Escrito entre esse mesmo ano de 1415 e
1433, terá escrito um "notável" livro versado em
montaria, uma das artes de caçar.
Bandeira pessoal de D. João I com a sua divisa: Pour bien
(...)
Cronistas contemporâneos descrevem D. João I como um homem arguto,
cioso em conservar o poder junto de si, mas ao mesmo tempo benevolente e
de personalidade agradável. Na juventude, a educação, que recebeu como
Grão Mestre da Ordem de Avis, transformou-o num Rei invulgarmente culto
para a época.
O seu amor ao conhecimento passou também para os filhos, designados por
Luís Vaz de Camões, nos
Lusíadas, por «Ínclita Geração»: o Rei
D. Duarte de Portugal foi poeta e escritor,
D. Pedro, Duque de Coimbra, o «Príncipe das Sete Partidas», foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo e muito viajado, e o
Henrique, Duque de Viseu,
o «Navegador», investiu toda a sua fortuna em investigação relacionada
com navegação, náutica e cartografia, dando início à epopeia dos
Descobrimentos.
A sua única filha,
D. Isabel de Portugal, casou com o Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras.
Foi cognominado de O de Boa Memória, pela lembrança positiva do seu reinado na memória dos portugueses, também podendo ser chamado de O Bom ou O Grande.
Descendentes
- Branca (1388 - 1389), morreu jovem;
- Afonso (1390 - 1400), morreu em criança;
- Duarte I de Portugal (1391 - 1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor;
- Pedro, Duque de Coimbra (1392 - 1449), foi um dos infantes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a menoridade do seu sobrinho, o futuro Rei D. Afonso V e morreu na batalha de Alfarrobeira;
- Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394 - 1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia;
- Isabel, Duquesa da Borgonha (1397 - 1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras;
- Branca (1398), morreu jovem;
- João, Infante de Portugal (1400 - 1442), condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela;
- Fernando, o Infante Santo (1402 - 1437), morreu no cativeiro em Fez.
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