sábado, janeiro 10, 2026
Lineu morreu há 248 anos...
quarta-feira, setembro 17, 2025
O botânico Jorge Paiva celebra hoje 92 anos...!
Jorge Américo Rodrigues de Paiva, nascido em Cambondo (Angola), a 17 de setembro de 1933, licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra e doutorado em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha), aposentado, tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde lecionou algumas disciplinas, tendo também lecionado, como professor convidado, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidades de Aveiro e da Madeira, na licenciatura de Arquitetura Paisagista da Universidade Vasco da Gama de Coimbra, no Departamento de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior de Tecnologia de Viseu e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).
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Marcadores: Biologia, botânica, divulgação científica, Ecologia, Jorge Paiva, naturalista, Universidade de Coimbra
Porque o nosso botânico favorito faz hoje anos...!
Amor das plantas e dos doentes
Campô de capuchinha
o seu vermelho
não é o das terríveis paixões humanas,
o da urtiga branca
não fere esta pedinte
(cancerosa) de misericórdia,
o dourante da camomila
torna o cabelo das crianças
inutilmente mais claro,
este de quinina,
lavandisca, vinda do mar
por bem, só por bem sulfuroso,
e as pequeníssimas
centáureas azuis
que do céu alcançam a cor mais límpida.
Champô de folhas de nogueira
que desgrisalham (reavivam?)
e servem talvez aos meus bichos-da-seda
(nunca duram muito, os calvos budas).
Quero às plantas urdindo
desprezadas flores nesta cidade
de gente completamente infeliz.
in O lugar do Amor (1981) - António Osório
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quinta-feira, maio 22, 2025
Lineu nasceu há 318 anos...
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sexta-feira, março 21, 2025
lanchon, o biólogo que descobriu a filoxera, nasceu há 202 anos
quinta-feira, janeiro 30, 2025
Asa Gray morreu há 137 anos
segunda-feira, janeiro 20, 2025
Novidades sobre Paleontologia portuguesa...!
Investigadores descobrem fóssil de planta com 310 milhões de anos em Gondomar
A descoberta permitiu saber “como estas plantas primitivas evoluíram e se reproduziram durante o período Carbonífero, no final da era Paleozóica” (entre há cerca de 538,8 e 252 milhões de anos).
O local onde o fóssil de uma nova espécie de planta com 310 milhões de anos foi encontrado, em Fânzeres, Gondomar
Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Universidade da Madeira descobriram um fóssil de uma nova espécie de planta com 310 milhões de anos, em Fânzeres, Gondomar, no distrito do Porto.
A investigação, liderada pelo investigador do Centro de Geociências da FCTUC Pedro Correia, em colaboração com o paleobotânico da Universidade da Madeira Carlos Góis-Marques, descobriu uma nova espécie de uma gimnospérmica primitiva, com 310 milhões de anos, nas formações geológicas de Fânzeres.
O fóssil, denominado Palaeopteridium andrenelii, corresponde a uma nova espécie da extinta ordem Noeggerathiales, um grupo primitivo de plantas vasculares denominadas de progimnospérmicas da divisão Progymnospermophyta, revelou a FCTUC, em nota enviada à agência Lusa.
De acordo com Pedro Correia, a descoberta permitiu saber "como estas plantas primitivas evoluíram e se reproduziram durante o período Carbonífero, no final da era Paleozóica" (entre há cerca de 538,8 e 252 milhões de anos).
Palaeopteridium andrenelii
"É um grupo de plantas ainda pouco compreendido e mal representado no registo fóssil da Península Ibérica, do qual são conhecidas apenas dez espécies noeggerathialeanas, número que pode ser reduzido para quase metade se tivermos em conta algumas considerações taxonómicas", explicou.
Palaeopteridium andrenelii é o segundo representante de Noeggerathiales descoberto no Carbonífero português, depois de o geólogo Carlos Teixeira ter descrito a noeggerathialeana Rhacopteris gomesiana, na década de 1940, na Bacia Carbonífera do Douro.
As Noeggerathiales eram, até há pouco tempo, consideradas um grupo de plantas com uma classificação taxonómica incerta que existiu nos períodos Carbonífero e Pérmico, há cerca de 359 a 252 milhões de anos.
Descobertas recentes permitiram classificar este grupo primitivo como progimnospérmicas heterosporosas, um grupo-irmão das pteridospérmicas – plantas produtoras de sementes que coexistiram com as Noeggerathiales.
Apesar da descoberta recente de espécimes completos encontrados nas formações do Pérmico da China, o grupo ainda permanece altamente artificial, uma vez que os seus órgãos reprodutores raramente são preservados em conexão orgânica com as partes frondosas da planta-mãe.
A nova espécie de progimnospérmica apresenta macroesporângios
(estruturas reprodutoras) em associação, um dos quais ainda preserva um
gametófito multicelular.
"Esta descoberta sugere que as Noeggerathiales possivelmente eram mais diversas do que pensávamos e a sua associação paleontológica a megaesporângios traz um novo conhecimento sobre a evolução destas plantas tão enigmáticas, bem como da sua paleoecologia", evidenciou o paleontólogo.
Carlos Góis-Marques afirmou tratar-se de "um achado singular", já que "fósseis de plantas pertencentes às extintas Noeggerathiales são raros na Europa e América, sobretudo devido aos seus requisitos ecológicos distintos".
"Esta nova espécie reforça o que já se conhecia: o registo paleobotânico do Carbonífero português apresenta um alto grau de endemismo de relevância internacional", concluiu o co-autor do artigo científico.
in Público
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sexta-feira, janeiro 10, 2025
Lineu morreu há 247 anos...
terça-feira, setembro 17, 2024
Porque os Botânicos também fazem anos - e merecem que nós os celebremos...!
Amor das plantas e dos doentes
Campô de capuchinha
o seu vermelho
não é o das terríveis paixões humanas,
o da urtiga branca
não fere esta pedinte
(cancerosa) de misericórdia,
o dourante da camomila
torna o cabelo das crianças
inutilmente mais claro,
este de quinina,
lavandisca, vinda do mar
por bem, só por bem sulfuroso,
e as pequeníssimas
centáureas azuis
que do céu alcançam a cor mais límpida.
Champô de folhas de nogueira
que desgrisalham (reavivam?)
e servem talvez aos meus bichos-da-seda
(nunca duram muito, os calvos budas).
Quero às plantas urdindo
desprezadas flores nesta cidade
de gente completamente infeliz.
in O lugar do Amor (1981) - António Osório
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Marcadores: António Osório, botânica, Ecologia, Jorge Paiva, poesia
O nosso botânico favorito, Jorge Paiva, celebra hoje 91 anos...!
Jorge Américo Rodrigues de Paiva, nascido em Cambondo (Angola), a 17 de setembro de 1933, licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra e doutorado em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha), aposentado, tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde lecionou algumas disciplinas, tendo também lecionado, como professor convidado, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidades de Aveiro e da Madeira, na licenciatura de Arquitetura Paisagista da Universidade Vasco da Gama de Coimbra, no Departamento de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior de Tecnologia de Viseu e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).
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sábado, julho 13, 2024
Só trouxe coisas boas, o asteroide que acabou com os dinossáurios...
Gosta de uvas? Agradeça ao asteroide que matou os dinossauros

Mónica Carvalho, co-autora do estudo, a segurar um fóssil de sementes de uva
A extinção dos dinossauros terá tornado as florestas mais densas, o que ajudou à disseminação de novas espécies de plantas, como as trepadeiras.
Paleontólogos do Museu Field de História Natural de Chicago descobriram fósseis antigos de sementes de uva nos Andes colombianos, o que permite compreender a disseminação das uvas após a extinção dos dinossauros. Os fósseis, com idades compreendidas entre 60 e 19 milhões de anos, representam nove novas espécies de uvas antigas da Colômbia, Panamá e Peru.
“Esta descoberta é importante, mostra que após a extinção dos dinossauros, as uvas começaram realmente a espalhar-se pelo mundo”, diz Fabiany Herrera, curador assistente de paleobotânica no museu e autor principal do estudo publicado na Nature Plants.
Herrera e a sua equipa têm procurado provas da existência de frutos antigos através de pequenos fósseis de sementes, uma vez que os frutos moles raramente se conservam como fósseis. As uvas, no entanto, têm um registo fóssil robusto que remonta a há 50 milhões de anos.
Os fósseis de sementes de uva mais antigos, descobertos na Índia, têm cerca de 66 milhões de anos, coincidindo com o impacto do asteroide que ditou o fim dos dinossauros, frisa o Interesting Engineering.
Herrera há muito que suspeitava da existência de uvas na América do Sul há milhões de anos.
A sua persistência deu frutos quando a sua equipa encontrou sementes de uva em rochas com 60 milhões de anos. “Estas são as uvas mais antigas alguma vez encontradas nesta parte do mundo e são alguns milhões de anos mais novas do que as mais antigas encontradas no outro lado do planeta”, observou Herrera.
Os investigadores propõem que a extinção dos dinossauros pode ter catalisado alterações significativas nos ecossistemas florestais antigos.
“Sabe-se que os animais de grande porte, como os dinossauros, alteram os ecossistemas que os rodeiam. Pensamos que, se havia grandes dinossauros a vaguear pela floresta, era provável que estivessem a derrubar árvores, mantendo as florestas mais abertas do que são hoje”, explica Mónica Carvalho, curadora assistente do Museu de Paleontologia da Universidade de Michigan e co-autora do estudo.
Com o desaparecimento destes grandes herbívoros, as florestas tropicais da América do Sul tornaram-se mais densas. A ausência de dinossauros permitiu a existência de um sub-bosque mais espesso e de uma extensa camada de copa, criando condições ideais para várias espécies de plantas, incluindo trepadeiras como as uvas.
As aves e os mamíferos antigos também desempenharam um papel importante na disseminação das sementes de uva por todo o lado.
Estes fósseis recém-descobertos atuam como pequenas cápsulas do tempo, oferecendo informações sobre a história das uvas e dos eventos de extinção.
“O registo fóssil diz-nos que as uvas são uma ordem muito resistente. É um grupo que sofreu muitas extinções na região da América Central e do Sul, mas também conseguiu adaptar-se e sobreviver noutras partes do mundo”, concluiu Herrera.
in ZAP
quarta-feira, maio 22, 2024
Lineu nasceu há 317 anos
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Marcadores: botânica, escala de temperatura, Lineu, nomenclatura binomial, Suécia, taxonomia, zoologia
quinta-feira, março 21, 2024
Planchon, o biólogo que descobriu a filoxera, nasceu há 201 anos
terça-feira, janeiro 30, 2024
O botânico Asa Gray morreu há 136 anos
quarta-feira, janeiro 10, 2024
Lineu morreu há 246 anos...
domingo, setembro 17, 2023
Poema para celebrar o aniversário de um Botânico...!
Amor das plantas e dos doentes
Campô de capuchinha
o seu vermelho
não é o das terríveis paixões humanas,
o da urtiga branca
não fere esta pedinte
(cancerosa) de misericórdia,
o dourante da camomila
torna o cabelo das crianças
inutilmente mais claro,
este de quinina,
lavandisca, vinda do mar
por bem, só por bem sulfuroso,
e as pequeníssimas
centáureas azuis
que do céu alcançam a cor mais límpida.
Champô de folhas de nogueira
que desgrisalham (reavivam?)
e servem talvez aos meus bichos-da-seda
(nunca duram muito, os calvos budas).
Quero às plantas urdindo
desprezadas flores nesta cidade
de gente completamente infeliz.
in O lugar do Amor (1981) - António Osório
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Marcadores: António Osório, botânica, Ecologia, Jorge Paiva, poesia
O botânico Jorge Paiva faz hoje noventa anos...!
Jorge Américo Rodrigues de Paiva, nascido em Cambondo (Angola), a 17 de setembro de 1933, licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra e doutorado em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha), aposentado, tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde lecionou algumas disciplinas, tendo também lecionado, como professor convidado, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidades de Aveiro e da Madeira, na licenciatura de Arquitetura Paisagista da Universidade Vasco da Gama de Coimbra, no Departamento de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior de Tecnologia de Viseu e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).
"Medalha de Ouro da Cidade" atribuída a Jorge Paiva
Ontem, dia 4 de julho de 2023, feriado municipal em Coimbra, foram homenageados pelo município várias personalidades. A distinção maior, a Medalha de Ouro da Cidade, foi atribuída a Jorge Paiva, docente e investigador aposentado do DCV. O elogio do biólogo coube ao vice-presidente da câmara, Francisco Veiga, também na foto.
in DCV - UC
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segunda-feira, maio 22, 2023
Lineu nasceu há 316 anos
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Marcadores: botânica, escala de temperatura, Lineu, nomenclatura binomial, Suécia, taxonomia, zoologia
terça-feira, março 21, 2023
Pequeno poema, para celebrar poesia e plantas no seu dia...
Erva daninha
Não tiveste tempo de
comemorar a vitória sobre
a corriola e já estás de novo
em guerra agora com o escalracho.
Preocupado com as beringelas
os tomates os pepinos de conserva
é uma luta inglória a que se
prenuncia. A essa erva
outra se se seguirá nem que seja
a mais daninha das ervas
- a poesia
in O Novíssimo Testamento e outros poemas (2012) - Jorge Sousa Braga
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Marcadores: botânica, Dia da Árvore, Dia Mundial da Poesia, Jorge Sousa Braga, poesia







