sexta-feira, agosto 14, 2026

Bertolt Brecht morreu há setenta anos...

  
Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburgo, 10 de fevereiro de 1898 - Berlim Leste, 14 de agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Os seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia, o Berliner Ensemble, realizadas em Paris durante os anos de 1954 e 1955.
No final dos anos 20 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. A sua praxis é uma síntese das experiências teatrais, de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do formalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos de 1917 a 1926. O seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista.
   

 

O Vosso tanque General, é um carro forte

Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista

O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.

O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
 
 
Bertolt Brecht

A Batalha de Aljubarrota foi há 641 anos

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b3/Batalha_de_Aljubarrota_02.jpg/960px-Batalha_de_Aljubarrota_02.jpg
 
A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de agosto de 1385 entre tropas portuguesas, com aliados ingleses, comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável, D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano e seus aliados, liderados por D. João I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre os concelhos de Porto de Mós e Alcobaça, no centro de Portugal.
O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos, o fim da crise de 1383-1385 e a consolidação de D. João I, Mestre de Avis, como rei de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis. A aliança Luso-Britânica saiu reforçada desta batalha e seria selada um ano depois, com a assinatura do Tratado de Windsor e o casamento do rei D. João I com D. Filipa de Lencastre. Como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, D. João I mandou edificar o Mosteiro da Batalha. A paz com Castela só viria a estabelecer-se em 1411 com o Tratado de Ayllón, ratificado em 1423.
A Batalha de Aljubarrota foi uma das raras grandes batalhas campais da Idade Média entre dois exércitos régios e um dos acontecimentos mais decisivos da história de Portugal. Inovou a tática militar, permitindo que homens de armas apeados fossem capazes de vencer uma poderosa cavalaria. No campo diplomático, permitiu a aliança entre Portugal e a Inglaterra, que perdura até hoje. No aspeto político, resolveu a disputa que dividia o Reino de Portugal do Reino de Castela e Leão, permitindo a afirmação de Portugal como Reino Independente, abrindo caminho sob a Dinastia de Avis para uma das épocas mais marcantes da história de Portugal, a época dos Descobrimentos.

(...)

Na manhã de 15 de agosto, a catástrofe sofrida pelos castelhanos ficou bem à vista: os cadáveres eram tantos que chegaram para barrar o curso dos ribeiros que flanqueavam a colina. Para além de soldados de infantaria, morreram também muitos nobres fidalgos castelhanos, o que causou luto em Castela até 1387. A cavalaria francesa sofreu em Aljubarrota outra pesada derrota, contra as táticas de infantaria, depois de Crécy e Poitiers. A batalha de Azincourt, já no século XV, mostra que Aljubarrota não foi a última vez em que isso aconteceu.
Com esta vitória, D. João I tornou-se no rei incontestado de Portugal, o primeiro da Dinastia de Avis.
Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha. Assim como, passados sete anos da batalha, o nosso condestável D. Nuno Álvares Pereira mandou construir a Ermida de São Jorge, em Calvaria de Cima, onde precisamente está o campo de militar de São Jorge e ele havia depositado o seu estandarte nesse dia. Hoje nesse mesmo último local, há também um moderno centro de interpretação que explica o desenrolar dos acontecimentos, seus antecedentes e suas consequências.
   
  


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D. João I de Portugal (Lisboa, 11 de abril de 1357 – Lisboa, 14 de agosto de 1433), foi o décimo Rei de Portugal e o primeiro da Dinastia de Avis, cognominado O de Boa Memória pelo legado que deixou.
Filho ilegítimo (bastardo) do rei D. Pedro I e 3.º Mestre da Ordem de Avis (com sede em Avis), foi aclamado rei na sequência da Crise de 1383-1385 que ameaçava a independência de Portugal.
Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e aliados ingleses travou a batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como rei.
Para selar a aliança Luso-Britânica casou com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt, dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.
Em 1415 conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e o Infante D. Henrique, irmãos da chamada ínclita geração.

Bandeira pessoal de D. João I com a sua divisa: «Pour bien»

O João Cabeleira dos Xutos celebra hoje sessenta e quatro anos

    
João Manuel Pereira Figueiredo Cabeleira conhecido como João Cabeleira, nascido a 14 de agosto de 1962, é um guitarrista português, membro da banda Xutos & Pontapés desde 1983, quando veio substituir Francis (até então, guitarrista de solo da banda).

Carreira
Antes de ser guitarrista dos Xutos, era guitarrista dos Vodka Laranja, banda da qual foi fundador em 1979.
É considerado dos melhores guitarristas portugueses. Pode ser interpretado por muitos como sendo mal-humorado ou pouco sociável, mas na verdade a sua alegria e boa disposição estão sempre presentes, apesar de em palco isso não ser notório, pois prefere dedicar mais da sua atenção à música em si, do que à atuação, sendo uma presença essencial no som dos Xutos & Pontapés.
Existem filmagens de concertos no famoso clube Rock Rendez-Vous, recentemente editadas em DVD, em que assistia a um concerto da sua futura banda (Xutos) ainda antes de surgir a oportunidade de tocar com eles.
É o único elemento da banda que não participa vocalmente nos espetáculos (nem mesmo em segundas vozes), e apenas por uma vez ocupou o lugar central do palco para interpretar a música "Dantes", no concerto dos quinze anos dos Xutos no Coliseu de Lisboa, ao lado de 2 músicos que na altura faziam parte do line-up dos Delfins (Rui Fadigas, no baixo, e Jorge Quadros, na bateria, fazendo um excecional uso de pedal duplo, que não existia nem nos Delfins, nem nos Xutos; Rui Fadigas também se rendeu a um baixo mais técnico e sentido do que aquele que nos habituámos a ouvir em ambas as bandas). Esta foi uma das atuações mais memoráveis dos Xutos & Pontapés (mesmo que não estivessem presentes na íntegra).
Em 2004, foi agraciado, juntamente com os restantes membros dos Xutos & Pontapés, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, com a Ordem do Mérito.
Utiliza uma técnica solista bastante singular em que os seus fraseamentos e acordes são bastante diferentes daquilo a que nos habituámos a ouvir na guitarra solista de rock, ou de outro estilo qualquer.
Algumas das suas influências que se manifestam na sua técnica exímia de tocar guitarra são David Gilmour dos Pink Floyd e Jimi Hendrix.
Em 2019, contribuiu para a canção "Rapazes da Praia", hino do centenário do Clube de Futebol "Os Belenenses", clube do qual é adepto, onde mais uma vez ficaram patentes as suas qualidades na guitarra. 
No livro «Aqui Xutos & Pontapés», Rolando Rebelo revela que a primeira guitarra elétrica de João Cabeleira foi uma Hondo adquirida em 1979 por 4.500$00, como resultado das poupanças feitas pelo músico, sobretudo provenientes de lembranças de aniversário e de Natal. Posteriormente, o músico viria a comprar, por 8 contos, uma Stagg 'Les Paul' ao baterista de uma banda com quem tocou antes de ingressar nos Xutos. A história dessa guitarra foi contada pelo músico durante a sua participação na iniciativa «Vamos Falar de Blues», promovida por Budda Guedes, em setembro de 2019, em Braga.
Na foto de capa do disco «Circo de Feras» - datado de 1987 -, o guitarrista enverga já uma Fender Stratocaster de cor preta, pickguard branca e braço em maple. É com este instrumento que faz pelo menos alguns dos concertos da tourné de promoção do álbum.
Por altura do lançamento do trabalho de seguinte, o álbum «88», João Cabeleira passou a usar como instrumento principal uma guitarra Fender, modelo Contemporary Stratocaster, de fabrico japonês, equipada com 1 humbucker, 2 pickups single coil e um sistema de tremolo Fender Schaller. O corpo dessa icónica guitarra é pintado a cinzento escuro metalizado, sendo a pickguard e a headstock pretas, enquanto a escala é em pau rosa. Este instrumento ainda hoje pode ser pontualmente visto em registos ao vivo dos Xutos & Pontapés, nalguns dos temas tocados em modo ‘acústico’.
Porém, a partir do álbum seguinte - «Gritos Mudos» -, a principal guitarra do João passou a ser uma George Washburn EC-29 Spitfire de cor vermelha, com pintura emulando fissuras [crackle finish]. Tratava-se de um instrumento equipado com 2 pickups ativos – um single coil, um humbucker e um tremolo Floyd Rose. Como backup, João Cabeleira possuía ainda duas outras Washburns similares, nas cores preta e azul [embora não fizesse muito uso desta última por não estar equipada com os pickups originais].
Para lá das referidas Fender Contemporary Stratocaster e Washburn EC-29, João Cabeleira costuma tocar em concertos ‘acústicos’ com uma guitarra semi-acústica Gretsch G6122 cor de laranja. No primeiro registo que os Xutos fizeram dentro deste género, editado em 1995 com o nome «Ao Vivo na Antena 3», é visível a parte de trás deste instrumento na fotografia que ilustra o álbum.
Curiosamente, no espetáculo «Febre de Sábado à Noite», apresentado por Júlio Isidro em Matosinhos, em 2006, o guitarrista fez-se acompanhar de uma guitarra Gibson SG Sunburst.
Mais tarde, em 2010, foi roubada uma carrinha dos Xutos & Pontapés contendo material de back line da banda no seu interior, nomeadamente, guitarras, baterias e amplificadores. Entre os instrumentos furtados encontravam-se guitarras do João Cabeleira. De acordo com uma notícia então publicada pelo Blitz, a então mulher do músico, Ana Figueiredo [Bastet], dispôs-se a dar uma recompensa monetária a quem devolvesse o material dos Xutos & Pontapés. Porém, esse material nunca viria a ser recuperado. Afortunadamente, o João conseguiu adquirir uma outra Washburn EC-29 vermelha, em tudo igual à que lhe fora roubada, sendo este, atualmente, o seu instrumento de referência.
No teledisco do tema «Tu Também (Há 10.000 Anos Atrás)», apresentado no final de 2013 para promoção do disco «Puro» - que sairia no dia do 35º aniversário da banda, a 13 de janeiro de 2014, João Cabeleira aparece a tocar com uma guitarra Ibanez RG550XH, instrumento com 36 trastos.
   
Vida Pessoal 
Em 1993, João Cabeleira vivia com Iolanda Batista e nesse mesmo ano teve a sua primeira filha. Posteriormente, de um relacionamento com Sandrine de Matos, teve um segundo filho. Mais recentemente, foi casado com Ana Figueiredo (Bastet), com quem teve uma filha, em 2013.
  
 

Johnny Burnette morreu há 62 anos...

(imagem daqui)
    
Johnny Burnette (Memphis, 25 de março de 1934 - Clear Lake, Califórnia, 14 de agosto de 1964) foi um pioneiro do rockabilly de Memphis, Tennessee.
    
Carreira
Juntamente com o seu irmão Dorsey Burnette e um amigo, Paul Burlison, no começo dos anos 50,  formou o Johnny Burnette Rock and Roll Trio. Eles são creditados como os criadores da palavra "Rockabilly".
Embora tenham conseguido um contrato com uma gravadora, o grupo separou-se em 1957, devido à falta de sucesso comercial, mas, quando se mudou para a Califórnia, nos anos 60, Burnette conseguiu obter alguns sucessos como "Dreamin" e "You're Sixteen", seguidos por "Little Boy Sad", um ano depois.
A carreira de Johnny Burnette teve um fim abrupto quando morreu, afogado, aos trinta anos, num acidente de barco. Foi enterrado no Forest Lawn Memorial Park Cemetery, em Glendale, Califórnia.
O seu nome e o seu talento como compositor ganharam proeminência novamente quando Ringo Starr lançou um cover de "You're Sixteen", em 1973.
      
 

Sarah Brightman - 66 anos

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Sarah Brightman (Berkhamsted, Hertfordshire, 14 de agosto de 1960) é uma atriz e cantora soprano inglesa.
Vendeu mais de 30 milhões de álbuns e mais de 2 milhões de DVDs, tendo conquistado 160 discos de Ouro e Platina em 34 países. A banda sonora do musical O Fantasma da Ópera, interpretado por Sarah, vendeu mais de 40 milhões de cópias, tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, sendo o mais vendido do seu género musical. Foi a fonte de inspiração para Andrew Lloyd Webber, com quem foi casada de 1984 a 1990, criar o papel de Christine Daaé para o musical The Phantom of the Opera. Sabe cantar em várias línguas, incluindo inglês, espanhol, francês, latim, alemão, italiano, russo, hindi e mandarim. 

 


Halle Berry comemora hoje sessenta anos...!


Maria Halle Berry (Cleveland, 14 de agosto de 1966) é uma atriz norte-americana. Ela começou a sua carreira como modelo e participou de vários concursos de beleza, terminando como segunda no concurso de Miss Estados Unidos em 1986. O seu primeiro papel de destaque no cinema foi em O Príncipe das Mulheres (1992), ao lado de Eddie Murphy. Berry também atuou na comédia Os Flintstones (1994), na comédia dramática Bulworth (1998) e no telefilme Dorothy Dandridge - O Brilho de uma Estrela (1999), pelo qual ganhou os Prémios Emmy e Globo de Ouro.

Ela ganhou o Óscar de melhor atriz por sua atuação em A Última Ceia (2001), tornando-se a primeira é única mulher afro-americana a receber o prémio na categoria de melhor atriz. Nos anos 2000, Berry interpretou o papel de Tempestade nos filmes X-Men (2000) e suas sequelas X-Men 2 (2003) e X-Men 3: O Confronto Final (2006); a Bond girl Jinx em 007 - Um Novo Dia Para Morrer (2002); e o thriller Na Companhia do Medo (2003). Na década de 2010, ela participou dos filmes A Viagem (2012), Chamada de Emergência (2013) e em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014), Kingsman: O Círculo Dourado (2017) e John Wick 3: Parabellum (2019).

Berry foi uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood durante os anos 2000 e esteve envolvida na produção de vários dos filmes em que atuou. Também é porta-voz da marca Revlon. Ela foi casada com o jogador de beisebol David Justice, o cantor e compositor Eric Benét e o ator Olivier Martinez. Ela tem um filho com Martinez e o modelo Gabriel Aubry.

          

Hans Christian Orsted nasceu há 249 anos

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Hans Christian Ørsted (Rudkøbing, 14 de agosto de 1777 - Copenhaga, 9 de março de 1851) foi um físico e químico dinamarquês.
É conhecido sobretudo por ter descoberto que as correntes elétricas podem criar campos magnéticos que são parte importante do eletromagnetismo. As suas descobertas moldaram a filosofia pós-kantiana e os avanços na ciência durante o final do século XIX. Foi também o primeiro pensador moderno a descrever explicitamente e denominar a experiência mental.

A ceramista Rosa Ramalho nasceu há 138 anos...

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Rosa Ramalho (1888-1977) é o nome artístico de Rosa Barbosa Lopes, ceramista e figura emblemática da olaria tradicional portuguesa.

Rosa Ramalho nasceu a 14 de agosto de 1888, na freguesia de São Martinho de Galegos (concelho de Barcelos). Filha de um sapateiro e de uma tecedeira, casou-se aos 18 anos, com um moleiro, e teve sete filhos. Aprendeu a trabalhar o barro desde muito nova, mas interrompeu a atividade durante cerca de 50 anos, para cuidar da família. Só após a morte do marido, e já com 68 anos de idade, retomou o trabalho com o barro e começou a criar as figuras que a tornaram famosa. As suas peças simultaneamente dramáticas e fantasistas, denotadoras de uma imaginação prodigiosa, distinguiam-na de outros barristas e oleiros e proporcionaram-lhe uma fama que ultrapassou fronteiras.
Foi a António Quadros (pintor) que se deveu a descoberta de Rosa Ramalho pela crítica artística e a sua divulgação nos meios "cultos". Foi a primeira barrista a ser conhecida individualmente pelo próprio nome e teve o reconhecimento, entre outros, da Presidência da República, que em 9 de abril de 1981 lhe atribuiu o grau de Dama da Ordem de Sant'Iago da Espada. Em 1968 tinha-lhe sido também entregue a medalha "As Artes ao Serviço da Nação".
Sobre a artista há um livro de Mário Cláudio (Rosa, de 1988, integrado na Trilogia da mão) e uma curta-metragem documental de Nuno Paulo Bouça (À volta de Rosa Ramalho, de 1996). Atualmente dá nome a uma rua da cidade de Barcelos e a uma Escola de 2º e 3º Ciclos da freguesia de Barcelinhos. Há também a possibilidade de que se venha a transformar a sua antiga oficina, em São Martinho de Galegos, num museu de olaria com o seu nome.
O seu trabalho teve como sucessora a sua neta, Júlia Ramalho.
  
Cristo de Rosa Ramalho
 

O Coliseu dos Recreios foi inaugurado há 136 anos

   
O Coliseu dos Recreios é uma sala de espetáculos polivalente, situada em São José, Lisboa, construída de raiz e inaugurada em 14 de agosto de 1890, com a opereta “Boccaccio”, de Franz von Suppé, interpretada pela companhia Caracciolo, quando ainda não estavam terminados todos os trabalhos da sua construção.
Quatro empresários arrojados (o solicitador José Frederico Ciríaco, o professor de filosofia Pedro António Monteiro, o dono de armazéns António Caetano Macieira e o comerciante de carnes João Baptista G. de Almeida), conceberam edificar o maior dos edifícios cobertos que houvesse no mundo no campo dos espetáculos, e cuja lotação ultrapassaria os 4.000 lugares.
A partir de 1888, os custos elevados da construção original foram necessariamente cobertos com recurso a uma subscrição pública. Tão grande era a vontade dos quatro elementos promotores e tão grande o entusiasmo que nos demais interessados souberam criar, que conseguiram recolher o montante suficiente, tendo o próprio rei D. Carlos I se tornado acionista.
Tendo o contributo de artistas estrangeiros, o Coliseu dos Recreios foi inovador na introdução da arquitetura do ferro, ainda incipiente em Portugal, através da espetacular cúpula em ferro, colocada sobre um octógono em alvenaria, à maneira de uma parábola cúbica com lanterna de 8 metros de diâmetro, maior de todas as demais na terra, com 25 metros de raio, diâmetro de 48,68 metros e o peso de 100 toneladas, vinda da Alemanha, encomendada à firma Hein Lehmann e C.ª.
O telhado, também em ferro foi instalado em 1889, da responsabilidade do engenheiro Lacombe. O traço da obra deveu-se aos engenheiros Francisco Goulard, pai e filho (engenheiros franceses), e aos portugueses Manuel Garcia Júnior, Frederico Ressano Garcia, M. Gouveia Júnior e Xavier Cordeiro; a construção metálica coube a Castanheira das Neves. Do arquiteto Cesare Ianz é o projeto da fachada do edifício, última parte concluída, de três pisos, com motivos decorativos em reboco e algumas carrancas, que lhe conferem e aumentam a grandiosidade. Na fase final, foi dada rédea livre ao maior dos cenógrafos lisboetas, Eduardo Machado, para que procedesse a uma decoração em beleza e pusesse a funcionar o palco. Com 40 m de profundidade, 18 de largura, uma teia em madeira e maquinismos manuais.
O Coliseu dos Recreios assumiu-se sempre como uma sala de espetáculos popular, estabelecendo preços baixos e apresentando espetáculos de diversos tipos, entre os quais a ópera (poucos anos antes, em 1887, tinha aberto ao público um outro Coliseu, na Rua da Palma, no qual também funcionaram companhias de ópera, mas que teve uma vida muito mais efémera). O Coliseu evidenciou-se especialmente no campo da ópera durante a I república, constituindo então uma alternativa ao S. Carlos: em dezembro de 1916 estreou-se uma companhia, organizada por Ercole Casali, da qual faziam parte Elvira de Hidalgo e Tito Schipa, e a partir daí cantaram no Coliseu nomes como Alfredo Kraus, Antonietta Stella, Carlo Bergonzi, Elena Suliotis, Fiorenza Cossotto, Joan Sutherland, Piero Cappuccilli, Tito Gobbi ou Tomás Alcaide. Entre 1959 e 1981 os espetáculos líricos passaram a ser organizados em colaboração com o S. Carlos, oferecendo a possibilidade de ouvir algumas das grandes vozes que vinham a Lisboa por preços acessíveis.
Objeto de obras de remodelação entre 1992 e 1994, o Coliseu foi reaberto em 26 de fevereiro de 1994 com um concerto que assinalou o início dos acontecimentos culturais da “Lisboa 94”.
Tem atualmente uma lotação de 2.846 lugares em disposição de plateia sentada, ou 5.672 em disposição de plateia em pé. 
   
      

Ângelo de Lima, um curioso pintor e poeta da revista Orpheu, morreu há 105 anos...

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(imagem daqui)

 

Ângelo de Lima (Porto, 30 de julho de 1872 - Lisboa, 14 de agosto de 1921) foi um pintor e poeta português da revista Orpheu. 

   

(...)

(...) os poemas de Ângelo de Lima, alguns com laivos simbolistas, mas outros com características marcadamente delirantes e surreais, repletos de neologismos, versos de sentido incompreensível, despertaram a admiração dos Modernistas. Em junho de 1915, numa atitude provocadora para espantar o burguês lisboeta, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, diretores do n.º 2 da revista Orpheu, publicam alguns "Poemas Inéditos" de Ângelo de Lima, que abrem este número da Revista Trimestral de Literatura. Ângelo de Lima permaneceria internado no Hospital de Rilhafoles (então já Hospital Miguel Bombarda) até ao final da sua vida. Morreu de enterite e está sepultado no Cemitério dos Prazeres.

 

in Wikipédia

 

SONETO

Pára-me de repente o Pensamento ...
- Como que de repente refreado
Na Douda Correria em que levado ...
- Anda em busca da paz, do esquecimento...

Pára Surpreso... Escrutador... Atento
Como pára... um Cavalo Alucinado
Ante um Abismo... ante seus pés rasgado...
Pára... e Fica... e Demora-se um Momento...

Vem trazido na Douda Correria
Pára à beira do Abismo e se demora

E Mergulha na Noite, Escura e Fria
Um olhar d'Aço que na Noute explora...

- Mas a Espora da dor seu flanco estria...
 
- E Ele Galga... e Prossegue... sob a Espora!

  

Ângelo de Lima

El-Rei D. João I morreu há 593 anos...

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D. João I de Portugal (Lisboa, 11 de abril de 1357 – Lisboa, 14 de agosto de 1433), foi o décimo Rei de Portugal e o primeiro da Dinastia de Avis, cognominado O de Boa Memória, pelo legado que deixou.
Filho ilegítimo (bastardo) do rei D. Pedro I e 3.º Mestre da Ordem de Avis (com sede em Avis), foi aclamado rei na sequência da crise de 1383-1385, que ameaçava a independência de Portugal.
Com o apoio do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, e aliados ingleses, travou a batalha de Aljubarrota contra o Reino de Castela, que invadira o país. A vitória foi decisiva: Castela retirou-se, acabando bastantes anos mais tarde por o reconhecer oficialmente como rei.
Para selar a aliança Luso-Britânica casou com D. Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt, dedicando-se desde então ao desenvolvimento do reino.
Em 1415 conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, o que iniciaria a expansão portuguesa. Aí foram armados cavaleiros os seus filhos D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, irmãos da chamada ínclita geração.
       
Bandeira e divisa de D. João I: «Pour bien»
      

Enzo Ferrari morreu há trinta e oito anos...

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Enzo Anselmo Ferrari (Módena, Itália, 18 de fevereiro de 1898 - Maranello, 14 de agosto de 1988) foi o fundador da Scuderia Ferrari e da fábrica de automóveis Ferrari.
Apaixonou-se pelo desporto automóvel com apenas dez anos, quando visitou o autódromo de Bolonha. Enzo Ferrari trabalhou como mecânico até ao início da I Guerra Mundial, altura em que entrou na Contruzioni Mecaniche National, como piloto de testes. Aos 21 anos tentou trabalhar na Fiat, mas foi recusado. Pouco depois ingressou na Alfa Romeo, mas desta vez como piloto. Criou a Scuderia Ferrari no ano de 1925, em Módena, mas durante a II Guerra Mundial viu-se obrigado a transferir a fábrica de automóveis para Maranello, a dezoito quilómetros de Módena. Depois da II Guerra Mundial, a Ferrari ganhou dois títulos mundiais em 1952 e 1953.
Alfredino Ferrari, filho de Enzo, morreu em 1956, aos 26 anos, sofrendo de distrofia muscular progressiva, o que fez com que ele se tornasse uma pessoa triste e amarga. Desde então Enzo nunca mais pisou uma pista de corrida e passou a usar os inseparáveis óculos escuros. Autodidata em mecânica, recebeu em 1960, da Universidade de Bolonha, o título de doutor "honoris causa" em engenharia, e mais tarde, em física. O governo italiano deu-lhe o título de comendador. Enzo Ferrari morreu em Maranello, com 90 anos, tendo, durante o período em que viveu, a sua equipa obtido 19 vitórias nas 24 Horas de Le Mans e nove títulos na Fórmula 1.

   

   

Larry Graham celebra hoje oitenta anos...!

     
Larry Graham (Beaumont, Texas, 14 de agosto de 1946), é um músico, compositor, cantor e produtor musical dos Estados Unidos da América, a quem se atribui a invenção da técnica de bater com o polegar nas cordas do baixo eléctrico, usualmente designada pelo termo slapping ou, conforme definição do próprio artista, Thumpin' and Pluckin' . É especialmente conhecido como baixista da banda "Sly & the Family Stone", que influenciou o funk e o soul psicadélico nos anos 70 do século XX. Foi ainda o fundador e principal figura da banda "Graham Central Station". 
  
 

Hoje é dia de recordar um Poeta...

 

 

A emigração dos poetas

 

Homero não tinha morada
E Dante teve que deixar a sua.
Li-Po e Tu-Fu andaram por guerras civis
Que tragaram 30 milhões de pessoas
Eurípedes foi ameaçado com processos
E Shakespeare, moribundo, foi impedido de falar.
Não apenas a Musa, também a polícia
Visitou François Villon.
Conhecido como “o Amado”
Lucrécio foi para o exílio
Também Heine, e assim também
Brecht, que buscou refúgio
Sob o teto de palha dinamarquês.

 

 

Bertolt Brecht

Hoje é dia de ouvir uma guitarra mágica...

quinta-feira, agosto 13, 2026

A propósito do eclipse de ontem

    


  


Vi o eclipse em Tordesilhas (aproveitei e vi dois museus que valem a pena), comi e bebi bem e barato, não havia multidões no fantástico local que escolhi e valeu bem a pena...!

Um minuto da fase de totalidade maravilhoso! 

Mas a possibilidade de convívio entre portugueses e espanhóis, a possibilidade de ver planetas no céu durante o dia, as sombras em forma de crescente, a oportunidade ver os comportamentos estranhos dos pássaros, o abaixar da temperatura e o facto de o tempo da fase de totalidade ultrapassar um minuto, tudo isto contribuiu para ser esta data um momento único e irrepetível - não fora o facto de que no próximo ano deverei ir ver um eclipse ainda melhor, no sul de Espanha!

O astrónomo e sismólogo Herbert Hall Turner nasceu há 165 anos

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Herbert Hall Turner
(Leeds, 13 August 1861  – Stockholm, 20 August 1930) was a British astronomer and seismologist.

Herbert Hall Turner was educated at Clifton College and Trinity College, Cambridge. In 1884 he accepted the post of Chief Assistant at Greenwich Observatory and stayed there for nine years. In 1893 he became Savilian Professor of Astronomy and Director of the Observatory at Oxford University, a post he held for 37 years until his sudden death in 1930.
He was one of the observers in the Eclipse Expeditions of 1886 and 1887. In seismology, he is credited with the discovery of deep focus earthquakes. He is also credited with coining the word parsec.
  

Eugène Delacroix morreu há cento e sessenta e três anos...

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Ferdinand Victor Eugène Delacroix (Saint-Maurice, 26 de abril de 1798 - Paris, 13 de agosto de 1863) foi um importante pintor (artista) francês do romantismo.
Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Na sua obra convergem a voluptuosidade de Rubens, o refinamento de Veronese, a expressividade cromática de William Turner e o sentimento patético de seu grande amigo Géricault. O pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, escreveu: "…nem sempre a pintura precisa de um tema". E isso seria de vital importância para a pintura das primeiras vanguardas.
 
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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/ca/Delacroix_barque_of_dante_1822_louvre_189cmx246cm_950px.jpg/960px-Delacroix_barque_of_dante_1822_louvre_189cmx246cm_950px.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail 
A barca de de Dante (1822), Louvre