segunda-feira, janeiro 05, 2026

Carlos Aboim Inglez nasceu há 96 anos...

(imagem daqui)
     
Carlos Aboim Inglez (Lisboa, 5 de janeiro de 1930 - Lisboa, 13 de fevereiro de 2002) foi um intelectual comunista português, militante e dirigente do PCP
  
Biografia

Entrou no partido apenas com 16 anos, em 1946. Preocupou-se, nos últimos anos de vida, sobre o tema da globalização, sob uma perspetiva marxista, articulando-a com a noção de fases na mundialização do capitalismo e a noção de imperialismo.

 

Vida na clandestinidade

Em 1953, com 23 anos, torna-se funcionário do PCP, o que significava, nessa altura, e durante mais de duas décadas ainda, passar à clandestinidade, algo que viveu com a sua mulher Maria Adelaide Aboim Inglez. Esteve preso durante o regime do Estado Novo, altura em que tentou traduzir a "Fenomenologia do Espírito" de Hegel, tendo ficado pela "Introdução".

  

Escrita

Poeta, mostrou grande interesse pela poesia portuguesa, como se nota no facto de incluir várias notas sobre poesia no jornal comunista "Avante!", como a respeito de Sá de Miranda, Camões ou Gil Vicente. Interessava-o as relações entre o pensamento materialista e a controvérsia medieval entre o realismo e nominalismo.

 

Falecimento

Quando morreu, pediu para ser cremado ao som do Coro dos Escravos da ópera Nabucco, de Verdi.

 

Homenagem 

A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe a sua homenagem ao atribuir o seu nome a uma rua, na freguesia da Charneca, no Alto do Lumiar.

  

 

 

Um homem só no segredo

 

Um homem só no segredo
sabe um segredo profundo:
nunca está só nem tem medo
quem ama os homens e o mundo.

  
   
  
Carlos Aboim Inglez

 

Nota: poema escrito com um prego na parede de um segredo das casamatas de Caxias, em dezembro de 1959.

 

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