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sexta-feira, janeiro 23, 2026

Hoje é dia de recordar o descobridor da descontinuidade Moho

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Earth's crust and mantle, Moho discontinuity between bottom of crust and solid uppermost mantle

 

The Mohorovičić discontinuity, usually called the Moho discontinuity, Moho boundary, or just Moho – is the boundary between the crust and the mantle of Earth. It is defined by the distinct change in velocity of seismic waves as they pass through changing densities of rock.

The Moho lies almost entirely within the lithosphere (the hard outer layer of the Earth, including the crust). Only beneath mid-ocean ridges does it define the lithosphere–asthenosphere boundary (the depth at which the mantle becomes significantly ductile). The Mohorovičić discontinuity is 5 to 10 kilometres below the ocean floor, and 20 to 90 kilometres beneath typical continental crusts, with an average of 35 kilometres.

Named after the pioneering Croatian seismologist Andrija Mohorovičić, the Moho separates both the oceanic crust and continental crust from the underlying mantle. The Mohorovičić discontinuity was first identified in 1909 by Mohorovičić, when he observed that seismograms from shallow-focus earthquakes had two sets of P-waves and S-waves, one set that followed a direct path near the Earth's surface and the other refracted by a high-velocity medium.

 

Nature and seismology

The Moho marks the transition in composition between the Earth's crust and the lithospheric mantle. Immediately above the Moho, the velocities of primary seismic waves (P-waves) are consistent with those through basalt (6.7–7.2 km/s), and below they are similar to those through peridotite or dunite (7.6–8.6 km/s).  This increase of approximately 1 km/s corresponds to a distinct change in material as the waves pass through the Earth, and is commonly accepted as the lower limit of the Earth's crust. The Moho is characterized by a transition zone of up to 500 meters. Ancient Moho zones are exposed above-ground in numerous ophiolites around the world.

 

As shown in the figure, the Moho maintains a relatively stable average depth of 10 km under the ocean sea floor, but can vary by more than 70 km below continental land masses 

 

Beginning in the 1980s, geologists became aware that the Moho does not always coincide with the crust-mantle boundary defined by composition. Xenoliths (lower crust and upper mantle rock brought to the surface by volcanic eruptions) and seismic-reflection data showed that, away from continental cratons, the transition between crust and mantle is marked by basaltic intrusions and may be up to 20 km thick. The Moho may lie well below the crust-mantle boundary and care must be used in interpreting the structure of the crust from seismic data alone.

Serpentinization of mantle rock below slowly spreading mid-ocean ridges can also increase the depth to the Moho, since serpentinization lowers seismic wave velocities.

 

History

Croatian seismologist Andrija Mohorovičić is credited with discovering and defining the Moho. In 1909, he was examining data from a local earthquake in Zagreb when he observed two distinct sets of P-waves and S-waves propagating out from the focus of the earthquake.  Mohorovičić knew that waves caused by earthquakes travel at velocities proportional to the density of the material carrying them. As a result of this information, he theorized that the second set of waves could only be caused by a sharp transition in density in the Earth's crust, which could account for such a dramatic change in wave velocity. Using velocity data from the earthquake, he was able to calculate the depth of the Moho to be approximately 54 km, which was supported by subsequent seismological studies.

The Moho has played a large role in the fields of geology and earth science for well over a century. By observing the Moho's refractive nature and how it affects the speed of P-waves, scientists were able to theorize about the earth's composition. These early studies gave rise to modern seismology.

In the early 1960s, Project Mohole was an attempt to drill to the Moho from deep-ocean regions. After initial success in establishing deep-ocean drilling, the project suffered from political and scientific opposition, mismanagement, and cost overruns, and it was cancelled in 1966.

 

Exploration

Reaching the discontinuity by drilling remains an important scientific objective. Soviet scientists at the Kola Superdeep Borehole pursued the goal from 1970 until 1992. They reached a depth of 12,260 metres (40,220 ft), the world's deepest hole, before abandoning the project. One proposal considers a rock-melting radionuclide-powered capsule with a heavy tungsten needle that can propel itself down to the Moho discontinuity and explore Earth's interior near it and in the upper mantle. The Japanese project Chikyu Hakken ("Earth Discovery") also aims to explore in this general area with the drilling ship, Chikyū, built for the Integrated Ocean Drilling Program (IODP).

Plans called for the drill-ship JOIDES Resolution to sail from Colombo in Sri Lanka in late 2015 and to head for the Atlantis Bank, a promising location in the southwestern Indian Ocean on the Southwest Indian Ridge, to attempt to drill an initial bore hole to a depth of approximately 1.5 kilometres. The attempt did not even reach 1.3 km, but researchers hope to further their investigations at a later date.

 

in Wikipédia 

Mohorovicic, famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 169 anos

  
Andrija Mohorovičić
(Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
    
(...) 
   

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2a/Refraction_of_P-wave.PNG

   
Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refratadas e refletidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detetar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais profunda sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto eclético de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos eletrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteroide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi batizado em sua honra.
   

quinta-feira, janeiro 23, 2025

Mohorovicic, o famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 168 anos

  
Andrija Mohorovičić
(Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
    
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Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refratadas e refletidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detetar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais profunda sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto eclético de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos eletrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteroide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi batizado em sua honra.
   

terça-feira, janeiro 23, 2024

Mohorovicic, o famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 167 anos

  
Andrija Mohorovičić
(Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
    
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Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refratadas e refletidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detetar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais profunda sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto eclético de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos eletrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteroide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi batizado em sua honra.
   

segunda-feira, janeiro 23, 2023

Mohorovicic, o famoso meteorologista, sismólogo e geofísico croata, nasceu há 166 anos

  
Andrija Mohorovičić
(Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
    
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Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refratadas e refletidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detetar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais profunda sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto eclético de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos eletrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteroide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi batizado em sua honra.
   

domingo, janeiro 23, 2022

Mohorovicic, famoso meteorologista, sismólogo e geofísico, nasceu há 165 anos...!

  
Andrija Mohorovičić
(Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
    
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Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refractadas e reflectidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detectar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais profunda sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto ecléctico de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos electrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteróide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi baptizado em sua honra.
   

sábado, janeiro 23, 2021

Mohorovicic, o meteorologista, sismólogo e geofísico, nasceu há 164 anos

 


Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
    
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Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refractadas e reflectidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detectar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais profunda sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto ecléctico de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos electrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteróide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi baptizado em sua honra.
   

quinta-feira, janeiro 23, 2020

O sismólogo e geofísico Andrija Mohorovicic nasceu há 163 anos

Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.
   
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Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refractadas e reflectidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detectar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais sob altas montanhas ou próximo a uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.
  
Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto ecléctico de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos electrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteróide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi baptizado em sua honra.
  

segunda-feira, janeiro 23, 2017

O sismólogo e geofísico Andrija Mohorovicic nasceu há 160 anos

Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ficou famoso ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Mohorovicic nasceu há 158 anos

Andrija Mohorovičić (Volosko23 de Janeiro de 1857 — Zagreb18 de Dezembro de 1936) foi um meteorologista,sismologista e geofísico croata que ganhou fama ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.

(...)

Sismologia
8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo o sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refractadas e reflectidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detectar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então de se 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais sob altas montanhas ou próximo de uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.

Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto ecléctico de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terrasismógrafos electrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteróide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi baptizado em sua honra.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

O sismólogo e geofísico Andrija Mohorovicic nasceu há 157 anos

Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ganhou fama ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

O meteorologista, sismólogo e geofísico Mohorovicic nasceu há 155 anos

Andrija Mohorovičić (Volosko, 23 de janeiro de 1857 - Zagreb, 18 de dezembro de 1936) foi um meteorologista, sismólogo e geofísico croata que ganhou fama ao postular a existência de uma descontinuidade nas propriedades mecânicas dos materiais geológicos marcando a transição entre a crusta e o manto da Terra. Esta descontinuidade denomina-se hoje descontinuidade de Mohorovičić, ou simplesmente descontinuidade Moho, em homenagem ao seu descobridor.

Biografia
Mohorovičić nasceu numa localidade na cercania da cidade de Opatija, na península da Ístria, hoje território croata, filho de um operário siderúrgico (fazia âncoras para navios) também chamado Andrija Mohorovičić. Depois de fazer os seus estudos elementares na sua aldeia natal, completou o ensino secundário na cidade de Rijeka. Demonstrando grande brilhantismo nos seus estudos, aos quinze anos já falava, para além de croata, italiano, inglês e francês. Mais tarde aprenderia alemão, latim e o grego clássico.
Enveredou pelo estudo da Matemática e da Física, ingressando em 1875 na Faculdade de Filosofia da Universidade de Praga , tendo entre os seus professores o físico Ernst Mach.

Carreira na docência
Terminados os seus estudos em Praga, Mohorovičić iniciou a sua carreira profissional como professor liceal em Zagreb (1879 -1880) e depois na escola secundária da cidade de Osijek (1880-1882). Em 1882 transferiu-se para a Real Escola Naval de Bakar, próximo de Rijeka, onde permaneceu por 9 anos. O estudo e investigação que fez ou iniciou nesta época foi crucial para o desenvolvimento futuro da carreira científica de Mohorovičić.
A partir de 1893, quando foi aceito como sócio correspondente da Academia, até 1917-1918, ensinou disciplinas na área da geofísica e da astronomia na Faculdade de Filosofia da Universidade de Zagreb.
Em 1898 foi eleito membro da Academia Croata das Ciências e Artes de Zagreb (então Academia Jugoslava das Ciências e Artes), cidade onde também trabalhava como docente privado (explicador). Em 1910 foi nomeado professor associada da Universidade de Zagreb.

Meteorologia, astronomia e doutoramento
Foi quando ensinou na Real Escola Naval de Bakar que Mohorovičić teve o primeiro contacto com a meteorologia, deixando apaixonar pela disciplina ao ponto de fundar, em 1887, naquela cidade a primeira estação meteorológica local.
A partir dessa estação fez observações sistemáticas, medições e análises, desenvolvendo alguns dos instrumento de que necessitava. Entre os instrumentos que construiu está um equipamento destinado medir a velocidade horizontal e vertical das nuvens.
A seu pedido, foi transferido, em 1891, para a escola secundária de Zagreb,cidade onde em 1892 foi encarregue de dirigir o Observatório Meteorológico de Grič, estabelecendo um serviço de observações por toda a Croácia, ao mesmo tempo que ensinava geofísica e astronomia na Universidade local.
Em Março de 1892 Mohorovičić iniciou observações astronómicas regulares no Observatório de Grič, observando a passagem meridiana de estrelas com o objectivo de fazer a determinação rigorosa da hora local.
Nos princípios de Abril de 1893 estabeleceu uma cadeia de estações de observação destinadas a seguir as trovoadas e interessou-se pelo estudo da formação de granizo. O seu interesse pelas trovoadas levou mais tarde, em 1899, à fundação de estações na região de Jaska (Jastrebarsko) destinadas à defesa contra a destruição das culturas pelo granizo.
A sua tese doutoral foi sobre a observação de nuvens, tendo para isso utilizado as suas observações feitas em Bakar. O título da dissertação foi Sobre a observação das nuvens – variação diária e anual dos períodos nublados em Bakar, sendo presente à Universidade de Zagreb, que lhe concedeu o título de doutor em 1893.
Observou alguns eventos meteorológicos pouco usuais, como o tornado que em 31 de março de 1892, em Novska, atirou para 30 metros de distância uma carruagem de caminho de ferro com treze toneladas de peso e cinquenta passageiros a bordo. Também observou o "vijor" (redemoinho) de Čazma em 1898 e estudou o clima da cidade de Zagreb.
Em 1899, Mohorovičić iniciou um projecto pioneiro destinado a aproveitar a energia eólica contida nos ventos da bura (bora) que sopram do norte com grande intensidade na região do Carso.
A sua reconhecida competência em meteorologia levou a que fosse nomeado em 1901 encarregado da organização das observações na Croácia e Eslovénia, e chefe dos respectivos serviços meteorológicos. Preocupou-se com a formação dos observadores, tenso elevado os padrões de qualidade dos serviços para o nível dos melhores da Europa. Em 1907 publicou um manual de instruções para normalizar a acção dos observadores.
Nas suas funções no serviço de meteorologia, que também tinha a sue cargo as observações de geofísica, foi gradualmente canalizando o seu interesse para a geofísica, com destaque para a sismologia, geomagnetismo e estudos de gravimetria, concentrando-se progressivamente na sismologia, área a que dedicaria o resto da sua vida.
No seu último artigo sobre meteorologia, publicado em 1901, ele discutiu a o decréscimo da temperatura atmosférica com a altitude. A partir dessa data, as suas publicações passaram a ser feitas sobre temas de geofísica.



Sismologia
A 8 de outubro de 1909 registou-se um sismo com epicentro na região de Pokuplje, a 39 quilómetros a sueste de Zagreb. Tendo os sismo sido registado por uma rede de sismógrafos recentemente instalada, coube a Mohorovičić proceder à análise dos dados obtidos. A partir desses dados, comparando os tempos de chegada das ondas sísmicas aos diferentes aparelhos, Mohorovičić chegou à conclusão que aquelas ondas se comportam como qualquer outro fenómeno ondulatório, sendo refractadas e reflectidas nas interfaces entre materiais com características de condução (isto é velocidade de propagação) diferentes. Também reconheceu, pela primeira vez, a existência nos sismos de ondas diferentes (longitudinais e transversais), propagando-se pelo solo a velocidades diferentes.
Ao analisar os registos de estações progressivamente mais distantes do epicentro, Mohorovičić reconheceu que a Terra era composta por camadas diferenciadas colocadas em torno de um núcleo central. Pela sua evidência, mesmo em sismos próximos, foi capaz de detectar a existência de uma descontinuidade na velocidade de propagação das ondas sísmicas na interface entre a crusta e o manto, determinando a sua profundidade (que ele estimou então ser a 54 quilómetros).
Hoje sabe-se que aquela descontinuidade, que recebeu o nome de descontinuidade de Mohorovičić em honra do seu descobridor, se encontra a uma profundidade que varia dos cinco a nove quilómetros sob a crusta oceânica e de 25 a 60 quilómetros sob os continentes (embora possa ser mais sob altas montanhas ou próximo a uma zona de subducção), tendo observações posteriores confirmado a existência daquela descontinuidade sob toda a superfície terrestre.

Ideias pioneiras e homenagens
Muitos dos conceitos e teorias postulados por Mohorovičić eram visionários e muito avançados para o seu tempo, alguns deles só ganhando aceitação décadas mais tarde. Dedicou-se a um conjunto ecléctico de temas que incluíam o efeito dos sismos sobre os edifícios, a teoria da geração de sismos de foco profundo, a localização automática de epicentros, os modelos da composição e estrutura da Terra, sismógrafos electrónicos, aproveitamento da energia eólica e defesa contra o granizo.
Aposentou-se em 1921 e faleceu, em Zagreb, a 18 de dezembro de 1936, com a reputação de ser um dos mais proeminentes cientistas que se dedicaram à geofísica no século XX.
Em sua honra, no ano de 1970 foi dado o nome de cratera Mohorovičić a uma cratera de 77 km de diâmetro situada na face oculta da Lua. Também em 1996, o asteróide 8422 Mohorovičić, com um período orbital de 5 anos e 38 dias, foi baptizado em sua honra.