos nossos crânios,
E tendo luzes essenciais na minha epiderme anterior
Eu, louco de [...] sibilar ébrio de máquinas,
Tu célebre, tu temerário, tu o Walt — e o [...],
Tu a [sensualidade porto?]
Eu a sensualidade com [...]
Tu a inteligência (...)

 


Álvaro de Campos

Ay eu coitada... - hoje é dia de recordar o Povoador...

Leonard Nimoy nasceu há 95 anos...

Leonard Nimoy caracterizado como Mr. Spock
       
Leonard Simon Nimoy (Boston, 26 de março de 1931 - Los Angeles, 27 de fevereiro de 2015) foi um ator, cineasta, poeta, pintor e fotógrafo dos Estados Unidos. Leonard Nimoy nasceu no bairro de West End, em Boston, Massachusetts, filho de judeus imigrantes de Iziaslav, na Ucrânia.
O seu papel mais conhecido é como Mr. Spock, nas série de TV e nos filmes de O Caminho das Estrelas - Star Trek. Também atuou na série clássica Missão Impossível, nas temporadas de 1969-1971 e fez um episódio da primeira temporada de Agente 86. Nimoy participou num episódio, "O Gorila", da série "Bonanza", dirigido por James P. Yarbrough, a 17 de dezembro de 1960.
Em Star Trek, Spock personificava o raciocínio lógico próprio do seu lado vulcano dominante, sem manifestar emoções. Mas em um dos episódios (This Side of Paradise), Spock tem um rápido namoro quando o seu lado humano se sente libertado. Anos depois Leonard Nimoy gravou uma canção chamada "Once I Smiled" (numa tradução livre: Uma vez eu sorri), cujo tema era a namorada do seu personagem. Spock é até hoje um dos mais conhecidos e adorados personagens de O Caminho das Estrelas e representava o lado lógico do trio formado também por Kirk (William Shatner) e Dr. McCoy (DeForest Kelley). Dirigiu O Caminho das Estrelas: À Procura de Spock e O Caminho das Estrelas: O Regresso a Casa.
Um de seus trabalhos menos conhecidos é a narração do jogo Civilization IV, de 2005.
Nimoy era vegetariano, tinha três filhos e era casado com a atriz Susan Bay. Nos últimos anos retirou-se da carreira no cinema, para se dedicar à fotografia.
Nimoy atuou na Série de TV da Fox, Fringe, em que interpretou "William Bell".
Em 2011, participou no filme Transformers: Dark of the Moon fazendo a voz do autobot "Sentinel Prime", mentor e antecessor de "Optimus Prime". Em 1986, ele dobrou "Galvatron" em The Transformers: The Movie.
O ator informou, no começo de 2014, que estava com uma doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), ocasionada por anos do uso de tabaco. Morreu a 27 de fevereiro de 2015, por complicações decorrentes dessa doença.
  
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