- O princípio que o futuro constitucional da Irlanda do Norte deverá ser decidido pelo voto dos seus cidadãos.
- O comprometimento de todas as partes em usarem exclusivamente meios pacíficos e democráticos.
- O estabelecimento de uma Assembleia da Irlanda do Norte com poderes legislativos.
- A criação de um 'poder-partilhado' para a atribuição de ministros aos principais partidos, segundo o método de Hondt.
- Estabelecimento de um Conselho britânico-irlandês, composto por representantes dos governos da República da Irlanda, da Irlanda do Norte, Reino Unido, Escócia, País de Gales, Ilhas do Canal e Ilha de Man, para a discussão dos assuntos de interesse comum.
- A libertação, no espaço de dois anos, de prisioneiros paramilitares pertencentes a organizações que acatassem o cessar-fogo.
- A deposição das armas no espaço de dois anos.
- A modificação dos artigos 2 e 3 da constituição da Irlanda, referentes à reivindicação do território da Irlanda do Norte pela República da Irlanda.
- Nova legislação sobre policiamento, direitos humanos e igualdade na Irlanda do Norte.
quinta-feira, abril 10, 2025
O Acordo de Belfast (ou da Sexta-feira Santa) foi assinado há vinte e sete anos
Postado por Fernando Martins às 00:27 0 comentários
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A erupção do Tambora, que provocou o ano sem verão, foi há 210 anos
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Em 1812 o monte Tambora tornou-se altamente ativo, com o seu pico eruptivo no evento catastrófico explosivo de abril de 1815. A magnitude foi sete na escala de índice de explosividade vulcânica (VEI - do inglês Volcanic Explosivity Index), com um volume total de tefra ejetado de 1.6 × 1011 metros cúbicos. Foi uma erupção explosiva da chaminé central com fluxos piroclásticos e um colapso da caldeira, causando tsunamis e danos extensos em terras e propriedades. Ela criou um efeito de longo prazo sobre o clima global. A erupção cessou em 15 julho de 1815 e a atividade posterior foi registada em agosto de 1819, consistindo de uma pequena erupção (VEI = 2) com jatos de lava e ruidosos sismos vulcânicos, sendo considerada por alguns com ainda fazendo parte da erupção de 1815. Aproximadamente em 1880 ± 30 anos, Tambora entrou em erupção novamente, mas somente no interior da caldeira. Isto criou pequenos fluxos de lava e a extrusão de um domo de lava. Esta erupção (VEI = 2) criou o cone parasítico Doro Api Toi dentro da caldeira.
O vulcão do monte Tambora está ainda ativo. Menores domos de lava e escoadas de lava têm-se formado sobre o chão da caldeira durante os séculos XIX e XX. A última erupção foi registada em 1967, mas esta foi muito pequena e não explosiva (VEI = 0).
Cronologia da erupção
Começa em 5 de abril de 1815, quando as duas placas que formam a crosta terrestre se chocaram sob a ilha, então densamente povoada. A zona de subducção sob a ilha permitiu o início do rompimento da câmara magmática, até então, de um vulcão considerado adormecido.
No início da erupção, o vulcão ejetou uma enorme quantidade de fluxos piroclásticos, que desceram pelas encostas a velocidades estimadas de 700 km/h, com temperatura de 500 °C, e que pode ter carbonizado 10 mil pessoas em seu caminho, sendo registado, ao contrário de outros eventos similares, não o "cozimento" das vítimas, mas a carbonização completa dos corpos e inclusive explosão de seus crânios, pela ebulição abrupta da massa encefálica.
Conjuntamente com os fluxos piroclásticos vieram as nuvens de gases quentes, compostas por gás e cinzas quentes, também libertados na explosão. Além de causar problemas respiratórios na população, numa muito maior distância, a mistura, superquente, queimou florestas e construções num raio de dezenas de quilómetros em torno do vulcão.
Após a erupção inicial, o Tambora passou por cinco dias de relativa inatividade. Esta etapa foi interrompida pela libertação de outra gigantesca nuvem de cinzas, que alcançou uma altura estimada em 44 quilómetros e provocado três dias de escuridão num raio de 500 quilómetros do monte.
Por causa da nuvem de cinzas, as plantações ficaram cobertas e foram destruídas. O peso da cinzas acumuladas nos telhados fez desabar casas até 1.300 quilómetros de distância do vulcão. Com tudo isso, os especialistas estimam que outras 82 mil pessoas morreram em poucos dias devido a causas indiretas da erupção, como fome, desabamentos e doenças. Foi registada fome inclusive na família do marajá de Sumbawa, evidentemente o homem mais rico da ilha.
As ilhas vizinhas, como Java, também foram significativamente afetadas. O clima nesses locais ficou quente e seco, vitimando indiretamente mais pessoas nos anos que se seguiram ao desastre. Somente na ilha vizinha de Lombok, os cálculos estimam entre 44 mil e 100 mil mortos.
Postado por Fernando Martins às 00:21 0 comentários
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Um acidente aéreo no país do ditador Putin colocou a Polónia de luto há quinze anos...
Postado por Fernando Martins às 00:15 0 comentários
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Foi há 14 anos que terminou um congresso fantástico - asinus asinum fricat...
Postado por Pedro Luna às 00:14 0 comentários
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Teilhard de Chardin, o padre jesuíta que era teólogo, filósofo e paleontólogo, morreu há setenta anos...
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"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito."
Teilhard de CHARDIN- O Fenómeno Humano
Sem dúvida, o nosso tempo recordará, para além das dificuldades da conceção e das deficiências da expressão dessa audaciosa tentativa de síntese, o testemunho da vida unificada de um homem aferrado por Cristo nas profundezas do seu ser, e que teve a preocupação de honrar, ao mesmo tempo, a fé e a razão, respondendo quase que antecipadamente a João Paulo II: "Não tenham medo, abram, escancarem as portas a Cristo, os imensos campos da cultura, da civilização, do desenvolvimento.
Postado por Fernando Martins às 00:07 0 comentários
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quarta-feira, abril 09, 2025
Porque o Adriano continua a comemorar aniversários, enquanto o recordarmos...
Menina dos olhos tristes
Música: Zeca Afonso
Letra: Reinaldo Ferreira
Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar
A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar
Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar
Postado por Pedro Luna às 19:42 0 comentários
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Os Confederados perderam a Guerra Civil Americana, com Appomattox, há 160 anos
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Postado por Fernando Martins às 16:00 0 comentários
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No tempo em choveu durante dois milhões de anos...
Choveu durante 2 milhões de anos. A Crise Carniana deixou marcas na Terra

Um novo estudo sobre a Crise Carniana, conduzida por uma equipa liderada por Alexander Lukeneder, paleontólogo do Museu de História Natural de Viena, revela acontecimentos surpreendentes relacionados com as alterações climáticas globais durante o período Triássico.
A chamada Crise Carniana“, ou Evento Pluvial Carniano, foi um período de alterações climáticas significativas que ocorreu há 234 a 232 milhões de anos, durante o Carniano, uma dos andares do período Triássico.
Este evento foi marcado por significativas mudanças climáticas, com um grande impacto na vida terrestre e marinha da época, e por um aumento drástico e global da precipitação: choveu durante 2 milhões de anos.
O estudo, publicado o ano passado na Scientific Reports, revela pormenores surpreendentes sobre a forma como o clima global mudou há 233 milhões de anos, levando a uma extinção maciça nos mares da era Mesozoica.
A Crise Carniana global deixou a sua marca nas rochas da Bacia de Reiflinger, perto de Lunz am See, na Áustria, e o vulcanismo maciço no Canadá e no norte dos EUA desencadeou a formação de uma camada de basalto com mais de mil metros de espessura.
Estas erupções vulcânicas libertaram enormes quantidades de CO2 para a atmosfera, alterando drasticamente o clima.
O Triássico tardio caracterizou-se por um clima de estufa com precipitações monçónicas, aumentando o fluxo de lama para o o Mar de Tétis, um enorme oceano que na altura existia entre a África e a Eurásia.
Os recifes foram sufocados, as plataformas de carbonato morreram e o oxigénio tornou-se escasso no fundo do mar, criando zonas mortas.
Nestas condições, conta o LBV, formaram-se depósitos com fósseis incrivelmente bem preservados, incluindo amonites, lulas, mexilhões, caracóis, caranguejos, isópodes marinhos e vermes de cerdas.
Entre os fósseis excecionais encontram-se peixes voadores, o celacanto Coelocanthus e o peixe-pulmão Tellerodus.
O mar da bacia de Reiflinger estava rodeado de ilhas com as primeiras florestas de coníferas, como a Voltzia, que cresciam em condições quentes e húmidas. A proximidade de água doce é confirmada por vestígios aluviais de plantas terrestres e por numerosos achados de crustáceos do género Euestheria.
A “Crise Carniana” é observada numa estreita faixa geológica na Áustria, que se estende de Mödling, na Baixa Áustria, até ao norte da Estíria, perto de Großreifling.
A investigação permitiu explorar o ambiente do Triássico tardio e compreender melhor as condições ambientais, as cadeias alimentares e as relações predador-presa da época.
A cadeia alimentar começou com pequenos crustáceos, seguida de pequenos peixes e lulas predadoras, e culminou com amonites predadas por peixes predadores maiores. Os ictiossauros eram os principais predadores deste ecossistema.
A equipa internacional de investigadores, liderada por Alexander Lukeneder e composta por especialistas de várias instituições, efetuou análises exaustivas de rochas e fósseis utilizando métodos avançados. Foram estudados macrofósseis como amonites, lulas e peixes, bem como representantes da flora.
Foram também analisadas as associações polínicas e as suas alterações durante a “Crise Carniana”. Estes estudos mostram uma mudança de condições marinhas para influências de água doce, com um aumento de planícies aluviais e pântanos com vegetação pioneira.
Graças aos microfósseis e às análises geoquímicas e geofísicas, os autores do estudo obtiveram uma imagem pormenorizada do ambiente de há 233 milhões de anos nos Alpes calcários austríacos.
O vulcanismo causou uma forte emissão de CO2, alterando a composição isotópica global do carbono, e esta pegada química é detetada em rochas perto de Lunz am See.
As medições geofísicas mostram um aumento das partículas radiantes e dos minerais magnetizáveis durante a “Crise Carniana”, bem como uma alteração na composição dos minerais argilosos.
Estas condições refletem uma maior entrada de resíduos orgânicos e produtos de meteorização de plantas terrestres devido ao aumento da precipitação.
O estudo, que revelou a forma como o material arrastado de terra alterou permanentemente a química da água, criando condições hostis e pobres em oxigénio no fundo do mar, oferece uma compreensão profunda sobre como um dos maiores desastres ambientais da história da Terra afetou o ecossistema do planeta, e deixou a sua marca nas rochas austríacas.
A “Crise Carniana” é um momento crucial na história da vida na Terra. O evento levou a transformações significativas nos ecossistemas, permitindo que novas formas de vida aparecessem, evoluíssem e se expandissem — e marcou o início de uma nova era: a do domínio dos dinossauros.
in ZAP
Postado por Fernando Martins às 12:18 0 comentários
Marcadores: andar Carniano, Crise Carniana, Paleontologia, Triássico
Hoje é dia de ouvir cantar o Adriano...
Postado por Pedro Luna às 11:11 0 comentários
Marcadores: Adriano Correia de Oliveira, Fado da Mentira, Fado de Coimbra, MPP, música, música de intervenção
A Batalha de La Lys começou há 107 anos...
- A revolução havida no mês de dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.
- A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
- Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas britânicas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
- O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
- O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
- O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à retaguarda.
- As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.
Postado por Fernando Martins às 10:07 0 comentários
Marcadores: Batalha de La Lys, Corpo Expedicionário Português, I Grande Guerra, I Guerra Mundial, Sidónio Pais
Carl Perkins nasceu há noventa e três anos...
Carl Lee Perkins (Tiptonville, 9 de abril de 1932 - Jackson, 19 de janeiro de 1998) foi um cantor norte-americano de rockabilly. Foi considerado o 88º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
Postado por Fernando Martins às 09:30 0 comentários
Marcadores: Blue Suede Shoes, Carl Perkins, música, rockabilly
Jean-Paul Belmondo nasceu há 92 anos...
Jean-Paul Belmondo, né le à Neuilly-sur-Seine et mort le à Paris 7e, est un acteur français. Il a été également producteur de cinéma et directeur de théâtre.
À partir du milieu des années 1980, ses films attirent moins de spectateurs, tandis que la critique ne l'épargne pas. Il est moins présent au cinéma mais obtient cependant en 1989 le César du meilleur acteur pour son rôle dans Itinéraire d'un enfant gâté, distinction qu'il ne vient pas chercher. Il se consacre surtout au théâtre et acquiert en 1991 le théâtre des Variétés qu'il revend en 2004. Au début des années 2000, des problèmes de santé l'ont contraint à se retirer du cinéma et des planches, si l'on excepte un film sorti en 2009. Pour l'ensemble de sa carrière, il reçoit une Palme d'honneur au cours du festival de Cannes 2011 puis un hommage lors de la cérémonie des Césars de 2017.
Au cours de sa carrière, il travaille fréquemment avec certains acteurs et cascadeurs, parmi lesquels Charles Gérard, Michel Beaune, Pierre Vernier, Claude Carliez, Rémy Julienne, Gil Delamare, Henri Cogan ou encore Maurice Auzel.
Postado por Fernando Martins às 09:20 0 comentários
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Os nazis invadiram Dinamarca e Noruega, estados neutrais, há 85 anos...
Postado por Fernando Martins às 08:50 0 comentários
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Adriano Correia de Oliveira nasceu há oitenta e três anos...
Música - Adriano Correia de Oliveira e Rui Pato
Letra - José Afonso
Por aquele caminho
De alegria escrava
Vai um caminheiro
Com sol nas espáduas
Ganha o seu sustento
De plantar o milho
Aquece-o a chama
De um poder antigo
Leva o solitário
Sob os pés marcado
Um rasto de sangue
De sangue lavado
Levanta-se o vento
Levanta-se a mágoa
Soltam-se as esporas
De uma antiga chaga
Mas tudo no rosto
De negro nascido
Indica que o negro
É um espectro vivo
Quem lhe dá guarida
Mostra-lhe a pintura
Duma cor que valha
Para a sepultura
Não de mão beijada
Para que não viva
Nele toda a raiva
Dessa dor antiga
Falta ao caminheiro
Dentro da algibeira
Um grão de semente
De outra sementeira
O sol vem primeiro
Grande como um sino
Pensa o caminheiro
Que já foi menino
Postado por Fernando Martins às 08:30 0 comentários
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