sábado, março 07, 2009

Seminário em Lisboa


SEMINÁRIOS

DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA MARINHA/ INETI

(Alfragide)


Terça-Feira, 10 de Março de 2009 às 14.00 horas



Dr. António Badagola

Divisão de Geologia Marinha, Instituto Hidrográfico



TITLE:


Evolução morfo-tectónica da plataforma continental do Esporão da Estremadura




ABSTRACT:

O Esporão da Estremadura constitui um importante promontório submarino da Margem Oeste-Ibérica de aproximadamente 200 km de comprimento e 90 km de largura. Esta unidade fisiográfica apresenta uma forma aproximadamente trapezoidal, alongada na direcção E-W, que se estende desde a linha de costa, entre o Cabo Carvoeiro e o Cabo da Roca, até às Montanhas de Tore, separando a Planície Abissal Ibérica, a norte, da Planície Abissal do Tejo, a sul. A coalescência deste relevo que prolonga no meio submarino as estruturas de inversão tectónicas alpinas observadas em terra com as estruturas de origem magmática da crista Tore-Madeira e do magmatismo alcalino de Sintra, Sines e Monchique, sugere que a origem do Esporão da Estremadura seja o resultado duma evolução mais complexa que a de simples inversão tectónica de idade miocénica.

De forma a caracterizar a morfologia da plataforma continental do Esporão da Estremadura, estrutura superficial e arquitectura deposicional foi utilizado o seguinte conjunto de dados: 1) mosaico de sondas batimétricas de sondadores de feixe simples e multifeixe; 2) perfis de reflexão sísmica monocanal com fontes acústicas do tipo sparker; e 3) sonografias de sonar de varrimento lateral.

A análise do Modelo Digital de Terreno e produtos dele derivados, a saber, mapas de Aspecto, Pendor, Curvatura, Rugosidade e Dimensão Fractal, permitiram seccionar a plataforma continental do Esporão da Estremadura em três domínios batimétricos distintos: interno, médio e externo. Por seu turno, a análise dos dados de natureza geofísica, cruzada com as amostras de rocha datadas por Mougenot (1976) permitiram constatar nos dois primeiros domínios, a existência de altos-fundos marinhos paleozóicos e mesozóicos (Costeiras Pêro da Covilhã, Serro do Sudoeste ou Colina Nuno Tristão) de origem estrutural que foram soerguidos no decurso da inversão tectónica miocénica (Tortoniano). Estes relevos encerram depressões (Mar da Ericeira e Bacia da Lourinhã) que foram parcialmente colmatadas na sequência da transgressão iniciada no Aquitaniano, e que terá continuado no Burdigaliano. Não obstante a importância da tectónica compressiva miocénica, estes relevos encontram-se na dependência de falhas tardi-variscas de orientação aproximadamente NE-SW e NW-SE, com rejogos durante o rifting mesozóico e orogenia tectónica pirenáica.

Sobre o terceiro domínio batimétrico, a plataforma externa, identificaram-se ravinamentos e superfícies de abrasão tardi-paleogénicas (Monoclinal da Lourinhã) que foram posteriormente afectadas por uma tectónica extensional possivelmente aquitaniana. Identificaram-se movimentos de subsidência da ordem de 40m em alguns sectores deste domínio. Estas morfologias encontram-se cobertas directamente por depósitos do Plio-Quaternário associados a prismas progradantes de sistemas de baixo nível do mar e corpos agradantes. Foram ainda identificados na sísmica de reflexão corpos cuja geometria sugere tratarem-se de contornitos de idade plio-quaternária entre os -250 m e os -320 m de profundidade.

A transição entre a plataforma e a vertente continental é brusca e irregular em toda a sua extensão. As profundidades a que se situa o bordo da plataforma na sua fachada ocidental (-250 a -440 m) são pouco habituais para a Margem Oeste-Ibérica, assim como a distância a que este encontra da linha de costa actual (ca. 70 km). Os perfis sísmicos mostram que este se encontra talhado sobre rochas do Jurássico - Cretácico indiferenciado e a sua irregularidade é uma consequência do acentuado ravinamento que teve lugar nos finais do Paleogénico.

O acidente tectónico mais conspícuo na morfologia é a falha do Esporão da Estremadura, ao longo da qual se instala o Vale Submarino da Ericeira, de aproximadamente 25 km de extensão. Esta falha constitui um lineamento que inter-liga a montanha submarina de Tore e o Maciço Sub-vulcânico de Sintra. Neste trabalho reconheceu-se o seu rejogo tectónico na passagem do Messiniano ao Pliocénico, com uma separação aparente extensional de 45 m, com abatimento do bloco norte. Alinhado com a falha foram observadas nas sonografias de sonar lateral estruturas lineares tabulares que foram interpretadas como filões ígneos. Através do Modelo Digital de Terreno e nos perfis sísmicos foram identificados, sobre o Vale Submarino da Ericeira, um conjunto de relevos de resistência muito provavelmente correspondentes a intrusões ígneas.

Neste trabalho apresenta-se um mapa geológico apoiada nos dados interpretados para a área de estudo que, em relação a trabalhos anteriores, apresenta maior rigor na delimitação cartográfica das manchas de Miocénico e Plio-Quaternário. Apresenta-se ainda um mapa de afloramentos rochosos consolidados, verificando-se a importância destes afloramentos de dureza como armadilhas de sedimentos móveis.


Pessoas a contactar para os seminários do DGM/INETI:

Pedro Ferreira
E-mail: pedro.ferreira@ineti.pt
Telefone: 214 705 516

Mário Mil-Homens
E-mail: mario.milhomens@ineti.pt
Telefone: 214 705 516

Poesia para entendedores

Procelária

É vista quando há vento e grande vaga
Ela faz o ninho no rolar da fúria
E voa firme e certa como bala

As suas asas empresta à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas
Sobre os abismos passa e vai em frente

Ela não busca a rocha o cabo o cais
Mas faz da insegurança a sua força
E do risco de morrer seu alimento

Por isso me parece a imagem justa
Para quem vive e canta no mau tempo.

in Geografia (1967) - Sophia de Mello Breyner Andresen

Dia Internacional da Mulher



Superwoman - Alicia Keys

Everywhere I'm turning
Nothing seems complete
I stand up and I'm searching
For the better part of me
I hang my head from sorrow
state of humanity
I wear it on my shoulders
Gotta find the strength in me

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

For all the mothers fighting
For better days to come
And all my women, all my women sitting here trying
To come home before the sun
And all my sisters
Coming together
Say yes I will
Yes I can

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

When I'm breaking down
And I can't be found
And I start to get weak
Cause no one knows
Me underneath these clothes
But I can fly
We can fly, Oh

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

NOTA: música para antecipar o Dia Internacional da Mulher, em homenagem a todas as nossas leitoras...

e-Biosphere 09: The International Conference on Biodiversity Informatics‏


Encyclopedia of Life is teaming up with several research organizations and museums to co-host host an international conference on biodiversity informatics in June.

If you are interested in EOL, you will want to read the e-Biosphere 09 announcement.

Even if you can't attend the event, we invite you to join the free Online Conference Community where you can share your ideas, moderate forums, or suggest topics for discussion groups online and during the meeting.

sexta-feira, março 06, 2009

Açores - novidades

Para os que estão inscritos na Acção dos Açores, há a salientar que, infelizmente, o Centro de Formação LeiriMar, entidade que concluiu a creditação da Acção de Formação, não teve o aval da sua Comissão Pedagógica para certificar a nossa Acção.

Esta ausência de certificação implica que a Acção não dê créditos para os docentes, pelo que estamos a envidar esforços para o fazer junto de outro Centro de Formação.

Assim os formandos inscritos que pretendam desistir devem dizer-no-lo rapidamente, para serem substituídos pelos suplentes interessados em ir nesta Acção.

NOTA: logo que tenhamos novidades iremos aqui publicá-las...

Geocolecções - call for papers



CALL FOR PAPERS




Conferência Internacional

Colecções e museus de Geociências: missão e gestão


Coimbra, 5 e 6 de Junho de 2009


Auditório do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra


Data limite para entrega de resumos – 30 de Março de 2009


Destinatários:

  • Gestores de colecções de museus na esfera das Universidades e Administração Central, Regional e Local;
  • Técnicos dos Centros de Ciência/Centros de Interpretação;
  • Profissionais e estudantes de Geociências, Museologia e Comunicação de Ciência.




Desafios:

  • Documentação e conservação de materiais geológicos
  • Novas formas de comunicar em Geociências
  • História das colecções e dos museus



Mais informações: http://sites.google.com/site/geocoleccoes


geocoleccoes@gmail.com


quarta-feira, março 04, 2009

Para o meu marido

Up Where We Belong - Joe Cocker & Jennifer Warnes


O ICN(B) e o desnorte ambiental em Portugal

“O ICNB é uma tontice”, defende arquitecto Fernando Pessoa
Reservas do país estão “a saque” denuncia criador dos primeiros parques naturais
04.03.2009 - 20h08 Lusa

O fundador e primeiro presidente do Serviço Nacional de Parques, Fernando Pessoa, considerou hoje que os parques naturais portugueses estão "a saque" e criticou a "inoperância" das entidades governamentais que tutelam o Ambiente.

"O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) é uma tontice", disse hoje o professor convidado da Universidade do Algarve à agência Lusa, à margem da apresentação de um livro.

Segundo o arquitecto paisagista, que criou os primeiros parques e reservas naturais portugueses, o instituto está "descaracterizado" e a "estragar" o trabalho "sério" que começou no pós-25 de Abril. "Está tudo transformado num clientelismo", afirmou, apontando o caso Freeport como um dos "escândalos" que ocorreram na Reserva Natural do Estuário do Tejo e que, diz, não constitui caso único.

O responsável falava à margem da cerimónia de apresentação do livro "Árvores e Arbustos", do arquitecto José Marques Moreira, que foi hoje apresentado na Universidade do Algarve.

Quanto à Ria Formosa, que se estende por cinco concelhos algarvios, entre Loulé e Vila Real de Santo António, Fernando Pessoa salientou os "ataques" que têm sido feitos àquele sistema lagunar. "Qualquer dia [a Ria Formosa] parece um lago no meio do Campo Grande", ironizou, criticando o Ministério do Ambiente e ICNB de "inoperância" e acusando-os de não conseguir garantir a conservação da natureza.

"O que se faz em Portugal vai completamente ao arrepio do que acontece no resto da Europa, nomeadamente em Espanha", afirmou, acrescentando que Portugal é o único país onde os parques não têm um director.

"Há um supervisor para quatro ou cinco parques e com tantos adjuntos isto mais parece uma economia de mercearia", concluiu Fernando Pessoa.

O asteróide 2009 DD45 em filme da YouTube

NEO Asteroid 2009 DD45 from Canberra

Notícia sobre NEO - Near Earth Asteroid

Asteróide passa perto da Terra
03.03.2009 - 16h57 Rafael Pereira

Um pequeno asteróide passou ontem de “raspão” à Terra, de acordo com o Minor Planet Center (MPC) da União Internacional da Astronomia. O pequeno objecto passou a apenas 72 mil quilómetros da Terra, que representa um quinto da distância entre a Terra e a Lua e o dobro da distância da maioria de satélites de comunicações, segundo o site Sky and Telescope.

Esta pequena ameaça celeste, designada de 2009 DD45 - que se julga ter cerca de 30 metros - passou ontem por volta das 13h00 muito perto do nosso planeta.

O objecto foi detectado pela primeira vez no sábado por uma equipa de investigadores australianos e mais tarde confirmado pela MPC.

O mais recente objecto que se tinha avistado passar tão perto da Terra foi o 2004 FU162, um asteróide de seis metros que passou a mais de 6 mil quilómetros no nosso planeta, em Março de 2004.

Nos tempos recentes apenas um asteróide de dimensões semelhantes ao 2009 DD45 colidiu com a Terra. Há cem anos, a 30 de Julho de 1908, o Tunguska atingiu a terra na zona da Sibéria libertando força equivalente a 85 bombas como a de Hiroshima e derrubando 80 milhões de árvores.

in Público - ler notícia (via Blog AstroLeiria)

Seminário no INETI


SEMINÁRIOS

DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA MARINHA/ INETI

(Alfragide)


AMANHÃ, 5 de Março às 14.00 horas



Doutora Paula Sá Pereira

(Departamento de Biotecnologia do INETI)


TITLE:

Os microrganismos também têm uma palavra a dizer! Metagenómica e geoquímica: Relações de sucesso


ABSTRACT:

A metagenómica, a sequenciação em massa de todo o genoma de comunidades microbianas, permite o conhecimento dos mecanismos biológicos que estão associados a transformações geoquímicas pode agora ajudar a esclarecer comportamentos reaccionais desviantes, causados pela presença de microrganismos. As técnicas de microbiologia tradicionais são redutoras no que respeita ao conhecimento dos ecossistemas. Estas técnicas quando aplicadas à cultura e isolamento de microrganismos a partir de amostras ambientais ou complexas são úteis, mas extremamente trabalhosas e limitadas pelo baixo índice de sucesso de cultura de microrganismos ambientais, que se estima que seja entre 1 a 10% do total de microrganismos que representam a comunidade de um sistema. Deste modo, a análise genómica de microrganismos não cultiváveis em laboratório leva à caracterização da sua biodiversidade e à prospecção de novos genes de interesse em metagenomas.

O avanço no desenvolvimento de técnicas e ferramentas moleculares tem tornado possível a ampliação do potencial do estudo da biodiversidade microbiana e inferir sobre a geoquímica de compostos. Estas técnicas, uma vez optimizadas, permitem a geração de informações importantes sobre a estrutura e dinâmica de comunidades microbianas e das suas relações com o solo.


Pessoas a contactar para os seminários do DGM/INETI:

Pedro Ferreira
e-mail: pedro.ferreira@ineti.pt
Telf: 214 705 516

Mário Mil-Homens
e-mail: mario.milhomens@ineti.pt
Telf: 214 705 516

Palestra sobre Pegmatitos em Moncorvo


No dia 7 de Março de 2009 (Sábado), pelas 15.30 horas, decorrerá uma palestra sobre o tema “Pegmatitos – de Trás-os-Montes até sua casa” pelo Dr. Romeu Vieira, no Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.

O objectivo desta palestra é dar a conhecer uma área da Geologia que é pouco conhecida do público em geral, apesar das múltiplas aplicações práticas resultantes da investigação científica realizada sobretudo nos últimos 30 anos, podendo hoje falar-se num ramo específico da geologia, denominado “Pegmatologia”. Os pegmatitos são um tipo de rocha ígnea semelhante ao granito, mas mais evoluída, do ponto de vista geológico, o que propiciou a precipitação de elementos raros e metais leves, como o lítio, ou até gemas preciosas, como as água-marinhas.

Assim, os pegmatitos abrangem uma vasta gama de aplicações, para a indústria cerâmica (louças de casas de banho), azulejaria, vidro, ou metais leves essenciais para os ships de telemóveis, baterias de computadores (lítio) e alta tecnologia em geral.


Destes e doutros aspectos falará o conferencista convidado, Dr. Romeu Vieira, investigador do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que se encontra a estudar esta temática em Portugal, e em Trás-os-Montes em especial. Autor de vários artigos científicos sobre geologia em geral, mas sobretudo sobre os pegmatitos, Romeu Vieira foi o organizador do IV Simpósio Internacional sobre Pegmatologia, realizado na Universidade do Porto, e tem colaborado no estudo de pegmatitos localizados na zona de Barroso/Alvão, Souto/Barca de Alva, e minas da Bajoca(Almendra, concelho de Foz Côa). Na zona de Riba d’Alva (Ligares), localizaram-se também pegmatitos, associados a antigas minas de volfrâmio.

Para saber mais: http://e-geo.ineti.pt/aipt_seminar/sig/posters/Limaetal2008.pdf

Esta iniciativa insere-se ainda no ciclo de palestras promovidas pelo Museu do Ferro, em colaboração com a secção de Geologia do PARM, coordenada pelo Dr. Rui Rodrigues, no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra (ano 3).

Aproveitamos para lembrar que podem ainda visitar uma Exposição temporária, intitulada “Detalhes em Ferro”, de Aníbal Gonçalves, além da exposição permanente dedicada ao Ferro e às antigas minas de Moncorvo.

6th Symposium on the Atlantic Iberian Margin


1-5 December 2009



Since its beginnings in Lisbon in 1994, and in later editions (Cádiz 1997, Faro 2000, Vigo 2003 and Aveiro 2006), the Symposium on the Iberian Atlantic Margin (MIA) has been an open forum for scientific debate to researchers interested in geological, biological, physical and chemical processes which occur from the coastal area to the deep ocean in this region of the European continent.


Due to the geographical situation of the present edition (Oviedo - Asturias - Spain), in the center of the southern margin of the Bay of Biscay, MIA09 will pay special attention to all subjects related to the Northern Iberian Margin in particular but also the Bay of Biscay in general (both Iberian and Armorican margins). This includes the geology of the onland part of the margin.


The event will consist of poster and oral sessions, as well as six conferences about the margin given by outstanding scientist.


The meeting will include two alternative intrasymposium field trips (3 december, included in the congress fee) one devoted to stratigraphycal themes and the other to structural and tectonics aspects of the margin. There will also be an optional final field trip (5 december). All of them will take place along the North Iberian Coast in Asturias.


This is a good opportunity to spend some days in Asturias, enjoying its natural wonders, its regional food and its famous natural cider!!!


Preregistration is now open. You can download the first circular, the preregistration form and find all the information in the meeting's website:


http://www.uniovi.es/mia09

14 anos...!

Righteous Brothers - Unchained Melody



Oh, my love
my darling
I've hungered for your touch
a long lonely time
and time goes by so slowly
and time can do so much
are you still mine?
I need your love
I need your love
Godspeed your love to me

Lonely rivers flow to the sea,
to the sea
to the open arms of the sea
lonely rivers sigh 'wait for me, wait for me'
I'll be coming home wait for me

Oh, my love
my darling
I've hungered for your touch
a long lonely time
and time goes by so slowly
and time can do so much
are you still mine?
I need your love
I need your love
Godspeed your love to me


PS - 14 anos (obrigado Lai...) após o nosso sim, uma música especial para uma data especial - e para os que preferem versões mais recentes, uma dos U2:


terça-feira, março 03, 2009

Palestra em Coimbra

Universidade de Coimbra

Mestrado em Conservação e Restauro

Disciplina de "Instituições e Políticas de Património Cultural


Ciclo de Sessões Abertas

CONVITE

6 de Março de 2009 - 11.00 horas

Dep. Eng. Civil - FCTUC

Polo 2 da Universidade de Coimbra - Sala SC 3.1

Dr.ª Ana Paula Amendoeira
Historiadora
Ex-Secretária Geral do ICOMOS Portugal
Membro do Comité Executivo do ICOMOS Internacional(2002-2005)
Bolseira de Doutoramento da FCT (Tema de tese: “A evolução da noção de Património Mundial e da lista da UNESCO após o estabelecimento da convenção de 1972: análise crítica e contribuição para uma avaliação)

"UNESCO e ICOMOS: novos e velhos desafios".

No âmbito da disciplina "Instituições e Políticas de Património Cultural" do Mestrado em Conservação e Restauro da Universidade de Coimbra, temos o grato prazer de incluir palestras - com periodicidade semanal ou quinzenal - com alguns dos mais marcantes ou prometedores nomes ligados ao Património, quer no domínio das Ciências, quer das Humanidades. Estas aulas/palestra estão abertas a todos os interessados (alunos de outros cursos, docentes, técnicos ou simplesmente entusiastas do Património). Esperamos por todos.
Para uma melhor gestão dos eventos agradece-se uma inscrição prévia, por email, para os docentes responsáveis: Prof. Doutor José António Raimundo Mendes da Silva (raimundo@dec.uc.pt) e Profª Doutora Maria Isabel Morais Torres (itorres@dec.uc.pt).

A entrada é livre.

segunda-feira, março 02, 2009

Património espeleológico em perigo

Derrocada ameaça Gruta do Zambujal
ROBERTO DORES, Setúbal

Sesimbra. Associação alerta para estado de degradação

A Gruta do Zambujal, em Sesimbra, foi descoberta em 1978, aquando de uma explosão de uma pedreira, e viria a ser a primeira cavidade do género em Portugal a merecer a classificação de património natural de interesse nacional, mas nem esse estatuto impediu o abandono a que tem sido votada. Segundo denuncia o presidente do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA), Francisco Rasteiro, depois de ter sido alvo de frequentes actos de vandalismo, aquele património, com cem milhões de anos, sofreu agora uma derrocada com a construção de uma estrada na zona.

Francisco Rasteiro, que recentemente visitou o interior gruta, revelou ao DN que o cenário é "desolador", tendo encontrado formações únicas completamente destruídas, como consequência das obras de construção dos acessos a uma torre de controlo de tráfico marítimo na Serra dos Pinheirinhos. "Houve a necessidade de retirar rocha num processo que durou seis meses. Nós denunciámos o risco que isso representava para a gruta, até porque se avançou para os trabalhos sem um estudo de impacte ambiental que permitisse apurar os danos que as obras iriam causar. A derrocada que se registou não nos surpreendeu totalmente", lamenta o presidente do NECA.

A Gruta do Zambujal, que pode ser visitada apenas com fins científicos, comporta um extenso complexo geológico de galerias e passagens, emergindo várias formações litoquímicas como estalactites e bandeiras de formas raras, como as asas-de- -borboleta ou as argolas, acolhendo também uma importante colónia de morcegos.

Integra um sistema de grutas da Serra da Arrábida, inserida num terreno que pertence a uma pedreira, mas, de acordo com Francisco Rasteiro, "nunca mereceu a devida atenção do Parque Natural da Arrábida [tutelado pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade]. A gruta está fechada e o potencial turístico não é aproveitado", refere, alertando que a legislação prevê que qualquer património classificado, em estado de degradação, dispõe de dois anos para ser recuperado, caso contrário perderá o estatuto.

"Já avisei que, se isso acontece, então é que a gruta será abandonada para sempre", adianta o presidente do NECA, que desde 1994 tem procurado "salvar este património único na Península Ibérica."

in DN - ler notícia

Nova espécie de Dinossáurio - notícia no DN

Descoberta nova espécie de dinossauro em Portugal
FILOMENA NAVES

Fósseis. Chama-se 'Miragaia longicollum' porque tem o pescoço longo, foi descoberto na Lourinhã e é uma nova espécie de dinossauro. A equipa do paleontólogo Octávio Mateus já publicou um artigo científico

Quando o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, foi alertado há dez anos para o achado de um grande osso num caminho agrícola de Miragaia (Lourinhã) não podia saber que esse era o primeiro passo para a descoberta de uma nova espécie de dinossauro em Portugal.

Este é um novo estegossauro (com placas ósseas no dorso, a lembrar a imagem de um dragão), que os seus descobridores baptizaram de Miragaia longicollum, um nome cheio de significados. Entre eles, o de pescoço comprido, uma das imagens de marca da espécie.

O artigo científico com a descrição do novo dinossauro, que viveu no Jurássico Superior (há 150 milhões de anos), foi publicado na semana passada, na Proceedings of the Royal Society, pela equipa liderada por Octávio Mateus, que conta com uma paleontóloga da Universidade de Cambridge.

As escavações foram feitas em 1999 e 2001. Entre 2002 e 2006, os investigadores fizeram a preparação laboratorial dos fósseis, os moldes e as réplicas. O estudo iniciou-se então e ficou concluído em 2008. "O esqueleto não está completo, mas para um dinossauro é bom", adiantou ao DN Octávio Mateus, sublinhando que "o crânio está completo, o que faz dele o único crânio de estegossauro da Europa".

Em 2006 a equipa percebeu que aquele não era uma estegossauro como os outros. Este tem um longo pescoço de metro e meio, com 17 vértebras. "Pode haver duas razões para isto", diz Octávio Mateus. "Ou se tratou de uma adaptação, como estratégia de alimentação, por exemplo, ou houve uma selecção sexual, por preferência de parceiros com o pescoço mais compridos". O aparecimento de novas vértebras, por regulação genética e a cervicalização das vértebras dorsais terão conduzido a esse pescoço mais longo. "Mas o que isto demonstra é uma enorme plasticidade evolutiva dos dinossauros", conclui Octávio Mateus.

in DN - ler notícia


ADENDA: faz hoje 35 anos que a pena de morte por garrote foi executada pela última vez na Península Ibérica - o anarquista catalão Salvador Puig Antich foi executado no garrote vil pelo regime (moribundo...) franquista em Barcelona, a 2 de Março de 1974. Uma música, que lhe foi dedicada por Lluís Llach, para recordar o pobre rapaz:


domingo, março 01, 2009

Os Caminhos das Estrelas


Informação recebida do programa Câmara Clara da RTP2 relativa à próxima emissão, no domingo à noite, 1 de Março de 2009, 22.30 horas (na foto a apresentadora do programa Paula Moura Pinheiro):

Mais de 200 portugueses concorreram ao lugar de astronauta no primeiro concurso da Agência Espacial Europeia (European Space Agency) a que tiveram acesso. Os resultados só vão ser divulgados daqui a quatro meses, mas é sabido que Portugal conheceu, nos últimos anos, um boom de interesse e de competência em Astronomia. Dois cientistas, João Fernandes, o coordenador nacional do Ano Internacional da Astronomia, e Rosa Doran, presidente da NUCLIO, uma associação de astrónomos profissionais, amadores e professores, contam-nos em que ponto está a aventura terrestre da exploração espacial, falam-nos dos próximos destinos humanos no universo e de como será a vida extra-terrestre. Copérnico, Galileu, Newton, Einstein, Hans Bethe, Carl Sagan e muitos outros cientistas, alguns portugueses, que nos abriram o caminho das estrelas são lembrados ao lado de Van Gogh, Goethe, Holst, Kubrick e David Bowie, entre os muitos criadores que trabalharam sobre o confronto do homem com o espaço. Rosa Doran e João Fernandes declaram-se optimistas - e todos vão perceber porquê.

Post roubado ao Blog De Rerum Natura (via Blog AstroLeiria)

Celebrações do dia


Faz hoje 719 anos que foi assinado em Leiria, por El-Rei D. Dinis, o documento Scientiae thesaurus mirabilis, que cria a Universidade de Coimbra. Eu, tal como todos os ex-alunos desta grande Instituição, recordamos hoje a sua importância a nível pessoal, nacional e mundial...

Hoje é ainda celebrado o Dia Internacional da Protecção Civil - como geólogo e ex-bombeiro não poderia deixar passar em branco esta data.


Mapa de isossistas do sismo de 28 de Fevereiro de 1969


A título de curiosidade, aqui fica o mapa de isossistas do sismo de 28 de Fevereiro de 1969, que afectou todo o nosso país. Eu tinha apenas 1 ano e meio e claro que não me lembro de nada, mas a minha mãe recorda-se perfeitamente de acordar com tudo a mexer (a louça a tilintar e as madeiras da casa a rangerem) e, ao tentar acordar, assustada, o meu meu pai, obteve deste a informação de que era apenas um sismo e que o deixasse dormir...!

Nessa noite, depois das três horas da manhã, muitos já não dormiram e passaram a noite ao relento em todo o país - e é de admirar que só tenha havido um morto...

sábado, fevereiro 28, 2009

Vulcanismo nos Açores - Blog Geocrusoe (II)

Do Blog Geocrusoe, do amigo geólogo faialense Carlos, publicamos mais um post:

Tipos de Actividade vulcânica Submarina II - SURTSIANO ou CAPELIANO

Outra grande erupção basáltica submarina, ocorrida nos Açores ao longo do século XX, foi a dos Capelinhos, a oeste da costa do Faial. Já descrita neste blog nos vários post com a etiqueta do mesmo nome. Neste tipo de actividade, o topo da chaminé do vulcão situa-se a pequena profundidade (metros a escassas centenas de metros abaixo da nível do mar), assim a pressão da coluna de água é reduzida, o que permite a projecção em altura dos materiais expelidos pelo vulcão e a formação de grandes explosões com o contacto do magma quente com a água fria.

Fase inicial da erupção dos Capelinhos. [Foto publicada em: Machado, F. e Forjaz, V. H. - in Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67 (1968) Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta]

Assim, formam-se colunas eruptivas de grande altura, constituídas de cinzas vulcânicas (formadas a partir de gotículas de lava) e vapor, que ao caírem constroem pequenas ilhas... este modo de actividade vulcânica, já pormenorizado neste post, foi estudado e descrito cientificamente pela primeira vez com rigor durante a erupção dos Capelinhos que durou 13 meses, iniciados em Setembro de 1957, infelizmente não passou a ser conhecido por tipo Capeliano.

Fase inicial da erupção de Surtsey em 1963 onde é evidente a semelhança com os Capelinhos em 1957. Imagem daqui

Cinco anos depois, a sul da Islândia, surgiu uma erupção submarina basáltica, pouco profunda e semelhante à do vulcão dos Capelinhos, que originou a nova ilha de Surtsey. Nesta segunda descrição dos mesmos fenómenos observados nos Capelinhos, nasceu o nome que caracteriza este modo de actividade vulcânica, que passou a designar-se por Actividade do Tipo Surtsiano (sustseyan activity). Desde então, a descrição científica da primeira fase dos Capelinhos é sempre feita com referência a um vulcão que ainda nem existia à data do termo da erupção nos Açores.
Desenho esquemático de uma erupção do tipo surtsiano que poderia ter sido baptizado como do tipo capeliano. Legenda (tradução adaptada): 1- Nuvem de vapor de água; 2- Jactos de cinza; 3 - Cratera; 4- Água; 5- Camadas de cinzas e lavas do vulcão; 6- Estratos da crosta e do fundo oceânico; 7- Chaminé vulcânica; 8- Câmara Magmática; 9- Filões profundos. Esquema proveniente daqui.


Os edifícios vulcânicos construídos durante as erupções do tipo surtsiano são essencialmente constituídos por cinzas vulcânicas desagregadas, mais tarde, com a circulação de água os grãos podem ficar cimentados formando uma rocha popularmente conhecida por tufo vulcânico, embora no meio científico seja também conhecido por tufo hialopiroclastito.

O edifício vulcânico do vulcão dos Capelinhos, onde predominam as cinzas vulcânicas ainda não consolidadas.


A ilha de Surtsey - veja-se que a semelhança com o edifício dos Capelinhos cinco anos mais velho é enorme. Imagem com origem daqui.

Filme na RTP sobre os 40 anos do último grande sismo em Portugal Continental


O último grande sismo em Portugal ocorreu a 28 de Fevereiro de 1969

Sentiu-se por todo o país mas os maiores danos foram nos concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo, no Algarve.

Quem sentiu, lembra-se muito bem do que aconteceu.


sexta-feira, fevereiro 27, 2009

I Iberian symposium on geometric morphometrics

The analysis of organic shape



The advent of Geometric Morphometrics was claimed as a revolution at the end of the century, and step by step it has grown to become a customary tool to analyze and understand the ultidimensional nature of biological form.

This symposium is organized to gather for the first time all practitioners of the field, as a way to share each one´s knowledge, findings and concerns, but also as a way to begin opening a window for future collaborations.

Our principal aim is to gather people from different fields related with the biological sciences whose interests imply or are focused in the analysis of any organic shape. From Paleontology to Medicine, everyone is thus invited to come and show his/her work to this nascent community.


Sabadell, Barcelona

23 a 25 de Julho de 2009
Página do Simpósio no Instituto Catalão de Paleontologia / Miquel Crusafont (organização):
Mais informações em (segunda circular):
Impresso de registo:


Contacto:
symposium.gm@icp.cat

Fonte: mailing-list da GEOPOR

E Agora Eu Sou Galileu - observações em Lisboa

Observatório Astronómico de Lisboa (OAL)

Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa


O OAL, no âmbito da iniciativa "E Agora Eu Sou Galileu" vai realizar várias observações ao longo do ano de 2009.

A primeira destas observações decorrerá no dia 28 de Fevereiro de 2009 e terá lugar no Edifício Central, entre as 18.30 e as 20.30 horas. Nesta sessão serão realizadas observações com telescópio da fase de Vénus: sensibilização sobre o impacto das observações de Galileu para a Astronomia e a Ciência em geral.

A entrada na Tapada da Ajuda faz-se pelo portão da Calçada da Tapada, em frente ao Instituto Superior de Agronomia.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Palestra sobre Astronomia em Lisboa

Observatório Astronómico de Lisboa

Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa


O Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) promove Palestras públicas mensais que têm lugar no Edifício Central, pelas 21.30 horas da última sexta-feira de cada mês.


A próxima sessão decorrerá no dia 27 de Fevereiro de 2009 e terá como tema:

"O Telescópio de Galileu em Portugal"

Doutor Henrique Leitão
(CIUHCT - Universidade de Lisboa)

Celebra-se neste ano de 2009 o Ano Internacional da Astronomia, que toma como tema principal as observações telescópicas levadas a cabo por Galileu Galileu há quatro séculos, em 1609. As observações de Galileu, como se sabe, lançariam a Europa num profundo debate científico e cultural.

Nesta palestra mostraremos como estes assuntos foram seguidos em Portugal e que impacto tiveram entre nós. Curiosamente, como se mostrará, Portugal participou muito estreitamente nestes acontecimentos, tendo desempenhado um papel fundamental na divulgação do telescópio e das novidades celestes. Trata-se de uma página fascinante da história científica do nosso país que convém conhecer um pouco melhor.



VIDEODIFUSÃO DA PALESTRA PÚBLICA

Como vem sendo hábito anunciamos que o OAL fará a transmissão da sua Palestra Mensal através da Internet.

No dia 27 de Fevereiro a partir das 21h30 visite o seguinte endereço:



A entrada na Tapada da Ajuda faz-se pelo portão da Calçada da Tapada, em frente ao Instituto Superior de Agronomia.

Para mais informações use o telefone 213 616 730, ou consulte:

http://www.oal.ul.pt/palestras


ADENDA
: é só para recordar que o poeta Augusto Gil (Batem leve, levemente...) morreu há 80 anos...

Conferência sobre vulcanoespeleologia em Aveiro


O NEUA brinda-nos com mais uma conferência do ciclo anual "Descoberta das Profundezas 2009".

O tema será a «Vulcanoespeleologia no arquipélago canário», pela espeleóloga e bióloga Ana Sofia Reboleira, esta sexta-feira (amanhã) dia 27 de Fevereiro de 2009, às 21.20 horas, no anfiteatro do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.

Esta conferência fará uma abordagem à formação, evolução, biodiversidade e singularidades das cavidades vulcânicas do arquipélago atlântico que alberga o 4º maior tubo de lava do mundo.

Mais detalhes sobre o ciclo de conferências "Descoberta das Profundezas", podem ser consultados no site do NEUA, em: www.neua.org


Este evento está integrado no Ano Internacional do Planeta Terra do Comité Nacional da UNESCO - Portugal (www.anoplanetaterra.org), bem como no Ano Internacional de Darwin (www.darwin2009.pt).

A cidade de Aveiro associou-se ao evento, incluindo-o na comemoração dos 250 anos de elevação de Aveiro a cidade (http://aveiro250anos.com).

quarta-feira, fevereiro 25, 2009


SEMINÁRIOS DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA MARINHA/ INETI

(Alfragide)

26 de Fevereiro de 2009 - 14.00 horas



Doutor Tiago Cunha
(Departamento de Geologia Marinha do INETI)


TITLE:
Rifting along the west Iberia Margin: relationships between shallow and deep offshore observations and modelling results



ABSTRACT:

The West Iberia Margin (WIM) formed through a sequence of Mesozoic rift pulses, interspersed with periods of tectonic quiescence (or basin sagging), that culminated with continental break-up between Iberia and Newfoundland during the Early Cretaceous. From the latest Cretaceous onwards, the margin has been deformed under compression, associated with the Africa-Eurasia plate convergence. The sediments accumulated in the onshore and offshore rift basins along the margin provide a useful record of the margin’s subsidence and uplift history.

In this study, we apply 1-D “backstripping” techniques to 9 commercial wells located on the continental shelf off western Portugal, in order to recover the margin’s tectonic subsidence (i.e. that results from stretching and the thermal relaxation of the lithosphere) and put constrains on the amount of crustal thinning (β). Results show that during the early stages of rifting (Late Triassic-Early Jurassic) β varies between 1.16 and 1.32, which is up to 40% greater than previous estimates, and that from the Middle Jurassic onwards the main extensional episodes propagate northwards along strike the WIM.

In the offshore Northern Lusitanian Basin, between the Nazaré and the Aveiro faults, a long Early Cretaceous depositional hiatus maybe associated with the uplift and erosion of the continental shelf, when most of the extensional deformation focused to the west of the shelf break. Comparisons between calculated and theoretical tectonic subsidence curves suggest that up to 700 metres may have been removed from the shelf during this period. This is consistent with the deposition of thick Early Cretaceous sequences in fault delimited grabens and half-grabens along the continental slope. In the distal margin, over highly extended continental crust (β > 3) and/or transitional-type basement, a recently compiled sediment thickness dataset reveals several N-S to NNE-SSW trending depocentres, developed during the latest stages of rifting and continental break-up. We discuss how these stages may have affected the subsidence/uplift history of the proximal margin.


PARA ASSISTIR ÀS PALESTRAS, NÃO É NECESSÁRIO REALIZAR QUALQUER INSCRIÇÃO! BASTA DESLOCAREM-SE ATÉ ÀS INSTALAÇÕES DO INETI EM ALFRAGIDE (ESTRADA DA PORTELA - BAIRRO DO ZAMBUJAL).
SERÃO BEM VINDOS!

Música actual para animar Geopedrados

Girls Aloud - The Promise

Sismos recentes em Portugal

Dado o facto de este Blog estar ligado à organização de uma Acção de Formação que implica uma visita aos Açores, tínhamos decidido que não falariamos, por motivos óbvios, em sismos, aviões e actividade vulcânica.

Mas como vivemos num tempo em que as promessas são para quebrar (e porque temos obrigações para com os nossos leitores...) aqui ficam as últimas.


1. Sismo em Portugal Continental


No dia 17 de Fevereiro de 2009, às 16.00 horas (tempo local) ocorreu um sismo cujo hipocentro foi localizado a 6 km de profundidade. A sua magnitude, segundo o Instituto de Meteorologia (IM), foi de 3,8 e o epicentro foi a S Grândola, tendo uma intensidade máxima de III/IV nessa zona.


2. Sismos nos Açores


Embora as coisas tenham estado calmas, no grupo central tem havido alguma actividade sísmica sentida pelas populações (mais exactamente por alguns habitantes do Faial).

Assim, em 05.02.2009, pelas 21.39 horas, num ponto com latitude 38,60 e longitude -28,60, a uma profundidade de 18 km, ocorreu um sismo com magnitude 3,1 numa zona do Canal do Faial e teve uma intensidade de II/III na Escala de Mercalli, na antes referida localidade de Ribeirinha.

Depois, em 11.02.2009, pelas 09.14 horas, num ponto com latitude 38,61 e longitude -28,54, a uma profundidade de 5 km, ocorreu um sismo com magnitude 3,0 numa zona a NE Ribeirinha (Faial) e teve uma intensidade de II/III na Escala de Mercalli, na antes referida localidade de Ribeirinha.

Estes dados foram retirados do Instituto de Meteorologia (IM) nacional.


3. Os últimos grandes sismos sentido em Portugal Continental

Vamos aqui recordar brevemente o último grande sismo sentido pela esmagadora maioria da população portuguesa, citando para já o texto da Wikipédia sobre o assunto:

Sismo de 1969 foi um abalo telúrico ocorrido em 28 de Fevereiro de 1969 e que atingiu a região de Lisboa e sul do país, sendo o último grande sismo a ocorrer em Portugal Continental.

O facto de Portugal se encontrar perto da fronteira entre duas placas tectónicas, a Africana e a Euroasiática, torna-o vulnerável aos movimentos destas placas.

Com uma magnitude estimada entre 6,5 e 7,5(valor apontado MW=7,3) foi todavia uma ordem de grandeza inferior à do terramoto de 1755, tendo provocado um pequeno maremoto sem provocar danos materiais.

Os estudos efectuados situaram o epicentro deste sismo perto do Banco de Gorringe, localizado aproximadamente a 200 km a sudoeste do Cabo de S. Vicente.


Há ainda este ano a passagem dos 100 anos do Sismo de Benavente (que destruiu esta vila...), em 23 de Abril de 1909, mas este ficará para mais tarde...

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Vulcanismo nos Açores - Blog Geocrusoe

Do Blog Geocrusoe, do amigo geólogo faialense Carlos, publicamos o seguinte post:

Tipos de actividade vulcânica submarina I - SERRETIANO

As erupções vulcânicas tanto podem ocorrer com o topo da sua chaminé em terra (subaéreas) ou no mar (submarinas), estas últimas são menos bem observadas, porque muita da sua actividade se situa abaixo do nível das águas, logo impossível de ser vista directamente pelos vulcanólogos.

Nos Açores duas importantes erupções vulcânicas do século XX situaram-se no mar e a profundidades diferentes, a última, situada a noroeste da ponta da Serreta da ilha Terceira, com evidências de actividade desde do final de 1998 até ao início de 2000: o Vulcão Submarino da Serreta.

Manifestações vulcânicas da Serreta à superfície do mar, foto de (Forjaz, et al., 2000, ver nota 1)

O vulcão da Serreta tinha o topo da sua chaminé a uma profundidade entre 400 e os 600 m abaixo do nível do mar, deste modo a pressão da coluna de água (o peso da própria água) impedia o desenvolvimento de vários fenómenos eruptivos típicos das erupções submarinas pouco profundas, como os jactos de piroclastos e lava, colunas de vapor e algumas explosões típicas .
Esquema de formação dos Balões de Lava, desenho de (Forjaz, et al., 2000, ver nota 1)

Todavia, detectou-se a ocorrência de um fenómeno nunca descrito antes pelos cientistas: a projecção, a partir de certa profundidade, de blocos de lava quente, cujo exterior solidificava, enquanto o interior permanecia parcialmente fundido, estes insuflavam ao subir, surgindo internamente espaços ocos e com gases vulcânicos. Estas características reduziam a densidade global dos blocos e tornava-os temporariamente flutuantes. Depois à superfície, estes esfriavam, perdiam os seus gases sob a forma de fumos brancos, por vezes explodiam e, por fim, afundavam-se. Tais blocos estão a ser designados por balões de lava.
Cortes esquemáticos e foto de balões de lava proveniente de (Forjaz, et al., 2000, ver nota 1)

O nome dado pelos cientistas a um tipo de actividade vulcânica baseia-se em modelos de erupções que foram bem estudados, descritos pela primeira vez com grande pormenor e com características específicas.

Assim, tendo sido a primeira descrição científica deste fenómeno vulcânico, vários geólogos portugueses propuseram que se passe a chamar às erupções submarinas, basálticas, relativamente profundas e onde se formem balões de lava como tendo ACTIVIDADE ERUPTIVA DO TIPO SERRETIANO (Serretyan activity).
Bibliografia e origem das fotos

(1) Forjaz, V. H.; Rocha, F. M.; Medeiros, J. M.; Meneses, L. F. & Sousa, C. (2000) "Notícias sobre o Vulcão Oceânico da Serreta, Ilha Terceira dos Açores" Ed. OGVA

(2) http://serreta-creminer.fc.ul.pt/index3ced.html?sectionid=3&menuid=3

Palestra aberta em Coimbra sobre património cultural

Universidade de Coimbra
Mestrado em Conservação e Restauro
Disciplina de "Instituições e Políticas de Património Cultural


Ciclo de Sessões Abertas - CONVITE

27 de Fevereiro de 2009 - 11:00h - Dep. Eng. Civil - FCTUC - Polo 2 da Universidade de Coimbra - Sala SC 3.1

Prof. Doutor José Aguiar
(Arquitecto e docente da FAUTL, Presidente do ICOMOS - Portugal)

"A diversidade do património cultural e dos seus desafios: a conservação, uma nova disciplina, e o ponto de vista do ICOMOS"

No âmbito da disciplina "Instituições e Políticas de Património Cultural" do Mestrado em Conservação e Restauro da Universidade de Coimbra, temos o grato prazer de incluir palestras - com periodicidade semanal ou quinzenal - com alguns dos mais marcantes ou prometedores nomes ligados ao Património, quer no domínio das Ciências, quer das Humanidades. Estas aulas/palestra estão abertas a todos os interessados (alunos de outros cursos, docentes, técnicos ou simplesmente entusiastas do Património). Esperamos por todos.

Para uma melhor gestão dos eventos agradece-se uma inscrição prévia, por email, para os docentes responsáveis: Prof. Doutor José António Raimundo Mendes da Silva (raimundo@dec.uc.pt) e Profª Doutora Maria Isabel Morais Torres (itorres@dec.uc.pt).

A entrada é livre.

E agora eu sou Galileu

A 27 e 28 de Fevereiro

AIA2009 CONVOCA TELESCÓPIOS DE NORTE A SUL DO PAÍS

Programa "E agora eu sou Galileu" pretende recriar observações do astrónomo mais famoso de todos os tempos

No âmbito do programa "E agora eu sou Galileu", que começa no fim da semana, o Ano Internacional de Astronomia mobiliza astrónomos profissionais e amadores para levar os portugueses a serem Galileu por um dia. Na sexta-feira (27) e no sábado (28), as ruas do país acolhem telescópios para recriar, 400 anos após as primeiras observações de Galileu Galilei, o trabalho do astrónomo. Destinada ao público em geral, a iniciativa visa sensibilizar para o impacto que essas observações tiveram para a ciência. "E agora eu sou Galileu" prolonga-se até ao fim do ano.

"Pedimos a todas as pessoas que têm um telescópio que apoiem a iniciativa, promovendo uma sessão de observação na sua localidade", explica a organização do "E Agora eu sou Galileu". Qual é a aparência da Lua? O que são as fases de Vénus? A resposta está ao alcance de todos no próximo fim-de-semana à noite, a partir das 18h30. Basta deslocar-se até um dos vários locais no país em que vão ser asseguradas gratuitamente sessões de observação (Lisboa, Porto, São Pedro do Estoril, Funchal, Bragança, Braga, Espinho, Coimbra, Constância, Aveiro...).

As diferentes associações e instituições que, de Norte a Sul, colaboram neste momento ou vão colaborar com o Ano Internacional de Astronomia (AIA2009) procuram reproduzir as observações de Galileu, com meios técnicos mais actuais. No Terraço da Universidade da Madeira, frente ao Observatório Astronómico de Lisboa, frente ao planetário Calouste Gulbenkian ou ao planetário do Porto, no Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal em São Pedro de Estoril, no Centro Ciência Viva de Bragança e de Constância ou no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, entre outros, o público vai poder espreitar por uma luneta e, guiado por um caderno informativo especialmente criado para as observações, reviver os passos de um dos mais famosos astrónomos.

"O projecto "E agora eu sou Galileu" tem por objectivo levar até o público o conhecimento das observações que Galileu fez e fazer perceber a importância que essas observações tiveram para a ciência em geral e, em particular, para a astronomia", frisa José Afonso, do Observatório de Astronomia de Lisboa. O coordenador nacional da actividade sublinha ainda que se trata de informar e ensinar todos os públicos, jovens e adultos, e ajudá-los a interpretar as observações de Galileu à luz do que ele sabia e à luz do que se sabe hoje. "As observações de Galileu estão na base de uma revolução do conhecimento", lembra o responsável.

Cada sessão do "E agora eu sou Galileu" é subordinada a um tema, isto é, a uma das observações de Galileu: as fases de Vénus, as luas de Júpiter, os anéis de Saturno, a topologia da Lua ou as manchas solares estão, alternadamente, no centro das atenções, em função da sua visibilidade. Entre Fevereiro e Dezembro, já foram escolhidas 14 datas em que o público poderá participar nessa iniciativa original e aprender mais sobre o Universo.

Para mais informações, os interessados poderão consultar a página do Ano Internacional de Astronomia (http://www.astronomia2009.org) em que estará disponível toda a informação actualizada e o caderno de observações. Poderão ainda informar-se junto dos diferentes organismos locais associados ao evento (Observatório Astronómico de Lisboa, Centro de Astronomia da Universidade do Porto, NUCLIO, Universidade da Madeira, Centro Ciência Viva Bragança, Centro Ciência Viva Constância, Orion - Sociedade Científica de Astronomia do Minho, Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores, Centro Multimeios de Espinho, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e Associação de Física da Universidade de Aveiro).

O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, o Ciência Viva e a European Astronomical Society (EAS).

Mais informações:
http://www.astronomia2009.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=38&Itemid=129
http://www.astronomia2009.org/

Datas previstas:
27 de Fevereiro (Sexta-feira) e 28 de Fevereiro (Sábado)
3 de Abril (Sexta-feira) e 4 de Abril (Sábado)
16 de Maio (Sábado)
29 de Maio (Sexta-feira) e 30 de Maio (Sábado)
19 de Junho (Sexta-feira) e 20 de Junho (Sábado)
11 de Julho (Sábado)
18 de Julho (Quarta-feira)
7 de Agosto (Sexta-feira) e 8 de Agosto (Sábado)
18 de Setembro (Sexta-feira) e 19 de Setembro (Sábado)
25 de Setembro (Sexta-feira) e 26 de Setembro (Sábado)
2 de Outubro (Sexta-feira) e 3 de Outubro (Sábado)
24 de Outubro (Sábado)
14 de Novembro (Sábado)
27 de Novembro (Sexta-feira) e 28 de Novembro (Sábado)


Associados "E Agora eu Sou Galileu"
  • Observatório Astronómico de Lisboa.
  • Centro de Astronomia da Universidade do Porto.
  • NUCLIO.
  • Universidade da Madeira.
  • Centro Ciência Viva Bragança.
  • Centro Ciência Viva Constância.
  • Orion - Sociedade Científica de Astronomia do Minho.
  • Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores.
  • Centro Multimeios de Espinho
  • Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
  • Associação de Física da Universidade de Aveiro

Carnaval 2009

Passei o domingo de Carnaval na minha terra (Vila Franca das Naves), que muitos Geopedrados já conhecem. Foi um dia fantástico, como podem ver pelas fotos deste post.










Para quem quiser ver um pouco mais, aqui ficam os links de diversos posts do Blog Vila Franca das Naves: