segunda-feira, outubro 28, 2019

Zélia Duncan - 55 anos!

Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira (Niterói, 28 de outubro de 1964) é uma cantora e compositora brasileira.
  
1981-1989: Sala Funarte a Zélia Cristina no Caos
Aos 16 anos, em 1981, Zélia enviou uma fita para a Sala Funarte de Brasília, que na época realizava concursos. Foi selecionada em primeiro lugar e apresentou lá o seu primeiro show. Abriu com a canção "Fazenda" de Milton Nascimento e após a apresentação bem sucedida várias portas se abriram para ela: abriu um show de Luis Melodia, no Teatro Nacional de Brasília, começou a se apresentar constatemente e ainda foi selecionada para representar Brasília no projeto Pixinguinha, viajando por sete cidades. Aos 22 anos (1987) voltou a Niterói, morando com sua avó Zélia. Na época trabalhava no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) e fazia de tudo um pouco: foi locutora da rádio Fluminense FM onde usava a outra parte do seu nome: Cristina Moreira. Foi backing vocal de José Augusto e de Bebeto. Cursou Teatro na CAL (Casa das Artes das Laranjeiras) e também nessa época fez seu primeiro show no Rio de Janeiro.
No final de 1989, conheceu a diretora de teatro Ticiana Studart, que trouxe de Nova York ideias para um show arrojado e irreverente. A linha de pensamento foi: “produzir é um caos, os espaços são um caos, a violência é um caos, o isolamento cultural é um caos,” e logo veio um nome apropriado para o show: “Zélia Cristina no caos.” Como a própria Zélia descreveu:
Embora ainda correndo à margem dos grandes media, sem críticos ou chamadas na TV, o resultado foi muito recompensador. Da Laura Alvim fomos para o Mistura Fina, ambos com lotações esgotadas, e tive a visita de alguém do Estúdio Eldorado, que me convidou para, enfim, gravar um disco.
  
1990-1993: Outra Luz, Emiratos Árabes e Songbook
Após o convite da Eldorado, Zélia gravou o disco “Outra Luz”, contudo não ficou completamente satisfeita com o resultado, considerando que o álbum não se parecia com ela. Com "Outra Luz" teve duas indicações para o prémio Sharp, como revelação e melhor cantora pop-rock. O show fez sucesso e Zélia cantou em várias capitais.
Em outubro de 1991 foi convidada para passar três meses nos Emiratos Árabes Unidos cantando no hotel Meridien. Após o choque inicial, aceitou e os três meses viraram cinco. Esse período foi muito importante, uma vez que, além da música oriental, ela entrou em contato com a música de artistas que a influenciaram muito nos trabalhos posteriores: Joni Mitchell, Joan Armatrading, Sam Cooke, Ry Cooder e Peter Gabriel. Foi também um período criativo, Zélia passou a compor muito. (“O Meu Lugar”, por exemplo). Voltou para o Brasil em 1992 amadurecida pela experiência em Abu Dhabi, disposta para retomar seu trabalho, desta vez com material autoral e sonoridade acústica.
Foi numa longa temporada no Torre de Babel que tudo começou a mudar. Guto Graça Mello foi assistir ao show e a levou para gravar sem compromissos. Depois disso foi convidada por Almir Chediak para participar do Songbook de Dorival Caymmi cantando “Sábado em Copacabana”. Almir apresentou Zélia à Beth Araújo, da WEA nesse dia, que a convidou a entrar para o selo da gravadora. 
  
1994-1995: Zélia Duncan, Catedral e o estouro
Após entrar para a WEA, Beto Boaventura, presidente da gravadora, sugeriu que Zélia alterasse o nome artístico de Zélia Cristina para Zélia Duncan (o sobrenome Duncan, origina-se da família materna – sobrenome de solteira da mãe - não estava originalmente em seu nome, sendo assim também uma homenagem à avó, chamada Zélia Duncan). O álbum homónimo foi lançado em 1994. A parceria com Christiaan Oyens se mostra muito presente tocando a bateria, bandolim (o que caracterizou a parceria de ambos) e violão. Há nesse disco canções muito marcantes da carreira, como “Lá Vou Eu (Rita Lee)”, “Nos Lençóis Desse Reggae”, “Não Vá Ainda” e “Sentidos”. O sucesso de “Catedral” não foi premeditado. Zélia nem ao menos a incluiu no primeiro disco promocional – no qual coloca-se a “música de trabalho” – que contava com quatro canções. Seis meses após o lançamento, Catedral entrou para a trilha sonora da novela “A Próxima Vítima” da Rede Globo como tema dos personagens Irene e Diego, protagonistas da trama e tornou-se um grande sucesso, o primeiro da carreira. A canção é uma regravação traduzida do original da cantora Tanita Tikaram, intitulado "Cathedral song", do álbum "Ancient Heart". O reconhecimento pela crítica também não tardou a aparecer. A revista americana “Billboard” incluiu “Zélia Duncan” na lista dos dez melhores álbuns latinos de 1994 e já no segundo semestre de 1995 Zélia recebeu o “Disco de Ouro”, pela venda das primeiras 100 mil cópias.
Já com o estouro de “Catedral” nas rádios em 1995, fez uma série de shows e temporadas levando a música para todo o país, interpretando todas as canções do CD, entre outras relevantes desse período e que já estavam presentes no repertório: Rita Lee, Alice Ruiz e Itamar Assumpção. Participou da primeira grande festa de aniversário da Rádio JB Fm no antigo Metropolitan (atualmente Citibank Hall, Rio de Janeiro) onde Maria Bethânia apresentava o espetáculo com novas cantoras da época; além de Zélia estavam presentes Cássia Eller e Adriana Calcanhotto. Na época do encerramento da turnê de divulgação do álbum “Zélia Duncan”, em agosto, no Parque do Ibirapuera (São Paulo), o disco já havia atingido a marca de 160 mil cópias vendidas.
  
1996-1997: Intimidade
Zélia passou agosto e setembro de 1996 no estúdio "Nas Nuvens" trabalhando no álbum “Intimidade”, que foi produzido por Liminha (com co-produção de Christiaan Oyens). É um disco bastante autoral, onde Zélia apresenta oito parcerias com Christiaan: Enquanto durmo, Intimidade, Bom pra você, Experimenta (C.Oyens – Fernando Vidal – Zélia Duncan), Não tem volta, Me gusta, A diferença e Assim que eu gosto. Outras três parcerias com Lucina: Minha fé, Coração na boca e Primeiro susto. A única canção do disco que não é de autoria de Zélia é “Vou tirar você do dicionário” (Alice Ruiz – Itamar Assumpção). A arte da capa é de Brígida Baltar.
O reconhecimento do disco não tardou: antes do lançamento, “Enquanto Durmo” foi incluída na trilha sonora da novela “Salsa & Merengue”. Só no primeiro mês, “Intimidade” vendeu 80 mil cópias e Zélia ainda foi premiada como Melhor Cantora pela APCA. Em 1997 Zélia excursionou pelo Brasil com o show “Intimidade” e se apresentou também em Portugal e na Espanha, além de uma série de 12 shows pelo Japão em setembro. Nos Estados Unidos participou do Festival de Música Brasileira. Em agosto cantou no Canecão pela primeira vez. O show contou com a participação de Itamar Assumpção.
  
1998-2000: Acesso
1998 foi o ano em que Zélia começou a trabalhar no sucessor de “Intimidade”. Em junho/julho de 1998 nos estúdios A/R o disco foi gravado, com produção de Christiaan Oyens. Foi mixado por Eric Sarafin e masterizado por Dave Collins no estúdio A&M em Los Angeles – Califórnia. O álbum trás onze faixas sendo oito delas parcerias com Christiaan: Verbos sujeitos, Haja, Sexo, Imorais, Toda Vez, O Lado Bom, Às Vezes Nunca e Por Hoje É Só. Há uma parceria com Lucina: Depois do Perigo. Código de acesso de Itamar Assumpção abre o disco e “Quase sem Querer” (NegreteDado Villa-LobosRenato Russo) é cantada por Zélia em versão acústica. O disco foi lançado em outubro e Zélia seguiu em turnê de divulgação com ele do fim de 1998 até 2000.
  
2001-2003: Sortimento e Sortimento Vivo
"Sortimento não é só o lance de ser sortido, também significa provisão, mantimento, o que você acumula para viver. Estou tentando mostrar um pouco do que está acumulado em mim e tentando abrir para outras coisas. A unidade deste disco espero que seja eu cantando ali, mas não me preocupei com isso nos arranjos, na escolha do repertório. Eu quis fazer mesmo um negócio descabelado.”
Entre janeiro e fevereiro de 2001, Zélia gravou “Sortimento” nos estúdios Voices em São Paulo e Fubá Studios e Mega no Rio de Janeiro e em abril o disco já estava nas lojas. Foi seu primeiro disco lançado pela Universal Music e além disso Zélia estava completando 20 anos de carreira. A gravação foi dirigida por Beto Vilares (Alma, Chicken de Frango, Eu Me Acerto, Sortimento, Desconforto, Beleza Fácil, Flores e Na Hora da Sede) e Christiaan Oyens (Alma, Me Revelar, Todos os Dias e Hóspede do Tempo.). Em sua heterogeneidade, o disco passeia tranquilamente do samba ao folk com leveza e tranquilidade. Em “Desconforto” (parceria com Rita Lee) há uma crítica à situação do país na época e ao então presidente, Fernando Henrique Cardoso.
Sortimento teve duas indicações ao Grammy Latino. A turnê, que chegou até Portugal em maio/junho de 2002 para shows no Coliseo do Porto e de Lisboa, começou em maio de 2001 e Zélia fez mais de 90 apresentações até a gravação do que viria a ser o seu primeiro registro ao vivo: "Sortimento Vivo". A produção foi dirigida por Ézio Filho. Registro dos shows no Sesc Vila Mariana (SP) nos dias 25 e 26 de junho de 2002, Flavio Senna ficou responsável pela gravação e mixagem. A direção é de Oscar Rodrigues Alves (a direção original do show é de Marcelo Saback). O CD/DVD trouxe a então inédita Gringo Guaraná, parceria de Zélia com Rodrigo Maranhão (parceiro dela também em Chicken de Frango).
Após o lançamento em outubro de e continuação da turnê, agora de divulgação também do “Ao Vivo”, Zélia participou ainda dos shows de comemoração do Reveillon 2002/2003 em Copacabana numa programação de shows em três palcos espalhados pela orla com artistas como Jorge Ben Jor, Cláudio Zoli, Fernanda Abreu e O Rappa.
Numa temporada da quinta-feira, 5 de junho a domingo, 7 de junho de 2003 no SESC Pompéia, em São Paulo, Zélia encerrou a turnê do CD “Sortimento Vivo”.
  
2004: Eu Me Transformo Em Outras 
 "Zélia entra, definitivamente, para o panteão das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos com este disco maravillhoso e meio retro-transgressor, se bem me entendem. Ela se transforma em todas aquelas iguanas caleidoscópias já citadas, mas continuando ela mesma em essência, forma e risco." (Hermínio Bello de Carvalho)
“Eu Me Transformo Em Outras” foi gravado de 8 a 13 de janeiro de 2004, Companhia dos Técnicos (Rio de Janeiro) e traz direção musical e produção de Bia Paes Leme, Hamilton de Holanda no bandolim 10 cordas, Marco Pereira no violão 8 cordas, Marcio Bahia na bateria e percussão e Gabriel Grossi na gaita. Foi lançado pelo selo “Duncan Discos” com distribuição da Universal Music. Zélia descreve o projeto:
“No repertório, minha memória recente e remota, o desejo de homenagear vozes e autores que me fizeram tomar a decisão de também dedicar minha vida à música. Minha Elizeth Cardoso, Araci de Almeida, Sílvia Telles, Ná Ozzetti, Herivelto Martins, Nelson Gonçalves, Wilson Batista, Hermínio Bello de Carvalho, Tom Zé, Itamar Assumpção, Tom e Vinícius, Haroldo Barbosa, Ella Fitzgerald, Luiz Tatit, Cartola, Lula Queiroga, Jacob, Wisnik, Claudionor Cruz, Pedro Caetano...”
O repertório se complementa com duas canções: "Capitu", de Luiz Tatit e Itamar Assumpção (já gravada por Ná Ozzetti) e a música "Jura Secreta", de Sueli Costa, esta última inclusa na trilha sonora da novela Da cor do pecado, de 2005.
Em agosto, Zélia ganhou o Prêmio Rival BR de Música de melhor cantora, na terceira edição do evento. No mesmo mês, no dia 20, o show teve sua estréia no Canecão, RJ. Em 2009, cinco anos após o lançamento, “Eu Me Transformo Em Outras” trouxe para Zélia o Disco de Ouro referente a venda de 60 mil cópias.
 
2005: Pré Pós Tudo Bossa Band
O disco “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band” foi gravado em março e abril de 2005. A produção ficou com Christiaan Oyens, Bia Paes Leme e Beto Villares. Foi lançado pela Universal Music. O disco explora o famoso ecletismo de Zélia, tanto quanto ao estilo, como quanto às parcerias. Abre o álbum a faixa-título, parceria com Lenine. O repertório passa pela balada "Benditas", parceria com Mart'nália. Zélia inicialmente planejava um samba quando enviou a letra para a parceira musicar. O inverso aconteceu ao enviar a letra de "Quisera Eu" a Lulu Santos, recebendo de volta um alegre samba. Em "Inclemência" Zélia adicionou letra a uma canção de Guerra Peixe. Gravou quatro parcerias de Itamar Assumpção: Vi Não Vivi (Christiaan Oyens), Tudo ou Nada e Milágrimas (Alice Ruiz) e Dor Elegante (Paulo Leminski). Também em 2005 foi convidada por Simone para participar da gravação de seu dvd Ao Vivo cantando “Não Vá Ainda” e “A Idade do Céu”.
A canção "Carne e osso", de Moska foi tema de abertura da novela Sete Pecados. Já "Inclemência" foi o tema da vilã Cristina, de Flávia Alessandra, na novela Alma Gêmea.
   
2006-2007: Os Mutantes
Em 2006, além de continuar com a turnê de divulgação do álbum “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band”, Zélia passou a se apresentar com Os Mutantes na reunião do grupo. O histórico show no Barbican Theater, em Londres foi registrado em CD e DVD. Zélia foi bem recebida pelos fãs do grupo e elogiada pela crítica. Sobre a entrada de Zélia na banda, Sérgio Dias disse:
“A gente se conhece há pouco tempo, mas foi como se fossem 50 encarnações juntas”, contou Sérgio. “Quando sugeri a Zélia para cantar com a gente, todo mundo comentou que a voz dela é muito diferente, é grave, mas eu disse que botava fé. No fim, quando ela veio tocar, foi maravilhoso.” Zélia, de seu lado, comentou a emoção, mas deixou claro que não quer comparações com Rita Lee: “Não sou uma substituta, isso seria ridículo e perigoso para mim. Me sinto uma representante”. Contou também que, logo depois do primeiro ensaio, ligou para Rita. “Ela tinha de ser a primeira a saber e é de quem realmente me importa a opinião. Eu lhe disse o quanto aquilo foi forte para mim, justamente por sentir tanto a presença dela, e Rita abençoou geral e só comentários positivos foram feitos. Os Mutantes me chamaram, Rita Lee abençoou. Quem não aceitar, que atire a primeira pedra! Da qual eu vou desviar, claro.”
Em 2007 Zélia lançou o DVD ao vivo de Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band e no segundo semestre anunciou a sua saída d’Os Mutantes num comunicado oficial. Além disso “Carne e Osso” (sua parceria com Paulinho Moska) não apenas entrou para a banda sonora da novela da Rede Globo “Sete Pecados”, como era a música de abertura. No mesmo ano o show virou DVD, pelo selo Duncan Discos.
 
2007-2008: Amigo É Casa
Zélia também estava se apresentando com Simone, shows que culminariam na gravação nesse mesmo ano do CD/DVD ao vivo intitulado “Amigo é Casa”, (lançado no ano seguinte pela Biscoito Fino) que trazia uma série de canções importantes nas trajetórias de ambas, mas que nunca tinham sido cantadas por elas antes. O show é marcado pela forte parceria das duas que ficam juntas no palco na maior parte do tempo dividindo versos e holofotes com suavidade e sutileza. A turnê, além de percorrer todo o Brasil, passou também por Portugal e foi um sucesso de público e crítica.
Em 2008 Zélia encerrou a bem sucedida turnê do álbum “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band” no SESC Pinheiros em São Paulo. Nessa época já trabalhava no reportório do álbum “Pelo Sabor do Gesto” (2009).
  
2009-2010: Pelo Sabor do Gesto
"Pelo Sabor do Gesto" foi lançado pela gravadora Universal Music com produção musical de John Ulhoa e Beto Villares. Chegou às lojas em junho do mesmo ano. As aquarelas e design da capa do disco são obras de Brígida Baltar. As fotos têm como cenário Santa Tereza, e são da autoria de Emmanuelle Bernard. Luiza Marcier assina o figurino, de ambos, CD e show.
A parte do disco dirigida por John Ulhoa foi gravada no estúdio localizado na própria casa de John e Fernanda Takai (casados, integram a banda Pato Fu), 128 Japs em Janeiro de 2009. Fernanda participa cantando em “Boas Razões”. Na versão original de Alex Beaupain, (parte da trilha sonora do filme Les Chansons d’Amour) a canção é a primeira parte de um diálogo entre Ismael (Louis Garrel) e Julie (Ludivine Sagnier). Nessa parte Ismael fala sobre como se sente e a participação de Ludivine se limita a alguns comentários e respostas curtas. No filme a música emenda em “Inventaire” onde a situação se inverte e é a vez de Julie expressar o que sente. Zélia, em sua versão converte o diálogo em monólogo-poesia e Fernanda canta alguns versos, fazendo a canção soar como uma bela homenagem à obra original. Beto Villares produziu as faixas "Todos os Verbos", "Sinto Encanto", "Esporte Fino Confortável", "Os Dentes Brancos do Mundo", "Se Eu Fosse", "Se Um Dia Me Quiseres" e "Duas Namoradas". A gravação foi em março de 2009 no estúdio Estúdio Ambulante (mixagem de Evaldo Luna).
O show estreou em Julho no Teatro Municipal de Niterói (direção de Ana Beatriz Nogueira, figurino de Luiza Marcier, cenário de Analu Prestes e Luiz Martins). A banda que acompanha Zélia é formada por Ézio Filho (direção musical e contrabaixo), Webster Santos (guitarra, violão e bandolim), Léo Brandão (teclado e acordeão) e Jadna Zimmermann (percussão e bateria). No repertório todas as canções do disco, "Intimidade e Flores", canções que Zélia não cantava ao vivo já há algum tempo. Uma homenagem a Roberto Carlos com a brincalhona “I Love You”, "Cedotardar", de Tom Zé, e Luiz Tatit também se mostra presente com “Felicidade”.
"Pelo Sabor do Gesto" foi indicado a melhor álbum de MPB no Grammy Latino de 2009. Em dezembro, Zélia cantou na Sala Funarte Sidney Miller (Rio de Janeiro) e recordou do primeiro show da carreira na Sala Funarte de Brasília. Em 2010 prosseguiu na turnê de divulgação do álbum pelo país e cantou no Quênia, no festival Sawa Sawa e em Toronto, Canadá, em outubro na semana do “Brazil Film Fest”. Em agosto foi premiada “Melhor Cantora” no XXI Prêmio da Música Brasileira, no Teatro Municipal (Rio de janeiro).
 
2011: Totatiando, Posse de Dilma Rousseff e "Em Cena"
Em setembro de 2011, mesmo ano onde completou seus 30 anos de carreira, Duncan iniciou uma turnê de concertos musico-teatrais chamada "Tô Tatiando" (estilizada como Totatiando), em homenagem ao músico Luiz Tatit. A turnê continuou até o final de 2012, quando Zélia estava empenhada na gravação e lançamentos de seus novos projetos: na época o DVD Pelo sabor do gesto - Em cena e o CD Tudo Esclarecido.
O DVD de Totatiando foi lançado no final de 2013.
Foi confirmado em novembro de 2012 que a artista irá lançar um CD e um DVD ao vivo das apresentações do espetáculo.
Cantou na festa da posse da primeira presidenta do Brasil, Dilma Rousseff na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia 1 de Janeiro de 2011. Elba Ramalho, Fernanda Takai, Mart'nália e Gaby Amarantos também se apresentaram. Cada uma cantou cinco canções e se reuniram para cantar mais uma música ao final do show "Cinco Ritmos do Brasil".
Uma das escolhas de Zélia para o repertório do show foi sua parceria com Rita Lee, "Pagu":
“Incluí no repertório Pagu, que compus com Rita Lee, que fala de outra grande mulher brasileira, a poeta Patrícia Galvão, nome de destaque do Movimento Modernista de 1922.”
No dia 28 de janeiro anunciou no Twitter que a gravação do DVD ao Vivo de Pelo Sabor do Gesto seria no Teatro Municipal de Niterói, em março.
Bons dias! Niterói, meu povo, o DVD vai ser em Niterói! A data será confirmada, vamos devagar , que eu tenho pressa! :-) Venham nessa, vai ser no Municipal de Niterói, onde ele nasceu. Ele e eu! :-) Estou aqui, recheando o bolo com mil motivos e carinhos!
No dia 7 de fevereiro assinou com a gravadora Biscoito Fino para o lançamento do DVD, numa parceria com o Canal Brasil.
A gravação do DVD foi dirigida por Hugo Prata e Zélia seguiu o roteiro original do show com algumas adições, cantando as 14 faixas do álbum "Pelo Sabor do Gesto", "Flores" e "Intimidade" de trabalhos pregressos, "Cedotardar" de Tom Zé, "Felicidade" de Luiz Tatit e "I Love You" de Roberto Carlos.
Abriu o show com "Boas Razões" com a participação de Fernanda Takai e John Ulhoa, co-produtor do disco. Paulinho Moska e Christiaan Oyens foram convidados para "O Tom do Amor", parceria dela com Paulinho, tendo ele lançado essa faixa em seu disco "Muito Pouco" (2010). Marcelo Jeneci, que compôs "Todos os Verbos" com Zélia e tocou em todas as canções do disco, participou cantando "Borboleta" em dueto com ela, uma parceria dos dois com Arnaldo Antunes e Alice Ruiz. O show foi dirigido por Ana Beatriz Nogueira, o figurino de Zélia e da banda foi assinado por Ronaldo Fraga.
   
2012 - 2013: Tudo esclarecido, nova turnê e prémios
A canção "Breve Canção de Sonho" (parceria com Dimitri BR) foi tema da personagem Rosário, interpretada por Leandra Leal na telenovela Cheias de Charme, da Rede Globo de Televisão. Foi confirmado para o final de Novembro do mesmo ano o lançamento de seu novo álbum: "Zélia Duncan canta Itamar Assumpção: Tudo Esclarecido", um tributo ao cantor e compositor Itamar Assumpção, falecido em 2003.
O lançamento do álbum foi antecipado pelo single "Tua boca".
Em janeiro de 2013, Zélia começou uma turnê em São Paulo a fim de promover o álbum. Em abril de 2013 a turnê chegou ao Rio de Janeiro, com um show no Circo Voador, onde Zélia conheceu Itamar.
Em junho de 2013, Zélia apresentou, ao lado de Adriana Calcanhotto a edição daquele ano do Prêmio da Música Brasileira, no qual ganhou em duas categorias: Melhor Álbum Pop/Rock/Reggae/Hip Hop/Funk e Melhor Cantora. Fez um show em Campos dos Goytacazes.
Em outubro de 2014, a Rede Globo escolheu seu single "Alma", lançado em 2001, para ser o tema oficial de abertura da novela das dezanove horas, "Alto Astral". A música já esteve presente na banda sonora de outras novelas, como "Caminho das Índias" em 2009 e "O Clone" em 2001, ambas da escritora Glória Perez.
Em janeiro de 2015 a cantora casou com a atriz Claudia Netto.O casamento durou apenas um ano e a cantora e a atriz terminaram relacionamento em março de 2016.
  
2015-presente: O disco de sambas
O novo álbum da cantora começou a ser gravado no dia 15 de junho de 2015, data confirmada pela cantora com uma foto em seu perfil oficial no Facebook.
Dedicado ao samba, Antes do mundo acabar foi lançado no início de outubro de 2015, sendo produzido por Bia Paes Leme e contando com algumas faixas inéditas, escritas por Zélia e alguns parceiros, entre eles: Arlindo Cruz, Zeca Baleiro e Xande de Pilares. No mesmo ano, a sua regravação de "Decadence Avec Elegance", canção de Lobão, fez parte da banda sonora da telenovela Cúmplices de um Resgate.
Em 2015, participou na canção "Trono de Estudar", composta por Dani Black em apoio aos estudantes que se articularam contra o projeto de reorganização escolar do governo estadual de São Paulo. A faixa teve a participação de outros 17 artistas brasileiros: Chico Buarque, Arnaldo Antunes (ex-Titãs), Tiê, Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Paulo Miklos (Titãs), Tiago Iorc, Lucas Silveira (Fresno), Filipe Catto, Pedro Luís (Pedro Luís & A Parede), Fernando Anitelli (O Teatro Mágico), André Whoong, Lucas Santtana, Miranda Kassin, Tetê Espíndola, Helio Flanders (Vanguart), Felipe Roseno e Xuxa Levy. Em junho de 2016, Zélia foi a grande vencedora da edição daquele ano do Prémio da Música Brasileira, no qual ganhou em três categorias: Melhor Álbum de Samba ,Melhor Cantora de Samba e Melhor Canção por "Antes do Mundo Acabar" com Zeca Balero.
    
      

Ben Harper - cinquenta anos!

Benjamin Chase "Ben" Harper (Claremont, Califórnia, 28 de outubro de 1969) é um músico norte-americano.
Nascido na Califórnia, Ben Harper cresceu a ouvir blues, folk, soul, R&B e reggae. Aprendeu a tocar guitarra ainda criança e montou diversas bandas em sua adolescência, sempre influenciado por nomes como Blues Traveler, Hootie & the Blowfish, Phish e Taj Mahal. Ben é muito religioso, passando sempre assim, uma mensagem cristã nas suas músicas.
A sua carreira profissional como artista solo começou em 1993 com “Welcome To The Cruel World”. Sempre seguindo um intervalo de dois anos, foram lançados “Fight For Your Mind” (1995), “The Will To Live” (1997) e “Burn To Shine” (1999).
Uma caixa especial intitulada “CD Box Collection”, contendo os 3 primeiros álbuns de Harper saiu em 2000 e, no ano seguinte, chega o duplo ao vivo “Live From Mars”. O disco foi dividido em um elétrico e outro mais acústico e traz os maiores ‘hits’ do músico como “Excuse Me Mr.”, “Steal My Kisses” e “Pleasure And Pain”.
O seu sexto trabalho chama-se “Diamonds On The Inside” (2003). O álbum é uma mistura de heavy, funk e folk. Ao lado dele estão The Innocent Criminals, formado pelo baixista Juan Nelson, o percussionista Leon Lewis Mobley e o baterista Oliver Charles. Os destaques foram “With My Own Two Hands”, “Everything”, “Amen Omen”, além da própria faixa-título.
É também conhecido como o padrinho de Jack Johnson, pois foi quem o descobriu e o indicou para uma grande gravadora. Em 2007 gravou em parceria com a cantora brasileira Vanessa da Mata a canção "Good Luck". Em 2008, formou a banda Ben Harper & Relentless 7, e fezum tour, também em 2009, com a banda Pearl Jam e em 2015, voltou a trabalhar com a banda The Innocent Criminals. 



  

domingo, outubro 27, 2019

Porque hoje não é o dia perfeito...


   
Lou Reed - Perfect Day


Just a perfect day

Drink Sangria in the park

And then later

When it gets dark, we go home
   
 
Just a perfect day

Feed animals in the zoo

Then later

A movie, too, and then home
   

Oh, it's such a perfect day
 
I'm glad I spent it with you
   

Oh, such a perfect day
 
You just keep me hanging on
 
You just keep me hanging on
    
 
Just a perfect day
 
Problems all left alone
 
Weekenders on our own

It's such fun
  
 
Just a perfect day

You made me forget myself
 
I thought I was
  
Someone else, someone good
 
 
Oh, it's such a perfect day
 
I'm glad I spent it with you
 
  
Oh, such a perfect day
 
You just keep me hanging on
 
You just keep me hanging on
     
  
You're going to reap just what you sow
 
You're going to reap just what you sow
 
You're going to reap just what you sow
 
You're going to reap just what you sow

John Cleese faz hoje oitenta anos!

John Marwood Cleese (Weston-super-Mare, Somerset, 27 de outubro de 1939) é um comediante e actor britânico nascido na Inglaterra.
   
Biografia
John Marwood Cleese nasceu em Weston-super-Mare, Somerset, Inglaterra, filho de Muriel, uma acrobata, e Reginald Francis Cleese, um vendedor de seguros. O seu pai mudou o nome da família de Cheese para Cleese em 1915, antes de ir combater para a Primeira Guerra Mundial.
Apesar dos seus rendimentos modestos, o pai de Cleese ofereceu uma educação privilegiada ao seu filho. John completou o ensino primário na St. Peter’s Preparatory School, onde esteve sempre entre os melhores alunos, chegou mesmo a receber um prémio por Inglês. Aos 13 anos recebeu uma ajuda monetária que lhe permitiu entrar na Clifton College, escola pública em Bristol. Quando chegou à escola, Cleese já tinha ultrapassado a altura de 1,90 m, algo que o tornou num alvo fácil para os bullies. Aqui jogou Cricket na equipe principal e apesar da indiferença inicial, acabou por terminar os estudos secundários com notas excelentes a Matemática, Física e Química.
Depois de deixar a Clifton College, Cleese voltou à sua primeira escola para ensinar Ciências antes de entrar no Downing College em Cambridge onde estudou Direito e se juntou aos Footlights Revue. Foi aqui que conheceu o futuro parceiro de escrita, Graham Chapman. Foi nos Footlights que Cleese começou a levar a sério a possibilidade de se dedicar à comédia. Ele escreveu material extra para alguns dos espectáculos do grupo como I Thought I Saw It Move, integrou o elenco de Double Taker e, no ano em que se formou, 1963, fez parte do elenco do Cambridge Footlights Revue. O último teve um grande sucesso e resultou numa digressão que levou o grupo à Broadway. Foi enquanto estava a trabalhar no espectáculo que Cleese conheceu Terry Gilliam e a sua futura mulher, a actriz norte-americana Connie Booth.
Quando regressou à Inglaterra, Cleese foi contratado para a equipa de escritores do The Frost Report (com outros 4 futuros membros dos Monty Python), e juntou-se de imediato ao seu colega do Footlights, Graham Chapman. Cleese também apareceu numa série de sketches. Ao mesmo tempo estava a escrever para o programa de rádio I’m Sorry, I’ll Read That Again. Depois do The Frost Report, John e Graham juntaram-se ao elenco e equipa de argumentistas de At Last the 1948 Show. Cleese também participou em séries como Doctor in the House e Marty de Marty Feldman.
Em 1968, Cleese estreou-se com um programa da sua autoria. How To Irritate People contou com os futuros membros dos Monty Python Graham Chapman e Michael Palin e também com a sua mulher Connie Booth. O programa teve sucesso e abriu a porta para um contrato para mais um projecto que, mais tarde resultou nos Monty Python.
 
Monty Python
Várias circunstâncias juntaram em 1969 John Cleese a Graham Chapman, Eric Idle, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones para formarem o grupo Monty Python e o seu programa de humor, Monty Python Flying Circus que teve 4 temporadas. No programa, Cleese representava maioritariamente personagens sérias e autoritárias como anunciadores, apresentadores de TV e oficiais do governo. As suas personagens mais memoráveis são talvez o homem queixoso no sketche do Dead Parrot e o ministro dos andares tolos. A partir da segunda temporada, era sempre a personagem do anunciador da BBC de Cleese que dava inicio ao programa com a frase lendária, “And now for something completly different.”
Em conjunto com as animações de Gilliam, o trabalho de Cleese com Graham Chapman davam ao programa os seus momentos mais negros e irados.
Ao contrário de Michael Palin e Terry Jones, Cleese e Chapman escreviam juntos, na mesma sala. John afirma que o seu processo de escrita consistia nele próprio com um papel e caneta a fazer a maioria do trabalho sozinho, com Graham sentado sem falar durante muito tempo e depois, subitamente, surgir com uma ideia que levava os sketches para outro nível. O exemplo mais citado é o do sketch do Dead Parrot, originalmente o homem reclamava de uma torradeira avariada, mas foi Chapman que deu a ideia de um papagaio morto.
O seu humor envolvia frequentemente pessoas normais, em ambientes comuns, a comportarem-se forma absurda sem qualquer razão aparente. O aspecto de Cleese com a sua altura considerável e o seu sotaque de classe média faziam-no convincente quando representava papéis autoritários, que depois rebaixava. Muitas das suas personagens tinham uma espécie de loucura armazenada, mas mantinham-se inabaláveis enquanto se comportavam de forma incomum.
Chapman e Cleese também se especializaram em sketches onde as personagens têm uma discussão com argumentos bastante articulados sobre assuntos comuns, como em “Cheese Shop”, “Dead Parrot” ou “The Argument Sketch”. Todos estes sketches foram feitos com Michael Palin (que Cleese considera ser o seu Python preferido para trabalhar) o que evidencia um contraste com as personagens comuns e inofensivas que este representava.
Apesar de o programa ter durado 4 temporadas, no principio da terceira, Cleese estava a ficar farto de lidar com os problemas de alcoolismo de Chapman. John também começou a sentir que a escrita do programa tinha perdido qualidade e se estava a começar a repetir. Assim, decidiu abandonar o grupo e seguir em frente com projectos individuais. Apesar de ainda ter ficado para a terceira temporada, a quarta já não contou com ele. No entanto ele continuou a sua amizade com o grupo e voltou a juntar-se aos Monty Python várias vezes, incluindo os filmes Monty Python and the Holy Grail, Life of Brian e The Meaning Of Life, para além de vários programas ao vivo e especiais do grupo.
 
Carreira
Quando abandonou os Monty Python, John Cleese começou a trabalhar num projecto próprio com a sua esposa na altura, Connie Booth. Juntos criaram a série Fawlty Towers, que estreou em 1975. Na série, Cleese faz o papel de Basil Fawlty, o rabugento dono de um hotel. Fawlty é baseado num gerente que atormentou os membros dos Monty Python quando estes estiveram hospedados no seu hotel. Apesar de ter apenas 12 episódios, Fawlty Towers teve uma grande influência em sitcoms britânicas posteriores e o seu sucesso fez com que Cleese tivesse de viver com a sombra da imagem de Basil.
Após Fawlty Towers, Cleese entrou em projectos bastante variados tais como o western Silverado (para o qual teve de aprender a andar de cavalo), Privates on Parade e Clockwise. Mais tarde entrou no filme realizado por Terry Gilliam Time Bandits (onde fez de Robin dos Bosques) e Yellowbeard (escrito e protagonizado por Graham Chapman - Cleese já afirmou que só entrou no filme para fazer um favor a Chapman e que o guião foi um dos piores que já leu).
Apesar da variedade dos projectos em que se envolveu, a imagem de Basil Fawlty continuava a persegui-lo, só em 1988 Cleese conseguiu afastar-se de Fawlty com o sucesso do filme Um Peixe Chamado Wanda. O filme valeu-lhe um BAFTA de Melhor Actor Principal e uma nomeação para os Óscares na categoria de Melhor Argumento. O elenco de Um Peixe Chamado Wanda voltou a juntar-se quase 10 anos mais tarde, em 1997, em Fierce Creatures, mas desta vez o filme foi um fracasso entre os críticos e na bilheteira.
Cleese também escreveu dois livros de auto-ajuda, Families and How to Survive Them e Life and How to Survive It.
Os papéis mais recentes de John Cleese incluem o de Nick-Quase-Sem-Cabeça nos  filmes da saga Harry Potter e o de Q no filme de 007, Die Another Day. Em 2009 atuou no papel de Inspector Dreyfus na sequela de Pantera Cor-de-Rosa.
Recentemente, Cleese tem emprestado a sua voz em vários filmes animados de sucesso. A mais conhecida é a voz do Rei, pai de Fiona em Shrek, mas ele também fez vozes em Valliant e Charlotte’s Webb e a voz de Deus no musical Spamalot, criado por Eric Idle.
Mais recentemente, John tem feito digressões de comédia por vários países. Em 2013 apresentou a digressão John Cleese: Last Time to See Me Before I Die no Canadá. Em 2014 reuniu-se com os restantes Monty Python para uma série de espetáculos ao vivo na O2 Arena em Londres intitulados Monty Python Live (mostly)
 
Vida pessoal
Em 1968, Cleese casou-se com a sua primeira mulher, Connie Booth. Os dois tiveram uma filha, Cynthia em 1971. Esta entrou em Um Peixe Chamado Wanda, onde faz o papel de Portia, a filha mimada da personagem de John Cleese, e também em Fierce Creatures. Ela casou-se em 1995 com o cineasta Ed Solomon, de quem tem dois filhos. Em 1978, Cleese e Booth divorciaram-se, mas dizem que continuam a ser amigos próximos.
Em 1981, Cleese voltou a casar-se, desta vez com a actriz americana Barbara Trentham. A segunda filha de John e primeira do casal nasceu em 1984. O casamento começou a desfazer-se após o sucesso de Um Peixe Chamado Wanda e, em 1990, o casal divorciou-se. Foi nesta altura que Cleese se mudou do Reino Unido para a Califórnia.
Em 1992, John casou-se com a sua terceira mulher, a psicóloga americana Alyce Faye Eichelberger. Em janeiro de 2008, o casal anunciou a sua separação. O divórcio tornou-se público quando começaram a haver desentendimentos em relação ao dinheiro. Em tribunal, Faye disse não ter dinheiro próprio e portanto exigia 900.000 libras anuais, metade dos rendimentos de Cleese desde 1992 e metade das suas propriedades. Apesar das complicações, o divórcio ficou resolvido. Mais tarde Cleese disse sobre o divórcio: “Vai ser muito, muito caro, mais vai valer cada cêntimo.” John regressou ao Reino Unido menos de um ano depois do divórcio.
Em agosto de 2012, casou-se com a designer de jóias britânica Jennifer Wade numa cerimónia nas Caraíbas.
Em termos políticos, John Cleese anunciou o seu apoio a Barack Obama a quem doou 2,300 dólares para a campanha e ofereceu-se para escrever os seus discursos.
  
  

Simon Le Bon - 61 anos

Simon John Charles Le Bon (Bushey, 27 de outubro de 1958) é um cantor e compositor inglês, que é o vocalista e líder da banda pop britânica Duran Duran.
  
   

Lou Reed morreu há seis anos...

Lou Reed (Brooklyn, Nova Iorque, 2 de março de 1942 - Long Island, Nova Iorque, 27 de outubro de 2013) foi um cantor, guitarrista e compositor norte-americano. Foi considerado o 81º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
   

sábado, outubro 26, 2019

José Malhoa morreu há 86 anos

José Vital Branco Malhoa (Caldas da Rainha, 28 de abril de 1855Figueiró dos Vinhos, 26 de outubro de 1933) foi um pintor, desenhista e professor português.
   
O Grupo do Leão, 1885, óleo sobre tela de Columbano Bordalo Pinheiro, Museu do Chiado, Lisboa
      
O Fado, 1910
          

O pintor William Hogarth morreu há 255 anos

William Hogarth (Londres, 10 de novembro de 1697 - Londres, 26 de outubro de  1764) foi um pintor, gravador e ilustrador inglês. O seu trabalho se estendeu de excelentes retratos realistas a histórias em quadradinhos como séries de imagens chamadas "assuntos morais modernos". Muito do seu trabalho, embora às vezes vicioso, satirizavam a política contemporânea e as alfândegas. Ilustrações de tal estilo são muitas vezes referidas como hogartianas.
   
Início de vida
William Hogarth nasceu em Bartholomew Close, Londres, filho de Richard Hogarth, um pobre professor de latim e escritor de livros didáticos, e Anne Gibbons. Na sua juventude foi aprendiz do gravurista Ellis Gamble, em Leicester Fields, onde aprendeu a fazer gravaras de cartões de comércio e produtos similares. Jovem, Hogarth também teve um vivo interesse pela vida na rua da metrópole e as feiras de Londres, e divertiu-se desenhando as personagens que via. Na mesma época o seu pai, que tinha aberto um café de língua latina mal sucedida na St John's Gate, foi detido por dívidas na prisão de Fleet, durante cinco anos. Hogarth nunca falou da prisão de seu pai.
Tornou-se um membro do clube de artistas Rose and Crown Club, com Peter Tillemans, George Vertue, Michael Dahl e outros artistas e apreciadores.
   
Breakfeast Scene de Marriage à la Mode
   

O poeta Murillo Araujo nasceu há 125 anos

(imagem daqui)
  
Murillo Araujo (Serro, 26 de outubro de 1894 - Rio de Janeiro, 1 de agosto de 1980) foi um poeta brasileiro.
  
Biografia
Murillo Araujo mudou-se em 1907 para o Rio de Janeiro e ingressou como interno no Colégio Pedro II, onde mais tarde seria professor de desenho. Embora se formasse em Direito (1921), pouco exerceu dessa profissão, dedicando-se ao jornalismo.
Murillo Araujo foi um dos expoentes do Modernismo, movimento que foi um dos pioneiros ao publicar, em 1917, o livro Carrilhões, cinco anos antes da Semana de Arte Moderna. A Enciclopédia de Literatura Brasileira regista: "Apoiado nos estudos de Mário da Silva Brito, publicados em 'Anhembí', oferece Antônio Soares Amora a seguinte sucessão de momentos significativos anteriores à Semana de Arte Moderna de 1922, e já no rumo deliberado da renovação: (...) "...ainda em 1917 vários poetas novos começaram a impor-se:" (...) "...Murillo Araujo, 'Carrilhões'..."
Como índice da modernidade de Murillo Araujo, desponta o facto do seu poema Macumba, ter recebido, em 1930, aclamadora alusão na conferência "Poesia Moderníssima do Brasil", proferida no curso de férias da Faculdade de Letras de Coimbra, pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manoel de Souza Pinto.
Seguiram-se a este livro A galera (escrito em 1915, mas publicado anos depois), Árias de muito longe (1921), A cidade de ouro (1927), A iluminação da vida (1927), A estrela azul (1940) - esta obra foi traduzida pelo poeta uruguaio Gaston Figuera para o espanhol com o nome La Estrela Azul e publicada em Nova York (EUA) -, As sete cores do céu (1941), A escadaria acesa (1941), O palhacinho quebrado (1946), A luz perdida (1952) e O candelabro eterno (1955). A obra em prosa limita-se a quatro livros: A arte do poeta (1944), Ontem ao luar (1951), uma biografia do compositor Catulo da Paixão Cearense, Aconteceu em nossa terra (pequenos casos de grandes homens) e Quadrantes do Modernismo Brasileiro (1958). Murillo Araujo também traduziu o livro O inspetor geral, do escritor russo Nikolai Gogol (Sorotchintsi, 1809Moscovo, 1852).
Em 1960, a Editora Pongetti lançou, em três volumes, toda a sua obra poética, com o título Poemas Completos de Murillo Araujo.
  
O grupo Festa
Ele foi integrante do grupo Festa - que contou com a participação de Cecília Meireles, José Cândido de Andrade Muricy, Adonias Filho e Tasso da Silveira.
O poeta foi um dos artistas do modernismo mais influenciado pelo simbolismo. O grupo, que editava a revista de mesmo nome, integrava que a Corrente Espiritualista do Modernismo. O poeta era também famoso frequentador dos sabadoyles, organizados pelo bibliófilo Plínio Doyle.
Dentre os poetas que o influenciaram estão Walt Whitman - poeta norte-americano (West Hills, 1819 - Camden, 1892) -, António Nobre - poeta português (Porto, 1867 - Foz do Douro, 1900), considerado a maior figura do simbolismo em Portugal - e Émile Verhaeren - poeta belga de expressão francesa (Saint-Amands, 1855 - Rouen, 1916). Autor de contos, peças de teatro e crítica literária, além de poesia, evoluiu do naturalismo para o misticismo.
Prémio Machado de Assis Em 1971, ele recebeu o Prémio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.
Murillo e a música Parte das suas poesias chegou a ser musicada. O compositor Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 1887 - Rio de Janeiro, 1959) compôs três obras com letras dele, Canção da Imprensa (1940), Juramento e Canção de Cristal (1955).
O poeta foi musicado também por Francisco Braga (Rio de Janeiro, 1868 - idem, 1945), o autor do Hino à Bandeira, na música Moreninha, Eleazar de Carvalho (Igatu - CE, 1912 - São Paulo, 1996) - em Canto a Porto Seguro -, Luciano Gallet (Rio de Janeiro, 1893 - idem, 1931) - em Interpretações-, Heckel Tavares (Satuba, AL, 1896 - Rio de Janeiro, 1969) - Banzo, Oração do Guerreiro, Funeral d´um rei Nagô, Três canções de Natal e Anhangüera; e Fernando Lobo - que adotou o pseudónimo de Marcelo Tupinambá, compositor popular brasileiro (Tietê, SP, 1892 - São Paulo, 1953) - Treva Noturna.
Murillo Araujo compôs Canto Heróico do Liceu de Artes e Ofícios e Canta, Canta, Passarinho, cujo arranjo é de Vila-Lobos.
  
  
Visão

Tenho à noite a visão de que a estrelas de ouro
vão descendo ao meu sonho e vêm dançando em coro.

Sinto-as numa nevrose...
numa fascinação... numa alucinação!
– quer agonie ou goze —
eu as sinto nevoentas,
lânguidas e luarentas,
uma por uma dando o pálido clarão!

Uma diz: “chamo-me Apoteose!”
Outra diz: “chamo-me Afeição!”
Outra é, levíssima, a Confiança,
Outra — a Lembrança
Outra — a Ambição...

E assim tenho a visão de que as estrelas de ouro
Vêm, dançando, ao meu sonho e vão descendo em coro.

Mas choro de aflição...
pois falta estrela que procuro em choro,
falta a q1ue foi na terra um vulto louro,
falta a que está nos céus, e acha desdouro
descer e iluminar-me o coração!...
  
  
in
Carrilhões (1917) - Murillo Araujo

O álbum As Quatro Estações foi lançado há trinta anos


As Quatro Estações é o quarto álbum da banda brasileira Legião Urbana, lançado a 26 de outubro de 1989. O álbum cristalizou a formação que perduraria até o fim da mesma, após a saída do baixista Renato Rocha, pelo seu não comprometimento com o grupo.
Depois do fatídico show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que terminou em confusão generalizada, a banda chegou a ser odiada por parte do público que foi ao show. O fato aumentou a fobia de palco de Renato Russo e fez com que a banda adotasse uma postura mais introspectiva. Durante as gravações, o baixista Renato Rocha se desentendeu com os demais membros e deixou a banda, fazendo com que algumas bases de baixo já preparadas para o disco fossem regravadas por Renato Russo e Dado Villa-Lobos.
O disco trata de temas como a bissexualidade, como na canção Meninos e Meninas (em que Renato assume abertamente ser bissexual) e Maurício, e a religião, como em Monte Castelo (adaptada de trechos da Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios, da Bíblia cristã, e mesclada a trechos de um soneto de Luís Vaz de Camões). A crítica social também está presente, com 1965 (Duas Tribos), em que o cantor menciona a tortura (prática comum na ditadura militar, nos anos 70).
Nove das onze faixas do disco estão entre as mais conhecidas da banda, considerado por muitos como o melhor e mais inspirado da história da Legião, inclusive pelo próprio Renato Russo. Entre elas, estão: Há Tempos, Pais e Filhos, Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto, Meninos e Meninas, Monte Castelo e Maurício.
A partir da turnê deste álbum, Renato, Dado e Bonfá passaram a contar com três músicos de apoio: Fred Nascimento (guitarra rítmica e violão), Bruno Araújo (baixo elétrico) e o produtor musical Mu Carvalho (teclados). Destacam-se dois memoráveis shows: no Jockey Clube do Rio de Janeiro, no dia 7 de julho de 1990 (mesmo dia da morte de Cazuza, homenageado pela banda) com 60.000 espectadores, e no Estádio Palestra Itália (Parque Antártica), um mês depois, que foi lançado em CD em 2004 com o título As Quatro Estações ao Vivo, com 100 mil pessoas na plateia.
  
Faixas
Todas as músicas por Legião Urbana, exceto "Monte Castelo" (composta por Renato Russo):
1. "Há Tempos" 3:17
2. "Pais e Filhos" 5:08
3. "Feedback Song for a Dying Friend" 5:25
4. "Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto" 3:13
5. "Eu Era um Lobisomem Juvenil" 6:45
6. "1965 (Duas Tribos)" 3:44
7. "Monte Castelo" 3:50
8. "Maurício" 3:17
9. "Meninos e Meninas" 3:23
10. "Sete Cidades" 3:25
11. "Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar" 4:56

Formação
  


       

      sexta-feira, outubro 25, 2019

      Johann Strauss II nasceu há 194 anos

      Johann Baptist Strauss, mais conhecido como Johann Strauss II (Viena, 25 de outubro de 1825 - Viena, 3 de junho de 1899), foi um compositor austríaco da era romântica famoso por ter escrito mais de quinhentas valsas, polcas, marchas e quadrilhas. Filho de Johann Strauss I, e irmão dos compositores Josef Strauss e Eduard Strauss. Conhecido como "O Rei da Valsa", foi responsável pela popularidade da valsa em Viena durante o século XIX. Algumas das mais famosas obras incluem The Blue Danube (O Danúbio Azul), Wein Weib und Gesang, Tales from the Vienna Woods, Tritsch-Tratsch-Polka, o Kaiser-Walzer, e da opereta Die Fledermaus (O Morcego).
          
          

      Bizet nasceu há 181 anos

      Georges Bizet, nascido Alexandre César Léopold Bizet, (Paris, 25 de outubro de 1838 - Bougival, 3 de junho de 1875) foi um compositor francês, principalmente de óperas. Numa curta carreira devido à sua prematura morte, ele atingiu poucos sucessos antes do seu trabalho final, Carmen, que viria a tornar-se uma das mais populares e frequentemente interpretadas óperas no reportório operístico.
         
        

      El-Rei D. João II o Príncipe Perfeito, morreu há 524 anos

      El-Rei D. João II de Portugal (Lisboa, 3 de maio de 1455Alvor, 25 de outubro de 1495) foi o décimo-terceiro Rei de Portugal, cognominado O Príncipe Perfeito pela forma como exerceu o poder. Filho do rei Afonso V de Portugal, acompanhou o seu pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada de Arzila. Enquanto Afonso V enfrentava os castelhanos, o príncipe assumiu a direcção da expansão marítima portuguesa iniciada pelo seu tio-avô, o Infante D. Henrique.
      D. João II de Portugal sucedeu ao seu pai após a sua abdicação em 1477, mas só ascendeu ao trono após a sua morte, em 1481. Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Nas conspirações que se seguiram suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo e cunhado Diogo, Duque de Viseu. Governando desde então sem oposição, João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia. Após ordenar as viagens de Bartolomeu Dias e de Pêro da Covilhã, foi João II que delineou o projecto da primeira viagem.
      O seu único herdeiro, o príncipe Afonso de Portugal estava prometido desde a infância a Isabel de Aragão e Castela, ameaçando herdar os tronos de Castela e Aragão. Contudo o jovem príncipe morreu numa misteriosa queda, em 1491, e durante o resto da sua vida D. João II tentou, sem sucesso, obter a legitimação do seu filho bastardo, Jorge de Lancastre. Em 1494, na sequência da viagem de Cristóvão Colombo, que recusara, D. João II negociou o Tratado de Tordesilhas com os reis católicos. Morreu no ano seguinte sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para sucessor o duque de Beja, o seu primo direito e cunhado, que viria a ascender ao trono como El-Rei D. Manuel I de Portugal.
         
      (...)
         
      D. João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica iniciada pelo seu tio-avô o Infante D. Henrique. Os descobrimentos portugueses serão a sua prioridade governamental, bem como a busca do caminho marítimo para a Índia. Durante o seu reinado conseguiram-se os seguintes feitos:
      A totalidade das descobertas portuguesas do reinado de João II permanece desconhecida. Muita informação foi mantida em segredo por razões políticas e os arquivos do período foram destruídos no Terramoto de 1755. Os historiadores ainda discutem a sua verdadeira extensão, suspeitando que navegadores portugueses chegaram à América antes de Cristóvão Colombo. Para suportar esta hipótese são citados com frequência os cálculos mais precisos que os portugueses tinham do diâmetro da Terra. No fim do século XV, havia em Portugal uma escola de navegação, cartografia e matemática há mais de oitenta anos, onde os cientistas mais talentosos se dedicavam à investigação. Enquanto Colombo acreditava poder chegar à Índia seguindo para oeste, é provável que João II já soubesse da existência de um continente no meio. As viagens do misterioso capitão Duarte Pacheco Pereira, para oeste de Cabo Verde foram possivelmente mais importantes do que as interpretações tradicionais supõem. Portanto, quando Colombo pediu apoio para a sua viagem, João II recusou. Colombo, capitão sem experiência atlântica, partia de uma suposição que o rei sabia estar errada. Decidido a chegar à Índia pelo ocidente, contornando África, não havia razão para subsidiar a expedição. Em 1492, ao serviço dos reis de Castela e Aragão, Colombo descobriu oficialmente a América. Até à sua morte, esteve convencido que havia chegado à Índia. Este evento iniciou entre Portugal e Castela uma série de disputas sobre o domínio dos mares. Foi esta rivalidade que levou à assinatura do Tratado de Tordesilhas a 7 de junho de 1494. O tratado definia o semi-meridiano de Tordesilhas e estipulava que as terras a este desta linha seriam possessões portuguesas, enquanto que a outra metade do mundo seria espanhola.
          
      (...)
          
      João II morreu em 1495, sem herdeiros legítimos. Dado o ódio que a nobreza portuguesa sempre lhe teve, a hipótese de envenenamento por um copo de água que tomou não é de excluir. Antes de morrer, João II escolheu Manuel de Viseu, duque de Beja, o seu primo direito e cunhado (era irmão da rainha Leonor) para sucessor.
      A rainha Isabel, a Católica, de Castela, por ocasião da sua morte, terá afirmado «Murió el Hombre!», referindo-se ao monarca português como o Homem por antonomásia, devido às posições de força que assumira durante o seu reinado.
      Foi-lhe atribuído o cognome o Príncipe Perfeito pois foi graças às medidas por ele implantadas que emergiu triunfante o valor da sua obra, ou seja, a época de ouro de Portugal.
      Jaz no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha. Aquando da sua morte em Alvor (Portimão), havia sido sepultado na Sé de Silves mas, em 1499, os seus restos mortais foram exumados e trasladados para o seu atual local de sepultamento. Como forma de agradecimento à cidade de Silves por ter acolhido os restos mortais do monarca, pensa-se que D. Manuel I terá encomendado a chamada Cruz de Portugal, património nacional desde 1910.
        
      D. João II, Iluminura no Livro dos Copos, circa 1490 a 1498
          

      Chad Smith, baterista dos Red Hot Chili Peppers, faz hoje 58 anos

      Chadwick Gaylord Smith, ou como é mais conhecido, Chad Smith (Saint Paul, 25 de outubro de 1961), é um baterista americano, mais conhecido como membro de longa data da banda californiana de rock Red Hot Chili Peppers, a quem se juntou em 1988 e onde permanece até hoje. Smith fez parte do supergrupo Chickenfoot em 2008, quando os Chili Peppers estavam em hiato.