O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Sérgio Martinho Mestre nasce em Moçambique a 24 de agosto de 1953.
Vem para Tavira, com os seus pais, no ano de 1956, tornando-se o que ele
próprio chamava “um filho da terra” e assumindo-se como algarvio de
gema sem que com isso fizesse qualquer defesa bairrista ou regional não
saudável. Aos 14 anos o pai oferece-lhe a primeira guitarra e de uma
forma autodidata vai aprendendo música até encontrar Telmo Palma. É com
este músico que aprende, estuda e se torna profissional.
Desde
sempre defensor do pacifismo, parte para a Holanda, em 1973,
autoexilando-se para não tomar parte da guerra colonial portuguesa. A
partir desse centro conhece os países circundantes tendo contacto e
aprendendo com variados músicos de diversos quadrantes, desde o Clássico
ao Jazz, tornando-se ele próprio um músico polivalente, de bases
sólidas e multi-instrumentista (guitarras várias, saxofone e flauta
transversa).
Regressa a Portugal em 1974, pouco tempo antes da Revolução. Nos
tempos seguintes, na altura denominada “PREC” (Período Revolucionário em
Curso) corre o país no projeto cultural que um grande grupo de
artistas de todas as áreas culturais promoveu não só nos centros urbanos
mas também no chamado “Portugal profundo”. Nesse projeto foi músico
fixo das bandas de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso até aos
seus desaparecimentos. Com eles, para além do território nacional,
apresenta a música portuguesa destes autores e outros por algumas
ex-colónias como Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Macau e Goa. Alemanha e
Brasil fazem também parte deste percurso. Pontualmente colabora, nessa
altura, com outros músicos- Vitorino, Pedro Barroso, Fausto ou Janita
Salomé. Mais tarde há-de integrar os projetos destes autores, ou de
raiz, como foi o caso da “Lua Extravagante”. Durante alguns anos faz
parte dos projetos da Brigada Vitor Jara e Vitorino. As tournées com
todas estas bandas fazem-no viajar por todos os continentes à exceção
da Oceania.
Seria fastidioso enumerar todos os autores e músicos com quem Sérgio
Martinho Mestre colaborou ao longo da sua vida ou as paragens por onde
andou. No entanto, destacamos ainda a sua colaboração, nos Açores, com
Miguel e Vera Quintanilha, onde faz parte integrante das bandas
Rosa-dos-ventos,e com José Medeiros, contactando com um grande número de
músicos deste arquipélago. Com os grupos açorianos leva a nossa música a
países como Estados Unidos, Canadá ou Brasil.
Merece
ainda destaque, na sua vida profissional, a ajuda efetiva na montagem
ou apoio que deu a autores ou grupos no início das suas carreiras
públicas, estruturando projetos, passando conhecimento técnico,
procurando formas, dando apoio. Mare Nostrum, Entre Aspas, Filipa Pais
ou João Afonso são nomes que estiveram indubitavelmente ligados a Sérgio
Martinho Mestre.
Nos últimos anos da sua vida integra a banda Coro dos Tribunais onde
interpreta o repertório que melhor sabia e que mais lhe dizia, o de José
Afonso. Nesta banda tem ocasião de convidar outros artistas e amigos
que há tanto tempo o acompanhavam.
Paralelamente começa a desenvolver algum trabalho a nível de promoção de espetáculos na sua cidade de Tavira.
No dia 3 de outubro de 2003 Sérgio Martinho Mestre quase conseguiu
aquilo que tantas vezes disse: “eu quero morrer em palco”. Sente-se mal a
meio de um espetáculo em Coimbra, termina-o e acaba por falecer de
madrugada no hospital com um acidente cardíaco.
Né Ladeiras, é o nome artístico da cantora portuguesa Maria de Nazaré de Azevedo Sobral Ladeiras (Porto, 10 de agosto de 1959).
A sua carreira musical começou realmente com a fundação, em 1974, com diversos amigos, da Brigada Victor Jara, projeto no qual tocavam sobretudo música latino-americana tendo participado em diversas campanhas de animação cultural do MFA
(Movimento de Forças Armadas) e de trabalho voluntário. O interesse
do grupo pela música tradicional portuguesa só se manifesta nos
últimos meses de 1976, após realizarem diversos espetáculos pelo país
e aí "descobrirem" as potencialidades e qualidade da nossa tradição
musical.
Aceite com resignação por grande parte da comunidade judaica, uma notável exceção foi o rabino D. Isaac Abravanel. Um documento fictício, atribuído a Abravanel, que seria uma resposta escrita a esse decreto, foi na verdade parte de um romance de David Rafael de 1988.
No seguimento do seu falhanço em convencer os reis católicos a
cancelar o decreto, teria escrito uma resposta pungente e profética ao
decreto, nas vésperas da sua partida. A origem real do documento
encontra-se numa obra de ficção publicada em 1988, intitulada Alhambra Decree do autor David Raphael.
Sérgio Martinho Mestre nasce em Moçambique a 24 de agosto de 1953.
Vem para Tavira, com os seus pais, no ano de 1956, tornando-se o que ele
próprio chamava “um filho da terra” e assumindo-se como algarvio de
gema sem que com isso fizesse qualquer defesa bairrista ou regional não
saudável. Aos 14 anos o pai oferece-lhe a primeira guitarra e de uma
forma autodidata vai aprendendo música até encontrar Telmo Palma. É com
este músico que aprende, estuda e se torna profissional.
Desde
sempre defensor do pacifismo, parte para a Holanda, em 1973,
autoexilando-se para não tomar parte da guerra colonial portuguesa. A
partir desse centro conhece os países circundantes tendo contacto e
aprendendo com variados músicos de diversos quadrantes, desde o Clássico
ao Jazz, tornando-se ele próprio um músico polivalente, de bases
sólidas e multi-instrumentista (guitarras várias, saxofone e flauta
transversa).
Regressa a Portugal em 1974, pouco tempo antes da Revolução. Nos
tempos seguintes, na altura denominada “PREC” (Período Revolucionário em
Curso) corre o país no projeto cultural que um grande grupo de
artistas de todas as áreas culturais promoveu não só nos centros urbanos
mas também no chamado “Portugal profundo”. Nesse projeto foi músico
fixo das bandas de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso até aos
seus desaparecimentos. Com eles, para além do território nacional,
apresenta a música portuguesa destes autores e outros por algumas
ex-colónias como Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Macau e Goa. Alemanha e
Brasil fazem também parte deste percurso. Pontualmente colabora, nessa
altura, com outros músicos- Vitorino, Pedro Barroso, Fausto ou Janita
Salomé. Mais tarde há-de integrar os projetos destes autores, ou de
raiz, como foi o caso da “Lua Extravagante”. Durante alguns anos faz
parte dos projetos da Brigada Vitor Jara e Vitorino. As tournées com
todas estas bandas fazem-no viajar por todos os continentes à exceção
da Oceania.
Seria fastidioso enumerar todos os autores e músicos com quem Sérgio
Martinho Mestre colaborou ao longo da sua vida ou as paragens por onde
andou. No entanto, destacamos ainda a sua colaboração, nos Açores, com
Miguel e Vera Quintanilha, onde faz parte integrante das bandas
Rosa-dos-ventos,e com José Medeiros, contactando com um grande número de
músicos deste arquipélago. Com os grupos açorianos leva a nossa música a
países como Estados Unidos, Canadá ou Brasil.
Merece
ainda destaque, na sua vida profissional, a ajuda efetiva na montagem
ou apoio que deu a autores ou grupos no início das suas carreiras
públicas, estruturando projetos, passando conhecimento técnico,
procurando formas, dando apoio. Mare Nostrum, Entre Aspas, Filipa Pais
ou João Afonso são nomes que estiveram indubitavelmente ligados a Sérgio
Martinho Mestre.
Nos últimos anos da sua vida integra a banda Coro dos Tribunais onde
interpreta o repertório que melhor sabia e que mais lhe dizia, o de José
Afonso. Nesta banda tem ocasião de convidar outros artistas e amigos
que há tanto tempo o acompanhavam.
Paralelamente começa a desenvolver algum trabalho a nível de promoção de espetáculos na sua cidade de Tavira.
No dia 3 de outubro de 2003 Sérgio Martinho Mestre quase conseguiu
aquilo que tantas vezes disse: “eu quero morrer em palco”. Sente-se mal a
meio de um espetáculo em Coimbra, termina-o e acaba por falecer de
madrugada no hospital com um acidente cardíaco.
Sérgio Martinho Mestre nasce em Moçambique a 24 de agosto de 1953.
Vem para Tavira, com os seus pais, no ano de 1956, tornando-se o que ele
próprio chamava “um filho da terra” e assumindo-se como algarvio de
gema sem que com isso fizesse qualquer defesa bairrista ou regional não
saudável. Aos 14 anos o pai oferece-lhe a primeira guitarra e de uma
forma autodidata vai aprendendo música até encontrar Telmo Palma. É com
este músico que aprende, estuda e se torna profissional.
Desde
sempre defensor do pacifismo, parte para a Holanda, em 1973,
autoexilando-se para não tomar parte da guerra colonial portuguesa. A
partir desse centro conhece os países circundantes tendo contacto e
aprendendo com variados músicos de diversos quadrantes, desde o Clássico
ao Jazz, tornando-se ele próprio um músico polivalente, de bases
sólidas e multi-instrumentista (guitarras várias, saxofone e flauta
transversa).
Regressa a Portugal em 1974, pouco tempo antes da Revolução. Nos
tempos seguintes, na altura denominada “PREC” (Período Revolucionário em
Curso) corre o país no projeto cultural que um grande grupo de
artistas de todas as áreas culturais promoveu não só nos centros urbanos
mas também no chamado “Portugal profundo”. Nesse projeto foi músico
fixo das bandas de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso até aos
seus desaparecimentos. Com eles, para além do território nacional,
apresenta a música portuguesa destes autores e outros por algumas
ex-colónias como Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Macau e Goa. Alemanha e
Brasil fazem também parte deste percurso. Pontualmente colabora, nessa
altura, com outros músicos- Vitorino, Pedro Barroso, Fausto ou Janita
Salomé. Mais tarde há-de integrar os projetos destes autores, ou de
raiz, como foi o caso da “Lua Extravagante”. Durante alguns anos faz
parte dos projetos da Brigada Vitor Jara e Vitorino. As tournées com
todas estas bandas fazem-no viajar por todos os continentes à exceção
da Oceania.
Seria fastidioso enumerar todos os autores e músicos com quem Sérgio
Martinho Mestre colaborou ao longo da sua vida ou as paragens por onde
andou. No entanto, destacamos ainda a sua colaboração, nos Açores, com
Miguel e Vera Quintanilha, onde faz parte integrante das bandas
Rosa-dos-ventos,e com José Medeiros, contactando com um grande número de
músicos deste arquipélago. Com os grupos açorianos leva a nossa música a
países como Estados Unidos, Canadá ou Brasil.
Merece
ainda destaque, na sua vida profissional, a ajuda efetiva na montagem
ou apoio que deu a autores ou grupos no início das suas carreiras
públicas, estruturando projetos, passando conhecimento técnico,
procurando formas, dando apoio. Mare Nostrum, Entre Aspas, Filipa Pais
ou João Afonso são nomes que estiveram indubitavelmente ligados a Sérgio
Martinho Mestre.
Nos últimos anos da sua vida integra a banda Coro dos Tribunais onde
interpreta o repertório que melhor sabia e que mais lhe dizia, o de José
Afonso. Nesta banda tem ocasião de convidar outros artistas e amigos
que há tanto tempo o acompanhavam.
Paralelamente começa a desenvolver algum trabalho a nível de promoção de espetáculos na sua cidade de Tavira.
No dia 3 de outubro de 2003 Sérgio Martinho Mestre quase conseguiu
aquilo que tantas vezes disse: “eu quero morrer em palco”. Sente-se mal a
meio de um espetáculo em Coimbra, termina-o e acaba por falecer de
madrugada no hospital com um acidente cardíaco.
Né Ladeiras, é o nome artístico da cantora portuguesa Maria de Nazaré de Azevedo Sobral Ladeiras (Porto, 10 de agosto de 1959).
A sua carreira musical começou realmente com a fundação, em 1974, com diversos amigos, da Brigada Victor Jara, projeto no qual tocavam sobretudo música latino-americana tendo participado em diversas campanhas de animação cultural do MFA
(Movimento de Forças Armadas) e de trabalho voluntário. O interesse
do grupo pela música tradicional portuguesa só se manifesta nos
últimos meses de 1976, após realizarem diversos espetáculos pelo país
e aí "descobrirem" as potencialidades e qualidade da nossa tradição
musical.
Aceite com resignação por grande parte da comunidade judaica, uma notável exceção foi o rabino D. Isaac Abravanel. Um documento fictício, atribuído a Abravanel, que seria uma resposta escrita a esse decreto, foi na verdade parte de um romance de David Rafael de 1988.
No seguimento do seu falhanço em convencer os reis católicos a
cancelar o decreto, teria escrito uma resposta pungente e profética ao
decreto, nas vésperas da sua partida. A origem real do documento
encontra-se numa obra de ficção publicada em 1988, intitulada Alhambra Decree do autor David Raphael.
Né Ladeiras, é o nome artístico da cantora portuguesa Maria de Nazaré de Azevedo Sobral Ladeiras (Porto, 10 de agosto de 1959).
Nasceu numa família com grandes afinidades com a música.
A mãe cantava em programas de rádio, o pai tocava viola e o avô
materno tocava guitarra portuguesa, braguesa, cavaquinho e instrumentos
de percussão. Com 6 anos participa no Festival dos Pequenos Cantores
da Figueira da Foz. Durante a sua adolescência integra vários
projetos musicais, entre os quais um duo acústico formado com uma
amiga da escola.
A sua carreira musical começou realmente com a fundação, em 1974, com diversos amigos, da Brigada Victor Jara, projeto no qual tocavam sobretudo música latino-americana tendo participado em diversas campanhas de animação cultural do MFA
(Movimento de Forças Armadas) e de trabalho voluntário. O interesse
do grupo pela música tradicional portuguesa só se manifesta nos
últimos meses de 1976, após realizarem diversos espetáculos pelo país
e aí "descobrirem" as potencialidades e qualidade da nossa tradição
musical.
Em 1977, na sequência de uma atuação na FIL
(Feira Internacional de Lisboa), mantêm contactos com a editora Mundo
Novo (associada à editorial Caminho), para a qual gravam, durante
dois dias, o álbum Eito Fora, que é editado nesse mesmo ano. Né Ladeiras interpreta, neste disco, um dos temas mais conhecidos, Marião com base num tradicional de Trás-os-Montes.
No ano seguinte, Né Ladeiras participa ainda nas gravações do segundo álbum da Brigada Victor Jara intitulado Tamborileiro. Em 1979, após se separar da Brigada, Né Ladeiras junta-se ao agrupamento Trovante, ainda antes de este alcançar sucesso, com o qual grava o single Toca a Reunir.
Na altura da gravidez do seu primeiro filho, Né Ladeiras fica em casa e é nessa altura que é convidada pelos Trovante que já andavam há muito tempo à procura de uma voz feminina. Fizeram alguns espetáculos e toda a preparação de Baile do Bosque. Quase todas as músicas da maqueta apresentada às editoras eram cantadas por Né Ladeiras.
O primeiro trabalho a solo de Né Ladeiras, Alhur, é editado em 1982 pela Valentim de Carvalho. O disco, um EP (ou máxi-single) composto por quatro temas da autoria de Miguel Esteves Cardoso (letras) e Né Ladeiras (músicas), regista a participação de Ricardo Camacho na produção e dos Heróis do Mar como músicos de estúdio. Alhur é um disco que fala de águas, desde as águas régias do pensamento às águas salgadas dos oceanos e das lágrimas.
Né Ladeiras retribuiu, nesse mesmo ano, a colaboração com os Heróis do Mar, participando no maxi-single de Amor, que se tornou um grande êxito comercial.
Colabora com Miguel Esteves Cardoso num duplo álbum intitulado Hotel Amen que não chega a ser gravado.
Em 1984 é editado pela Valentim de Carvalho o álbum, Sonho Azul,
com produção de Pedro Ayres Magalhães (membro dos Heróis do Mar e
futuro mentor dos Madredeus e Resistência), que também assina as letras e
partilha, com Né Ladeiras, a composição das músicas. O disco é
dedicado a todas as pessoas que fizeram do cinzento um "Sonho azul" e
ao filho Miguel. Dos oito temas, os que obtém maior notoriedade são: Sonho Azul, Em Coimbra Serei Tua e Tu e Eu.
Em 1988 integra o projeto Ana E Suas Irmãs, idealizado por Nuno
Rodrigues - seu colega na Banda do Casaco e então diretor da editora
Transmédia. O grupo concorre ao Festival RTP da Canção de 1988 com o
tema Nono Andar, sendo apresentado como um conjunto mistério. No
entanto, Né Ladeiras não participa no certame, colaborando apenas na
edição em single.
Em 1989 lança um álbum dedicado à atriz sueca Greta Garbo, Corsária,
fruto de um projeto de pesquisa, o que, aliás, é bem característico
do trabalho a solo de Né Ladeiras. A produção e arranjos estiveram a
cargo de Luís Cília.
As músicas são compostas por si, sendo as letras da autoria de Alma
Om. O disco não obtém uma grande divulgação, principalmente porque a
editora abre falência pouco tempo após a edição do disco.
Colabora igualmente com a rádio, outra das suas paixões, em rádios de Coimbra, Antena 1 e TSF. E, posteriormente, em resultado de algum desencantamento com a música, retira-se da atividade musical.
Entre janeiro de 1993 e outubro de 1994, Né Ladeiras grava, com produção de Luís Pedro Fonseca, o seu terceiro álbum, Traz-os-Montes,
uma produção da Almalusa com edição da EMI-Valentim de Carvalho, que
resulta de dois anos de pesquisa de material relacionado com a música e
a cultura tradicionais transmontanas (onde veio a descobrir raízes na
família), nomeadamente as recolhas efetuadas por Michel Giacometti e
por Jorge e Margot Dias. O disco recebeu o Prémio José Afonso.
A qualidade de temas como Çarandilheira e Beijai o Menino
fazem deste disco, que é a revisitação de temas tradicionais
transmontanos interpretados em mirandês, a sua obra-prima e um
dos melhores discos de sempre da música portuguesa.
No Natal de 1995 é editado o disco Espanta Espíritos, disco de natal idealizado e produzido por Manuel Faria (seu colega nos tempos dos Trovante),
no qual participam diversos artistas, entre os quais se destaca Né
Ladeiras que interpreta o tema "Estrela do Mar" com letra de João Monge e música de João Gil.
Em 1996 participa na compilação A Cantar com Xabarin, Vol. III e IV, proposta pelo programa da TV Galiza, com o tema Viva a Música! composto por Né Ladeiras e Bruno Candeias, no qual participam, nos coros, os seus filhos Eduardo e João.
No álbum-compilação A Voz e a Guitarra faz incluir o tema As Asas do brasileiro Chico César e uma nova versão de La Molinera que conta com a participação do guitarrista Pedro Jóia.
Durante a Expo '98 partilha Afinidades
com Chico César numa iniciativa que "desafia cantoras nacionais a
conceberem um espetáculo para o qual convidam um ou uma vocalista que
seja para elas uma referência." Os dois intérpretes participam
igualmente no programa Atlântico da RTP/TV Cultura.
Em 1999 inicia no Castelo de Montemor-o-Velho as gravações de um disco de cantares religiosos e pagãos com a produção de Hector Zazou. Nele participam músicos portuguesas como os Gaiteiros de Lisboa, Pedro Oliveira, João Nuno Represas, passando por um grupo de adufeiras do Paul e ainda a colaboração, em algumas faixas, de Brendan Perry, Ryuichi Sakamoto e John Cale.
Por divergências de reportório com o mítico produtor, Né Ladeiras
decide não continuar com as gravações e dá por finda a sua realização.
Meses mais tarde outros nomes são indicados para a produção do disco Tim Whelan e Hamilton Lee dos Transglobal Underground
e novos arranjos são elaborados pelos músicos britânicos. Apesar dos
esforços da cantora e dos novos produtores o álbum não chega a ser
gravado.
O álbum Da Minha Voz, de (2001), têm várias músicas do brasileiroChico César e teve lançamento no Brasil em espetáculos realizados em São Paulo, com a orquestra do Teatro Municipal de São Paulo e com o grupo Mawaca.
A imprensa brasileira teceu críticas positivas e elogiou, sobretudo, a
voz grave e segura de Né Ladeiras. O disco conta com a participação
de Ney Matogrosso, curiosamente cantando sozinho o tema "Sereia".
Ao mesmo tempo foi delineando outros projetos: um disco inspirado nas pinturas de Frida Kahlo e um outro disco de homenagem à escritora Isabelle Eberhardt (escritora convertida ao Islão, autora de "Escritos no Deserto") contando, para isso, com as letras de Tiago Torres da Silva.
Em 2016 lançou o CD "Outras vidas", dedicado a várias mulheres que
marcaram a sua vivência e a sua carreira como Avita, Greta Garbo, Frida
Khalo, Madre Teresa, Isabelle Eberhardt ou Violeta Parra. A música é
da própria e as letras têm assinatura de Tiago Torres da Silva tendo produção de Amadeu Magalhães.
Discos e prémios
A discografia de Né Ladeiras é composta por álbuns a solo, álbuns de
bandas de que fez parte, participações especiais em discos de outros
artistas e compilações, entre eles:
Jornal DIÁRIO DE NOTÍCIAS: 10º melhor disco de 1997: Todo este Céu; 60ª melhor canção do século: Sonho Azul; 18º melhor álbum de sempre: Traz-os-Montes; 4º Álbum do Ano (2001) – Escolha da redação e escolha dos leitores
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