A sucessão de erupções e explosões durou 22 horas e o saldo foi de
mais de 37 mil mortos. A sua explosão atirou pedras a aproximadamente
27 km de
altitude e o som da grande última explosão foi ouvida a cinco mil quilómetros, na
ilha de Rodrigues, tendo os habitantes ficado surpreendidos com o estrondo, supondo significar uma batalha naval. Os barógrafos de
Bogotá (próximo das
antípodas do local da explosão) e
Washington enlouqueceram. O barulho chegou também até
Austrália,
Filipinas e
Índia.
Acredita-se que o som da última grande explosão foi o mais intenso já
ouvido na face da Terra e reverberou pelo planeta ao longo de nove
dias. Todos os que se encontravam em um raio de 15 km do vulcão ficaram com os tímpanos rompidos e ficaram surdos.
Os efeitos atmosféricos da catástrofe, como poeira e cinzas
circundando o globo, causaram estranhas transformações na Terra, como
súbita queda de temperatura e transformações no nascer e pôr do
Sol
por aproximadamente 18 meses e levando até anos para voltar ao normal.
Todas as formas de vida animal e vegetal da ilha foram destruídas. Por
causa das explosões, vários
tsunamis ocorreram em diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de
Java e
Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40 metros de altura.
A cratera do vulcão era monstruosa, possuía aproximadamente 16 km de diâmetro. O vulcão não parou de cuspir
lava
e houve ainda outras erupções durante todo o ano. Antes da erupção, a
ilha possuía quase dois mil metros de altitude, mas após a erupção a
ilha foi riscada do mapa, tendo-se um
lago formado na
cratera do vulcão, onde hoje vivem várias espécies de plantas e pássaros.
Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em andamento chamada Anak Krakatau
(Anak Krakatoa, filho de Krakatoa ou Krakatau), que já possui mais de
800 metros de altura e, em cada ano aumenta cinco metros,
aproximadamente, podendo haver mudanças.
Provavelmente o
tsunami
mais destrutiva registada na história originou-se da explosão do
vulcão Krakatoa, em uma série de quatro explosões que espalharam cinzas
pelo mundo e geraram uma onda sentida nos oceanos
Atlântico e
Pacífico.
O escritor
Simon Winchester descreveu o evento como "O dia em que o mundo explodiu". Livros de história contam como uma série de grandes ondas do
tsunami,
algumas com alturas de quase 40 metros acima do nível do mar, mataram
mais de 36 mil pessoas em cidades e aldeias costeiras ao longo do
estreito de Sunda.
A maioria das vítimas foi morta pela tsunami e não pela erupção que
destruiu dois terços da ilha. Ondas do tsunami geradas pela erupção foram
observadas em todo o oceano Índico, no Pacífico,
na costa oeste dos EUA, na América do Sul e até no canal da Mancha.
Elas destruíram tudo em seu caminho e levaram para a costa blocos de
corais com mais de 600 toneladas.
Um navio que se encontrava na área, de seu nome
Berouw, foi arrastado terra adentro, tendo toda a tripulação morrido. De acordo com Winchester, corpos apareceram em
Zanzibar e o som da destruição da ilha foi ouvido na
Austrália e na
Índia.
As ondas do
tsunami foram sentidas em
Liverpool, na
Inglaterra, em alguns territórios africanos e, segundo a
Revista Veja, a temperatura global caiu
1 °C.
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