O Curso de Geologia de 85/90 da Universidade de Coimbra escolheu o nome de Geopedrados quando participou na Queima das Fitas.
Ficou a designação, ficaram muitas pessoas com e sobre a capa intemporal deste nome, agora com oportunidade de partilhar as suas ideias, informações e materiais sobre Geologia, Paleontologia, Mineralogia, Vulcanologia/Sismologia, Ambiente, Energia, Biologia, Astronomia, Ensino, Fotografia, Humor, Música, Cultura, Coimbra e AAC, para fins de ensino e educação.
Isabel de Portugal, imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico - a obra-prima de Ticiano, hoje no Museu do Prado, o quadro foi pintado sobre outro, nove anos após a morte da Imperatriz
Era irmã do rei D. João III e do Cardeal-Rei D. Henrique,
reis de Portugal. Inteligente e culta, criada no esplendor da mais
rica corte europeia do seu tempo, em Lisboa, na educação da imperatriz
participaram também, por influência de sua mãe, os castelhanos Beatriz
Galindo, la Latina e o humanista Luís Vives. Foi longamente
regente em nome de Carlos V, entre 1528 e 1533, primeiro, e de 1535 a
1538 novamente, enquanto o marido se ausentou, em guerra.
Além disso, teve muita importância em relação à educação do seu
primogénito, que viria a ser o rei Filipe II de Espanha, e I de Portugal, de
língua materna portuguesa, criado e educado pelas damas lusitanas da sua
mãe durante a infância.
Casamento
O casamento fora negociado por seu pai, D. Manuel I, que morrendo antes
de o concluir o deixou recomendado em testamento ao seu sucessor no
codicilo de 11.12.1521. Assim, a 6.10.1525 firmou-se em Torres Novas o
contrato. A noiva levou por dote a exorbitante quantia de 900 mil
cruzados portugueses, ou dobras castelhanas. Carlos V,
seu noivo e seu primo direito, era então ainda apenas Carlos I, rei de
Aragão e Castela, duque da Borgonha e vários outros feudos: só quatro
anos depois será eleito imperador do Sacro Império,
tornando-se hierarquicamente o mais alto soberano da Cristandade, com
jurisdição sobre a Alemanha e vários reinos e senhorios da Espanha,
Itália, França e Flandres, estendendo ao mundo a sua influência política
e o poder das suas armas; porém, como todos os soberanos da
Renascença, foi várias vezes obrigado a recorrer a grandes famílias de
banqueiros, como os Fugger,
não só para financiar a sua acessão à coroa imperial, como também os
seus projetos político-militares. Por isso mesmo Carlos havia
prometido, anteriormente, a Henrique VIII casar-se com sua filha, Maria,
de quem igualmente era primo direito, em 1522 (quando esta tinha
apenas seis anos) - mas preferiu aceitar a consorte lusitana, cuja
aliança e cujo dote imediato eram bem mais significativos na Europa do
tempo, e lhe traziam a liquidez necessária para a compra do trono
imperial.
Assim, a princesa casou-se em Almeirim por procuração, em 1 de novembro
de 1525, com o seu primo Carlos, representado pelo embaixador Carlos
Popeto; e partiu em janeiro de 1526 rumo a Elvas com grande e rica comitiva, dai prosseguindo a viagem em liteira até a fronteira do Caia.
Aí, montada em linda égua branca esplendorosamente ajaezada, e com
luzido e fidalgo acompanhamento, foi ao encontro da embaixada castelhana
que a vinha buscar, encabeçada pelos duques de Calábria e de Béjar e
pelo arcebispo de Toledo. Passada a fronteira, seguiu para Sevilha aonde
se encontrava o marido, ali se repetindo solenemente as bodas
imperiais nos paços chamados de Reales Alcázares, em março de
1526. Foi um casamento feliz, pois os noivos apaixonaram-se logo que se
conheceram, e isolaram-se do mundo, prolongando uma lua-de-mel que não
parecia querer acabar, e apenas terminaria catorze anos depois, de
facto, pela morte da imperatriz.
Deslumbrado com a sua beleza, Carlos V deu-lhe ao casar por nova divisa as três graças, tendo a primeira delas a rosa, símbolo da formosura; a segunda o ramo de murta, símbolo do amor; e a terceira, a coroa de carvalho, símbolo da fecundidade, além do mote: Has habet et superat.
Na corte castelhana em Toledo, a imperatriz D. Isabel preferiu viver
sem se ocupar com política, quase sempre no seu oratório ou convivendo
com as numerosas damas portuguesas que a haviam acompanhado até Castela,
vigiando as amas dos seus numerosos filhos. Ao morrer de parto,
catorze anos depois de casada, Carlos V tanto se comoveu com a sua perda
que no convento de S. Justo, onde se recolheu durante o luto pesado da
viuvez, passava horas a contemplar o seu retrato mais emblemático,
pintado por Ticiano.
Brasão da Imperatriz Isabel de Portugal
A morte a lenda
Tendo a imperatriz falecido em Toledo, e estando nessa época o soberano
em Granada, encarregou este o futuro S. Francisco de Borja, um dos
muitos apaixonados platónicos da bela imperatriz, de a conduzir até si a
fim de a sepultar. Chegados lá, ao abrirem cerimonialmente o caixão de
D. Isabel, a fim de verificarem a identidade do régio cadáver, a sua
decomposição ia já avançada, destruindo a formosura da mais bela mulher
daquele tempo, segundo rezavam os literatos de então. Segundo a lenda,
perante a hedionda visão do seu cadáver descomposto o ainda Duque de
Gândia, casado com a portuguesa D. Leonor de Castro, uma das suas damas,
e que tanto e tão longamente amara a linda Imperatriz à distância,
jurou nunca mais servir a senhor humano algum, virando-se unicamente
para o serviço divino; e ao enviuvar de D. Leonor, alguns anos depois,
optará pela vida religiosa ingressando na Companhia de Jesus. O novo
padre Francisco de Borja foi o terceiro Geral da Companhia, sendo depois
canonizado como São Francisco de Borja.
No entanto, sabemos agora que a famosa frase depois atribuída ao
duque, e que deu o mote ao célebre poema de Sophia de Mello Breyner
intitulado "Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de
Portugal", sobre a sua alegada decisão de nunca mais servir a senhor
mortal algum, foi sim pronunciada por São João de Ávila
na oração fúnebre da imperatriz que proferiu durante as suas exéquias.
É ainda no entanto possível que S. João de Ávila tenha utilizado nas
exéquias imperiais a frase do humilde S. Francisco de Borja, ao ser
obrigado a contemplar decomposta a mulher que amara, e que a tradição
oral o soubesse, ao atribuir a autoria desta a ele e não a S. João de
Ávila.
Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de Portugal
Nunca mais A tua face será pura limpa e viva Nem o teu andar como onda fugitiva Se poderá nos passos do tempo tecer. E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer. A luz da tarde mostra-me os destroços Do teu ser. Em breve a podridão Beberá os teus olhos e os teus ossos Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver Sempre, Porque eu amei como se fossem eternos A glória, a luz e o brilho do teu ser, Amei-te em verdade e transparência E nem sequer me resta a tua ausência, És um rosto de nojo e negação E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
in Mar Novo (1958) - Sophia de Mello Breyner Andresen
Senna começou a sua carreira competindo no karting. Mudou-se para competições de automobilismo em 1981, sagrando-se campeão do Campeonato Britânico de Fórmula 3, 2 anos após a sua estreia. O seu bom desempenho na Fórmula 3 impulsionou a sua ascensão à Fórmula 1, fazendo a sua primeira aparição na categoria no Grande Prémio do Brasil, de 1984, pela equipe Toleman-Hart,
tendo abandonado a corrida na 8ª volta. Na sua primeira temporada,
Senna conseguiu pontuar em 5 corridas, fechando o ano com treze pontos e
a 9ª posição na classificação geral dos pilotos. No ano seguinte,
trocou a Toleman-Hart pela Lotus-Renault, equipa pela qual venceu seis Grandes Prémios ao longo de três temporadas. Em 1988, juntou-se ao francêsAlain Prost (que seria o seu maior rival na sua carreira) na McLaren-Honda e viveu anos vitoriosos pela equipa. Os dois juntos venceram 15 dos 16 Grandes Prémios daquela temporada, e Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Prost levou o campeonato de 1989, e Senna retomou o título em 1990 - ambos títulos foram decididos por colisões entre os pilotos no Grande Prêmio do Japão. Na temporada seguinte,
Senna ganhou o seu terceiro título mundial, tornando-se o piloto mais
jovem a conquistar um tricampeonato na Fórmula 1 - façanha que foi
mantida até o final da temporada de 2012, quando Sebastian Vettel chegou
ao tricampeonato, vencendo três anos consecutivos. A partir de 1992, a equipe Williams-Renault dominou amplamente a competição. Ainda assim, Ayrton Senna conseguiu terminar a temporada de 1993 como vice-campeão, vencendo cinco corridas. Negociou então uma transferência para a Williams em 1994.
A sua reputação de piloto veloz ficou marcada pelo recorde de pole positions
que deteve. Sobre asfalto chuvoso, demonstrava grande capacidade e
perícia, como demonstrado em atuações antológicas nos GPs de Mónaco de
1984, de Portugal, em 1985 e da Europa, em 1993. Senna ainda detém o
recorde de maior número de vitórias no prestigioso Grande Prémio de Mónaco - seis - e é o terceiro piloto mais bem sucedido de todos os tempos em termos de vitórias.
Em dezembro de 2009 a revista inglesa Autosport publicou um estudo onde fez uma eleição para a escolha do melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. A revista consultou 217 pilotos que passaram pela categoria, e Ayrton Senna venceu tal votação.
A
rede de comunicação estatal britânica, BBC, elegeu o brasileiro Ayrton
Senna como o melhor piloto de Fórmula 1 da história. “Provavelmente
nenhum piloto da Fórmula 1 tenha se dedicado mais ao desporto e dado
mais de si mesmo em sua rígida busca pelo sucesso. Ele era uma força da
natureza, uma combinação incrível de muito talento e, em alguns casos,
uma determinação espantosa”, aponta o texto publicado no site da BBC.
Em 2012, o SBT realizou o programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos para eleger a maior personalidade do país. Ayrton Senna ficou entre os 12 mais votados, sendo vencido por Chico Xavier em uma das semifinais do programa.
Em 2014, foi homenageado pela escola de samba Unidos da Tijuca, que veio a ser campeã do carnaval carioca.
É considerado um dos maiores ídolos do desporto no Brasil, sendo inclusive apelidado de herói nacional por parte dos media especializados em automobilismo.
Criada desde o nascimento num ambiente musical, a sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e guitarristaDorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, o seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. Em
1960, iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.
Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.
Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro-Neves, pela gravadora Elenco.
Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo,
ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da
música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de
Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams.
Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este, no Uruguai. Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso, no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, cantou "Morena do Mar" (Dorival Caymmi),
na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas
temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi,
no Café del Puerto. Em 1973, apresentou-se em uma turnê de sucesso em Buenos Aires.
No ano seguinte, realizou um show, com o conjunto argentino Camerata, no Camerata Café Concert, em Punta del Este. Lançou na Argentina,
pela gravadora Trova, ainda em 1974, o LP "Nana Caymmi", que vendeu 20
mil cópias. O disco, divulgado na Rádio Jornal do Brasil por Simon
Khoury, chamou a atenção das gravadoras brasileiras. No ano seguinte,
acompanhada pela Camerata, foi recebida pela mídia como Grande Show
Woman, em sua temporada anual na Argentina.
Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico
brasileiro, ficou mais conhecida na Argentina que no Brasil. Lançou, em
18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ),
o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade
Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês
de julho, na boate Igrejinha em São Paulo, sendo citada por Tárik de
Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e
provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.
No dia 22 de outubro de 1976, foi contemplada com o Troféu
Villa-Lobos de Melhor Cantora do Ano, oferecido pela Associação
Brasileira de Produtores de Discos. Participou da trilha sonora de
"Maria Maria", espetáculo do Balé Corpo, com músicas de Milton Nascimento e Fernando Brant e coreografia de Oscar Ajaz. Apresentou-se, ao lado de Ivan Lins, no Teatro João Caetano
(RJ), pelo projeto "Seis e Meia", projeto de Albino Pinheiro. Ainda em
1976, lançou o LP "Renascer", com show no Teatro Opinião". A canção
"Beijo partido" (Toninho Horta), na voz da cantora, foi incluída na
trilha sonora da novela Pecado Capital (TV Globo).
Em 1977, gravou novo LP, pela RCA-Victor.
O disco contou com a participação de Dorival Caymmi na faixa "Milagre",
canção inédita do compositor, e teve show de lançamento no Teatro
Ipanema (RJ). Ainda nesse ano, a gravadora CID Entertainment lançou no
mercado brasileiro o disco "Nana Caymmi", gravado na Argentina em 1974,
com o título "Atrás da porta". Inaugurou, ao lado de Ivan Lins, o "Projeto Pixinguinha" (Funarte, extensão nacional do projeto pioneiro de Albino Pinheiro.
Em 1978, apresentou-se com Dori Caymmi no mesmo "Projeto
Pixinguinha". O show, dirigido por Arthur Laranjeiras, estreou no Teatro
Dulcina (RJ) e prosseguiu por Vitória, Salvador, Maceió e Recife. Ainda nesse ano, lançou, pela Odeon, o LP "Nana Caymmi", contendo a faixa "Cais" (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), composta especialmente para a intérprete e incluída na trilha sonora da novela "Sinal de Alerta" (TV Globo).
Em 1979, apresentou-se, com Edu Lobo e o conjunto Boca Livre, no Teatro do Hotel Nacional e no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 1980, comandou "Nana Caymmi e seus amigos muito especiais", série de shows apresentados às segundas-feiras, no Teatro Villa-Lobos, com a participação de Isaurinha Garcia, Rosinha de Valença, Cláudio Nucci, Zezé Mota, Zé Luiz, Fátima Guedes, Sueli Costa, Jards Macalé e Claudio Cartier,
entre outros. Fez temporada no Chico’s Bar, anexo do Castelo da Lagoa,
no Rio de Janeiro, e realizou espetáculo de lançamento do disco "Mudança
dos ventos" (Odeon), título da canção de Ivan Lins e Vitor Martins,
inspirada no romance da cantora com o marido Claudio Nucci. Viajando em
turnê pelo país. Participou, ao lado do Boca Livre, do "Projeto Pixinguinha".
Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela Brilhante (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo Jornal do Brasil como um dos dez melhores do ano.
Em 1982, apresentou-se em Algarve, Portugal. Realizou uma participação na telenovela Champagne (TV Globo), representando a si mesma e cantando "Doce presença" (Ivan Lins e Victor Martins), ao lado do pianista Edson Frederico. A canção fazia parte da trilha sonora da novela.
No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP Voz e Suor
(Odeon), disco premiado na França. Apresentou-se, ao lado do pianista,
no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco e participou do
Festival de música de Nice, na França, com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros.
No final de 1986, em comemoração ao centenário de nascimento de Villa-Lobos,
iniciou uma série de shows pelo país, que teve continuidade no ano
seguinte, interpretando obras do compositor, ao lado de Wagner Tiso e do
grupo Uakti.
Em 1987, fez temporada de shows em Madri (Espanha).
Lançou o disco "Nana", contando com a participação de seu filho, João
Gilberto, na faixa "A lua e eu" (Cassiano e Paulo Zdanowski). No dia 3
de outubro desse mesmo ano, nasceu sua primeira neta, Marina Caymmi
Meneses, filha de Denise Maria e Carlos Henrique de Meneses Silva.
No ano de 1988, fez show de lançamento do disco "Nana", no
L’Onoràbile Società em São Paulo e no People Jazz, no Rio de Janeiro,
seguindo em turnê pelo país.
Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de
mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do
aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado do amigo Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux, na Suíça. A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.
Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado
do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival, no Rio
Centro, no Rio de Janeiro, que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim,
se apresentado pela primeira vez no mesmo palco. Participou novamente
de um show de jazz no 25°. Festival de Montreux, dessa vez com o pai e
os irmãos. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em
Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.
Em 1992, participou, no Rio Centro, RJ, da segunda edição do "Rio Show Festival", ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Fagner. Lançou, pela Sony Music,
o disco "O melhor da música brasileira", apresentando-se em temporada
de shows na casa noturna Jazzmania (RJ). No dia 24 de abril desse mesmo
ano, nasceu Carolina, sua segunda neta, filha de Denise e Carlos
Henrique de Meneses Silva. Participou do "SP Festival", realizado no Anhembi (SP), ao lado de Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Gilberto Gil.
Em 1993, viajou a Portugal, para temporada de shows em Lisboa e no Porto,
ao lado de Dorival e Danilo Caymmi. Gravou o disco "Bolero" (EMI),
sucesso de vendagem, apresentando-se em longa temporada de shows no
People Jazz (RJ) e seguindo em turnê pelo país. Críticos consideram que a
cantora foi uma das responsáveis pela aceitação do bolero, graças a
excelência do CD "Bolero", não só pelo público mas por outros artistas
no mercado brasileiro - até então, ao menos no período, o gênero era
considerado cafona. Esteve, também, em Nova Iorque, onde se apresentou no Blue Note, em show que contou com a participação de Danilo Caymmi.
Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran"
(EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na
faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu
primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.
Em 1996, apresentou-se no Teatro Castro Alves, em Salvador, ao lado de Daniela Mercury,
do pai Dorival e dos irmãos Dori e Danilo, em dois espetáculos
comemorativos dos 50 anos das empresas Odebrecht. Lançou, nesse mesmo
ano, o disco "Alma serena" (EMI), no Canecão, RJ e no Palace, SP,
seguindo em turnê pelo país. Viajou, em seguida, para os Estados Unidos, onde se apresentou em Los Angeles e Nova Iorque, ao lado de Dori Caymmi.
Em 1997, gravou, no Teatro Rival, Rio de Janeiro, seu
primeiro disco solo ao vivo, "No coração do Rio" (EMI), seguindo em
turnê pelo país.
Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie Hilda Furacão
(TV Globo), de autoria de Gloria Perez, baseada no romance homônimo de
Roberto Drummond. A música obteve bastante destaque, tendo sido muito
executada nas rádios, nesse ano, popularizando a cantora que até então
sofria o estigma de cantora para plateias sofisticadas. Apresentou-se,
novamente, no Canecão,
em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo
país. No mesmo ano, "Fascinação" outra grande interpretação sua
tornou-se tema de abertura da novela Fascinação, no SBT.
Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de
sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo"
(EMI). Em seguida, "Suave Veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
mesma dupla que compôs o sucesso anterior, foi escolhida como tema da novela homônima.
Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI).
Até então, contabilizava 48 músicas incluídas em trilhas de novela,
séries e minisséries. Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".
Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o
CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de
boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés)
e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.
Em 2001, gravou o CD "Desejo", produzido por José Milton,
responsável, aliás, por todos os seus discos desde 1994, com a
participação de Zeca Pagodinho, em dueto com a cantora em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Ivan Lins, ao piano na faixa "Só prazer" (Ivan Lins e Celso Viáfora) e sua sobrinha Alice,
filha de Danilo Caymmi, em dueto com a tia na música "Seus olhos", de
autoria da irmã, Juliana Caymmi. O disco registou, com arranjos de
Cristóvão Bastos, Dori Caymmi, Lincoln Olivetti
e Paulão 7 Cordas, as canções "Saudade de amar" (Dori Caymmi e Paulo
César Pinheiro), "Frases do silêncio" (Marcos Valle e Erasmo Carlos),
"Fogueiras" (Ivan Lins e Vitor Martins), "Lero do bolero" (Kiko Furtado e
Abel Silva), "Vinho guardado" (Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós),
"Desejo" (Fátima Guedes), "Naquela noite" (Claudio Cartier e Guto
Marques), "Fumaça das horas" (Sueli Costa e Fausto Nilo), "Esse vazio"
(Cristóvão Bastos e Dudu Falcão), "Marca da Paixão" (Marcio Proença e
Marco Aurélio) e "Distância" (Dudu Falcão). Realizou show de lançamento
do disco no Canecão (RJ), apresentando, além do repertório do CD,
sucessos de sua carreira, como "Saudade de amar"- de Dori Caymmi e Paulo
Cesar Pinheiro - da trilha sonora da novela "Porto dos Milagres" (TV Globo) e Resposta ao tempo (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc),
acompanhada de uma banda formada por Cristóvão Bastos (piano), Itamar
Assiere (teclados), Ricardo Silveira (guitarra), Jorjão (baixo), Ricardo
Pontes (sax e flauta), Ricardo Costa (bateria) e Don Chacal
(percussão).
Em 2002, lançou o CD "O mar e o tempo", contendo exclusivamente obras de Dorival Caymmi,
como "Saudade da Bahia" e "O bem do mar", entre outras, além da inédita
"Desde ontem". O disco contou com a participação de seus irmãos Dori e
Danilo, além de suas filhas, Stella e Denise, das netas Marina e
Carolina e das sobrinhas Juliana e Alice. O disco foi baseado em
'Dorival Caymmi - o mar e o tempo", biografia do seu pai, escrito por
sua filha Stella Caymmi, lançado no ano anterior, pela Editora 34 e
indicado ao prêmio Jabuti em 2002.
Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale),
produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do
repertório da cantora, além de um perfil biográfico, discografia,
iconografia e cronologia assinados por sua filha, a jornalista e
escritora Stella Caymmi.
Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, lançou,
com os irmãos Dori e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo",
contendo exclusivamente canções de Dorival Caymmi: "Acontece que eu sou
baiano", "Severo do pão/O samba da minha terra", "Vatapá", "Você já foi
à Bahia?", "Requebre que eu dou um doce/Um vestido de bolero", "Lá vem a
baiana", "A vizinha do lado/Eu cheguei lá", "O que é que a baiana
tem?", "Dois de fevereiro/Trezentos e sessenta e cinco igrejas",
"Saudade da Bahia", "O dengo que a nega tem", "São Salvador", "Eu não
tenho onde morar/Maracangalha" e "Milagre". Os arranjos do disco foram
assinados por Dori Caymmi.
Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", dedicado à obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.
Em agosto de 2008, os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella
Maria) faleceram num curto intervalo de tempo, fazendo com que Nana,
muito abalada, cogitasse a possibilidade de deixar a carreira artística
por achar que não tinha mais ao seu lado os seus maiores incentivadores,
entrando em profunda tristeza.
Em dezembro de 2008 participou do programa musical Som Brasil Especial Dorival Caymmi,
programa da TV Globo que foi dedicado ao compositor baiano dentro da
grade de programas especiais do final do ano da emissora carioca.
Em abril de 2009, lançou mais um álbum na sua carreira. O
álbum chamou-se "Sem Poupar Coração" (Dori Caymmi e Paulo Cesar
Pinheiro), com catorze canções. Uma delas foi incluída com enorme
sucesso, na novela das 21 horas Insensato Coração, exibida na TV Globo e dirigida por Gilberto Braga.
Em 2010, o diretor franco-suíço Georges Gachot lançou um documentário sobre a cantora, Rio Sonata, no Brasil e nos principais festivais de cinema do exterior.
No ano de 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela TV Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela.
Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914–2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. "O melhor de Nana Caymmi", Luciano Alves, Editora Irmãos Vitale, São Paulo, 2002.
Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas
por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, as suas duas filhas:
Stella Teresa Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em
1963.
Devido às traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se à Venezuela, Nana divorciou-se e voltou grávida para o Brasil,
em dezembro de 1965, com as suas filhas pequenas. Em 1966, nasceu no Rio
de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto
Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas
crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos
filhos.
Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição da ditadura militar à época.
Em 1970, iniciou um namoro com o cantor João Donato.
O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com
atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci.
Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984, o casal
separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular nos media com alguns namorados ocasionais.
No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes. Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, passou a viver numa cadeira de rodas e ficou deficiente mental.
Nana Caymmi morava com o seu filho numa casa na zona sul carioca. A artista tinha duas netas, filhas de Denise, que era sua empresária. A sua filha Stella vive sozinha e é escritora. Em 2016, a cantora passou por uma cirurgia de remoção de um tumor na parte externa do estômago, afastando-se dos palcos.
Morte
Nana Caymmi morreu no dia 1 de maio de 2025, aos 84 anos, após nove meses de internação na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro para tratar de uma arritmia cardíaca. Segundo o seu irmão Danilo Caymmi, ela enfrentou “um processo muito doloroso”, agravado por “várias comorbidades”.
É com
muito pesar que eu comunico o falecimento da minha irmã, Nana Caymmi, e
estamos, lógico, na família, todos muito chocados e tristes, mas ela
também passou nove meses sofrendo de sofrimento em um hospital, UTI, um
processo muito doloroso, de várias comorbidades, enfim, Eu queria que
vocês ajudassem a divulgar esse falecimento dela para os fãs. Muitos
fãs, o Brasil perde uma grande cantora, uma das maiores intérpretes que o
Brasil já viu, de sentimento, de tudo, enfim. Nós estamos realmente
todos muito tristes, mas ela terminou nove meses de sofrimento intenso
dentro de uma UTI de hospital. Bom, enfim.
Poema de Manuel Alegre e música de Adriano Correia de Oliveira
Eu canto para ti um mês de giestas Um mês de morte e crescimento, ó meu amigo Como um cristal partindo-se plangente No fundo da memória perturbada
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa E um coração poisado sobre a tua ausência Eu canto um mês com lágrimas e Sol, o grave mês Em que os mortos amados batem à porta do poema
Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa Quem me dera em Maio, depois morreste Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
Eu canto para ti Lisboa à tua espera Teu nome escrito com ternura sobre as águas E o teu retrato em cada rua onde não passas Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio
Porque tu me disseste quem me dera em Maio Porque te vi morrer eu canto para ti Lisboa e o Sol, Lisboa com lágrimas Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve Eu canto para ti Lisboa à tua espera
The modern United States, with Louisiana Purchase overlay (in green)
The Louisiana Purchase (French: Vente de la Louisiane - "Sale of Louisiana") was the acquisition by the United States of America in 1803 of 828,000 square miles (2,140,000 km2) of France's claim to the territory of Louisiana. The U.S. paid 50 million francs ($11,250,000)
plus cancellation of debts worth 18 million francs ($3,750,000), for a
total sum of 15 million dollars (less than 3 cents per acre) for the
Louisiana territory ($230 million in 2012 dollars, less than 42 cents
per acre).
France controlled this vast area from 1699 until 1762, the year it gave
the territory to its ally Spain. Under Napoleon Bonaparte, France took
back the territory in 1800 in the hope of building an empire in North
America. A slave revolt in Haiti and an impending war with Britain,
however, led France to abandon these plans and sell the entire
territory to the United States, who had originally intended only to seek
the purchase of New Orleans and its adjacent lands.
The purchase of the territory of Louisiana took place during the presidency of Thomas Jefferson. At the time, the purchase faced domestic opposition because it was thought to be unconstitutional. Although he agreed that the U.S. Constitution
did not contain provisions for acquiring territory, Jefferson decided
to go ahead with the purchase anyway in order to remove France's
presence in the region and to protect both U.S. trade access to the port
of New Orleans and free passage on the Mississippi River.
(...)
Although the foreign ministerTalleyrand opposed the plan, on April 10, 1803, Napoleon told the Treasury Minister François de Barbé-Marbois
that he was considering selling the entire Louisiana Territory to the
United States. On April 11, 1803, just days before Monroe's arrival,
Barbé-Marbois offered Livingston all of Louisiana for $15 million,
equivalent to about $230 million in present-day values.
The American representatives were prepared to pay up to $10 million for
New Orleans and its environs, but were dumbfounded when the vastly
larger territory was offered for $15 million. Jefferson had authorized
Livingston only to purchase New Orleans. However, Livingston was certain
that the United States would accept the offer.
The Americans thought that Napoleon might withdraw the offer at any
time, preventing the United States from acquiring New Orleans, so they
agreed and signed the Louisiana Purchase Treaty on April 30, 1803. On
July 4, 1803, the treaty reached Washington, D.C.. The Louisiana Territory was vast, stretching from the Gulf of Mexico in the south to Rupert's Land in the north, and from the Mississippi River in the east to the Rocky Mountains in the west. Acquiring the territory would double the size of the United States at a sum of less than 3 cents per acre.
Oliveira Martins é uma das figuras-chave da história portuguesa
contemporânea. As suas obras marcaram sucessivas gerações de
portugueses, tendo influenciado vários escritores do século XX, como António Sérgio, Eduardo Lourenço ou António Sardinha.
Biografia
Órfão de pai, teve uma adolescência difícil, não chegando a concluir o
curso liceal, que lhe teria permitido ingressar na Escola Politécnica,
para o curso de Engenheiro Militar. Esteve empregado desde os 13 anos de
idade no comércio, de 1858 a 1870, mas, nesse ano, devido à falência da empresa onde trabalhava, foi exercer funções de administrador de uma mina na Andaluzia. Quatro anos depois regressou a Portugal para dirigir a construção da via férrea do Porto à Póvoa de Varzim e a Vila Nova de Famalicão. Em 1880
foi eleito presidente da Sociedade de Geografia Comercial do Porto e,
quatro anos depois, diretor do Museu Industrial e Comercial do Porto.
Mais tarde desempenhou as funções de administrador da Régie dos Tabacos,
da Companhia de Moçambique, e fez parte da comissão executiva da Exposição Industrial Portuguesa.
Casou, em 1865,
com Victória de Mascarenhas Barbosa, de ascendência inglesa, que o
acompanhou nas suas longas estadas em Espanha e no Porto, mas de quem
não teve descendência.
Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público.
Elemento animador da Geração de 70, revelou uma elevada plasticidade às múltiplas correntes de ideias que atravessaram o seu século.
Oliveira Martins colaborou nos principais jornais literários e científicos de Portugal, assim como nos políticos socialistas. Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas: Renascença (1878-1879?), Ribaltas e gambiarras (1881), Revista de Estudos Livres (1883-1886), Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha (1888-1898) e Gazeta dos Caminhos de Ferro (iniciada em 1899) e ainda em A semana de Lisboa (1893-1895), A Leitura (1894-1896) e, a título póstumo, no semanário Branco e Negro (1896-1898).
Oliveira Martins colaborou nos principais jornais literários e científicos de Portugal, assim como nos políticos socialistas. Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas: Ribaltas e gambiarras (1881), Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha (1888-1898),Gazeta dos Caminhos de Ferro (iniciada em 1899), na A semana de Lisboa (1893-1895), A Leitura (1894-1896) e na revista Branco e Negro (1896-1898).
A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até à sua morte, em 1894. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, e Os Filhos de D. João I, de 1891. É também necessário destacar a sua obra História da República Romana.
A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política
portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX. Perfilhou várias ideologias contraditórias, pois foi anarquista (proudhoniano), republicano, monárquico, liberal, anti-liberal e iberista.
A Batalha de Camarón, ocorrida a 30 de abril de 1863 entre a Legião Estrangeira Francesa
e o Exército mexicano, é considerada pela Legião Estrangeira como um momento
decisivo na sua história. Uma pequena patrulha de infantaria, liderada
pelo capitão Jean Danjou e pelos tenentes Maudet e Vilain, totalizando
62 soldados e três oficiais, foi atacada e sitiada por uma força
mexicana que chegou a atingir 2.000 soldados de infantaria e cavalaria, e
foi forçada a ocupar uma posição defensiva nas proximidades da fazenda
Camarón, em Camarón de Tejeda, Veracruz, México.
A conduta atribuída à Legião neste combate é mística e Camarón
tornou-se, dentro das fileiras da Legião, sinónimo de coragem e
luta-até-à-morte.
Antecedentes
Como parte da intervenção francesa no México, um exército francês comandado por Conde de Lorencez, sitiava a cidade mexicana de Puebla.
Temendo problemas de logística, os franceses enviaram um transporte com 3
milhões de francos, material e munições para o cerco. A III Companhia da
Legião Estrangeira foi encarregada de proteger o comboio, sendo o
capitão Danjou o comandante.
A batalha
A 30 de abril, à 01.00 horas, os soldados estavam a caminho. Às 7 da manhã, após
uma marcha de 15 milhas, pararam em Palo Verde para descansar e preparar
o pequeno almoço. Logo depois, uma força do exército mexicano de 800
cavaleiros foi avistada. O capitão Danjou ordenou ao destacamento
a formação em quadrado e, apesar de recuarem, causaram as
primeiras perdas pesadas ao exército mexicano, principalmente devido ao maior
alcance do rifle francês.
Buscando uma posição mais defensável, Danjou ocupou as proximidades da fazenda Camarón, uma hospedagem
protegida por um muro de três metros de altura. O seu plano era manter
ocupadas as forças mexicanas para evitar ataques contra o comboio que
estava nas proximidades. Enquanto os legionários se preparavam para
defender a hospedagem, o comandante mexicano, o coronel Milan, exigiu a
rendição de Danjou e de seus soldados, ressaltando a superioridade
numérica do exército mexicano. Danjou respondeu: "Temos munições. Não nos vamos render."
Aproximadamente às onze horas, as tropas mexicanas receberam reforços,
com a chegada de 1.200 soldados de infantaria. A hospedagem
incendiou-se, mas os franceses já haviam perdido toda a água no início
da
manhã, quando as mulas foram perdidas durante a retirada.
Ao meio-dia, o capitão Danjou foi baleado no peito e morreu, mas os seus
soldados continuaram a lutar, apesar todas as adversidades, sob o comando
do segundo tenente Vilain, que resistiu durante quatro horas antes de
cair, durante um ataque das tropas mexicanas.
Às cinco da tarde apenas 12 legionários permaneciam em torno do segundo
tenente Maudet. Logo depois das 18.00 horas, com as munições esgotadas, os últimos
soldados, sob o comando do tenente Maudet, desesperadamente montaram uma
carga de baioneta.
O coronel Milan, comandante dos mexicanos, evitou que os seus homens trucidassem os legionários sobreviventes. Quando os seis
últimos sobreviventes foram convidados a renderem-se, eles pediram aos
soldados mexicanos o retornar à base com a sua bandeira, manter as suas
armas e escoltar o corpo do capitão Danjou. Milan concordou com os
termos dos franceses comentando: "O que posso recusar a esses homens?
Não, estes não são homens, são demónios", e, por respeito, concordou
com estes termos.
(...)
O comboio de abastecimento dos franceses com sessenta carroças e
cento e cinquenta mulas com peças de artilharia, medicamentos, víveres e
francos franceses, escoltada por duas outras companhias de legionários,
chegou a salvo até Puebla. Os mexicanos não conseguiram conter o cerco e a
cidade caiu em 17 de maio.
O capitão Danjou era um soldado profissional e havia perdido a mão esquerda durante uma expedição de mapeamento na campanha da Argélia.
Ele tinha uma mão prostética, de madeira articulada e pintada para se
assemelhar a uma luva, presa ao seu antebraço esquerdo. Negligenciada por
ambos, franceses e mexicanos que vieram para enterrar os seus mortos, a
mão foi encontrada mais tarde por um agricultor anglo-francês,
Langlais, e foi vendida e levada para as instalações da Legião Estrangeira.
Por causa dessa batalha Napoleão III de França determinou que na
bandeira de todos os regimentos estrangeiros haveria a inscrição
"Camerone 1863". Todos os militares franceses passaram a fazer a
apresentação de armas ao passar pelo local da batalha em gesto de
homenagem. Em 1892 foi construído um monumento com uma inscrição em
latim rezando: "Eles foram aqui menos de sessenta, opostos a todo um
exército que lhes destruiu a vida antes que a coragem abandonasse seus
soldados franceses".
No dia 30 de abril é comemorado como "Dia de Camarón", um dia
importante para os legionários. A mão protética de madeira do Capitão
Danjou é trazida para a exposição durante cerimónias especiais. A mão é o
artefacto mais importante na história da Legião e o legionário que a
carrega durante desfile, na sua caixa protetora, tem grande
prestígio, pela honra concedida.
Tornou-se célebre por ter representado a Alemanha no chamado Pacto Ribbentrop-Molotov, um acordo de não agressão, assinado em Moscovo, com a União Soviética, sendo esta representada por Viatcheslav Molotov.
Tárique ibn Ziade (circa670 - 720) ou Táriq foi um comandante omíada que iniciou a conquista muçulmana da Hispânia visigótica (atual Espanha e Portugal) em 711-718 DC.
Ele liderou um exército e cruzou o Estreito de Gibraltar ,vindo da costa norte-africana, consolidando as suas tropas no que hoje é
conhecido como o Rochedo de Gibraltar. O nome "Gibraltar" é a derivação
espanhola do nome árabe Jabal Ṭāriq, que significa "montanha
de Ṭāriq", que ficou com o seu nome.
Biografia
É possível que Tárique tenha sido um escravo liberto de Muça ibne Noçáir, governador do norte de África (Magrebe). Muça incumbiu-o de defender a posição de um grupo de herdeiros do reiVitiza, uma fação inimiga do Reino Visigótico, com altas posições na hierarquia visigótica. A 30 de abril de 711, o exército de Tárique desembarcou no rochedo a que, posteriormente, se chamou Jabal Tárique ("monte de Tárique"), que hoje é conhecido como Gibraltar.
Depois de ter todo o exército em terra, conta-se que mandou queimar os navios e teria dito aos seus soldados:
“
Oh,
meus guerreiros, para onde podeis fugir? Atrás de vós está o mar, diante
de vós, o inimigo. Só vos resta a esperança da vossa coragem e da vossa
determinação. Lembrai-vos que aqui sois mais afortunados que o órfão
sentado à mesa do patrão avaro. Vosso inimigo está diante de vós,
protegido por um exército inumerável. Ele tem homens em abundância, mas
vós, como único recurso, tendes vossas próprias espadas... Não
acrediteis que eu pretenda incitar-vos a enfrentar perigos que eu
próprio me recuse a partilhar convosco. Durante o ataque, estarei na
frente, onde a chance de sobreviver é menor.
”
As tropas mouras, quase unicamente constituídas por berberes, invadiram o reino visigótico e obtiveram uma vitória decisiva a 19 de julho de 711, na Batalha de Guadalete (em Jerez de la Frontera), onde foi morto o rei Rodrigo. Seguiram-se as tomadas de Córdoba e de Toledo,
em outubro do mesmo ano. Pouco depois receberia reforços de Muça ibne
Noçáir. Com este, apoderou-se de quase toda a península. A tomada de Saragoça
é o marco do final desta conquista. Tárique teria sido governador das
terras conquistadas, mas por pouco tempo. Muça teve contratempos
políticos e Tárique acompanhou-o de volta a Damasco, onde morreu em 720.
Textos, músicas, fotos e outros materiais aqui publicados, parte sem prévia autorização, são propriedade de seus autores, que são, sempre que possível, identificados e creditados. O seu uso deve-se a razões culturais, científicas e didáticas, sem objetivo comercial ou usurpação de autoria. Pretendemos apenas expressar admiração pelos autores, contribuindo para a sua divulgação, respeitando inteiramente pedidos de retirar os seus materiais.