O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Luther Allison (Widener, 17 de agosto de 1939 – Madison, 12 de agosto de 1997) foi um guitarrista de blues norte americano. Nasceu em Widener, Arkansas e mudou-se com sua família aos doze anos para Chicago em 1951.
Aprendeu a tocar guitarra sozinho e começou a escutar blues intensivamente.
(...)
No meio de sua turnê no verão de 1997, Allison deu entrada no
hospital, por sentir tonturas e falta de coordenação. Foi descoberto que tinha um tumor no pulmão, que se espalhou, com metástases, até ao seu cérebro.
Após entrar e sair do estado de coma, Allison morreu a 12 de agosto de
1997, cinco dias antes de completar 58 anos, em Madison, Wisconsin. O seu álbum Reckless fora recém lançado. Allison foi enterrado no Cemitério Washington Memory Gardens em Homewood, Illinois. O seu filho, Bernard Allison, que havia tocado como membro de sua banda, agora tem uma carreira a solo.
Foi uma das primeiras embarcações concluídas, logo após a queda da União Soviética. A sua função principal seria compor a frota do Mar do Norte, cuja sede localiza-se em Severomorsk. As obras de construção começaram em 1990 em Severodvinsk, perto de Arkhangelsk, sendo lançado em dezembro de 1994.
Possuía 154 metros de comprimento, 18 metros de largura, e equivalente a
quatro andares de altura (peso estimado de 18.000 toneladas), sendo
considerado o maior submarino de ataque já construído e sendo
considerado indestrutível pelos marinheiros russos, devido ao seu
tamanho e aos recursos tecnológicos.
Incidente
De acordo com informações do Serviço de Sismologia da Noruega,
o NORSAR, teria havido duas explosões detetadas, nas coordenadas
69°38'N e 37°19'E, durante a manhã de 12 de agosto de 2000. A primeira
explosão foi às 11.29.34 (hora de Moscovo) e teve uma magnitude de 1,5
na escala de Richter, seguido de um segundo de 3,5, às 11.31.48, correspondendo a cerca de 100/250Kg de explosivos (TNT).
Dados semelhantes foram registados por estações sísmicas no Canadá e Alasca.
Além disso, dois submarinos americanos (um deles - USS Memphis), que
estava a acompanhar os exercícios, registou duas explosões submarinas
às 11.38. Um submarino russo e o cruzador pesado PETR Velikiy que também
acompanhavam as manobras, detetaram também essas explosões. O
Ministro da Defesa da Rússia disse que o submarino russo de apoio
recebeu também o som de uma terceira explosão às 11.44. O submarino
americano alega ter detetado um ruído durante o intervalo entre as
duas explosões, que reconheceu como tanques de lastro de sopro
explodindo ou o aumento da velocidade da hélice. O acidente só foi
tornado oficialmente público no dia 14 de agosto. O incidente com o
submarino Kursk provocou uma enorme reação no mundo, pois, tratando-se
de um submarino nuclear, temia-se um acidente parecido com o de Chernobyl. Durante a noite de 14 de agosto, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Israel, Itália, Noruega, Estados Unidos da América
e outros países ofereceram a sua ajuda. Porém como o submarino continha
tecnologia e segredos militares e os russos estavam reticentes em
aceitar tal ajuda.
Estudos indicam que a tripulação dos compartimentos 5 e 5B, conseguiram
fechá-los logo após a segunda explosão. Estes compartimentos eram
revestidos de chumbo (sarcófago)
e continham os reatores atómicos, uma vez fechados, somente poderiam
ser abertos pelo lado de dentro. Esta ação foi de fundamental
importância, evitando que explodissem devido à alta temperatura que
estava sendo acumulada no submarino. Investigações após o
resgate,indicam que a temperatura dentro do submarino após a série de
explosões tenha atingido 8.000 º C.
O submarino afundou-se em águas relativamente rasas, a uma profundidade
de 108 metros (354 pés), a cerca de 135 km (85 milhas) de Severomorsk ,
na posição de coordenadas 69° 40′ N 37° 35′ E. Uma dessas explosões teria aberto grandes buracos no casco do submarino.
Resgate
Nenhuma autoridade russa admitiu que 23 marinheiros haviam conseguido
sobreviver por um período de dois dias após o acidente. Depois da
explosão na câmara de mísseis, os tripulantes foram para o compartimento
número nove do submarino, localizado na proa, e emitiram sinais de
socorro durante 48 horas.
As autoridades da Rússia só recorreram ao pedido de ajuda aos
noruegueses e britânicos quatro dias depois do acidente. E, o mais
humilhante, é que os homens-rãs ocidentais, com roupas especiais e
descendo em “sinos” (equipamentos de resgate), acabaram realizando a
operação de descida e abertura das escotilhas em menos de um dia. A
justificativa da Marinha Russa era a necessidade de se preservarem os
segredos militares do submarino nuclear. O governador da província de
Kursk, Alexander Rutskoi, disse que o motivo pelo qual os russos não
queriam ninguém no fundo do mar Barents era o teste de um novo tipo de
míssil, que segundo informações, ainda permanecia no mesmo.
Na segunda-feira 21 de agosto,
às 07.45 horas da manhã, quatro mergulhadores noruegueses da empresa
Stolt Comex Seaway conseguiram abrir a primeira escotilha do submarino.
Os homens-rãs deparam-se com o cenário mais temido. “Todos os
compartimentos estão inundados e nenhum membro da tripulação
sobreviveu”, declarou o vice-almirante russo Mikhail Motsak.
Causas do acidente
A hipótese mais coerente é a de que no lançamento do torpedo a proa do
submarino tenha explodido, atingindo ainda outros compartimentos.
Segundo o jornal militar russo Krasnaia Zvezda, o Kursk estaria
usando um novo tipo de combustível que é líquido, mais barato e de
muito mais alta combustão. Há ainda uma hipótese, mais sinistra, de que
o submarino estaria com mísseis nucleares supersónicos. Uma carta que
explicava as causas do naufrágio do submarino Kursk foi encontrada no
corpo de um tripulante e mantida em segredo pelas autoridades russas,
disseram militares da Frota do Norte hoje citados pelo diário Izvestia.
De acordo com estas fontes, foram encontradas duas cartas, a 25 de
outubro, no cadáver do oficial da marinha Dmitri Kolesnikov, tendo
apenas uma sido divulgada.
Na carta mantida em segredo, Kolesnikov descreve exatamente o que
aconteceu e afirma que, na sequência da morte do comandante do Kursk,
assumiu o comando do submarino, precisaram as fontes, sem adiantar mais
pormenores sobre o documento.
Na mensagem que foi divulgada, Kolesnikov referia que pelo menos 23
homens, dos 118 que se encontravam a bordo do Kursk, sobreviveram ao
acidente e se refugiaram num compartimento da popa do submarino. A nota,
divulgada pelas autoridades russas, não continha qualquer indicação
sobre as causas do naufrágio.
Uma segunda carta, também encontrada no corpo de um marinheiro que se
refugiou na proa do Kursk, também foi divulgada. A carta, manuscrita,
descreve os minutos imediatamente após a catástrofe, mas não indica as
causas.
"Está escuro aqui para escrever, mas vou tentar pelo tato. Parece que
não há hipóteses, 10-20%. Vamos esperar para que, pelo menos, alguém leia
isto. Aqui está a lista de pessoal de outras secções, que estão agora
no nono e tentarão sair. Cumprimentos a todos, sem necessidade de ficar
desesperados."
Helena Maria da Costa de Sousa de Macedo Gentil (Lisboa, Santa Catarina, 3 de julho de 1939 – Lisboa, 12 de agosto de 2002) foi uma das primeiras e mais influentes jornalistas culturais em Portugal.
Filha única do Francisco Mascarenhas Gentil, licenciado em Direito pela Faculdade de Direito
da Universidade de Lisboa e de sua mulher D. Isabel Maria da Ascenção
Barjona de Freitas da Costa de Sousa de Macedo. O seu avô paterno, o
médico cirurgião e professor de Medicina Francisco Soares Branco Gentil,
foi o fundador e diretor do Instituto Português de Oncologia (IPO) e
director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Frequenta o Colégio de freiras de St. Augustin e as escolas das
irmãs Escravas e Oblatas, sempre com excecional aproveitamento. Com 17
anos começa a sua vida profissional na agência de publicidade de Martins
da Hora, na mesma secretária em que trabalhou Fernando Pessoa. Mais
tarde, volta a estudar Jornalismo e Sociologia, na Universidade de
Vincennes, em Paris, onde assiste também aos acontecimentos de maio de 68.
Ingressa no quadro do “Expresso” e dirige os programas políticos e sociais da RTP. Em 1977 entra na ANOP (Agência Noticiosa Portuguesa), para chefiar a área da cultura. Em 1978, assume a direção e a propriedade da revista “Raiz e Utopia”, fundada por António José Saraiva,
Carlos Medeiros Silva e José Batista, e imprime uma orientação
inconformista virada para os grandes debates europeus do momento.
Em 1979, assume a Presidência do Centro Nacional de Cultura
(CNC), que leva a cabo até à sua morte. Lá inicia e desenvolve uma ação
incansável em prol da divulgação, do estudo e da preservação da língua e
da cultura portuguesas. Lança os “passeios de Domingo” - itinerários
culturais como forma de conhecimento e valorização do património
histórico e da criação artística e cultural contemporânea. Organiza
debates, colóquios, cursos livres, diversas publicações e o ciclo “Os
Portugueses ao Encontro da Sua História”.
Em 1980 é Vice-Presidente do Instituto Português de Cinema e conhece Marguerite Yourcenar, de quem se torna amiga e tradutora. Também Edgar Morin e Yehudi Menuhin
são, aliás, referências fundamentais do círculo de afetos e de
referência intelectuais e éticas de Helena Vaz da Silva. Em 1987,
integra o Conselho Consultivo da Comissão Nacional para as Comemorações
dos Descobrimentos Portugueses e de 1989 a 1994 é Presidente da Comissão
Nacional da UNESCO,
mandato que coincide com o de Federico Mayor como diretor geral da
organização, o que permitiu a Portugal exercer um papel decisivo no Ano
Internacional dos Oceanos, na Expo 98 e realizar em Lisboa a Reunião
Inter-Regional sob o tema “A UNESCO para o Século XXI”.
Em 1992, é membro do Conselho de Orientação para os Itinerários
Culturais do Conselho da Europa e em 1994 foi eleita deputada ao
Parlamento Europeu pelo PSD, exercendo um mandato muito marcante:
“consegui pôr Portugal na agenda dos agentes culturais europeus e pôr a
cultura na agenda da Europa”. Em 1996 integrou a Comissão para o Futuro
da Televisão em Portugal e em 2002 toma posse como Presidente do Grupo
de Trabalho sobre o Serviço Público de Televisão.
Morreu a 12 de agosto de 2002, devido a cancro. Foi sepultada em Lisboa, no Cemitério do Alto de São João, a 14 de agosto de 2002.
Conhecida pela sua voz rouca e aparência sensual, tornou-se um ícone da moda e um modelo para a mulher moderna. Hoje é considerada uma atriz lendária, em parte devido à longevidade da sua carreira.
Ronald David Mael (Culver City, California,
August 12, 1945) is an American musician, songwriter, composer and
record producer. He is the keyboard player and principal songwriter in
the band Sparks which he founded with vocalist, occasional songwriter and younger brother Russell Mael in 1971. Mael is known for his quirky and idiosyncratic approach to songwriting,
his intricate and rhythmic keyboard playing style and for his deadpan
and low key, scowling demeanour onstage often remaining motionless over
his keyboard in sharp contrast to Russell's animated and hyperactive
frontman antics. Ron Mael is also noted for his conservative clothes and
unfashionable moustache. The Mael brothers are the founders of Lil'
Beethoven Records.
Williams foi encontrado morto em sua casa em Paradise Cay (Califórnia), no dia 11 de agosto de 2014, aos 63 anos. Na época de seu suicídio, ele havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson. De acordo com sua viúva, Williams passou a sofrer de depressão, ansiedade e paranoia crescente. A sua autópsia revelou "demência com corpos de Lewy" e profissionais da saúde afirmaram que os sintomas de Williams eram de facto a doença de Lewy.
Licenciou-se em Ciências Geológicas pela Universidade de Lisboa (1959), doutorou-se em Geologia (1969) na mesma universidade e viria a ensinar na sua alma mater no Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências até 2001.
Responsável pelo carinho do público pelos dinossáurios, fez “lobby” da questão das esquecidas pegadas da Pedreira de Carenque, Sesimbra - Espichel, um dos trilhos mais longos do Cretácico
e conseguiu salvar as pegadas. É um símbolo nacional da defesa e
preservação do património cultural e científico, nomeadamente de sinais
marcantes da riquíssima evolução da história natural.
Dirigiu inúmeros projetos de investigação, de que são exemplo a
"Paleontologia dos vertebrados fósseis do Jurássico superior da Lourinhã
e Pombal" e "Icnofósseis de dinossáurios do Jurássico e do Cretácico
Português". Dirige e integra diversos organismos nacionais e
internacionais, nomeadamente a comissão Oceanográfica Intergovernamental
da UNESCO.
Foi colaborador dos Serviços Geológicos de Portugal e trabalhou no
Centro de Estudos Geográficos, do Instituto de Geografia da Faculdade de
Letras de Lisboa e no Centro de Estudos Ambientais.
Foi consultor científico da RTP para as séries televisivas de divulgação científica na área das Ciências da Terra.
Participou e dirigiu várias exposições. Contudo, devido ao enorme
impacto causado, sobressai a famosa "Dinossáurios regressam a Lisboa",
que contou com 347 mil visitantes em apenas 11 semanas.
Publicou diversos trabalhos e artigos científicos em revistas nacionais
e internacionais das diversas especialidades em que desenvolveu
investigação.
É responsável por livros didáticos e de divulgação, como "Morfogénese e
Sedimentogénese" (1996), "Petrogénese e Orogénese" (1997) e
"Introdução à Cristalografia e Mineralogia" (1997). Publicou também
alguns livros na área da literatura de ficção: "O Cheiro da Madeira"
(1994), "O Preço da Borrega" (1995) e "Os Homens não tapam as orelhas"
(1997).
Foi Diretor do Museu Nacional de História Natural durante vários anos e é Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O cantor Francisco José era seu irmão e é pai do jornalista Nuno Galopim.
David Ian "Joe" Jackson (Burton upon Trent, Staffordshire,
11 August 1954) is an English musician and singer-songwriter. Having
spent years studying music and playing clubs, Jackson scored a hit with
his first release, "Is She Really Going Out with Him?", in 1979. This was followed by a number of new wave singles before he moved to more jazz-inflected pop music and had a Top 10 hit in 1982 with "Steppin' Out". He is associated with the 1980s Second British Invasion of the US. He has also composed classical music. He has recorded 19 studio albums and received 5 Grammy Award nominations.
Pertencia a uma nobre família e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.
Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um
casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para
seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé.
Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir
esmolas para os pobres que iam ao mosteiro.
Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por
Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou,
a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu
levantá-lo, pois tudo se havia multiplicado.
Em outra ocasião, aquando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia
consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era
mais forte que eles. Os agressores, tomados de repente por inexplicável
pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando
o Ostensório na mão.
Um ano antes de sua morte, em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão.
Diversos episódios da vida de Santa Clara e São Francisco compõem as florinhas de São Francisco.
Escritos muitos anos após a morte de ambos, é difícil atestar a
correção destes relatos, mas, com certeza, retratam bem o espírito de
ambos e os primeiros acontecimentos aquando da criação das duas Ordens
Franciscanas.
Durante a sua vida, Pollock gozou de fama e notoriedade
consideráveis; ele foi um grande artista de sua geração. Considerado um
recluso, tinha uma personalidade volátil e lutou contra o alcoolismo durante a maior parte de sua vida.
Pollock morreu aos 44 anos, num acidente do carro que dirigia,
alcoolizado. Em dezembro de 1986, trinta anos e quatro meses após a sua
morte, Pollock recebeu uma exibição retrospetiva memorial no Museum of Modern Art (MoMA) na cidade de Nova Iorque.
Uma exposição maior e mais abrangente de seu trabalho foi realizada em
1967. Em 1998 e 1999, o seu trabalho foi homenageado com exposições
retrospetivas em larga escala no MoMA e no Tate em Londres.
Foi um dos maiores vultos científicos do seu tempo. Contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da navegação teórica, tendo-se dedicado, entre outros, aos problemas matemáticos da cartografia. Foi ainda inventor de vários instrumentos de medida, incluindo o "anel náutico", o "instrumento de sombras", e o nónio (nonius, o seu sobrenome em latim).
Em 1544 foi-lhe confiada a cátedra de Matemática da Universidade de Coimbra, a maior distinção que se podia conferir, no país, à época, a um matemático.
NOTA: O nónio é um dispositivo de medição inventado pelo matemático português Pedro Nunes.
Através do nónio era possível efetuar medições com rigor de alguns
minutos de grau, permitindo planear a navegação com uma margem de erro
da ordem da dezena de quilómetros.
Na França, o conceito foi modificado por Pierre Vernier, onde foi usado para construir um instrumento de metrologia, apelidado de vernier, com escalas de medição muito precisas.
Os seus livros encontram-se entre os mais
vendidos do mundo desde a década de 30, com mais de 600 milhões de
cópias. Os livros de Blyton continuam a ser populares, e foram
traduzidos em cerca de 90 línguas; o seu primeiro trabalho, Child Whispers,
um conjunto de poemas num livro de 24 páginas, foi publicado em 1922.
Os seus trabalhos abrangem vários temas desde a educação, história
natural, fantasia, histórias de mistério e narrativas bíblicas, mas os
seus livros mais conhecidos incluem o Nodi (Noddy), Os Cinco (Famous Five), Os Sete (Secret Seven), A Rapariga Rebelde (The Naughtiest Girl) e as As Gémeas (The Twins at St. Clare's). Ao longo da sua vida terá escrito mais de 800 obras.
No seguimento do sucesso comercial dos seus primeiros trabalhos como Adventures of the Wishing Chair (1937) e The Enchanted Wood
(1939), Blyton continuou a construir o seu império literário, algumas
vezes com 50 livros por ano, para além dos seus vários contributos em
revistas e jornais. A sua escrita era espontânea e tinha origem na sua
mente inconsciente; escrevia as suas histórias como se as estivesse a
ver de fronte a si. O volume dos seus livros, e a velocidade à qual eram
produzidos, criaram boatos sobre a utilização de escritores fantasmas,
uma acusação que Blyton recusou veementemente. Enid Blyton inspirou-se
nas suas filhas para escrever os livros de colégios internos.
O trabalho de Blyton foi tornando-se controverso no seio dos
críticos literários, professores e família, a partir da década de 50,
por causa da natureza sem rival dos seus livros, em particular a série
sobre Noddy. Algumas livrarias e escolas baniram os seus trabalhos, os quais a BBC
se tinha negado a transmitir desde os anos 30 até 50, pois
entendiam que não tinham qualquer mérito literário. Os seus livros têm
sido criticados como sendo elitistas, sexistas, xenófobos
e, pontualmente, com o ambiente liberal que emergia no pós-guerra no
Reino Unido, mas, ainda assim, continuam a ser grandes sucessos de venda
desde a sua morte, em 1968.
Blyton sentiu a responsabilidade de fornecer aos seus leitores
uma forte mensagem moral e incutiu-lhes a ideia de apoiarem causas
nobres. Em particular, através de associações que ela criou, ou que
apoiava, motivou-os a organizarem e a juntarem os meios financeiros
suficientes para ajudar os animais e as crianças.
Ele nasceu no Porto, na freguesia de Miragaia,
em prédio hoje devidamente assinalado. Era filho de mãe portuguesa (de
ascendência inglesa, Tomásia Isabel Clarque) e pai nordestino (João
Bernardo Gonzaga). Órfão de mãe no primeiro ano de vida, mudou-se com o
pai, magistrado brasileiro, para Pernambuco em 1751 e depois para a Bahia, onde estudou no Colégio dos Jesuítas. Em 1761, voltou a Portugal, para cursar Direito na Universidade de Coimbra, tornando-se bacharel em Leis em 1768. Com intenção de lecionar naquela universidade, escreveu a tese Tratado de Direito Natural, no qual enfocava o tema sob o ponto de vista tomista, mas depois trocou as pretensões ao magistério superior pela magistratura. Exerceu o cargo de juiz de fora na cidade de Beja, em Portugal. Quando voltou ao Brasil, em 1782, foi nomeado Ouvidor dos Defuntos e Ausentes da comarca de Vila Rica, atual cidade de Ouro Preto, então conheceu a adolescente de apenas dezasseis anos, Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, a pastora Marília em uma das possíveis interpretações dos seus poemas, que teria sido imortalizada na sua obra lírica (Marília de Dirceu) - apesar de ser muito discutível essa versão, tendo em vista as regras retórico-poéticas que prevaleciam no século XVIII, época em que os poemas foram escritos.
Durante a sua permanência em Minas Gerais, escreve Cartas Chilenas, poema satírico em forma de epístolas, uma violenta crítica ao governo colonial. Promovido a desembargador da relação da Bahia em 1786, resolve pedir em casamento Maria Doroteia dois anos depois. O casamento é marcado para o final do mês de maio de 1789. Como era pobre e bem mais velho que ela, sofreu oposição da família da noiva.
Por seu papel na Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira (primeira grande revolta pró-independência do Brasil), trabalhando junto de outros personagens dessa revolta como Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto, é acusado de conspiração e preso em 1789, cumprindo a sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro,
tendo os seus bens confiscados. Foi, portanto, separado da sua amada,
Maria Doroteia. Permanece em reclusão por três anos, durante os quais,
teria escrito a maior parte das liras atribuídas a ele, pois não há
registos de assinatura em qualquer uma de suas poesias. Em 1792, sua pena é comutada em degredo, a pedido pessoal da Rainha D. Maria I de Portugal e o poeta é enviado a costa oriental da África, a fim de cumprir, em Moçambique, a sentença de dez anos.
No mesmo ano é lançada em Lisboa a primeira parte de Marília de Dirceu,
com 33 liras (nota-se que não houve participação, portanto, do poeta
na edição desse conjunto de liras, e até hoje não se sabe quem teria
feito, provavelmente irmãos de Maçonaria). No país africano
trabalha como advogado e hospeda-se em casa de abastado comerciante de
escravos, vindo a casar, em 1793, com a filha dele, Juliana de Sousa Mascarenhas ("pessoa de muitos dotes e poucas letras"), com quem teve dois filhos: Ana Mascarenhas Gonzaga, filha de D.ª Juliana anterior ao seu casamento com Tomás António Gonzaga, a quem este deu seu nome, e Alexandre Mascarenhas Gonzaga, vivendo depois disso, durante quinze anos, rico e considerado, até morrer em 1810, acometido por uma grave doença. Em 1799,
é publicada a segunda parte de Marília de Dirceu, com mais 65 liras.
No desterro, ocupou os cargos de procurador da Coroa e Fazenda, e o de
juiz de Alfândega de Moçambique (cargo que exercia quando morreu).
Gonzaga foi muito admirado por poetas românticos como Casimiro de Abreu
e Castro Alves. É patrono da cadeira de número 37 da Academia Brasileira de Letras.
As suas principais obras são: Tratado de Direito Natural; Marília de Dirceu (coleção de poesias líricas, publicadas em três partes, em 1792, 1799 e 1812 - hoje sabe-se que a terceira parte não foi escrita pelo poeta); Cartas Chilenas (impressas em conjunto em 1863). A data de sua morte não é uma data certa, mas sabe-se que ele veio a falecer entre 1809 e 1810.
Caraterísticas literárias
A poesia de Tomás António Gonzaga apresenta as típicas características árcades e neoclássicas: o pastoril, o bucólico, a Natureza amena, o equilíbrio etc. Paralelamente, possui características pré-românticas (principalmente na segunda parte de Marília de Dirceu, escrita na prisão):
confissões de sentimento pessoal, ênfase emotiva estranha aos padrões
do neoclassicismo, descrição de paisagens brasileiras, etc.
O convívio com o Iluminismo põe em seu estilo a preocupação em atenuar as tensões e racionalizar os conflitos.
Tomás António Gonzaga escreveu versos marcados por expressão própria,
pela harmonização dos elementos racionais e afetivos e por um leve
toque de sensualidade. Segundo Alfredo Bosi,
Gonzaga está acima de tudo preocupado em "achar a versão literária
mais justa dos seus cuidados". Assim, "a figura de Marília, os amores
ainda não realizados e a mágoa da separação entram apenas como
'ocasiões' no cancioneiro de Dirceu", o que diferencia o autor dos seus
futuros colegas românticos.
Marília de Dirceu
As liras a sua pastora idealizada refletem a trajetória do poeta, na
qual a prisão atua como um divisor de águas (a segunda parte do livro é
contada dentro da prisão). Antes da prisão, num tom de fidelidade,
canta a ventura da iniciação amorosa, a satisfação do amante, que,
valorizando o momento presente, busca a simplicidade do refúgio na
natureza amena, que ora é europeia e ora mineira. Depois da reclusão,
num tom trágico de desalento, canta o infortúnio, a injustiça (ele se
considera inocente, portanto, injustiçado), o destino e a eterna
consolação no amor da figura de Marília. São compostas em redondilha
menor ou decassílabos quebrados. Expressam a simplicidade e gracioso
lirismo íntimo, decorrentes da naturalidade e da singeleza no trato dos
sentimentos e da escolha linguística. Ao delegar posição poética a um
campesino, sob cuja pele se esconde um elemento civilizado, Gonzaga
demonstra mais uma vez suas diferenças com a filosofia romântica, pois
segue o descrito nas regras para a confeção de éclogas nos manuais de
poética da época, que instruem aos poetas que buscam a superação dos
antigos, imitando-os, a utilizações de eu-líricos que se aproximem as
figuras de pastores, caçadores, agricultores e vaqueiros.
Marília é ora morena, ora loira. O que comprova não ser a pastora,
Maria Doroteia na vida real, mas uma figura simbólica que servia à
poesia de Tomás António Gonzaga. É anacronismo destinar ao sentimento
existente entre o poeta e Maria Doroteia a motivação para a confeção
dos poemas, tendo em vista que esse pensamento só surgiu com o
pensamento romântico, no século XIX.
É mais aceitável a teoria de inspiração no ideal de emulação, que
configurava o sentimento poético da época, baseado nas filosofias
retórico-poéticas vigentes, em que o poeta, seguindo inúmeras regras de
confeção, "imitava" os poetas antigos procurando superá-los. Muitos
pouco conhecedores de literatura podem acreditar que o poeta cai em
contradições, ora assumindo a postura de pastor que cuida de ovelhas e
vive numa cabana no alto do monte, ora a do burguês Dr. Tomás António
Gonzaga, juiz que lê altos volumes instalados em espaçosa mesa, mas o
fazem por analisar os poemas com critérios anacrónicos à época, analisam
com pensamentos surgidos após o romantismo, textos que o precedem.
É interessante atentar para alguns aspetos dessa obra de Gonzaga. Cada
lira é um dialogo de Dirceu com sua pastora Marília, mas, embora a
obra tenha a estrutura de um diálogo, só Dirceu fala (trata-se de um
monólogo), chamando Marília em geral com vocativos. Como bem lembra o
crítico António Cândido, o melhor título para a obra seria Dirceu de Marília,
mas o patriarcalismo de Gonzaga nunca lhe permitiria pôr-se como a
coisa possuída, sem esquecer que Tomás António Gonzaga morreu de
paixão. Ele foi mandando para a ilha das Cobras no Rio de Janeiro,
depois para Moçambique na África. Casando-se com uma filha de um
mercador de escravos, o que, diga-se de passagem, é notável e estranho: Logo ele que era totalmente contra a escravidão.
Aos cinco anos ouviu o seu primeiro disco de fado, cantado por Lucília do Carmo, a que deu pouca importância na ocasião. Aos dez anos foi viver para Portugal e estudou nas melhores escolas de Lisboa, mostrando uma inclinação para a música clássica. Aos 12 anos inscreveu-se no Conservatório Nacional de Lisboa e concluiu o curso básico e superior de solfejo aos 15 anos. Iniciou então os estudos de piano, terminando o curso nove anos depois, com louvor e distinção. Seguidamente, inscreveu-se no curso de teatro no mesmo Conservatório. Terminados os estudos secundários, juntou-se à Companhia de Teatro Estúdio de Lisboa, dirigida por Luzia Maria Martins, ali permanecendo durante seis anos.
Inscreveu-se então no curso de Direito (que nunca completou), onde fundou o Grupo Independente de Teatro da Faculdade de Direito, onde encenaria a peça O Homúnculo de Natália Correia, primeiro texto desta autora a ser representado publicamente. Nessa ocasião conheceu Vasco de Lima Couto, que lhe escreveu um poema para um fado.
Começou a visitar os retiros de fado em Cascais,
e segundo as suas palavras, “apanhei o comboio logo ali”. José Manuel
Osório cantou como amador em sítios como O Estribo, O Cartola, O Galito e
O Arreda. Conheceu então cantores carismáticos como Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Carlos Duarte, João Braga, José Pracana, Chico Pessoa e João Ferreira-Rosa, entre outros. Também conheceu José Carlos Ary dos Santos, que lhe ofereceu para cantar o decassílablo Desespero, a partir de um soneto incluído em A Liturgia do Sangue.
Esses retiros de fado, segundo Osório, eram de certo modo locais
de rebelião contra as casas de fado que proliferavam nos bairros
históricos de Lisboa e tornavam o prazer de cantar numa obrigação.
Em 1968 gravou o seu primeiro disco, cujo reportório incluía poemas de José Carlos Ary dos Santos, Vasco de Lima Couto, Manuel Alegre, Mário de Sá-Carneiro, António Botto, João Fezas Vital, Luiza Neto Jorge, António Aleixo e Maria Helena Reis. Em 1969 gravou o seu segundo trabalho e recebeu o Prémio da Imprensa para o Melhor Disco do Ano.
Em 1969 Osório aderiu ao Partido Comunista Português. Em 1970 recebeu o Prémio da Imprensa para o Melhor Fadista do Ano, mas foi impedido de cantar no Coliseu, por ordem da PIDE enviada à Casa da Imprensa. Viveu então um período difícil, devido à proibição de vendas imposta ao seu disco.
Nas décadas de 60 e de 70 dinamizou o teatro amador em
dezenas de espetáculos, tanto como ator como encenador, trabalhando
essencialmente nas associações populares de Lisboa. Foi-lhe atribuído o
Primeiro Prémio do Festival de Teatro Amador (APTA) com o Grupo Oficina
de Teatro de Amadores de Alfama, dirigindo o texto Soldados de Carlos Reyes.
Regressou finalmente a Portugal em 1973 e começou a pesquisar e a
coligir temas do fado operário e anarco-sindicalista, que mais tarde
viria a interpretar.
Depois do 25 de abril de 1974 participou na fundação do grupo de teatro A Barraca. Juntamente com Fernando Tordo e Samuel compôs música para a peça A Cidade Dourada (A Barraca). Também compôs e interpretou ao vivo música para a peça As Espingardas da Mãe Carrar por Bertolt Brecht na Casa da Comédia, encenada por João Lourenço. Foi um impulsionador dos Cantos Livres e das Campanhas de Dinamização do Movimento das Forças Armadas. A sua iniciativa levaria à afirmação do estudo e pesquisa históricos sobre o fado sindicalista e anarquista.
Gravou mais três discos de fado, sempre com um reportório de
fados tradicionais, dando assim por concluída a sua carreira
discográfica.
Atuou principalmente em casas de fado amador de Cascais e do Estoril,
nunca considerando seriamente tornar-se fadista profissional.
Utilizou todo o conhecimento adquirido para desenvolver uma carreira
como produtor de espetáculos e agente artístico, que manteve até 1990.
José Manuel Osório foi também, desde
1976, até estar disso impossibilitado, por motivos de saúde, membro do
comité organizador da Festa do Avante,
apoiando diretamente a criação do espaço exclusivamente dedicado ao
fado chamado «Retiro do Fado», que continua atualmente a existir.
Em 1984 soube que era seropositivo,
mas só no final de 1989 começou a ter sérios problemas de saúde, que o
obrigariam a abandonar a sua atividade profissional. Durante os anos
seguintes teve de enfrentar e vencer uma longa série de doenças
gravíssimas decorrentes da SIDA,
com enorme coragem e determinação, envolvendo-se ativamente na luta e
na prevenção contra a SIDA, colaborando com vários médicos entre os
quais a Dra. Odette Ferreira. Ficou conhecido por ser o mais antigo seropositivo em Portugal.
Em 1993 fez um regresso, pela mão de Ruben de Carvalho, para
lançar uma iniciativa artística no sentido de destacar o fado, através
d’"As Noites de Fado da Casa do Registo", no âmbito de Lisboa/94 Capital Europeia da Cultura.
Em 1998 a EBAHL convidou-o a supervisionar as Festas de Lisboa.
Em 2005 dirigiu o projeto "Todos os Fados". Em 2011 foi distinguido com
o Prémio Amália Rodrigues Ensaio/Divulgação, por se ter destacado nos
últimos anos como investigador do fado, tendo coordenado as coleções
discográficas “Fados da Alvorada” e “Fados do Fado” na etiqueta
Movieplay Portuguesa.
Foi pai do jornalista Luís Osório, nascido em 1971, e que mais tarde o entrevistaria para o programa Portugalmente e lhe dedicaria um documentário e um livro chamados Quanto Tempo?
José Manuel Osório morreu, em Lisboa, a 11 de agosto de 2011.
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