terça-feira, setembro 30, 2025
Xororó celebra hoje 68 anos
Postado por Fernando Martins às 06:08 0 comentários
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São Francisco de Bórgia, o quarto Duque de Gândia, morreu há 453 anos
Em 1565, a Congregação Geral II de Jesuítas se curvou evidentemente na eleição pelo enorme prestígio do outrora Duque de Gandia. O eleito revisou as regras da Ordem e, por influência das práticas de certos jesuítas espanhóis, aumentou o tempo dedicado à oração. Preocupou-se que cada Província tivesse o seu noviciado: pessoalmente fundou o Noviciado de Sant'Andrea al Quirinale, no qual se formaram S. Estanislau Kostka, o pregador polaco Piotr Skarga e o futuro Padre Geral Cláudio Aquaviva.
Uma das tarefas mais delicadas deste governo foi negociar com São Pio V, o qual desejava reintroduzir a função litúrgica cantada na Companhia. De facto, esta medida começou em maio de 1569, mas somente nas casas professas e sem interferir em outras tarefas. É por isso que todos os jesuítas deveriam exercer três votos solenes até que o Papa Gregório XIII restaurou a prática original tal como estava nas Constituições escritas por Santo Inácio.
Os Colégios prosperaram: de 50 em 1556 passaram a 163 em 1574. Borja promulgou a primeira Ratio Studiorum em 1569. Para seu governo apoiou visitantes. Iniciou-se a remodelação da Igreja de Jesus, em Roma. O Geral seguiu de muito perto a evolução da Contrarreforma na Alemanha. Muitas fundações jesuítas serviram para reforçar a causa católica.
Deu grande impulso às missões. Uma expedição missionária enviada por ele ao Brasil foi exterminada pelos protestantes em alto-mar (Inácio de Azevedo e os seus companheiros mártires, em 5 de junho de 1570).
Borja recebeu missões especiais de Sua Santidade, assim como com Laínez. De viagem a Portugal e Espanha - apesar de acusações - foi muito recetivo. Tomou conta de negócios da Companhia e delicados cargos diplomáticos nas cortes. A volta à Roma foi difícil; chegou à Cidade Eterna em situação má, mas feliz por ter obedecido até ao fim. Morreu em 1572.
Durante a sua chefia o número de jesuítas se expandiu de 1.000 para 4.000.
Em 1671, foi canonizado.Postado por Fernando Martins às 04:53 0 comentários
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O físico Hans Geiger nasceu há 143 anos
Embora Geiger tenha assinado uma petição contra a interferência do governo nazi nas universidades, ele não apoiou o colega Hans Bethe (vencedor do Prémio Nobel de Física em 1967) quando foi demitido por ser judeu.
Geiger suportou a Batalha de Berlim e a subsequente ocupação soviética, entre abril e maio de 1945. Dois meses depois mudou-se para Potsdam, morrendo lá, dois meses após os bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki no Japão.
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Santa Teresinha do Menino Jesus morreu há 128 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:28 0 comentários
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Buddy Rich nasceu há 108 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:08 0 comentários
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Chacrinha, o Velho Guerreiro, nasceu há 108 anos
Postado por Fernando Martins às 01:08 0 comentários
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Truman Capote nasceu há cento e um anos...
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O Botswana tornou-se independente há 59 anos
O relevo de Botsuana é plano e sua superfície é coberta em até 70% pelo deserto de Kalahari. Faz fronteira com a África do Sul a sul e sudeste, com a Namíbia a oeste e ao norte e com o Zimbábue a nordeste. A sua fronteira com a Zâmbia ao norte, perto de Kazungula, não é bem definida, mas uma curta faixa de aproximadamente 750 metros, ao longo do rio Zambeze, com travessia feita por ferry-boat, é comummente usada para marcar a fronteira com este país.
Postado por Fernando Martins às 00:59 0 comentários
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Tico Santa Cruz, vocalista dos Detonautas Roque Clube, faz hoje 48 anos
Luis Guilherme Brunetta Fontenelle de Araújo (Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1977), mais conhecido pelo seu nome artístico de Tico Santa Cruz, é um músico, compositor e escritor brasileiro. É o vocalista da banda Detonautas Roque Clube. Estudou Ciências Sociais na UFRJ, Comunicação e Educação Física, mas não chegou a concluir nenhum dos cursos, por dedicação à sua carreira artística.
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A EXPO'98 terminou há vinte e sete anos
Antes da Expo
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
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Um terramoto atingiu a ilha de Sumatra há 16 anos
Postado por Fernando Martins às 00:16 0 comentários
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Johnny Mathis comemora hoje noventa anos...!
John Royce "Johnny" Mathis (Texas, 30 de setembro de 1935) é um cantor popular norte-americano.
Nascido no Texas, Mathis viveu boa parte da sua infância em São Francisco (Califórnia). Influenciado pelo pai, que havia sido cantor e pianista de vaudeville, começou a cantar publicamente na escola e em eventos da igreja. Seu pai rapidamente percebeu o talento do filho e contratou-lhe um professor de canto quando ele tinha treze anos.
Ele foi também um talentoso atleta juvenil, tendo jogado basquetebol e participado de competições de atletismo na escola de segundo grau. Graças a isso, recebeu uma bolsa de estudos para atletas na Faculdade Estadual de São Francisco, onde em 1954 quebrou um recorde estudantil de salto em altura com a marca de 1,96m, apenas 7cm abaixo do recorde olímpico da época. A sua intenção era tornar-se professor de Educação Física, mas ao mesmo tempo começou a cantar em bares, e acabou atraindo a atenção do produtor musical George Avakian.
No início de 1956, antes de completar 19 anos, Mathis teve que optar entre começar a treinar com a equipe norte-americana de atletismo que iria para as Olimpíadas de Melbourne ou assinar um contrato como cantor com a Columbia Records. Seguindo conselho de seu pai, ele optou pela carreira musical,o mas nunca perdeu completamente o entusiasmo pelo desporto, tornando-se um praticante de golfe e patrocinando vários torneios beneficentes.
Embora frequentemente descrito como um cantor romântico, sua discografia inclui um vasto número de estilos: jazz, pop tradicional, música latina, soul/R&B, soft rock e outros. Teve também desde cedo ligação com o cinema: um dos seus primeiros sucessos, It's not for me to say, foi incluído no filme Lizzie (1957), no qual ele também aparece num papel coadjuvante. Mathis também é mundialmente conhecido por A time for us, tema do filme Romeu e Julieta (1968) de Franco Zeffirelli, adaptação para o cinema da obra literária de William Shakespeare. Seu nome tornou-se também muito ligado à música natalina, depois de ter gravado seis álbuns de Natal.
Ao todo, Johnny Mathis gravou mais de 130 álbuns, que venderam mais de 200 milhões de cópias em todo o mundo. É até hoje o artista mais longa permanência no selo da Columbia Records, onde esteve contratado de 1956 a 1963 e de 1968 até o presente.
Algumas de suas canções de grande sucesso incluem Evie, My love for you, Maria (banda sonora do filme Amor, sublime amor), Chances are, It´s not for me to say, Wonderful! Wonderful!, The twelfth of never, Wild is the wind, Mundo Divino, Misty, Pequeno, A certain smile, Gina, What will my Mary say, On a clear day (You can see forever), Eu estou na Casa ao Lado, When a child is born, Gone, Gone, Gone, Too much, too little, too late (com Deniece Williams), Last time I felt like this (com Jane Olivor), e Friends in love (com Dionne Warwick).
Um dos poucos cantores cuja carreira atravessou seis décadas, Mathis continua apresentando-se e gravando regularmente. O seu mais recente álbum é Johnny Mathis sings the great new american songbook, lançado em setembro de 2017, com canções previamente gravadas por Leonard Cohen, Bruno Mars, Whitney Houston, etc
Recentemente (2018), Mathis teve uma participação na série norte-americana Criminal Minds, no episódio final da temporada 14, fazendo papel dele próprio, como padrinho de casamento do protagonista.
Postado por Fernando Martins às 00:09 0 comentários
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James Dean morreu há setenta anos...
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
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Quino, o criador da Mafalda, morreu há cinco anos...
Postado por Fernando Martins às 00:05 0 comentários
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segunda-feira, setembro 29, 2025
Miguel de Unamuno nasceu há cento e sessenta e um anos...
Unamuno
D. Miguel…
Fazia pombas brancas de papel
Que voavam da Ibéria ao fim do mundo…
Unamuno Terceiro!
(Foi o Cid o primeiro,
D. Quixote o segundo.)
Amante duma outra Dulcineia,
Ilusória, também
(Pátria, mãe,
Ideia
E namorada),
Era seu defensor quando ninguém
Lhe defendia a honra ameaçada!
Chamado pelo aceno da miragem,
Deixava o Escorial onde vivia,
E subia, subia,
A requestar na carne da paisagem
A alma que, zeloso, protegia.
Depois, correspondido,
Voltava à cela desse nosso lar
Por Filipe Segundo construído
Com granito da fé peninsular.
E falava com Deus em castelhano.
Contava-lhe a patética agonia
Dum espírito católico, romano,
Dentro dum corpo quente de heresia.
Até que a madrugada o acordava
Da noite tumular.
E lá ia de novo o cavaleiro andante
Desafiar
Cada torvo gigante
Que impedia o delírio de passar.
Unamuno Terceiro!
Morreu louco.
O seu amor, por ser demais, foi pouco
Para rasgar o ventre da Donzela.
D. Miguel…
Fazia pombas brancas de papel,
E guardava a mais pura na lapela.
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
Postado por Fernando Martins às 16:10 0 comentários
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Hoje é dia de recordar Cervantes...
Exortação a Sancho
Senhor meu, Sancho Pança enlouquecido
Servo vencido
Na terra sonhada
Olha esta Ibéria que te foi roubada,
E que só terá paz quando for tua.
Ergue a fronte dobrada
E começa a façanha prometida!
Cumpre o voto da nova arremetida,
Feito aos pés de quem foi
O destemido herói
Da batalha de ser fiel à vida!
Nega-te a ser passiva testemunha
Do amor cobiçoso
Que os falsos namorados
Fazem crer impoluto e arrebatado
Àquele que reflecte o céu lavado
Nos olhos confiados.
Venha o teu grito de transfigurado:
Ai, no se muera!... E a Donzela acorda
E renega o idílio traiçoeiro.
Venha o Sancho da lança e do arado,
E a Dulcineia terá, vivo a seu lado,
O senhor D. Quixote verdadeiro!
in Poemas Ibéricos (1965) - Miguel Torga
Postado por Pedro Luna às 15:47 0 comentários
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Poema para recordar o Infante Santo...
D. Fernando Infante de Portugal
Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.
Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer-grandeza são Seu nome
Dentro em mim a vibrar.
E eu vou, e a luz do gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
Postado por Pedro Luna às 14:02 0 comentários
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Émile Zola morreu há cento e vinte e três anos...
Émile Zola (Paris, 2 de abril de 1840 - Paris, 29 de setembro de 1902) foi um consagrado escritor francês, considerado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi, provavelmente, assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima.
Vida
Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro italiano François Zola (originalmente Francesco Zola) e a sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência.
Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. As suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III:
(…) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre.
A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado
Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o naturalismo.
Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, o seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'accuse (Eu Acuso), destinada ao então presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de antissemitismo, por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894.
Émile Zola faleceu, em 29 de setembro de 1902, na sua casa em Paris, devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono, proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos não descartam a hipótese de homicídio.
Em 1908, o corpo de Zola foi transferido do cemitério de Montmartre para o Panteão.
Postado por Fernando Martins às 12:30 0 comentários
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