segunda-feira, setembro 21, 2026

Faith Hill celebra hoje 59 anos

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Audrey Faith Perry, mais conhecida como Faith Hill (Jackson, 21 de setembro de 1967) é uma cantora, atriz e produtora norte-americana. Hill é uma das artistas country mais bem sucedidas de todos os tempos, tendo vendido mais de 50 milhões de álbuns em todo o mundo. Ela obteve vários sucessos, como: "Breathe" e "There You'll Be", a última foi tema do filme Pearl Harbor (2001), e foi indicada ao Óscar.

Ao longo da carreira, Hill ganhou 5 Grammy Awards, 15 Academy of Country Music Awards, 6 American Music Awards e vários outros prémios. A sua turnê de 2006, "Soul2Soul II Tour", em parceria o cantor e marido, Tim McGraw, tornou-se a turnê country de maior bilheteira de todos os tempos nos Estados Unidos.

 

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Liam Gallagher comemora hoje cinquenta e quatro anos

      
William John Paul Gallagher, conhecido como Liam Gallagher, (Manchester, 21 de setembro de 1972) é um músico britânico. Foi o vocalista da banda Oasis, banda que liderou juntamente com o seu irmão, Noel Gallagher. Foi também líder e vocalista dos Beady Eye.
Conhecido pelo seu comportamento agressivo, o seu singular modo de cantar e a sua atitude, Liam Gallagher foi uma das figuras mais importantes do movimento britpop e é um dos ícones da música britânica.
       
 

Jaco Pastorius morreu há 39 anos...


           
Jaco Pastorius, de nome próprio John Francis Anthony Pastorius III (Norristown, Pensilvânia, 1 de dezembro de 1951 - Fort Lauderdale, Flórida, 21 de setembro de 1987), foi um baixista de jazz norte-americano. É considerado por muitos como um dos mais influentes de todos os tempos.
    
(...)
    
O trágico fim de John Francis Anthony Pastorius III inicia-se a 11 de setembro de 1987. Após um show de Carlos Santana, dirigiu-se ao Midnight Bottle Club, em Wilton Manors, na Flórida. Após ter um comportamento exibicionista e arrogante, entra numa luta com o segurança do clube, chamado Luc Havan. Como resultado da disputa, sofre um traumatismo craniano e fica em coma durante dez dias. Depois dos aparelhos de suporte de vida serem desligados, o seu coração ainda bateu durante três horas. A morte do mais ilustre baixista de todos os tempos foi a 21 de setembro de 1987, quando faltavam 10 semanas para completar 36 anos. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale. Foi enterrado no cemitério Queen of Heaven, em North Lauderdale. O segurança do clube, Luc Havan, foi acusado de assassinato de segundo grau, mas depois declarou-se culpado de homicídio culposo e foi condenado a 22 meses de prisão e cinco anos de liberdade condicional, que levava em conta o tempo já cumprido. Quatro meses depois, ele foi libertado, por bom comportamento.
Uma das maiores homenagens que lhe prestaram foi feita pelo trompetista Miles Davis, que gravou a música Mr. Pastorius, composição do baixista Marcus Miller, lançada no álbum Amandla.
  
   
 
in Wikipédia
 

Boz Burrell morreu há vinte anos...

       
Boz Burrell, nascido Raymond Burrell (Lincoln, 1 de agosto de 1946 - Marbella, 21 de setembro de 2006) foi um baixista e guitarrista conhecido por ter integrado as bandas King Crimson e Bad Company.
Entrou para os King Crimson como vocalista mas, como a banda precisava de um baixista, o guitarrista Robert Fripp rapidamente o ensinou a tocar baixo. Mais tarde entrou para os Bad Company, em 1973, para tocar baixo, obtendo grande sucesso comercial durante as décadas de 70, 80 e 90. Posteriormente Burrell teve trabalhos na área dos blues, tocando com Tam White.
Morreu a 21 de setembro de 2006, por causa de um ataque cardíaco.
     
 

Saudades de quando Leonard Cohen comemorava aniversários...

Maria do Rosário Pedreira faz hoje 67 anos

(imagem daqui)

 

Maria do Rosário Pedreira (Lisboa, 21 de setembro de 1959) é uma editora, escritora, poetisa e letrista portuguesa. É a mais mediática editora portuguesa, responsável editorial no grupo Leya.

 

Carreira

Frequentou o Lar Educativo João de Deus, onde fez a escola primária. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, variante de Estudos Franceses e Ingleses, foi professora durante cinco anos, na década de 80.

Em 1987 tornou-se editora graças ao esforço do Prof. António Manuel Baptista. Iniciou esta atividade na área dos livros de divulgação científica.

De 1989 a 1998 foi autora da coleção juvenil Clube das Chaves, com Maria Teresa Maia Gonzalez, tendo publicado 21 títulos. Publicou depois também a coleção juvenil Detetive Maravilhas, com 17 volumes, em 2000.

Na LeYa edita autores como Nuno Camarneiro, Ana Cristina Silva, Vasco Luís Curado, Gabriela Ruivo Trindade, Norberto Morais, Nuno Amado, Cristina Drios, Carlos Campaniço, João Rebocho Pais e Paulo Moreiras.

Como escritora, tem publicados vários trabalhos de ficção, poesia, crónicas e literatura juvenil, procurando neste último género a transmissão de valores humanos e culturais. Para a autora – já distinguida com alguns prémios literários –, a casa pode ser considerada como um mundo onde se encerra tudo aquilo que vai perdurando, mesmo que sob a forma da memória, nostalgicamente.

É autora de várias letras musicais, cantadas por Carlos do Carmo, António Zambujo, Aldina Duarte, Ana Moura e, mais recentemente, por Salvador Sobral.

 

Vida pessoal

É casada com Manuel Alberto Valente, diretor editorial num grupo editorial rival (Porto Editora).

 

in Wikipédia

 

 Vieste como um barco carregado de vento

 

Vieste como um barco carregado de vento, abrindo
feridas de espuma pelas ondas. Chegaste tão depressa
que nem pude aguardar-te ou prevenir-me; e só ficaste
o tempo de iludires a arquitectura fria do estaleiro

onde hoje me sentei a perguntar como foi que partiste,
se partiste,
que dentro de mim se acanham as certezas e
tu vais sempre ardendo, embora como um lume
de cera, lento e brando, que já não derrama calor.

Tenho os olhos azuis de tanto os ter lançado ao mar
o dia inteiro, como os pescadores fazem com as redes;
e não existe no mundo cegueira pior do que a minha:
o fio do horizonte começou ainda agora a oscilar,
exausto de me ver entre as mulheres que se passeiam
no cais como se transportassem no corpo o vaivém
dos barcos. Dizem-me os seus passos

que vale a pena esperar, porque as ondas acabam
sempre por quebrar-se junto das margens. Mas eu sei
que o meu mar está cercado de litorais, que é tarde
para quase tudo. Por isso, vou para casa

e aguardo os sonhos, pontuais como a noite.

 

 

in O Canto do Vento nos Ciprestes (2001) - Maria do Rosário Pedreira

domingo, setembro 20, 2026

Porque Sophia Loren também canta...

Sophia Loren nasceu há noventa e dois anos


Sophia Loren, nascida Sofia Costanza Brigida Villani Scicolone (Roma, 20 de setembro de 1934) é uma atriz e cantora italiana. 

   

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f1/Sophia_Loren_1962.jpg?utm_source=pt.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=original

   

Começou a sua carreira no cinema em 1950; desde os 15 anos apareceu em vários papéis menores, até ser contratada para cinco filmes pela Paramount Pictures, em 1956. Isso lhe permitiu lançar-se, com sucesso, numa carreira internacional. Atuou em filmes notáveis como The Pride and the Passion, Houseboat e It Started in Naples.

Loren ganhou reconhecimento em 1962, quando recebeu o Óscar de melhor atriz por sua atuação no filme Duas Mulheres, que também lhe rendeu o BAFTA, o prémio de melhor atriz no Festival de Cannes e o prémio da Associação de Críticos de Nova Iorque. Ela detém o recorde por ter recebido sete prémios David di Donatello de melhor atriz, o maior número já recebido. A sua carreira atingiu o auge em 1964, quando recebeu um milhão de dólares para fazer o filme A Queda do Império Romano.

Além do Óscar de Melhor Atriz, ela ganhou um Grammy, um prémio de Atriz no Festival de Cannes, cinco Globos de Ouro especiais e um Óscar Honorário em 1991. Em 1994 ganhou um Urso de Ouro Honorário no Festival de Berlim. Foi três vezes premiada no Festival de Veneza, como Melhor Atriz em 1958, Leão de Ouro pela carreira em 1998, em um especial o Pietro Bianchi Award 2002. Em 1995, recebeu o Prémio Cecil B. DeMille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, foi nomeada como uma das 25 maiores lendas femininas do cinema pelo American Film Institute.

Depois de constituir família no início dos anos 1970, Loren passou a dedicar menos tempo à sua carreira de atriz e optou por fazer apenas aparições ocasionais em filmes. Nos últimos anos, ela ainda apareceu em filmes americanos como Prêt-à-Porter, Grumpier Old Men e Nine. 

   

Sophia Loren e Jayne Mansfield @ Rex - Rex USA

   

Alberto de Lacerda nasceu há 98 anos...

(imagem daqui)

 

Carlos Alberto Portugal Correia de Lacerda (Ilha de Moçambique, 20 de setembro de 1928 - Londres, 26 de agosto de 2007) foi um poeta, professor ocasional de literatura, crítico de arte e colecionador português.

  
Biografia
Nascido na Ilha de Moçambique, Alberto de Lacerda veio para Lisboa em 1946. Em 1951 fixou-se em Londres, trabalhando como locutor e jornalista da BBC, efetuado um notável trabalho de divulgação de poetas como Camões, Pessoa e Sena. Nos anos seguintes viajou pela Europa e esteve no Brasil em 1959 e 1960. A partir de 1967 começa a lecionar na Universidade do Texas em Austin, do Texas, EUA, onde se manteve durante cinco anos, fazendo uma breve passagem pela Universidade de Columbia, de Nova Iorque, até se fixar, em 1972, como professor de poética, na Universidade de Boston, Massachusetts.
Estreou-se em Portugal com uma série de poemas publicados na revista Portucale. Foi um dos fundadores da revista de poesia Távola Redonda, juntamente com Ruy Cinatti, António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira. Os seus poemas foram traduzidos para o inglês, castelhano, alemão e holandês, entre várias outras línguas. É descrito como possuindo uma linguagem pouco adjetivada mas rica em imagística, reveladora de um mundo misterioso oculto na vulgaridade das coisas. Alberto de Lacerda é também autor de colagens, tendo chegado a expor, nos anos 80, na Sociedade Nacional de Belas Artes, de Lisboa.
Faleceu em Londres a 26 de agosto de 2007. Apesar do número relativamente pequeno de obras publicadas, Lacerda deixou um vasto espólio e de grande importância, composto, nomeadamente, por correspondência com grandes figuras da cultura, estrangeiras e portuguesas, tais como Maria Helena Vieira da Silva e o marido Árpád Szenes ou ainda Paula Rego.
 

 

A um Deus desconhecido

 


Estou à espera do sol 
Que há-de passar de novo 
Nesta varanda

As raparigas de bronze lânguido 
Da minha infância 
Continuam a passar nesta varanda 
Mesmo quando as não vejo

O sol 
O sol há-de surgir 
Os dez raios de oiro 
Das tuas mãos desconhecidas

Como te chamas?



in
 Oferenda II (1965) - Alberto de Lacerda

Javier Marías nasceu há setenta e cinco anos...

Javier Marías Franco (Madrid, 20 de setembro de 1951 – Madrid, 11 de setembro de 2022) foi um escritor, tradutor e editor espanhol, membro da Real Academia Espanhola. É considerado um dos romancistas mais relevantes da literatura espanhola contemporânea.

 

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(...)


Marías morreu em 11 de setembro de 2022, aos setenta anos de idade, em Madrid, por causa de uma pneumonia associada ao Covid-19.

 

Don Felder, guitarrista e compositor dos Eagles, faz hoje 79 anos

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Donald William "Don" Felder (Gainesville, 21 de setembro de 1947) é um guitarrista e vocalista estadunidense, que permaneceu na banda norte-americana de rock Eagles de 1974 a 2001. Com o grupo, ganhou seis Grammys em 1980.
        
 https://thumb.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7a/DonFelder.jpg/960px-DonFelder.jpg?utm_source=en.wikipedia.org&utm_campaign=imageinfo&utm_content=thumbnail
          
 

Música para recordar Jim Croce...

Fernão de Magalhães partiu, para circum-navegar a Terra, há 507 anos

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Fernão de Magalhães (Sabrosa, primavera de 1480 - Cebu, Filipinas, 27 de abril de 1521) foi um navegador português, que se notabilizou por ter organizado a primeira viagem de circum-navegação ao globo, de 1519 até 1522.

Nascido em família nobre, Magalhães era inquieto por natureza: queria ver o mundo e explorá-lo. Em 1506 viajou para as Índias Ocidentais, participando de várias expedições militares nas Molucas, também conhecidas como as Ilhas das Especiarias.
A serviço do rei de Espanha, planeou e comandou a expedição marítima que efetuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo sul do continente americano, a atravessar o estreito que hoje leva seu nome e a cruzar o Oceano Pacífico, que nomeou. Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu, nas Filipinas no curso da expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano até ao regresso em 1522.
    
(...)
     
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da "Casa de la Contratación" da cidade um adepto do projecto que entretanto concebera: dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano.
Com a influência do bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projeto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheios de incidentes; o cartógrafo de origem portuguesa Diogo Ribeiro que começara a trabalhar para Espanha em 1518, na Casa de Contratación em Sevilha participou no desenvolvimento dos mapas utilizados na viagem. Depois da rutura com Rui Faleiro, Magalhães continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de tripulação, partiram de Sanlúcar de Barrameda em 20 de setembro de 1519. A esquadra tinha cinco navios e uma tripulação total de 234 homens, com cerca de 40 portugueses entre os quais Álvaro de Mesquita, primo co-irmão de Magalhães, Duarte Barbosa, primo da mulher de Magalhães, João Serrão, primo ou irmão de Francisco Serrão e Estevão Gomes. Seguia também Henrique de Malaca.
Antonio Pigafetta, escritor italiano que havia pago do seu próprio bolso para viajar com a expedição, escreveu um diário completo de toda a viagem, possibilitado pelo facto de Pigafetta ter sido um dos 18 homens a retornar vivo para a Europa. Dessa forma, legou à posteridade um raro e importante registo de onde se pode extrair muito do que se sabe sobre este episódio da história.
A armada fez escala nas ilhas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando em 13 de dezembro ao Rio de Janeiro. Prosseguindo para o sul, atingiram Puerto San Julian à entrada do estreito, na extremidade da atual costa da Argentina, onde o capitão decidiu parar. Irrompeu então uma revolta que ele conseguiu dominar com habilidosa astúcia. Após cinco meses de espera, período no qual a nau "Santiago" foi perdida, numa viagem de reconhecimento, tendo os seus tripulantes conseguido ser resgatados, Magalhães encontrou o estreito que hoje tem o seu nome, aprofundando-se nele. Noutra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas desta vez por um motim, na nau "San Antonio" onde a tripulação aprisionou o seu capitão Álvaro de Mesquita, primo de Magalhães, e iniciou uma viagem de volta com o piloto Estêvão Gomes (realmente estes completaram a viagem, espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães na Espanha).
Apenas em novembro a esquadra atravessaria o Estreito, penetrando nas águas do Mar do Sul (assim batizado por Balboa), e batizando o oceano em que entravam como «Pacífico» por contraste às dificuldades encontradas no Estreito. Depois de cerca de quatro meses, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação. Foi também no Pacífico que encontrou as nebulosas que hoje ostentam o seu nome - as nebulosas de Magalhães.
Em março de 1521, alcançaram a ilha de Ladrões, no atual arquipélago de Guam, chegando à ilha de Cebu nas atuais ilhas Filipinas em 7 de abril. Imediatamente começaram com os nativos as trocas comerciais; boa parte das grandes dificuldades da viagem tinham sido vencidas. Dias depois, porém, Fernão de Magalhães morreu, em combate com os nativos na ilha de Mactan, atraído a uma emboscada, sendo morto pelo nativo Lapu-Lapu.
A expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de março de 1522. Dois meses depois, seria comandada por Juan Sebastián Elcano.

 

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Mapa da expedição: a vermelho a rota percorrida por Magalhães, a laranja a rota percorrida por Elcano
    
Regresso
Decidiram incendiar a nau Concepción, visto o pequeno número de homens para operá-la, e finalmente conseguiram chegar às Molucas, onde obtiveram o seu suprimento de especiarias. Trinidad acabou ali permanecendo para reparos e a "Victoria" voltou sozinha para casa, contornando o Índico pelo sul, a fim de não encontrar navios portugueses. A Trinidad, após as reparações, tentou seguir uma rota pelo Pacífico até a América Central, onde poderia contactar os espanhóis e levar sua carga, no entanto acabou tendo de retornar às Molucas onde os seus tripulantes foram aprisionados pelos portugueses que haviam chegado. A nau "Victoria" dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1522, fez escala em Cabo Verde, onde alguns homens foram detidos pelos portugueses, alcançando finalmente o porto de San Lúcar de Barrameda, com apenas 18 homens na tripulação.
Uma única nau tinha completado a circum-navegação do globo ao alcançar Sevilha, em 6 de setembro de 1522. Juan Sebastián Elcano, a restante tripulação da expedição de Magalhães e o último navio da frota regressaram decorridos três anos após a partida. A expedição de facto trouxe poucos benefícios financeiros aos participantes, não tendo a tripulação chegado a receber o pagamento. 
   

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Fernão de Magalhães
  

 
No vale clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão
Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
 
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,
Que dançam da morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto —
Cingi-lo, dos homens, o primeiro —,
Na praia ao longe por fim sepulto.
 
Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:
Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
 
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;
E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

 
  
 
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa

O Abade Faria morreu há 207 anos

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 Estátua do Abade Faria em Goa
  
José Custódio de Faria (Goa, Candolim, 30 ou 31 de maio de 1746 - Paris, 20 de setembro de 1819), mais conhecido por Abade Faria, foi um religioso e cientista luso-goês que se destacou como um dos primeiros estudiosos da hipnose.
Filho de Caetano Vitorino de Faria e de sua mulher, Rosa Maria de Sousa, ambos goeses católicos, os quais, mais tarde, se separaram e tomaram Ordens.
Chegou a Lisboa em 1771 e a Roma em 1772. Nesta última cidade esteve até 1780, formando-se em Teologia e recebendo as ordens de sacerdote.
Pertenceu ao grupo dos conspiradores que tentaram derrubar o regime português em Goa, em 1787. A chamada Conjuração dos Pintos foi denunciada e exemplarmente reprimida pelas autoridades portuguesas. Faria apressou-se a ir para a França, em 1788. Defensor da Revolução Francesa (1789), comandou uma das secções que, em 1795, atacaram a Convenção Nacional. Foi professor de Filosofia nos Liceus de Marselha e Nîmes.
Iniciado na prática do magnetismo animal por Amand Marie Jacques de Chastenet de Puységur o marquês de Puységur, no ano de 1813 abriu em Paris um gabinete de magnetizador. A prática de hipnose por sugestão trouxe-lhe uma enorme clientela e uma pronta reação de descrédito, sendo rotulado de maníaco e bruxo.
Os últimos anos da sua vida passou-os como capelão de um convento.
Como cientista demonstrou o carácter puramente natural da hipnose, tendo sido ele o primeiro a descrever com precisão os seus métodos e efeitos. Soube antever as possibilidades da sugestão hipnótica no tratamento das doenças nervosas.
Uma versão ficcionada de si, homónima, é uma personagem do romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.
Tem uma rua com o seu nome no Areeiro, em Lisboa.
    

Itália anexou o que sobrou dos Estados Pontifícios há 156 anos

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O Reino da Itália e os Estados Pontifícios em 1870
    
Os Estados Papais, Estados Pontifícios, Estados da Igreja ou Património de São Pedro eram formados por um aglomerado de territórios, basicamente no centro da Península Itálica, que se mantiveram como um estado independente entre os anos de 756 e 1870, sob a direta autoridade civil dos Papas, e cuja capital era Roma.
  
Os Estados Pontifícios: a zona a vermelho foi anexada pelo Reino de Itália em 1860, o resto (cinza) em 1870
     
O fim dos Estados Pontifícios
Em 1870, estalou a guerra franco-prussiana e o imperador francês precisou de dispor de todos os efetivos militares, incluindo as unidades de guarnição em Roma. O recém-constituído Reino de Itália aliou-se à Prússia nesta contenda, pelo que contou com o beneplácito de Bismarck para atuar sem problemas contra as possessões do pontífice, pró-francês. O Papa Pio IX reuniu oito mil soldados numa desesperada tentativa de resistir, mas o insuficiente exército papal não pode conter as divisões italianas que marcharam patrioticamente sobre Roma. Em 20 de setembro de 1870, entravam em Roma, logo declarada a capital do Reino de Itália, com o estabelecimento da corte do Rei Victor Emanuel II no Palácio do Quirinal.
   
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Brasão dos Estados Pontifícios
     
Teriam de passar 59 anos até que, a 11 de fevereiro de 1929, o Papa Pio XI e o reino de Itália subscreveram o Tratado de Latrão, em virtude do qual a Igreja reconhecia o Reino de Itália como estado soberano e esta fazia o mesmo com a cidade do Vaticano, minúsculo território independente, de 44 hectares, em Roma, sob jurisdição pontifícia.
     

Justo Gallego Martínez, o construtor de uma catedral, nasceu há cento e um anos...


Justo Gallego Martínez (Mejorada del Campo, Madrid, 20 de septiembre de 1925 - ibídem, 28 de noviembre de 2021) fue un agricultor y constructor autodidacta español, conocido por haber iniciado la construcción de su propia catedral dentro de su pueblo natal.

 

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Justo en el año 2003 con el artista alemán Ulrich Brinkhoff en el tejado de la catedral

 

Ingresó a la edad de 27 años en el monasterio soriano de Santa María de Huerta para abandonarlo sin llegar a hacer los votos, cuando contrajo tuberculosis en 1961. Comenzó a construir su catedral en unos terrenos que había heredado de sus padres, sin el respaldo de la Iglesia católica. Justificó su catedral en la fe que poseía en Cristo y se la dedicó a la «Nuestra Señora del Pilar, Madre de Dios». Su cúpula tiene 40 metros de alto.

La construcción la hizo en su gran mayoría solo pero con ayuda de sus 6 sobrinos y de voluntarios eventuales. En ocasiones contrató los servicios de especialistas con su propio dinero. Financió su trabajo alquilando o vendiendo terrenos heredados y con donaciones que recibió de cuando en cuando. A su fallecimiento, no existían planos ni proyecto de la obra, ya que Justo Gallego afirmaba tenerlo «todo en la cabeza». Tampoco tenía conocimientos especializados en albañilería ni arquitectura y tuvo incluso que abandonar sus estudios primarios debido a la guerra civil española. Según contaba el propio Justo a los visitantes que se acercan a contemplar su obra, obtuvo los conocimientos necesarios a través de libros sobre catedrales y castillos.

La mayor parte de los materiales de construcción que utilizó eran reciclados. Usó tanto objetos de la vida diaria como materiales desechados por las constructoras y por una fábrica de ladrillos cercana. Para hacer las columnas utilizó como moldes bidones de gasolina viejos, y una rueda de bicicleta hace las veces de polea. Su obra le llevó a protagonizar en 2005 un anuncio publicitario de televisión para la marca de bebida Aquarius. Cobró 30.000 euros por ceder la catedral durante 3 días de rodaje y por participar en él.

Hasta su fallecimiento, Gallego vivió con su hermana cerca de su catedral. Su lema era «servir primero a Dios, luego al prójimo y por último a mí mismo» y por eso comenzó una catedral sin más conocimientos que los leídos en libros antiguos, muchos de ellos en latín, según asegura él mismo. Aseguró que cerca de 2000 personas acudían cada verano a visitar la catedral, y son muchos los estudiantes, sobre todo extranjeros, que le ayudan en esta época. En abril de 2021, a la edad de 95 años, recibió la medalla de Hijo Predilecto de Mejorada del Campo.

El 9 de noviembre de 2021 cedió su catedral a la ONG Mensajeros de la Paz del Padre Ángel para que terminase y gestionase el proyecto al cual dedicó su vida. Finalmente, falleció 19 días más tarde en su pueblo natal, Mejorada del Campo, contando con 96 años de edad. Aunque su deseo era ser enterrado en la cripta de su catedral, las autoridades no lo permitieron por motivos sanitarios, por lo que su cuerpo fue enterrado en el cementerio del pueblo.

Un año después de su muerte fue nombrado por la Iglesia Católica Siervo de Dios.

 

Catedral de Justo Gallego Martínez, en Mejorada del Campo (2005)

 

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Jim Croce morreu há cinquenta e três anos...

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James Joseph Croce (Philadelphia, Pennsylvania, January 10, 1943 – Natchitoches, Louisiana, September 20, 1973) was an American folk and rock singer-songwriter. Between 1966 and 1973, he released five studio albums and numerous singles. During this period, Croce took a series of odd jobs to pay bills while he continued to write, record, and perform concerts. After Croce formed a partnership with songwriter and guitarist Maury Muehleisen in the early 1970s, his fortunes turned. Croce's breakthrough came in 1972, his third album, You Don't Mess Around with Jim, produced three charting singles, including "Time in a Bottle", which reached No. 1 after Croce died. The follow-up album, Life and Times, included the song "Bad, Bad Leroy Brown", which was the only No. 1 hit he had during his lifetime.

On September 20, 1973, at the height of his popularity and the day before the lead single to his fifth album I Got a Name was released, Croce and five others died in a plane crash. His music continued to chart throughout the 1970s following his death. Croce's wife and early songwriting partner, Ingrid, continued to write and record after his death, and their son, A. J. Croce, became a singer-songwriter in the 1990s. 

   

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in Wikipédia

 

H. G. Wells nasceu há cento e sessenta anos...

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Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells (Bromley, 21 de setembro de 1866 - Londres, 13 de agosto de 1946), foi um escritor britânico e membro da Sociedade Fabiana.
 
Biografia 

Nascido no distrito Borough da Grande Londres, na juventude foi aprendiz de negociante de panos, a sua experiência nesta ocupação, veio mais tarde a ser usada como material para o romance Kipps. Em 1883, tornou-se professor na Midhurst Grammar School, até ganhar uma bolsa na Escola Normal de Ciências em Londres, para estudar biologia com T. H. Huxley.

Nos seus primeiros romances, descritos ao mesmo tempo como "Romance científico", inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade eduardiana Tono-Bungay e Kipps.

Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais.

Desde muito cedo na sua carreira, Wells sentiu que devia haver uma maneira melhor de organizar a sociedade, e escreveu alguns romances utópicos. Começavam, em geral, com o mundo a caminhar inexoravelmente em direção a uma catástrofe, até que as pessoas se apercebiam da existência de uma maneira melhor para viver, ou através dos gases misteriosos de um cometa, que fariam com que as pessoas começassem subitamente a comportar-se racionalmente (Os Dias do Cometa), ou pela tomada do poder por um conselho mundial de cientistas, como em The Shape of Things to Come (1933), livro que o próprio Wells adaptou mais tarde para o filme de Alexander Korda, Daqui a Cem Anos (1936). Aqui descrevia-se, com demasiada exatidão, a guerra que estava a chegar, com cidades a serem destruídas por bombardeamentos aéreos.

Ele analisa a dicotomia entre a natureza e a educação e questiona a humanidade em livros como A Ilha do Dr. Moreau. Nem todos os seus romances terminam em feliz Utopia, como mostra o distópico When the Sleeper Awakes. "A Ilha do Dr. Moreau" ainda é mais sombria. O narrador, após ficar encurralado numa ilha cheia de animais vivissectados (sem sucesso) até se transformarem em seres humanos, acaba por regressar à Inglaterra e, tal como Gulliver no regresso do país dos Houyhnhms, vê-se incapaz de afastar a percepção dos membros da sua própria espécie como bestas só ligeiramente civilizadas, regressando pouco a pouco à sua natureza animal.

Wells chamava às suas ideias políticas "socialistas", e com o seu gosto por utopias, olhou inicialmente com bastante simpatia para as tentativas de Lenine de reconstruir a destroçada economia russa, como mostra o seu relato de uma visita ao país (Russia in the Shadows, 1920), onde afirma que a transformação ocorrida na Rússia ao fim de 1917 foi a mais completa já vista em qualquer organização social moderna. No entanto, numa entrevista com Estaline em 1934, questionou o líder soviético sobre diversos aspetos de sua administração, discordando da forma com que Estaline conduzia a União Soviética, principalmente no que dizia respeito à violência do estado e à ausência da liberdade de expressão. Na mesma ocasião, chegou a dizer que, ao que parecia, ele (Wells) estava mais "à esquerda" que o próprio Estaline.

 

Futurista

Futurista e "visionário", Wells previu o advento de aeronaves, tanques, viagens espaciais, armas nucleares, televisão por satélite e algo parecido com a World Wide Web.  Afirmando que "as visões de Wells sobre o futuro permanecem insuperáveis", John Higgs, autor de Stranger Than We Can Imagine: Making Sense of the Twentieth Century, afirma que no final do século XIX Wells "viu o século vindouro mais claro do que qualquer outra pessoa. Ele antecipou guerras no ar, a revolução sexual, o transporte motorizado causando o crescimento dos subúrbios e uma proto-Wikipedia que ele chamou de "cérebro mundial". Em seu romance O mundo libertado, ele imaginou uma "bomba atómica" de poder aterrorizante que seria lançada de aviões. Esta foi uma visão extraordinária para um autor que escreveu em 1913 e causou uma profunda impressão na sociedade inglesa.

Muitos leitores têm saudado H. G. Wells e George Orwell como tipos especiais de escritores, dotados de notáveis poderes prescritivos e proféticos. Wells foi o protótipo do século XX dessa figura literária vática: ele inventou o papel, explorou suas possibilidades, especialmente por meio de novas formas de prosa e novas formas de publicar, e definiu seus limites. Seu impacto em sua cultura foi profundo; como George Orwell escreveu: "As mentes de todos nós e, portanto, o mundo físico, seriam percetivelmente diferentes se Wells nunca tivesse existido".

- O autor como herói cultural: HG Wells e George Orwell.

Em 2011, Wells estava entre um grupo de escritores de ficção científica apresentados na série Prophets of Science Fiction, um programa produzido e apresentado pelo diretor de cinema Sir Ridley Scott, que retrata como as previsões influenciaram o desenvolvimento de avanços científicos, inspirando muitos leitores a ajudar a transformar essas visões futuristas em realidade quotidiana. Numa resenha de 2013 de A Máquina do Tempo para a revista New Yorker, Brad Leithauser escreve: "Na base da grande façanha visionária de Wells está essa tentativa racional e, em última análise, científica de desvendar as possíveis consequências futuras das condições atuais - não como elas podem surgir em alguns anos, ou mesmo décadas, mas daqui a milénios, épocas daqui. Ele é o grande extrapolador da literatura mundial. Como nenhum outro escritor de ficção antes dele, ele abraçou o "tempo profundo".

 

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Ilustração de um tripod por Henrique Alvim Corrêa para a edição francesa de 1906 de A Guerra dos Mundos 

    

Hoje é dia de ouvir Eagles...