O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Ó Tirana saudade Ó Tirana saudade Ó Tirana saudade Saudade, ó minha saudadinha Foste nada no Faial Foste nada no Faial Foste nada no Faial No Faial baptizada na Achadinha
Saudade onde tu fores Saudade onde tu fores Saudade onde tu fores Saudade leva-me podendo ser Que eu quero ir acabar Que eu quero ir acabar Que eu quero ir acabar Saudade onde tu foras morrer
A saudade é um luto A saudade é um luto A saudade é um luto Um amor, um amor, uma paixão É um cortinado roxo É um cortinado roxo É um cortinado roxo Que me morde, que me morde o coração
Edmundo Alberto Bettencourt (Funchal, 7 de agosto de 1899 - Lisboa, 1 de fevereiro de 1973)
foi um cantor e poeta português notavelmente conhecido por interpretar o Fado e a
Canção de Coimbra e pelo seu papel determinante na introdução de temas
populares neste género musical. Notabilizou-se pela composição musical
"Saudades de Coimbra" a qual é ainda hoje uma referência da música
portuguesa universitária.
Edmundo era neto de Júlio César de Bettencourt, Morgado da Calheta. Caso o morgadio não tivesse sido extinto, Edmundo teria sido o Morgado.
Frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra, foi funcionário público, até ser despedido, por o seu nome figurar entre os milhares de signatários das listas do MUD,
desenvolvendo, então, a atividade de delegado de propaganda médica.
Integrou o grupo fundador de Presença, cujo título sugerira, e em cujas
edições publica O Momento e a Legenda. Dissocia-se do grupo presencista em 1930, subscrevendo com Miguel Torga e Branquinho da Fonseca
uma carta de dissensão, onde é acusado o risco em que a revista
incorria de enquadrar o "artista em fórmulas rígidas", esquecendo o
princípio de "ampla liberdade de criação" defendido nos primeiros
tempos" (cf. "O Modernismo em Portugal", entrevista de João de Brito
Câmara a Edmundo de Bettencourt, reproduzida in A Phala, n.° 70, maio de 1999, p. 114). A redação de Poemas Surdos, entre 1934 e 40, alguns dos quais publicados na revista lisboeta Momento, permite antedatar o surto do surrealismo
em Portugal, enquanto adesão a um "sistema de pensamento, no que ele
tem de fuga à chamada realidade, repúdio dos valores duma civilização e
esperança de ação num domínio onde por tradição ela é quase sempre
negada", embora não seja possível esclarecer com
especificidade qual foi o conhecimento que Bettencourt teve da lição
surrealista francesa.
Frequentou os cafés Royal e Gelo, onde se reuniu a segunda geração surrealista, vindo a publicar seis inéditos no n.° 3 da revista Pirâmide
(1959-1960), em cujas páginas, entre 59 e 60, foram dadas à luz
algumas das produções do grupo do Gelo. Publicou ainda esparsamente
outros poemas em Momento, Vértice, Búzio. Depois de um silêncio, que
deve ser compreendido não como desistência "mas sim [como] uma peculiar
forma de revolta que o poeta defende carinhosamente", colige toda a sua
produção, permitindo a edição, em 1963, dos Poemas de Edmundo de
Bettencourt, prefaciados por Herberto Helder, poeta que, pela primeira
vez, faz justiça à originalidade do autor de Poemas Surdos,
considerando-o "uma das pouquíssimas vozes modernas entre o milagre do
Orpheu e o breve momento surrealista português" (HELDER, Herberto -
"Relance sobre a Poesia de Edmundo de Bettencourt", prefácio a Poemas de
Edmundo de Bettencourt, Lisboa, Portugália, 1963, p. XXXII). Com
efeito, o versilibrismo, o imagismo e certa atmosfera onírica e irreal
conferem à sua poesia um lugar de destaque no segundo modernismo,
estabelecendo, simultaneamente, a ponte com o vanguardismo de Orpheu e
com tendências surrealistas e imagistas verificadas em gerações
posteriores à Presença.
Edmundo Alberto Bettencourt (Funchal, 7 de agosto de 1899 - Lisboa, 1 de fevereiro de 1973)
foi um cantor e poeta português notavelmente conhecido por interpretar o Fado e a
Canção de Coimbra e pelo seu papel determinante na introdução de temas
populares neste género musical. Notabilizou-se pela composição musical
"Saudades de Coimbra" a qual é ainda hoje uma referência da música
portuguesa universitária.
Edmundo era neto de Júlio César de Bettencourt, Morgado da Calheta. Caso o morgadio não tivesse sido extinto, Edmundo teria sido o Morgado.
Frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra, foi funcionário público, até ser despedido, por o seu nome figurar entre os milhares de signatários das listas do MUD,
desenvolvendo, então, a atividade de delegado de propaganda médica.
Integrou o grupo fundador de Presença, cujo título sugerira, e em cujas
edições publica O Momento e a Legenda. Dissocia-se do grupo presencista em 1930, subscrevendo com Miguel Torga e Branquinho da Fonseca
uma carta de dissensão, onde é acusado o risco em que a revista
incorria de enquadrar o "artista em fórmulas rígidas", esquecendo o
princípio de "ampla liberdade de criação" defendido nos primeiros
tempos" (cf. "O Modernismo em Portugal", entrevista de João de Brito
Câmara a Edmundo de Bettencourt, reproduzida in A Phala, n.° 70, maio de 1999, p. 114). A redação de Poemas Surdos, entre 1934 e 40, alguns dos quais publicados na revista lisboeta Momento, permite antedatar o surto do surrealismo
em Portugal, enquanto adesão a um "sistema de pensamento, no que ele
tem de fuga à chamada realidade, repúdio dos valores duma civilização e
esperança de ação num domínio onde por tradição ela é quase sempre
negada", embora não seja possível esclarecer com
especificidade qual foi o conhecimento que Bettencourt teve da lição
surrealista francesa.
Frequentou os cafés Royal e Gelo, onde se reuniu a segunda geração surrealista, vindo a publicar seis inéditos no n.° 3 da revista Pirâmide
(1959-1960), em cujas páginas, entre 59 e 60, foram dadas à luz
algumas das produções do grupo do Gelo. Publicou ainda esparsamente
outros poemas em Momento, Vértice, Búzio. Depois de um silêncio, que
deve ser compreendido não como desistência "mas sim [como] uma peculiar
forma de revolta que o poeta defende carinhosamente", colige toda a sua
produção, permitindo a edição, em 1963, dos Poemas de Edmundo de
Bettencourt, prefaciados por Herberto Helder, poeta que, pela primeira
vez, faz justiça à originalidade do autor de Poemas Surdos,
considerando-o "uma das pouquíssimas vozes modernas entre o milagre do
Orpheu e o breve momento surrealista português" (HELDER, Herberto -
"Relance sobre a Poesia de Edmundo de Bettencourt", prefácio a Poemas de
Edmundo de Bettencourt, Lisboa, Portugália, 1963, p. XXXII). Com
efeito, o versilibrismo, o imagismo e certa atmosfera onírica e irreal
conferem à sua poesia um lugar de destaque no segundo modernismo,
estabelecendo, simultaneamente, a ponte com o vanguardismo de Orpheu e
com tendências surrealistas e imagistas verificadas em gerações
posteriores à Presença.