O resultado da Paz de Augsburgo foi o estabelecimento da tolerância oficial da Igreja
Luterana no
Sacro Império Romano. De acordo com a política de
cuius regio, eius religio, a religião (
católica ou
luterana) do príncipe (
eleitor)
da região seria aquela a que os súbditos desse príncipe se deveriam
converter. Foi concedido um período de transição, no qual os súbditos poderiam
escolher se não preferiam mudar-se com família e haveres para uma
região governada por um príncipe da religião de sua escolha (Artigo 24:
"No caso de os nossos súbditos, quer pertencentes à velha religião ou à
confissão de Augsburgo, pretendam deixar as suas casas com as suas
mulheres e crianças, por forma a assentar noutra, eles não serão
impedidos na venda do seu imobiliário, desde que pagas as devidas
taxas, nem magoados na sua honra").
Apesar de a Paz de Augsburgo ter sido moderadamente bem sucedida em
aliviar a tensão no império e ter aumentado a tolerância, ela deixou
coisas importantes por fazer. Nem os
anabaptistas nem os
calvinistas
ficaram protegidos sob esta paz: muitos grupos protestantes vivendo
sob o domínio de um príncipe luterano ainda se encontravam em perigo de
acusação de heresia. (Artigo 7: "No entanto, todas as religiões que
não aquelas duas mencionadas acima não serão incluídas na presente paz,
e estão totalmente excluídas dela.") A tolerância só foi oficialmente
estendida aos
calvinistas depois do
Tratado de Vestfália, em
1648.
As divisões religiosas criadas pela Paz de Augsburgo deixaram a região
politicamente fragmentada até bem depois de outras nações-estados se
terem unido (
Inglaterra,
França,
Áustria-Hungria, etc), desta forma enfraquecendo a Alemanha como potência mundial, até ao final do
século XIX (apenas em
1871).
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