domingo, dezembro 06, 2009

8º Congresso Nacional de Geologia

VIII CONGRESSO NACIONAL DE GEOLOGIA

Braga, 9-16 de Julho 2010




No âmbito do VIII Congresso Nacional de Geologia de 2010, serão organizados 4 eventos:


INSCRIÇÕES
(inclui documentação e coffee-breaks)

1ª fase: Até 31/Janeiro/2010
Inscrição normal - 200.00€
Estudantes universitários do 1º e 2º ciclo - 100.00€

2ª fase: De 1/Fevereiro/2010 e 30/Abril/2010
Inscrição normal - 250.00€
Estudantes universitários do 1º e 2º ciclo - 125.00€

3ª fase: Após 1/Maio/2010
Inscrição normal - 300.00€
Estudantes universitários do 1º e 2º ciclo - 150.00€

Desistências até 31 de Maio de 2010 têm direito a 50% de reembolso. Depois desta data não há direito a reembolsos.


Para efectuar a sua inscrição no CNG2010, aceda ao seguinte formulário.

Um azar dos Távoras

execução dos Távoras

Os casos acumulam-se. É a licenciatura domingueira. É a engenharia chico-esperta na Guarda. É o apartamento na Braamcamp. É o empresário da comissão de honra que desaparece. É o 'Face Oculta'. É o já esquecido Freeport. Mas aposto que é tudo uma questão de azar. Sócrates tem tido azar. É só isso. Sócrates, coitadinho, está sempre no local errado à hora errada. Alguém é capaz de dar um trevo de quatro folhas ao pobre homem? Faça-se o milagre dos trevos, por favor.

Henrique Raposo, no Expresso (in Blog ABC do PPM)


Curiosamente, também

NO DIA 25 de Junho - curiosamente um dia depois de Sócrates ter dito no Parlamento desconhecer o negócio PT/TVI - vários suspeitos do processo «Face Oculta» trocaram de telemóveis. E fizeram-no porque foram avisados de que estavam a ser escutados.

(...)

José Sócrates também trocou de telemóvel no mesmo dia em que Armando Vara e outros arguidos do processo ‘Face Oculta’ mudaram de aparelho. Entretanto, confirmando a notícia da última edição do SOL, o DIAP de Coimbra abriu inquérito a esta estranha coincidência de trocas de telemóvel.



in Sol

Música a propósito do post anterior


Um elucidativo texto de MST

Sócrates interceptado nas escutas


As más companhias
Miguel Sousa Tavares

Pode ser que me engane, mas o potencial de danos que Armando Vara pode vir a causar a José Sócrates é bem maior do que todos os outros casos ou pretensos casos que tanto desgastaram a imagem do primeiro-ministro e tão decisivamente contribuíram para a perda da maioria absoluta do PS. Armando Vara (e não a 'Face Oculta') tem a capacidade de, por si só, arrastar Sócrates para a queda num poço de que se desconhece a profundidade. Há amizades que matam, quando se misturam com outras coisas que não são misturáveis. Foi José Sócrates quem, em nome da amizade (porque competência ou qualificação para o cargo ninguém a conhecia, nem ele), fez de Armando Vara administrador do banco do Estado, três dias depois de este ter adquirido uma espécie de licenciatura naquela espécie de Universidade entretanto extinta - e porque uma licenciatura era recomendável para o cargo. E foi José Sócrates quem, indisfarçadamente, promoveu a transferência de Santos Ferreira e Vara da Caixa para o BCP, numa curiosíssima operação de partidarização do maior banco privado português, sobre as ruínas fumegantes do escândalo em que tinha acabado o case study da sua gestão 'civil'.

Manda a verdade que se diga, porém, que estes dois golpes de audácia de José Sócrates em abono de um amigo e compagnon de route político foram devidamente medidos: aparentemente, Sócrates contava com o silêncio e aceitação cúmplice com que toda a classe empresarial e financeira recebeu a meteórica ascensão de Armando Vara aos céus da banca e o take-over do PS sobre o BCP, como se de coisa naturalíssima se tratasse. O escândalo não ultrapassou as fronteiras da opinião pública, de modo a perturbar o núcleo duro do regime. E isso foi um primeiro sinal do nível de promiscuidade aceite entre o político e o económico a que estamos agora a assistir. E, em silêncio sempre, toda a classe empresarial clientelar foi assistindo a uma série de notícias perturbadoras sobre operações bancárias a favor de algumas empresas ou investidores que, por acaso certamente, pertencem ao tal núcleo duro do regime, que goza do favor político da actual maioria. Sempre escrevi aqui que, em minha opinião, o problema do PS não é o que ele deixa de fazer em benefício dos pobres, mas o que faz e consente em benefício dos potentados. O fascínio com o grande capital e os grandes negócios (inspirados, promovidos ou pagos pelo Estado) é a perdição do PS. Aos poucos, este PS tem vindo a copiar o modelo de gestão introduzido por Alberto João Jardim na Madeira: negócios privados com oportunidades e dinheiros públicos, em troca da solidariedade política para com o Governo. Um capitalismo batoteiro, com chancela 'social' e disfarce de 'interesse público'.

Neste clima de facilitismo instalado, já ninguém se espanta com as sucessivas e tremendas notícias sobre o estado de gestão do 'interesse público'. Já não espanta descobrir que nenhuma das contrapartidas da ruinosa e inútil aquisição dos submarinos tenha sido executada e que a sua execução nem sequer esteja devidamente salvaguardada no contrato assinado pelo Estado português. Não espanta que a Grão-Pará (uma empresa que não existiria sem os sucessivos favores do Estado, incluindo do ex-ministro e ex-socialista Pina Moura), possa, finalmente e com o beneplácito do Supremo Tribunal Administrativo, construir, e em grande, na zona de construção proibida do Parque Natural Sintra-Cascais. Não espanta que, antes mesmo de lançadas ou terminadas as obras, as últimas seis concessões de auto-estradas já tenham ultrapassado em 40% o valor das estimativas do Governo - num impressionante 'deslize' de 1110 milhões de euros. Não espanta que o Tribunal de Contas chumbe duas das adjudicações porque as condições em que elas foram outorgadas não são as mesmas do concurso público, mas substancialmente mais gravosas para o Estado. E não espanta que o presidente das Estradas de Portugal venha afirmar que se trata apenas de "interpretações jurídicas" diversas e que a suspensão das empreitadas irá pôr em causa postos de trabalho (um 'argumento' mágico que vale para justificar todas as tropelias cometidas nos últimos anos, em matéria de urbanismo e obras públicas). E não espantará ninguém que, como aqui escrevi a semana passada, em breve se descubra que, antes mesmo de iniciadas as obras, já o TGV e o aeroporto de Alcochete 'derraparam' 20 ou 30% sobre o seu custo anunciado. E, se se conseguir penetrar a meticulosa teia de 'pareceres' técnicos, estudos, cláusulas ocultas dos contratos, arbitragens sempre desfavoráveis ao Estado, se formos tentar descobrir como, porquê e a favor de quem é que não há uma obra pública que cumpra o orçamento, encontraremos sempre mais do mesmo - os mesmos processos, os mesmos truques, as mesmas empresas, os mesmos 'facilitadores' de negócios no papel de go between entre o 'interesse público' e os negócios privados. Isto, num país onde o défice das contas do Estado chegou aos 8% e a dívida pública aos 80% do PIB e o extermínio fiscal sobre os que pagam impostos se tornou insustentável. O ar está a ficar irrespirável.

Como se tudo isto não fosse já alarmante, eis que a justiça implodiu de vez e à vista de todos, em sucessivas cenas lamentáveis na praça pública. A coisa ficou tão anárquica que já se tornou normal ver os jornalistas irem pedir opiniões sobre os casos mediáticos pendentes aos sindicatos dos juízes e do Ministério Público! Não fosse a PJ (única entidade da justiça que ainda merece algum crédito) e um seu investigador de Aveiro, e a 'Face Oculta' nunca teria conhecido a luz do dia ou teria logo patinado. Mas, como os maus hábitos nunca se perdem, eis que tudo já entrou na normalidade, com as escandalosamente normais fugas do segredo de justiça a invadirem a imprensa, tratando de sabotar alegremente uma investigação até aqui conduzida num exemplar silêncio e profissionalismo. E já só pode dar vontade de rir (ou de chorar!) assistir ao espectáculo único de ver os dois mais altos magistrados do país - o presidente do Supremo e o PGR - trocando galhardetes de antiga amizade fundada em rivalidades sindicais, empurrando um para o outro as malditas escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Seja qual for o conteúdo de tão sensível material, e mesmo que jamais o venhamos a saber, eles conseguiram já o pior de todos os resultados: instalar uma suspeita mortal sobre o primeiro-ministro e o funcionamento da própria justiça, que não tem reparação possível. É, de facto, notável que o único cidadão deste país que não entende que há coisas que não podem esperar dois meses ou até oito dias para serem reveladas, seja o cidadão que ocupa o lugar de procurador-geral da República! Realmente, o lugar parece estar amaldiçoado e desde há muito.

Junte-se então um governo cujo primeiro-ministro é dado a companhias comprometedoras, um sistema em que se fundem e confundem o político e o económico, o público e o privado, uma justiça que verdadeiramente se tornou cega e surda, mas não muda, um Presidente da República que se desautorizou a si próprio no pior momento, e um país onde as noções de interesse público e serviço público já quase se perderam por completo sem vergonha alguma, e tudo isto começa já a cheirar indisfarçadamente mal. Cheira a fim de regime e só os loucos ou os extremistas é que podem achar isso uma boa perspectiva para o futuro.

Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009

sábado, dezembro 05, 2009

Música para geopedrados

Às vezes tenho saudades da minha adolescência e juventude, do tempo em que tudo era possível, da música maluca que ouvia, dos amigos, dos cheiros e sabores, da vida a 100 à hora...

Para os que partilham estes sentimentos comigo, uma música, que eu ouvi centenas de vezes, gravada numa K7 pelo colega de curso Rui de Condeixa, esse ganda maluco do qual nada sei há imenso tempo...


quarta-feira, dezembro 02, 2009

V Congresso dos Jovens Geocientistas - Coimbra


Congresso dos Jovens Geocientistas

V Congresso

Geodiversidade(s)



Irá decorrer, nos dias 25 e 26 de Fevereiro de 2010, o V Congresso dos Jovens Geocientistas, organizado pelo Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Este Congresso destina-se aos alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, numa parceria inovadora entre professores do Ensino Superior, professores do Ensino Básico e Secundário e alunos.


Os Objectivos do Congresso são:

Fomentar laços de trabalho e de colaboração entre professores e alunos das escolas básicas e secundárias e professores do Departamento de Ciências da Terra (DCT) da Universidade de Coimbra (UC).


O congresso está centrado nos alunos e procura o desenvolvimento de competências promotoras da literacia científica e do seu desenvolvimento enquanto cidadãos, das quais se destacam:
  • A aprendizagem através da resolução de problemas;
  • A concepção e implementação de percursos de pesquisa;
  • A estimulação de atitudes críticas e solidárias em contexto de trabalho cooperativo;
  • A promoção da autonomia através da responsabilização no desenvolvimento dos trabalhos;
  • A compreensão dos mecanismos de validação e divulgação de resultados;
  • A compreensão do papel das Geociências na progressão do conhecimento sobre o Universo, a Terra, a Vida e a Sociedade;
  • O reconhecimento da relevância das Geociências no desenvolvimento das sociedades actuais;
  • A adopção de atitudes que contribuam para a sustentabilidade no planeta Terra.

Percurso pedestre em S. Miguel


Dos Amigos dos Açores, associação da qual sou membro, recebi a seguinte mensagem que passo a divulgar aos nossos amigos leitores açorianos micaelenses:

Caro(a)s associado(a)s

Junto se envia a informação relativa ao passeio pedestre do mês de Dezembro, cuja participação é exclusiva a associado(a)s com as quotas em dia e com seguro em dia.

A deslocação será efectuada de autocarro, com um custo de 6,5€/participante, sendo o pagamento feito no próprio dia.

Quem não comparecer terá de pagar, de igual modo, a respectiva verba para poder participar em passeios pedestres futuros.


PASSEIO PEDESTRE "Vista do Rei - Sete Cidades - Mosteiros"

12 de Dezembro de 2009


09.15 horas – Parque de estacionamento da Escola Domingos Rebelo – Ponta Delgada (saída às 09.30 horas)

10.15 horas - Chegada à Vista do Rei - Sete Cidades e início do percurso pedestre

Características do Percurso

Início do percurso pedestre: Vista do Rei - Sete Cidades

Paragem para lanche: Junto à entrada no túnel.

Recomenda-se que cada associado(a) traga consigo calçado confortável, um impermeável e uma lanterna de modo a apoiar a passagem no túnel.

Fim do percurso pedestre: Poças dos Mosteiros

Extensão: 10,5 km (aproximadamente)

Duração média: 4,5 horas

Grau de dificuldade: fácil a médio (nível 1/2, numa escala de 1 a 3)

Forma: linear


Os associado(a)s que não efectuaram inscrição anual nos passeios pedestres e que pretendam apenas participar neste passeio deverão pagar, no próprio dia, 2,5 euros pelo seguro dessa mesma actividade.

As inscrições para esta actividade terminam na próxima Sexta Feira, 11 de Dezembro às 12.00 horas e devem ser efectuadas para o email gan@amigosodosacores.pt, para o telefone/fax 296 498 004 ou directamente na sede da Associação.


Decorrerá no mesmo dia o jantar-convívio de final de ano, comemorativo dos 25 anos dos Amigos dos Açores - Associação Ecológica (informação no link do fundo deste post).

As inscrições encontram-se abertas. Contactar a funcionária dos AA, Carla Oliveira (pelo telefone 296 498 004 ou para o e-mail carlaoliveira@amigosdosacores.pt)

Com os nossos cumprimentos,
Diogo Caetano

LINK PARA JANTAR DE 12.12.2009 - AQUI

Amigos dos Açores - Associação Ecológica

Avenida da Paz, 14, 9600-053 Pico da Pedra
São Miguel, Açores (Portugal)

Tel/Fax: 296 498 004

www.amigosdosacores.pt

terça-feira, dezembro 01, 2009

A Mensagem de Fernando Pessoa tem 75 anos

"Mensagem" clonada

Lançamento de uma edição fac-similada marca 75 anos da "Mensagem" de Fernando Pessoa

A "Mensagem" foi o único livro de poesia que Fernando Pessoa publicou em vida

Há exactamente 75 anos, no dia 1 de Dezembro de 1934, a editora Parceria António Maria Pereira, de Lisboa, publicava o volume de poemas "Mensagem". O autor, Fernando Pessoa, tinha então 46 anos - morreria quase exactamente um ano depois, a 30 de Novembro de 1935 - e, em formato de livro, descontado um folheto, depois repudiado, no qual defendia uma ditadura militar para Portugal, editara apenas alguns opúsculos de poesia inglesa.

Para comemorar o 75º aniversário da "Mensagem", a Guimarães lança hoje um fac-símile do dactiloscrito que Pessoa entregou nas oficinas tipográficas da Editorial Império, onde o livro foi impresso. Luís Vilaça, da Guimarães, chama-lhe "edição clonada" para acentuar que o objectivo da editora foi criar um objecto virtualmente indistinguível do original hoje conservado na Biblioteca Nacional. Desde a encadernação em tecido que Pessoa mandou fazer do dactiloscrito até à qualidade do papel, tudo foi minuciosamente reproduzido. Tal como no original, a palavra Mensagem aparece redigida a lápis, na folha de rosto, sob o título Portugal (que Pessoa só abandonou no último momento), escrito à máquina e riscado por cima.

Destituída de qualquer aparato crítico, para não prejudicar a sensação de se ter na mão o próprio caderno de Pessoa, esta edição "clonada" inclui apenas, em letra minúscula, a menção de que se trata de um fac-símile. E se não reproduz exactamente o objecto que Pessoa levou à gráfica, é apenas porque o próprio dactiloscrito inclui, actualmente, algumas indicações manuscritas por terceiros após a morte do poeta. Numa folha de guarda, pode, por exemplo, ler-se: "Comprado a Antonio Fumaça em 1.10.65. Pertencia ao espólio do Sr. Armando de Figueiredo, da Editorial Império."

A edição, com uma tiragem de 2500 exemplares, e que só estará à venda nas lojas da Guimarães e nas Fnac, será hoje lançada na Biblioteca Nacional, pelas 17h30, numa sessão que incluirá uma palestra de Eduardo Lourenço, uma leitura de poemas da "Mensagem" pelo actor Luís Lucas e um debate com Lourenço, Manuel Alegre e Vasco Graça Moura, que irão discutir, sob a moderação de Carlos Vaz Marques, o tema Pessoa e o Sonho do Supra-Camões.

(...)

Notícia do Público on line - ler a notícia completa AQUI

Festa da Astronomia das Escolas de Leiria - fotos (III)

Modelo do Sistema Solar (à escala) do Jardim Escola João de Deus de Leiria - apresentação:












Nota - post estereofónico com o Blog AstroLeiria.

Festa da Astronomia das Escolas de Leiria - fotos (II)

Modelo Sol-Terra-Lua do Jardim Escola João de Deus de Leiria:




Parte exterior do Bar dos Pais e Encarregados de educação do 6º A:


Atelier de construção de modelos de constelações - professor Paulo Simões:



Nota - post estereofónico com o Blog AstroLeiria.

Festa da Astronomia das Escolas de Leiria - as fotos

Apresentação do livro "O Mistério da Estrelinha Curiosa" pela autora (Leonor Lourenço):








Nota - post estereofónico com o Blog AstroLeiria.

Festa da Astronomia das Escolas de Leiria - resenha final da actividade

No passado dia 21 de Novembro de 2009 decorreu, na Escola Básica Dr. Correia Mateus, em Leiria, a Festa da Astronomia das Escolas de Leiria, inserida nas actividades da Semana da Ciência e Tecnologia 2009 e do Ano Internacional da Astronomia. Organizada pelo Núcleo de Astronomia Galileu Galileu, pelos Blogues AstroLeiria e Geopedrados e pelos professores dos Sub-Departamentos de Ciências Naturais da Escola Correia Mateus, teve a participação de diversos pais e encarregados de educação, alunos, professores da nossa Escola (e de outras do seu Agrupamento) e de muitas outras Escolas.

À parte o facto de não ter tido observação astronómica (o céu esteve nublado...) tudo correu de feição: o bar dos pais do 6º A (em recolha de fundos para irem num intercâmbio de turmas aos Açores...!) era excelente, o modelo à escala, com um Júpiter de 1,5 metros diâmetro equatorial, dos planetas do sistema solar, feito pelos alunos e professores do Jardim Escola João de Deus de Leiria, estava um mimo, o Atelier de construção de modelos de constelações (feito pelo professor Paulo Simões) foi um sucesso, a apresentação do livro infantil “O Mistério da Estrelinha Curiosa” (feito pela autora, a educadora Leonor Lourenço) deixou-nos boquiabertos e até o modesto contributo deste vosso amigo não deslustrou (mostrei duas apresentações multimédia, uma ficheiro html sobre tempo de vida e aniversários noutros planetas, expliquei o céu nocturno com o programa SkyMap Pro 11 e ainda mostrei como usar este último programa).

Mas, sem dúvida, o ex-libris da nossa Festa foi o modelo mecânico Sol-Terra-Lua, feito por alunos, pais e encarregados de educação, funcionários e professores do Jardim Escola João de Deus de Leiria - estava um portento! Quem pode colocar-se na bicicleta que o movia ou pode ver a girar ficou desejoso de repetir a experiência - assim era fácil perceber os eclipses, as fases da lua ou mesmo as estações.

Aos muitos participantes que não se deixaram enganar pela chuva, os nossos agradecimentos - aos outros, a promessa de repetir o evento noutra data...!

Só para aguçar o apetite, os próximos posts terão umas fotos da actividade...

Mais um argumento anti-iberista


Como aqui no Blog temos uma blogger assumidamente iberista, mais um argumento a favor da nossa independência:



A taxa de desemprego em Portugal atingiu 10,2 por cento em Outubro, indicam números do Gabinete de Estatística da União Europeia publicados hoje, terça-feira.

(...)

Entre os Estados-membros, as taxas de desemprego mais baixas foram registadas nos Países Baixos (3,7 por cento) e na Áustria (4,7 por cento) e as mais elevadas na Letónia (20,9 por cento) e em Espanha (19,3 por cento).

Música do herói do dia para celebrar a época natalícia



Para recordar El-Rei D. João IV, até porque a época natalícia está à porta, aqui fica uma canção de Natal cuja música é da sua autoria:




Adeste Fideles
Laeti triumphantes
Venite, venite in Bethlehem
Natum videte
Regem angelorum
Venite adoremus
Dominum
Cantet nunc io
Chorus angelorum
Cantet nunc aula caelestium
Gloria, gloria
In excelsis Deo
Venite adoremus
Dominum
Ergo qui natus
Die hodierna
Jesu, tibi sit gloria
Patris aeterni
Verbum caro factus
Venite adoremus
Dominum

Viva Portugal! Viva a Restauração!



Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

in Mensagem - Fernando Pessoa

Dia da Restauração!



O Desejado

Onde quer que, entre sombras e dizeres,
Jazas, remoto, sente-te sonhado,
E ergue-te do fundo de não-seres
Para teu novo fado!

Vem, Galaaz com pátria, erguer de novo,
Mas já no auge da suprema prova,
A alma penitente do teu povo
À Eucaristia Nova.

Mestre da Paz, ergue teu gládio ungido,
Excalibur do Fim, em jeito tal
Que sua Luz ao mundo dividido
Revele o Santo Graal!


in Mensagem, Fernando Pessoa

4 anos d'A Educação do meu Umbigo - parabéns Paulo Guinote!

Um dos Blogues que eu leio diariamente fez ontem 4 anos - é A Educação do meu Umbigo, de Paulo Guinote...

Pela frontalidade, respeito pelos outros e defesa da minha classe, mereceu-me há muito uma leitura diária, pelo que há que recordar convenientemente o momento, desta vez com base num pequeno filme feito por admiradores desse Blog:



Parabéns Paulo Guinote!

segunda-feira, novembro 30, 2009

Álvaro de Campos - Se te queres matar




ADENDA: faz hoje 70 anos que Miguel Torga, na altura a residir em Leiria, foi preso por causa da publicação de uma obra (d'O Quarto Dia, da obra A Criação do Mundo). Passou 2 meses e pouco no Aljube, em Lisboa, onde continuou a escrever. Um dia destes voltaremos a este triste episódio da história da literatura portuguesa do século XX.

O Mar de Fernando Pessoa




Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

in Mensagem, Fernando Pessoa

Hoje é dia da poesia



Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa morreu há 74 anos

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, juntamente com Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte de sua adolescência na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que actuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterónimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre as suas vida e obra, além do fato de ser o centro irradiador da heteronímia, auto-denominando o autor um "drama em gente".

Morreu de cólica hepática aos 47 anos na mesma cidade onde nasceu, tendo a sua última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... " ("Não sei o que o amanhã trará").

in Wikipédia



domingo, novembro 29, 2009

Texto do Doutor Galopim de Carvalho

Candidatura incompleta


Pegadas de dinossauro de Pego Longo, em Carenque

ESTIVERAM ENTRE NÓS, de 9 a 15 de Novembro, dois avaliadores da União Internacional para a Conservação da Natureza (organização consultiva da UNESCO em matéria de património natural), especialistas em património paleontológico, com a missão oficial de visitar as jazidas nacionais com pegadas de dinossáurios que integram a candidatura “Icnitos de Dinossáurios da Península Ibérica”, apresentada conjuntamente por Portugal e Espanha com vista à sua inclusão na Lista de Património Mundial.

Esta candidatura integra onze jazidas, três em Portugal e oito em Espanha, escolhidas em função da sua importância e representatividade a fim de potenciar a relevância das muitas jazidas existentes na Península Ibérica. Designadamente, as jazidas propostas por Portugal são Pedreira do Galinha, no limite dos concelhos de Ourém e Torres Novas), Vale de Meios, no concelho de Santarém, e Pedra da Mua, no Cabo Espichel, no concelho de Sesimbra.

Os avaliadores foram acompanhados por representantes dos Ministérios do Ambiente, de Portugal, e da Cultura, de Espanha, directores-gerais de Cultura e Património das Comunidades Autónomas espanholas participantes na candidatura, presidentes das Autarquias portuguesas envolvidas geólogos e paleontólogos.

Como resultado desta visita, os avaliadores vão elaborar um relatório técnico com as suas recomendações a fornecer ao Comité de Património Mundial da UNESCO. Será este Comité, que integra 21 Estados, quem finalmente decidirá, na sua próxima sessão de Julho de 2010, em Brasília, acerca da inclusão dos Icnitos de Dinossáurios da Península Ibérica na lista do Património Mundial.

Não tendo sido chamado a integrar a parte portuguesa que participou na preparação desta candidatura, fui surpreendido pela não inclusão da grande jazida de Pego Longo, em Carenque, concelho de Sintra. Esta importante património, classificado como Monumento Natural (Dec. 19/97, de 5 de Maio) e deixado ao mais completo abandono pela instituição que o classificou e a quem incumbe a responsabilidade de zelar pela sua conservação, exibe um trilho de mais de 130 metros de comprimento, atribuído a um corpulento dinossáurio bípede (talvez um ornitópode), e um outro, mais pequeno, deixado por um carnívoro (terópode) de média estatura. Representa a mais moderna das jazidas, pois foi atribuída ao Cretácico superior (Cenomaniano, com 92 a 96 milhões de anos). A jazida de Carenque, cujo projecto de musealização foi aprovado em 2001 pela Câmara Municipal de Sintra, espera e desespera pela respectiva construção. Com bons acessos, este Monumento Natural encontra-se numa região de forte atracção turística, na imediata vizinhança de Lisboa e Sintra. Convém lembrar que a sua preservação forçou a abertura dos dois túneis da CREL que lhe passam por baixo, com um custo de oito milhões de euros, que correm o sério rico de serem desaproveitados.

Não custa admitir que a inclusão da jazida de Carenque (convenientemente limpa como, aliás, as outras o foram) na lista concorrente à referida candidatura, teria sido um grande passo sentido da concretização deste projecto.

(Texto publicado no DN, em 23.11.2009, e no Blog Sopas de de Pedra)


NOTA - é sempre um prazer ler textos deste Senhor, seja no Blog Sopas de de Pedra, seja em livro ou até nos comentários do seu Blog - hoje ali consegui uma informação (datas de nascimento e morte de um cantor português da família de um ilustre geólogo, que adivinhe o leitor quem são...) que procurava à longa data!

Adeus George...

Hare Krishna, George...


Jantar-convívio de final de ano - 25 anos dos Amigos dos Açores‏



Dos amigos açorianos recebemos a seguinte carta, que divulgamos com todo o prazer:

Caro(a)s Associado(a)s,

No próximo dia 12 de Dezembro decorrerá o passeio pedestre mensal de Dezembro, que terá uma pequena alteração em relação ao previsto: o trajecto a efectuar será Vista do Rei - Sete Cidades - Túnel - Mosteiros e não Mosteiros - Pico de Mafra tal como inicialmente previsto. As informações para inscrição nesta actividade serão enviadas a meados desta semana.

Nesse mesmo dia realizar-se-á o jantar-convívio de final de ano pelas 20.00 horas no Restaurante Mandarina, na zona industrial dos Portões Vermelhos, no Cabouco (Lagoa). A ementa e preçário estão na seguinte figura.

Neste convívio para além de ser apresentada a lista de passeios para 2010 e decidida a data da visita de estudo à ilha da Madeira, a realizar no próximo ano em intercâmbio com a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, serão assinalados os 25 anos dos Amigos dos Açores.

Convidam-se todo(a)s associado(a)s a estarem presentes.

Agradecem-se as Vossas inscrições para a nossa funcionária Carla Oliveira pelo telefone 296498004 ou para o email carlaoliveira@amigosdosacores.pt

Com os nossos cumprimentos,

Diogo Caetano

Amigos dos Açores - Associação Ecológica

Av. Da Paz, 14, 9600-053 Pico da Pedra
São Miguel, Açores (Portugal)

Tel/Fax (+351) 296 498 004

www.amigosdosacores.pt

George Harrison - 8 anos de saudade

Um cover de George dos anos oitenta (o original é de 1962) e um dos seus últimos sucessos:


Here comes the Sun




PS - George Harrison morreu há 8 anos - uma das suas melhores músicas e dos Fab Four para o recordar...

sábado, novembro 28, 2009

Tertúlia da SCT 2009 - final

Rómulo Vasco da Gama de Carvalho/António Gedeão
(Lisboa, 24.11.1906 - Lisboa, 17.02.1997)

(Caricatura in Blog Desenhos do Rui)

Filho de um funcionário dos correios e telégrafos e de uma dona de casa, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho nasceu a 24 de Novembro de 1906 na lisboeta freguesia da Sé. Aí cresceu, juntamente com as irmãs, numa casa modesta da rua do Arco do Limoeiro (hoje rua Augusto Rosa), no seio de um ambiente familiar tranquilo, profundamente marcado pela figura materna, cuja influência foi decisiva para a sua vida.

Na verdade, a sua mãe, apesar de contar somente com a instrução primária, tinha como grande paixão a literatura, sentimento que transmitiu ao filho Rómulo, assim baptizado em honra do protagonista de um drama lido num folhetim de jornal. Responsável por uma certa atmosfera literária que se vivia em sua casa, é ela que, através dos livros comprados em fascículos, vendidos semanalmente pelas casas, ou, mais tarde, requisitados nas livrarias Portugália ou Morais, inicia o filho na arte das palavras. Desta forma Rómulo toma contacto com os mestres - Camões, Eça, Camilo e Cesário Verde, o preferido - e conhece As Mil e Uma Noites, obra que viria a considerar uma da suas bíblias.

Criança precoce, aos 5 anos escreve os primeiros poemas e aos 10 decide completar "Os Lusíadas" de Camões. No entanto, a par desta inclinação flagrante para as letras, quando, ao entrar para o liceu Gil Vicente, toma pela primeira vez contacto com as ciências, desperta nele um novo interesse, que se vai intensificando com o passar dos anos e se torna predominante no seu último ano de liceu.

Este factor será decisivo para a escolha do caminho a tomar no ano seguinte, aquando da entrada na Universidade, pois, embora a literatura o tenha acompanhado durante toda a sua vida, não se mostrava a melhor escolha para quem, além de procurar estabilidade, era extremamente pragmático e se sentia atraído pelas ciências justamente pelo seu lado experimental. Desta forma, a escolha da área das ciências, apesar de não ter sido fácil, dá-se.

E assim, enquanto Rómulo de Carvalho estuda Ciências Físico-Químicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, as palavras ficam guardadas para quando, mais tarde, surgir alguém que dará pelo nome de António Gedeão.

Em 1932, um ano depois de se ter licenciado, forma-se em ciências pedagógicas na faculdade de letras da cidade invicta, prenunciando assim qual será a sua actividade principal daí para a frente e durante 40 anos - professor e pedagogo.

Começando por estagiar no Liceu Pedro Nunes e ensinar durante 14 anos no Liceu Camões, Rómulo de Carvalho é, depois, convidado a ir leccionar para o liceu D. João III, em Coimbra, permanecendo aí até, passados oito anos, regressar a Lisboa, convidado para professor metodólogo do grupo de Físico-Químicas do Liceu Pedro Nunes.

Exigente, comunicador por excelência, para Rómulo de Carvalho ensinar era uma paixão. Tal como afirmava sem hesitar, ser Professor tem de ser uma paixão - pode ser uma paixão fria mas tem de ser uma paixão. Uma dedicação. E assim, além da colaboração como co-director da "Gazeta de Física" a partir de 1946, concentra, durante muitos anos, os seus esforços no ensino, dedicando-se, inclusive, à elaboração de compêndios escolares, inovadores pelo grafismo e forma de abordar matérias tão complexas como a física e a química. Dedicação estendida, a partir de 1952, à difusão científica a um nível mais amplo através da colecção Ciência Para Gente Nova e muitos outros títulos, entre os quais Física para o Povo, cujas edições acompanham os leigos interessados pela ciência até meados da década de 1970. A divulgação científica surge como puro prazer - agrada-lhe comunicar, por escrito e com um carácter mais amplo, aquilo que, enquanto professor, comunicava pela palavra.

A dedicação à ciência e à sua divulgação e história não fica por aqui, sendo uma constante durante toda a sua a vida. De facto, Rómulo de Carvalho não parou de trabalhar até ao fim dos seus dias, deixando, inclusive trabalhos concluídos, mas por publicar, que por certo vêm engrandecer, ainda mais, a sua extensa obra científica.

Apesar da intensa actividade científica, Rómulo de Carvalho não esquece a arte das palavras e continua, sempre, a escrever poesia. Porém, não a considerando de qualidade e pensando que nunca será útil a ninguém, nunca tenta publicá-la, preferindo destruí-la.

Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publica, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas Movimento Perpétuo. No entanto, o livro surge como tendo sido escrito por outro, António Gedeão, e o professor de física e química, Rómulo de Carvalho, permanece no anonimato a que se votou.

O livro é bem recebido pela crítica e António Gedeão continua a publicar poesia, aventurando-se, anos mais tarde, no teatro e,depois, no ensaio e na ficção.

A obra de Gedeão é um enigma para os críticos, pois além de surgir, estranhamente, só quando o seu autor tem 50 anos de idade, não se enquadra claramente em qualquer movimento literário. Contudo o seu enquadramento geracional leva-o a preocupar-se com os problemas comuns da sociedade portuguesa, da época.

Nos seus poemas dá-se uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança. Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar, originada por uma vida em que sempre coexistiram dois interesses totalmente distintos, mas que, para Rómulo de Carvalho e para o seu "amigo" Gedeão, provinham da mesma fonte e completavam-se mutuamente.

A poesia de Gedeão é, realmente, comunicativa e marca toda uma geração que, reprimida por um regime ditatorial e atormentada por uma guerra, cujo fim não se adivinhava, se sentia profundamente tocada pelos valores expressos pelo poeta e assim se atrevia a acreditar que, através do sonho, era possível encontrar o caminho para a liberdade. É deste modo que "Pedra Filosofal", musicada por Manuel Freire, se torna num hino à liberdade e ao sonho.E, mais tarde, em 1972, José Nisa compõe doze músicas com base em poemas de Gedeão e produz o álbum "Fala do Homem Nascido".

O professor Rómulo de Carvalho, entretanto, após 40 anos de ensino,em 1974, motivado em parte pela desorganização e falta de autoridade que depois do 25 de Abril tomou conta do ensino em Portugal, decide reformar-se. Exigente e rigoroso, não se conforma com a situação. Nessa altura é convidado para leccionar na Universidade mas declina o convite.

Incapaz de ficar parado, nos anos seguintes dedica-se por inteiro à investigação publicando numerosos livros, tanto de divulgação científica, como de história da ciência. Gedeão também continua a sonhar, mas o fim aproxima-se e o desejo da morrer determina, em 1984, a publicação de Poemas Póstumos.

Em 1990, já com 83 anos, Rómulo de Carvalho assume a direcção do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, sete anos depois de se ter tornado sócio correspondente da Academia de Ciências, função que desempenhará até ao fim dos seus dias.

Quando completa 90 anos de idade, a sua vida é alvo de uma homenagem a nível nacional. O professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como o poeta, é reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música.

Infelizmente, a 19 de Fevereiro de 1997 a morte leva-nos Rómulo de Carvalho. Gedeão, esse já tinha morrido alguns anos antes, aquando da publicação de Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos.

Avesso a mostrar-se, recolhido, discreto, muito calmo, mas ao mesmo tempo algo distante, homem de saberes múltiplos e de humor subtil, Rómulo de Carvalho que nunca teve pressa, mas em vida tanto fez, deixa, em morte, uma saudade imensa da parte de todos quantos o conheceram e à sua obra.

sexta-feira, novembro 27, 2009

Tertúlia da SCT 2009 - VI

Como está quase a terminar a Semana da Ciência e Tecnologia de 2009, não podíamos deixar de recordar o mais famoso poema de Gedeão, imortalizado no saudoso programa Zip-Zip por Manuel Freire, aqui num filme muito interessante retirado do YouTube.



Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral
pináculo de catedral
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo de Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Columbina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

in Movimento Perpétuo, António Gedeão (1956)

quinta-feira, novembro 26, 2009

O cantautor Fausto nasceu há 61 anos


Fausto Bordalo Dias, de seu nome completo Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, também conhecido simplesmente por Fausto (Vila Franca das Naves, 26 de Novembro de 1948) é um compositor e cantor português.


Biografia

Em Angola formou o primeiro grupo chamado Os Rebeldes.

Em 1968 começa em Lisboa os seus estudos universitários. Grava o seu primeiro disco em 1970.

Com 12 discos gravados entre 1970 e 2005 (dez de originais, uma colectânea regravada e um disco ao vivo), Fausto é presentemente um dos mais importantes nomes da música em geral e da música popular portuguesa em particular.

A sua obra tem sido revisitada por nomes como Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro ou Cristina Branco.


Discografia

Álbuns de Originais
  • Fausto
  • Pró que der e vier (1974)
  • Beco com saída (1975)
  • Madrugada dos trapeiros (1977)
  • Histórias de viajeiros (1979)
  • Por este rio acima (1982)
  • O Despertar dos alquimistas (1985)
  • Para além das cordilheiras (1987)
  • A preto e branco (1988)
  • Crónicas da terra ardente (1994)
  • A Ópera mágica do cantor maldito (2003)

Colectâneas
  • O Melhor dos melhores (1994)
  • Atrás dos tempos vêm tempos (1996)
  • Grande grande é a viagem (ao vivo) (1999)
  • 18 Canções de Amor e Mais Uma de Ressentido Protesto (2007)

Feira de Minerais 2009 de Coimbra


Nos dias 27, 28 e 29 de Novembro de 2009, realiza-se a XV Feira de Minerais de Coimbra, no Museu Mineralógico e Geológico, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Largo Marquês de Pombal (mais propriamente em frente ao Laboratório Chimico, actual Museu da Ciência).

Das 10.00 às 20.00 horas

ENTRADA LIVRE


De ano para ano a feira tem-se tornado mais fraquinha, talvez pela falta de divulgação! Mas vale a pena visitar esta feira ímpar em Coimbra, nela poderão encontrar Gemas, Fósseis, Pedra Preciosas e Semi-Preciosas, Artigos de Decoração e Bijutarias (feitos a partir destes materiais), Âmbar, kits didácticos e artigos para coleccionismo.

Há anos que frequento esta feira e aconselho! Só tenho pena de ver os expositores a diminuírem de ano para ano bem como o número de visitantes e que a divulgação seja pouco notória e pouco atempada.




PS - à falta de melhor (não encontramos sequer um cartaz...) aqui fica a notícia, roubada a um Blog que desconhecíamos (e que também está AQUI).