terça-feira, abril 07, 2026
São Francisco Xavier nasceu há 520 anos
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quinta-feira, março 19, 2026
São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, nasceu há 492 anos
Foi o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta nascido nas Ilhas Canárias. Foi o autor da primeira gramática da língua tupi e um dos primeiros autores da literatura brasileira, para a qual compôs inúmeras peças teatrais e poemas de teor religioso e uma epopeia.
Considerado santo pela Igreja Católica, foi beatificado em 1980 pelo papa São João Paulo II e canonizado em 2014 pelo papa Francisco. É conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país. Em abril de 2015 foi declarado co-padroeiro do Brasil na 53ª Assembleia Geral da CNBB.
É o patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música.
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sexta-feira, março 13, 2026
Foi há treze anos: Annuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam!
Papa Francisco e D. Cláudio Hummes na varanda central da basílica de S. Pedro
O filme da eleição do papa Francisco contado pelo cardeal que lhe pediu para não se esquecer dos pobres
«Estava sentado ao lado dele, ele estava à minha direita e nós trocávamos algumas pequenas meditações, em voz baixa, ao ouvido…»
Começa assim, como um filme gravado em direto, a narração de outro protagonista que elegeu o primeiro papa latino-americano da história, um cardeal também dessa lado do mundo, Claudio Hummes, arcebispo emérito da maior diocese do Brasil, S. Paulo.
Um ao lado do outro, como acontecia há muito tempo, no conclave de 2005, nos sínodos da última década, nas liturgias solenes, juntos por causa daquele critério iniludível que é a idade.
«Os votos convergiam nele: estava a interiorizar muito naquele momento, silencioso. Comentei com ele a possibilidade de poder alcançar o número necessário para se tornar papa. Quando as coisas começaram a estar um pouco mais perigosas para ele, confortei-o. Depois houve o voto definitivo, e houve um grande aplauso. A contagem prosseguiu até ao fim, mas eu abracei-o e beijei-o logo. E disse-lhe aquela frase: “Não te esqueças dos pobres”.»
«Não tinha preparado nada, mas naquele momento veio do meu coração, com força, dizer-lhe isso, sem me dar conta de ser a boca através da qual falava o Espírito Santo. Ele disse que aquelas palavras lhe tinham com força, que foi naquele momento que pensou nos pobres e lhe veio à ideia o nome de S. Francisco.»
Tudo em poucos minutos, uma sucessão de instantes que D. Cláudio Hummes decompõe instante por instante.
«Foi interpelado, foi-lhe pedido se aceitava e com que nome desejava ser chamado. O nome que pronunciou, Francisco, foi uma enorme surpresa para todos. Quem teria imaginado que um papa poderia chamar-se Francisco! Porque é uma figura exigente, e ele escolheu-a com coração feliz e leve.»
«Identificou-se logo, percebeu que este nome significava também um programa de Igreja. Até porque em S. Damião, S. Francisco ouviu a palavra do crucifixo: vai e repara a minha igreja, que está em ruína. São coisas fortes e ele teve esta coragem. Estava sereno, muito sereno, todos estávamos espantados pela sua serenidade e espontaneidade, e estava muito concentrado.»
D. Cláudio Hummes não precisa que lhe façam perguntas: a sequência dos acontecimentos desenrola-se diante dos seus olhos e as palavras acorrem aos seus lábios naturalmente e em bom italiano.
«Foi paramentar-se como papa na antiga sacristia da Capela Sistina e ali começou a distender-se; realizou desde logo gestos significativos: não colocou o manto mais solene, não quis a cruz de ouro. Também não calçou os sapatos vermelhos, ficou com os seus; quanto à estola, disse que só queria usá-la para a bênção [na varanda central da Basílica de S. Pedro].»
Regressou à capela [Sistina] assim, despojado, vestido com simplicidade, com os sapatos pretos com que tinha chegado de Buenos Aires. Havia lá um trono onde devia sentar-se para a saudação, como prevê o cerimonial; mas ficou de pé, abraçou os cardeais, um a um, com uma espontaneidade maravilhosa. Era já Francisco que agia.»
Por um momento D. Cláudio Hummes concede-se um parêntesis:
«A coisa mais extraordinária é que os cardeais do primeiro mundo confiaram-se a um latino-americano. Conduzir a Igreja universal! Um latino-americano! Que fará com a Igreja? Pensa-se assim, é natural para um europeu pensar assim. Sabemos que nos amam, nos respeitam, no fundo somos filhos da Igreja da Europa. Mas somos uma Igreja jovem. Então confia-se a um europeu. Ficamos todos mais seguros. E foi sempre assim… se correu bem até agora… então é melhor continuar assim.
«Mas estas seguranças em que nos apoiamos matam o dinamismo do renovamento, de reforma, missionário da Igreja. O Espírito Santo trabalhou os corações dos cardeais para se confiarem assim.»
Hummes retoma a narração:
«Canta-se um “Te Deum” em gregoriano enquanto se forma a procissão para a varanda sobre a praça [de S. Pedro]. Já tinha chamado o cardeal Vallini, o seu vigário para Roma; olhou para mim e disse-me: “Vem, quero que estejas comigo neste momento”. Eu fui. Não estava tenso, era espontâneo, uma coisa extraordinária! Permanecia o homem gentil, simples de todos os dias.»
«Disse-nos para ir com ele à capela para uma oração antes de chegar à praça. Entre a Capela Sistina e a varanda está a Capela Paulina, onde celebrámos missa algumas vezes durante o conclave. Quis ir lá, e enquanto se formava a procissão dos cardeais rezou-se durante alguns minutos. Depois fomos para a praça.»
«Tinha acabado de chover, as pessoas tinham fechado os chapéus-de-chuva. Mas dali, da varanda, talvez por causa das luzes das televisões, não se viam bem as pessoas. Durante algum tempo não disse nada. Muitos se perguntaram porque ficou em silêncio com os braços estendidos ao longo do corpo. Simples: porque no adro havia uma banda que tocava com intensidade; não era possível falar até que parassem, e ele esperou que terminasse a música.»
«Depois saudou com um braço: “Buona sera”. A praça explodiu. Estava muito sereno. Apresentou-se como o bispo de Roma, falou como bispo de Roma; sabia que como bispo de Roma e o papa, mas nunca usou a palavra “papa” em nenhum momento. Também disse: “O meu antecessor, o bispo emérito de Roma Bento XVI”. Todos perceberam que ele abria já grandes portas.»
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O bom Papa Francisco foi eleito há treze anos...
Francisco (em castelhano: Francisco; em latim: Franciscus), S.J., nascido Jorge Mario Bergoglio; (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936 – Vaticano, 21 de abril de 2025) foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até a data de sua morte.
Foi o primeiro Bispo de Roma a ser membro da Companhia de Jesus (Jesuítas), o primeiro nascido nas Américas (ou do chamado Novo Mundo) e no Hemisfério Sul, bem como o primeiro pontífice não nascido na Europa em mais de mil e duzentos anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e o primeiro Papa a utilizar o nome de Francisco. Tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001 — véspera da festa da Cátedra de São Pedro — com o título de Cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino, por São João Paulo II. Foi eleito papa em 13 de março de 2013.
Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco destacou-se por sua humildade, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Francisco teve uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, tendo escolhido residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deveria ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo definido "selvagem", o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Opunha-se ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.
Na diplomacia internacional, ajudou a restaurar temporariamente as relações diplomáticas completas entre os Estados Unidos e Cuba e apoiou a causa dos refugiados durante as crises migratórias da Europa e da América Central. Desde 2018, foi um oponente vocal do neonacionalismo. Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.
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domingo, março 01, 2026
S. João de Brito nasceu há 379 anos...
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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
Lazzaro Spallanzani, padre jesuíta e importante fisiologista, morreu há 227 anos
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sexta-feira, fevereiro 06, 2026
Hoje é dia de recordar um senhor da língua portuguesa...
(imagem daqui)
António Vieira
O céu estrela o azul e tem grandeza.
Este, que teve a fama e a gloria tem,
Imperador da língua portuguesa,
Foi-nos um céu também.
No imenso espaço seu de meditar,
Constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El-Rei D. Sebastião.
Mas não, não é luar: é luz do etéreo.
É um dia; e, no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo.
in Mensagem (1934) - Fernando Pessoa
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O Padre António Vieira nasceu há 418 anos
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quinta-feira, fevereiro 05, 2026
Os vinte e seis mártires do Japão foram assassinados há 429 anos...
Os vinte e seis mártires do Japão foram um dos vários grupos de Mártires do Japão. Trata-se de um grupo de cristãos que foram crucificados na cidade japonesa de Nagasaki a 5 de fevereiro de 1597, por ordem de Toyotomi Hideyoshi, durante a perseguição ao cristianismo promovida pelo Xogunado de Tokugawa, na época em que este dominou o Japão. Foram beatificados em 1627 e canonizados em 1862.
O missionário português Luís Fróis descreveu o martírio dos cristãos ordenado por Toyotomi Hideyoshi no seu último livro Relacion del martirio de los 26 cristianos crucificados em Nagasaki el Febrero de 1597. Este foi escrito sob a tremenda impressão do cruel acontecimento, terminado cinco semanas após as execuções, e quatro meses antes da morte do autor.
Este acontecimento é hoje lembrado pelo monumento e museu destinados pela cidade de Nagasaki à memória dos mártires.Os mártires eram compostos por vinte japoneses, cinco espanhóis (incluindo um de origem mexicana) e um português de origem indiana, sendo jesuítas, franciscanos e leigos.
Japoneses
- Santo Francis
- São Cosme Takeya
- São Pedro Sukeyiro
- São Miguel Kozaki
- São Diogo Kisai
- São Paulo Miki – nasceu no Japão em 1562; entrou para Sociedade de Jesus em 1580 e foi o primeiro membro japonês dessa ordem religiosa católica, morrendo um ano depois de sua ordenação
- São Paulo Ibaraki
- São João Soan de Goto
- São Luís Ibaraki
- Sto. António Dainan
- São Matias de Miyako
- São Leão Karasumaru
- São Boaventura de Miyako
- São Tomás Kozaki
- São Joaquim Sakakibara
- São Francisco de Nagasaki
- São Tomás Xico
- São João Kisaka
- São Gabriel de Duisco
- São Paulo Suzuki
- São Pedro Baptista ou São Pedro Bautista – foi um espanhol franciscano que trabalhou cerca de dez anos nas Filipinas.
- São Martinho da Ascensão
- São Filipe de Jesus
- São Francisco Branco
- São Francisco de São Miguel
- São Gonçalo Garcia
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domingo, janeiro 25, 2026
A cidade de São Paulo faz hoje 472 anos
(...)
A povoação de São Paulo de Piratininga surgiu a 25 de janeiro de 1554, com a construção de um colégio jesuíta por doze padres, entre eles Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha, por finalidade, a catequese dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar, chamada pelos índios de "Serra de Paranapiacaba".
O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25 de janeiro, mesmo dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso, conforme disse o padre José de Anchieta em carta à Companhia de Jesus.
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terça-feira, janeiro 13, 2026
Os Távoras foram barbaramente executados há 267 anos...
O Processo dos Távoras refere-se a um escândalo político português do século XVIII. Os acontecimentos foram desencadeados pela tentativa, pensa-se, sem se ter certeza, de assassinato de El-Rei D. José I em 1758, e que culminaram numa execução pública em Belém. Foram espancados e depois queimados D. Francisco de Távora e os seus dois filhos, José Maria e Luís Bernardo. Brás Romeiro, grande amigo de Luís Bernardo também não escapou. Também foram logo presos o Duque de Aveiro, um dos seus criados e um irmão desse criado, e a Marquesa de Távora, D. Leonor, que foi decapitada.
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sexta-feira, janeiro 09, 2026
O Padre Quevedo morreu há sete anos...
Autor de 17 livros, muitos dos quais traduzidos para outras línguas, sendo os mais famosos: A Face Oculta da Mente, As Forças Físicas da Mente e Antes que os Demónios Voltem, seus livros já foram considerados por membros da Society for Psychical Research de Londres e a International Foundation of Parapsychology de Nova York, como a melhor coleção de obras de Parapsicologia do mundo.
Foi também membro de honra do Instituto de Investigações Parapsicológicas de Córdoba, bem como membro de honra de diversas instituições em países como EUA, Espanha, Portugal, Japão, México, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru, entre outros. Também deteve o título de "Master Magician" (Metamágico), que lhe fez ser um dos cinco mestres em ilusionismo e magia do mundo.
Além do espanhol e português, lia e falava fluentemente latim, grego, hebraico, inglês, francês, aramaico e italiano, podendo recitar de cor, em latim, toda a Bíblia.
Com um sotaque carregado e sempre polémico, ficou famoso pela frase: "Isso non ecziste!", renegando posicionamentos supersticiosos de religiosos e ditos paranormais que afirmavam que podiam realizar milagres através de intervenção do além, sendo tais práticas consideradas e demonstradas ao longo do tempo pelo padre como ilusionismo, charlatanismo e curandeirismo. Para Quevedo uma intervenção supranatural do além para o aquém são raríssimas e podem ser realizadas exclusivamente por Deus.
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domingo, dezembro 21, 2025
S. Pedro Canísio morreu há 428 anos...
São Pedro Canísio foi beatificado pelo Papa Pio IX em 1864 e, posteriormente, canonizado e declarado um Doutor da Igreja (Malleus Hereticus, o "martelo dos hereges") em 21 de maio de 1925 pelo Papa Pio XI. O dia de sua celebração foi incluído no calendário hagiológico em 1926, sendo então escolhida a data de 27 de abril. Em 1969, foi alterada para 21 de dezembro, o aniversário de sua morte e, assim, o dia em que, normalmente, é celebrada a entrada de um santo no céu (die natalis).
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quarta-feira, dezembro 17, 2025
O saudoso Papa Francisco nasceu há 89 anos...
Francisco (em castelhano: Francisco; em latim: Franciscus), nascido Jorge Mario Bergoglio (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936 – Vaticano, 21 de abril de 2025), foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até à data de sua morte.
Foi o primeiro Bispo de Roma a ser membro da Companhia de Jesus (Jesuítas), o primeiro nascido nas Américas (ou do chamado Novo Mundo) e no Hemisfério Sul, bem como o primeiro pontífice não nascido na Europa em mais de 1.200 anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e o primeiro Papa a utilizar o nome de Francisco. Tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001 - véspera da festa da Cátedra de São Pedro - com o título de Cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino, por São João Paulo II. Foi eleito papa em 13 de março de 2013.
Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco destacou-se por sua humildade, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Francisco teve uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, tendo escolhido residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deveria ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo definido "selvagem", o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Opunha-se ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si'.
Na diplomacia internacional, ajudou a restaurar temporariamente as relações diplomáticas completas entre os Estados Unidos e Cuba e apoiou a causa dos refugiados durante as crises migratórias da Europa e da América Central. Desde 2018, foi um oponente vocal do neonacionalismo. Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.
Brasão do papa Francisco
Postado por Fernando Martins às 08:09 0 comentários
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