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segunda-feira, março 30, 2026

O que é a missão Artemis II?

Insígnia da missão

 

Artemis II (originalmente conhecida como Missão de Exploração-2) será o primeiro voo espacial tripulado do Programa Artemis, que poderá ocorrer em qualquer dia entre 1 e 6 de abril de 2026. 

Originalmente, a missão tripulada tinha a intenção de recolher amostras de um asteroide capturado em órbita lunar pela agora cancelada missão robótica de redirecionamento de asteroides (Asteroid Redirect Mission). O plano atual é que um foguetão tripulado Orion realize um teste de sobrevoo lunar e retorne à Terra. Esta será o foguetão tripulado tripulada a deixar a órbita baixa da Terra desde a Apollo 17 em 1972.

Artemis II é um voo de teste para a alunagem Artemis IV, planeado para levar os humanos de volta à Lua em 2028. Os objetivos da EM-2 foram revistos após o estabelecimento do programa Artemis em 2017. Os objetivos da Artemis II são comparáveis ​​aos da Apollo 8, de 1968, a primeira missão lunar do programa Apollo.

   

Koch, Glover, Wiseman (centro) e Hansen

Koch, Glover, Wiseman (centro) e Hansen

  

Tripulação

A NASA anunciou a tripulação em 3 de abril de 2023. Começando em junho de 2023, a tripulação iniciou um regime de treinos intensivos com a duração de 18 meses.

Posição Tripulante
Comandante Estados Unidos Reid Wiseman
Piloto Estados Unidos Victor Glover
Especialista de missão Estados Unidos Christina Koch
Especialista de missão Canadá Jeremy Hansen

 

Lançamento

No dia 21 de fevereiro de 2026, foi observado um problema no fluxo de hélio, o que levou ao regresso ao VAB (Vehicle Assembly Building) e ao adiamento da missão para abril, no mínimo. O regresso começou no dia 25 de fevereiro às 9h38 EST e chegou ao VAB por volta das 20.00 horas. O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a data de lançamento seria confirmada apenas após a conclusão com sucesso de um ensaio geral com fluidos e a análise dos resultados.  A 12 de março, após uma Revisão de Prontidão de Voo (FRR), foram anunciadas sete janelas de lançamento de duas horas para os dias 1 a 6 de abril e 30 de abril. A primeira delas está marcada para as 18h24 EDT (22h24 UTC) do dia 1 de abril.

A 18 de março, a NASA anunciou que o foguetão Artemis II Space Launch System (SLS) e a sonda Orion seriam levados no dia seguinte para a Plataforma de Lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Florida. Entretanto, a tripulação da Artemis II entrou em quarentena em Houston para garantir que se mantinham saudáveis ​​antes do lançamento. A 20 de março, após um atraso devido a ventos fortes, o SLS foi levado do VAB para a plataforma de lançamento 39B pela segunda vez.

 

 Objetivos da missão

 Anteriormente

Até 2017, a Artemis 2 (então conhecida como EM-2) era uma missão de lançamento único projetada do Bloco 1B do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) com um Estágio Superior de Exploração, Veículo de Tripulação Multiuso Orion Block 1 (Orion Multi-Purpose Crew Vehicle; MPCV) e uma inserção de carga útil de 50,7 toneladas. O plano era encontrar um asteroide anteriormente colocado em órbita lunar pela missão robótica de redirecionamento de asteroides (Asteroid Redirect Mission) e fazer com que os astronautas realizassem caminhadas espaciais e coletassem amostras.  Após o cancelamento da Asteroid Redirect Mission, foi proposto em 2017 um voo em uma missão de oito dias com uma tripulação de quatro astronautas, enviados em uma trajetória de retorno livre ao redor da Lua.  Outra proposta sugerida em 2017 foi de levar quatro astronautas a bordo da Orion em uma viagem de 8 a 21 dias ao redor da Lua para entregar o primeiro elemento do Lunar Orbital Platform-Gateway (LOP-G).

 

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Atualmente

Em março de 2018, foi decidido lançar o primeiro módulo Lunar Gateway num veículo de lançamento comercial, devido aos atrasos na construção da Plataforma de Lançamento Móvel (Mobile Launcher Platform) necessária para manter o mais poderoso Exploration Upper Stage. Desde 2018, o plano da missão Artemis 2 é enviar quatro astronautas na primeira cápsula Orion tripulada para um sobrevoo lunar por um máximo de 10 dias. O perfil da missão é uma injeção multi-translunar (MTLI), ou múltiplas "manobras de partida" (em inglês: departure burns), incluindo uma trajetória de retorno livre da Lua. Basicamente, o foguetão orbitará a Terra por 24 horas, enquanto liga periodicamente os seus motores para acumular velocidade suficiente para impulsioná-la em direção à Lua, sem orbitá-la, antes de voltar para a Terra.

 

Trajetória

 

Ficheiro:Artemis 2 map march 2023.jpg

A missão Artemis 2 enviará 4 astronautas por 10 dias e terá uma velocidade de reentrada de 39.428 km/h (32 mach

 

Cargas secundárias

A Iniciativa de Lançamento CubeSat da NASA (em inglês: CubeSat Launch Initiative; CSLI) está buscando propostas de instituições e empresas dos EUA para realizar suas missões CubeSat como cargas secundárias a bordo do SLS na missão Artemis 2. As seleções foram feitas até meados de fevereiro de 2020.

 

Missões similares

Em 1968, a missão Apollo 8, tripulada por 3 astronautas, foi projetada para testar um módulo de comando/serviço além da órbita terrestre baixa. A Apollo 13 foi a única missão da Apollo que passou pela Lua por uma trajetória de retorno livre, a mesma que a Artemis 2 usará.

Em 2005, a empresa Space Adventures anunciou planos para levar dois turistas a 100 quilómetros da superfície lunar usando uma nave Soyuz pilotada por um cosmonauta profissional. A missão, denominada DSE-Alpha, está calculada em 150 milhões de dólares por assento e deve durar de 8 a 9 dias quando programada. O CEO da empresa, Eric Anderson, declarou em 2011 que um assento havia sido vendido, no entanto, a data de lançamento está sendo adiada continuamente, pois o segundo assento permanece não vendido desde 2017.

Uma missão de turismo lunar da SpaceX foi inicialmente proposta para o final de 2018 e teria sido semelhante à Artemis 2 em tamanho de tripulação, com dois turistas espaciais pagando por um loop de retorno livre ao redor da Lua e de volta à Terra, usando a cápsula Crew Dragon e lançada em um Falcon Heavy.  Após o primeiro voo da Falcon Heavy em 2018, a SpaceX anunciou que o Falcon Heavy não seria mais usado para voos tripulados para concentrar seu desenvolvimento futuro na Starship e indicou que a missão lunar seria provavelmente realizada com a Starship. Em 14 de setembro de 2018, a SpaceX anunciou oficialmente que havia assinado com um dos passageiros pagantes, Yusaku Maezawa, para a missão do Projeto dearMoon usando a Starship, e que ele convidaria de 6 a 8 artistas para se juntar a ele.

 

in Wikipédia

O regresso à Lua (e o princípio da aventura da ida a Marte...) começam já no início do próximo mês de abril...!

 Prevista para quarta-feira primeira viagem de astronautas à Lua em meio século

 

Viagem deve iniciar-se na quarta-feira com o lançamento da missão Artemis II, no Centro Espacial Kennedy da agência espacial norte-americana, em Cabo Canaveral, na Florida.

Viagem deve iniciar-se na quarta-feira com o lançamento da missão Artemis II, no Centro Espacial Kennedy da agência espacial norte-americana, em Cabo Canaveral, na Florida

 

Artemis II leva astronautas à órbita da Lua numa missão de 10 dias que termina com amerissagem no Pacífico

A primeira missão tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos deve iniciar-se na quarta-feira com o lançamento da missão Artemis II, no Centro Espacial Kennedy da agência espacial norte-americana, em Cabo Canaveral, na Florida.

A NASA prevê 80% de hipóteses de tempo favorável na quarta-feira, sendo as principais preocupações a cobertura de nuvens e o potencial para ventos fortes, indicou hoje a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

O foguetão Artemis SLS tem 98 metros de altura, quatro motores principais e dois propulsores laterais.

A tripulação do Artemis II orbitará a Lua e o voo de 10 dias terminará com uma amerissagem no Oceano Pacífico.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

O comandante da missão, Reid Wiseman, declarou hoje que tudo está preparado para o lançamento, que estava agendado há quase dois meses, mas foi adiado devido a problemas técnicos e meteorológicos.

"Estamos prontos para partir, a equipa está pronta para partir e o veículo está pronto para arrancar, mas nem por um segundo damos o lançamento como garantido", disse Wiseman na última conferência de imprensa virtual dos astronautas antes do lançamento. "Podemos ir até à plataforma de lançamento e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso", acrescentou.

Christina Koch referiu que a tripulação tem "a forte esperança de que esta missão seja o início de uma era em que todos, cada pessoa na Terra, possam olhar para a Lua e pensar nela como um destino".

A missão representa "um passo importante em direção a Marte", onde "poderá haver uma maior probabilidade de encontrar provas de vida", adiantou.

No dia do lançamento, os astronautas acordarão oito horas antes da descolagem, contou Glover, que disse que as suas últimas ações na Terra serão rezar e dizer à sua família que os ama.

Hansen, por seu turno, partilhou que, entre os momentos mais emocionantes, estará um eclipse solar total, no qual verão a Lua passar à frente do Sol.

O novo administrador da Nasa, Jared Isaacman, anunciou na passada terça-feira a suspensão do projeto Gateway, uma estação orbital lunar, para concentrar esforços no desenvolvimento de uma base na superfície da Lua.

"Suspendemos o projeto Gateway como estava pensado e vamos concentrar-nos em estabelecer a infraestrutura necessária para garantir uma presença sustentável na superfície lunar", disse num discurso na sede da NASA, em Washington, nos Estados Unidos, citado pela agência France-Presse.

O ambicioso plano para acelerar o regresso à Lua até 2028, realizar alunagens tripuladas a cada seis meses e construir uma base lunar permanente nos próximos sete anos foi avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

A agência norte-americana estabeleceu parcerias com várias organizações internacionais para o projeto, incluindo a Agência Espacial Europeia (ESA), que está a desenvolver módulos para o Gateway, e contará com contribuições de empresas privadas como a SpaceX e a Blue Origin.

 

in Expresso