quarta-feira, setembro 02, 2026

Morreu o ator Gracindo Júnior...

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Gracindo Júnior, nome artístico de Epaminondas Xavier Gracindo (Rio de Janeiro, 21 de maio de 1943 – Rio de Janeiro, 1 de setembro de 2026), foi um ator, diretor de televisão, letrista, produtor e roteirista brasileiro. Intérprete e encenador presente em diversas montagens representativas da dramaturgia brasileira, era filho do também ator Paulo Gracindo e pai dos também atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte.

 

Biografia

Filho do veterano ator Paulo Gracindo, estreou profissionalmente em 1962, na montagem original de A Escada, de Jorge Andrade, com direção de Ivan de Albuquerque, pelo Teatro do Rio. Seguem-se participações no musical Os Fantástikos, de Tom Jones e Harvey Schmidt, e na inovadora montagem de Onde Canta o Sabiá, de Gastão Tojeiro, dirigido por Paulo Afonso Grisolli. Participa da montagem de dois clássicos: A Megera Domada, de William Shakespeare, encenado por Benedito Corsi; e O Burguês Fidalgo, de Molière, com direção de Ademar Guerra, ambos de 1968.

A carreira de Gracindo Júnior está ligada a autores brasileiros contemporâneos, nomeadamente Oduvaldo Vianna Filho, autor de peças em que atua, tais como: Dura Lex Sed Lex, com direção de Gianni Ratto, pelo Teatro Opinião; Alegro Desbum, texto em parceria com Armando Costa, dirigido por José Renato; Corpo a Corpo, monólogo inédito na direção de Aderbal Freire Filho; fazendo sua estreia como diretor também com texto de Vianinha, em A Longa Noite de Cristal. De Leilah Assumpção, atuou em Jorginho, o Machão; e dirigiu e produziu Roda Cor de Roda. De Millôr Fernandes, atuou em A Viúva Imortal, pelo Teatro Nacional de Comédia, em 1967, e dirigiu É..., na montagem que fez temporada em Lisboa, em 1978. No mesmo ano, atuou também em Arte Final, de Carlos Queiroz Telles, encenação de Cecil Thiré e, em 1979, em Sinal de Vida, de Lauro César Muniz.

Nos anos 80, trabalhou com menos frequência em teatro, e dedicou-se mais à televisão. Entre as suas realizações cénicas destacaram-se um show em homenagem a seu pai, Paulo Gracindo, Meu Pai, que ele escreveu, dirigiu e produziu em 1981, e a sua participação no elenco de Obrigado Pelo Amor de Vocês, de Edgard Neville, com direção de Antônio Mercado, 1987, que fez longa temporada no Rio de Janeiro e, posteriormente, em Lisboa.

Na década de 90, atuou em Black Out, de Frederick Knott, com direção de Eric Nielsen, em 1996, e, ao lado de Marília Pêra, em O Altar do Incenso, de Wilson Sayão, dirigido por Moacir Chaves, 1999.

Comprou briga com o SBT junto com Maitê Proença e outros atores por causa da reexibição da telenovela Dona Beija.

Interpretou em 2012 o Rei Saul na minissérie Rei Davi, na Rede Record.

Em 2017 participou da telenovela Ouro Verde, transmitida pela TVI.

  
Relacionamentos e filhos

Gracindo namorou a cantora Carminha Mascarenhas entre 1959 a 1965; e atriz e modelo Mila Moreira em 1980. Entre 1972 e 1973 foi casado com Vera Lúcia Martins da Cunha, com quem teve um filho, Yan. Em 1976, casou-se com Dayse Poli, de quem chegou a se separar brevemente no início dos anos 1980, retomando a união posteriormente; o casal teve dois filhos: os atores Gabriel Gracindo e Pedro Gracindo.[8] Também era pai da atriz Daniela Duarte, fruto de seu namoro com a atriz Débora Duarte entre 1973 e 1975. Os dois se conheceram nos ensaios da peça A Teoria, na Prática, é Outra e se separaram quando Débora ainda estava grávida, o que foi repercutido como uma polémica pela gravidez ser fruto de um namoro e não um casamento.

 

Morte

Gracindo Júnior faleceu aos 83 anos por volta das 22 horas do dia 1 de setembro de 2026, por causas naturais. Desde 2020, o ator enfrentava a doença de Alzheimer.

 
     

 

A última rainha do Havai nasceu há 188 anos...

   
Lili'uokalani, Rainha do Havai (Honolulu, Havai, 2 de setembro de 1838 - Honolulu, Havai, 11 de novembro de 1917) - originalmente Lydia Kamaka'eha, também conhecida como Lydia Kamaka'eha Paki, escolhendo como nome real Lili'uokalani, e mais tarde teve o nome trocado para Lydia K. Dominis - foi a última monarca do Reino do Havai. Foi também compositora de Aloha ʻOe e de outras músicas. Ela escreveu uma autobiografia ("Hawaii's Story by Hawaii's Queen" - História do Havai pela Rainha do Havai) após perder o seu trono.
  
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A última rainha soberana do Havai nasceu em 1838, em Honolulu. De acordo com as tradições havaianas da época, foi adotada no nascimento por Abner Paki e a sua esposa, Konia (neta do Rei Kamehameha I). A infância de Liliuokalani foi passada com Bernice Pauahi, filha biológica dos Pakis. Liliuokalani estudou na Escola Real e tornou-se fluente em inglês.
    
Em 16 de setembro de 1862, casou-se com John Owen Dominis, que se tornou o governador de Oahu e Maui. O casal não teve filhos; o herdeiro do trono de Lili'uokalani era a sua sobrinha, Victoria Ka'iulani (18751899).
Lili'uokalani herdou o trono do seu irmão Kalākaua em 17 de janeiro de 1891. Logo após a sua ascensão ao poder, tentou promulgar uma nova constituição, já que a "Constituição da Baioneta" - assim apelidada porque havia sido assinada pelo monarca anterior sob pressão - limitava o seu poder. Foi derrotada, em 1893, por descendentes de norte-americanos que queriam que o reino passasse a fazer parte dos Estados Unidos da América, algo que finalmente conseguiram anos depois, quando a monarca abdicou do trono para evitar lutas sangrentas.
Os empresários americanos, que há anos investiam na produção açucareira, estavam preocupados com os impostos cobrados pelo Reino do Havai, por isso almejavam a anexação do território aos Estados Unidos, um grande mercado consumidor. Em 1893, o representante do governo norte-americano no Havaí, John L. Stevens, pediu que as tropas do U.S.S. Boston, estabelecidas em terra, protegessem os negócios e as propriedades dos norte-americanos. Sua Majestade foi deposta naquele ano e foi estabelecido um governo provisório.
O governo do presidente dos EUA, Grover Cleveland (1893-1897), acreditava que a população havaiana estava do lado de sua monarca e que a deposição da rainha era ilegal. Por conta disso, em 16 de novembro de 1893, o governo ofereceu à rainha a restauração do seu trono se ela concedesse amnistia a todos os envolvidos na deposição. Num primeiro momento, a rainha negou, alegando que queria que os golpistas fossem punidos. Ante esta situação, o Presidente Cleveland levou a questão ao Congresso. Em 18 de dezembro de 1893 o ministro norte-americano Willis solicitou ao governo provisório que devolvesse o poder a Lili'uokalani, que se negou a fazê-lo. Em 4 de julho (alusão ao dia da independência dos EUA) de 1894, foi proclamada a República do Havaí e Sanford B. Dole, um dos primeiros defensores da república, nomeado presidente. O governo dos EUA logo reconheceu o novo país.
  
Lili'uokalani foi detida em 16 de janeiro de 1895 (vários dias após uma rebelião de Robert Wilcox) quando armas de fogo foram encontradas nos jardins da sua casa; facto do qual ela negou ter conhecimento. Por este motivo, foi sentenciada a cinco anos de trabalhos forçados na prisão e a uma multa de $5.000, mas a sentença foi comutada para prisão domiciliar no Palácio 'Iolani, onde ficou presa até 1896. Após oito meses, ela abdicou ao trono, em troca da libertação dos seus aliados da prisão e do perdão das penas de morte que enfrentavam. Mudou-se para o palácio Washington Place, onde residiu de forma anónima até à sua morte, em 1917, por complicações de um derrame cerebral. O território do Havai foi anexado pelos Estados Unidos em 1898
   

Fernando Machado Soares nasceu há noventa e seis anos...

(imagem daqui)
        
Fernando Machado Soares (São Roque do Pico, 3 de setembro de 1930 – Almada, 7 de dezembro de 2014) foi um poeta, cantor, intérprete e compositor no âmbito da Canção de Coimbra, jurista e juiz jubilado, mais conhecido pela sua Balada da Despedida do 6.º ano Médico (1958), intitulada "Coimbra tem mais encanto".
   
Biografia
Nasceu em São Roque do Pico, Ilha do Pico, Açores, sendo descendente do último Capitão-Mor das Lajes do Pico. Licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, nos anos 50.
Participou no filme Rapsódia Portuguesa.
Após ter concluído o curso superior, suspendeu durante alguns anos a sua atividade artística. Porém, acompanhou o Orfeão Académico de Coimbra aos Estados Unidos (1962), onde cantou com êxito em Nova York (Lincoln Center), Boston, Chicago e Atlanta. Participou ainda num programa televisivo da NBC.
Autor de diversos temas célebres, entre eles a "Balada da Despedida do 6º Ano Médico" (1958); co-autoria de Francisco Bandeira Mateus.
Fernando Machado Soares, que foi juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, recebeu em 2006 o Prémio Tributo Amália Rodrigues “pela excelência da carreira artística e dedicação aos outros”.  Morreu aos 84 anos, em Almada, cidade onde se realizou o funeral.
     

 

 

Balada da Despedida do 6º Ano Médico (1958)





Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.


Que as lágrimas do meu pranto
São a luz que me dá vida.


Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.


Quem me dera estar contente
Enganar minha dor
Mas a saudade não mente
Se é verdadeiro o amor.


Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.


Não me tentes enganar
Com a tua formosura
Que para além do luar
Há sempre uma noite escura.


Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.


Que as lágrimas do meu pranto
São a luz que lhe dá vida.


Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.


Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.
Coimbra tem mais encanto
Na hora da despedida.

O Japão assinou a rendição da WWII há oitenta e um anos

    
A ata de rendição do Japão foi um acordo que formalizou a Rendição do Japão, finalizando a II Guerra Mundial. Foi firmado pelos representantes do Império do Japão, dos Estados Unidos, da República da China, do Reino Unido, da União Soviética, da Austrália, do Canadá, do Governo provisório da República da França, dos Países Baixos e da Nova Zelândia, no USS Missouri, na Baía de Tóquio, a 2 de setembro de 1945.
A cópia original do documento está nos National Archives, em Washington, DC, enquanto que a versão em japonês está no Museu Edo-Tokyo, em Tóquio.
 
Preparação
A equipa do general MacArthur ,chefiada pelo coronel LeGrande A. Diller, foi encarregada de preparar o esboço do instrumento de rendição. Este foi um desafio, uma vez que os recursos eram limitados em Manila, devastada pela guerra. Não obstante, um empreendedor membro da equipe encontrou um pergaminho raro no porão de um mosteiro, e este foi dado ao impressor de MacArthur. 
    
Cerimónia de rendição

A cerimónia a bordo do convés do Missouri durou 23 minutos e foi transmitida para todo o mundo. Ocorreu nas coordenadas geográficas 35° 21′ 17″ N, 139° 45′ 36″ L. O instrumento foi assinado pela primeira vez pelo ministro das Relações Exteriores japonês Mamoru Shigemitsu, "Por Comando e em nome do Imperador do Japão e do Governo Japonês" (09.04). O General Yoshijirō Umezu, Chefe do Estado-Maior do Exército, assinou o documento "Por Comando e em nome do Quartel General Imperial Japonês" (09.06). Os representantes japoneses presentes para a assinatura foram os seguintes:

  • Ministro das Relações Exteriores Mamoru Shigemitsu
  • General Yoshijirō Umezu, Chefe do Estado-Maior do Exército
  • Major General Yatsuji Nagai
  • Katsuo Okazaki (Ministério das Relações Exteriores)
  • Contra-almirante Tadatoshi Tomioka
  • Toshikazu Kase (Ministério das Relações Exteriores)
  • Tenente General Suichi Miyakazi
  • Contra-almirante Ichiro Yokoyama
  • Saburo Ota (Ministério das Relações Exteriores)
  • Capitão Katsuo Shiba (Marinha)
  • Coronel Kaziyi Sugita

Às 09.08, o general de exército Douglas MacArthur, Comandante no Sudoeste do Pacífico e Comandante Supremo das Potências Aliadas, aceitou a rendição, em nome das Potências Aliadas, e assinou na qualidade de Comandante Supremo.

Após a assinatura de MacArthur como Comandante Supremo, os seguintes representantes assinaram o instrumento de rendição em nome de cada uma das Potências Aliadas:

O Reino Unido convidou os governos do domínio inglês a enviarem representantes à cerimónia como subordinados. MacArthur apoiou a exigência do governo da Austrália de comparecer e assinar separadamente do Reino Unido, embora a Austrália se opusesse à sua recomendação de que Canadá, Holanda e França também assinassem o documento.

Em 6 de setembro, o coronel Bernard Theilen levou o documento e um rescrito imperial a Washington, D.C., e os apresentou ao presidente Harry S. Truman numa cerimónia formal na Casa Branca no dia seguinte. Os documentos foram então expostos no Arquivo Nacional (National Archives).

 

O barão de Coubertin, criador do moderno olimpismo, morreu há oitenta e nove anos

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Pierre de Frédy (Paris, 1 de janeiro de 1863 - Genebra, 2 de setembro de 1937), mais conhecido pelo seu título nobiliárquico de barão de Coubertin, foi um pedagogo e historiador francês, que ficou para a história como o fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna.
  
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Brasão do Barão de Coubertin
   
Biografia
Nascido em Paris, a capital francesa, numa família aristocrática, descendente de Fernando III de Castela, Pierre de Frédy foi inspirado pelas suas visitas a colégios ingleses e americanos, e propôs-se a melhorar os sistemas de educação. Acredita-se que foi ele quem teve a ideia de reiniciar com os Jogos Olímpicos.
A certo ponto, após ter idealizado uma competição internacional para promover o atletismo, e tirando partido de um crescente interesse internacional nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, alimentado por descobertas arqueológicas nas ruínas de Olímpia, o barão de Coubertin concebeu um plano para fazer reviver os Jogos Olímpicos.
  
Jogos Olímpicos
Para publicar os seus planos, organizou um congresso internacional em 23 de junho de 1894 na Sorbonne em Paris. Então, propôs que fosse reinstituída a tradição de realizar um evento desportivo internacional periódico, inspirado no que se fazia na Grécia antiga. Este congresso levou à constituição do Comité Olímpico Internacional(COI), do qual o barão de Coubertin seria secretário geral. Foi também decidido que os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna teriam lugar em Atenas, na Grécia e que a partir daí, tal como na antiguidade, seriam realizados a cada quatro anos uma Olimpíada. Dois anos depois realizaram-se os Jogos Olímpicos de Verão de 1896, que foram um sucesso.
Após os Jogos de 1896, Demetrius Vikelas abandonou o posto de presidente do COI e Pierre de Coubertin tomou o seu lugar na frente da organização. Apesar do sucesso dos primeiros jogos, o Movimento Olímpico enfrentaria tempos difíceis, com os Jogos Olímpicos de 1900 e de 1904 a serem completamente obscurecidos pelas exposições mundiais em que foram integrados, e passando completamente despercebidos.
A situação melhorou com a realização dos Jogos Olímpicos de Verão de 1906 que, utilizando o pretexto de comemorar os 10 anos da primeira edição, serviram para limpar a imagem e promover os Jogos como um evento internacional por excelência. A partir de então os Jogos Olímpicos continuariam a ganhar audiência, tornando-se o mais importante evento desportivo mundial. Pierre de Coubertin abandonou a presidência do COI após os Jogos Olímpicos de Verão de 1924, realizados em Paris, a sua cidade natal, e com um sucesso muito maior que a anterior edição de 1900. Foi sucedido no cargo por Henri de Baillet-Latour.
  
Morte
Coubertin morreu em 2 de setembro de 1937, em Genebra. Foi enterrado em Lausanne (local da sede do COI), mas o seu coração está sepultado, separadamente, num monumento perto das ruínas da antiga Olímpia.
   
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Um incêndio destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro há oito anos...

       
O incêndio no Museu Nacional foi um incêndio de grandes proporções que atingiu a sede do Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, na noite de 2 de setembro de 2018, destruindo quase a totalidade do acervo histórico e científico construído ao longo de duzentos anos, e que abrangia cerca de vinte milhões de itens catalogados. Além do seu rico acervo, também o edifício histórico que abrigava o Museu, antiga residência oficial dos Imperadores do Brasil, foi extremamente danificado, com fendas, desabamento da sua cobertura, além da queda de lajes internas.
     
(...) 
   
Os três andares do edifício foram bastante destruídos e o teto desabou. Segundo o vice-diretor do museu, Luiz Fernando Dias Duarte, toda a coleção da Imperatriz Teresa Cristina, os afrescos de Pompeia, o trono do Rei do Daomé, assim como os acervos linguísticos foram perdidos. Entre os itens que se estimam destruídos pelo fogo está o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, achado em 1974 e batizado de Luzia. As coleções de paleontologia que ali se encontravam incluíam o Maxakalisaurus topai, um dinossauro encontrado em Minas Gerais e o primeiro de grande porte montado no Brasil. O acervo de etnologia contava com artefactos da cultura afro-brasileira, africana e indígena, como objetos raros do Tribo tikuna, além de itens polinésios, assim como o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos seus embaixadores ao príncipe regente, futuro D. João VI, em 1811.
O museu era atualmente administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, possuía caráter académico e científico e era um reconhecido centro de pesquisa em história natural e antropológica na América Latina. Todo o trabalho de cerca de 90 pesquisadores que ali conduziam suas pesquisas foi perdido. Todo o Arquivo Histórico, que se encontrava armazenado num ponto intermediário do edifício, foi destruído, assim como duas exposições em duas áreas da frente do prédio principal. O levantamento completo dos danos ainda não pôde ser realizado dada a intensidade do fogo no local e o risco de explosões. Uma parte do acervo não se encontrava no prédio em chamas e não foi afetada. No entanto, o fogo terá consumido tudo o que se encontrava em exposição. O Zoológico do Rio de Janeiro, localizado muito próximo do local tão pouco foi atingido. Os quatro seguranças que se encontravam trabalhando no local conseguiram escapar e não houve vítimas.

Meteorito do Bendegó, encontrado em 1784 e que resistiu ao incêndio

Saudades de Billy Preston...

Keanu Reeves faz hoje sessenta e dois anos

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Nascido em Beirute, no Líbano, é filho da figurinista e performer britânica Patricia Taylor e do geólogo sino-americano Samuel Nowlin Reeves Jr.
   

Steve Porcaro, dos Toto, faz hoje 69 anos

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Steven Maxwell Porcaro (Hartford, 2 de setembro de 1957) é um compositor, instrumentista e membro fundador da banda Toto. Steve foi vencedor de três prémios Grammy, incluindo Gravação do Ano, por "Rosanna", e Álbum do Ano, por Toto IV, e três indicações.

Ao longo das décadas 70 e 80, Steve e seus irmãos, Jeff e Mike Porcaro foram requisitados como músicos de estúdio, aparecendo em discos de artistas como Steely Dan, Don Henley, Chicago, Earth, Wind & Fire, Boz Scaggs, Seals and Croft, Warren Zevon, Paul Simon e Pink Floyd.

Porcaro participou como músico de estúdio em gravações dos Yes. Ele também foi membro da banda de Chris Squire, The Chris Squire Experiment, em 1992. 

 

Steve nasceu em no estado de Connecticut. Assim como seus irmãos, ele começou como baterista sob a tutela de seu pai, Joe Porcaro, que tocou em conjunto com Frank Sinatra, Stan Getz, Rosemary Clooney, Marvin Gaye e Madonna em centenas de trilhas sonoras de TV e filmes, incluindo: The Wild Bunch, Edward Scissorhands, Dances With Wolves e I Dream of Jeannie. Joe passou a administrar o Percussion Institute of Technology e mais tarde o departamento de bateria da Los Angeles Music Academy.

 

A carreira de Steve como músico itinerante remonta aos 17 anos, quando começou a tocar com Gary Wright em uma turnê de 1976, em apoio ao seu álbum, The Dream Weaver. No ano seguinte, ele se juntou à turnê Silk Degrees de Boz Scaggs, acompanhado de seus irmãos, bem como os futuros companheiros da banda Toto, David Paich, Steve Lukather e Lenny Castro.

Em 1978, a Columbia Records lançou o álbum de estreia homônimo da Toto. A banda se tornaria uma das mais vendidas da época e alcançaria singles de sucesso como " Africa ", " Rosanna " e " Hold the Line ".

A canção " Rosanna " foi inspirada na namorada de Porcaro, a atriz Rosanna Arquette. A atriz e o compositor, David Paich, haviam contestado no início, porém confirmaram mais tarde que era verdade no Music Box da HBO: Yacht Rock: A Dockumentary e em uma entrevista no Australian Studio 10.

Em 1984, Toto compôs a música para Duna de David Lynch.  Três anos depois, Steve deixou a banda para focar em composições e trilhas sonoras. Ele compôs músicas e criou arranjos orquestrais para filmes e obras televisivas como From Dusk Till Dawn 2: Texas Blood Money de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, Metro de Eddie Murphy e The Medallion de Jackie Chan. Ele também desenvolveu músicas para a série de televisão Justified. Porcaro acompanhou Toto em sua turnê mundial "The Seventh One" de 1988 como músico itinerante e continuou trabalhando com eles, auxiliando com teclados, loops de bateria, sintetizadores e arranjo em todos os álbuns de Toto após sua saída.

Porcaro foi um dos primeiros a adotar sintetizadores analógicos, incluindo o Yamaha CS-80, Polyfusion Modular, Minimoog e, posteriormente, sintetizadores digitais. Ele produziu e compôs sintetizadores e loops de bateria para artistas e produtores como Quincy JonesHall & Oates, Chaka Khan, David FosterElton John e Don Henley. Porcaro também contribuiu com trabalho de sintetizador com Danny Kortchmar em " Dirty Laundry " e " Boys of Summer " de Henley.

Em 2018, a banda Weezer fez um cover de "Africa" motivado por uma campanha de fãs. Porcaro se juntou à banda para uma apresentação no Jimmy Kimmel Live!. Em 2024, Porcaro apareceu no documentário original da HBO Music Box: Yacht Rock: A Dockumentary.

 

in Wikipédia

 

Arnaldo Antunes nasceu há 66 anos

 

Arnaldo Antunes (São Paulo, 2 de setembro de 1960) é um músico, poeta, compositor, VJ e artista visual brasileiro
Em 1978 ingressou em Letras da FFLCH-USP, onde seguiria o curso de Linguística, não fosse o sucesso dos Titãs lhe tomar todo o tempo entre shows, gravações, ensaios, turnês e entrevistas.
No dia 13 de novembro de 1985, foi preso, juntamente com o colega de Titãs Tony Bellotto, por porte de heroína. Arnaldo passou 26 dias preso e foi condenado por tráfico de drogas. Desligou-se da banda em 1992, depois de dez anos de grupo, por conta de suas direções artísticas. Apesar de sua saída, Arnaldo continuou compondo com os demais integrantes do grupo e várias dessas parcerias foram incluídas em discos dos Titãs, assim como em seus discos solo.
Em 1997, fez participação especial no álbum Acústico MTV, dos Titãs. Na ocasião, Antunes cantou a faixa "O Pulso", música originalmente gravada no álbum Õ Blésq Blom, de 1989.
No ano de 2002, formou, em parceria com os amigos Marisa Monte e Carlinhos Brown, o trio Tribalistas, pelo qual lançaram o álbum homónimo. O álbum foi sucesso de público e crítica e vendeu, até 2009, mais de 2.100.000 cópias no Brasil e na Europa. Foi também indicado a cinco categorias do Grammy Latino em 2003, ganhando o prémio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.
Arnaldo ainda atuou como ensaísta na Folha de São Paulo, onde deixou evidente o substrato teórico que transparece no seu trabalho estético. Lançou no final do ano de 2007 o primeiro DVD de sua carreira, o premiado Ao Vivo no Estúdio, que passeia por toda sua carreira e que conta com as participações especiais do ex-titã Nando Reis, do titã Branco Mello, do ex-Ira! Edgard Scandurra e dos tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown.
É conhecido na América do Sul por ser um dos principais compositores da música pop brasileira, respirando de influências concretistas e pós-modernas. Compositor de hits como "Pulso", "Alma", "Socorro", "Não Vou Me adaptar", "Beija Eu", "Infinito Particular", "Vilarejo", "Velha Infância" e "Quem Me Olha Só", já teve suas canções interpretadas por artistas como Jorge Drexler, Marisa Monte, Nando Reis, Zélia Duncan, Cássia Eller, Frejat, Margareth Menezes, Pepeu Gomes, além, claro dos Titãs, banda da qual fez parte até 1992.
O músico também é VJ da MTV Brasil. Colaborou ainda com a banda portuguesa Clã em vários dos seus álbuns (Lustro, Rosa Carne, Vivo, Cintura) e espetáculos.

 

A revolução francesa começou os massacres de setembro de 1792 há 234 anos...


Os Massacres de setembro de 1792 designam uma série de execuções sumárias, e em massa, que se desenrolaram de 2 de setembro até 7 de setembro de 1792, em Paris.

É um dos episódios sombrios da Revolução Francesa. Os historiadores não estão de acordo quanto às motivações que levaram o povo a cometer esses atos criminosos contra prisioneiros encarcerados na sequência dos "acontecimentos de 10 de agosto de 1792". Esses eventos determinaram o fim da monarquia e culminaram com a prisão do Rei Luís XVI. A matança foi perpetrada não apenas em Paris, mas igualmente noutras cidades do país, como Orléans, Meaux e Reims, sem no entanto alcançarem a mesma amplitude da capital. 

 

Contexto

A França está em guerra contra a Áustria desde 20 de abril de 1792.

Os exércitos prussianos investem contra Longwy, em 23 de agosto, e Verdun, cercada, está perto de sofrer a mesma sorte. Espalha-se, então, por uma dezena de líderes revolucionários, entre eles Antoine Joseph Santerre e seu cunhado Étienne-Jean Panis, um sentimento de pânico: no Manifesto de Brunswick de 25 de julho - cuja autenticidade foi depois contestada -, o duque de Brunswick teria empregado expressões pouco corretas: por falta de responsabilização e de um retorno à ordem real, os exércitos prussianos entregariam Paris à execução militar e a uma subversão total.

O rumor propaga-se. Alguns querem transferir as instituições da República para a província e evacuar a capital. Danton opõe-se energicamente a esta solução. Começa a aparecer a ideia de um "inimigo interno". Um novo rumor, habilmente difundido, diz que os contra-revolucionários, presos durante os eventos de 10 de agosto, arquitetam um complot, que são cúmplices e, portanto, culpados pelas ameaças proferidas por Brunswick. Os líderes da Revolução sugerem que seja exigido pelo "povo", uma justiça rápida a fim de pôr termo a esse complot


(...)

 

Jean-Paul Marat

Após a tomada da Bastilha, Jean-Paul Marat asseguravam para quem quisesse ouvir que a política mais eficaz para romper com o passado consistia em fazer cair algumas centenas de cabeças. O seu jornal, que noticiava com antecedência os massacres dos quais foi co-autor, era um dos mais virulentos da capital. Marat possuía um grande prestígio nos meios menos educados após a prisão do Rei em Varennes. Ele contava assim no "L'Ami du Peuple" ("O Amigo do Povo", em português), o seu jornal, que "o episódio dos massacres de setembro surgiu de uma estratégia popular insurrecional, comum a todos os movimentos extremistas e principalmente quando estes se sentem ameaçados, que visava colocar os mais moderados frente ao facto consumado e impedia qualquer recuo, eliminando homens do lado oposto, tornando os moderados cúmplices (ainda que só por sua inação) de um massacre, criando uma atmosfera de Terror, visando calar a expressão de uma opinião contrária".

E, de facto, os massacres e as ameaças que a Comuna e seu exército revolucionário, dirigido por Hanriot, fizeram a partir daí pesar sobre a Comuna, permitiram aos "Exagerados" tomar lugar preponderante nos acontecimentos de 1793 e no desenrolar do Terror do ano II.

Os massacres de setembro de 1792 são na verdade o prelúdio a esta lógica do terrorismo como instrumento de controle do poder durante o ano II (1793-1794). Constituem assim uma das primeiras "derrapagens" da Revolução Francesa. Este acontecimento permanece objeto de debates entre historiadores, alguns defendendo uma visão leninista ou estalinista da Revolução, outros empenhando-se em mostrar os limites do poder popular e os perigos, atualmente, de uma exemplaridade do terrorismo.

 

Números

Os Massacres de Setembro de 1792 fizeram um total aproximado de 1.400 vítimas, sem que se possa fixar exatamente o número, já que se dispõe apenas de aproximações, baseadas nos números dados por Matton de La Varenne e Peltier, que podem ser confrontados com os registos das prisões de que se tem cópia.

As 191 vítimas religiosas são consideradas mártires pela Igreja Católica, entre elas 3 bispos, 127 padres seculares, 56 religiosos e 5 laicos, que foram beatificados, em outubro de 1926, por Pio XI

 

Henri Rousseau morreu há 116 anos...

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Henri Rousseau - auto-retrato, Galeria Nacional  de Praga
  
Henri-Julien-Félix Rousseau (Laval, 21 de maio de 1844 - Paris, 2 de setembro de 1910), conhecido também pelo público como o douanier (aduaneiro) por ter trabalhado como inspetor de alfândega, foi um pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo. A sua obra foi pouco apreciada pelo público geral e pelos críticos, seus contemporâneos, tendo sido constantemente remetida para o grupo da arte naïf e primitivista - pelo seu carácter autodidata, resultado da inexistência de formação académica no campo artístico, pela recusa dos cânones da arte reconhecida até então e pela aparente ingenuidade grotesca.
  
    
Vida
Henri Rousseau, filho de Julien Rousseau (latoeiro) e Eléonore, vai refletir ao longo da sua vida o insucesso financeiro da sua família e o tormento pela falta de perspetivas resultante desse nível social inferior. A sua vida escolar até 1860 toma lugar em Laval, incluindo a permanência num internato em consequência da vida pouco sedentária que os seus pais se veem obrigados a levar após a falência do negócio do pai. 
Em 1861 a família estabelece-se em Angres, onde Rousseau trabalhará num escritório de advocacia entre 1863 e 1867. Após roubar 20 francos a este escritório e ser condenado a 1 mês de prisão, Rousseau alista-se voluntariamente no 51º Regimento de Infantaria de Angres para um período de 7 anos, o qual não chegará ao fim por ser dispensado em 1868. Neste mesmo ano o seu pai morre e Rousseau estabelece-se em Paris onde, no ano seguinte, casa com Clémence Boitard, uma costureira, com quem terá 5 filhos, dos quais 4 morrerão precocemente.
A partir de 1871, e após ter trabalhado como empregado de um oficial de diligências, Rousseau inicia o seu trabalho na alfândega de Paris. Decorridos 19 anos de casamento, Clémence morre vítima de tuberculose e Rousseau volta a contrair matrimónio dez anos depois, em 1899, com a viúva Joséphine-Rosalie Nourry. Pouco tempo depois, em 1903, morre também a sua segunda mulher, um ano após Rousseau se tornar professor na Association Philotechnique onde ensina a técnica da pintura em porcelana e de miniaturas.
Rousseau infringe de novo a lei e é sentenciado, em 1909, a 2 anos de prisão, com pena suspensa e uma coima de 200 francos, por fraude bancária. Morre, com 66 anos, a 2 de setembro de 1910, vítima de septicemia
    
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A Guerra, 1894, Paris 
    
O sonho, 1910, Nova Iorque
    

Ho Chi Minh morreu há 57 anos...

       
Hồ Chí Minh (Kiem Lan, 19 de maio de 1890 - Hanói, 2 de setembro de 1969) foi um revolucionário e estadista vietnamita. Nguyễn Sinh Cung nasceu na província de Nghệ An e somente mais tarde seria mundialmente conhecido como Hồ Chí Minh ("aquele que ilumina"). Embora Ho desejasse ser cremado, foi embalsamado e o seu corpo atualmente encontra-se no seu mausoléu, em Hanói.
Em 1911 começa a trabalhar como cozinheiro num navio francês, em que visita o mundo todo, inclusive o Brasil. Instala-se em Londres em 1915; e com 21 anos de idade parte para a França, onde vive como jardineiro e garçon. Envolve-se com os movimentos socialistas franceses e, em 1920, ajuda a fundar o Partido Comunista Francês. Em 1923 vai para Moscovo estudar táticas de guerrilha e entra para o Komintern, braço internacional do Partido Comunista Russo. Dois anos depois, é enviado para a China, país de onde é expulso em 1927. Vive em vários países até chegar a Hong Kong, de onde dirige o movimento anti-imperialista na Indochina, dominada pela França desde 1854.
Preso pelos Ingleses em 1930, consegue escapar e refugia-se em Moscovo. Em 1941 funda a Liga pela Independência (Vietminh), para lutar contra os Franceses. Durante a II Guerra Mundial utiliza a guerrilha no combate aos Japoneses, invasores da Indochina. Ao fim do conflito, forma um Estado independente ao norte da região, o Vietname. A França contra-ataca e a Guerra da Indochina só termina em 1954, com a vitória do Vietminh. O país é dividido em dois. Ho Chi Minh, presidente do Vietname do Norte, treina e aparelha as forças da Frente de Libertação Nacional do Vietname do Sul (Vietcong), que visam reunificar o país, o que leva à Guerra do Vietname. Morre em Hanói em 2 de setembro de 1969. Em 30 de abril de 1975 um tanque norte-vietnamita entrou no palácio presidencial do regime Sul-Vietnamita, apoiado pelos Estados Unidos, encerrando mais de dez anos de sangrento conflito. Saigão, a antiga capital do Vietname do Sul, foi rebatizada com o nome de Cidade de Ho Chi Minh.