terça-feira, março 31, 2026

Notícia sobre tsunamis no mar Mediterrâneo...

“Probabilidade de 100%”. Cientistas antecipam tsunami no Mediterrâneo nos próximos 30 anos

   

 

Nice, França

   

A previsão de um tsunami no Mar Mediterrâneo nas próximas décadas está a acelerar a necessidade de ter planos de evacuação, principalmente na Riviera Francesa.

O Mar Mediterrâneo é considerado como tendo um baixo risco de tsunami. A história e as recentes tecnologias de modelação demonstraram que as ondas destrutivas já atingiram a costa francesa e podem voltar a fazê-lo.

Os resultados de um projeto realizado em Nice e ao longo da Riviera Francesa mostram porque é que a antecipação e as medidas preventivas de evacuação continuam a ser os únicos meios verdadeiramente eficazes de salvar vidas.

Os tsunamis estão entre os fenómenos naturais mais destrutivos. Desencadeados por sismos, deslizamentos submarinos ou erupções vulcânicas, espalham-se rapidamente por longas distâncias antes de libertarem a sua energia perto da costa sob a forma de submersão repentina e correntes extremamente poderosas.

Desde alguns centímetros até vários metros, esta inundação é geralmente caracterizada por várias ondas, e as primeiras ondas não são necessariamente as maiores. A velocidade da corrente é tal que a pressão exercida sobre a infra-estrutura costeira pode atingir várias toneladas por metro quadrado.

Desde 1970, os tsunamis causaram mais de 250 000 mortes em todo o mundo, nomeadamente o tsunami do Boxing Day em 2004 no Oceano Índico e o tsunami de 11 de março de 2011 no Japão, por exemplo.

 

Um risco que, afinal, não é assim tão improvável

No imaginário coletivo, os tsunamis estão tradicionalmente associados ao Pacífico e ao Oceano Índico. O risco de um tsunami em alto-mar no Mediterrâneo tem sido frequentemente considerado marginal, e isso por si só pode ser enganador. Em junho de 2022, a UNESCO, que se dedica a aumentar a consciencialização global sobre o risco de tsunamis entre as comunidades costeiras, declarou:

“As estatísticas mostram que há 100% de probabilidade de um tsunami com pelo menos um metro de altura no Mar Mediterrâneo nos próximos 30 anos.”

Depois do Pacífico, a bacia do Mediterrâneo concentra o maior número de tsunamis históricos registados, vários dos quais atingiram a costa da Côte d’Azur, em França.

De acordo com os dados disponíveis, foram registadas cerca de vinte ocorrências na zona marítima da Riviera Francesa entre o século XVI e o início da década de 2000, com ondas que ultrapassaram frequentemente os dois metros.

 

Tempos de evacuação geralmente muito curtos

As origens dos tsunamis no Mediterrâneo podem ser locais ou distantes. Em alguns casos, o tempo de inundação das primeiras vagas pode ser inferior a dez minutos, particularmente em caso de deslizamento submarino ou terramoto perto da costa, como no Mar da Ligúria, entre a Córsega e a costa italiana.

Por outro lado, os tsunamis gerados mais longe de França, por exemplo ao largo da costa norte de África, podem atingir a Riviera Francesa em menos de 90 minutos.

O terramoto de Boumerdès (Argélia), a 21 de maio de 2003, provocou devastação em toda a costa mediterrânica francesa. Uma investigação de campo revelou que oito marinas na Riviera Francesa sofreram descidas significativas do nível do mar (de 50 cm a 1,5 m), purgas na bacia, fortes turbilhões e correntes, bem como danos em embarcações, consistentes com fenómenos de ressonância portuária. Os efeitos foram observados na costa da Riviera Francesa uma hora e quinze minutos após o sismo.

De origem mais local, o tsunami de Nice, a 16 de outubro de 1979, desencadeado pelo colapso subaquático de parte do estaleiro de construção do novo porto comercial de Nice (Alpes-Maritimes), adjacente ao aeroporto, provocou a morte a oito pessoas e danos significativos em Antibes, Cannes e Nice. O fenómeno foi observado em Antibes durante cerca de trinta minutos.

Outro cenário que poderá ocorrer mais próximo da costa é o do tsunami sísmico que atingiu o Mar da Ligúria a 23 de fevereiro de 1887, após um sismo submarino de magnitude entre 6,5 e 6,8 na escala de Richter.

Relatos contemporâneos descrevem um recuo repentino do mar em cerca de um metro em Antibes e Cannes, deixando barcos de pesca encalhados, antes da chegada de uma onda de quase dois metros que cobriu as praias.

Estes acontecimentos recordam-nos como somos apanhados de surpresa e como intervalos de tempo tão curtos demonstram as limitações dos sistemas de alerta tradicionais. A capacidade de evacuação rápida das comunidades costeiras torna-se crucial.

 

Um sistema operacional de alerta para a França

A França dispõe de um sistema nacional de alerta de tsunamis, integrado no Centro de Alerta de Tsunamis (Cenalt) desde julho de 2012, em conjunto com o sistema internacional coordenado pela UNESCO no Mediterrâneo.

Este sistema permite a deteção rápida de sismos com potencial para gerar tsunamis e a transmissão de um alerta em menos de quinze minutos para o Centro Interdepartamental de Gestão de Crises (COGIC) e para os centros de alerta internacionais.

Cabe depois às autoridades divulgar as mensagens de alerta à população, principalmente através da plataforma FR-Alert, que permite o envio de notificações para os telemóveis das pessoas localizadas na zona de perigo.

No entanto, este sistema global abrange apenas tsunamis causados ​​por sismos distantes e é pouco eficaz no caso de tsunamis locais ou causados ​​por deslizamentos submarinos, onde o tsunami pode atingir a costa em menos tempo do que o tempo de aviso prévio.

É por esta razão que é fundamental sensibilizar as populações costeiras para os sinais de alerta: sismos sentidos, movimentos anormais do mar e, na maioria das vezes, recuos do nível do mar antes da chegada do tsunami, embora nem sempre.

 

A costa de Nice – Côte d’Azur está em alto risco

Ao longo de toda a costa mediterrânica francesa, foi definida uma zona de evacuação pelas agências governamentais e pela Universidade de Montpellier, com base na altitude, distância ao mar e dados históricos.

Corresponde a zonas costeiras com altitude inferior a 5 metros e a menos de 200 metros do mar. Nas desembocaduras dos rios, esta distância é alargada para 500 metros em relação ao estuário.

Incluindo a Córsega, 1700 km de costa, 187 cidades ao longo da costa mediterrânica francesa e pelo menos 164 000 residentes seriam afetados. No pico do verão, estima-se que 835 000 banhistas também precisariam de ser considerados em caso de tsunami.

A área metropolitana de Nice – Côte d’Azur é vulnerável por diversas razões: urbanização densa, forte interesse turístico e praias muito movimentadas.

Uma análise fotográfica e modelação permitiu estimar que dezenas de milhares de pessoas estão presentes na área a evacuar durante períodos de grande fluxo de visitantes (entre 10.000 e 87.000 pessoas nas praias, dependendo da estação do ano e do horário).

 

Evacuação antes de um tsunami: o plano para Nice e zonas costeiras adjacentes

Perante um tsunami, a evacuação é o único meio eficaz de garantir a segurança da população. A experiência internacional demonstra que procedimentos de evacuação rápidos e bem planeados podem salvar a grande maioria das pessoas expostas.

As medidas de evacuação reativa, por exemplo, salvaram 96% dos habitantes japoneses quando o grande tsunami atingiu a costa de Tohoku, a 11 de março de 2011.

Em Nice – Côte d’Azur, foi desenvolvida uma estratégia de evacuação abrangente e apoiada por investigação científica liderada pelo Laboratório de Geografia e Planeamento Territorial da Universidade de Montpellier. Baseia-se em percursos de caminhada otimizados, tendo em conta inclinações, obstáculos, velocidades de deslocamento e pontos de congestionamento.

Os locais de refúgio situados fora do alcance das ondas foram identificados e validados pelas autoridades locais, e foram elaboradas rotas de evacuação com recurso a algoritmos para encontrar os percursos mais rápidos.

No total, quase uma centena de locais de refúgio foram mapeados e incorporados em planos operacionais de evacuação, concebidos para guiar rapidamente as pessoas para locais seguros.

 

Da ciência à ação: preparar a população

A sensibilização para os tsunamis deve ir além do mapeamento de evacuação: simulações de segurança, como exercícios de evacuação, particularmente nas escolas, ou a introdução gradual de sinalização pública de alerta, contribuem para incentivar comportamentos responsáveis.

Várias iniciativas como estas foram implementadas em Nice através de um projeto com estudantes de Montpellier.

Em Nice, uma plataforma de informação de acesso público com mapas interativos permite ainda aos utilizadores encontrar zonas de evacuação, percursos e instruções a seguir em caso de alerta. Estas ferramentas contribuem para o desenvolvimento de uma verdadeira cultura de risco de tsunami.

 

Tornar-se um território “Preparado para Tsunamis”

Para além da região costeira da Côte d’Azur, em França, o portal de informação pode ser aplicado a outros litorais em França e na Europa, tanto no Mediterrâneo como noutros continentes, onde o tempo de inundação de um tsunami pode ser igualmente curto.

As iniciativas que estão a ser implementadas em Nice estão em linha com o programa internacional de reconhecimento “Preparado para Tsunamis” (TRRP) da UNESCO. Este programa de 12 pontos visa certificar territórios capazes de antecipar o risco de tsunamis, preparar as suas populações e coordenar uma resposta adequada.

As primeiras cidades a receber o selo e que beneficiaram do apoio científico e técnico foram Deshaies, em Guadalupe, e Cannes, sendo que Nice deverá aderir ao programa em breve.

Quando se enfrenta uma onda que pode chegar em questão de minutos, estar preparado para evacuar faz toda a diferença.


in ZAP

Charles Doolittle Walcott, o geólogo que descobriu os Xistos de Burgess, nasceu há 176 anos

       
Charles Doolittle Walcott (New York Mills, Condado de Oneida, Nova Iorque, 31 de março de 1850 - Washington, DC, 9 de fevereiro de 1927) foi um paleontólogo dos Estados Unidos, especialista em invertebrados.
É sobretudo conhecido pela descoberta dos Xistos de Burgess, uma formação geológica na Colúmbia Britânica, Canadá, considerada uma das principais jazidas de fósseis do mundo, que contém grande número de fósseis do período Câmbrico médio extraordinariamente bem preservados, incluindo vários tipos de invertebrados e também os animais dos quais evoluíram os cordados, como o Pikaia, advindo daí a sua extrema importância na paleontologia.
Foi laureado com a medalha Wollaston pela Sociedade Geológica de Londres, em 1918.
 
Marrella é um género de artrópode encontrado por Charles Doolittle Walcott nos Xistos de Burgess
 
     
Opabinia, um dos estranhos animais encontrados nos Xistos de Burgess
  
in Wikipédia

Walcott Quarry
   
O Folhelho Burgess ou Xistos de Burgess é um sítio fossilífero das Rochosas, localizado em Colúmbia Britânica, Canadá, e é considerado uma das principais jazidas de fósseis do mundo. Contém grande número de fósseis do Câmbrico médio, extraordinariamente bem preservados, incluindo vários tipos de invertebrados e também os animais dos quais evoluíram os cordados, como o Pikaia, advindo daí a sua extrema importância na paleontologia.
Xistos de Burgess foi o termo informal que Charles Walcott usou para se referir a unidade fossilífera, que mais tarde passou a ser aplicada mais amplamente para descrever o tipo de agrupamento de fósseis que é encontrado na pedreira de Walcott. O sítio fossilífero pertence a formação Stephen, que possui uma parte "fina" e outra "espessa", alguns pesquisadores consideram que a parte "fina" deva ser separada como a formação dos Xistos de Burgess.

 
 
undefined
Ottoia, a soft-bodied worm, abundant in the Burgess Shale

The Burgess Shale is a fossil-bearing deposit exposed in the Canadian Rockies of British Columbia, Canada. It is famous for the exceptional preservation of the soft parts of its fossils. At 508 million years old (middle Cambrian), it is one of the earliest fossil beds containing soft-part imprints.
The rock unit is a black shale and crops out at a number of localities near the town of Field in Yoho National Park and the Kicking Horse Pass. Another outcrop is in Kootenay National Park 42 km to the south.
   
The first complete Anomalocaris fossil found

  

History and significance
The Burgess Shale was discovered by palaeontologist Charles Walcott on 30 August 1909, towards the end of the season's fieldwork. He returned in 1910 with his sons, daughter, and wife, establishing a quarry on the flanks of Fossil Ridge. The significance of soft-bodied preservation, and the range of organisms he recognised as new to science, led him to return to the quarry almost every year until 1924. At that point, aged 74, he had amassed over 65,000 specimens. Describing the fossils was a vast task, pursued by Walcott until his death in 1927. Walcott, led by scientific opinion at the time, attempted to categorise all fossils into living taxa, and as a result, the fossils were regarded as little more than curiosities at the time. It was not until 1962 that a first-hand reinvestigation of the fossils was attempted, by Alberto Simonetta. This led scientists to recognise that Walcott had barely scratched the surface of information available in the Burgess Shale, and also made it clear that the organisms did not fit comfortably into modern groups.
Excavations were resumed at the Walcott Quarry by the Geological Survey of Canada under the persuasion of trilobite expert Harry Blackmore Whittington, and a new quarry, the Raymond, was established about 20 metres higher up Fossil Ridge. Whittington, with the help of research students Derek Briggs and Simon Conway Morris of the University of Cambridge, began a thorough reassessment of the Burgess Shale, and revealed that the fauna represented were much more diverse and unusual than Walcott had recognized. Indeed, many of the animals present had bizarre anatomical features and only the slightest resemblance to other known animals. Examples include Opabinia, with five eyes and a snout like a vacuum cleaner hose and Hallucigenia, which was originally reconstructed upside down, walking on bilaterally symmetrical spines.

With Parks Canada and UNESCO recognising the significance of the Burgess Shale, collecting fossils became politically more difficult from the mid-1970s. Collections continued to be made by the Royal Ontario Museum. The curator of invertebrate palaeontology, Desmond Collins, identified a number of additional outcrops, stratigraphically both higher and lower than the original Walcott quarry. These localities continue to yield new organisms faster than they can be studied.

Stephen Jay Gould's book Wonderful Life, published in 1989, brought the Burgess Shale fossils to the public's attention. Gould suggests that the extraordinary diversity of the fossils indicates that life forms at the time were much more disparate in body form than those that survive today, and that many of the unique lineages were evolutionary experiments that became extinct. Gould's interpretation of the diversity of Cambrian fauna relied heavily on Simon Conway Morris's reinterpretation of Charles Walcott's original publications. However, Conway Morris strongly disagreed with Gould's conclusions, arguing that almost all the Cambrian fauna could be classified into modern day phyla.
The Burgess Shale has attracted the interest of paleoclimatologists who want to study and predict long-term future changes in Earth's climate. According to Peter Ward and Donald Brownlee in the 2003 book The Life and Death of Planet Earth, climatologists study the fossil records in the Burgess Shale to understand the climate of the Cambrian explosion, and use it to predict what Earth's climate would look like 500 million years in the future when a warming and expanding Sun combined with declining CO2 and oxygen levels eventually heat the Earth toward temperatures not seen since the Archean Eon 3 billion years ago, before the first plants and animals appeared, and therefore understand how and when the last living things will die out.
After the Burgess Shale site was registered as a World Heritage Site in 1980, it was included in the Canadian Rocky Mountain Parks WHS designation in 1984.
In February 2014, the discovery was announced of another Burgess Shale outcrop in Kootenay National Park to the south. In just 15 days of field collecting in 2013, 50 animal species were unearthed at the new site. 

  

A capital da Nicarágua, Manágua, foi arrasada por um terramoto há 95 anos...

     

El terremoto de Managua de 1931, llamado localmente terremoto del 31, fue un sismo de magnitud 6.0 grados en la escala de Richter que destruyó la capital de Nicaragua el Martes Santo 31 de marzo de 1931. Su epicentro se ubicó en la falla del Estadio (llamada así por atravesar el actual Estadio Nacional Dennis Martínez que entonces era la Penitenciaría Nacional). Causó cerca de entre 1.200 y 1.500 muertos, más de 2.000 heridos y 45.000 damnificados, al igual que pérdidas económicas de 35 millones de dólares causadas por el sismo y el consecuente incendio. El desastre sembró las semillas del siguiente terremoto del 23 de diciembre de 1972, pues muchas casas y edificios dañados, hechos de taquezal (armazón de madera con entrepanos de reglas, rellenos con piedras y después revestidos de argamasa mezcla de agua con lodo y hierba) u hormigón, se repararon inapropiadamente con repello dejando las grietas en sus bases y estructuras por lo que se derrumbaron con ese sismo.

 

La destrucción y los daños

A las 10 y 23 minutos de la mañana del 31 de marzo de 1931, Martes Santo (en plena Semana Santa), la ciudad fue sacudida por un temblor que empezó de una manera lenta y fue aumentando en vitalidad hasta culminar en terremoto que causó la destrucción de Managua.

En los mercados, almacenes y tiendas de comercio que estaban atestadas de gente que se preparaba para la Semana Santa, fue mayor el espanto y la confusión. Los que habían quedado con vida corrían como locos en distintas direcciones.

Por las materias inflamables de las boticas y las cocinas de leña, empezó un feroz incendio que devoró más de veinte manzanas del radio central; incendio que se propagaba libremente sin que nadie pudiera contrarrestarlo, pues no era el momento para dedicarse a esas atenciones. Cada quien buscaba en los escombros a su madre, a su padre, al hermano, al hijo. Managua, convulsa siempre por los pequeños temblores que siguieron después del terremoto, era solo un lamento entre las ruinas, en las calles desoladas y en el ambiente trágico.

Cayeron el Palacio de Comunicaciones, los mercados Central y San Miguel, el teatro Variedades, la Casa del Águila, los templos de Candelaria, San Antonio, San Pedro. También, la Penitenciaría Nacional (ubicada donde hoy es el Estadio Stanley Cayasso), donde murieron centenares de reos y alienados. Los mejores edificios del radio central y el que no se derrumbó en la ciudad, quedó averiado.

Quedaron en pie solamente la armazón de hierro de la Antigua Catedral en construcción (apenas iniciada tres años antes en 1928), la Casa Pellas, el Club Social, el Palacio del Ayuntamiento, el Palacio Nacional (incendiado posteriormente por los marines estadounidenses en un arranque de furia) y la Casa Presidencial de la Loma de Tiscapa, y uno que otro edificio de particulares. Más de mil personas perecieron en esa hora trágica, y otro tanto quedó golpeado o lisiado para el resto de su vida.

En medio de aquel lugar de ruinas y de dolor, surgía impasible la figura evangélica de Monseñor José Antonio Lezcano y Ortega, Arzobispo de Managua, que de un lado para otro se multiplicaba socorriendo a los agonizantes o dando consuelo a los que lloraban la muerte de un deudo. Su figura se agigantaba entre los escombros y entre los cadáveres. Era el pastor estoico y resignado ante la obra de la naturaleza, que veía morir a su pueblo, y que arriesgandose ante el peligro repartía bendiciones. Era Jesús aplacando la tempestad en el mar de Tiberiades y dando muestras de valor a sus apóstoles. 41 años, 8 meses y 22 días después Monseñor Miguel Obando y Bravo, S.D.B. (elevado a Cardenal en 1985) recorrería las calles por 20 horas para auxiliar a los damnificados del terremoto del 23 de diciembre de 1972.

Cuanta diferencia con aquel otro que en la misma hora fulminaba anatemas contra la ciudad mártir. Monseñor Canuto Oviedo y Reyes, obispo de Granada, afirmó en su carta pastoral Digitus Deo Est (El dedo de Dios está aquí) que el desastre era un castigo divino, pues ese mismo día un grupo de muchachas iría a un balneario en el Océano Pacífico, lo que interpretó como blasfemia.

Pasado el primer momento de estupor, empezó la obra de salvamento. Muchas personas estaban ilesas bajo los escombros y pudieron rescatarse, como Francisco Solórzano Lacayo, y otros que no se recuerdan.

Centenares de cadáveres sin identificar se llevaron en camión al cementerio y se echaron a la fosa común; una zanja especial que se hizo prontamente. Más tarde se colocó allí un monumento costeado por los obreros.

 

El Presidente Moncada y las medidas

El terremoto sorprendió al Presidente de Nicaragua general José María Moncada disfrutando las vacaciones de Semana Santa en su residencia campestre llamada Palacete de Venecia a la orilla de la laguna de Masaya. La noticia del desastre le llegó después que la información recorriera un largo periplo por los sistemas militares de radio de los marines (Nicaragua estaba intervenida por la Infantería de Marina de los Estados Unidos) y la Tropical Radio, también estadounidense, que informaron a Washington D. C., luego a Nueva York, de ahí llegó a San Juan del Sur en el departamento de Rivas por cable y a Masatepe por telégrafo a Masatepe de donde salió un mensajero llevando la fatal noticia a dicho palacete. Moncada llegó el mismo día a Managua por la tarde e instaló una improvisada Casa Presidencial en la residencia de su primo y subsecretario de Relaciones Exteriores Anastasio Somoza García, (futuro Jefe Director de la Guardia Nacional y presidente de la república) frente a la ermita del Perpetuo Socorro, esquina opuesta al Campo de Marte; allí le llegaron las condolencias de diplomáticos y jefes de Estado, de todos los países del mundo incluyendo las del Papa Pío XI, Herbert Hoover (Presidente de los Estados Unidos) y las de Henry L. Stimson. Más tarde el Gobierno del general Moncada se trasladó temporalmente a la ciudad de Masaya, que por algunos días fue la capital.

La ley marcial fue decretada y los marines la aplicaron, se usaron cartuchos de dinamita para demoler los edificios no destruidos y así detener el avance de las llamas. Pero las explosiones causaron más destrucción que el mismo terremoto; esta experiencia evitó el uso en el siguiente terremoto del 23 de diciembre de 1972.

 

Muertos

Señorita María Hueso, Leticia Abea (vendedora de la tienda de Egon Lenz). José Moreno (tipógrafo), Edda Irías Zamora Br., Gilberto Saballos, Josefa Sandino, Napoleón Ré., Dona Yelba Castillo, Francisco G. Avellán, Aurora Sandino, 2 señoritas de apellido Stadthagen, Blanca Monje. Chepita Oreamuno, Alicia Sandino, Lucita Mora Oreamuno, Graciela Meléndez, Pedro Mora Oreamuno. Juana Mercado, Vicente Mora Oreamuno, Gregoria García, José Antonio Mora Oreamuno, Rosa de Mejía. Pedro Pablo Argüello, Carmela Ruiz, Federico K. Morris (murió el 1 de abril de 1931), Margarita Ramírez, Francisca Montealegre de Solórzano. Leticia Martínez, Paula Morales de Delgado, Petronila Zambrana, señorita Inés Saballos, Inés Martínez. Señorita Chepita Sevilla, Sabina Cajina, Dominguita Cubillo v. de Corea, Matilde Cáceres, Margarita Selva de Robleto Gallo. Luisa Toval, Elsa Anzoátegui de Mejía, Eugenia Torres, señorita María Leticia Abea, Alicia Alemán. Ernestina Hurtado de Ruiz, Virginia Silva M, nietas de Ernestina: Dorita y Soledad. Ana Castillo, Sinforoso Saénz R, Petronila Aguilar, niño Enrique Elizondo, Josefa de Rodríguez. Roque Matamoros, Gertrudis Benavente, Carmen Fonseca Saballos, Armando (hijo de Gertrudis Benavente). Dr. Leopoldo Rosales, Carmen Guillén de Estrada, Alicia Baca de Godoy, Sofía Rivera, señorita Rosa Cifuentes. Ana Rosa García, señorita María Arce, Josefa Bermúdez de Cuadra, niña Telma Leal, Isabel Picado. Adolfo Romero, Isabel (hija pequeña de Isabel Picado), Ramón A. Reyes, Juana Rivera, Sor Conchita (Superiora del Hospital General), Francisca de Castillo. Rosalía Martínez y Juana Guillén.

En la Penitenciaría murieron el mayor del cuerpo de Marinos, Dr. Hugo Baske, el teniente Jaime F. Diekey, 24 soldados y casi todos los reos. En la calle, por el comercio y en sus respectivos automóviles perecieron: la señorita del oficial J. D. Murray Lea Rossich, esposa del teniente Louis Rossich, y su hijo Louis.

En los mercados se identificaron 65 cadáveres de mujeres y 17 de varones, los que recogieron sus dedos. Algunos por el estado lastimoso en que quedaron, sin identificar, se les llevó a la fosa común. Carmen Malespín, María Galo de Ruiz, Jacinta Miranda, Leonor Castillo, Genoveva de Tapia. Teresa Dubón, Virginia Muñoz, Berta López, Rosa Luna de Quintana, Dolores Santamaría de Solórzano. Rosario Robleto, Francisco Meléndez, Rosa Palacios, Juana Méndez, María Fonseca que ya había salido del mercado pero regreso a buscar unos documentos, cuando le cayo una viga. María Helen Peters, Amanda Miranda (nieta de Jacinta), Domingo Castillo (hijo de Leonor Castillo), Alfredo García, Salomón Rivera. Domingo Fonseca, Jesús Estrada, Juan Galeano, José María Baltodano, José Francisco Picado. Clemente Cabezas, Luis Castillo, Jesús García, Mauricia Rodríguez E., Ritana de Morales. Petronila Aguilar, Margarita Baca, Tiburcio Rayo, Adolfo Romero, Manuel Fonseca. Gustavo Munguía, Adán Sandino, Julio Espinosa G., Ana Castillo, Olga Morales A. Herminia de Meléndez, Matilde de Briceño (esposa de Julio Briceño Rivera) junto al niño (6 años) Salomón Briceño Rivera (hijo de Jacinta Rivera y Eugenio Briceño). Matilde y el niño Salomón murieron en el mercado Central; cuando comenzó el terremoto, Matilde corrió con el niño en brazos hacia el fondo del mercado en vez de la parte frontal que estaba más cerca y lamentablemente una de las paredes les atrapó hasta la mitad del cuerpo donde murieron por múltiples fracturas. Mercedes Fitoria y Adrián Zavala, a quien encontraron en unos escombros muchos días después.

 

Consecuencias

Muchos edificios y casas de taquezal que sobrevivieron al sismo quedaron en pie, pero les repararon las paredes, dejando ocultas las lesiones en sus bases razón por la cual 41 años, 8 meses y 22 días después cayeron en el terremoto de 1972. El Palacio del Ayuntamiento (construido en 1927) y la Casa Presidencial, recientemente inaugurada el 4 de enero, quedaron dañados levemente; en esta última una parte del costado sur cayó en la laguna de Tiscapa. Ambos fueron "reparados" cosméticamente, teniendo sus bases dañadas, por lo que se derrumbaron en 1972.

 

La ayuda internacional

Las hermanas Repúblicas de Centroamérica inmediatamente después del terremoto enviaron los primeros socorros por la vía aérea, consistentes en alimentos, medicinas y dinero. El primer auxilio que llegó fue el de El Salvador, de cuya comisión era jefe el General Trabantino, caballeroso y noble en tales circunstancias.

Los golpeados y heridos, que llegaron a dos mil, fueron enviados a los hospitales preparados de emergencia en León, Masaya y Granada, porque en Managua era imposible atenderlos. La ciudad destruida era un solo lamento. Hogares enlutados, riquezas destruidas, quemado el Archivo Nacional donde existía toda la documentación histórica de Nicaragua. Dichosamente se salvó la Biblioteca Nacional. El gobierno creó un fondo para damnificados del desastre.

A raíz del terremoto aterrizó en Managua, manejando su propio avión, el millonario norteamericano Will Rogers, quien obsequió cinco mil dólares para los damnificados; este rasgo humanitario del filántropo yankee, causó honda sensación y el gobierno, agradecido, puso su retrato en las estampillas de correo.

A los pocos meses después del terremoto, vinieron discos de México con una canción hondamente sentida, cuya música y letra era del cantante mexicano Guty Cárdenas, quien se inspiró en nuestro propio dolor para externar sus sentimientos por medio de la poesía y del pentagrama. Poco tiempo después el artista Guty Cárdenas murió asesinado en la Ciudad de México. Managua le agradece su recuerdo y deplora su triste fin.

El operador del inalámbrico de la Tropical radio Telegraph Company, Mr. S. M. Craigie, que se encontraba de turno, fue quien de Portezuelo dio aviso al mundo de la desgracia que ocurrió. El Teniente Harold D. Hoke, aviador del cuerpo de marinos de los Estados Unidos, voló hacia Corinto para urgir socorro inmediato de medicinas, de los vapores de guerra surtos en la bahía.

En el Vapor Corinto, el jueves 2 de abril desembarcó en Corinto una parte de la Cruz Roja Salvadoreña y el domingo 5 de ese mismo mes a bordo del vapor Venezuela llegó el resto encabezado por su jefe el general José Tomás Calderón, inspector general del Ejército de su país; Dr. José A. Fernández, Agustín Rivera y Ricardo Moreira, y las enfermeras Olimpia Montes, Hercilia Turner, Rosibel Romero, Cristina y Anita Goens y Carmen Moreno. Esta misión trajo además 150 qq. de azúcar, medicinas, aparatos telefónicos, telegráficos y alambre en gran cantidad para restablecer los servicios de comunicaciones. A la Misión salvadoreña debe Nicaragua que las comunicaciones con Managua no hayan sido interrumpidas por un tiempo indefinido, pues éstas fueron restablecidas con gran rapidez.

El jueves 9 del mismo mes, llegó a Corinto el vapor Kreta con la Cruz Roja de Costa Rica, integrada así: Jefe de la misma, Dr. Warren H. Morry, Dr. Inocente Moreira, nicaragüense; Dr. Onofre Villalobos y Elías Calderón, Francisco Bonilla, Manfredo Pentzke, José Emilio Bolaños, Ernesto Oviedo, Luis Esquivel, Juan M. Morales, Cornelio Vargas, Ernesto Lacayo, Gilberto Tercero y Ramón M. Padilla. esta misión trajo para los damnificados, tiendas de campaña, 5,000 inyecciones antitetánicas y gran cantidad de medicinas, 1,000 camisolas, 1,000 calzoncillos, 1,000 pantalones, y 1,000 pares de calzado. Además de esto también traía el contingente del diario "La Tribuna", de San José, Costa Rica, consistente en maíz, arroz y frijoles.

Por la vía aérea también llegaron a Managua, la Cruz Roja de los Estados Unidos, la Cruz Roja de Panamá, encabezada por la distinguida señorita panameña Enriqueta Morales, y la Cruz Roja de Guatemala, formando parte de esta última el Dr. Rodolfo Espinosa R. que fue Vicepresidente de la República, y por la vía del Tempisque, la Cruz Roja de Honduras.

Todas estas misiones prestaron valiosos servicios tanto en la capital como en otras ciudades donde se encontraban refugiados los damnificados. Fue la Cruz Roja salvadoreña la que más se distinguió.

Un caso curioso y providencial ocurrió en el Barrio de la Penitenciaría. A la hora del terremoto un hombre estaba cavando un pozo, a una profundidad de 30 varas. Creyó el pobre hombre que ya había llegado a su última hora al ver que las paredes del pozo se bambaleaban y gritó desesperadamente; pero en vano, nadie estaba en ánimo de extraerlo de aquella profundidad. El brocal que ya estaba concluido, cayó totalmente; pero hacia afuera, sin caer ni una arena en el agujero donde estaba el hombre. este fue sacado sano y salvo.

 

Pugna por el traslado de la capital

Detrás de la tenebrosa pastoral de Monseñor Canuto Oviedo y Reyes estaba la intención de despojar a Managua de su estatus de capital de la República (el 5 de febrero de 1852 fue elevada a tal categoría para terminar con las pugnas entre León y Granada por la capitalidad) y trasladarla a Granada. La opinión del pueblo granadino, inspirándose en la pastoral episcopal, opinaba que "la capital no podía estar en un sitio maldito". Inmediatamente después de dicha pastoral, en el seno del Congreso Nacional reunido de emergencia en Masaya, el prestigioso tribuno granadino, Doctor Carlos Cuadra Pasos, abogó por trasladar la capital a otra "ciudad"; el ministro de Hacienda Antonio Barberena, puso a disposición del Presidente Moncada su hermosa mansión en Granada para ser la residencia del Presidente de la República.

Al conocer las pretensiones de Granada, se apresuró otro movimiento similar en León, donde se formó una comisión integrada por el diputado Doctor Leonardo Argüello Barreto (futuro Presidente de Nicaragua, que sería derrocado el 26 de mayo de 1947 en un golpe de Estado que le dio el General Anastasio Somoza García a solo 26 días de su toma de posesión) y el General Francisco Parajón (ambos del oficialista Partido Liberal Nacionalista, PLN), quienes ofrecieron amplias facilidades para instalar al Presidente Moncada y su Gabinete, si trasladaban la Casa Presidencial a León. La pugna por el traslado de la capital se tornó seriamente conflictiva, pero el presidente Moncada dichosamente no era nativo de Granada, Masaya o León, sino de Masatepe y propuso el proyecto de extender la jurisdicción del Distrito Nacional de Managua hasta Masaya, para que en cualquier otra emergencia los Poderes Públicos pudiesen trasladar su residencia a Masaya, sin necesidad de un Decreto del Congreso Nacional; la propuesta implícita y explícitamente supeditaba el Municipio de Masaya al de Managua. Una idea que no agradó del todo a los masayas, pero el asunto se olvidó con el tiempo. Moncada ordenó que cada persona reconstruyera su casa, por lo que 10 años después del sismo no había escombros en la capital. Pero otro terremoto la destruiría nuevamente 41 años, 8 meses y 22 días después el 23 de diciembre de 1972, sin que hasta la fecha se haya reconstruido del todo, porque el centro capitalino fue confiscado por el Estado en 1973, prohibiéndose la reconstrucción.


in Wikipédia

Herb Alpert celebra hoje noventa e um anos

    

Herb Alpert (Los Angeles, March 31, 1935) is an American trumpeter who led the band Herb Alpert & the Tijuana Brass in the 1960s. During the same decade, he co-founded A&M Records with Jerry Moss. Alpert has recorded 28 albums that have landed on the Billboard 200 chart, five of which became No. 1 albums; he has had 14 platinum albums and 15 gold albums. Alpert is the only musician to hit No. 1 on the U.S. Billboard Hot 100 as both a vocalist ("This Guy's in Love with You", 1968) and an instrumentalist ("Rise", 1979).

Alpert has reportedly sold 72 million records worldwide. He has received many accolades, including a Tony Award and eight Grammy Awards, as well as the Grammy Lifetime Achievement Award. In 2006, he was inducted into the Rock and Roll Hall of Fame. Alpert was awarded the National Medal of Arts by Barack Obama in 2013. 

 


 

Anne Frank morreu, provavelmente, há oitenta e um anos...

Cenotáfio de Margot e Anne Frank, vítimas dos nazis no campo de concentração de Bergen-Belsen
   
Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de junho de 1929 - Bergen-Belsen, 31 de março de 1945), foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela tornou-se famosa mundialmente com a publicação póstuma do seu diário, no qual escrevia as experiências do período em que a sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.
  
undefined
 
Embora tenha nascido na cidade alemã de Frankfurt am Main, Anne passou a maior parte da vida em Amesterdão, nos Países Baixos. A sua família mudou-se para lá em 1933, ano da ascensão dos nazis ao poder. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o território neerlandês foi ocupado e a política de perseguição do Reich foi estendida à população judaica residente no país. A família de Anne escondeu-se em julho de 1942, abrigando-se num sótão secreto de um edifício comercial.
Durante o período no chamado "anexo secreto", Anne escrevia no diário a sua intimidade e também o quotidiano das pessoas ao seu redor. E lá permaneceu por dois anos até que, em 1944, um delator desconhecido, revelou o esconderijo às autoridades nazis. O grupo foi, então, levado para campos de concentração. Anne Frank e sua irmã Margot foram transferidas para o campo de Bergen-Belsen, onde morreram de tifo em março de 1945.
Otto Frank, pai de Anne e único sobrevivente da família, retornou a Amesterdão depois da guerra e teve acesso ao diário da filha. Os seus esforços levaram à publicação do material em 1947. O diário, que foi dado a Anne no seu aniversário de 13 anos, narra a sua vida de 12 de junho de 1942 até 1 de agosto de 1944. É, atualmente, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo.
  
  

O geólogo Claude Allègre nasceu há 89 anos...

undefined
 
Claude Jean Allègre (Paris, 31 de março de 1937Paris, 4 de janeiro de 2025) foi um político e geoquímico francês.

Biografia
Fez os seus estudos universitários na Universidade de Paris, onde se formou em física e geologia, recebendo o título de Doutor em Física em 1962.
Lecionou como assistente de física na Universidade de Paris de 1962 até 1968 antes de assumir o posto de assistente de física no "Instituto de Física do Globo" de Paris. A partir de 1967 ocupou o cargo de diretor do programa de geoquímica e cosmoquímica no "Centro Nacional de Pesquisa Científica da França". Em 1970, ocupou uma posição na "Universidade de Paris VII", que ainda mantém. De 1971 a 1976 foi diretor do "Departamento de Ciências da Terra", e de 1976 a 1986, diretor do Instituto de Física do Globo. Em 1993 assumiu como membro da "Universidade Denis Diderot". Além disso, trabalhou em várias universidades e instituições dos Estados Unidos e Inglaterra.
Foi um dos primeiros geoquímicos a analisar as amostras das rochas lunares recolhidas pela missão Apollo, sendo um dos primeiros cientistas a medir a idade da Lua. Foi autor de uma centena de artigos e uma dezena de livros, a maioria sobre a evolução da Terra, usando especialmente evidências isotópicas.
Na política, como membro do Partido Socialista da França, foi conselheiro especial de Lionel Jospin no Ministério da Educação, de 1988 a 1992 e Ministro da Educação, Pesquisa e Tecnologia no gabinete de Jospin, de junho de 1997 a março de 2000.
Foi responsável pelo lançamento e grande impulsionador da Declaração de Bolonha.
Foi membro eleito da Académie des Sciences desde 1995 e associado estrangeiro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Foi laureado com o Prémio Crafoord em 1986 pela Academia Real das Ciências da Suécia, com a Medalha Wollaston, em 1987, pela Sociedade Geológica de Londres, e com a Medalha de Ouro CNRS, em 1994.
Morreu em 4 de janeiro de 2025, aos 87 anos.
     

Angus Young, o guitarrista e líder dos AC/DC, comemora hoje setenta e um anos


undefined
       
Angus McKinnon Young (Glasgow, Escócia, 31 de março de 1955) é um músico e compositor, conhecido por ser o guitarrista, principal compositor, líder e fundador da banda de hard rock AC/DC. Apesar de ser escocês, passou a ser australiano, possuindo dupla nacionalidade. No ano de 2003, foi introduzido, juntamente com Malcolm Young, Brian Johnson e outros membros do AC/DC, no Hall da Fama do Rock n'Roll
   
undefined
   
É conhecido no mundo inteiro pelas suas performances nos palcos durante shows, o seu tradicional uniforme escolar britânico, que acabou por se tornar um símbolo da banda e por realizar a popular 'Duckwalk', dança inventada pela lenda musical, Chuck Berry. Foi considerado o 12º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. A sua guitarra elétrica predileta é a Gibson SG, que conseguiu na Austrália e usa há mais de quarenta anos na sua carreira. Um dos maiores guitarristas da história do Rock and Roll e considerado pela grande maioria o maior riffer de todos os tempos. É autor de célebres riffs de guitarra, como : "Highway to Hell", "Shoot to Thrill", "Riff Raff", "Black Ice", "T.N.T.", "Let There Be Rock", "Hells Bells", "Rock 'N Roll Train", "Thunderstruck", entre outros.

    

undefined

   
 

O Brasil tornou-se uma ditadura militar há 62 anos...

Tanques na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 1964

 

O Regime militar no Brasil foi um período da história política brasileira iniciado com o golpe militar de 31 de março de 1964, que resultou no afastamento do Presidente da República de jure e de facto, João Goulart, assumindo provisoriamente o presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli e, em definitivo, o Marechal Castelo Branco. O regime militar teve ao todo cinco presidentes e uma junta governativa, estendendo-se do ano de 1964 até 1985, com a eleição para presidente de Tancredo Neves.
O regime pôs em prática vários Atos Institucionais, culminando com o AI-5, de 1968, a suspensão da Constituição de 1946, a dissolução do Congresso Brasileiro, a supressão de liberdades individuais e a criação de um código de processo penal militar que permitiu que o exército brasileiro e a polícia militar do Brasil pudessem prender e encarcerar pessoas consideradas "suspeitas", além de qualquer revisão judicial.
   

A música de Chuck Berry Johnny B. Goode foi lançada há 68 anos...!


    

"Johnny B. Goode" is a 1958 rock song written and first recorded by Chuck Berry. Released as a single, it peaked at number two on Billboard magazine's Hot R&B Sides chart and number eight on its pre-Hot 100 chart.

"Johnny B. Goode" is considered one of the most recognizable songs in the history of popular music. Credited as "the first rock & roll hit about rock & roll stardom", it has been recorded by many other artists and has received several honors and accolades, including being ranked seventh on Rolling Stone's list of the "500 Greatest Songs of All Time" and included as one of the 27 songs on the Voyager Golden Record, a collection of music, images, and sounds designed to serve as a record of humanity.

 

in Wikipédia


Os Reis Católicos expulsaram os Judeus há 534 anos...

Cópia assinada do édito de expulsão
   
O Decreto de Alhambra foi um decreto régio promulgado pelos Reis Católicos (Isabel I de Castela e o rei Fernando II de Aragão), ordenando a expulsão ou conversão forçada da população judaica da Espanha, e levando à fuga e dispersão dos sefarditas (judeus ibéricos) pelo Magrebe, Médio Oriente e sudeste da Europa. Foi escrito por Juan de Coloma, o secretário real, e assinado em Alhambra, Granada, a 31 de março de 1492.
Aceite com resignação por grande parte da comunidade judaica, uma notável exceção foi o rabino D. Isaac Abravanel. Um documento fictício, atribuído a Abravanel, que seria uma resposta escrita a esse decreto, foi na verdade parte de um romance de David Rafael de 1988. No seguimento do seu falhanço em convencer os reis católicos a cancelar o decreto, teria escrito uma resposta pungente e profética ao decreto, nas vésperas da sua partida. A origem real do documento encontra-se numa obra de ficção publicada em 1988, intitulada Alhambra Decree do autor David Raphael.

   

 

Música de grupo de aniversariante de hoje...

Filipe III de Espanha morreu há 405 anos...

undefined

D. Filipe III (Madrid, 14 de abril de 1578Madrid, 31 de março de 1621), também chamado de Filipe, o Piedoso, foi o Rei da Espanha e Portugal (como Filipe II) de 1598 até à sua morte. Era filho do rei Filipe II de Espanha e da sua quarta esposa, Ana da Áustria.
   
undefined
Escudo real, com lema, de Felipe III de Espanha
    

Johann Sebastian Bach nasceu há 341 anos

     
Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira. Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os géneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora as suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período barroco.
A sua habilidade no órgão e cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e tornou-se lendária, sendo considerado o maior virtuoso da sua geração e um especialista na construção de órgãos. Também tinha grandes qualidades como maestro, cantor, professor e violinista, mas como compositor o seu mérito só recebeu aprovação limitada e nunca foi exatamente popular, ainda que vários críticos que o conheceram o louvassem como grande. A maior parte de sua música caiu no esquecimento após a sua morte, mas a sua recuperação iniciou-se no século XIX e desde então o seu prestígio não cessou de crescer. Na apreciação contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos veem-no como o maior compositor de todos os tempos, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu género. Entre as suas peças mais conhecidas e importantes estão os Concertos de Brandenburgo, o Cravo Bem-Temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, a Missa em Si Menor, a Tocata e Fuga em Ré Menor, a Paixão segundo São Mateus, a Oferenda Musical, a Arte da Fuga e várias das suas cantatas.