Filho de um rico fabricante de papel, não pensava em seguir a carreira artística e muito menos em ganhar dinheiro com ela. Recusou-se a gerir a herança do pai e dedicou-se a compor para
violino, passando a responsabilidade da fábrica para os seus dois irmãos mais novos. Estreou em
Munique, em
1722, com muito sucesso.
Música e influência
Albinoni foi um dos primeiros compositores a escrever concertos para violino
solo. A sua música instrumental atraiu a atenção de
Johann Sebastian Bach, que escreveu pelo menos duas
fugas sobre temas de Albinoni (
Fuga sobre um tema de Albinoni em lá,
BWV950,
Fuga sobre um tema de Albinoni em si menor, BWV951) e constantemente usava os seus
baixos como exercícios de
harmonia para seus pupilos.
Quanto ao famoso "Adágio de Albinoni" (
Adágio em sol menor para violino, cordas e órgão, T. Mi 26), que tornou Albinoni conhecido do grande público, aparentemente não foi escrito por ele. Trata-se de uma "reconstrução" de
1945, feita por
Remo Giazotto,
musicólogo e autor de uma biografia do compositor. Pouco depois da
Segunda Guerra,
Giazotto alegou ter recebido da
Biblioteca Estadual da Saxônia, em
Dresden, um fragmento manuscrito, que fora encontrado entre as ruínas do prédio, e que, segundo o musicólogo, seria parte do movimento
adagio de uma
sonata da chiesa (possivelmente a Op.4), composta por Albinoni por volta de
1708.
Giazotto, que afirmava ter reconstituído a obra, registou-a posteriormente, no seu nome, para efeito de
direitos de autor, publicando-a em
1958. Porém, ele nunca publicou o tal fragmento de Albinoni. A composição integra a
banda sonora do premiado filme
Gallipoli, de
1981, sobre a
campanha de mesmo nome, empreendida na
Turquia, durante a
Primeira Guerra Mundial.
Obras
Albinoni compôs cerca de oitenta
óperas, das quais 28 foram produzidas em
Veneza entre
1723 e
1740, das quais não resta quase nada. Aproximadamente setenta dessas
partituras foram destruídas durante o bombardeamento a Dresden. Sabe-se entretanto que, no decénio de 1720, as suas óperas eram frequentemente representadas fora da Itália, principalmente em
Munique. Além de trinta
cantatas, das quais só uma foi publicada (
Amesterdão,
c. 1701), o que chegou até a nossa época foi a sua
obra instrumental, que havia sido impressa, e na qual se destacam os seus concertos para
oboé.
- Opus 1: 12 Suonate a tre, publicadas em Veneza, 1694 ;
- Opus 2: 6 Sinfonias & 6 concertos a cinque, opus 2, publicadas em Veneza, 1700 ;
- Opus 3: 12 Baletti a tre, publicadas em Veneza, 1701 ;
- Opus 4: 6 Sonate da chiesa para violino e baixo contínuo, publicadas por Roger, Amesterdão c. 1709 ;
- Opus 5: 12 Concerti a cinque (e baixo contínuo), publicadas em Veneza, 1707 ;
- Opus 6: 12 Trattenimenti armonici per camera para violino, violone e cravo, publicados em Amesterdão, c. 1712 ;
- Opus 7: 12 Concerti a cinque para violino solo (n° 1, 4, 7, 10), dois oboés (n° 2, 5, 8, 11) ou oboé solo (n° 3, 6, 9, 12) e cordas, publicados em Amesterdão, 1715 ;
- Opus 8: 6 Balletti e 6 Sonate a tre, publicados em Amesterdão, 1722 ;
- Opus 9: 12 Concerti a cinque, opus 9 para violino solo (nº 1, 4, 7, 10), oboé solo (nº 2, 5, 8, 11) ou dois oboés (nº 3, 6, 9, 12) e cordas, publicados em Amesterdão, 1722 ;
- Opus 10: 12 Concerti a cinque para três violinos, alto, violoncelo e contínuo, publicados em Amesterdão, 1735-36 (?).
Há também cerca de vinte outras composições, sem número de opus, a maior parte ainda na forma de manuscritos.
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