segunda-feira, junho 23, 2025

Boris Vian morreu há 66 anos...

         
Boris Paul Vian (Ville-d'Avray, 10 de março de 1920 - Paris, 23 de junho de 1959), foi um polimata (engenheiro, escritor, poeta, tradutor e cantautor francês), identificado com o movimento surrealista e o anarquismo, enquanto filosofia política. Hoje em dia é sobretudo lembrado pelos seus romances e canções. O seu estilo caracterizou-se por ser altamente individual, com numerosas palavras inventadas e enredos surrealistas passados sempre num universo muito próprio do autor. Como exemplo, o seu romance Outono em Pequim não se passa nem no Outono nem em Pequim!
Para além da sua veia literária, Vian foi também um membro muito influente no Jazz francês, servido de elemento de ligação em Paris de Hoagy Carmichael, Duke Ellington e Miles Davis. Escreveu inúmeros artigos para as revistas de Jazz Le Jazz hot e Paris Jaz e até mesmo em revistas norte-americanas da especialidade.
Escreveu muitas canções que alcançaram e continuam a alcançar uma grande notoriedade, fazendo hoje parte do património cultural francês como Le Déserteur, La Java des bombes atomiques. Chegou a ter uma banda de jazz, formada por si e pelos seus dois irmãos, que tocava no famoso clube de jazz do Quartier Latin Le Tabou. Vian foi o responsável pelo lançamento de vários interpretes da canção francesa, nomeadamente Serge Reggiani e Juliette Gréco.
   
 (...)  
     
A 23 de junho de 1959, no cinema Marbeuf, Boris Vian morre, de enfarte do miocárdio, durante uma projeção privada do filme Irei cuspir-vos nos túmulos, durante a qual Vian se exaltou com os desvios que o filme tinha em relação à sua obra, recusando que o seu nome aparecesse no genérico.
  

 

 

Je mourrai d´un cancer de la colonne vertébrale

Je mourrai d’un cancer de la colonne vertébrale
Ça sera par un soir horrible
Clair, chaud, parfumé, sensuel
Je mourrai d’un pourrissement
De certaines cellules peu connues
Je mourrai d’une jambe arrachée
Par un rat géant jailli d’un trou géant
Je mourrai de cent coupures
Le ciel sera tombé sur moi
Ça se brise comme une vitre lourde
Je mourrai d’un éclat de voix
Crevant mes oreilles
Je mourrai de blessures sourdes
Infligées à deux heures du matin
Par des tueurs indécis et chauves
Je mourrai sans m’apercevoir
Que je meurs, je mourrai
Enseveli sous les ruines sèches
De mille mètres de coton écroulé
Je mourrai noyé dans l’huille de vidange
Foulé aux pieds par des bêtes indifférentes
Et, juste après, par des bêtes différentes
Je mourrai nu, ou vêtu de toile rouge
Ou cousu dans un sac avec des lames de rasoir
Je mourrai peut-être sans m’en faire
Du vernis à ongles aux doigts de pied
Et des larmes plein les mains
Et des larmes plein les mains
Je mourrai quand on décollera
Mes paupières sous un soleil enragé
Quand on me dira lentement
Des méchancetés à l’oreille
Je mourrai de voir torturer des enfants
Et des hommes étonnés et blêmes
Je mourrai rongé vivant
Par des vers, je mourrai les
Mains attachées sous une cascade
Je mourrai brûlé dans un incendie triste
Je mourrai un peu, beaucoup,
Sans passion, mais avec intérêt
Et puis quand tout sera fini
Je mourrai. 

 

Boris Vian

 

Nota: para os que não sabem francês, uma tradução do poema:

 

Morrerei de um cancro na coluna vertebral

 

Morrerei de um cancro na coluna vertebral
Será numa noite horrível
Clara, quente, perfumada, sensual
Morrerei de um apodrecimento
De certas células pouco conhecidas
Morrerei de uma perna arrancada
Por um rato gigante surgido de um buraco gigante
Morrerei de cem cortes
O céu terá desabado sobre mim
Estilhaçando-se como um vidro espesso
Morrerei de uma explosão de voz
Perfurando minhas orelhas
Morrerei de feridas silenciosas
Infligidas às duas da madrugada
Por assassinos indecisos e calvos
Morrerei sem perceber
Que morro, morrerei
Sepultado sob as ruínas secas
De mil metros de algodão tombado
Morrerei afogado em óleo de cárter
Espezinhado por imbecis indiferentes
E, logo a seguir, por imbecis diferentes
Morrerei nu, ou vestido com tecido vermelho
Ou costurado num saco com lâminas de barbear
Morrerei quem sabe sem me importar
Com o esmalte nos dedos do pé
E com as mãos cheias de lágrimas
E com as mãos cheias de lágrimas
Morrerei quando descolarem
Minhas pálpebras sob um sol raivoso
Quando me disserem lentamente
Maldades ao ouvido
Morrerei de ver torturar crianças
E homens pasmos e pálidos
Morrerei roído vivo
Por vermes, morrerei as
Mãos amarradas sob uma cascata
Morrerei queimado num incêndio triste
Morrerei um pouco, muito,
Sem paixão, mas com interesse
E quando tudo estiver acabado
Morrerei.

Música de aniversariante de hoje...

Mercy...!

Música para recordar o lançamento de um grande álbum...

Nicolau Tolentino de Almeida morreu há 214 anos...

Frontispício de uma peça de teatro "de cordel" de Tolentino
        
Nicolau Tolentino de Almeida (Lisboa, 10 de setembro de 1740 - Lisboa, 23 de junho de 1811) foi um poeta português que pertenceu ao movimento da Nova Arcádia (1790-1794).
Aos vinte anos ingressou em Leis na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, mas ao invés dos estudos tinha vida boémia e de poeta. No ano de 1765 tornou-se professor de retórica, numa das cátedras criadas pelo Marquês de Pombal, após a expulsão dos jesuítas.
Os seus versos continham muitas vezes pedidos, pleiteando um cargo na secretaria de estado, até que este foi satisfeito, com a nomeação como oficial de secretaria.
Foi um professor durante quinze anos, mas esta vida desagradava-lhe, pois era inadaptado e descontente até conseguir o posto na Secretaria dos Negócios do Reino. Obteve tudo quanto pretendeu, o que não o fez deixar de deplorar uma suposta miséria.
Bom metrificador, compôs sátiras descritivas e caricaturais, sonetos e odes, que reuniu em 1801 num volume chamado Obras Poéticas. Ficou pela superfície, mas ilustrou bem os erros e ridículos da época. O seu cómico consistia no agravamento das proporções, hipertrofiando o exagero que encontrava.
   

 


 

Vai, mísero cavalo lazarento

    

Vai, mísero cavalo lazarento,
Pastar longas campinas livremente;
Não percas tempo, enquanto to consente
De magros cães faminto ajuntamento.

Esta sela, teu único ornamento,
Para sinal da minha dor veemente,
De torto prego ficará pendente,
Despojo inútil do inconstante vento.

Morre em paz, que, em havendo algum dinheiro,
Hei-de mandar, em honra de teu nome,
Abrir em negra pedra este letreiro:

«Aqui piedoso entulho os ossos come
Do mais fiel, mais rápido sendeiro,
Que fora eterno, a não morrer de fome».

 

   

Nicolau Tolentino de Almeida

Carl Reinecke nasceu há duzentos e um anos


Carl Heinrich Carsten Reinecke
(Altona, Hamburgo, 23 de junho de 1824 - Leipzig, 10 de março de 1910) foi um compositor, professor e pianista alemão.
    
Biografia
Reinecke nasceu em Altona, na época parte do ducado de Holstein e governada, em união pessoal, pelo rei da Dinamarca, hoje um distrito de Hamburgo, filho de Johann Peter Rudolph Reinecke, um professor de música. Carl começa a compor aos sete anos, vindo a apresentar-se como pianista a partir dos seus doze anos de idade.
Realizou a sua primeira excursão musical em 1843, facto que o conduziu, em 1846, à sua nomeação como pianista oficial da Corte de Cristiano VIII em Copenhaga, onde permaneceu até 1848. Durante o período escreveu quatro concertos para o piano e várias cadenzas para outras obras, inclusive um grande grupo publicado como seu Opus 87. Escreveu também concertos para violino, violoncelo, harpa e flauta.
Em 1851 torna-se professor no Conservatório de Colónia. Nos anos seguintes foi apontado como diretor musical em Barmen, também tornou-se diretor musical e académico e maestro da Singakademie de Wrocław (Breslau).
Em 1860, Reinecke é nomeado diretor da Orquestra Gewandhaus em Leipzig, onde permanece até 1895, e professor de composição e piano no conservatório da cidade. Em 1865 o Quarteto Gewandhaus apresenta pela primeira vez o seu quinteto para piano e em 1892 seu quarteto de cordas em ré maior.
A obra mais conhecida de Reinecke é a sonata para flauta Ondina, mas ele é também lembrado como um dos mais influentes e versáteis músicos do seu tempo. Como professor, deu aulas a grandes nomes da música.
Após a sua reforma dedicou o seu tempo à composição, inclusive de diversas óperas. Carl Reinecke morreu em Leipzig, aos 85 anos.
   
 

Anna Akhmatova nasceu há 136 anos

Retrato de Anna Akhmatova, por Kuzma Petrov-Vodkin, em 1922
  
Anna Akhmatova (Odessa, 23 de junho de 1889 - Leningrado, 5 de março de 1966) é o pseudónimo de Anna Andreevna Gorenko, uma das mais importantes poetas acmeístas russas.
Começou a escrever poesia aos onze anos de idade, mas o pai, um engenheiro naval, temia que Anna viesse a desonrar o nome da família, convencido de estar a adivinhar hábitos decadentes associados à vida artística. Assim, assinou os seus primeiros trabalhos com o primeiro nome da sua bisavó, Tatar.
Apesar do seu pai ter abandonado a família, quando Anna contava apenas dezasseis anos, conseguiu prosseguir os seus estudos. Portanto, não só estudou no liceu feminino de Tsarskoe Selo e no célebre Instituto Smolnyi de São Petersburgo, como também no Liceu Fundukleevskaia de Kiev e numa Faculdade de Direito, em 1907.
A obra de Akhmatova compõem-se tanto de pequenos poemas líricos como de grandes poemas, como o Requiem, um grande poema acerca do terror estalinista. Os temas recorrentes são o passar do tempo, as recordações, o destino da mulher criadora e as dificuldades em viver e escrever na sombra do estalinismo.
Os seus pais separaram-se em 1905. Ela casou-se com o poeta Nikolaï Goumilev em 1910 e o filho deles, nascido em 1912, foi o historiador Lev Goumilev.
Akhmatova teve uma longa amizade com a poeta Marina Tsvetaeva, sua compatriota. Estas duas amigas trocaram uma correspondência poética.
Nikolaï Goumilev foi executado em 1921, por causa de atividades consideradas anti-soviéticas; Akhmatova foi forçada ao silêncio, não podendo a sua poesia ser publicada de 1925 a 1952 (excetuando-se o período de 1940 a 1946). Excluída da vida pública, vivendo de uma irrisória pensão e forçada a ir fazendo traduções de obras de escritores como Victor Hugo e Rabindranath Tagore, Akhmatova começou, após a morte de Estaline, em 1953, a ser reabilitada, tendo-lhe sido autorizada uma viagem a Itália, para receber o prémio literário Taormina, e a Oxford, para receber um título honorário, em 1965.
Na generalidade, a sua obra é caracterizada pela aparente simplicidade e naturalidade e pela precisão e clareza da sua escrita.
  
 
 


MUSA

 



Quando à noite eu espero a sua vinda,

numa balança a minha vida pende.

Que é a honra, a liberdade, a juventude?

Fumo que de um cachimbo se desprende.

 



Veio, jogando o manto para trás,

e uma atenção cordial me concedeu.

“Foste – eu lhe disse – quem ditou a Dante

as páginas do Inferno?” E ela: “Fui eu.”

 

 
 
 
Anna Akhmatova

Eduardo VIII, o rei britânico que abdicou, nasceu há 131 anos

     

Eduardo Alberto Cristiano Jorge André Patrício David, em inglês: Edward Albert Christian George Andrew Patrick David (White Lodge, 23 de junho de 1894Neuilly-sur-Seine, 28 de maio de 1972) foi Rei do Reino Unido e dos Domínios da Commonwealth e Imperador da Índia, entre 20 de janeiro e 11 de dezembro de 1936, com o título de Eduardo VIII.

Antes da sua ascensão ao trono, Eduardo foi Príncipe de Gales, Duque da Cornualha e Rothesay. Enquando jovem, serviu nas Forças Armadas do Reino Unido durante a Primeira Guerra Mundial e realizou várias viagens ao exterior em nome de seu pai, Jorge V. Esteve envolvido com várias mulheres mais velhas e casadas, mas permaneceu solteiro até depois da sua abdicação como rei.
Eduardo tornou-se Rei com a morte de seu pai, no início de 1936. Ele mostrava-se impaciente com os protocolos da corte e a sua aparente indiferença para com as convenções constitucionais estabelecidas preocupava os políticos. Com poucos meses de reinado, ele causou uma crise constitucional ao propor casamento à socialite americana Wallis Simpson, divorciada do primeiro marido e em vias de se divorciar do segundo. Os primeiros-ministros do Reino Unido e dos domínios eram contrários ao casamento, argumentando que o povo nunca aceitaria uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos como rainha. Além disso, tal casamento entraria em conflito com o status de Eduardo como Governador Supremo da Igreja de Inglaterra, que proibia o casamento de pessoas divorciadas enquanto os seus ex-cônjuges ainda estivessem vivos. Eduardo sabia que o governo liderado pelo primeiro-ministro britânico Stanley Baldwin renunciaria se os planos de casamento fossem em frente, o que poderia arrastar o Rei pera uma eleição geral e arruinar o seu status de monarca constitucional politicamente neutro. Optando por não encerrar o seu relacionamento com Wallis Simpson, Eduardo acabou por abdicar, sendo sucedido pelo seu irmão Alberto, que escolheu o nome de reinado de Jorge VI. Ocupando o trono por apenas 326 dias, Eduardo foi um dos monarcas com o reinado mais curto em toda a história britânica e da Commonwealth, não chegando a ser coroado.
Após a sua abdicação, foi concedido-lhe o título de duque de Windsor. Casou-se com Wallis Simpson na França, a 3 de junho de 1937, após a confirmação do seu segundo divórcio. Nesse mesmo ano, o casal visitou a Alemanha. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu inicialmente na missão militar britânica na França, mas, após acusações de que nutria simpatias pelos nazis, ele foi designado governador das Bahamas. Com o final da guerra, nunca mais desempenhou outra função oficial, passando o resto da sua vida retirado na França.
       
Brasão de armas de Eduardo como Duque de Windsor
    

Alfred Kinsey, o fundador da Sexologia, nasceu há cento e trinta e um anos

 

Alfred Charles Kinsey (Hoboken, 23 de junho de 1894 - Bloomington, 25 de agosto de 1956) foi um entomologista e zoólogo norte-americano. Em 1947, na Universidade de Indiana, fundou o Instituto de Pesquisa sobre Sexo, hoje chamado de Instituto Kinsey para Pesquisa sobre Sexo, Género e Reprodução. As suas pesquisas sobre a sexualidade humana influenciaram profundamente os valores sociais e culturais dos Estados Unidos, principalmente na década de 60, com o início da chamada "revolução sexual". Ainda hoje as suas obras são consideradas fundamentais para o entendimento da diversidade sexual humana. A sua história foi retratada num filme de 2004 intitulado Kinsey - Vamos falar de sexo.    

    
           

KT Tunstall celebra hoje cinquenta anos

    
Kate Tunstall, mais conhecida como KT Tunstall, nascida Kate Victoria Tunstall, (St Andrews, 23 de junho de 1975) é uma cantora, compositora e multi-instrumentista britânica, nascida na Escócia. De géneros como rock, pop-rock, folk, country, entre outros, é sempre vista por seu talento e carisma, obtendo sucessos como "Suddenly I See", "Other Side Of The World", "Black Horse and the Cherry Tree", "Hold On" e mais recentemente, "(Still a) Weirdo". Lançou o álbum de estreia Eye to the Telescope, em 2004, ocupando o #3 no Reino Unido, seguido por KT Tunstall's Acoustic Extravaganza - álbum acústico (2006), Drastic Fantastic (2007), Tiger Suit, de (2010), Invisible Empire//Crescent Moon, de (2013), KIN de (2016) e o mais recente, WAX (2018). É ainda de ascendência chinesa e irlandesa.
    
 

Jason Mraz - 48 anos


Jason Thomas Mraz (Mechanicsville, 23 de junho de 1977) é um compositor e cantor dos Estados Unidos.

   
 

A cantora Duffy faz hoje aos 41 anos

     
Aimée Ann Duffy (Bangor, 23 de junho de 1984), conhecida como Duffy, é uma cantora, compositora e, ocasionalmente, atriz galesa. O seu álbum de estreia, Rockferry, lançado em 2008, entrou na UK Albums Chart em #1. Foi o álbum mais vendido na Grã-Bretanha naquele ano, com 1,68 milhões de cópias vendidas. O álbum foi certificado diversas vezes como Disco de Platina e vendeu mais de 7 milhões de cópias em todo o mundo, estabelecendo "Mercy" e "Warwick Avenue" como hits. Com "Mercy", Duffy tornou-se a primeira mulher galesa a alcançar o número um na UK Singles Chart desde Bonnie Tyler, com "Total Eclipse of the Heart", em 1983.

Em 2009, Duffy recebeu o Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal por Rockferry, e também foi indicada para outras duas categorias. Também no mesmo ano venceu três Brit Awards: Melhor Novo Artista Britânico, Melhor Artista Feminina Solo e Melhor Álbum Britânico.

Em 2010, Duffy completou as gravações de seu segundo álbum, Endlessly, lançado em 29 de Novembro, e também estreou em sua carreira como atriz, no filme Patagonia.

Em fevereiro de 2011, Duffy anunciou que faria uma longa pausa na indústria musical antes de iniciar os trabalhos para gravar o seu terceiro álbum.

Em 2015 Duffy fez uma participação e colaborou com a banda sonora do filme Legend, interpretando a cantora Timi Yuro.

    
 

Catarina de Bragança casou com o monarca Carlos II do Reino Unido há 363 anos

   
D. Catarina Henriqueta de Bragança (Vila Viçosa, 25 de novembro de 1638 - Lisboa, 31 de dezembro de 1705) foi princesa de Portugal e rainha consorte de Inglaterra e Escócia, por seu casamento com o rei Carlos II da casa de Stuart.
Filha do Rei D. João IV de Portugal e da sua mulher a Rainha D. Luísa de Gusmão, depois da morte da irmã mais velha, a Princesa D. Joana, assumiu o título de Princesa da Beira. Os seus irmãos foram os reis D. Afonso VI e D. Pedro II de Portugal.
 
(...)
   
Dois anos depois de aclamar, D. João IV, querendo fortificar e robustecer a soberania e a independência, procurava alianças: um dos meios era casar os filhos com príncipes e princesas estrangeiros. Catarina nem tinha oito anos e já se tratava de a casar com D. João d'Áustria, bastardo de Filipe IV de Espanha; houve ideias de a casar com o duque de Beaufort, neto de Henrique IV de França por bastardia. As negociações ficaram sem resultado. Pensou-se no casamento com Luís XIV, laço habilmente preparado pelo cardeal Mazarino para conseguir, via Portugal, obrigar a Espanha a fazer a paz com a França.
Em vida de D. João IV se trataram destas negociações com atividade, chegando a vir a Lisboa o embaixador francês conde de Cominges. Mazarino, servindo-se do engodo da promessa deste casamento, trouxe Portugal iludido, abandonando-o depois, assinando a paz com a Espanha e o contrato do casamento do rei com a infanta espanhola D. Maria Teresa de Áustria. Em 1661, sendo regente a rainha D. Luísa de Gusmão na menoridade de D. Afonso VI de Portugal, tratou-se novamente do casamento da infanta D. Catarina, sendo escolhido Carlos II da Inglaterra.

O contrato foi assinado por el-rei com todas as cerimónias legais da Inglaterra a 23 de Junho de 1661, e pelo embaixador Conde da Ponte e Marquês de Sande, Francisco de Melo e Torres, que regressou a Portugal, onde foi recebido com muita satisfação pela regente, e com muito desgosto da parte do povo, pela entrega de Tânger e Bombaim.
Em 28 de Abril de 1662 recebeu-se em Lisboa a notícia da realização do contrato, e pouco depois chegou a armada inglesa, que devia conduzir a seu bordo a nova rainha. O general comandante era Eduardo de Montaigne, Conde de Sandwich, revestido com o carácter de embaixador extraordinário. Ela partiu acompanhada do Marquês de Sande, do Conde de Pontével, Nuno da Cunha, Francisco Correia da Silva, e pessoas da corte. Antes de embarcar todos se dirigiram à Sé, onde se celebrou missa solene e Te-­Deum. Houve salvas da artilharia, repiques de sinos, pomposos ornatos nas ruas por onde passava o cortejo, o som das trombetas, charamela e outros instrumentos, tudo contribuía pare abrilhantar a festa do casamento real. Finalmente, a nova rainha entrou no bergantim real, adornado com magnificência, e navegou para bordo da nau capitania Grão-Carlos. Acompanharam as damas D. Elvira de Vilhena, condessa de Pontével, e D. Maria de Portugal, condessa de Penalva.
 
(...)
  
D. Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra, por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Sem posteridade, diz-se que deixou, pelo menos, à Inglaterra, a geleia de laranja, o hábito de beber chá à tarde, além de lá ter introduzido o uso dos talheres e do tabaco.

O álbum Mamonas Assassinas foi lançado há trinta anos...

Mamonas Assassinas
 

Mamonas Assassinas é o álbum de estreia e único álbum de estúdio gravado pela banda brasileira de rock cómico Mamonas Assassinas. O álbum foi lançado em 23 de junho de 1995 e vendeu mais de 3 milhões de cópias só no Brasil, recebendo assim uma certificação de diamante triplo, segundo a ABPD. É o 3º álbum mais vendido de todos os tempos no Brasil para artistas nacionais, e o 2° álbum mais vendido da década de 90. O álbum quebrou diversos recordes até então nunca vistos antes no país, permanece sendo até os dias atuais como o álbum de estreia mais vendido da história no Brasil, igualmente como o álbum mais vendido num único dia, somando 25.000 cópias vendidas em apenas 12 horas, e um período chegou a vender 50.000 cópias por dia, 100.000 cópias a cada dois dias, que era a certificação de disco de ouro na época, somando mais de 350.000 cópias vendidas em uma semana. Em menos de 100 dias, o álbum alcançou a marca de 1 milhão de cópias, e dobrou esse numero até dezembro de 1995, somando 2 milhões de cópias vendidas em apenas seis meses, tornando-se o álbum vendido mais rapidamente em todos os tempos no Brasil. Com esse disco e o seu estilo cómico, os Mamonas invadiram as rádios brasileiras e caíram nas graças do público e da crítica, eternizando sucessos de forma avassaladora.

Em relação ao mercado externo, o disco vendeu mais do que 20.000 cópias em Portugal, rendendo a certificação de ouro do país. Foi também o segundo disco mais vendido no ano de 1996 em Portugal.  

  

 
 

Leandro, músico sertanejo, morreu há vinte e sete anos...

Leandro, à esquerda, junto com o seu irmão Leonardo

Luís José da Costa (Goianápolis, 15 de agosto de 1961 - São Paulo, 23 de junho de 1998), mais conhecido como Leandro, foi um cantor e compositor brasileiro, que formou com o seu irmão Leonardo (Emival Eterno da Costa) a dupla sertaneja Leandro & Leonardo.
  
(...)   
  
No dia 15 de junho o cantor sofre uma paragem cardiorrespiratória no seu apartamento, no Itaim Bibi (zona sudoeste de São Paulo) e é levado à pressa para a UTI do Hospital São Luiz, onde permaneceu sedado e respirando com a ajuda de aparelhos. Leandro morreu à 00.10 horas de 23 de junho de 1998, com falência múltipla dos órgãos, segundo médicos do hospital São Luiz. Nos seus últimos momentos, Leandro respirava com extrema dificuldade, apesar da ajuda dos aparelhos. A onda de comoção teve início na capital paulista. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, o corpo foi velado por uma multidão. Mais de 16.000 fãs apareceram para dar o último adeus ao cantor. Políticos, como o então senador Eduardo Suplicy e o então prefeito Celso Pitta, apresentadores de TV, como Hebe Camargo,Serginho Groisman, Angélica e Ratinho, além das duplas sertanejas Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano estiveram lá também para a despedida. Em Goiânia, onde foi sepultado, o corpo de Leandro foi levado ao Cemitério Parque Jardim das Palmeiras por um cortejo de 150.000 pessoas. Estima-se que 60.000 delas passaram em frente do caixão do cantor durante o velório em Goiânia.

 

domingo, junho 22, 2025

Hoje é dia de recordar James Horner...

Os nazis fizeram capitular a França há 85 anos...

Imagem da carruagem do armistício, utilizada para a assinatura deste armistício (e do Armistício de 11 de novembro de 1918)
   
O armistício de 22 de junho de 1940 ou Segundo Armistício de Compiègne, foi um acordo que se sucedeu ao cessar-fogo e fim de hostilidades entre as autoridades do Terceiro Reich e os representantes da República Francesa, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, que foi assinado em Rethondes nessa data, na chamada carruagem do armistício (a mesma onde se tinha assinado o armistício de 11 de novembro de 1918 que pôs fim à Primeira Guerra Mundial).
O armistício estabeleceu as condições oficiais da ocupação alemã da França, que ficou dividida em duas grandes zonas, a zona ocupada, sob controle alemão, e a chamada zona livre, sob a autoridade da França de Vichy.
Além das zonas citadas, distingue-se ainda o departamento do Norte que fica unido ao Governo Militar alemão na Bélgica, uma chamada «zona reservada» a leste (Alsácia e Lorena), a chamada «zona proibida» ao longo do litoral no Canal da Mancha e do Oceano Atlântico e uma pequena zona de ocupação italiana.
O avanço aliado depois do desembarque na Normandia permitiu desde junho de 1944 restabelecer a soberania francesa sobre o seu território nacional e pôr fim ao regime colaboracionista do marechal Philippe Pétain.
    

Mapa da França resultante das cláusulas do Armistício: a vermelho, a costa proibida sob jurisdição militar alemã; a amarelo, a zona de ocupação militar alemã; a rosa a zona sob administração do Governo Militar alemão de Bruxelas; a laranja a zona de acesso restringido no leste; a azul a  Alsácia e Lorena, incorporadas de facto a Alemanha; a verde, a zona de ocupação italiana; a branco, a chamada zona livre administrada pela França de Vichy
    

Os nazis invadiram a União Soviética há 84 anos

 



Operação Barbarossa

Data 22 de junho de 1941
Local Polónia, Bielorrússia, Ucrânia, Moldávia, Lituânia, Letónia, Estónia, Oeste da Rússia
Resultado As forças do Eixo conquistam grande parte do território soviético e causam pesadas baixas ao Exército Vermelho, mas uma campanha como a da Blitzkrieg falhou.
Combatentes
 Alemanha
 Finlândia
 Itália
 Romênia
 Hungria
Flag of Slovakia (1939–1945).svg Eslováquia
 Croácia
 União Soviética
Comandantes
Alemanha Nazista Adolf Hitler
Hermann Göring
Franz Halder
Walther von Brauchitsch
Wilhelm Ritter von Leeb
Fedor von Bock
Gerd von Rundstedt
Reino da Romênia Ion Antonescu
Finlândia Gustaf Mannerheim
Reino de Itália (1861–1946) Benito Mussolini
Reino da Hungria (1920-1946) Miklós Horthy
República Eslovaca (1939-1945) Jozef Tiso
Estado Independente da Croácia Ante Pavelić
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas Estaline
Gueorgui Júkov
Aleksandr Vasilyevskiy
Semyon Budyonny
Kliment Voroshilov
Semyon Timoshenko
Markian Popov
Fyodor Kuznetsov
Dmitry Pavlov Executado
Ivan Tyulenev
Mikhail Kirponos
Forças
~3.9 milhões (incluindo reservas)
3.600 veículos blindados
4.389 aeronaves
46.000 peças de artilharia
~3,2 milhões inicialmente (após mais de 5 milhões)
12-15.000 veículos blindados,
35-40.000 aeronaves (11.357 prontas para o combate no dia 22 de junho de 1941)
Baixas
250.000 mortos
500.000 feridos
25.000 desaparecidos 2.093 aeronaves destruídas
2.758 blindados destruídos
802.191 mortos
3.000.000 feridos
3.300.000 capturados 21.200 aeronaves destruídas
20.500 veículos blindados perdidos

 

A Operação Barbarossa (em alemão: Unternehmen Barbarossa) foi o nome de código pelo qual ficou conhecida a operação militar alemã para invadir a União Soviética, iniciada a 22 de junho de 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, rompendo assim com o Pacto Ribbentrop-Molotov (ou tratado de não-agressão) acordado entre os dois Estados cerca de dois anos antes.

Considerada a maior e mais feroz campanha militar da história em termos de mobilização de tropas e baixas sofridas, onde 4,5 milhões de soldados do Eixo invadiram a União Soviética numa frente de 2.900 km sendo também utilizados 600.000 veículos motorizados e 750.000 cavalos. Os planos para a Operação Barbarossa iniciaram no dia 18 de dezembro de 1940, sendo o seu nome devido ao monarca Frederico Barbarossa, do Sacro Império Romano-Germânico, um dos líderes da Terceira Cruzada no século XII.
O objetivo inicial da Operação Barbarossa era uma rápida tomada da parte europeia da União Soviética a oeste da linha que liga as cidades de Arkhangelsk e Astrakhan, chamada de linha A-A na Diretiva nº 21 de Adolf Hitler. Até ao final do mês de janeiro de 1942, o avanço alemão foi paralisado pelo Exército Vermelho. Embora não tenha alcançado o objetivo desejado de uma conquista total do território inimigo e a vitória sobre este, as tropas alemãs haviam conseguido tomar as mais importantes áreas económicas do território soviético, concentradas principalmente na Ucrânia. Fora estes sucessos alcançados, os alemães não conseguiram formar novamente uma força ofensiva que chegasse até Moscovo.
Com o falhar da Operação Barbarossa, ficaram complicadas as futuras operações dentro do território soviético, tendo todas estas tentativas falhado, como a continuação do Cerco de Leninegrado, Operação Nordlicht, e a Batalha de Estalinegrado, entre outras batalhas no território soviético ocupado.
Com o falhar da Operação Barbarossa, foi aberto um novo fronte na Segunda Guerra, a Frente Oriental, onde foram concentradas mais forças do que em qualquer outro teatro de guerra da história, sendo assim, ficou inevitável que neste fronte ocorressem algumas das maiores batalhas, baixas e atrocidades, trazendo o horror para as forças alemães e soviéticas que ali se enfrentavam, influenciando decisivamente no curso da guerra e da história do século XX.
   

Kris Kristofferson, um brilhante músico e ator, fazia hoje 89 anos...

    
Kris Kristofferson (Brownsville, 22 de junho de 1936Maui, 28 de setembro de 2024) foi um cantor, compositor e ator  dos Estados Unidos da América. Teve como parceiros musicais vários artistas country famosos na capital norte-americana desse género musical: Johnny Cash, Shel Silverstein e Fred Foster, dentre outros.
  
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Carreira musical
Profissionalizando-se como compositor, mudou para Nahsville, onde enfrentou dificuldades financeiras em função do problema de saúde do seu filho e acabou por se divorciar da sua esposa. Na Columbia Studios encontrou Johnny Cash, que não quis gravar as suas canções. Também trabalhava nessa época na gravadora Bob Dylan, mas os dois não se encontraram. Para ganhar um dinheiro extra, fez um comercial no qual pilotava um helicóptero. Em 1966, Kristofferson obteve sucesso com a canção "Viet Nam Blues". Assinou com a Epic Records e gravou a canção "Golden Idol"/"Killing Time", que não teve êxito. Depois de compor várias canções, ele obteve sucesso como cantor realizando um dueto com Johnny Cash no Newport Folk Festival.
Depois de mudar para a Monument Records, Kris ganhou o prémio de canção do ano de 1970 da Academy of Country Music por "For the Good Times" (Ray Price) e o prémio da Country Music Association com "Sunday Morning Coming Down" (Johnny Cash). Foi a única vez que um artista ganhou os dois prémios no mesmo ano, com canções diferentes.
Em 1970, Kris namorou com Janis Joplin, que gravou o hit "Me and Bobby McGee", composta por Kristofferson e Foster. Ainda neste ano Kris gravou o álbum The Silver Tongued Devil and I, que foi um sucesso e estabilizou a sua carreira musical. Em 1972, Kris estreou-se no cinema no filme The Last Movie (dirigido por Dennis Hopper). Kris continuou ganhando prémios como diversos Grammies e obteria sucesso com a canção "Why Me", de seu terceiro álbum Jesus Was a Capricorn. Casou com Rita Coolidge em 1973 e com ela gravou Full Moon, outro sucesso. Os dois divorciariam-se em 1980. Depois ele se casaria com Lisa Meyers. Na década de 1980, ele formaria um grupo com os astros musicais Willie Nelson, Waylon Jennings e Johnny Cash, chamado The Highwaymen. Kris entrou para o Hall of Fame dos compositores musicais, em 1985, e no Nashville Songwriters Hall of Fame, em 1977.
   
Carreira como ator
Depois de 1972, Kris se dedicou mais à sua carreira de ator. Apareceu em Blume in Love (dirigido por Paul Mazursky) e estrelou Pat Garrett and Billy the Kid (de Sam Peckinpah). Ficando amigo de Peckinpah, que passava por dificuldades, ele aceitou aparecer em seus filme Bring Me the Head of Alfredo Garcia, e estrelar Convoy. Também teve destaque no filme de Scorsese, Alice Doesn't Live Here Anymore. Outros filmes foram Vigilante Force, The Sailor Who Fell from Grace (baseado em obra de Yukio Mishima) e uma nova versão de A Star Is Born (com Barbra Streisand). Na década de 1980 atuou na série Amerika. Depois de um intervalo na carreira após o fracasso de Heaven's Gate, voltou a chamar a atenção com Lone Star (1996). Kris participou em três filmes de vampiros da série Blade e também no remake de Planet of the Apes, entre outros.
    
Morte
Kristofferson morreu a 28 de setembro de 2024, aos 88 anos, em Maui.