sábado, fevereiro 22, 2025

O campeão Niki Lauda nasceu há 76 anos...

  
Andreas Nikolaus Lauda (Viena, 22 de fevereiro de 1949 - Zurique, 20 de maio de 2019), mais conhecido como Niki Lauda, foi um automobilista e piloto austríaco. Era proprietário da companhia aérea Lauda Air e diretor da equipa Mercedes GP da Fórmula 1, ligada à construtora Mercedes Benz.

Participou do Campeonato Mundial de Fórmula 1 entre 1971 a 1979 e de 1982 a 1985, disputando 177 Grandes Prémios, obtendo 25 vitórias, 24 pole positions e 24 melhores voltas, totalizando 419,5 pontos. Considerado um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1, sagrou-se tricampeão mundial em 1975, 1977 e 1984, e é o único piloto até hoje a ser campeão tanto pela Ferrari quanto pela McLaren. Pilotou nas equipas March, BRM, Ferrari, Brabham e McLaren

  

   
Nikolaus Lauda iniciou a carreira no automobilismo em 1968, destacando-se na Fórmula 3 e na Fórmula 2 antes de ingressar na Fórmula 1, levando uma verba pessoal para a então pequena equipe March. Estreou no Grande Prémio da Áustria de 1971, abandonando por problemas mecânicos. Disputou a temporada de 1972 como segundo piloto da equipe e, em 1973, foi ser piloto da BRM, garantindo o seu lugar como piloto pagante, graças a um empréstimo. Por indicação de Clay Regazzoni, recontratado pela Scuderia Ferrari para a temporada de 1974, assinou o seu primeiro contrato como piloto remunerado. Depois de um pódio na estreia pela equipa italiana (2ª posição na Argentina), venceu o seu primeiro Grande Prémio, na 4ª corrida que disputou com um carro competitivo, em Jarama, na Espanha. Em 1975, após cinco vitórias (quatro das quais após largar na primeira posição), sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. 
Manteve o ritmo competitivo em 1976, mas um acidente em Nürburgring (onde o seu carro se incendiou, e Lauda ficou preso no carro por vários minutos) quase lhe tirou a vida. Um padre chegou a ser chamado ao hospital para lhe dar a extrema unção. Mas apesar de todos os esforços, as graves queimaduras  custaram-lhe parte da orelha direita.
Lauda ainda voltaria a correr no mesmo ano de 1976 e só perderia o título mundial na última corrida, o Grande Prémio do Japão (estreia no calendário) para o inglês James Hunt. Em 1977, obteve 3 vitórias e recuperou o título mundial.

No final daquele ano, abandonaria a Ferrari para juntar-se à Brabham-Alfa Romeo, dirigida por Bernie Ecclestone. A parceria rendeu-lhe duas vitórias e cinco pódios em 1978, mas a frequência de quebras o deixou fora da disputa pelo título. Em 1979, marcou apenas quatro pontos. Os maus resultados fizeram Lauda voltar suas atenções para a companhia aérea que acabara de fundar e, assim, deixou a Fórmula 1. 

Durante o período em que ficou afastado, além de administrar sua empresa de aviação, Niki Lauda chegou até a ser comentador e repórter de Fórmula 1 para um canal de televisão austríaco. Entretanto, Lauda recebeu proposta milionária da McLaren para voltar às pistas em 1982. Após duas corridas de readaptação, Lauda venceu no seu novo time, o Grande Prémio do Oeste, em Long Beach, e o Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Brands Hatch; no seu retorno terminou em 5º na classificação final. Em 1983, sem condições de acompanhar as equipes com motor turbo, Lauda pouco pode fazer no campeonato; nenhuma vitória e apenas dois pódios: 3º no Grande Prémio do Brasil em Jacarepaguá e o 2º no Grande Prémio do Oeste dos Estados Unidos em Long Beach. Faltando quatro provas para o término, a McLaren iniciava o desenvolvimento com o motor Porsche, financiada pela TAG; o piloto austríaco terminou o ano em 10º lugar. Para a temporada de 1984, iniciou o ano desacreditado, e seu companheiro de equipe, o francês Alain Prost, era o favorito ao título. Após 5 vitórias (contra 7 de Prost), Lauda seria campeão mundial pela terceira vez, com apenas meio ponto de vantagem (Prost marcara apenas metade dos pontos - 4,5 - da vitória do Grande Prémio de Mónaco, (terminou prematuramente, por causa da chuva). Lauda ia para a defesa do título em 1985, mas sem motivação, obteve apenas 1 vitória e abandonou 12 das 15 provas do ano. A sua última prova na carreira foi o Grande Prémio da Austrália (estreia no calendário), porém abandonou-a após um acidente no final da reta Brabham. Encerrou a sua carreira na categoria em 10º na classificação final.

Lauda permaneceu muitos anos afastado da Fórmula 1, gerindo a sua empresa de aviação, retornando como consultor técnico extraordinário da Ferrari nos anos 90. Em 2001, foi contratado pela Jaguar para assumir as funções de diretor técnico, mas resultados inexpressivos levaram-no à demissão em 2003.

Em setembro de 2012, foi nomeado presidente não executivo da equipa Mercedes. Participou das negociações que trouxeram Lewis Hamilton para a equipe alemã no final de 2012.

Em 2013, o filme Rush contou a história do campeonato mundial de 1976 e a disputa do título entre Niki Lauda e James Hunt. O seu intérprete nessa produção foi o ator alemão Daniel Brühl

Lauda casou-se em 1976 com Marlene Knaus e tiveram dois filhos, Mathias Lauda e Lukas Lauda. Divorciaram-se em 1991. Em 2008, casou-se com Birgit Wetzinger, uma hospedeira de bordo da sua companhia de aviação. Em 2005, Birgit doou um rim a Lauda, quando o rim que este recebera do irmão em 1997 falhou. Em setembro de 2009, tiveram dois filhos gémeos.

Lauda faleceu em 20 de maio de 2019, devido a problemas renais. O ex-piloto havia passado por um transplante de pulmão em agosto de 2018 e, apesar de uma boa recuperação inicial, seu estado de saúde deteriorou-se nos meses seguintes.

 

O ator Kyle MacLachlan faz hoje 66 anos

 

Kyle Merritt MacLachlan (Yakima22 de fevereiro de 1959) é um ator norte-americano. MacLachlan foi trazido para o cinema por David Lynch, como Paul Atreides, no filme Dune, de 1984. Foi personagem principal na série Twin Peaks, fenómeno de culto dos anos 90, como o agente Dale Cooper. Os seus outros papéis de destaque foram Trey MacDougal em Sex and the City, Orson Hodge em Desperate Housewives e o milionário George van Smoot, o Capitão, na série How I Met Your Mother.

Em 2017, voltou a interpretar Dale Cooper, no retorno do serie Twin Peaks. Também dobrou Donald Love no game Grand Theft Auto 3. Por Twin Peaks, MacLachlan ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Drama (1990) e foi indicado na mesma categoria em 2017. Ele também foi nomeado para receber dois Emmy Awards.
 

Jean-Baptiste Camille Corot morreu há 150 anos...

Auto-retrato com paleta (circa 1830)
     
Jean-Baptiste Camille Corot (Paris, 16 de julho de 1796 - Ville-d'Avray, 22 de fevereiro de 1875) foi um pintor realista francês.
Filho de uma família de comerciantes abastados, Jean-Baptiste Camille Corot, teve uma infância confortável e estável, tendo trabalhado numa loja do pai. Corot fez os seus estudos na cidade de Rouen, onde foi hospedado pela família Sennegon, uns vendedores de tecidos, amigos do seu pai.
Denis Sennegon casou-se com a irmã de Camille Corot, Annette-Octavie.
Corot, fez retratos de vários membros da família Sennegon. Destes, onze são conhecidos e dois estão expostos no Museu do Louvre. Nesses retratos, Corot (que nessa época raramente pintava figuras ou paisagens), teve oportunidade de se sentir à vontade com os modelos. Tais obras estão entre as mais notáveis de suas figuras.
Durante viagem à Itália pintou "O Coliseu" (1825), mostrando a sua formação essencialmente clássica e algumas inovações a nível da luz.
De volta à França, abandonou o academicismo em favor de um estilo paisagístico realista. Construiu então, uma pintura puramente paisagista, rural e citadina e marcada pela mestria na gradação tonal de luzes e sombras e pelo rigor construtivo da composição. As suas obras apresentavam-se expressivas e possuidoras de uma linguagem muito própria, caracterizadas pela serenidade, facto este condicionado pela sua anterior permanência em Itália.
Após várias exposições sem muito sucesso no Salão de Paris, começou a receber a atenção da crítica (1840), devido a quadros como "O Bosque de Fontainebleau" e "O Pastorzinho", e ganhou a cruz da Legião de Honra (1846).
Pintou, também, monumentos de variadas cidades europeias, entre os quais se destacam da Catedral de Chartres (é feita referência a esta conhecida pintura no romance Caminho de Swann de Marcel Proust, em que o jovem narrador descreve a obsessão da sua avó em não dar-lhe nunca fotografias de monumentos, mas fotografias de pinturas de monumentos, como é o caso do quadro de Corot). A evolução da paisagem clássica para a realista deve-se, em parte, ao seu trabalho em Itália.
Tornou-se grande amigo de vários pintores, entre eles Théodore Rousseau e Charles-François Daubigny. Também foi amigo e discípulo de Corot o pintor Henri Nicolas Vinet que se mudou para o Brasil e nesse país permaneceu até ao final da sua existência. Excelente paisagista, deixou trabalhos da melhor qualidade, mostrando o quanto foi proveitoso o seu aprendizagem com o insigne mestre francês.
Com uma carreira artística recheada com as melhores coisas que a vida nos pode dar, Corot morreu, em Paris, em 1875.

Vista de Volterra (Museu do Louvre - Paris)
     
A catedral de Chartres (Museu do Louvre - Paris)
          

Francisco I. Madero, presidente do México, foi assassinado há cento e doze anos

  
Francisco Ignacio Madero González (Parras de la Fuente, Coahuila, 30 de outubro de 1873 - Cidade do México, 22 de fevereiro de 1913) foi um revolucionário, escritor e estadista mexicano que serviu como 37º presidente do México (33º eleito) de 1911 até pouco antes do seu assassinato, em 1913. Um rico proprietário de terras, tornou-se no entanto um defensor da justiça social e da democracia. Madero foi notável por desafiar o presidente de longa data, Porfirio Díaz, para a presidência em 1910 e por ter sido fundamental em desencadear a Revolução Mexicana.

Nascido numa família extremamente rica no estado de Coahuila, no norte, Madero era um político incomum, que até se candidatar à presidência, nas eleições de 1910, nunca ocupou um cargo. Inspirado por cartas que ele considerava ter recebido de espíritos através da sua mediunidade, Madero, para preocupação de sua família, decidiu mobilizar uma revolução política contra o Porfiriato, escrevendo o seu livro de 1908 intitulado A Sucessão Presidencial de 1910, em que pediu aos eleitores que impedissem a sexta reeleição de Porfirio Díaz, o que Madero considerava antidemocrático. A sua visão lançaria as bases para um México democrático do século XX, mas sem polarizar as classes sociais. Para esse efeito, ele apoiou-se no Partido Nacional Antirreeleicionista, de oposição, e instou os eleitores a expulsarem Díaz nas eleições de 1910. A candidatura de Madero contra Díaz conquistou amplo apoio no México. Ele possuía meios financeiros independentes, determinação ideológica e a coragem de se opor a Díaz quando era perigoso fazê-lo. Díaz prendeu Madero antes das eleições, que foram então vistas como fraudulentas. Madero escapou da prisão e emitiu o Plano de San Luis Potosí nos Estados Unidos. Pela primeira vez, ele pediu uma revolta armada contra Díaz, eleito ilegalmente, e delineou um programa de reforma. A fase armada da Revolução Mexicana data de seu plano.

Revoltas em Morelos sob o comando de Emiliano Zapata e no norte, por Pascual Orozco, Pancho Villa e outros, e a incapacidade do Exército Federal de suprimi-los, forçaram a renúncia de Díaz, em 25 de maio de 1911, após a assinatura do Tratado de Ciudad Juárez; Madero era muito popular entre muitos setores, mas não assumiu a presidência. Um presidente interino foi instalado e as eleições foram agendadas para o outono de 1911. Madero foi eleito presidente em 15 de outubro de 1911, com quase 90% dos votos. Juramentado no cargo em 6 de novembro de 1911, tornou-se um dos mais jovens presidentes eleitos do México, com apenas 38 anos.

O governo de Madero logo encontrou oposição tanto de revolucionários mais radicais quanto de conservadores. Ele não avançou rapidamente na reforma agrária, o que era uma demanda importante de muitos de seus apoiantes. Os ex-apoiantes Emiliano Zapata declararam-se em rebelião contra Madero no Plano de Ayala, como Pascual Orozco fez no seu Plano Orozquista. Estes foram desafios significativos para a presidência de Madero. O operariado também ficou desiludido com suas políticas moderadas. Os empresários estrangeiros estavam preocupados com o facto de Madero não ter conseguido manter a estabilidade política que deixaria os seus investimentos seguros. A Igreja Católica atacava a sua fé no espiritismo e, embora Madero a escondesse do público, a imprensa ridicularizava-o e o embaixador americano no México considerava-o lunático. Governos estrangeiros preocuparam-se que um México desestabilizado ameaçaria a ordem internacional e os movimentos de sucessão governamental foram observados com diversos interesses, a favor e contra, com intervenções por embaixadores de diversos países, inclusive agentes secretos alemães.

Em fevereiro de 1913, ocorreu um golpe de estado na capital mexicana, liderada pelo general Victoriano Huerta, secretário da Guerra e Marinha e comandante militar na cidade, apoiado pelo embaixador norte-americano no México. Madero foi preso e, pouco tempo depois, assassinado, juntamente com o seu vice-presidente, José María Pino Suárez, em 22 de fevereiro de 1913, após a série de eventos conhecidos como a Decena Trágica. Na morte, Madero tornou-se uma força unificadora de elementos díspares no México, em oposição ao regime de Huerta. No norte, o governador de Coahuila Venustiano Carranza liderou o que se tornou o Exército Constitucionalista contra Huerta, enquanto Zapata continuou na sua rebelião sob o Plano de Ayala. Uma vez que Huerta foi demitido em julho de 1914, a coligação de oposição, mantida unida pela memória de Madero, dissolveu-se e o México entrou numa nova etapa de guerra civil.

       
 
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Bradley Nowell, guitarrista e vocalista dos Sublime, nasceu há 57 anos...

 
Bradley James Nowell (Long Beach, 22 de fevereiro de 1968 - São Francisco, 25 de maio de 1996) foi um músico e compositor norte-americano, mais conhecido como o guitarrista e vocalista da banda de ska punk Sublime. Morreu de overdose de heroína em 1996 pouco antes do primeiro lançamento por uma grande gravadora de um trabalho do seu grupo, o álbum Sublime, deixando esposa e filho. 
   
(...)
     

Bradley Nowell nasceu e cresceu em Long Beach, Califórnia, junto dos seus pais, Jim Nowell e Nancy Nowell, e com sua irmã Kelly. Conforme cresceu, Nowell tornou-se uma criança problemática. O seu comportamento rebelde agravou-se aos dez anos, quando os seus pais se divorciaram. Ao sair numa viagem às Ilhas Virgens, juntamente com o seu pai, Bradley passou a conhecer o reggae e, ao voltar, foi aprender a tocar guitarra. Aos 13 anos Bradley formou a sua primeira banda, 'Hogan's Heroes', juntamente com Eric Wilson, que mais tarde seria o baixista da banda Sublime. Nowell estudou na Wilson Classical High School, em Long Beach, e mais tarde frequentou a California State University, de Long Beach.

Bradley foi um músico que viria a influenciar muita gente em relação ao estilo musical e ao estilo de vida, sendo um ícone para toda a geração que partilha um gosto comum pelo skate. 

      

 

James Blunt celebra hoje cinquenta e um anos

     
James Blunt (nome artístico de James Hillier Blount, Tidworth, 22 de fevereiro de 1974) é um cantor, compositor e instrumentista britânico. Ele foi também capitão do exército britânico.     
   
 

Spínola assassinou há cinquenta e um anos, com um livro, o Estado Novo...

(imagem daqui)
    
Portugal e o Futuro foi um livro publicado pela Editora Arcádia no dia 22 de fevereiro de 1974, assinado pelo general António de Spínola.
Nesse livro, o ex-governador da Guiné-Bissau advogava, após 13 anos de Guerra do Ultramar, uma solução política e não militar como sendo a única saída para o conflito.
As ações do governo marcelista, a demissão dos generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes dos cargos que ocupavam, no Estado-Maior General das Forças Armadas, e a organização de cerimónia de apoio ao regime, a Brigada do Reumático, dado ser maioritariamente constituída por oficiais-generais idosos dos três ramos das Forças Armadas, vieram ainda mostrar mais quanto o regime se sentia ameaçado pelas ideias contidas no livro.
No rescaldo da publicação, Marcelo Caetano pede a demissão ao Presidente da República, que não a aceita.
    

A atriz Drew Barrymore faz hoje cinquenta anos...!

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/42/Drew_Barrymore_headshot_by_David_Shankbone.jpg
  
Drew Blyth Barrymore (Culver City, 22 de fevereiro de 1975) é uma atriz, produtora, apresentadora, empresária, escritora e diretora norte-americana. Integrante mais jovem da célebre família Barrymore, ela ganhou fama aos 7 anos de idade, quando atuou no filme E.T. O Extraterrestre (1982). Durante a carreira, ela recebeu vários prémios, incluindo um Globo de Ouro, um SAG Award, além de indicações ao BAFTA Film Award e a nove prémios Emmy. Ela também recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2004.

Drew teve uma infância turbulenta, que foi marcada por vícios e problemas pessoais com sua mãe. Posteriormente, ela conseguiu se reerguer e fez uma série de filmes de sucesso, incluindo Pânico, As Panteras, Nunca Fui Beijada, Batman Eternamente, Para Sempre Cinderela, Afinado no Amor, Como Se Fosse a Primeira Vez, Donnie Darko, Os Garotos da Minha Vida, Amor em Jogo, Letra e Música, Amor à Distância, O Grande Milagre, Já Estou com Saudades, Juntos e Misturados e Garota Fantástica, que marcou sua estreia como diretora. Por seu papel no filme da HBO Grey Gardens, ela ganhou um Screen Actors Guild Award e um Globo de Ouro.

Barrymore também é fundadora da produtora Flower Films, onde ela financia, produz, dirige e atua em vários projetos. Ela já lançou quatro livros, incluindo duas autobiografias. Na televisão, protagonizou a série Santa Clarita Diet da Netflix e atualmente apresenta o seu talk show, The Drew Barrymore Show.

    

Um livro de Galileu rebentou com a teoria geocêntrica há 393 anos...

  
Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo (no original em italiano Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo) é um livro, publicado a 22 de fevereiro de 1632 e escrito por Galileu Galilei. Foi uma obra marcante da Revolução científica. Nele, Galileu utiliza três personagens, Salviati, Simplício e Sagredo, que debatem sobre Mecânica. O Diálogo é uma obra de combate, cujo objetivo era o de fazer rever o édito de 1616 da Inquisição romana que proibia o livro De revolutionibus, de Copérnico. Ao afirmar assim o caráter planetário da Terra, Galileu destrói os fundamentos antropocêntricos da visão tradicionalista cristã que defendia o geocentrismo. E, de facto, será condenado, em 1633, por esta obra, que inaugura a ciência moderna e redesenha o mapa da cultura ocidental, mostrar que a teoria heliocêntrica era verdadeira.
   

Andy Warhol morreu há 38 anos...

  
Andy Warhol (nascido Andrew Warhola; Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 - Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987) foi um empresário, pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de pop art.

Andy Warhol nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia. Era o quarto filho de Ondrej Warhola e Ulja, apelido de solteira Zavacká (1892–1972), cujo primeiro filho nasceu na sua terra natal e morreu antes da sua migração para os Estados Unidos. Os seus pais eram imigrantes da classe operária originários de Mikó (hoje chamada Miková), no nordeste da Eslováquia, então parte do Império Austro-Húngaro. O pai de Warhol emigrou para os E.U.A em 1914 e sua mãe juntou-se-lhe em 1921, após a morte dos avós de Andy Warhol. O seu pai trabalhou numa mina de carvão. A família vivia na Rua Beelen, e mais tarde, na Rua Dawson, em Oakland, um bairro de Pittsburgh. A família era católica bizantina rutena (uniata) e frequentava a igreja bizantina de São João Crisóstomo, em Pittsburgh. Andy Warhol tinha dois irmãos mais velhos, Ján e Pavol, que nasceram na atual Eslováquia. O filho de Pavol, James Warhola, tornou-se um bem sucedido ilustrador de livros para crianças.

Nos primeiros anos de estudo, Warhol teve coreia, uma doença do sistema nervoso que provoca movimentos involuntários das extremidades, que se acredita ser uma complicação da escarlatina e causa manchas de pigmentação na pele. Ele tornou-se hipocondríaco, desenvolvendo um medo de hospitais e médicos. Muitas vezes de cama enquanto criança, tornou-se um excluído entre os seus colegas de escola, ligando-se fortemente à sua mãe. Às vezes, quando estava confinado à cama, desenhava, ouvia rádio e colecionava imagens de estrelas de cinema ao redor da sua cama. Warhol depois descreveu esse período como muito importante no desenvolvimento da sua personalidade, do conjunto de suas habilidades e de suas preferências.
Aos 17 anos, em 1945, entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e formou-se em design.
Logo após mudou para Nova York e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como a Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico, ganhando diversos prémios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Galley onde exibe quinze desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos é mostrada em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o MOMA, Museu de Arte Moderna, em 1956. Passa então a assinar-se Warhol.
Os anos 1960 marcam uma mudança na sua carreira de artista plástico e passa a utilizar os motivos e conceitos da publicidade nas suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a pop art, com a reprodução mecânica e seus múltiplos serigráficos são temas do quotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Michael Jackson, Elvis Presley, Pelé, Che Guevara e símbolos icónicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos em série, com variações de cores.
Além das serigrafias Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.
Em 1968, Valerie Solanas, fundadora e único membro da SCUM (Society for Cutting Up Men - Sociedade para Eliminar os Homens) invade o estúdio de Warhol e fere-o com três tiros, mas o ataque não é fatal e Warhol recupera, depois de se submeter a uma cirurgia que durou cinco horas. Este facto é tema do filme I shot Andy Warhol (Eu disparei contra Andy Warhol), dirigido por Mary Harron, em 1996.
Em 1987, ele foi operado à vesícula biliar. A operação aparentemente correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Ele era célebre há 35 anos. De facto, a sua conhecida frase: In the future everyone will be famous for fifteen minutes (No futuro todos terão quinze minutos de fama), só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e em que a arte será distribuída por meios de produção de massa. 
 

Andy Warhol
também foi financiador e mentor intelectual da banda The Velvet Underground. Em 1967, forçou a entrada da sua amiga Nico, cantora e modelo alemã, na banda. Houve rejeição e conflito por parte da banda e o nome do primeiro álbum foi The Velvet Underground and Nico, excluindo Nico, de certa forma. Logo depois da gravação do álbum White Light/White Heat, Andy Warhol afastou-se e Nico foi expulsa da banda.

Andy fez diversos filmes, pouco divulgados e alguns com uma duração temporal pouco habitual, e também foi autor de alguns livros e o fundador da revista Interview.
       

George Washington nasceu há 293 anos

      
George Washington (Condado de Westmoreland, 22 de fevereiro de 1732Mount Vernon, 14 de dezembro de 1799) foi o primeiro Presidente dos Estados Unidos (1789–1797), o comandante em-chefe do Exército Continental durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos, e um dos Pais Fundadores dos Estados Unidos. Presidiu à convenção que elaborou a Constituição, a qual veio substituir os Artigos da Confederação e estabelecer a posição de Presidente.
Washington foi eleito Presidente unanimemente pelos eleitores em 1788 e prestou serviço durante duas legislaturas. Supervisionou a criação de um governo forte e rico que manteve a neutralidade face às guerras na Europa, fez cessar as revoltas e obteve a aceitação entre todos os americanos. O seu estilo de liderança estabeleceu várias características de governação que, desde então, têm sido adotadas, como a utilização de um sistema de gabinete e de um discurso inaugural. A forma pacífica de transição da sua presidência para a de John Adams estabeleceu também uma tradição que se manteve até ao século XXI. Washington foi celebrado como "Pai da Nação" ainda durante a sua vida.
          
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Dolly, a primeira ovelha clonada, foi mostrada ao mundo há 28 anos

A ovelha Dolly, embalsamada, no Museu Real da Escócia, em Edimburgo
    
A ovelha Dolly (5 de julho de 1996 - 14 de fevereiro de 2003) foi o primeiro mamífero a ser clonado com sucesso a partir de uma célula somática adulta.
Os cientistas tornaram pública a experiência somente em 22 de fevereiro de 1997, quando Dolly já estava com sete meses de vida.
Dolly foi criada por investigadores do Instituto Roslin, na Escócia, onde viveu toda a sua vida. Os créditos pela clonagem foram dados a Ian Wilmut, mas este admitiu, em 2006, que Keith Campbell seria na verdade o maior responsável pela clonagem.
O nome Dolly é uma referência ao nome da atriz Dolly Parton. Dolly foi clonada a partir das células da glândula mamária de uma ovelha adulta com cerca de seis anos, através de uma técnica conhecida como transferência somática de núcleo.
Apesar das suas origens, Dolly teve uma vida comum de ovelha e deu à luz dois cordeiros, sendo cuidadosamente observada em todas as fases. Em 1999 foi divulgado na revista Nature que Dolly poderia tender a desenvolver formas de envelhecimento precoce, uma vez que os seus telómeros eram mais curtos que os das ovelhas normais. Esta questão iniciou uma acesa disputa na comunidade científica sobre a influência da clonagem nos processos de envelhecimento, que está ainda hoje por resolver.
Em 2002 foi anunciado que Dolly sofria de um tipo de doença pulmonar progressiva, o que foi interpretado por alguns setores como sinal de envelhecimento. Dolly foi abatida em fevereiro de 2003 para evitar uma morte dolorosa, por infeção pulmonar incurável. O seu corpo, empalhado, está exposto no Museu Real da Escócia, em Edimburgo, Escócia.
  

Há vinte e seis anos, a queda de um edifício, no Rio de Janeiro, matou 8 pessoas...

Imagem retratando o momento da destruição do edifício, em fevereiro de 1998
  
O Palace II era um edifício residencial construído na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, que foi implodido no dia 28 de fevereiro de 1998, a despeito de investigações anteriores terem encontrado como causa da tragédia um erro estrutural de cálculo (assinado por engenheiro) nas vigas de sustentação.
    
Construção
O edifício Palace II foi construído pela Construtora Sersan de Sérgio Naya em 1990, com previsão de conclusão para 1995, tendo havido no entanto atraso na conclusão da obra.
Segundo os moradores, em 1996 o edifício foi interditado pela Defesa Civil após ter morrido um operário ao cair no fosso do elevador, que apresentava defeito.
A construtora já havia sido processada quatro vezes, em virtude da má construção do prédio, que não havia recebido a licença de habitabilidade da prefeitura.
 
Primeiro desmoronamento
O primeiro desmoronamento ocorreu às 03.00 horas do dia 22 de fevereiro de 1998, quando as colunas 1 e 2 do edifício, onde havia 44 apartamentos, desabaram. Oito pessoas morreram como resultado do incidente. Em 24 de fevereiro, a prefeitura anunciou que a implosão do edifício ocorreria dentro de 5 dias.
 
Segundo desmoronamento
O segundo desmoronamento ocorreu pouco antes das 13.00 horas do dia 27 de fevereiro de 1998. Trinta minutos antes do desmoronamento, o relatório técnico recomendava que os moradores voltassem ao edifício para recuperar os seus bens, quando uma inexplicável coluna de água irrompe da cobertura do 23° andar com toneladas de água. Não foi confirmado se havia ou não uma piscina nessa laje como mostra uma foto, no entanto, assume-se que a caixa de água teria sido drenada por razões de segurança antes do ingresso de técnicos na instalação dos explosivos para a implosão.
Outra explicação para esse segundo desabamento é que os técnicos da implosão, preocupados em não incomodar os vizinhos, teriam pré-instalado uma grande quantidade de água na laje das coberturas para que na hora da implosão libertasse o mínimo de partículas na atmosfera. Essa providência teria sobrecarregado o limite de resistência da estrutura fazendo parte dela ruir antes mesmo da implosão, mas essa possibilidade foi logo descartada.
22 apartamentos foram destruídos nessa segunda queda.

Implosão
Ocorreu ao meio-dia de 28 de fevereiro de 1998. A implosão foi feita pela empresa CDI Implosões e transmitida ao vivo para todo o Brasil pela televisão.
  

Jonas Savimbi, o líder da UNITA, foi assassinado há vinte e três anos...

    
Jonas Malheiro Savimbi (Munhango, Moxico, 3 de agosto de 1934 - Lucusse, Moxico, 22 de fevereiro de 2002) foi um político e guerrilheiro angolano e líder da UNITA durante mais de trinta anos.
Tendo, em conjunturas diversas, tido o apoio dos governos dos Estados Unidos da América, da República Popular da China, do regime do apartheid da África do Sul, de Israel, de vários líderes africanos (Félix Houphouët-Boigny da Costa do Marfim, Mobutu Sese Seko do Zaire, do rei Hassan II de Marrocos e Kenneth Kaunda da Zâmbia) e mercenários de Portugal, Israel, África do Sul e França, Savimbi passou grande parte de sua vida a lutar primeiro contra a ocupação colonial portuguesa e, depois da independência de Angola, contra o governo angolano que era apoiado, em termos militares e outros, pela então União Soviética, por Cuba e pela Nicarágua sandinista.
   
Nascimento e estudos
Savimbi nasceu a 3 de agosto de 1934, em Munhango, uma pequena localidade na província Moxico, de pais originários de Chilesso, na província Bié, pertencentes ao grupo Bieno da etnia ovimbundu. O pai de Savimbi era funcionário do Caminho de Ferro de Benguela e também pastor da Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA). Jonas Savimbi passou a sua juventude em Chilesso, onde frequentou o ensino primário e parte do ensino secundário em escolas da IECA. Como naquele tempo os diplomas das escolas protestantes não eram reconhecidos, repetiu a parte secundária no Huambo, numa escola católica mantida pela ordem dos Maristas. A seguir ganhou uma bolsa de estudos providenciada pela IECA nos Estados Unidos da América para concluir o ensino secundário e estudar medicina em Portugal. Em Lisboa concluiu de facto o ensino secundário, com a exceção da matéria "Organização Política Nacional", obrigatória durante o salazarismo, não chegando por isso a iniciar os estudos universitários. Entretanto tinha tomado contacto com um grupo de estudantes angolanos que, em Lisboa, propagavam em segredo a descolonização e discutiam a fundação de uma organização de luta anticolonial. Perante a ameaça de uma repressão por parte da PIDE, a polícia política do regime, Jonas Savimbi refugiou-se na Suíça, valendo-se de contactos obtidos por intermédio da IECA que, inclusive, lhe conseguiu uma segunda bolsa. Como a Suíça reconheceu os seus estudos secundários como completos, iniciou os estudos em ciências sociais e políticas, em Lausana e Genebra, obtendo provavelmente um diploma nestas matérias. Savimbi aproveitou a sua estadia na Suíça para aperfeiçoar o seu domínio do inglês e do francês, línguas que chegou a falar fluentemente.
    
Posicionamento na guerra anticolonial
No início dos anos 60, Savimbi saiu da Suíça para juntar-se à Guerra de Independência de Angola, entretanto iniciada pela UPA (posteriormente FNLA) e pelo MPLA. Tentando primeiro, sem sucesso, obter uma posição de liderança no MPLA, ingressou a seguir na FNLA que operava a partir de Kinshasa e onde passou a fazer parte da direção. Como a FNLA beneficiava na altura do apoio da China, Savimbi teve naquele país uma formação militar adaptada a condições de guerrilha. Logo a seguir saiu da FNLA para formar o seu próprio movimento, a UNITA. Este teve desde o início como principal base social os Ovimbundu, a etnia de origem de Savimbi, e a mais numerosa de Angola, em contraste com a FNLA, enraizada entre os Bakongo, e o MPLA cuja base original eram os Ambundu bem como boa parte dos "mestiços" e uma minoria da população portuguesa local, oposta ao regime colonial.
A UNITA desenvolveu entre 1966 e 1974 ações relativamente limitadas no Leste de Angola, mas em contrapartida conseguiu uma significativa penetração política clandestina entre os ovimbundu, contando para o efeito com o apoio de boa parte dos catequistas da IECA.
    
Papel no processo de descolonização
Na sequência da Revolução dos Cravos que derrubou a ditadura de Salazar, Portugal anunciou, em abril de 1974, a sua intenção de abdicar das suas colónias. Em Angola, os três movimentos anticoloniais iniciaram de imediato entre eles uma luta pela conquista do poder. Embora a UNITA fosse à partida o movimento mais fraco, Jonas Savimbi decidiu lançar-se na corrida, confiando na sua base social e nos seus apoios externos.
Numa fase inicial, as forças da FNLA e da UNITA, apoiadas principalmente pelo Zaire e pela África do Sul, obtiveram uma clara vantagem sobre o MPLA que teve apenas um certo apoio da parte de militares portugueses "reconvertidos". A situação mudou radicalmente quando Cuba decidiu intervir militarmente a favor do MPLA, com o suporte logístico da União Soviética. Na data marcada para a independência, a 11 de novembro de 1975, o MPLA dominava a capital e a parte setentrional de Angola, declarou a independência em Luanda sendo imediatamente reconhecido a nível internacional.
Face a esta constelação, Jonas Savimbi fez uma aliança com a FNLA; juntos, os dois movimentos declararam, na mesma data, a independência de Angola no Huambo e formaram um governo alternativo com sede nesta cidade. Porém, as forças conjuntas do MPLA e de Cuba conquistaram rapidamente a parte maior da metade austral de Angola. O governo FNLA/UNITA, que não havia sido reconhecido por nenhum país, dissolveu-se rapidamente. A FNLA retirou-se por completo do território angolano e desistiu de qualquer oposição armada contra o MPLA. Em contrapartida, Jonas Savimbi decidiu não abandonar a luta e, a partir de bases no Leste e Sudeste de Angola, começou de imediato uma guerra de guerrilha contra do governo do MPLA - desencadeando assim uma guerra civil que só terminaria com a sua morte.
    
Protagonista da Guerra Civil
Em 1992, aquando das primeiras eleições em Angola, Savimbi participou, sendo o seu partido, a UNITA, derrotado nas eleições legislativas. Ao não aceitar o resultado das mesmas, optou novamente pelo caminho da guerra, perpetuando a guerra civil. Quanto à eleição presidencial, a segunda volta não se realizou devido ao recomeço do conflito armado.
Em 1994, a UNITA assinou os acordos de paz de Lusaca, depois de meses de negociações, e aceitou desmobilizar as suas forças, com o objetivo de conseguir a reconciliação nacional. O processo de paz prolongou-se durante quatro anos, marcado por acusações e adiamentos. Nesse período, muitos membros da UNITA deslocaram-se para Luanda e integraram o Governo de Unidade Nacional, no entanto dissidências internas separaram o braço armado do braço político surgindo dessa forma a UNITA renovada, onde Jonas Savimbi não se sentia representado, rompendo com os acordos de paz e retornando, novamente, ao caminho da guerra.
Morreu a 22 de fevereiro de 2002, perto de Lucusse na província do Moxico, após uma longa perseguição efetuada pelas Forças Armadas Angolanas.


NOTA: a morte de Savimbi acabou com a Guerra Civil Angolana mas gerou um monopólio do MPLA, com as consequências financeiras para a nomenklatura desse partido cada vez mais bem conhecidas...
E, já agora, foi vergonhosa a exibição do corpo de Savimbi, pelo MPLA, como um troféu de caça, já depois de morto...
 

Hoje é dia de recordar um Poeta...

 

Tus ojos me recuerdan

 

Tus ojos me recuerdan
las noches de verano
negras noches sin luna,
orilla al mar salado,
y el chispear de estrellas
del cielo negro y bajo.
Tus ojos me recuerdan
las noches de verano.
Y tu morena carne,
los trigos requemados,
y el suspirar de fuego
de los maduros campos.

Tu hermana es clara y débil
como los juncos lánguidos,
como los sauces tristes,
como los linos glaucos.
Tu hermana es un lucero
en el azul lejano…
Y es alba y aura fría
sobre los pobres álamos
que en las orillas tiemblan
del río humilde y manso.
Tu hermana es un lucero
en el azul lejano.

De tu morena gracia,
de tu soñar gitano,
de tu mirar de sombra
quiero llenar mi vaso.
Me embriagaré una noche
de cielo negro y bajo,
para cantar contigo,
orilla al mar salado,
una canción que deje
cenizas en los labios…
De tu mirar de sombra
quiero llenar mi vaso.

Para tu linda hermana
arrancaré los ramos
de florecillas nuevas
a los almendros blancos,
en un tranquilo y triste
alborear de marzo.
Los regaré con agua
de los arroyos claros,
los ataré con verdes
junquillos del remanso…
Para tu linda hermana
yo haré un ramito blanco.

 

Antonio Machado

 

Viva São Jorge - hoje é dia de celebrar B-P e o Escutismo...!

 
Robert Stephenson Smyth Baden-Powell
(Londres, 22 de fevereiro de 1857 - Nyeri, 8 de janeiro de 1941) foi um tenente-general do Exército Britânico e fundador do escutismo.
O seu pai era o reverendo Baden Powell, professor catedrático em Oxford, e a sua mãe era filha do almirante inglês W. T. Smyth. O seu bisavô, Joseph Brewer Smyth, tinha ido como colonizador para Nova Jersey (Estados Unidos) mas voltou para a Inglaterra e naufragou na viagem de regresso.
O seu pai morreu quando Robert Baden-Powell tinha apenas 3 anos, deixando a sua mãe com sete filhos, dos quais o mais velho tinha 12 anos e o mais novo apenas 1 mês de vida. Robert viveu uma bela vida ao ar livre com os seus quatro irmãos, passeando e acampando com eles em muitos lugares da Inglaterra.
Em 1870 Baden-Powell (B-P) ingressou na Escola Charterhouse em Londres com uma bolsa de estudos. Não era um estudante que se destacasse especialmente dos outros, mas era um dos mais vivos.
Após a Segunda Guerra Mundial o seu nome foi encontrado no Livro Negro, sendo ele um dos alvos do Terceiro Reich para abater.

Baden Powell recebeu do rei Jorge V a honra de ser elevado a barão, sob o nome de Lord Baden-Powell of Gilwell. Mas, apesar deste título, para todos os escuteiros ele continuou e continuará sempre sendo Baden Powell, o Escuteiro-Chefe-Mundial.
  
Brasão do I Barão de Baden-Powell de Gilwell
    
  
Lady Olave Baden-Powell
     
Olave St. Clair Soames (Chesterfield, 22 de fevereiro de 1889 - Surrey, 25 de junho de 1977). O seu pai Harold Soames e sua mãe Katherine Hill tiveram mais dois filhos, um menino chamado Arthur e uma outra menina chamada Auriol, quando nasceu Olave, puseram este nome porque esperavam um filho de sexo masculino que se chamaria Olaf.
     
(...)
    
Ao atingir a maturidade, Olave achou que a vida da sociedade de sua época era bastante monótona e, por isso, resolveu dedicar-se aos meninos inválidos, que ela recolhia em Bornemouth, onde cuidava deles. Em 1912, quando tinha 23 anos, o seu pai, que a cada ano viajava para o exterior, convidou-a a acompanha-lo numa viagem às Índias Ocidentais. Embarcaram no "Arcadian" sem imaginar que o seu futuro ia mudar totalmente durante aquela viagem. Neste barco viajava, acompanhado de vários oficiais, Lord Robert Baden-Powell, fundador do Escutismo, que nesta época já ostentava o título de lord, e gozava de grande popularidade e reputação em muitos países do mundo. Um amigo de seu pai apresentou Olave a Robert. Ele tinha 55 anos naquela época, o que não impediu que entre os dois nascesse um grande amor, já que possuíam as mesmas ideias e aspirações. O curto tempo da viagem, foi suficiente para compreender que haviam nascido um para o outro e o seu futuro comum lhes preparava uma grande missão.
Quando deixaram a Jamaica, Baden-Powell e Olave estavam noivos e, em outubro do mesmo ano, casaram-se, indo passar a sua lua-de-mel em África, iniciando uma vida em comum que foi enriquecida por três filhos: Peter, que nasceu em 1913, Heather, em 1915, e Betty, em 1917.
  
  
       
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sexta-feira, fevereiro 21, 2025

Música de aniversariante de hoje - adequada à data...

O Manifesto Comunista foi publicado há 177 anos

    
O Manifesto Comunista (Das Kommunistische Manifest), originalmente denominado Manifesto do Partido Comunista (em alemão: Manifest der Kommunistischen Partei), publicado pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1848, é historicamente um dos tratados políticos de maior influência mundial. Comissionado pela Liga dos Comunistas e escrito pelos teóricos fundadores do socialismo científico, Karl Marx e Friedrich Engels, expressa o programa e propósitos da Liga.
O Manifesto Comunista foi escrito no meio do grande processo de lutas urbanas das Revoluções de 1848, chamadas também de Primavera dos Povos, um processo revolucionário de quase um ano que atingiu os principais países Europeus e é uma análise da Revolução Industrial sua contemporânea. Duas das suas maiores reivindicações foram reformas sociais, onde se conquista a diminuição da jornada diária de trabalho de doze para dez horas e o voto universal, embora apenas para os homens.