sábado, abril 18, 2026

Nélson Gonçalves morreu há vinte e oito anos...

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Nélson Gonçalves, nome artístico de Antônio Gonçalves Sobral (Sant'Ana do Livramento, 21 de junho de 1919 - Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998), foi um cantor e compositor brasileiro. O segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 79 milhões de cópias vendidas, até março de 1998, ficando atrás apenas de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões. Foi também o artista que mais tempo ficou na mesma gravadora: foram 59 anos com a RCA Victor/BMG Brasil. O seu maior sucesso foi a canção "A Volta do Boêmio". 

 

in Wikipédia

 

Hoje é dia de ouvir música barroca brasileira...

Porque hoje é dia de recordar Antero de Quental...

 

 

Maria

 

Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d'amores...
Das saudades e dos sonhos
Com que embalo as minhas dores...

Entre os ventos suspirando
Vagas, ténues harmonias,
Tendes visto como correm
Minhas doidas fantasias.

E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que e vida
Só porque sei delirar...

Só porque a noite, dormindo
Ao seio duma visão,
Encontrava algum alivio,
Meu dorido coração,

Cuidei ser amor aquilo
E ser aquilo viver...
Oh! que sonhos que se abraçam
Quando se quer esquecer !

Eram fantasmas que a noite
Trouxe, e o dia já levou...
A luz d'estranha alvorada
Hoje minha alma acordou !

Esquecei aqueles cantos...
Só agora sei falar !
Perdoa-me esses delírios...
Só agora soube amar !

  

 

Antero de Quental

O terramoto de São Francisco foi há cento e vinte anos...


  

O sismo de San Francisco de 1906 (em inglês: 1906 San Francisco earthquake) foi um violento sismo que ocorreu às 05.14 horas da manhã no dia 18 de abril de 1906 em São Francisco. Com magnitude estimada média de 8,0 na Escala de Richter, ficou conhecido como The Great San Francisco Earthquake (em português, "O Grande Terramoto de São Francisco"), ou somente apelidado como The Great Quake. O terramoto teve duração de aproximadamente 28 segundos, tendo morrido milhares de pessoas.
Outros locais sofreram estragos importantes, nomeadamente Santa Rosa, São José e a Universidade de Stanford. Cerca de 225.000 pessoas encontraram-se sem teto dos cerca de 400.000 habitantes daquelas áreas, na ocasião.
O geólogo que reportou-se no inquérito oficial da cidade de San Francisco diz:
"O epicentro do distúrbio estava provavelmente no fundo do oceano, uma distância curta da costa, oposto à linha do limite norte do condado de Mendocino, e a região da sua maior intensidade estendeu-se em direção a sul do ponto nomeado a uma distância de cem milhas do Sudeste de San Francisco. A linha do distúrbio foi a que é conhecida como a falha "Tomales-Portola", a linha de que foi seguido distintamente de Point Arena, condado de Mendocino, a sul de Hollister, condado de San Benito, exceto em pontos que a linha passa sob o oceano. Este é o caso oposto a San Francisco, a linha-falha, que está poucas milhas do lado de fora da Golden Gate Bridge (a famosa ponte Golden Gate). Foi a rutura da superfície da terra ao longo desta linha-falha que causou o distúrbio, o que provou tão desastroso. A falha ainda não se chamava San Andreas (ou falha de Santo André, em português)".
  

A Falha de Santo André segue numa linha de noroeste a sudeste ao longo da costa da Califórnia: os números na falha indicam quantos pés (1 pé (ft) = 30,48 cm) o solo cedeu naquele local com o resultado do terramoto de 1906
   
Geologia
O terramoto foi causado por um deslizamento da falha de Santo André num segmento de cerca de 440 km (275 milhas) de comprimento. As suas ondas sísmicas foram sentidas desde o sul do estado de Oregon (a norte da Califórnia) até à cidade de Los Angeles - a sul de São Francisco (Califórnia).
As construções vitorianas e os prédios de tijolos ficaram devastados. O pior da destruição fora o incêndio, causado pelos fios elétricos que se partiram e, com as faíscas, a provocar a combustão do gás que escapou pela cidade toda. Com as canalizações subterrâneas de águas destruídas, os bombeiros não conseguiram responder ao incêndio a tempo e a cidade ficou praticamente inteira destruída. Às 07.00 horas da manhã os soldados do exército de Fort Mason (a base do histórico Presídio de 1776), em São Francisco, apresentaram-se na câmara da cidade e o então presidente E. E. Schmitz pediu o reforço das patrulhas e autorizou que qualquer soldado atirasse a matar se alguém fosse encontrado a saquear lojas e casas. Enquanto isto, bombeiros e militares lutaram num esforço desesperado para controlar o contínuo fogo, até mesmo usando dinamite para explodir quarteirões inteiros, criando, assim, um paredão contra o fogo que se alastrava sem cessar.
Dos 225 mil habitantes que ficaram sem teto, cerca da metade destes refugiou-se do outro lado da baía, em Oakland (Califórnia). Os jornais da época descrevem como o Golden Gate Park, o bairro vizinho do Panhandle e as praias entre Ingleside e North Beach, se encontraram cobertos de tendas.
No dia 20 de abril, refugiados que ficaram emboscados em certas áreas por causa do incêndio tiveram que ser evacuados pela baía no cruzador USS Chicago, da Marinha norte- americana. No dia 23, grande parte do incêndio já se havia apagado e as autoridades iniciaram o trabalho de reconstrução da metrópole devastada. Contou-se na época 478 mortes, mas aparece hoje que este número, publicado pelas autoridades da época, subestimou o impacto real da catástrofe, nomeadamente entre a população chinesa. O balanço desde então aumentou, e o número geralmente aceite é de pelo menos de 3.000 mortes, resultantes do terremoto e do incêndio que alastrou pela cidade toda. Cerca de 28 mil prédios foram destruídos, incluindo a maioria das casas e praticamente todo o centro financeiro.
    

Terramoto de 1906 em São Francisco: o incêndio alastrando na cidade
   

Hoje é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios...


 

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, também conhecido como Dia do Património Mundial, é uma celebração internacional realizada em 18 de abril de cada ano, em todo o mundo. A comemoração compreende diferentes atividades que destacam a importância do património cultural, incluindo visitas a monumentos e sítios patrimoniais, conferências, mesas redondas e artigos de jornal. A cada ano, a data traz um tema principal, como, por exemplo, o turismo sustentável, em 2017, e as paisagens rurais, em 2019

 

História

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi proposto pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) em 18 de abril de 1982 e aprovado pela Assembleia Geral da UNESCO em 1983.

O objetivo é consciencializar sobre a diversidade do património cultural da humanidade, a sua vulnerabilidade e os esforços necessários para sua proteção e conservação.

 

sexta-feira, abril 17, 2026

Porque hoje é dia de recordar Chavela...

Morreu o compositor, artista plástico e arquiteto José Luís Tinoco...

 Morreu José Luís Tinoco

 

 

José Luís Tinoco

 

O compositor, artista plástico e arquiteto José Luís Tinoco morreu na noite de quarta-feira, em Lisboa. Tinha 93 anos.

Morreu o criador de canções como “No teu poema”, “Um homem na cidade” e “Madrugada”.

José Luís Tinoco foi também pianista e o músico de jazz que fez parte das primeiras formações do Hot Clube de Portugal, o poeta que publicou “Perseguição dos dias”, o compositor que Bernardo Sassetti, João Paulo Esteves da Silva, Mário Laginha, Ivan Lins, Carlos do Carmo abordaram vezes sem conta, e cuja música detém “a qualidade dos grandes ‘standards’”, como reconhecem os seus intérpretes, num nível equiparável a Cole Porter ou Tom Jobim.

A sua marca, porém, não se limita à música. Estende-se à arquitetura, à ilustração, ao cartoon, à fotoanimação, aos figurinos e cenários para teatro, ópera e bailado, ao design e às artes gráficas.

 

Um verdadeiro artista de variedades

Em 2014, José Luís Tinoco recebeu o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores, e o Teatro S. Luiz, em Lisboa, abriu a temporada com o espetáculo de homenagem “Os lados do mar – José Luís Tinoco”, dirigido por Laurent Filipe, com a participação de músicos como Carlos do Carmo, Carminho, Camané, André Sarbib e Pedro Jóia.

Em 2021, a RTP estreou o documentário “Vida e obra de José Luís Tinoco”, de Laurent Filipe, disponível na plataforma RTP Play, que atravessa as diferentes expressões da sua obra.

“Evito o fácil”, dizia sempre José Luís Tinoco. “Não cedo só porque é bonito”, garantia. Na música, na pintura, na arquitetura, na vida toda.

Tinha 93 anos.

 

in ZAP 

 

 



No teu poema - Carlos do Carmo

Letra e música de José Luís Tinoco



No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira,
um céu aberto,
janela debruçada para a vida.

No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura,
e aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um canto chão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.

Existe um rio
o canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino
a embarcar no cais da nova nau das descobertas

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro.

Mariano Gago morreu há onze anos...

  
José Mariano Rebelo Pires Gago (Lisboa, 16 de maio de 1948 - Lisboa, 17 de abril de 2015) foi um professor universitário, cientista e político português

A formação académica
José Mariano Gago foi aluno do Liceu Camões entre os anos letivos de 1958-1959 e 1964-1965, tendo concluído o curso dos liceus com a classificação final de 17 valores (Distinto).
Ingressou no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa no ano letivo de 1965-1966, onde se licenciou em Engenharia Eletrotécnica em 1971.
Foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura, no Laboratório de Física Nuclear e de Altas Energias da École Polytechnique, de 1971 a 1976.
Obteve o grau de Docteur d'État ès Sciences, no domínio da Física, pela Université Paris VI Pierre et Marie Curie em 1976.
Foi bolseiro da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear entre 1976 a 1978.
Obteve o título de agregado em Física, em 1979, no Instituto Superior Técnico.

O dirigente estudantil
José Mariano Gago iniciou a sua atividade no Movimento Estudantil Português por altura da grande mobilização estudantil associada às cheias que atingiram a zona de Lisboa em 1967.
No ano letivo de 1969-1970 foi presidente da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico. A sua experiência é relatada em várias entrevistas onde se destaca a concedida a Luísa Tiago de Oliveira.

O Presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica
Em maio de 1986 foi nomeado presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, funções que desempenhou até maio de 1989.
Em 1987, promove a realização das Jornadas Nacionais de Investigação Científica e Tecnologia, na sequência das quais lançou o Programa Mobilizador de Ciência e Tecnologia, que visava a implementação de um conjunto de projetos dinamizadores de C&T, a nível nacional. O programa visava o fomento de projetos de investigação científica e tecnológica, tendo sido abertos concursos em 1987 (PMCT/87) e em 1990 (PMCT/90). O programa articulava-se com outros programas de financiamento, nomeadamente os Programas CIÊNCIA e Formação de Recursos Humanos em Ciência e Tecnologia.
Em 1988, é publicada a Lei n.º 91/88, de 13 de agosto, que define a investigação científica e o desenvolvimento tecnológico como prioridades nacionais envolvendo a participação ativa dos setores público, privado e cooperativo.

O docente universitário e investigador
Ainda antes da conclusão do curso foi monitor do Instituto Superior Técnico.
Em 1979 foi contratado como professor catedrático do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico.
José Mariano Gago desenvolveu a sua atividade profissional de investigador no domínio da física experimental das partículas elementares em Paris, na Escola Politécnica, em Genebra, na Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN), e em Lisboa, no Laboratório de Física Experimental de Partículas (LIP), que criou e de que foi Presidente.

O Instituto da Prospetiva
Dinamizou a criação do Instituto de Prospetiva no âmbito do qual coordenou a realização de vários estudos de prospetiva à escala europeia e promoveu, desde 1991, os Encontros Anuais de Prospetiva no Convento da Arrábida.

O Ministro da Ciência e da Tecnologia
Em 1995 Mariano Gago é nomeado Ministro da Ciência e da Tecnologia do XIII Governo Constitucional, cargo que mantém até 2002, já no XIV Governo Constitucional.
Foi o primeiro titular de um cargo ministerial vocacionado exclusivamente para a área da ciência e da tecnologia.
Enquanto Ministro da Ciência e da Tecnologia, assumiu a responsabilidade de coordenação das áreas da política científica e tecnológica e da política para a sociedade da informação.
Neste âmbito dinamizou iniciativas para a promoção da cultura científica e tecnológica em Portugal (Ciência Viva) e na União Europeia.
Coordenou e dinamizou igualmente a Estratégia para Sociedade da Informação, que incluiu iniciativas como a da ligação de todas as escolas à Internet, a criação de Espaços Internet, o Programa Cidades e Regiões Digitais e a Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade (RCTS)].

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Como Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior foi responsável por uma ampla reforma do sistema de ensino superior em Portugal, que incluiu:
  • O regime dos graus e diplomas do ensino superior;
  • O regime de acesso ao ensino superior para maiores de 23 anos;
  • O regime jurídico das instituições de ensino superior;
  • O regime jurídico de reconhecimento de graus estrangeiros de ensino superior;
  • O regime jurídico da avaliação da qualidade do ensino superior e a criação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior;
  • A revisão do Estatuto da Carreira Docente Universitária (ECDU);
  • A revisão do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico (ECPDESP);
  • A revisão do regime jurídico da atribuição do título de agregado;
  • A criação e regulação do título de especialista;
  • A revisão do regime de reingresso, mudança de curso e transferência.
Promoveu ainda a revisão do regime jurídico dos cursos de especialização tecnológica, potenciando a sua expansão no quadro das instituições de ensino superior politécnico.

A morte
José Mariano Gago faleceu em Lisboa, a 17 de abril de 2015, de doença súbita.
Como reconhecimento público da comunidade científica nacional pela contribuição de Mariano Gago para a ciência em Portugal, os centros de investigação e faculdades pararam as suas atividades normais durante cinco minutos no dia 20 de abril, às 12.00 horas, realizando uma concentração em frente das respetivas instituições.
No mesmo sentido, foi criada uma página em que foram reunidos testemunhos, documentos e fotografias documentando o seu legado de pensador e humanista.

Algumas homenagens
Em 2015, foi dado o seu nome a um conjunto de prémios de educação e comunicação de ciência, os Prémios Ecsite Mariano Gago.
Em novembro de 2016 a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome ao antigo Largo Diogo Cão, no Parque das Nações.
  

Hoje é dia de recordar Chavela Vargas...

Hoje é dia de recordar Nuno Guerreiro...

Leonardo Sullivan faz hoje 79 anos


(imagem daqui)
     
Leonardo Sullivan, nome artístico de Iveraldo de Souza Lima (Vicência, 17 de abril de 1947), é um cantor e compositor brasileiro de música romântica.
   
   

A Invasão da Baía dos Porcos foi há sessenta e cinco anos

   

A Invasão da Baía dos Porcos (conhecida como La Batalla de Girón em Cuba), foi uma tentativa frustrada de invadir o sul de Cuba por forças de exilados cubanos anticastristas formados pelos Estados Unidos. Com o apoio das forças armadas americanas, treinados e dirigidos pela CIA, os exilados tentaram invadir Cuba em abril de 1961 para derrubar o governo socialista e depor o líder cubano Fidel Castro.
O plano foi lançado em abril de 1961, menos de três meses depois de John F. Kennedy ter assumido a Presidência dos Estados Unidos. A arriscada ação terminou em fracasso. As forças armadas cubanas, treinadas e equipadas pelas nações do Bloco do Leste, derrotaram os combatentes do exílio em três dias e a maior parte dos agressores foi capturada pelo exército cubano. As relações entre Cuba e EUA deterioraram-se ainda mais no ano seguinte, com a Crise dos Mísseis.
Sob o nome de código "Operação Mangusto", a operação tinha como objetivo derrubar o recém-formado governo socialista e assassinar o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. Depois de três dias de combates, os mercenários foram vencidos e Fidel declarou vitória sobre o imperialismo americano.
Fidel Castro já esperava um ataque direto à ilha, tendo sido alertado previamente por Che Guevara, que presenciara um ataque semelhante à revolução ocorrida na Guatemala. Com a invasão iminente, Fidel anunciou em discurso no dia 16 de abril de 1961, pela primeira vez, o caráter socialista da revolução e, no dia seguinte, teve início o ataque à ilha, na Praia de Girón, localizada na Baía dos Porcos.
Através da CIA, o governo norte-americano treinou 1.297 exilados cubanos, ligados à ditadura de Fulgencio Batista e residentes em Miami, para destruir o governo de Fidel Castro. Como o planeado apoio da Força Aérea Americana foi vetado por Kennedy, temendo envolver o governo dos Estados Unidos de forma institucional e aberta, a Operação Mangusto da CIA acabou sofrendo uma derrota arrasadora e, em 72 horas, foi sufocada por forças governamentais cubanas.
 

Maynard James Keenan celebra hoje sessenta e dois anos

  

    

Hoje é dia de ouvir Spice Girls...

Se Ao Menos Soubesses Tudo O Que Não Disse...

 

 

 

Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse

 
 

Se ao menos soubesses tudo o que eu não disse
ou se ao menos me desses as mãos como quem beija
e não partisses, assim, empurrando o vento
com o coração aflito, sufocado de segredos;
se ao menos percebesses que eram nossos
todos os bancos de todos os jardins;
se ao menos guardasses nos teus gestos essa bandeira de lirismo
que ambos empunhamos na cidade clandestina
Quando as manhas cheiravam a óleo e a flores
e o inverno espreitava ainda nas esquinas como uma criança tremendo;
se ao menos tivesses levado as minhas mãos para tocar os teus dedos
para guardar o teu corpo;
se ao menos tivesses quebrado o riso frio dos espelhos
onde o teu rosto se esconde no meu rosto
e a minha boca lembra a tua despedida,
talvez que, hoje, meu amor, eu pudesse esquecer
essa cor perdida nos teus olhos.

 

Joaquim Pessoa

Hoje é dia de recordar Linda McCartney...

Chavela Vargas nasceu há 107 anos...

 
Isabel Vargas Lizano, conhecida como Chavela Vargas, (San Joaquín de Flores, Costa Rica, 17 de abril de 1919 - Cuernavaca, Morelos, México, 5 de agosto de 2012) foi uma cantora da tradição ranchera mexicana.
Mudou-se para o México aos 15 anos, em busca de paz e uma carreira. O país a acolheu e lhe deu tudo que desejou. Iniciou a sua carreira aos 32 anos e teve grande evidência nos anos 50. Conhecida pela sua maneira chorosa e intensa de cantar, encantou o mundo com a sua voz incomparável. Foi amiga da pintora Frida Kahlo. Após uma carreira bem sucedida no género e a posterior decadência, por causa do consumo excessivo de álcool, foi redescoberta, em 1992, pelo cineasta Pedro Almodóvar, que resgatou o seu talento, agora com quase 80 anos, apresentando-a nos seus filmes. Publicou a sua autobiografia em 2002 em livro intitulado Y si quieres saber de mi pasado.
Chavela Vargas faleceu no dia 5 de agosto de 2012, em Tepoztlán, lugar onde morava e no qual se inspirou para compor a canção Maria Tepozteca.
   
 

Saudades de Nuno Guerreiro...

Os estudantes de Coimbra começaram uma Crise Académica há 57 anos...

(imagem daqui)
 
A crise académica de 1969 começou quando não foi permitido aos estudantes o uso da palavra durante uma inauguração. À greve e à falta aos exames assumidos pelos estudantes respondeu o governo com a prisão e a mobilização para a guerra do ultramar.

A crise começou no dia 17 de abril de 1969. Os estudantes pretendiam intervir durante a inauguração do edifício das matemáticas e o presidente da Direção Geral da Associação Académica, Alberto Martins, pediu a palavra, mas foi impedido de o fazer.

Os estudantes, que já estavam em protesto exigindo a reintegração de professores e a democratização do ensino superior, tomaram conta da sala onde decorria a inauguração. A crise agudiza-se nas horas e dias seguintes com a prisão de vários dirigentes académicos e a ocupação de Coimbra por forças militares e policiais.

O Ministro da Educação e o Reitor acabariam por se demitir, mas vários estudantes da academia seriam forçados a integrar as forças armadas, seguindo para a guerra do ultramar.

 

NOTA: A sala onde a crise começou não é desconhecida para os Geopedrados - eu, por exemplo, fiz o meu último exame, como estudante da licenciatura em Geologia, no edifício das Matemáticas da FCTUC, numa sala chamada, naturalmente, de 17 de abril...

A Apollo XIII conseguiu voltar à Terra há 56 anos...

  
Launched: 11 April 1970 UT 19:13:00 (02:13:00 p.m. EST)

Malfunction forced cancellation of lunar landing

Returned to Earth: 17 April 1970 UT 18:07:41 (01:07:41 p.m. EST)

James A. Lovell, commander
John L. Swigert, Jr., command module pilot
Fred W. Haise, Jr., lunar module pilot

  

Victoria Beckham comemora hoje 52 anos

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Victoria Caroline Adams Beckham (nascida Victoria Caroline Adams; Hertfordshire, 17 de abril de 1974) é uma cantora, designer, atriz e modelo britânica que trabalhou originalmente na banda de sucesso Spice Girls.

 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5b/DVB-Jeansvorstellung_007.jpg

   

Os Khmer Vermelhos tomaram o poder no Camboja há 51 anos - genocídios nunca mais...

     
Khmer Vermelhos foi o nome dado aos seguidores do Partido Comunista da Kampuchea, partido governante no Camboja de 1975 a 1979, liderado por Pol Pot, Nuon Chea, Ieng Sary, Son Sen e Khieu Samphan. O regime liderado pelos Khmer Vermelhos, de 1975 a 1979, foi conhecido como Kampuchea Democrático.
Esta organização é lembrada principalmente por suas políticas de engenharia social, que resultaram em um genocídio. As suas tentativas de reforma agrária levaram à fome generalizada, enquanto a sua insistência na autossuficiência, até mesmo nos serviços médicos, levou à morte de milhares de pessoas em consequência de doenças tratáveis (tais como malária). Execuções brutais e arbitrárias e tortura praticadas pelos seus oficiais contra elementos considerados subversivos, ou durante purgas nas suas próprias fileiras, entre 1976 e 1978, são consideradas como tendo constituído um genocídio.
   
(...)
   
A relação entre o bombardeamento maciço do Camboja pelos Estados Unidos e o crescimento dos Khmer Vermelhos, em termos de recrutamento e apoio popular, tem sido um assunto de interesse de historiadores. Em 1984, Craig Etcheson, do Centro de Documentação do Camboja, argumentou que é “insustentável” afirmar que os Khmer Vermelhos não teria vencido senão pela intervenção dos EUA e que mesmo que os bombardeamentos tenham auxiliado o recrutamento dos Khmer Vermelhos, eles “teriam vencido de qualquer maneira.”
De modo oposto, alguns historiadores citaram a intervenção dos EUA e a sua campanha de bombardeamentos (1965-1973) como um fator significativo que levou ao aumento do apoio dos Khmer Vermelhos entre os camponeses cambojanos. Os historiadores Ben Kiernan e Taylor Owen utilizaram uma combinação de sofisticado mapeamento por satélite, dados recentes não-catalogados sobre a extensão dos bombardeamentos e depoimentos de camponeses para afirmar que houve uma correlação entre os pequenos lugares atingidos pelos bombardeamentos dos EUA e o recrutamento de camponeses pelos Khmer Vermelhos.
No seu estudo, de 1996, sobre a ascensão de Pol Pot ao poder, Kiernan afirma que a intervenção estrangeira “foi provavelmente o fator mais significativo na ascensão de Pol Pot”.
Em 1975, com o governo de Lon Nol a ficar sem munições, estava claro que era apenas uma questão de tempo até que o governo entrasse em colapso. No dia 17 de abril de 1975, os Khmer Vermelhos capturaram a capital, Phnom Penh.
     
Crânios das vítimas dos Khmer Vermelhos
 
Crimes contra a humanidade  

O governo do Khmer Vermelho prendeu, torturou e eventualmente executou qualquer pessoa suspeita de pertencer a várias categorias de supostos “inimigos”:

  • Qualquer pessoa com conexões com o antigo governo ou governos estrangeiros;
  • Profissionais e intelectuais - na prática isto incluía quase todas as pessoas com alguma educação ou até mesmo pessoas que usavam óculos (o que, de acordo com o regime significava que eram alfabetizados). Ironicamente e hipocritamente, o próprio Pol Pot era um homem com educação universitária (embora fosse um desistente), com gosto pela literatura francesa e também era fluente em francês. Muitos artistas, incluindo músicos, escritores e cineastas foram executados. Alguns como Ros Sereysothea, Pan Ron e Sinn Sisamouth ganharam fama póstuma por seus talentos e ainda hoje são populares com os khmers;
  • Vietnamitas étnicos, chineses étnicos, tailandeses étnicos e outras minorias nas montanhas orientais, cristãos cambojanos (a maioria dos quais eram católicos e a Igreja Católica em geral), muçulmanos e os monges budistas;
  • “Sabotadores económicos”: muitos dos antigos moradores da cidades (aqueles que não morreram de fome em primeiro lugar) foram julgados culpáveis por sua falta de capacitação agrícola.

Durante os anos 70, especialmente após meados de 1975, o Partido também foi abalado por conflitos entre fações, havendo até mesmo tentativas armadas de derrubar Pol Pot. As purgas resultantes alcançaram o seu auge em 1977 e 1978, quando milhares de pessoas, inclusive líderes importantes do PCK, foram executados.

Hoje, exemplos dos métodos de tortura utilizados pelo Khmer Vermelho podem ser vistos no Museu do Genocídio Tuol Sleng. O museu ocupa o espaço de uma antiga escola secundária transformada num campo prisional que foi operado por Kang Kek Iew, comummente conhecido como Camarada Duch. Cerca de 17.000 pessoas passaram por este centro antes de serem levadas para lugares (também conhecidos como campos de extermínio) nos arrabaldes de Phnom Penh, como Choeung Ek, onde foram, em sua maioria, executadas (em sua maior parte com picaretas, para economizar balas) e enterradas em valas comuns. Dos milhares de pessoas que entraram no Centro Tuol Sleng (também conhecido como S-21), apenas doze são conhecidos por ter sobrevivido. 

 

Número de mortes

O número exato de pessoas que morreram como resultado das políticas do Khmer Vermelho é contestado, bem como a causa da morte daqueles que morreram. O acesso ao país durante o governo do Khmer Vermelho e durante o governo vietnamita foi muito limitado. No início dos anos de 80, o regime que foi instalado pelos vietnamitas e sucedeu ao Khmer Vermelho realizou uma pesquisa domiciliar nacional, que concluiu que mais de 4,8 milhões de pessoas morreram, mas a maioria dos historiadores modernos não considera esses números confiáveis.

Pesquisas atuais localizaram milhares de valas comuns da época do Khmer Vermelho espalhadas por todo Camboja, contendo um número estimado de 1,39 milhões de corpos. Vários estudos estimaram o número de mortes entre 740.000 e 3.000.000, mais habitualmente variando entre 1,4 milhões e 2,2 milhões, com cerca da metade dessas mortes tendo sido causadas por execuções e o restante por fome ou doenças.

O Projeto Genocídio Cambojano, financiado pelo Departamento de Estado dos EUA, apresenta as estimativas do total de mortes entre 1,2 milhões e 1,7 milhões. A Amnistia Internacional estima o total de mortes em 1,4 milhões. R. J. Rummel, um analista de matanças políticas históricas, fornece um número de 2 milhões. O antigo líder dos Khmer Vermelhos, Pol Pot, indicou o número de 800.000 e seu vice, Khieu Samphan alegou que 1 milhão de pessoas foram mortas.

  

O Massacre de Eldorado dos Carajás foi há trinta anos...

A cruz que marca o local do massacre em Eldorado dos Carajás

O Massacre de Eldorado dos Carajás, que provocou a morte de dezanove sem-terra, ocorreu a 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, Brasil, por ação da polícia do estado do Pará.
Dezanove sem-terra foram mortos pela Polícia Militar do Estado do Pará. O confronto ocorreu quando 1.500 sem-terra, que estavam acampados na região, decidiram fazer uma marcha de protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local, porque estariam obstruindo a rodovia BR-155, que liga a capital do estado Belém ao sul do estado.
O episódio deu-se no governo de Almir Gabriel, o então governador. A ordem para a ação policial partiu do Secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara, que declarou, depois do ocorrido, que autorizara "usar a força necessária, inclusive atirar". De acordo com os sem-terra ouvidos pela imprensa na época, os polícias chegaram ao local atirando bombas de gás lacrimogéneo.
Segundo o legista Nelson Massini, que fez as autópsias dos corpos, pelo menos 10 sem-terra foram executados à queima roupa e sete foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões.
O comando da operação estava a cargo do coronel Mário Colares Pantoja, que foi afastado, no mesmo dia, ficando 30 dias em prisão domiciliar, determinada pelo governador do Estado, e depois libertado. Ele perdeu o comando do Batalhão de Marabá. O ministro da Agricultura, Andrade Vieira, encarregado da reforma agrária, pediu demissão na mesma noite, sendo substituído, dias depois, pelo senador Arlindo Porto.
Uma semana depois do massacre, o Governo Federal confirmou a criação do Ministério da Reforma Agrária e indicou o então presidente do Ibama, Raul Jungmann, para o cargo de ministro. José Gregori, que na época era chefe de gabinete do então ministro da Justiça, Nelson Jobim, declarou que "o réu desse crime é a polícia, que teve um comandante que agiu de forma inadequada, de uma maneira que jamais poderia ter agido", ao avaliar o vídeo do confronto.
O então presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que tropas do exército fossem deslocadas para a região em 19 de abril com o objetivo de conter a escalada de violência. O presidente pediu a prisão imediata dos responsáveis pelo massacre.
O ministro da Justiça, Nelson Jobim, juntou-se às autoridades policiais e do Judiciário, no Pará, a pedido do governo federal, para acompanhar as investigações. O general Alberto Cardoso, ministro-chefe da Casa Militar da Presidência da República, foi o primeiro representante do governo a chegar a Eldorado dos Carajás.
   
No começo de maio de 1996, o fazendeiro Ricardo Marcondes de Oliveira, de 30 anos, depôs, responsabilizando o dono da Fazenda Macaxeira pela matança. Ele o acusou de ter pago subornos para que a Polícia Militar matasse os líderes dos sem-terra. Ele mesmo teria sido procurado para contribuir na coleta. O dinheiro seria entregue ao coronel Mário Pantoja, comandante da PM de Marabá, que esteve à frente da operação que resultou no massacre. Nenhum fazendeiro ou jagunço foi indiciado no inquérito da Polícia.
     
Os 155 polícias militares que participaram da operação foram indiciados, sob acusação de homicídio, pelo Inquérito Policial Militar (IPM). Esta decisão foi tomada premeditadamente, pois pela lei penal do Brasil, não há como punir um grupo, pois a conduta precisa ser individualizada. Como não houve perícia nas armas e projéteis para saber quais policiais atingiram determinadas vítimas, os 21 homicídios e as diversas lesões, permaneceram impunes. Em outubro do mesmo ano, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, determinou que a Polícia Federal reconstituísse o inquérito, pois estava repleto de imperfeições técnicas. Neste parecer, Brindeiro diz ainda que o governador Almir Gabriel autorizou a desobstrução da estrada e que, portanto, tinha conhecimento da operação. No final do ano, o processo, que havia sido desdobrado em dois volumes, ainda estava parado no Tribunal de Justiça de Belém, que trata dos crimes de lesões corporais, e no Fórum de Curionópolis, que ficou encarregado dos homicídios. Em maio de 2012, o coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira foram presos, condenados, o primeiro a 228 anos e o segundo a 158 anos de reclusão, pelo massacre.
    
Desenho ilustrando o massacre - autor: Carlos Latuff
     

Hoje é dia de recordar o poeta Joaquim Pessoa...

 

 

Amélia dos olhos doces

Amélia dos olhos doces
quem é que te trouxe
grávida de esperança?
Um gosto de flor na boca.
Na pele e na roupa
perfumes de França.

Cabelos cor de viúva.
Cabelos de chuva.
Sapatos de tiras
e pões, quantas vezes
não queres e não amas
os homens que dormem
contigo na cama.

Amélia dos olhos doces
quem dera que fosses
apenas mulher.
Amélia dos Olhos Doces
se ao menos tivesses
direito a viver!

Amélia gaivota
amante ou poeta.
Rosa de café.
Amélia gaiata
do Bairro da Lata.
Do Cais do Sodré.

Tens um nome de navio.
Teu corpo é um rio
onde a sede corre.
Olhos Doces. Quem diria
que o amor nascia
onde Amélia morre?

Cabelos cor de viúva.
Cabelos de chuva.
Sapatos de tiras
e pões, quantas vezes
não queres e não amas
os homens que dormem
contigo na cama. 



Joaquim Pessoa

Linda McCartney morreu há vinte e oito anos...


Linda McCartney (Nova Iorque, 24 de setembro de 1941 - Tucson. 17 de abril de 1998), Lady McCartney, batizada com o nome de Linda Louise Eastman foi uma fotógrafa dos Estados Unidos, da editora Rolling Stone Magazine, música e ativista dedicada a divulgar abusos contra os animais. Tornou-se famosa mundialmente ao casar com Paul McCartney em 12 de março de 1969, na altura o baixista do grupo de rock inglês The Beatles.
  
Filha de um bem sucedido advogado, Lee Eastman, e de Louise Linder (dona da fortuna das lojas Linder), Linda cresceu na cidade de Scarsdale (estado de Nova Iorque) e tornou-se uma das melhores fotógrafas do mundo. Formou-se em Artes na Universidade do Arizona, e foi durante estes anos que se apaixonou por fotografia. Mas, foi só depois que ela retornou a Nova Iorque que começou a demonstrar o seu talento com as câmaras.
Começou a sua carreira de fotógrafa na editora Town and Country magazine, e foi quando fotografava a banda The Rolling Stones num iate que percebeu que este segmento de seu trabalho teria grande procura. Imortalizou-se fotografando ícones do rock como The Who, Jimi Hendrix, The Doors, Traffic, Simon and Garfunkel, Bob Dylan, Otis Redding e, subsequentemente, The Beatles, quando então acabou conhecendo o seu futuro marido, Paul.
Quando trabalhou com a editora da Rolling Stone, Linda produziu um trabalho de alta qualidade que continua sendo publicado internacionalmente. O seu trabalho já foi exposto em dezenas de galerias de arte, da América do Sul à Austrália, incluindo o Victoria and Albert Museum em Londres. Foi reconhecida nos Estados Unidos como a fotógrafa do ano. Ela também publicou cinco livros de fotografias suas.
  
O sucesso de Linda na música foi - no conjunto total de seu trabalho - por conta de seu marido, o ex-Beatle Paul McCartney. Linda nunca foi uma intérprete, ou compositora, antes de conhecer Paul, mas mesmo assim cativou o público mundialmente também com sua constante presença no teclado durante as apresentações ao vivo e com seus doces acompanhamentos vocais junto a Paul. Nota-se em particular, canções de grande sucesso como "Another Day", em que Paul toca todos os instrumentos e Linda preenche a melodia suavemente junto ao marido com vocais de fundo. Este preenchimento vocal ("duuuhs") é quase que uma marca registada de Paul, que se destacou mais ainda durante os anos que lançava seus discos da carreira solo, ou com o grupo Wings em que, talvez por falta dos seus originais ex-parceiros de rock ou por uma grande conveniência, usava constantemente a sua esposa nas gravações. A combinação nova funcionou e juntos se tornaram os músicos pop mais ricos da história da música.
Os sucessos musicais de gravações feitas juntos foram em grande parte número um na Inglaterra e nos Estados Unidos. 

Linda manifestava-se frequentemente contra o abuso aos animais e era uma ambientalista, trabalhando com organizações como a PETA, Lynx e Friends of the Earth. Com esta atitude em mente ela comercializou vários pratos vegetarianos pré-preparados para um importante segmento no mercado com sua própria marca registada e ficou milionária por conta própria, mesmo se não estivesse casada com o magnata do rock. Linda também publicou um livro de receitas vegetarianas que é bastante popular na sua geração de fãs, comercializado nos anos da década de 90 ("Linda McCartney’s Home Cooking" em português, "Comida Caseira da Linda McCartney").

Paul adotou, legalmente, de um casamento anterior de Linda, com o geólogo John Melvin See Jr. (1937-2000), a filha  (Heather McCartney) atualmente com o sobrenome de casada Potter e que nasceu em 1963, e, juntos, Linda e Paul tiveram: Mary (fotógrafa; nasceu em 1969); Stella McCartney (destacada designer de roupas; nasceu em 1971); e James Louis (músico; nasceu em 1977).
Linda faleceu, de cancro, em Tucson, Arizona, e foi cremada em Inglaterra. Paul e Linda têm agora vários netos.
 

Linda e Paul, 1976


 

Sirimavo Dias Bandaranaike, a primeira mulher a ser a chefe de governo, nasceu há 110 anos


Sirima Ratwatte Dias Bandaranaike
(Ceylon, 17 April 1916 – Colombo, 10 October 2000), commonly known as Sirimavo Bandaranaike (the suffix "vo" denotes respect), was a Sri Lankan politician and the modern world's first female head of government. She served as Prime Minister of Ceylon and Sri Lanka three times, 1960–65, 1970–77 and 1994–2000, and was a long-time leader of the Sri Lanka Freedom Party.
Bandaranaike was the widow of a previous Sri Lankan prime minister, Solomon Bandaranaike, and the mother of Sri Lanka's fourth Executive President, Chandrika Kumaratunga, as well as Anura Bandaranaike, former speaker and cabinet minister.