quarta-feira, outubro 16, 2013

Adriano Correia de Oliveira morreu há 31 anos

(imagem daqui)

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira (Porto, 9 de abril de 1942 - Avintes, 16 de outubro de 1982) foi um músico português que se mudou para Avintes ainda com poucos meses de vida.

Biografia
Filho de Joaquim Gomes de Oliveira e de sua mulher, Laura Correia, Adriano foi um intérprete do fado de Coimbra e cantor de intervenção. A sua família era marcadamente católica, crescendo num ambiente que descreveu como «marcadamente rural, entre videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio». Depois de frequentar o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959. Viveu na Real República Ras-Teparta, foi solista no Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, ator no CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica e jogador de voleibol na Briosa. Na década de 1960 adere ao Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de 62, contra o salazarismo. Nesse ano foi candidato à Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo MUD.
Lança em 1963 o seu primeiro EP, Fados de Coimbra. Acompanhado por António Portugal e Rui Pato, o álbum continha a interpretação de Trova do vento que passa, poema de Manuel Alegre, que se tornaria uma espécie de hino da resistência dos estudantes à ditatura. Em 1967 gravou o álbum Adriano Correia de Oliveira, que, entre outras canções, tinha Canção com lágrimas.
Em 1966 casa-se com Maria Matilde de Lemos de Figueiredo Leite, filha do médico António Manuel Vieira de Figueiredo Leite e de sua mulher Maria Margarida de Seixas Nogueira de Lemos, depois casada com Carlos Acosta. O casal, que mais tarde se separaria, veio a ter dois filhos: Isabel, nascida em 1967 e José Manuel, nascido em 1971. Chamado a cumprir o Serviço Militar, em 1967, ficaria apenas a uma disciplina de se formar em Direito.
Em 1970 troca Coimbra por Lisboa, exercendo funções no Gabinete de Imprensa da FIL - Feira Industrial de Lisboa, até 1974. Ainda em 1969 vê editado o álbum O Canto e as Armas, revelando, de novo, vários poemas de Manuel Alegre. Pela sua obra recebe, no mesmo ano, o Prémio Pozal Domingues.
Lança Cantaremos, em 1970, e Gente d' aqui e de agora, em 1971, este último com o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, e composição de José Niza. Em 1973 lança Fados de Coimbra, em disco, e funda a Editora Edicta, com Carlos Vargas, para se tornar produtor na Orfeu, em 1974. Participa na fundação da Cooperativa Cantabril, logo após a Revolução dos Cravos e lança, em 1975, Que nunca mais, onde se inclui o tema Tejo que levas as águas. A revista inglesa Music Week elege-o Artista do Ano. Em 1980 lança o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, ingressando no ano seguinte na Cooperativa Era Nova, em ruptura com a Cantabril.
Vítima de uma trágica hemorragia esofágica, morreu na quinta da família, em Avintes, nos braços da sua mãe.
A 24 de setembro de 1983 foi feito Comendador da Ordem da Liberdade e a 24 de abril de 1994 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em ambos os casos a título póstumo.





E alegre se fez triste - Adriano Correia de Oliveira
Poema de Manuel Alegre e música de José Niza

Aquela clara madrugada que
viu lágrimas correrem no teu rosto
e alegre se fez triste como
chuva que viesse em pleno Agosto.

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
meu nome no teu nome. E demorados
viu nossos olhos juntos nos segredos
que em silêncio dissemos separados.

A clara madrugada em que parti.
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
por onde um automóvel se afastava.

E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer adeus: essa palavra
que fez tão triste a clara madrugada.

A Rainha francesa Maria Antonieta foi executada há 220 anos

Maria Antonieta com os seus filhos - pintura de Élisabeth Vigée-Le Brun (1787)

Maria Antónia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena (em alemão: Maria Antonia Josepha Johanna von Habsburg-Lothringen; francês: Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine) (Viena, 2 de novembro de 1755 - Paris, 16 de outubro de 1793) foi uma arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França e Navarra. Décima quinta e penúltima filha de Francisco I, Sacro Imperador Romano-Germânico, e da imperatriz Maria Teresa da Áustria, casou-se em abril de 1770, aos catorze anos de idade, com o então Delfim de França (que subiria ao trono em maio de 1774, com o título de Luís XVI), numa tentativa de estreitar os laços entre os dois inimigos históricos.
Detestada pela corte francesa, onde era chamada L'Autre-chienne (uma paronomásia em francês das palavras autrichienne, que significa "mulher austríaca" e autre-chienne, que significa "outra cadela"), Maria Antonieta também ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de perdulária e promíscua e de influenciar o marido a favor dos interesses austríacos.
Depois da fuga de Varennes, Luís XVI foi deposto e a monarquia abolida em 21 de setembro de 1792; a família real foi posteriormente presa na Torre do Templo. Nove meses após a execução do seu marido, Maria Antonieta foi julgada, condenada por traição, e guilhotinada a 16 de outubro de 1793.
Após a sua morte, Maria Antonieta tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, sendo o assunto de vários livros, filmes e outras meios de comunicação. Alguns académicos e estudiosos acreditam que ela tenha tido um comportamento frívolo e superficial, atribuindo-lhe o início da Revolução Francesa; no entanto, outros historiadores alegam que ela foi retratada injustamente e que as opiniões ao seu respeito deveriam ser mais favoráveis .
(...)
  
Processo e execução
Em 14 de outubro, perante o Tribunal Revolucionário, Maria Antonieta foi comparada às más rainhas da antiguidade e da Idade Média. A acusação pretendia apresentá-la como responsável por todos os males da França desde sua chegada ao país. O processo baseava-se fundamentalmente em três acusações: "esgotamento do tesouro nacional", "negociações e correspondências secretas" com o inimigo (Áustria e monarquistas) e "conspiração contra a segurança nacional e a política externa do Estado". Era evidente que a ex-rainha seria julgada por alta traição.
Quarenta e uma testemunhas arroladas pela promotoria denegriram e insultaram Maria Antonieta, que foi acusada de conspiração de assassinato, falsificação de assinaturas e traiçoeira revelação de segredos aos inimigos da França. A rainha defendia-se com vigor e não constatou-se em seu depoimento nenhuma contradição. O deputado Jacques-René Hébert apresentou ao tribunal uma acusação de incesto contra Maria Antonieta que, à época, estava impedida de ver seu filho, de apenas oito anos. A ex-rainha permaneceu impassível, até que foi inquirida novamente. Visivelmente agitada, ela levantou-se e exclamou: "Se não respondo, é porque a própria natureza se recusa a responder a tal acusação feita contra uma mãe! Faço um apelo a todas as mães presentes." Maria Antonieta teve o apoio dos cidadãos da audiência e o julgamento foi interrompido durante dez minutos. Quando Robespierre soube do episódio, amaldiçoou Hebert, por ter dado à ex-rainha o seu "último triunfo público".
No final do processo, a ex-rainha esperava ser condenada à deportação. Ela estava certa de não ter cometido os crimes dos quais era acusada, pois só havia tentado salvar a monarquia da forma como a compreendia; mas isso foi considerado alta traição pela república francesa. No entanto, o seu julgamente era evidentemente uma farsa, pois o veredicto já tinha sido decidido previamente e o júri condenou-a por unanimidade à pena de morte. Maria Antonieta ouviu a sentença sem dizer uma palavra. De volta à cela, foi-lhe dado material para escrever seu testamento, enviado à sua cunhada, Madame Isabel:
"É a ti, minha irmã, que escrevo pela última vez. Acabo de ser condenada, não a uma morte vergonhosa, pois esta é tão somente para os criminosos, mas a que me juntará ao teu irmão. Inocente como ele, espero mostrar a mesma firmeza que ele em seus últimos momentos. Estou calma, como quando a consciência nada tem a condenar. Lamento profundamente deixar meus pobres filhos; sabes que eu só vivia para eles e para ti, minha boa e terna irmã. Tu, que por amizade, sacrificou tudo para estar conosco, em que posição te deixo!
Eu soube, através dos advogados de defesa, que milha filha está separada de ti. Ai de mim! A pobre criança, não me atrevo a escrever-lhe, ela não receberá minha carta. Eu nem mesmo sei se esta chegará a ti. Recebas, pelas duas, minha benção. Espero que um dia, quando forem mais velhos, eles possam reencontrar-te e desfrutar plenamente de teus ternos cuidados. Acredito que nunca deixei de inspirá-los, que os princípios e o estrito cumprimento de seus deveres são a base primária da vida, que sua amizade e confiança mútua os façam felizes.
Minha filha, por sua idade, deve sempre ajudar o irmão, inspirando-o com os conselhos de sua maior experiência e sua amizade; que meu filho, por sua vez, tenha pela irmã todos os cuidados, os obséquios que a amizade possa inspirar; finalmente, que ambos sintam que, em qualquer posição em que se encontrem, estarão felizes por sua união. Que eles nos tomem como exemplo. Quanto consolo nos dão nossos amigos em nossos infortúnios e, na felicidade, como é dobrada quando podemos compartilhá-la com um amigo; e onde encontrar mais ternura, mais bem querer que em sua própria família?
Que meu filho nunca esqueça as últimas palavras de seu pai, as quais eu repito expressamente: que ele nunca tente vingar nossas mortes! Tenho que te falar sobre algo muito doloroso para meu coração. Sei como esta criança deve te causar problemas; perdoa-o, minha querida irmã, pensa em sua idade e em como é fácil dizer a uma criança o que desejas, e mesmo assim ele não entende. Um dia virá, eu espero, em que ele se sentirá melhor e valorizará tua bondade e tua afeição por ambos. Ainda tenho alguns pensamentos para confiar-te. Eu queria escrever desde o início do julgamento, mas não me deixavam, as coisas aconteceram tão rápido que, na verdade, eu não teria tido tempo.
Morro na religião Católica, Apostólica e Romana, a de meus pais, aquela em que fui criada e que sempre professei. Não tendo nenhum consolo espiritual a esperar, sem saber se aqui ainda existem sacerdotes dessa religião, e mesmo (se existissem ainda padres) o lugar (a prisão) onde eu estou os exporia a muito riscos, se eles me falassem, ainda que fosse só uma vez. Eu peço sinceramente perdão a Deus por todas as faltas que eu cometi desde que nasci. Espero que em Sua bondade, Ele possa receber meus últimos votos, assim como tem feito a tanto tempo, porque desejo que Ele receba minha alma em Sua grande misericórdia e bondade. Eu peço perdão a todos aqueles que conheço, e a Vós, minha irmã, em particular, de todos os sofrimentos que, sem querer, poder-lhe-ia ter causado; eu perdoo todos os meus inimigos pelo mal que me têm feito. Despeço-me de meus tios e de todos meus irmãos e irmãs. Eu tive amigos. A ideia de sermos separados para sempre e suas penas são os maiores arrependimentos que carrego ao morrer; que eles saibam, ao menos, que pensei neles até o último momento.
Adeus, minha boa e terna irmã. Possa esta carta chegar até você. Pense sempre em mim. Eu te abraço de todo meu coração, assim como minhas pobres e queridas crianças. Meu Deus, quanto me corta o coração deixá-las para sempre! Adeus, adeus! Não vou mais me ocupar com meus deveres espirituais. Como não sou livre nas minhas ações, irão trazer-me, talvez, um padre, mas eu protestarei e não lhe direi uma palavra e irei tratá-lo como um completo estranho."
Na manhã de 16 de outubro, Maria Antonieta, que havia sido proibida de vestir-se de preto, trajava um vestido branco (a cor do luto para as antigas rainhas de França). Em seguida, o carrasco Henri Sanson, após cortar-lhe o cabelo até a altura da nuca, amarrou as suas mãos às costas. A ex-rainha foi levada para fora da prisão e colocada no carro dos condenados à morte. O esboço de Jacques-Louis David e os relatos de cronistas da época retratam Maria Antonieta durante o trajeto para a guilhotina: sentada, as mãos amarradas atrás das costas, os cabelos cortados grosseiramente, os olhos fixos e vermelhos.
Chegando à Place de la Revolution, Maria Antonieta subiu rapidamente os degraus do cadafalso. Ao pisar acidentalmente no pé do carrasco, disse-lhe: "Perdão, senhor. Eu não fiz de propósito." Às 12.15 horas, a lâmina caiu sobre o seu pescoço. O carrasco pegou na sua cabeça ensanguentada e apresentou-a ao povo de Paris, que gritava: "Viva a República!"
Túmulo de Maria Antonieta na Basílica de Saint-Denis

O último Rei do Afeganistão nasceu há 99 anos

Mohammed Zahir Xá (Cabul, 16 de outubro de 1914 - Cabul, 23 de julho de 2007) foi o segundo rei () do Afeganistão, sucedendo a seu pai, Nadir Xá.

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Zahir foi o principal líder afegão num raro período de estabilidade política e relativa paz no país, entre 1933 e 1973.

Flea - 51 anos

Michael Peter Balzary (Melbourne, 16 de outubro de 1962), mais conhecido pelo seu nome artístico Flea, é um baixista australiano nascido em Melbourne. Flea, que também toca trompete e, ocasionalmente, trabalha como ator, é mais conhecido como baixista, co-fundador e um dos compositores da banda de rock alternativo Red Hot Chili Peppers. Flea também é o co-fundador da Silverlake Conservatory of Music, uma organização sem fins lucrativos de educação musical, fundada em 2001.
Originalmente um prodígio do trompete, Flea aprendeu a tocar baixo na escola secundária, com o seu amigo íntimo (e futuro guitarrista dos Red Hot Chili Peppers) Hillel Slovak, que precisava de um baixista para sua banda Anthym. Flea passou a integrar o grupo, porém abandonou-o alguns meses depois, para tocar na banda de punk Fear. Logo depois juntou-se novamente a Slovak, para formar uma banda destinada a apenas uma apresentação, com os seus colegas de escola Anthony Kiedis e Jack Irons; a colaboração inesperada acabaria dando origem aos Red Hot Chili Peppers.
Altamente considerado como um dos melhores baixistas de todos os tempos, seu trabalho com a banda incorporou diversos estilos musicais, e abrangem, tecnicamente, desde o slap mais agressivo a métodos mais melódicos. Tem influências do funk e da música punk rock, o seu estilo é primordialmente centrado na simplicidade e no minimalismo, não dispensando a complexidade como um recurso a ser utilizado, quando necessário. Além dos Chili Peppers, Flea colaborou com diversos outros artistas, incluindo o Jane's Addiction, The Mars Volta e Alanis Morissette e, mais recentemente, Rocket Juice and The Moon. Em abril de 2011, a revista Rolling Stone fez uma lista dos 10 melhores baixistas de todos os tempos, com Flea ficando em segundo.
Como ator, Flea fez diversas incursões no cinema, aparecendo em filmes como Back to the Future II (Regresso ao Futuro II, 1989), My Own Private Idaho (A Caminho de Idaho, 1991), e The Big Lebowski (O Grande Lebowski, 1998).
Em conjunto com os seus companheiros de banda, antigos e atuais, Flea foi introduzido no Hall da Fama do Rock a 14 de abril de 2012.


O homem que criou o primeiro país ateu do mundo nasceu há 105 anos

Enver Halil Hoxha (Gjirokastër, 16 de outubro de 1908  - Tirana, 11 de abril de 1985) foi o líder da Albânia do fim da Segunda Guerra Mundial até à sua morte, em 1985, na função de primeiro secretário do Partido Trabalhista da Albânia (Partido Comunista). Ele também atuou como primeiro-ministro da Albânia de 1944 a 1954, ministro da Defesa de 1944 a 1953, ministro das Relações Exteriores de 1946 a 1953, líder da Frente Democrática de 1945 até sua morte e comandante-em-chefe das Forças Armadas albanesas de 1944 até sua morte.
A liderança de Hoxha foi caracterizada pelo isolacionismo e sua aderência firme e manifesta ao Marxismo-Leninismo antirrevisionista da metade da década de 1970 em diante. Após a sua rutura com o maoísmo no fim da década de 1970 e início da década de 1980, inúmeros partidos maoístas declararam-se hoxhaístas. A Conferência Internacional dos Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (Unidade e Luta) é a mais conhecida coligação de tais partidos hoje em dia.
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Partido Trabalhista da Albânia
Partia e Punës e Shqipërisë

Religião
A Albânia, sendo o estado mais predominantemente muçulmano na Europa devido à influência turca, identificava, assim como o Império Otomano, religiões com etnias. No Império Otomano muçulmanos eram vistos como “turcos”, ortodoxos orientais eram vistos como “gregos” e católicos como “latinos.” Hoxha via isto como um sério problema, achando que isto inflamava tanto aos separatistas gregos no Épiro Setentrional e quanto também dividia a nação de um modo geral. A Lei de Reforma Agrária de 1945 confiscou grande parte da propriedade da igreja no país. Os católicos foram a primeira comunidade religiosa a ser alvo, já que o Vaticano foi visto como um agente do Fascismo e do anticomunismo. Em 1946, a Ordem Jesuíta, e, em 1947, os Franciscanos foram banidos. O Decreto Nº. 743 (Sobre as Religiões) afetou uma igreja nacional e proibiu líderes religiosos de se associarem com potências estrangeiras.
O Partido focou-se na educação ateísta nas escolas. Esta tática foi eficaz, principalmente devido à política de aumento da taxa de natalidade encorajada após a guerra. Durante períodos sagrados como o Ramadão ou a Quaresma, muitos alimentos proibidos (laticínios, carne, etc.) foram distribuídos em escolas e fábricas e as pessoas que recusavam a comer tais comidas eram denunciadas. A partir de 6 de fevereiro de 1967, o Partido começou uma nova ofensiva contra as religiões. Hoxha, que havia declarado uma “Revolução Cultural e Ideológica” após ter sido parcialmente inspirado pela Revolução Cultural chinesa, encorajou estudantes e trabalhadores comunistas a usarem táticas mais enérgicas para promover o ateísmo, apesar do uso de violência ter sido inicialmente condenado.
De acordo com Hoxha, o surgimento de atividade antirreligiosa começou com a juventude. O resultado deste “movimento espontâneo, não provocado” foi o encerramento de 2.169 igrejas e mesquitas na Albânia. O ateísmo de estado tornou-se a política oficial e a Albânia foi declarada o primeiro estado ateu do mundo. Nomes de vilas e cidades de inspiração religiosa foram mudados, tal como nomes pessoais. Durante este período, nomes de inspiração religiosa também foram declarados ilegais. O “Dicionário de Nomes do Povo”, publicado em 1982, continha 3.000 nomes seculares que eram permitidos. Em 1992, Monsenhor Ivan Dias, o Núncio Papal para a Albânia, nomeado pelo Papa João Paulo II, disse que, dos trezentos padres católicos presentes na Albânia antes dos comunistas chegarem ao poder, apenas trinta sobreviveram. Toda prática religiosa e clerical foi banida e aquelas figuras religiosas que se recusassem a abrir mão das suas posições eram presas ou forçadas a esconderem-se.
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O país
A Albânia era muito pobre e atrasada para os padrões europeus e possuía o padrão de vida mais baixo da Europa. Como resultado da autossuficiência, a Albânia tinha uma dívida externa minúscula. Em 1983, a Albânia importou bens no valor de US$ 280 milhões, mas exportou bens no valor de US$ 290 milhões, produzindo um superavit comercial de US$ 10 milhões.
Em 1981 Hoxha ordenou a execução de muitos oficiais do Partido e do governo, em uma nova purga. Foi comunicado que o primeiro-ministro, Mehmet Shehu, havia cometido suicídio em dezembro de 1981 e foi, subsequentemente, condenado como um “traidor” da Albânia e acusado de estar ao serviço de várias agências secretas estrangeiras. Acredita-se em geral que ele foi assassinado ou atirou contra si mesmo durante uma luta pelo poder ou devido a diferenças a respeito de política externa com Hoxha. Hoxha também escreveu uma grande quantidade de livros durante este período, resultando em mais de 65 volumes de obras completas, concentrados em seis volumes de obras selecionadas.
Posteriormente, Hoxha retirou-se parcialmente, devido à sua saúde debilitada, após ter sofrido um ataque cardíaco em 1973 do qual nunca recuperou completamente. Ele passou a maior parte das funções de estado para Ramiz Alia. Nos seus dias finais ele estava confinado a uma cadeira de rodas e sofria de diabetes - doença da qual sofria desde 1948 - e de isquemia cerebral - da qual sofria desde 1983. A morte de Hoxha, no dia 11 de abril de 1985, deixou para a Albânia um legado de isolamento e medo do mundo externo. Apesar de alguns progressos económicos alcançados por Hoxha, a economia do país estava em estagnação, a Albânia era o país mais pobre da Europa durante grande parte do período da Guerra Fria. No começo do século XXI, muito pouco do legado de Hoxha continua em curso na Albânia de hoje, desde a transição para o capitalismo, em 1992.

As execuções à pena de morte do julgamento de Nuremberga foram feitas há 67 anos

Banco dos réus no tribunal de Nuremberga

O termo Jubiley (oficialmente Tribunal Militar Internacional vs. Hermann Göring et al.) aponta inicialmente para a abertura dos primeiros processos contra os 24 principais criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial, dirigentes dos nazis, ante o Tribunal Militar Internacional (TMI) (International Military Tribunal, IMT), entre 20 de novembro de 1945 e 1 de outubro de 1946), na cidade alemã de Nuremberga.


Estatuto do Julgamento
Em 8 de Agosto de 1945, assinavam as quatro potências, em Londres, o acordo sobre o Tribunal Militar Internacional e os Estatutos pelos quais se havia se reger o Tribunal. Estabelecia os direitos e obrigações de todos os que haviam de tomar parte no mesmo, regulamentava a forma de proceder e fixava os fatos e princípios a que tinham de se sujeitar os juízes. O artigo 24º dos estatutos dizia o seguinte:
"...O procedimento deve ser o seguinte:
a) Será lida a acusação;
b) O tribunal interrogará cada um dos acusados sobre se se considera culpado ou inocente;
c) O acusador exporá a sua interpretação da acusação;
d) O tribunal perguntará à acusação e à defesa sobre as provas que desejem apresentar ao tribunal e decidirá sobre a conveniência da sua apresentação;
e) Serão ouvidas as testemunhas de acusação. A seguir as testemunhas de defesa;
f) O tribunal poderá dirigir a todo momento perguntas às testemunhas ou acusados;
g) A acusação e a defesa interrogarão todas as testemunhas e acusados que apresentem uma prova e estão autorizados a efetuar um contra-interrogatório;
h) A defesa tomará a seguir a palavra;
i) O acusado dirá a última palavra;
k) O tribunal anunciará a sentença..." 
Acusados e suas penas
O tribunal de Nuremberga decretou 12 condenações à morte, 3 prisões perpétuas, 2 condenações a 20 anos de prisão, uma a 15 e outra a 10 anos. Hans Fritzsche, Franz von Papen e Hjalmar Schacht foram absolvidos.
Nome Cargo Condenação
Martin Bormann Vice-líder do Partido Nazi e secretário particular do Führer Morte por enforcamento (in absentia)
Karl Dönitz Presidente da Alemanha e comandante da Kriegsmarine 10 anos
Hans Frank Governador-geral da Polônia Morte por enforcamento
Wilhelm Frick Ministro do Interior, autorizou as Leis de Nuremberg Morte por enforcamento
Hans Fritzsche Ajudante de Joseph Goebbels no Ministério da Propaganda Absolvido
Walther Funk Ministro de Economia Prisão perpétua
Hermann Göring Comandante da Luftwaffe, Presidente do Reichstag e Ministro da Prússia Morte por enforcamento (suicidou-se antes)
Rudolf Hess Vice-líder do Partido Nazi Prisão perpétua
Alfred Jodl Chefe de Operações do OKW OKW Morte por enforcamento
Ernst Kaltenbrunner Chefe do RSHA e membro de maior escalão da Schutzstaffel vivo. Morte por enforcamento
Wilhelm Keitel Chefe do OKW (Oberkommando Der Wermacht) Morte por enforcamento
Gustav Krupp Industrial que usufruiu de trabalho escravo Acusações canceladas por saúde debilitada
Robert Ley Chefe do Corpo Alemão de Trabalho Suicidou-se na prisão
Konstantin von Neurath Ministro das Relações Exteriores, Protetor da Boémia e Morávia 15 anos
Franz von Papen Ministro e vice-chanceler Absolvido
Erich Raeder Comandante-chefe da Kriegsmarine Prisão perpétua
Joachim von Ribbentrop Ministro das Relações Exteriores Morte por enforcamento
Alfred Rosenberg Ideólogo do racismo e Ministro do Reich para os Territórios Ocupados do Leste Morte por enforcamento
Fritz Sauckel Diretor do programa de trabalho escravo Morte por enforcamento
Hjalmar Schacht Presidente do Reichsbank Absolvido
Baldur von Schirach Líder da Juventude Hitleriana 20 anos
Arthur Seyss-Inquart Líder da anexação da Áustria e Gauleiter dos Países Baixos Morte por enforcamento
Albert Speer Líder nazi, arquiteto do regime e Ministro de Armamentos 20 anos
Julius Streicher Chefe do periódico anti-semita Der Stürmer Morte por enforcamento

Execuções
Três cadafalsos foram instalados no presídio de Nuremberga para a execução, na manhã de 16 de outubro de 1946, de dez penas de morte contra representantes do regime nazi, por enforcamento, usando-se o chamado método da queda padrão, em vez de queda longa. Posteriormente, o exército dos EUA negou as acusações de que a queda fora curta demais, fazendo com que o condenado morresse lentamente, por estrangulamento, em vez de ter o pescoço quebrado (o que causa paralisia imediata, imobilização e provável inconsciência instantânea). Na execução de Ribbentrop, o historiador Giles MacDonogh registou que:
"o carrasco trabalhou mal na execução, e a corda estrangulou o ex-chanceler por 20 minutos antes que ele morresse." 4 5 6
Das 12 penas de morte, apenas 10 foram executadas. Martin Bormann, o assessor mais próximo de Hitler em seu primeiro quartel-general, estava desaparecido, sendo julgado à revelia e condenado à morte.
Hermann Göring suicidou-se na véspera do dia 16. Quando os seguranças do presídio perceberam que ele mantinha-se estranhamente imóvel deitado sobre seu banco, chamaram seus superiores e um médico. Este constatou a morte de Göring por envenenamento. Nunca foi esclarecido quem lhe entregou o veneno.


João Paulo II foi eleito Papa há 35 anos

O Beato Papa João Paulo II (nascido Karol Józef Wojtyła, 18 de maio de 1920  - 2 de abril de 2005) foi o papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de outubro de 1978 até à sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história, depois dos papas São Pedro, que reinou cerca de trinta e sete anos, e Pio IX, que reinou durante trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco e o primeiro Papa não-italiano desde o neerlandês Papa Adriano VI em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e, talvez, em toda a Europa, bem como na significativa melhoria nas relações da Igreja Católica com o Judaísmo, Islão, Igreja Ortodoxa, religiões orientais e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contracepção e à ordenação de mulheres, bem como pelo apoio ao Concílio Vaticano II e à sua reforma da missa, também foi elogiado.
Foi um dos líderes mundiais que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua materna. Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1.340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que a de todos os seus predecessores juntos nos cinco séculos passados. Em 2 de abril de 2005 faleceu, devido à sua saúde débil e ao agravamento da doença de Parkinson de que sofria. Em 19 de dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato a 1 de maio de 2011, pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano e será, no próximo ano, em conjunto com o Papa João XXIII, aclamado Santo da Igreja Católica.

Eleição
Em agosto de 1978, após a morte de papa Paulo VI, o Cardeal Wojtyła votou no conclave papal que elegeu papa João Paulo I. João Paulo I morreu após somente 33 dias como Papa, precipitando assim um outro conclave.
O segundo conclave de 1978 começou a 14 de outubro, dez dias após o funeral do papa João Paulo I. A eleição estava dividida entre dois fortes candidatos ao papado: Cardeal Giuseppe Siri, o conservador Arcebispo de Génova, e o liberal Arcebispo de Florença, Cardeal Giovanni Benelli, um colaborador próximo de João Paulo I.
Os defensores da Benelli estavam confiantes de que ele seria eleito, e no início da votação, Benelli estava com nove votos. Entretanto, a magnitude da oposição a ambos significava que possivelmente nenhum deles receberia os votos necessários para ser eleito, e o Cardeal Franz König, Arcebispo de Viena, individualmente sugeriu a seus colegas eleitores um candidato de compromisso: o Cardeal polaco, Karol Józef Wojtyła, que aos 58 anos foi considerado jovem pelos padrões papais. Finalmente ganhou a eleição na oitava votação no segundo dia, de acordo com a imprensa italiana, com 99 votos dos 111 eleitores participantes. Em seguida, ele escolheu o nome de João Paulo II, em homenagem ao seu antecessor, e o tradicional fumo branco informou a multidão reunida na Praça de São Pedro, que um Papa havia sido escolhido. Ele aceitou a sua eleição com essas palavras: ‘Com obediência na fé em Cristo, meu Senhor, e com confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, apesar das grandes dificuldades, eu aceito.’ Quando o novo Sumo Pontífice apareceu à varanda, ele quebrou a tradição, dizendo a multidão reunida:
Queridos irmãos e irmãs, todos estamos ainda tristes com a morte do querido papa João Paulo I. E agora os eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no de um país distante… Distante, mas sempre muito próximo pela comunhão na fé e na tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas o fiz com espírito de obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem Santíssima. Não sei se posso expressar-me bem na vossa... na nossa língua italiana. Se eu cometer um erro, por favor ‘korrijam’ me...
Wojtyła tornou-se o 264 º papa de acordo com a ordem cronológica lista dos Papas e o primeiro papa não-italiano em 455 anos. Com apenas 58 anos de idade, ele foi o mais jovem papa eleito desde Pio IX em 1846, que tinha 54 anos. Assim como seu antecessor imediato, João Paulo II dispensou a tradicional coroação papal e, em vez disso, recebeu a investidura eclesiástica que simplificou a cerimónia de posse papal, em 23 de outubro de 1978. Durante a sua posse, quando os cardeais estavam a ajoelhar-se diante dele para beijar o Anel do Pescador, ele levantou-se quando o prelado polaco, Cardeal Stefan Wyszyński, se ajoelhou, interrompeu-o e, simplesmente, deu-lhe um abraço.

terça-feira, outubro 15, 2013

O músico Cole Porter morreu há 49 anos

O seu trabalho inclui as comédias musicais Kiss Me, Kate (1948 - baseada na peça de Shakespeare The Taming of the Shrew), Fifty Million Frenchmen e Anything Goes, bem como as músicas "Night and Day", "I Get a Kick Out of You" e "I've Got You Under My Skin". Ele é notório pelas letras sofisticadas (às vezes vulgares), ritmos inteligentes e formas complexas. Ele é um dos maiores contribuidores do Great American Songbook.



Day and night - Fred Astaire

Like the beat beat beat of the tom-tom
When the jungle shadows fall
Like the tick tick tock of the stately clock
As it stands against the wall

Like the drip drip drip of the raindrops
When the summer shower is through
So a voice within me keeps repeating
You, you, you

Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
It's no matter darling where you are
I think of you
Day and night, night and day, why is it so

That this longing for you follows wherever I go
In the roaring traffic's boom
In the silence of my lonely room
I think of you
Day and night, night and day

Under the hide of me
There's an oh such a hungry yearning burning inside of me
And this torment won't be through
Until you let me spend my life making love to you
Day and night, night and day

Richard Carpenter nasceu há 67 anos

Richard Lynn Carpenter (New Haven, Connecticut, 15 de outubro de 1946) é um artista e pianista americano conhecido por ter feito parte da dupla Carpenters com a sua irmã, Karen Carpenter.

Infância
Richard Lynn Carpenter nasceu em 15 de outubro de 1946 em New Haven, Connecticut. Recebeu o mesmo nome do irmão mais novo de seu pai, Richard Lynn Carpenter. Coincidentemente, Richard e o seu tio casaram-se com mulheres chamadas Mary.
Ele frequentemente tocava o piano enquanto a sua irmã, Karen, jogava beisebol lá fora. Ele e Karen também gostavam de ouvir os discos infantis que seu pai lhe trouxe. Quando conheceu a música de Perry Como e Ella Fitzgerald, entre muitos outros, aos 12 anos, ele decidiu que queria estar na indústria da música.
A família Carpenter mudou-se de New Haven para Downey, Califórnia em junho de 1963. Eles queriam que Richard progredisse em sua carreira musical além de a família estar aborrecida com os invernos gelados da Nova Inglaterra. Àquela época, Richard estava com 16 anos e estudava música na California State University em Long Beach, lá encontrando Frank Pooler, maestro e compositor, que escreveu as letras para o clássico natalício "Merry Christmas Darling" em 1968. Ele também conheceu o seu parceiro musical e amigo John Bettis, que co-escreveu muitas canções com Richard.

O Richard Carpenter Trio e o Spectrum
Richard criou o Richard Carpenter Trio em 1965, com a irmã Karen e o amigo Wes Jacobs. Richard tocava piano; Karen, bateria e Wes tocava a tuba e o baixo. Em 1966 o Richard Carpenter Trio tocou "Iced Tea" and "The Girl from Ipanema" no Hollywood Bowl na Batalha das Bandas. Eles ganharam a competição e logo depois gravaram três faixas nos estúdios da RCA: "Every Little Thing," "Strangers in the Night" e o original da banda, "Iced Tea". "Iced Tea" é a única gravação que foi oficialmente lançada para o público. Por volta de 1967, Richard e Karen juntaram-se a quatro outros estudantes de música da universidade para formar um sexteto, Spectrum, com: John Bettis, Richard Carpenter, Karen Carpenter, Leslie Johnston, Gary Sims e Danny Woodhams.
Embora os Spectrum tocassem com frequência em clubes noturnos da região de Los Angeles, eles tiveram uma recepção pouco calorosa, pois as suas harmonias e a aversão ao rock'n'roll limitaram o potencial comercial do grupo. Mas ainda assim a experiência dos Spectrum rendeu boas sementes para o futuro sucesso: Bettis tornou-se um letrista para as composições originais de Richard e todos os outros membros, com a exceção de Leslie Johnston, viriam a ser membros dos Carpenters.

Carreira
Richard e Karen finalmente assinaram com a A&M Records a 22 de abril de 1969. "Vamos ter esperança de que tenhamos alguns sucessos", disse Herb Alpert aos dois. De acordo com Richard, Herb Alpert deu-lhes carta branca nos estúdos de gravação e após Offering ter sido lançado e não conseguir boas vendas, muitas pessoas lhe disseram para dispensar os Carpenters da gravadora, mas ele disse aos colegas que lhes daria mais uma chance.
Alpert sugeriu que os Carpenters gravassem uma canção de Burt Bacharach, chamada "(They Long to Be) Close to You." Embora Richard só tenha trabalhado nos arranjos após a insistência de Alpert, os seus talentos foram evidenciados no produto final. Os seus arranjos e talentos musicais, assim como a voz de Karen, fizeram a música alcançar o topo das paradas da Billboard Top 100 e lá ficar por um mês. "(They Long to Be) Close to You" ganhou reconhecimento público da noite para o dia. De acordo com Richard, mesmo tendo a canção ganhado popularidade da noite para o dia, o mesmo não aconteceu para os Carpenters.
Certa noite, Richard estava em casa assistindo à televisão e viu um comercial para o Crocker National Bank. Reconheceu as vozes de Paul Williams e Roger Nichols, dois compositores da A&M. Era a canção "We've Only Just Begun". Richard confirmou o envolvimento deles e perguntou se havia uma versão completa da canção, o que foi confirmado por Williams. Richard conseguiu transformar um jingle de banco em um sucesso com disco de ouro certificado pela RIAA. Atingiu a segunda posição na Billboard Hot 100, e transformou-se numa canção comum em casamentos. A canção também lançou com sucesso as carreiras de Nichols e Williams com múltiplos sucessos, não somente dos Carpenters mas também de outros artistas.
Richard compôs muitos dos sucessos dos Carpenters, tais como:
  • "Goodbye to Love" (uma das primeiras baladas com solo de guitarra - 7ª posição - influenciou o desenvolvimento do estilo power ballad)
  • "Top of the World" (1ª posição)
  • "Yesterday Once More" (2ª posição)
  • "Only Yesterday" (4ª posição)

Quaaludes
Enquanto Karen sofria de anorexia nervosa, Richard sofria com a dependência de quaaludes, um tipo de sonífero. Foram-lhe prescritos pelo médico como forma de facilitar o sono, mas o seu uso saiu-lhe do controle. Ele veio a procurar tratamento na Clínica Menninger, em Topeka, Kansas em 1979 para um tratamento de oito semanas, o qual teve sucesso.

Depois dos Carpenters
Três dias antes de seu trigésimo sétimo aniversário, a família Carpenter celebrou a inauguração da estrela dos Carpenters na Calçada da Fama em Hollywood. Ele disse em seu discurso que isso foi uma experiência ao mesmo tempo amarga e doce por causa da morte trágica de Karen, ainda que fosse capaz de celebrar a estrela.
Começou a gravar um álbum solo em 26 de junho de 1985 e terminou o álbum a 5 de julho de 1987. O álbum foi chamado "Time". Teve participações de Dusty Springfield e Dionne Warwick. Springfield cantou "Something in Your Eyes" e Warwick cantou "In Love Alone". Richard criou uma canção dedicada a Karen chamada "When Time Was All We Had".
Em 1984, Richard casou-se com Mary Rudolph (cujo irmão, Mark Rudolph, era o road manager dos Carpenters, assim como ouvinte que participa durante o pot-pourri de músicas antigas do álbum de 1973, Now & Then. Richard e Mary têm cinco filhos: Kristi Lynn, Traci Tatum, Mindi Karen, Colin Paul e Taylor Mary. Richard e os filhos às vezes se apresentam juntos em vários eventos relacionados com os Carpenters. A família hoje reside em Thousand Oaks, Califórnia.
Recentemente, Richard participou nas produções dos documentários Close to You: Remembering the Carpenters (1997) e Only Yesterday: The Carpenters Story (2007). Ele lançou os DVD's Gold: Greatest Hits e Interpretations (Carpenters DVD).


Mata Hari foi fuzilada há 96 anos

Margaretha Gertruida Zelle (Leeuwarden, 7 de agosto de 1876 - Vincennes, 15 de outubro de 1917), conhecida mundialmente como Mata Hari, foi uma dançarina exótica dos Países Baixos acusada de espionagem que foi condenada à morte por fuzilamento, durante a Primeira Guerra Mundial. Em diferentes ocasiões sua vida foi alvo da curiosidade de biógrafos, romancistas e cineastas. Ao longo do tempo, Mata Hari transformou-se em uma espécie de símbolo da ousadia feminina.

(...)

Durante a guerra, Mata Hari dormiu com inúmeros oficiais, tanto franceses quanto alemães e tornou-se um peão da intriga internacional, apesar dos historiadores nunca terem esclarecido com exatidão se ela fora realmente uma espia, e se sim, quais eram as suas atividades como tal. Em 1917 ela foi a julgamento na França, acusada de atuar como espia e também como agente dupla para a Alemanha e França. Foi considerada culpada e no dia 15 de outubro do mesmo ano foi fuzilada.