quarta-feira, setembro 16, 2026

Víctor Jara foi assassinado há 53 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2c/Victor-Jara-in-Helsinki-1969_%28cropped%29.jpg/330px-Victor-Jara-in-Helsinki-1969_%28cropped%29.jpg?utm_source=es.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

     
Víctor Lidio Jara Martínez (San Ignacio, 28 de septiembre de 1932 - Santiago, 16 de septiembre de 1973) fue un músico, cantautor, profesor, director de teatro, activista político y militante del Partido Comunista de Chile.
La figura de Víctor Jara es un referente internacional de la canción protesta y de cantautor, y uno de los artistas más emblemáticos del movimiento músico-social llamado «Nueva Canción Chilena». Su ideología comunista se refleja en su obra artística, de la que fue pieza central.
Tras el golpe de Estado que derrocó al gobierno de Salvador Allende el 11 de septiembre de 1973, Jara fue detenido por las fuerzas represivas de la dictadura militar recién establecida. Fue torturado y posteriormente asesinado en el antiguo Estadio Chile, que con el retorno de la democracia fue renombrado «estadio Víctor Jara».

Muerte
El golpe de Estado encabezado por el general Augusto Pinochet contra el presidente Salvador Allende, el 11 de septiembre de ese año, lo sorprende en la Universidad Técnica del Estado. Fue detenido junto a profesores y alumnos. Lo llevaron al Estadio Chile (actualmente estadio Víctor Jara, lugar en el que hay una placa en su honor con su último poema), donde permaneció detenido durante cuatro días. Lo torturaron durante horas (entre otras torturas le realizaron quemaduras con cigarrillo y simulacros de fusilamiento), le cortaron los dedos y la lengua, y finalmente el 16 de septiembre lo acribillaron junto al director de la Empresa de Ferrocarriles del Estado. El cuerpo fue encontrado el día 19 del mismo mes con 44 impactos de bala.
Estando preso escribió su último poema y testimonio «Somos cinco mil», también conocido como «Estadio Chile».
Somos cinco mil
en esta pequeña parte de la ciudad.
Somos cinco mil
¿Cuántos seremos en total
en las ciudades y en todo el país?
Solo aquí
diez mil manos siembran
y hacen andar las fábricas.
¡Cuánta humanidad
con hambre, frío, pánico, dolor,
presión moral, terror y locura!

 


Víctor Jara, «Somos cinco mil»
  
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/Victor_Jarra_Nicha.jpg/960px-Victor_Jarra_Nicha.jpg?utm_source=es.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
La tumba de Víctor Jara en el Cementerio General de Santiago
  
 

A Papua-Nova Guiné tornou-se independente há cinquenta e um anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e3/Flag_of_Papua_New_Guinea.svg/960px-Flag_of_Papua_New_Guinea.svg.png?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
    
A Papua-Nova Guiné, oficialmente o Estado Independente da Papua-Nova Guiné, é um país da Oceania que ocupa a metade oriental da ilha da Nova Guiné, e uma série de ilhas e arquipélagos, a leste e a nordeste, embora sempre na Melanésia. A única fronteira terrestre que tem é com a Papua, a oeste, da Indonésia, mas tem fronteiras marítimas com Palau e os Estados Federados da Micronésia, a norte, com as Ilhas Salomão, a sudeste, e com a Austrália, através do mar de Coral, estreito de Torres e mar de Arafura, a sul. A sua capital é Port Moresby.
A Papua-Nova Guiné é um dos países com a maior diversidade cultural no mundo. De acordo com dados recentes, 848 línguas diferentes são listadas no país, das quais 12 não possuem nenhum falante vivo. A maior parte da população, estimada em pouco mais de 7 milhões de habitantes, vive em comunidades, que são tão diversas quanto os idiomas. Possui, ainda, um das menores percentagens de população vivendo em centros urbanos, já que 82% de sua população vive em áreas rurais. O país ainda é pouco explorado, cultural e geograficamente, e muitas espécies existentes na sua flora e fauna ainda são desconhecidas.
O forte crescimento da atividade mineira e os recursos provenientes da exploração deste setor levaram o país a tornar-se uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, a partir de 2011. Apesar disso, o país enfrente inúmeros problemas sociais, como a extrema pobreza, e cerca de um terço da população vive com menos de  1,25 dólares americanos por dia.
Depois de ter sido governada por três poderes externos desde 1884, a Papua-Nova Guiné estabeleceu a sua soberania em 16 de setembro de 1975, após 70 anos de administração australiana. O seu chefe de estado é o monarca britânico, presentemente Carlos III, além de ser um membro da Comunidade das Nações em seu próprio direito.
  
  

Marc Bolan, o vocalista e guitarrista dos T. Rex, morreu há 49 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0e/Marc_Bolan_In_Concert_1973.jpg/500px-Marc_Bolan_In_Concert_1973.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

Marc Bolan
, nome artístico de Mark Feld (Londres, 30 de setembro de 1947 - Londres, 16 de setembro de 1977) foi um cantor e guitarrista britânico que ficou mundialmente conhecido como vocalista e guitarrista da banda britânica de glam rock T. Rex.

No final da década de 60 alcançou a fama como fundador e líder da banda de folk psicadélico Tyrannosaurus Rex, com quem lançou quatro álbuns aclamados pela crítica e teve um hit menor, "Debora". Bolan começou como um cantor e compositor acústico antes de entrar na música elétrica, com a gravação do primeiro single de T. Rex, "Ride A White Swan", que foi o número dois na parada de singles do Reino Unido. A aparição de Bolan, em março de 1971, no programa de música da BBC Top of the Pops, usando glíter no rosto para tocar "Hot Love", é citado como o início do movimento glam rock. O crítico de música Ken Barnes chamou Bolan de "o homem que começou tudo". O álbum Electric Warrior, com todas as músicas escritas por Bolan, foi descrito pelo AllMusic como "o álbum que essencialmente deu início à mania do glam rock no Reino Unido". O produtor Tony Visconti, que trabalhou com Bolan durante o seu apogeu, afirmou: "O que eu vi em Marc Bolan não tinha nada a ver com cordas, ou padrões muito elevados de arte; o que eu vi nele foi talento bruto. Eu vi genialidade. Eu vi uma estrela do rock em potencial em Marc – desde o minuto, a hora em que o conheci." A partir de 1973, ele começou a misturar o rock com outras influências, incluindo funk, soul, gospel, disco e R&B.

Bolan morreu num acidente de carro, duas semanas antes de fazer 30 anos. Em 1977, uma pedra memorial em formato do busto de Bolan, o Marc Bolan's Rock Shrine, foi criado no local onde ele morreu, o distrito de Barnes, em Londres. A sua influência musical como guitarrista e compositor foi profunda; ele inspirou muitos artistas posteriores nas décadas seguintes. Como membro dos T. Rex, Bolan foi postumamente introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2020.
 
https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7d/Bust_and_Barrel_at_the_Bolan_Rock_Shrine.jpg/500px-Bust_and_Barrel_at_the_Bolan_Rock_Shrine.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail

Marc Bolan's Rock Shrine
  
 

Maria Callas morreu há 49 anos...

     
Maria Callas (Nova Iorque, 2 de dezembro de 1923 - Paris, 16 de setembro de 1977) foi uma cantora lírica norte-americana de ascendência grega, considerada a mais influente cantora de ópera de renome do século XX e a maior soprano de todos os tempos. Apesar de também famosa pela sua vida pessoal, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de atuação nas produções operáticas, à raridade e diferença do seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto, estreladas por ela.    
  
Biografia
Nascida Maria Cecilia Sofia Anna Kalogeropoulou, Callas era filha de imigrantes gregos e, devido a dificuldades económicas, teve que regressar à Grécia com a sua mãe, em 1937. Estudou canto no Conservatório de Atenas, com a soprano coloratura Elvira de Hidalgo.
Existem diferentes versões sobre a sua estreia. Alguns situam-na em 1937, como Santuzza, numa montagem estudantil da Cavalleria Rusticana, de Mascagni; outros, na Tosca (Puccini), de 1941, na Ópera de Atenas. De todo modo, o seu primeiro papel na Itália teve lugar em 1947, na Arena de Verona, com a ópera La Gioconda, de Ponchielli, sob a direção de Tullio Serafin, que logo se tornaria seu "mentor".
Callas começou a despontar no cenário lírico em 1948, com uma interpretação bastante notável para a protagonista da ópera Norma, de Bellini, em Florença. Todavia, sua carreira só viria a projetar-se à escala mundial no ano seguinte, quando a cantora surpreendeu crítica e público ao alternar, na mesma semana, récitas de I Puritani, de Bellini, e Die Walküre, de Wagner. Ela preparara o papel de Elvira para a primeira ópera em apenas dois dias, a convite de Serafin, para substituir quem realmente faria aquele papel. Para se ter ideia do seu feito, é o mesmo que pedir para Birgit Nilsson, famosa soprano dramático para cantar Violetta em La Traviata, e como Callas não teve tempo para aprender o libretto completo, apenas a música, tanto que o ponto lhe soprou o texto.
A partir dos anos 1950, Callas começou a apresentar-se regularmente nas mais importantes casas de espetáculo dedicadas à ópera, tais como La Scala, Covent Garden e Metropolitan. São os seus anos áureos e, ao lado de sua fama como cantora internacional, também vai sua fama de temperamental, muitas vezes excessivamente por causa do seu perfecionismo. Famosa foi a sua rivalidade com Renata Tebaldi e as disputas públicas, através de declarações para jornais, que várias vezes lhe renderam a primeira página, assim como seus triunfos operáticos. Era uma figura extremamente pública e contribuiu para reacender o estrelato da ópera e dos seus intérpretes. Alguns críticos inclusive afirmam que até nas gravadoras havia uma divisão, para acirrar as disputas entre Callas e Tebaldi, e para influenciar as comparações entre gravações feitas por Tebaldi ao lado do tenor Del Monaco, e Callas ao lado de Di Stefano. A sua voz começou a apresentar sinais de declínio no final dessa década, e a cantora diminuiu consideravelmente as suas participações em montagens de óperas completas, limitando sua carreira a recitais e noites de gala e terminando por abandonar os palcos em 1965. O seu abandono deveu-se em grande parte ao desequilíbrio emocional da cantora, que ao conhecer o magnata grego Aristóteles Onassis, dedica-se integralmente ao seu amado, afirmando ter começado ali sua vida de verdade. Foi quando ela parou de ensaiar, adiou e cancelou apresentações, se tornou figura constante em noites de festa, bebendo inclusive, coisas que contribuíram para o declínio de sua voz e o fim da carreira. Em 1964, encorajada pelo cineasta italiano Franco Zefirelli, volta aos palcos em sua maior criação, Tosca, no Convent Garden, tendo como seu parceiro o amigo de longa data Tito Gobbi. Essa versão da Tosca está disponível em DVD (apenas o segundo ato) e em CD (completa) e entrou para a história do mundo operático. A sua última apresentação em uma ópera completa foi como Norma, em Paris, no ano de 1965, e, devido à sua saúde vocal debilitada, não aguentou até ao fim, desmaiando ao cair da cortina no fim da terceira parte.
No início dos anos 1970, passou a dedicar-se ao ensino de música na Juilliard School. Em 1974, entretanto, retornou aos palcos para realizar uma série de concertos pela Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente ao lado do tenor Giuseppe di Stefano. Com sucesso no público, o programa foi todavia massacrado pela crítica especializada. A voz já não era a mesma, mas o que mantinha o público firme nas apresentações era o amor. A sua atuação foi prejudicada, pois uma vez que tinha que fazer muito mais esforço para manter a afinação, a entrega à interpretação não foi tão subtil como no passado.
Cantou em público pela última vez, a 11 de novembro de 1974, no Japão.
Onassis, então casado com Mrs. Kennedy, tem sérios problemas de saúde e vem a falecer. Callas começa agora um período de isolamento e, afastada do mundo, passa a viver na Avenue Georges Mandel, em Paris, com a companhia da governanta, Bruna, e do motorista, Ferruccio. Um possível regresso é ensaiado e preparada pelo cineasta Franco Zefirelli, mas Callas não tem mais a segurança do passado, pois faltava-lhe a vontade. Tenta realmente outras funções, como professora, diretora artística, mestre de coral, mas nada a satisfazia. Não sabia sequer como deslocar um coro. Começa a impor exigências absurdas para que aconteçam as apresentações. Essa é agora sua maneira de dizer não, exigindo o impossível. Uma gravação da Traviata, com o tenor em ascensão Luciano Pavarotti é estudada, mas o projeto logo é abandonado por Maria. Amigos ainda a visitam com frequência. Giulini (maestro), o crítico John Ardoin, mas Callas ja está "morta" há muito tempo, e, em 16 de setembro de 1977, ela simplesmente deixa de existir, pouco antes de completar 54 anos, no seu apartamento, em Paris, por causa de um ataque cardíaco.
As suas cinzas foram atiradas ao Mar Egeu, como era a sua vontade.
   
Vida pessoal
Maria Callas foi a mais controversa e possivelmente a mais dedicada intérprete lírica. Com uma voz de considerável alcance, Callas encantou nos teatros mundiais de maior destaque. Esta intérprete, senhora de raros dotes vocais e interpretativos, revolucionou o mundo da Ópera, trazendo-a novamente às origens. Para Maria Callas a expressão vocal era primordial, em detrimento dos exageros vocais injustificados - tudo na Ópera tem que fazer sentido visando a dar ao público algo que o mova, algo credível.
Esta foi a mais destacada e famosa cantora lírica, e fez jus à sua fama, pois interpretou várias dezenas de Óperas de diversíssimos estilos. Callas perpetuou-se em papéis como Medea, Norma, Tosca, Violetta, Lucia, Gioconda, Amina, entre outros, continuando, nestes papéis, a não existir nenhuma artista que lhe faça sombra.
Um dos aspetos que certamente contribuiu para a lenda que se formou em torno de Maria Callas diz respeito à sua conturbada vida pessoal. Dona de um temperamento forte, que parecia a correlação perfeita para a intensa carga dramática com que costumava abordar as suas personagens no palco, tornou-se famosa por indispor-se com maestros e colegas em nome de suas crenças estéticas.
Em 1958, após ter abandonado uma récita de Norma na Ópera de Roma doente, foi fortemente atacada pela imprensa italiana, que julgou que a soprano queria ofender o presidente italiano, presente na plateia. O escândalo comprometeu sua carreira na Itália e, no mesmo ano, ela entrou em disputa com Antonio Ghiringhelli, dirigente do La Scala, que não mais a queria no teatro. Somente voltou a apresentar-se no La Scala em 1960, na ópera Poliuto de Donizetti; ainda em 1958, foi sumariamente demitida do Metropolitan por Rudolf Bing, que desejava que ela alternasse apresentações de La Traviata e Macbeth, óperas de Verdi com exigências vocais muito distintas para a soprano. À exigência de Bing, Callas, numa réplica célebre, respondeu que a sua voz não era um elevador.
Em 1959, rompeu um casamento de dez anos com seu empresário, G. B. Meneghini, muito mais velho do que ela. Manteve, em seguida, uma tórrida relação com o milionário grego Aristoteles Onassis, com quem não foi feliz e que rendeu variado material para jornais tablóides sensacionalistas.
Trabalhava intensamente e em mais de uma ocasião subiu aos palcos contra a recomendação dos seus médicos. Com uma forte constipação, escapou em 2 de janeiro de 1958 da Ópera de Roma pela porta dos fundos após um primeiro ato sofrível de Norma, de Bellini, numa récita prestigiada pelo então presidente da Itália, Giovanni Gronchi, o que gerou o escândalo acima referido. Em 29 de maio de 1965, ao concluir a primeira cena do segundo ato de Norma, Callas desfaleceu e a apresentação foi interrompida. Depois disso, ela só cantaria em ópera mais uma vez, numa última apresentação de Tosca no Covent Garden de Londres, ao lado de Tito Gobbi.
Poucos sopranos podem rivalizar com Callas no que diz respeito à capacidade de despertar reações intensas entre seus admiradores e detratores. Elevada à categoria de "mito" e conhecida mesmo fora do círculo de amantes de ópera, ela criou em torno de si uma legião de entusiastas capazes de defender a todo custo os méritos da cantora. Apesar da mútua amizade, as disputas entre seus fãs e os de Renata Tebaldi tornaram-se célebres, chegando mesmo em alguns casos às vias de facto.
   
Características
Callas possuía uma voz poderosa, com uma amplitude fora do comum. Isto permitia à cantora abordar papéis desde o alcance de uma mezzo-soprano até o de uma soprano coloratura. Com domínio perfeito das técnicas do canto lírico, possuía um repertório incrivelmente versátil, que incluía obras do bel canto (Lucia di Lammermoor, Anna Bolena, Norma), de Verdi (Un ballo in maschera, Macbeth, (La Traviata) e do verismo italiano (Tosca), e até mesmo Wagner (Tristan und Isolde, Die Walküre).
Apesar destas características, Callas entrou para a história da ópera por suas inigualáveis habilidades cénicas. Levando à perfeição a habilidade de alterar a "cor" da voz com o objetivo de expressar emoções, e explorando cada oportunidade de representar no palco as minúcias psicológicas de suas personagens, Callas mostrou que era possível imprimir dramatismo mesmo em papéis que exigiam grande virtuosismo vocal por parte do intérprete - o que usualmente significava, entre as grandes divas da época, privilegiar o canto em detrimento da cena.
Muitos consideram que seu estilo de interpretação imprimiu uma revolução sem precedentes na ópera. Segundo este ponto de vista, Callas seria tributária da importância que assumiram contemporaneamente os aspetos cénicos das montagens. Em particular, é claramente percetível desde a segunda metade do século XX uma tendência entre os cantores em favor da valorização de sua formação dramática e de sua figura cénica - que se traduz, por exemplo, na constante preocupação em manter a forma física. Em última análise, esta tendência foi responsável pelo surgimento de toda uma geração de sopranos que, graças às suas habilidades de palco, poderiam ser considerados legítimos herdeiros de Callas, tais como Joan Sutherland ou Renata Scotto.
   
 

Katie Melua comemora hoje 42 anos

     
Ketevan (Katie) Elizabeth Melua (Kutaisi, 16 de setembro de 1984) é uma cantora e compositora de nacionalidade britânico-georgiana. Nasceu em Kutaisi (Geórgia) mas, com oito anos, partiu para a Irlanda do Norte e desde os catorze vive na Inglaterra. Em novembro de 2003, com dezanove anos, gravou o seu primeiro álbum, intitulado Call Off the Search, que atingiu um milhão de cópias, vendidas em cinco semanas.
      
 

Nick Jonas faz hoje 34 anos

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cf/NickJonas2-12-09.JPG/500px-NickJonas2-12-09.JPG?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
     
Nicholas Jerry Jonas (Dallas, Texas, 16 de setembro de 1992) é um músico, cantor, compositor, produtor e ator norte-americano, mais conhecido como um dos Jonas Brothers, uma banda pop formada juntamente com os seus irmãos Joe Jonas e Kevin Jonas.

 

Mary Travers morreu há dezassete anos...


Mary Allin Travers (Louisville, 9 de novembro de 1936 - Danbury, 16 de setembro de 2009) foi uma grande cantora americana integrante do trio Peter, Paul and Mary. Travers fez sucesso nos anos 60 com as populares músicas "If I had a hammer", "Lemon tree," "Leaving on a jet Plane" e "Puff (The Magic Dragon)" e foi também defensora dos direitos civis, juntamente com a sua banda. Morreu aos 72 anos, vítima de leucemia.


 

Robert Redford morreu há um ano

undefined
   

Charles Robert Redford, Jr. (Santa Mónica, 18 de agosto de 1936 – Provo, 16 de setembro de 2025) foi um ator, produtor e diretor norte-americano. Na sua longa e reconhecida carreira no cinema, recebeu numerosas honrarias, incluindo um Óscar, um BAFTA e cinco Golden Globe Awards, bem como o Prémio Cecil B. DeMille em 1994; o Screen Actors Guild Life Achievement Award em 1996; o Prémio Honorário da Academia em 2002; o Kennedy Center Honors em 2005; a Medalha Presidencial da Liberdade em 2016; e o César Honorário em 2019. Também foi nomeado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2014.

Robert Redford começou a sua carreira de ator na televisão em Alfred Hitchcock Presents e The Twilight Zone, antes de fazer a sua estreia na Broadway interpretando um marido recém-casado em Barefoot in the Park, de Neil Simon (1963). Redford fez a sua estreia no cinema em War Hunt (1962) antes de alcançar o estrelato como protagonista em Barefoot in the Park (1967), Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969), Jeremiah Johnson (1972), The Candidate (1972) e The Sting (1973), o último dos quais lhe rendeu uma indicação ao Óscar de Melhor Ator.

O sucesso de Redford continuou com papéis em filmes como The Way We Were (1973), Three Days of the Condor (1975), All the President's Men (1976), The Electric Horseman (1979), Brubaker (1980), The Natural (1984) e Out of Africa (1985). Mais tarde, atuou em Sneakers (1992), All Is Lost (2013), Truth (2015), Our Souls at Night (2017) e The Old Man & the Gun (2018). No Universo Cinematográfico Marvel (UCM), Redford interpretou o vilão Alexander Pierce em Captain America: The Winter Soldier (2014) e Avengers: Endgame (2019), o último dos quais serviu como sua aparição final nas telas.

Redford fez a sua estreia na direção de cinema com o drama familiar Ordinary People (1980), que ganhou quatro Óscares, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Ele dirigiu mais oito longas-metragens, incluindo o drama The Milagro Beanfield War (1984); o drama de época A River Runs Through It (1992); o drama histórico Quiz Show (1994); o neo-western The Horse Whisperer (1998); e o drama de fantasia desportiva The Legend of Bagger Vance (2000). Redford foi co-fundador do Sundance Resort e Instituto Sundance de Cinema em 1981. Ele também era conhecido por seu extenso trabalho como ativista político, onde foi um defensor do ambientalismo, dos direitos dos nativos americanos e povos indígenas e dos direitos LGBT.

  
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2d/Robert_Redford_%28cropped%29.jpg/500px-Robert_Redford_%28cropped%29.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
   

Carlos Gomes, o famoso compositor de ópera brasileiro, morreu há cento e trinta anos...

   
Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 - Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo surrealista, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala. É o autor da ópera O Guarani.
   
 

Mahsa Amini foi assassinada há quatro anos...


Mahsa Amini (em curdo: مەھسا ئەمینی, em farsi: مهسا امینی; Saqqez, 22 de julho de 2000 – Teerão, 16 de setembro de 2022), também conhecida como Zhina Amini ou Jina Amini (em curdo: ژینا امینی), era uma jovem mulher curda iraniana que foi presa pela Patrulha de Orientação da República Islâmica do Irão, um esquadrão especial da polícia encarregado da implementação pública dos regulamentos islâmicos do hijabe, por seu hijabe não obedecer aos padrões obrigatórios do governo. O relatório oficial da polícia afirmou que ela teve insuficiência cardíaca e morreu após dois dias em coma. Provas mostram que foi espancada com um pedaço de pau na cabeça e foi agredida várias vezes dentro de um carro da polícia. Alguns acreditam que esses atos violentos levaram ao coma e morte cerebral. Ela tornou-se um símbolo da violência contra as mulheres sob a República Islâmica.

 

Biografia

Mahsa Amini era uma mulher curda iraniana de 22 anos, originária de Saqqez, na província do Curdistão. O seu irmão Kiaresh estava com ela no momento de sua prisão.
   
 
Detenção e morte

Mahsa (Zhina) Amini viajava para Teerão com a sua família, quando foi presa, no dia 13 de setembro, na entrada da rodovia Haqqani pela auto-proclamada “Patrulha de Orientação” enquanto estava com o seu irmão, Kiaresh Amini, e foi transferida para a agência “Segurança Moral”. Ele foi informado de que ela seria levada para o centro de detenção, para passar por uma "aula de esclarecimento", e libertada após uma hora. Em vez disso, ela foi levada para o Hospital Kasra de ambulância.

Durante dois dias, Amini ficou em coma no Hospital Kasra, em Teerão, o que despertou o sentimento do público em geral e mais uma vez provocou o protesto das pessoas contra a Patrulha de Orientação e a lei sobre hijabes. Ela morreu na unidade de cuidados intensivos a 16 de setembro.

 

Provas de violência

A clínica onde Amini foi tratada divulgou um comunicado no Instagram dizendo que ela estava em morte cerebral quando foi internada. A postagem do Instagram já foi excluída. O irmão de Amini, Kiaresh, notou hematomas na cabeça e nas pernas. As mulheres que foram detidas com Amini disseram que ela foi severamente espancada por resistir aos insultos e provocações dos polícias que a prenderam. Vários médicos opinaram que Amini sofreu uma lesão cerebral, com base nos sintomas clínicos, incluindo sangramento nas orelhas e hematomas sob os olhos.

 


Protestos

Uma série de protestos eclodiu após sua morte, inclusive em Saqqez, a sua cidade natal. Algumas gritaram slogans feministas curdos como “Jin - Jiyan - Azadi: Mulheres, Vida, Liberdade” e “morte ao ditador” em persa. Essas manifestações foram reprimidas pelas forças especiais da polícia iraniana. Também ocorreram protestos do lado de fora do Hospital Kasra, em Teerão, onde alguns dos protestantes foram presos pelas forças de segurança, que também usaram spray de pimenta contra eles.

Com a morte de Mahsa, protestos e marchas espalham-se por diversos em diferentes cidades. As ruas de Sanandaj no domingo foram parcialmente fechadas e as forças de segurança foram espalhadas pela cidade após uma noite de protestos contra o rígido código de roupa da República Islâmica do Irão. Em 19 de setembro, cinco pessoas foram mortas na região curda do Irão, quando as forças de segurança abriram fogo durante protestos, disse um grupo de direitos humanos curdo, no terceiro dia de turbulência por um incidente que começou em todo o país. Duas das pessoas foram mortas quando as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes na cidade curda de Saqez, cidade natal de Amini, disse a Organização de Direitos Humanos de Hengaw no Twitter. Ele disse que mais dois foram mortos na cidade de Divandarreh "por fogo direto" das forças de segurança, e um quinto foi morto em Dehgolan, também na região curda. Manifestações populares se espalharam por diferentes cidades do Irão, incluindo Teerão, Rasht, Esfahan, Karaj, Mashhad, Sanandaj, Ilam e muitas outras cidades, e a polícia especial do governo iraniano lidou com esses protestos severamente, havendo muitos feridos e foram presos alguns ativistas políticos. Durante esse período, a hashtag#MahsaAmini tornou-se uma das hashtags mais repetidas no Twitter persa. O número de tweets e retuítes dessas hashtags ultrapassou 5,1 milhões. Algumas mulheres iranianas postaram vídeos nas redes sociais cortando o cabelo em protesto.


 

Reações

A Amnistia Internacional solicitou uma investigação criminal sobre a morte suspeita. Segundo esta organização, "todos os responsáveis e funcionários" neste caso devem ser levados à justiça e "as condições que levaram à sua morte suspeita, que incluem tortura e outros maus-tratos no centro de detenção, devem ser investigadas criminalmente".

A Human Rights Watch chamou a morte de Amini de "cruel" e escreveu: "As autoridades iranianas devem cancelar a lei obrigatória do hijab e remover ou alterar outras leis que privam as mulheres de sua independência e direitos".

Centro para os Direitos Humanos no Irão: Mahsa Amini considerada outra vítima da guerra da República Islâmica contra as mulheres e pediu que a violência contra as mulheres no Irão seja fortemente condenada em todo o mundo para evitar tais tragédias evitáveis.

Javaid Rehman, Relator Especial das Nações Unidas, também lamentou o comportamento da República Islâmica do Irão e acrescentou: "Este incidente é um sinal de violação generalizada dos direitos humanos no Irão".

O porta-voz da União Europeia divulgou um comunicado anunciando que o que aconteceu com Mahsa Amini é inaceitável e os autores deste assassinato devem ser responsabilizados.

O Ministério das Relações Exteriores da França condenou a tortura que levou à morte de Mahsa Amini. 


Hoje é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono...

O buraco do ozono em setembro de 2006
   
O Protocolo de Montreal sobre substâncias que empobrecem a camada de ozono é um tratado internacional em que os países signatários comprometem-se a substituir as substâncias que se demonstrar serem responsáveis pela destruição do ozono, a partir de 16 de setembro de 1987, entrando em vigor em 1 de janeiro de 1989. Ele teve adesão de 150 países e foi revisto em 1990, 1992, 1995, 1997 e 1999. Devido à grande adesão mundial, Kofi Annan disse sobre ele: "Talvez seja o mais bem sucedido acordo internacional de todos os tempos…"
Em comemoração, a ONU declarou a data de 16 de setembro como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono.
   

terça-feira, setembro 15, 2026

Guerra Junqueiro nasceu há 176 anos...


Abílio Manuel Guerra Junqueiro (Freixo de Espada à Cinta, 17 de setembro de 1850 - Lisboa, 7 de julho de 1923) foi bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta. Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada "Escola Nova". Poeta panfletário, a sua poesia ajudou criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República. Foi entre 1911 e 1914 o embaixador de Portugal na Suíça (o título era "ministro de Portugal na Suíça"). Guerra Junqueiro formou-se em direito na Universidade de Coimbra.   

   
Cronologia

  • 1850: Nasce no lugar de Ligares, Freixo de Espada à Cinta;
  • 1864: «Duas páginas dos quatorze anos»;
  • 1866: Frequenta o curso de Teologia na Universidade de Coimbra;
  • 1867: «Vozes Sem Eco»;
  • 1868: «Baptismo de Amor». Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
  • 1873: «Espanha Livre». Colaboração de Guerra Junqueiro em «A Folha» de João Penha. É bacharel em Direito;
  • 1874: «A Morte de D. João»;
  • 1875: Primeiro número de «A Lanterna Mágica» em que colabora;
  • 1878: É nomeado Secretário Geral do Governo Civil em Angra do Heroísmo;
  • 1879: «A Musa em Férias» e «O Melro». Adere ao Partido Progressista. É transferido de Angra do Heroísmo para Viana do Castelo e eleito para a Câmara dos Deputados;
  • 1880: Casa a 10 de fevereiro com Filomena Augusta da Silva Neves. A 11 de novembro nasce a filha Maria Isabel;
  • 1881: Nasce a filha Júlia. Interditada por demência, vem a ser internada no Porto;
  • 1885: «A Velhice do Padre Eterno». Criação do movimento «Vida Nova» do qual Guerra Junqueiro é simpatizante;
  • 1887: Segunda viagem de Guerra Junqueiro a Paris;
  • 1888: Constitui-se o grupo «Vencidos da Vida». «A Legítima»;
  • 1889: Falece a sua esposa, Filomena Augusta Neves, facto que lamentará até ao fim dos seus dias.
  • 1890: «Finis Patriae». Guerra Junqueiro é eleito deputado pelo círculo de Quelimane;
  • 1895: Vende a maior parte das coleções artísticas que acumulara;
  • 1896: «A Pátria». Parte para Paris;
  • 1902: «Oração ao Pão»;
  • 1903: Reside em Vila do Conde;
  • 1904: «Oração à Luz»;
  • 1905: Visita a Academia Politécnica do Porto e instala-se nesta cidade;
  • 1908: É candidato do Partido Republicano pelo Porto;
  • 1910: É nomeado Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da República Portuguesa junto da Confederação Suíça, em Berna;
  • 1911: Homenagem a Guerra Junqueiro no Porto;
  • 1914: Exonera-se das funções de Ministro Plenipotenciário;
  • 1920: «Prosas Dispersas»;
  • 1923: Morre a 7 de julho em Lisboa.
  • 1966: O seu corpo é solenemente trasladado para o Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, numa cerimónia ocorrida para homenagear também outras ilustres figuras portuguesas entre os dias 1 e 5 de dezembro. Antes disso, encontrava-se no Mosteiro dos Jerónimos.
 

 

A Moleirinha

Pela estrada plana, toque, toque, toque,
Guia o jumentinho uma velhinha errante.
Como vão ligeiros, ambos a reboque,
Antes que anoiteça, toque, toque, toque,
A velhinha atrás, o jumentito adiante!...

Toque, toque, a velha vai para o moinho,
Tem oitenta anos, bem bonito rol!...
E contudo alegre como um passarinho,
Toque, toque, e fresca como o branco linho,
De manhã nas relvas a corar ao sol.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico ruço duma linda cor;
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca,
Tange-o, toque, toque, a moleirinha branca
Com o galho verde duma giesta em flor.

Vendo esta velhita, encarquilhada e benta,
Toque, toque, toque, que recordação!
Minha avó ceguinha se me representa...
Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta,
Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!...

Toque, toque, toque, lindo burriquito,
Para as minhas filhas quem mo dera a mim!
Nada mais gracioso, nada mais bonito!
Quando a virgem pura foi para o Egipto,
Com certeza ia num burrico assim.

Toque, toque, é tarde, moleirinha santa!
Nascem as estrelas, vivas, em cardume...
Toque, toque, toque, e quando o galo canta,
Logo a moleirinha, toque, se levanta,
P’ra vestir os netos, p’ra acender o lume...

Toque, toque, toque, como se espaneja,
Lindo o jumentinho pela estrada chã!
Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja,
Dá-me até vontade de o levar à igreja,
Baptizar-lhe a alma, p’ra a fazer cristã!

Toque, toque, toque, e a moleirinha antiga,
Toda, toda branca, vai numa frescata...
Foi enfarinhada, sorridente amiga,
Pela mó da azenha com farinha triga,
Pelos anjos loiros com luar de prata!...

Toque, toque, como o burriquito avança!
Que prazer d’outrora para os olhos meus!
Minha avó contou-me quando fui criança,
Que era assim tal qual a jumentinha mansa
Que adorou nas palhas o menino Deus...

Toque, toque, é noite... ouvem-se ao longe os sinos,
Moleirinha branca, branca de luar!...
Toque, toque, e os astros abrem diamantinos,
Como estremunhados querubins divinos,
Os olhitos meigos para a ver passar...

Toque, toque, e vendo sideral tesoiro,
Entre os milhões d’astros o luar sem véu,
O burrico pensa: Quanto milho loiro!
Quem será que mói estas farinhas d’oiro
Com a mó de jaspe que anda além no Céu!

 

Guerra Junqueiro

O primeiro antibiótico foi descoberto há 98 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/bf/Synthetic_Production_of_Penicillin_TR1468.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=index&utm_content=original
Alexander Fleming, o descobridor da penicilina

     
A penicilina é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum (ou P. notatum). Ela foi descoberta em 15 de setembro de 1928, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming e está disponível como fármaco desde 1941, sendo o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso.
A penicilina foi descoberta em 1928 por Alexander Fleming, quando foi de férias e esqueceu algumas placas (caixas de Petri) com culturas de microrganismos no seu laboratório, no Hospital St. Mary, em Londres. Quando voltou, reparou que uma das suas culturas de Staphylococcus tinha sido contaminada por um bolor, e em volta das colónias deste não havia mais bactérias. Então Fleming e o seu colega, Dr. Pryce, descobriram um fungo do género Penicillium, e demonstraram que o fungo produzia uma substância responsável pelo efeito bactericida: a penicilina. Esta foi obtida em forma purificada por Howard Florey, Ernst Chain e Norman Heatley, da Universidade de Oxford, muitos anos depois, em 1940. Eles comprovaram as suas qualidades antibióticas em ratos infetados, assim como a sua não-toxicidade. Em 1941, os seus efeitos foram demonstrados em humanos. O primeiro homem a ser tratado com penicilina foi um agente da polícia que sofria de septicémia com abcessos disseminados, uma condição geralmente fatal na época. Ele melhorou bastante após a administração do fármaco, mas veio a falecer quando as reservas iniciais de penicilina se esgotaram. Em 1945, Fleming, Florey e Chain receberam o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina por este trabalho. A penicilina salvou milhares de vidas de soldados dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Durante muito tempo, o capítulo que a penicilina abriu na história da Medicina parecia prometer o fim das doenças infecciosas de origem bacteriana como causa de mortalidade humana. A penicilina ajudou muito a sociedade daquela época e hoje ainda o faz.
Tem-se dito que muitas descobertas científicas são feitas ao acaso. O acaso, já dizia Pasteur, só favorece aos espíritos preparados e não prescinde da observação. A descoberta da penicilina constitui um exemplo típico. Alexander Fleming, bacteriologista do St. Mary's Hospital, de Londres, vinha já há algum tempo pesquisando substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infetadas. Essa preocupação se justificava pela experiência adquirida na Primeira Grande Guerra (1914-1918), na qual muitos combatentes morreram em consequência de infeção em ferimentos profundos. Em 1922 Fleming descobrira uma substância antibacteriana na lágrima e na saliva, a qual dera o nome de lisozima. Em 1928 Fleming desenvolvia pesquisas sobre estafilococos, quando descobriu a penicilina. A descoberta da penicilina deu-se em condições peculiaríssimas, graças a uma sequência de acontecimentos imprevistos e surpreendentes.
No mês de agosto daquele ano Fleming tirou férias e, por esquecimento, deixou algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guardá-las no frigorífico ou inutilizá-las, como seria natural. Quando regressou ao trabalho, em setembro, observou que algumas das placas estavam contaminadas com mofo, facto que é relativamente frequente. Colocou-as então, numa bandeja para limpeza e esterilização com lisol. Neste exato momento entrou no laboratório um seu colega, Dr. Pryce, e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes ao seu colega sobre as culturas de estafilococos que estava realizando, quando notou que havia, numa das placas, um halo transparente em torno do mofo (bolor) contaminante, o que parecia indicar que aquele fungo produzia uma substância bactericida. O assunto foi discutido entre ambos e Fleming decidiu fazer algumas culturas do fungo para estudo posterior.
O fungo foi identificado como pertencente ao género Penicilium, donde deriva o nome de penicilina dado à substância por ele produzida. Fleming passou a empregá-la em seu laboratório para selecionar determinadas bactérias, eliminando das culturas as espécies sensíveis à sua ação.
A descoberta de Fleming não despertou inicialmente maior interesse e não houve a preocupação em utilizá-la para fins terapêuticos em casos de infeção humana, até à eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Em 1940, Sir Howard Florey e Ernst Chain, de Oxford, retomaram as pesquisas de Fleming e conseguiram produzir penicilina,com fins terapêuticos, em escala industrial, inaugurando uma nova era para a medicina - a era dos antibióticos.
   

O Ku Klux Klan assassinou quatro meninas há 63 anos...

https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/15/16th_Street_Baptist_Church_bombing_girls.jpg/500px-16th_Street_Baptist_Church_bombing_girls.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
The 4 girls killed during the 16th Street Baptist Church bombing. Clockwise from top left: Addie Mae Collins (aged 14), Cynthia Wesley (aged 14), Carole Robertson (aged 14) and Denise McNair (aged 11)

The 16th Street Baptist Church bombing was a white supremacist terrorist bombing of the 16th Street Baptist Church in Birmingham, Alabama, on Sunday, September 15, 1963. Four members of a local Ku Klux Klan chapter planted 19 sticks of dynamite attached to a timing device beneath the steps located on the east side of the church.
Described by Martin Luther King Jr. as "one of the most vicious and tragic crimes ever perpetrated against humanity", the explosion at the church killed four girls and injured between 14 and 22 other people.
Although the FBI had concluded in 1965 that the 16th Street Baptist Church bombing had been committed by four known Klansmen and segregationists: Thomas Edwin Blanton Jr., Herman Frank Cash, Robert Edward Chambliss, and Bobby Frank Cherry, no prosecutions were conducted until 1977, when Robert Chambliss was tried and convicted of the first-degree murder of one of the victims, 11-year-old Carol Denise McNair.
In a revival of effort by states and the federal government to prosecute cold cases from the civil rights era, the state conducted trials in the early 21st century of Thomas Edwin Blanton Jr. and Bobby Cherry, who were each convicted of four counts of murder and sentenced to life imprisonment in 2001 and 2002, respectively. Future United States Senator Doug Jones successfully prosecuted Blanton and Cherry. Herman Cash had died in 1994, and was never charged with his alleged involvement in the bombing.
The 16th Street Baptist Church bombing marked a turning point in the United States during the civil rights movement and contributed to support for passage by Congress of the Civil Rights Act of 1964. 

(...)

In the early morning of Sunday, September 15, 1963, four members of the United Klans of America -Thomas Edwin Blanton Jr., Herman Frank Cash, Robert Edward Chambliss, and Bobby Frank Cherry -planted a minimum of 15 sticks of dynamite with a time delay under the steps of the church, close to the basement. At approximately 10:22 a.m., an anonymous man phoned the 16th Street Baptist Church. The call was answered by the acting Sunday School secretary: a 14-year-old girl named Carolyn Maull. To Maull, the anonymous caller simply said the words, "Three minutes", before terminating the call. Less than one minute later, the bomb exploded as five children were present within the basement restroom, close to the stairwell, changing into their choir robes in preparation for a sermon entitled "A Love That Forgives". According to one survivor, the explosion shook the entire building and propelled the girls' bodies through the air "like rag dolls".
The explosion blew a hole measuring seven feet (2.1 m) in diameter in the church's rear wall, and a crater five feet (1.5 m) wide and two feet (0.61 m) deep in the ladies' basement lounge, destroying the rear steps to the church and blowing a passing motorist out of his car. Several other cars parked near the site of the blast were destroyed, and windows of properties located more than two blocks from the church were also damaged. All but one of the church's stained-glass windows were destroyed in the explosion. The sole stained-glass window largely undamaged in the explosion depicted Christ leading a group of young children.
Hundreds of individuals, some of them lightly wounded, converged on the church to search the debris for survivors as police erected barricades around the church and several outraged men scuffled with police. An estimated 2,000 black people converged on the scene in the hours following the explosion. The church's pastor, the Reverend John Cross Jr., attempted to placate the crowd by loudly reciting the 23rd Psalm through a bullhorn. One individual who went to the scene to help search for survivors, Charles Vann, later recollected that he had observed a solitary white man whom he recognized as Robert Edward Chambliss (a known member of the Ku Klux Klan) standing alone and motionless at a barricade. According to Vann's later testimony, Chambliss was standing "looking down toward the church, like a firebug watching his fire".
Four girls, Addie Mae Collins (age 14, born April 18, 1949); Carol Denise McNair (age 11, born November 17, 1951); Carole Rosanond Robertson (age 14, born April 24, 1949); and Cynthia Dionne Wesley (age 14, born April 30, 1949), were killed in the attack. The explosion was so intense that one of the girls' bodies was decapitated and so badly mutilated that her body could be identified only through her clothing and a ring. Another victim was killed by a piece of mortar embedded in her skull. The pastor of the church, the Reverend John Cross, recollected in 2001 that the girls' bodies were found "stacked on top of each other, clung together". All four girls were pronounced dead on arrival at the Hillman Emergency Clinic.
Between 14 and 22 additional people were injured in the explosion, one of whom was Addie Mae's younger sister, 12-year-old Sarah Collins. She had 21 pieces of glass embedded in her face and was blinded in one eye. In her later recollections of the bombing, Collins would recall that in the moments immediately before the explosion, she had watched her sister, Addie, tying her dress sash. Another sister of Addie Mae Collins, 16-year-old Junie Collins, would later recall that shortly before the explosion, she had been sitting in the basement of the church reading the Bible and had observed Addie Mae Collins tying the dress sash of Carol Denise McNair before she returned upstairs to the ground floor of the church.