sexta-feira, agosto 05, 2022
Carmen Miranda morreu há 67 anos...
Postado por Fernando Martins às 06:07 0 comentários
Marcadores: actriz, Brasil, Carmen Miranda, cinema, MPB, música, O Que É Que A Baiana Tem, samba
João Barone, baterista d'Os Paralamas do Sucesso, faz hoje sessenta anos

Postado por Fernando Martins às 06:00 0 comentários
Marcadores: bateria, João Barone, Meu erro, Os Paralamas do Sucesso, pop, Rock
O cientista brasileiro Osvaldo Cruz nasceu há cento e cinquenta anos

Postado por Fernando Martins às 01:50 0 comentários
Marcadores: Brasil, Medicina, Osvaldo Cruz
Nova erupção na Islândia...
Fagradalsfjall, o vulcão que não se cansa de surpreender a Islândia
A erupção do vulcão do monte Fagradalsfjall, que dura há mais de duas semanas na Islândia, a cerca de 40 quilómetros de Reiquiavique, intensificou-se com a abertura de uma nova fissura, que expeliu lava a várias centenas de metros de distância.
A nova fissura, com cerca de 100 a 200 metros de comprimento, está localizada a pouco menos de um quilómetro a nordeste do primeiro foco da erupção localizado no vale de Geldingadalir, nos arredores de Fagradalsfjall, de acordo com os serviços meteorológicos islandeses (IMO).
A corrente de lava dirigiu-se para um pequeno vale localizado nas imediações chamado Merardalir, precisou o IMO.

O acesso ao local, onde muitas pessoas se têm aglomerado desde o início da erupção, no passado dia 19 de março, foi encerrado e vedado.
Os vulcanologistas islandeses, que inicialmente anteviram uma erupção de curta duração, admitem que o fenómeno pode durar várias semanas ou mesmo até mais.
A última erupção na Península de Reykjanes (localizada a sudoeste da capital do país, Reiquiavique), região onde a atual erupção está a ocorrer, aconteceu há 800 anos e durou três décadas com vários episódios eruptivos de 1210 a 1240.
Trata-se de uma zona de atividade sísmica intensa que registou pelo menos 40 mil pequenos terramotos nas semanas que antecederam o início da erupção em 19 de março.
A zona tornou-se nas últimas duas semanas um ponto de atração para milhares de curiosos.
Dados das autoridades do turismo da Islândia indicaram que pelo menos 36.293 pessoas já visitaram a área.
Postado por Fernando Martins às 01:40 0 comentários
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O Abbé Pierre nasceu há cento e dez anos
Postado por Fernando Martins às 01:10 0 comentários
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Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 01:00 0 comentários
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Richard Burton morreu há 38 anos
Postado por Fernando Martins às 00:38 0 comentários
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Chavela Vargas morreu há dez anos...
Postado por Fernando Martins às 00:10 0 comentários
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quinta-feira, agosto 04, 2022
P. B. Shelley nasceu há 230 anos
Percy Bysshe Shelley (Field Place, Horsham, 4 de agosto de 1792 - Mar Lígure, Golfo de Spezia, 8 de julho de 1822) foi um dos mais importantes poetas românticos ingleses.
Shelley é famoso por obras tais como Ozymandias, Ode to the West Wind, To a Skylark, e The Masque of Anarchy, que estão entre os poemas ingleses mais populares e aclamados pela crítica. Seu maior trabalho, no entanto, foram os longos poemas, entre eles Prometheus Unbound, Alastor, or The Spirit of Solitude, Adonaïs, The Revolt of Islam, e o inacabado The Triumph of Life. The Cenci (1819) e Prometheus Unbound (1820) são peças dramáticas em 5 e 4 atos respetivamente. Ele também escreveu os romances góticos Zastrozzi (1810) e St. Irvyne (1811) e os contos The Assassins (1814) e The Coliseum (1817).
Shelley ficou famoso pela sua associação com John Keats e Lord Byron. A romancista Mary Shelley foi a sua segunda esposa. É um dos mais significativos poetas românticos da Inglaterra.
in Wikipédia
Ozymandias
I met a traveller from an antique land
Who said:—Two vast and trunkless legs of stone
Stand in the desert. Near them on the sand,
Half sunk, a shatter'd visage lies, whose frown
And wrinkled lip and sneer of cold command
Tell that its sculptor well those passions read
Which yet survive, stamp'd on these lifeless things,
The hand that mock'd them and the heart that fed.
And on the pedestal these words appear:
"My name is Ozymandias, king of kings:
Look on my works, ye mighty, and despair!"
Nothing beside remains: round the decay
Of that colossal wreck, boundless and bare,
The lone and level sands stretch far away.
Postado por Fernando Martins às 23:00 0 comentários
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Vigília em Louvor do Desejado...
Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto - Anunciação
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o Sol quarando nossas roupas no varal
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Eu não duvido já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Eu não duvido já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Postado por Fernando Martins às 22:22 0 comentários
Marcadores: D. Sebastião, sebastianismo
Poema para recordar uma data triste...
(imagem daqui)
NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a hora!
Valete, Fratres.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
Postado por Pedro Luna às 22:22 0 comentários
Marcadores: D. Sebastião, Fernando Pessoa, poesia, sebastianismo
O cantor Lee Hazlewood morreu há quinze anos...
Lee Hazlewood e Nancy Sinatra em The Hollywood Palace, 1968
Barton Lee Hazlewood, mais conhecido como Lee Hazlewood (Oklahoma, 9 de julho de 1929 – Henderson, 4 de agosto de 2007) foi um cantor, compositor e produtor musical norte-americano, mais conhecido por seu trabalho com o guitarrista Duane Eddy no final dos anos 50 e a cantora Nancy Sinatra nos anos 60 e 70.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 15:00 0 comentários
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A sonda Phoenix partiu rumo a Marte há quinze anos
Postado por Fernando Martins às 15:00 0 comentários
Marcadores: astronomia, Marte, NASA, Phoenix, sonda espacial
Hoje é dia de recordar Louis Armstrong...
Postado por Pedro Luna às 12:10 0 comentários
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O paisagista Roberto Burle Marx nasceu há 113 anos
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 11:30 0 comentários
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Oração pela mais bela loira de sempre...
ORACIÓN POR MARILYN MONROE
Señor
recibe a esta muchacha conocida en toda la Tierra con el nombre de Marilyn Monroe,
aunque ése no era su verdadero nombre
(pero Tú conoces su verdadero nombre, el de la huerfanita violada a los 9 años
y la empleadita de tienda que a los 16 se había querido matar)
y que ahora se presenta ante Ti sin ningún maquillaje
sin su Agente de Prensa
sin fotógrafos y sin firmar autógrafos
sola como un astronauta frente a la noche espacial.
Ella soñó cuando niña que estaba desnuda en una iglesia (según cuenta el Times)
ante una multitud postrada, con las cabezas en el suelo
y tenía que caminar en puntillas para no pisar las cabezas.
Tú conoces nuestros sueños mejor que los psiquiatras.
Iglesia, casa, cueva, son la seguridad del seno materno
pero también algo más que eso...
Las cabezas son los admiradores, es claro
(la masa de cabezas en la oscuridad bajo el chorro de luz).
Pero el templo no son los estudios de la 20th Century-Fox.
El templo —de mármol y oro— es el templo de su cuerpo
en el que está el hijo de Hombre con un látigo en la mano
expulsando a los mercaderes de la 20th Century-Fox
que hicieron de Tu casa de oración una cueva de ladrones.
Señor
en este mundo contaminado de pecados y de radiactividad,
Tú no culparás tan sólo a una empleadita de tienda
que como toda empleadita de tienda soñó con ser estrella de cine.
Y su sueño fue realidad (pero como la realidad del tecnicolor).
Ella no hizo sino actuar según el script que le dimos,
el de nuestras propias vidas, y era un script absurdo.
Perdónala, Señor, y perdónanos a nosotros
por nuestra 20th Century
por esa Colosal Super-Producción en la que todos hemos trabajado.
Ella tenía hambre de amor y le ofrecimos tranquilizantes.
Para la tristeza de no ser santos
se le recomendó el Psicoanálisis.
Recuerda Señor su creciente pavor a la cámara
y el odio al maquillaje insistiendo en maquillarse en cada escena
y cómo se fue haciendo mayor el horror
y mayor la impuntualidad a los estudios.
Como toda empleadita de tienda
soñó ser estrella de cine.
Y su vida fue irreal como un sueño que un psiquiatra interpreta y archiva.
Sus romances fueron un beso con los ojos cerrados
que cuando se abren los ojos
se descubre que fue bajo reflectores
¡y se apagan los reflectores!
Y desmontan las dos paredes del aposento (era un set cinematográfico)
mientras el Director se aleja con su libreta
porque la escena ya fue tomada.
O como un viaje en yate, un beso en Singapur, un baile en Río
la recepción en la mansión del Duque y la Duquesa de Windsor
vistos en la salita del apartamento miserable.
La película terminó sin el beso final.
La hallaron muerta en su cama con la mano en el teléfono.
Y los detectives no supieron a quién iba a llamar.
Fue
como alguien que ha marcado el número de la única voz amiga
y oye tan solo la voz de un disco que le dice: WRONG NUMBER
O como alguien que herido por los gangsters
alarga la mano a un teléfono desconectado.
Señor:
quienquiera que haya sido el que ella iba a llamar
y no llamó (y tal vez no era nadie
o era Alguien cuyo número no está en el Directorio de los Ángeles)
¡contesta Tú al teléfono!
Ernesto Cardenal
NOTA: para os que não falam castelhano, uma versão (minha) em português, do poema:
Oração por Marilyn Monroe
Senhor
recebe esta menina conhecida em todo o Mundo como Marilyn Monroe
mesmo que esse não fosse o seu verdadeiro nome
(mas Tu conheces seu verdadeiro nome, o da pequena órfã violada aos 9 anos
e da empregadinha de loja que, aos 16 anos, já queria se matar)
e que agora se apresenta diante de Ti sem maquilhagem
sem um Agente de Imprensa
sem fotógrafos e sem dar autógrafos
só, como um astronauta diante da noite espacial.
Ela que sonhou, quando menina, que estava nua numa Igreja (segundo a revista Time)
ante uma multidão prostrada, com as cabeças no chão
e tinha de caminhar, pé ante pé, para não pisar as cabeças.
Tu que conheces os nossos sonhos melhor que os psiquiatras
Igreja, casa, cova são a segurança do seio materno
mas também algo mais que isso...
As cabeças são os admiradores, é claro
(a massa de cabeças na escuridão debaixo do foco de luz).
Mas o templo não são os estúdios da 20th Century Fox.
O templo – de mármore e ouro – é o templo de seu corpo
em que está o Filho do Homem com um chicote na mão
expulsando os mercadores da 20th Century Fox
que fizeram de Tua casa de oração um covil de ladrões.
Senhor
neste mundo contaminado de pecados e de radioatividade
Tu não culparás apenas a empregadinha da loja.
Que, como toda empregada de loja, sonhou tornar-se estrela de cinema.
E o seu sonho tornou-se realidade (mas com a realidade do Technicolor).
Ela que não fez mais do que atuar de acordo com o texto do argumento que lhe demos
o de nossas próprias vidas, que era um argumento absurdo.
Perdoa-lhe, Senhor, e perdoa-nos a nós, pela nossa 20th Century Fox
por esta Colossal Superprodução em que todos nós temos trabalhado.
Ela tinha fome de amor e nós demos-lhe tranquilizantes,
para a tristeza de não ser santos
recomendámos-lhe a Psicanálise.
Lembra-te, Senhor, de seu crescente pavor às câmaras
e o ódio à maquilhagem, insistindo em maquilhar-se em cada cena
e como foi se tornando maior o horror
e maior a falta de pontualidade nos estúdios.
Como toda a empregada de loja
sonhou tornar-se estrela de cinema.
E sua vida foi irreal, como um sonho que um psiquiatra interpreta e arquiva.
Os seus romances foram um beijo de olhos bem fechados
que, quando se abrem
se descobre que foi sob os focos de iluminação
e apagam-se as luzes!
e desmontam as paredes do aposento (era um set cinematográfico)
enquanto o Diretor se afasta com o seu argumento, porque a cena já foi filmada.
Ou uma viagem de iate, um beijo em Singapura, um baile no Rio
uma recepção na mansão do Duque e da Duquesa de Windsor
vistos na TV de um apartamento miserável.
O filme terminou sem o beijo final.
Foi achada morta na sua cama com a mão no telefone.
E os detetives não souberam a quem ela ia ligar.
Foi
como alguém que marcou o número da única voz amiga
e ouviu apenas a voz de uma gravação que diz: WRONG NUMBER.
Ou como alguém que, ferida pelos bandidos
estende a mão a um telefone desligado.
Senhor
a quem quer que tenha sido que ela queria falar
e não chamou (e talvez fosse ninguém
ou era Alguém cujo número não está na Páginas Amarelas de Los Angeles)
atende Tu o telefone!
Ernesto Cardenal
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Marcadores: cinema, Ernesto Cardenal, Marilyn Monroe, oração, poesia
Música adequada à data...
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: A Lenda de El-Rei D. Sebastião, Batalha de Alcácer-Quibir, D. Sebastião, dinastia de Avis, José Cid, Marrocos, Quarteto 1111, sebastianismo
É preciso recordar que Anne Frank foi denunciada e presa há 78 anos...
Postado por Fernando Martins às 07:08 0 comentários
Marcadores: Anne Frank, Holocausto, judeus, nazis, solução final
William Robert Thornton nasceu há 67 anos
William Robert Thornton (Hot Springs, 4 de agosto de 1955) é um ator, músico, roteirista e cineasta norte-americano.
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 06:07 0 comentários
Marcadores: actor, Billy Bob Thornton, música
Na morte de Marilyn...
Morreu a mais bela mulher do mundo
tão bela que não só era assim bela
como mais que chamar-lhe marilyn
devíamos mas era reservar apenas para ela
o seco sóbrio simples nome de mulher
em vez de marilyn dizer mulher
Não havia no fundo em todo o mundo outra mulher
mas ingeriu demasiados barbitúricos
uma noite ao deitar-se quando se sentiu sozinha
ou suspeitou que tinha errado a vida
ela de quem a vida a bem dizer não era digna
e que exibia vida mesmo quando a suprimia
Não havia no mundo uma mulher mais bela mas
essa mulher um dia dispôs do direito
ao uso e ao abuso de ser bela
e decidiu de vez não mais o ser
nem doravante ser sequer mulher
O último dos rostos que mostrou era um rosto de dor
um rosto sem regresso mais que rosto mar
e toda a confusão e convulsão que nele possa caber
e toda a violência e voz que num restrito rosto
possa o máximo mar intensamente condensar
Tomou todos os tubos que tinha e não tinha
e disse à governanta não me acorde amanhã
estou cansada e necessito de dormir
estou cansada e é preciso eu descansar
Nunca ninguém foi tão amado como ela
nunca ninguém se viu envolto em semelhante escuridão
Era mulher era a mulher mais bela
mas não há coisa alguma que fazer se certo dia
a mão da solidão é pedra em nosso peito
Perto de marilyn havia aqueles comprimidos
seriam solução sentiu na mão a mãe
estava tão sozinha que pensou que a não amavam
que todos afinal a utilizavam
que viam por trás dela a mais comum imagem dela
a cara o corpo de mulher que urge adjectivar
mesmo que seja bela o adjectivo a empregar
que em vez de ver um todo se decida dissecar
analisar partir multiplicar em partes
Toda a mulher que era se sentiu toda sozinha
julgou que a não amavam todo o tempo como que parou
quis ser até ao fim coisa que mexe coisa viva
um segundo bastou foi só estender a mão
e então o tempo sim foi coisa que passou.
in Transporte No Tempo (1973) - Ruy Belo
Postado por Pedro Luna às 06:00 0 comentários
Marcadores: beleza, cinema, Marilyn Monroe, poesia, Ruy Belo





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