sábado, março 05, 2011

Pequeno sismo no arquipélago da Madeira


Aviso de Sismo no Arquipélago da Madeira


O Instituto de Meteorologia informa que no dia 04-03-2011 pelas 22.37 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 3.2 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 10 km a Sudeste da Deserta Grande. 

Até à elaboração deste comunicado não foi recebida nenhuma informação confirmando que este sismo tenha sido sentido. 

Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados. Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação através da página do IM na Internet (www.meteo.pt) e a obtenção de eventuais recomendações junto da Autoridade Nacional de Protecção Civil (www.prociv.pt).

Heitor Villa-Lobos nasceu há 124 anos


Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de Março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de Novembro de 1959) foi um maestro e compositor brasileiro.
Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista onde incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.
in Wikipédia

sexta-feira, março 04, 2011

A ética republicana e socialista - versão boy dos bombeiros e protecção civil

(imagem daqui)


Isto Anda Tudo Ligado

O chumbo das aldrabices da isabelinha e do lacão na Assembleia via TV


NOTA: folgo em saber que Isabel (Alçada) Vilar tem formação em Direito Constitucional, que os PS é especialista em contas mas não sabe fazer a prova dos nove das mesmas e que, depois de o Presidente tomar posse, há que malhar no ferro enquanto está quente.

Por favor, não gozem mais com o Amado ou o Sócrates...


Portugal vai presidir ao Comité de Sanções da ONU para a Líbia

Isto só pode ser mesmo a gozar com a dita comunidade internacional…
Cartoon de Shlomo Cohen

in A Educação do meu Umbigo - post de Paulo Guinote 

Iniciação ao estudo dos Macrofungos - curso em Leiria

Curso de Iniciação ao estudo dos Macrofungos

Centro de Interpretação Ambiental

30 de Abril e 1 de Maio de 2011


Formador: Eng.º Mauro Matos
Público-alvo: Maiores de 18 anos
Nº de inscrições: mínimo de 10 e máximo de 20
Inscrição: €35,00, no Centro de Interpretação Ambiental, até ao dia 26 de Abril de 2011

Local

Centro de Interpretação Ambiental de Leiria

cia@cm-leiria.pt

Telefone: 244 845 651

Temáticas do curso
  • Micologia;
  • Constituição de um fungo;
  • Grupos tróficos em que se dividem os
  • fungos;
  • Macrofungos (cogumelos);
  • Diferentes componentes de um cogumelo;
  • A reprodução sexuada, assexuada e o processo de formação de um cogumelo.
Este curso consta de 2 partes integrantes,uma parte teórico-prática e uma parte prática de colheita e posterior identificação de macrofungos recolhidos.


Calendarização

  • 30 de Abril das 10.00 às 12.30 e das 14.30 às 18.00 horas
  • 1 de Maio das 10.00 às 12.30 e das 14.30 às 16.30 horas

Local da Formação Teórica:


Ficheiros de Apoio:

Este é o nosso ditoso amado Ministro dos Negócios Estrangeiros

Amados

 

NOTA/ADENDA: quem é moço da esquerda baixa que parece triste como a noite?

O rescaldo da queda da ponte Hintze Ribeiro - 10 anos

Entre-os-Rios: uma década depois as promessas permanecem no papel

A nova ponte fez-se, o IC 35 não

Nos dias que se seguiram à queda da ponte, o cortejo de ministros e secretários de Estado em direcção a Castelo de Paiva prolongou-se por meses, com a classe política, solene e consternada, a concordar que a tragédia tinha que fechar o ciclo de abandono a que aqueles concelhos vinham sendo votados. Dez anos volvidos, a principal via que ligaria Castelo de Paiva ao centro de Penafiel e que, consequentemente, colocaria os paivenses a 30 minutos do Porto continua sem sair do papel. Consequência: as fábricas continuam a fechar, o desemprego atinge os 20 por cento, o dobro da taxa nacional, e nem os médicos aceitam fixar-se por estas bandas.

Indignado com o que qualifica como "uma gritante falta de responsabilidade dos governantes", o presidente da Câmara de Penafiel, Alberto Santos, já recolheu assinaturas suficientes para forçar a discussão do problema na Assembleia da República. O caricato desta situação é que a ponte que assegura a passagem sobre o rio entre Castelo de Paiva e Entre-os-Rios foi construída, a escassos metros da nova Hintze Ribeiro, especificamente a pensar no Itinerário Complementar n.º 35 (IC35). A ideia era que a nova rodovia dispensasse os automobilistas de terem que percorrer os 13 quilómetros que separam Entre-os-Rios do centro de Penafiel, onde o acesso ao Porto é garantido pela A4, pela velhinha EN 106. Claramente sobrelotada, esta estrada matou oito pessoas nos últimos três anos. "A cada dois dias e meio há um acidente e a cada seis dias uma vítima, que pode ser um ferido, grave ou ligeiro, ou um morto", contabiliza Alberto Santos. Acresce que as 27 mil pessoas que todos os dias entopem a via fazem com que, nas horas de maior afluxo, se perca mais de uma hora a percorrer os referidos 13 quilómetros.

Como o IC35 nunca passou de um esquisso, a nova ponte não passa de um triste lembrete, a mostrar que as promessas feitas no rescaldo da tragédia perderam validade assim que os microfones mediáticos apontaram noutra direcção. "Fizeram uma ponte que está ali há anos sem servir para nada, porque não liga a lado nenhum. A consciência que os protagonistas políticos revelaram na altura apagou-se, juntamente com os holofotes", lamenta o social-democrata Alberto Santos. A empreitada está orçada em 64 milhões de euros. "Se os fundos comunitários não servem para financiar estruturas como esta, então pergunto-me para que servem", questiona.

As implicações que as más acessibilidades têm a nível social são fáceis de traduzir em estatísticas. Penafiel, que a A4 pôs a 20 minutos do centro do Porto, tem uma taxa de desemprego que ronda os 10 por cento, em linha com o país, portanto. Em Castelo de Paiva, ali mesmo na fronteira, mas sem auto-estrada nem o IC35 que facilitaria o acesso à A4, a taxa de desemprego dobra para os 20 por cento. "Se nos tivessem feito o IC35, tínhamos conseguido atrair investimento. O director-geral da Louis Vuitton esteve em Castelo de Paiva quando a nova ponte estava a ser construída e perguntou se haveria acesso à auto-estrada. Nós não podíamos dizer que o acesso ia ser feito, porque o que tínhamos era uma promessa. Quando lhe dissemos isso, ele, que já estava habituado às promessas dos políticos portugueses, simplesmente desistiu de fazer o investimento", recorda Paulo Teixeira, o social-democrata que, em 2009, perdeu a autarquia paivense para o professor de História Gonçalo Rocha, por apenas 22 votos.

Eleito pelo PS, Gonçalo Rocha confirma que "as más acessibilidades são o maior empecilho ao desenvolvimento do concelho". E não foi só o IC35 que ficou em falta. A variante da EN 222 que termina, junto a uma colina, em Pedorido, continua sem perspectivas de ligação à A32 que atravessará Santa Maria da Feira. "É um troço de seis quilómetros que não se percebe como nunca avançou porque nos poria em ligação com os principais eixos rodoviários do país e a 20 minutos do Porto", desespera.

É que sem estradas também não há médicos que aceitem fixar-se no concelho. "Estamos sempre a pedir médicos, alguns são deslocados, mas, quando verificam as acessibilidades, rejeitam vir para cá", lamenta o autarca. O problema não é de agora. Paulo Teixeira lembra as vezes em que esbarrou na porta do centro de saúde local com aviso "Procure o centro de saúde mais próximo". Já houve mortes que talvez pudessem ter sido evitadas. "No meu tempo", recorda o ex-autarca, "morreram pelo menos duas pessoas, uma criança de cinco anos e um homem de 50, porque era hora de ponta e a viatura de emergência médica não conseguiu chegar de Penafiel a Castelo de Paiva". Os hospitais mais próximos, em Penafiel e em Santa Maria da Feira, ficam a uma hora ou mais de distância, dependendo da hora. "Em saúde, uma hora é muito tempo...", insiste Gonçalo Rocha, para concluir que, desta forma, é difícil curar as nódoas negras do concelho.

Escola Pública & Dignidade: 1 - Governo & PS: 0 (parte 2)

Educação
CNE satisfeito com oposição parlamentar à revisão curricular do Governo

O Conselho Nacional de Educação (CNE) manifestou hoje satisfação por a Assembleia da República impedir a reorganização curricular aprovada pelo Governo e à qual havia dado parecer negativo.


“O CNE considera que a Assembleia da República, ao decidir na linha do parecer que o CNE tomou, de natureza pedagógica, abre um novo caminho para um debate alargado e essencial sobre o currículo”, disse à agência Lusa fonte deste órgão independente, com funções consultivas.

“O CNE fica satisfeito que o seu parecer tenha sido tido em conta”, acrescentou a fonte contactada pela Lusa.

A oposição parlamentar aprovou hoje a cessação de vigência do decreto-lei do Governo que introduz alterações curriculares no ensino básico, com os votos favoráveis de PSD, BE, PCP, PEV e a abstenção do CDS-PP.

O diploma em causa foi publicado em Diário da República a 02 de Fevereiro com entrada em vigor a 01 de Setembro e determinava a eliminação da área de projecto, limitava o estudo acompanhado a alunos com mais dificuldades e reduzia de dois para um o número de professores por turma a leccionar Educação Visual e Tecnológica.

Escola Pública & Dignidade: 1 - Governo & PS: 0

Parlamento
Oposição anula reorganização curricular do Governo

Uma coligação dos partidos da oposição anulou a reorganização curricular determinada pelo Governo. A apreciação parlamentar do PCP que pedia a cessação do decreto em causa foi aprovada, com os votos do PCP, PSD, BE, PEV e com a abstenção do CDS.

Votação idêntica tiveram as apreciações parlamentares apresentadas pelo CDS e BE, mas como sublinhou o Presidente da Assembleia da República a primeira aprovação determinou de imediato a cessação da vigência do decreto que reorganizava os tempos lectivos do segundo e terceiro ciclos do ensino básico.

A bancada do CDS propôs alterações ao diploma, mas já não foram votadas por ter sido aprovada a cessação da vigência do diploma que previa, já a partir do próximo ano lectivo, a extinção da disciplina da Área de Projecto, o fim do par pedagógico (dois professores na sala de aula) em Educação Visual e Tecnológica e a limitação ao estudo acompanhado a alunos com dificuldades.

Acaba assim, mesmo antes de entrar em vigor, o que deveria acontecer a partir de 1 de Setembro próximo. Ontem, durante todo o dia, o Governo acusou a oposição, e sobretudo o PSD, de estar a "sabotar" a "execução orçamental" e de contribuir para o "aumento da despesa pública", ao não permitir que aquele diploma venha a ser aplicado. Foram apresentadas contas pela primeira vez. De manhã, pela ministra Isabel Alçada, em conferência de imprensa. À tarde, na Assembleia da República, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e pelo secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura. Com a cessação de vigência, afirmaram, será provocado um acréscimo da despesa em 43 milhões de euros já este ano e de 120 milhões em 2012.

"É uma medida que terá sérias consequências financeiras no equilíbrio das contas públicas", avisou Lacão, durante o debate sobre os pedidos de apreciação parlamentar do diploma apresentados pelo CDS-PP, PCP e BE. Para o Governo, é também uma iniciativa "inconstitucional", uma vez que, argumentaram Alçada, Lacão e Ventura, implica um aumento da despesa, o que se encontrará vedado pelo artigo 167 da Constituição.

Segundo este artigo, os deputados "não podem apresentar projectos de lei, propostas de lei ou propostas de alteração que envolvam, no ano económico em curso, aumento das despesas ou diminuição das receitas do Estado previstas no Orçamento". Ouvido pelo PÚBLICO, o constitucionalista Tiago Duarte considerou que a disposição não se aplica aos pedidos de cessação de vigência que foram apresentados pelo PSD, PCP e BE. "Não é uma questão pacífica, mas neste caso penso que não existe inconstitucionalidade", disse.

Com uma tese de doutoramento precisamente sobre o Orçamento e a lei por detrás dele, Tiago Duarte explicou que os grupos parlamentares que requereram a cessação de vigência "não estão a tomar uma iniciativa legislativa", já que não apresentaram nenhum projecto ou proposta de lei ou de alterações. "Vão aprovar uma cessação de vigência, sem alterações ao diploma, e isso não é uma lei, mas sim apenas uma resolução da Assembleia da República", indicou. Por outro lado, afirmou, com esta iniciativa "não se está a aumentar a despesa, mas apenas a tentar que esta não diminua". Com a revogação do diploma, mantém-se em vigor a situação actual.

A apreciação parlamentar de diplomas aprovados pelo Governo para "efeitos de cessação de vigência ou de alteração" é uma das competências que a Constituição atribui à Assembleia da República. No caso da reorganização curricular, o único partido da oposição que apresentou uma proposta de alteração foi o CDS.


Despedir professores

Ao princípio da noite de ontem, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, confirmou que os centristas iriam hoje garantir que a reorganização não fosse por diante. "Não concordamos com a extinção do chamado par pedagógico e defendemos que a Educação Visual e Tecnológica precisa de dois professores", justificou. "Por que é que o Governo não concorda com as nossas propostas? Porque esta reforma não tem como centro o aluno, não tem como fundamento o ensino, nem tem como objectivo o mérito. Se tivesse, o Governo substituía a Área de Projecto por Português e Matemática, mas não o faz porque o único objectivo é poupar 43 milhões de euros", acusou. "Quarenta e três milhões em poucos meses é muito dinheiro. Onde vão poupar?", questionou o deputado do PSD, Pedro Duarte, depois de Alexandre Ventura ter garantido que o seu ministério "vai despedir zero professores". De manhã, Isabel Alçada também garantira que os professores do quadro se irão manter na escolas, mas admitiu que as medidas previstas no diploma irão "naturalmente implicar uma alteração no número de horários que as escolas disponibilizam". Estes horários visam suprir as necessidades das escolas, sendo preenchidos por professores contratados. Actualmente estarão ao serviço cerca de 25 mil.

"Pela primeira vez, a ministra da Educação assumiu que vai despedir professores", frisou Pedro Duarte, acrescentando que as explicações apresentadas confirmam que a principal razão da reorganização curricular "é orçamental e não pedagógica". Quando anunciou, na quarta-feira, que também ia pedir a cessação de vigência do diploma, o PSD apresentou como principal motivo para tal o facto de o Governo se ter recusado a apresentar qualquer fundamentação pedagógica para as soluções defendidas, que se transformam por isso num conjunto de "cortes cegos". Uma acusação também feita pelos deputados Miguel Tiago, do PCP, e Ana Drago, do BE.

"A posição do Governo só pode ser uma: dizer, e dizer em particular ao grupo parlamentar do PSD, que não venha mais doravante exigir ao Governo com o mínimo de credibilidade a diminuição da despesa pública", afirmou Jorge Lacão. Um "aviso solene" que, segundo ele, é ignorado apesar das garantias dadas pelo Ministério da Educação de que a reorganização "não trará prejuízos didácticos".

A reorganização foi contestada por professores e directores e contou com o parecer negativo do Conselho Nacional de Educação, um órgão consultivo do Parlamento.

O blog Geopedrados alerta que o lixo do governo provoca risco de contágio


Governo PS/Sócrates – Com o mal dos outros...



“Que Deus-Nosso-Senhor nos dê muita saúde...
... e muitos clientes a tê pai!”
Esta frase ficou famosa na Angra do Heroísmo dos anos sessenta do século passado. Era uma frase-feita muito repetida pela mãe de um jovem angrense, um pouco mais velho do que açoriana que ma ensinou. A frase é de um tremendo humor negro, já que o pai do rapaz e marido da senhora era proprietário de uma agência funerária. Daquelas à antiga, que fabricavam os seus próprios artigos. O forte apego da senhora às questões materiais podia admirar-se também nos seus famosos presépios, que exibia orgulhosa e cujas numerosas figuras eram vestidas com restos das sedas dos caixões... presépio “monumental” que, para aproveitar o roxo, contava até com uma procissão do “Senhor dos Passos”.
Até hoje, todos os terceirences que se lembram deste dito da sua conterrânea, continuam a achar-lhe muita graça... e a não levar a mal aquilo que realmente significava.
Noutro contexto, o senhor secretário de estado do turismo do Governo de Portugal, um tal Bernardo Trindade, ainda não conseguiu perceber que não lhe fica nada bem, nem como governante, nem como ser humano, insistir na ideia de que as convulsões que ocorrem em países como o Egipto, a Tunísia, Marrocos, ou Líbia... são boas para Portugal (!!!)... e isto, porque no entender do secretário de estado, os turistas poderão fugir desses países, optando por passar férias por cá. É, no fundo, o mesmo “desejo” da esposa do cangalheiro... mas envolvendo muito mais mortes e milhões de euros de “ganhos”.
Então porque é que eu, embora também achando muita graça à senhora da Terceira, considero o secretário de estado um piolhoso político?
Primeiro, porque aquilo que se está a passar no Médio Oriente não se deve ao mau tempo. As “convulsões” que, em teoria, podem trazer para cá umas centenas de turistas assustados, sendo movimentos sociais e políticos que poderão vir a transformar a face de uma grande área do planeta, estão, nesta fase, a custar centenas de vidas de cidadãos desses países, se não forem já milhares.
Segundo, porque o secretário de estado não está a falar com o filho, nem é uma senhora semianalfabeta da Ilha Terceira dos anos sessenta, mas sim um membro de um governo que se diz socialista e em 2011.
Terceiro, porque ainda que o governante e o governo sejam suficientemente reles para pensarem assim, deviam ter ao menos o decoro de não o dizer em público.
Quarto, porque acho que já perdi a paciência para estes pequenos pormenores... que nem por serem pequenos, nem por serem pormenores, são menos asquerosos.

A guerra civil no grupo par(a)lamentar do PS e mais uma promessa de Sócrates a ir para o esgoto onde ele se encontra

Adiamento
Assis alertou para vitória do “não” em caso de referendo à regionalização

Francisco Assis foi hoje confrontado por deputados do PS sobre o adiamento do referendo à regionalização, prevista na moção global de José Sócrates ao congresso, e admitiu que, se os portugueses fossem agora chamados às urnas, o “não” poderia vencer.

O que adiaria por “mais alguns anos” a criação das regiões, afirmou o líder da bancada do PS durante a reunião semanal dos deputados, na Assembleia da República.

O adiamento do referendo, por falta de condições políticas e devido à crise, foi levantado pelo deputado Ricardo Gonçalves, de Braga, que questionou a quebra de uma promessa eleitoral feita em 2009, “quando já se sabia que havia crise”.

E é nesses tempos de crise, alegou o deputado socialista, de acordo com relatos feitos ao PÚBLICO, que pode haver vantagem em fazer uma reforma como a regionalização, “sabendo-se que não há dinheiro para distribuir”. Trata-se, afinal, de uma “maior justiça e mais eficácia” na distribuição e gestão do dinheiro que existe.

Ricardo Gonçalves colocou ainda o problema de avançar a curto prazo com a eleição directa de órgãos das Comissões de Coordenação Regional, como defende a moção de Sócrates, e depois, se e quando se criarem as regiões, poderem “sobrepor-se regiões com eleitos próprios para o mesmo território”.

Um problema a clarificar, admitiu Francisco Assis que, nas declarações aos jornalistas, em tom de desafio, defendeu que o congresso nacional, de 8 a 10 de Abril, no Porto, é “o palco para todas essas discussões”.

Na reunião dos deputados do PS, também Defensor de Moura fez a defesa da regionalização.

No final, aos jornalistas, Assis disse que avançar agora com o referendo poderia ser entendido como um sinal de “desligamento” do partido da realidade do país, envolto em muitas incertezas, a crise económica e financeira, inclusivamente política.

“Não creio, e a bancada acompanhou-me nessa posição, que numa altura em que estamos a fazer todos estes esforços, até de alguma indefinição sobre vários pontos de vista, económicos, político, que haja condições para lançar o país num referendo”, afirmou. 

A mentira e a vergonha (ou a falta dela)

(imagem daqui)
Dão-se alvíssaras


Dão-se alvíssaras a quem hoje tenha ouvido, no parlamento, da banda do governo, um argumento que fosse (um só), defendendo a "reorganização curricular" com alguma coisa de pedagógico ou didáctico, vagamente "científico", isto é, um argumento que tivesse a ver, ainda que remotamente, com o assunto em questão. Qualquer coisinha, enfim, sendo relativa a alterações na Escola, que incluisse considerações "escolares". Mas não. Nada de nada. Nem da ministra irrelevante, nem do Lacão-caceteiro-retórico-de-serviço, nem da deputada Paula Barros-coitada-alguém-tem-de-"defender"-aquilo, nem do secretário de estado-duplicado-autorizado-de-Lacão. Nada. Apenas chantagem vulgar. E eu que pensava que essa "reorganização" era presidida pela batalha da "qualidade do ensino" - uma das expressões favoritas da linguagem-puta do primeiro-ministro. (Muito mau sinal, quando a gente que governa já perdeu completamente a vergonha.)
Ainda é cedo para avaliarmos os estragos, a deterioração do ambiente político feita pela degradação do discurso público praticada continuadamente por Sócrates. Os miasmas da personagem serão duradouros.
in O Cachimbo de Magritte - post de Carlos Botelho

Canção para o meu amor no nosso dia



O meu amor

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minha alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

Hoje é dia de recordar o Infante de Sagres

.

(explicação daqui)

Cabeça do Grifo:
O Infante D. Henrique

Em seu trono entre o brilho das esferas,
Com seu manto de noite e solidão,
Tem aos pés o mar novo e as mortas eras —
O único imperador que tem, deveras,
O globo mundo em sua mão.


in Mensagem - Fernando Pessoa

Hoje é dia de olhar o Mar a partir de Sagres


O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

in Mensagem - Fernando Pessoa

Hoje é dia de ouvir violinos e Vivaldi

Mais música de Gabriel o Pensador

Para a minha menina...

Casamento: uma esperança envergonhada

Toada do Ladrão


A mim não me roubaram
Porque eu nada tinha.
Mas roubaram tudo
À minha vizinha.

Vejam os senhores:
Roubaram-lhe a ela
A filha mais grácil,
A filha mais bela.

Nem na sua casa,
Nem na freguesia,
Sequer no concelho,
Melhor não havia.

Prendada, bonita...
E depois... uns modos
De matar a gente,
De prender a todos.

Dizia a vizinha
Que era o seu tesoiro;
Que valia mais
Que a prata e que o oiro.

Que a não trocaria
Por coisa nenhuma;
Que filhas assim
Só havia uma.

Pois hoje um ladrão
Que há muito a mirava
Entrava-lhe em casa
Para sempre a levava.

É a minha vizinha
Dona de solares
E de longas terras
Com rios e pomares.

E de jóias raras
Que ninguém mais tinha,
Ei-la num instante
Pobrinha... pobrinha...

(Tem pomares ainda,
Tem jóias, tem oiro...
Mas de que lhe servem
Sem o seu tesoiro?)

- Vizinha e senhora,
Não me queira mal!
Se há ladrões felizes
Sou o mais feliz
Que há em Portugal.

Sebastião da Gama

Abraham Lincoln assumiu a presidência dos Estados Unidos há 150 anos


Liderou o país de forma bem-sucedida durante sua maior crise interna, a Guerra de Secessão, preservando a União e abolindo a escravidão. Antes de sua eleição em 1860 como o primeiro presidente Republicano, Lincoln actuou como advogado de condado, legislador pelo estado de Illinois, membro da Câmara dos Representantes e duas vezes candidato derrotado ao Senado dos Estados Unidos. Oponente declarado à expansão da escravidão nos Estados Unidos, Lincoln venceu a pré-candidatura do Partido Republicano em 1860, sendo eleito presidente no final do mesmo ano. Grande parte de seu mandato foi dedicado ao combate aos separatistas dos Estados Confederados da América durante a Guerra da Secessão. Ele introduziu medidas que levaram à abolição da escravidão, promulgando a Proclamação de Emancipação em 1863 e promovendo a aprovação da Décima terceira emenda da constituição dos Estados Unidos da América.
Lincoln supervisionou ostensivamente os esforços vitoriosos de guerra, especialmente na selecção dos melhores generais, como Ulysses S. Grant. Historiadores concluíram que ele conseguiu se sobrepor às diversas facções do Partido Republicano, negociando a cooperação dos líderes de cada uma delas pessoalmente em seu gabinete. Sob sua liderança, a União obteve controle dos estados escravocratas de fronteira durante a guerra, ao mesmo tempo em que ele conseguia se reeleger na eleição presidencial de 1864.
Opositores políticos e outros oponentes à guerra criticaram Lincoln por se recusar a chegar a um denominador comum na questão da escravidão. Por outro lado, os Republicanos Radicais, uma facção abolicionista do Partido Republicano, o criticou pelo avanço lento na abolição da escravatura. Mesmo com esses adversários, Lincoln conseguiu conquistar a opinião pública através de sua retórica e discursos; seu Discurso de Gettysburg, de 1863, tornou-se um símbolo icónico dos deveres de sua nação. Nas etapas finais da guerra, Lincoln tinha uma visão moderada da Reconstrução, procurando reunir seu país de forma mais rápida através de uma política generosa de reconciliação.
Seis dias após a rendição em larga escala das forças Confederadas sob o comando do General Robert E. Lee, Lincoln se tornou o primeiro Presidente dos Estados Unidos a ser assassinado.

O Infante D. Henrique nasceu há 617 anos


O Infante Dom Henrique de Avis, Duque de Viseu, (Porto, 4 de Março de 139413 de Novembro de 1460) foi um infante português e a mais importante figura do início da era das descobertas, também conhecido na História como Infante de Sagres ou Navegador.

Vivaldi nasceu há 333 anos


Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 4 de Março de 1678Viena, 28 de Julho de 1741) foi um compositor e músico italiano do estilo barroco tardio. Tinha a alcunha de il prete rosso ("o padre ruivo") por ser um sacerdote de cabelos ruivos. Compôs 770 obras, entre as quais 477 concertos e 46 óperas. É sobretudo conhecido popularmente como autor da série de concertos para violino e orquestra Le quattro stagioni ("As Quatro Estações").



O início da guerra civil no PS - o Presidente e Vice Presidente da bancada par(a)lamentar à beira de ataque de nervos

(roubado daqui - imagem histórica)

Críticas internas no PS
Assis desdramatiza críticas de Sousa Pinto ao Governo


O vice-presidente da bancada socialista atacou no Facebook as medidas anunciadas na sexta-feira sobre o fim dos estágios não-remunerados. O líder parlamentar desvaloriza. "Os nossos deputados têm deveres para com o grupo parlamentar e para com o Governo que é apoiado pelo grupo parlamentar, mas o respeito por esses deveres não pode levar a que entrem no silêncio absoluto e deixem de ter opiniões sobre os mais diversos assuntos que se nos colocam", disse Assis aos jornalistas após a reunião semanal da bancada.

No último debate quinzenal no Parlamento, o primeiro-ministro, José Sócrates anunciou o fim dos estágios curriculares não remunerados como forma de combater o trabalho gratuito, medida criticada na rede social Facebook por Sérgio Sousa Pinto, argumentando que o estágio torna-se assim tão difícil de obter como um emprego.

O vice-presidente da bancada socialista acusou também o Governo de ajudar, com esta medida, a Ordem dos Advogados a reforçar as barreiras no acesso à profissão. "As pessoas devem exprimir os seus pontos de vista, há regras e não acho que essas regras tenham sido ultrapassadas", disse Assis, sem nunca mencionar o nome de Sérgio Sousa Pinto, depois de ter sido questionado genericamente sobre críticas proferidas no Facebook.

in DN - ler notícia

Socrates, o aldrabão - um ponto de vista alemão


O nome deste menos-que-zero está a custar-nos uma fortuna em forma de juros.

A principal imprensa económica alemã, Handelsblatt e Financial Times Deutschland, é quase omissa relativamente ao encontro entre Merkel e Sócrates. Não assim com a manager magazin, cujo link o Miguel Noronha me enviou, e de que passo a transcrever algumas passagens, curiosas pelo tom em que se referem a Portugal, "o país da dívida", e a Sócrates, o aldrabão. Sobre a reunião em si mesma, nada. A viajem de Sócrates é apenas ocasião para se falar de um caso perdido. Começa assim:

Mit allen Tricks versucht die Regierung in Lissabon die Staatsverschuldung in den Griff zu bekommen. Auch gestern in Berlin sagte Premierminister José Sócrates erneut, Portugal werde ohne internationale Finanzhilfen auskommen. Unter Experten glaubt daran allerdings kaum noch jemand.

O que quer dizer:

Recorrendo a todos os truques, o Governo de Lisboa tenta manter o endividamento público sob controle. Ontem em Berlim José Sócrates repetiu que Portugal vai conseguir safar-se sem ajuda internacional. Mas praticamente quase nenhum especialista acredita nele.

Segue-se uma panorâmica arrasadora do país, com um especial capítulo dedicado ao "truque" do Fundo de Pensões da PT, e declarações de analistas sobre a improbabilidade das metas orçamentais deste ano serem cumpridas, bem como sobre o desempenho vergonhoso do ano passado, com objectivos "atingidos no papel", e outros nem isso, como o do défice estrutural (ajustado dos efeitos do ciclo), que, apesar de um crescimento económico acima do previsto, falhou. Inclusive no "papel".
in O Cachimbo de Magritte - post de Jorge Costa

Gabriel o Pensador - 37 anos!


Gabriel o Pensador, nome artístico de Gabriel Contino (Rio de Janeiro, 4 de Março de 1974), é um rapper e compositor brasileiro.


Até Quando? - Gabriel O Pensador
Composição: Gabriel o Pensador; Itaal Shur; Tiago Mocotó

Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer

Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura


Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?


Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?


Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante


Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?


A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário


Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?


A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco

A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você

Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá

Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar

Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não


Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?


Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro


Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?

Hoje é dia de celebração

Lai & Nando - 04-03-1995 - Igreja da Sacaparte

16 anos!

A Tragédia de Entre-os-Rios foi há 10 anos


Ficou conhecido como Tragédia de Entre-os-Rios um acidente, ocorrido a 4 de Março de 2001, às 21 horas, que consistiu no colapso da Ponte Hintze Ribeiro, inaugurada em 1887, e que fazia a ligação entre Castelo de Paiva e a localidade de Entre-os-Rios. Do acidente resultou a morte de 59 pessoas, incluindo os passageiros de um autocarro e três carros que tentavam alcançar a outra margem do rio Douro.
O desastre levou a acusações quanto a negligência do governo português, levando à demissão do Ministro do Equipamento Social da altura, Jorge Coelho.

quinta-feira, março 03, 2011

Uma curiosidade - uma Ponte Hintze Ribeiro em Leiria




Curiosidades sobre uma ponte de que amanhã se falará muito

Passarão amanhã 10 anos sobre a queda de uma ponte, com um ilustre nome, na qual perderam a vida 59 pessoas. Antes de que a voragem do tempo e as notícias mal amanhadas nos façam esquecer este evento, vamos ao que interessa.


1. Ponte Hintze Ribeiro


Baptizada com o nome do ilustre Presidente do Conselho (equivalente ao actual primeiro ministro) de El-Rei D. Carlos I, havia duas pontes com este nome, a que caiu há 10 anos em Entre-os-Rios (em cima) e outra, ainda a funcionar (actualmente em obras) na cidade de Leiria:



2. Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro

Citando a Wikipédia:

Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro (Ponta Delgada, 7 de Novembro de 1849Lisboa, 1 de Agosto de 1907), foi um destacado político de origem açoriana. Distinto parlamentar e par do Reino, Procurador-Geral da Coroa, ministro das obras públicas, das finanças e dos negócios estrangeiros e líder incontestado do Partido Regenerador, por três vezes assumiu o cargo de Presidente do Conselho (equivalente hoje ao lugar de Primeiro-Ministro). Foi um dos políticos dominantes da fase final da Monarquia Constitucional, ocupando a presidência do ministério mais tempo que qualquer outro naquele período. A ele se devem importantes reformas, algumas das quais ainda perduram, tais como as autonomias insulares (1895), o regime das farmácias e a criação do regime florestal (1901). O Decreto de 24 de Dezembro de 1901, que regula o regime florestal, ainda está em vigor. Feito Conselheiro de Estado efectivo em 1891, recebeu múltiplas condecorações, entre as quais a grã-cruz da Torre e Espada. Foi sócio efectivo da Academia Real das Ciências.
Embora o pai das autonomias insulares e o homem que mostrou à Família Real a beleza dos Açores ficasse sem descendentes directos, o apelido Hintze Ribeiro perdura ainda - aliás é usado pelas duas filhas e esposa de um geopedrado açoriano, ao qual daqui mandamos as nossas saudações...


3. Porque caiu a ponte

Ainda hoje não há certezas sobre as causas do desastre, mas o excesso de extracção de areia, falhas na manutenção e verificação do estado dos pilares e os rigores do Inverno bastante pluvioso, tudo se conjugou. Culpados, como sempre, não houve. Contudo, numa atitude muito digna, o Ministro do Equipamento Social da altura, Jorge Coelho, demitiu-se em consequência do evento (só é pena que a sua respeitabilidade tivesse prazo de validade curto...).

II Encontro Ibérico de Biologia Subterrânea

© Nuno Farinha

1ª Circular


No seguimento do primeiro encontro, realizado em Valência em 2009, terá lugar no próximo mês de Setembro (dias 2 a 4), na Universidade de Aveiro, o II Encontro Ibérico de Biologia Subterrânea.
Este encontro versará sobre a biodiversidade, ecologia e conservação das cavidades nas distintas regiões cársicas da Península Ibérica e Baleares, sobre as zonas vulcânicas dos arquipelagos da Macaronésia, incluindo Canárias, Açores e Madeira, entre outros habitats subterrâneos.
O encontro inclui sessões de conferências e posters para a apresentação e discussão dos avanços teóricos e aplicados da biologia subterrânea, alguns workshops temáticos e uma saída de campo a algumas cavidades emblemáticas do carso português.

Organização:
Ana Sofia P.S. Reboleira (CESAM/UA)| Fernando Gonçalves (CESAM/UA)
Alberto Sendra (MVHN) | Pedro Oromí (ULL)| Paulo Borges (UAç)

Datas:
  • Março 2011: Abertura de inscrições
  • 15 de Maio 2011: Limite de submissão de resumos
  • 1 de Junho 2011: Limite de inscrições a tarifa reduzida
  • 2 de Setembro 2011: Recepção e início do IIEIBS

Mais informações:
biologiasubterranea (at) gmail.com

Valter Lemos: o circo é o pão

Valter Lemos, folgazão emérito e cultor do pensamento positivo, congratula-se com a estabilização dos números do desemprego. A constante boa disposição manifestada pelo Secretário de Estado do Emprego valeu-lhe convites para comentar a situação na Líbia, tendo o incurável pândego garantido que a mortandade é má, mas tem tendência a não aumentar, “especialmente porque, quantos mais morrem menos há para morrer.” acrescentou.
Ana Jorge, a Ministra da Saúde, também terá pedido ao jovial governante que passe pelas enfermarias dos politraumatizados a fim de os animar com as suas larachas e o chistoso político não se fez de rogado, tentando demonstrar-lhes que tiveram muita sorte em não partir a falangeta que lhes sobrou dos acidentes de mota. Infelizmente, um doente mal-humorado, tentou morder o prazenteiro e incompreendido estadista: “Só não lhe dei uma cabeçada porque tive um traumatismo craniano.”
O bem-disposto penamacorense ainda chegou a pedir ao Primeiro-Ministro que lhe fosse fornecido um nariz vermelho, mas José Sócrates ter-lhe-á dito que Mário Lino tinha ficado com o último.

in Aventar - post de António Fernando Nabais

O palhaço triste

Regresso ao passado

As palhaçadas continuam a ser o pão nosso de cada dia. Não é apenas no Carnaval. Já faz parte deste miserável e desgraçado quotidiano luso.

O senhor engenheiro relativo foi visitar a patroa Merkel e levou no bolso uns números fantásticos sobre a redução da despesa do Estado. É evidente que ainda falta contabilizar uns valentes milhões de euros, mas nada disso interessa para quem é tolo e papa bolos governamentais com todo o prazer. A verdade, verdadinha é outra. Dura e implacável para os indígenas que ainda não fugiram daqui para fora. A economia lusitana vai ficar cada vez mais longe da média da zona euro. Bruxelas prevê um crescimento de 1,6 em 2011 e Portugal cairá um por cento. Uma negra realidade, idêntica à de 1984, aos tempos do FMI. Um vergonhoso regresso ao passado.

Asa-Branca - 65 anos

 

Asa-Branca é uma canção de choro regional (popularmente conhecido como baião) de autoria da dupla Luis Gonzaga e Humberto Teixeira, composta em 3 de Março de 1947. Foi cantada por Luis Gonzaga e posteriormente por vários artistas.

O tema da canção é a seca no Nordeste brasileiro que é muito intensa, a ponto de fazer migrar até mesmo a ave asa-branca (Columba picazuro, uma espécie de pombo). A seca obriga, também, um rapaz a mudar da região. Ao fazê-lo, ele promete voltar um dia para os braços do seu amor.
Há uma continuação de Asa Branca, intitulada A Volta da Asa Branca, que trata do retorno do retirante e de sua nova vida no Nordeste.
Asa Branca é também o nome de uma cidade fictícia da telenovela Roque Santeiro (1989), exibida na Rede Globo de Televisão, trata-se de uma cidade nordestina que vive graças aos negócios de Sinhozinho Malta, grande fazendeiro da regia. A cidade tem uma igreja onde o padre Albano e a filha de Sinhozinho Malta mantém um romance proibido, um lupanar, a casa do prefeito, uma barbearia, a casa da viúva Porcina e de seu Zé das Medalhas e muitos outros estabelecimentos. A cidade ainda é assombrada pelo lobisomem.


Haja cojones

Face Oculta
Cavaco manda calar Noronha

Cavaco (à direita) esteve uma hora a falar com Noronha Nascimento sobre o processo ‘Face Oculta’

Presidente da República ficou altamente incomodado com as ameaças feitas ao juiz Carlos Alexandre por não destruir as escutas de José Sócrates.

Foi uma audiência dura ontem à tarde em Belém. Tão dura que Noronha Nascimento foi obrigado, à saída, a dizer aos jornalistas que o seu despacho da semana passada sobre as escutas de Sócrates no processo ‘Face Oculta’ foi mal interpretado. O Presidente da República não deixou margem para dúvidas. O comportamento do presidente do Supremo Tribunal de Justiça foi altamente condenável, e neste momento conturbado da Justiça e do País o melhor é os seus responsáveis ficarem calados.

Cavaco Silva ficou particularmente incomodado com as ameaças ao juiz Carlos Alexandre, aos assistentes do processo e até a penalistas, como Costa Andrade, que têm contestado a posição de Noronha Nascimento de ordenar a destruição de todas as escutas envolvendo o primeiro-ministro.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça negou no final da audiência com Cavaco Silva qualquer intenção de proceder disciplinarmente contra o juiz do Tribunal Central de Acção Penal. Mas no texto divulgado na semana passada Noronha Nascimento é muito claro na ameaça de processo disciplinar ao juiz Carlos Alexandre, responsável pela instrução do caso ‘Face Oculta’, que não obedeceu à sua ordem para destruir as escutas entre Sócrates e Armando Vara: "Há hierarquia entre tribunais porque é sobre ela que assenta o sistema de recursos, daí que o não cumprimento por tribunal inferior da decisão proferida em recurso dê origem a procedimento disciplinar do juiz que não cumpre."

FIZERAM "LEITURA ERRADA"

"O tema das escutas não foi abordado." A garantia foi dada por Noronha Nascimento à saída da audiência em Belém. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça fez porém questão de sublinhar que foi feita uma "leitura profundamente errada" do despacho em que reitera a ordem de destruição das escutas que envolvem o primeiro-ministro José Sócrates, garantindo que não ameaçou o juiz Carlos Alexandre com um processo disciplinar nem jornalistas e magistrados de Aveiro. Sobre a audiência, que durou cerca de uma hora, Noronha Nascimento afirmou que foram debatidas questões como o funcionamento dos tribunais e a morosidade da Justiça, e que Cavaco Silva mostrou particular preocupação com "a acção executiva e a formação de juízes no Centro de Estudos Judiciários".

in CM- ler notícia


NOTA: vistas bem as coisas, Noronha do Nascimento trabalha bem: