Com o incremento da proliferação nuclear na década de 90, as tarefas da AIEA passaram a incluir as inspeções e investigações de suspeitas violações do Tratado de Não Proliferação Nuclear sob mandato das Nações Unidas; contudo, caso encontre indícios de uso militar em programas que inspeciona, apenas poderá reportá-los ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que detém o exclusivo de medidas coercivas. A AIEA mantém, como um dos seus instrumentos, o International Nuclear Information System (INIS), uma base de dados sobre a utilização pacífica da energia nuclear.
quarta-feira, julho 29, 2026
A Agência Internacional de Energia Atómica surgiu há 69 anos
Postado por Fernando Martins às 06:09 0 comentários
Marcadores: Agência Internacional de Energia Atómica, AIEA, energia nuclear
quinta-feira, julho 16, 2026
O primeiro teste nuclear foi há oitenta e um anos...
(...)
Às 04h45 do dia 16 de julho, chegou um relatório meteorológico crucial e favorável ao projeto. Às 05h05 iniciou-se a contagem decrescente de 20 minutos. A maioria dos cientistas e oficiais principais encontravam-se a observar a partir de um acampamento-base, 16 km a sudoeste da torre de teste. Muitos outros observadores encontravam-se a cerca de 32 km, e alguns outros encontravam-se dispersos a diferentes distâncias, alguns em situações mais informais (o físico Richard Feynman afirmou ter sido a única pessoa a ver a explosão sem recorrer aos óculos escuros fornecidos, contando apenas com o para-brisa de um caminhão para filtrar os comprimentos de onda ultravioleta nocivos). A contagem final foi lida pelo físico Samuel K. Allison.
Às 05.29.45 locais, o artefacto explodiu com uma energia equivalente a 19 kt de TNT (87,5 TJ). Deixou, no deserto, uma cratera de vidro radioativo de 3 m de profundidade e 330 m de diâmetro. No momento da detonação, as montanhas circundantes foram iluminadas mais intensamente do que num dia de sol por cerca de um ou dois segundos, e foi relatado, no acampamento-base, um calor tão intenso como o de um forno. As cores observadas variaram de púrpura a verde e, por fim, a branco. O som da onda de choque levou 40 segundos a chegar aos observadores. A onda de choque foi sentida a mais de 160 km, tendo o cogumelo atómico chegado aos 12 km de altura. O diretor de Los Alamos, Robert Oppenheimer, referiu mais tarde que, ao observar a demonstração, lhe veio à memória uma frase do texto sagrado Hindu Bagavadeguitá:
- "Tornei-me a Morte, Destruidora de mundos" (em inglês "I am become Death, the Destroyer of worlds").
Existem variantes desta citação, tanto da autoria de Oppenheimer como de outros. Uma tradução mais comum, de Arthur Ryder (com quem Oppenheimer estudou sânscrito na Universidade de Berkeley, na década de 30), é:
- Death am I, and my present task
- Destruction. (11:32)
- (A Morte eu sou, e a minha tarefa presente / Destruição)
Desde a primeira tradução do Gita para inglês em 1785, a maioria dos peritos tem traduzido não "Morte" mas sim "Tempo". Em Mais Brilhante que Mil Sóis (em inglês Brighter than a Thousand Suns), Robert Jungk tece de forma mais elaborada a suposta citação de Oppenheimer:
- If the radiance of a thousand suns
- were to burst into the sky,
- that would be like
- the splendor of the Mighty One—
- I am become Death, the shatterer of Worlds.
- (Se o brilho de mil sóis / explodissem no céu / isso seria como / o esplendor do Poderoso Ser / Tornei-me a Morte, Destruidora de mundos)
Diz-se que o diretor do teste, Kenneth Bainbridge, numa tentativa de ser menos poético, ou talvez ainda mais, terá replicado: "Agora somos todos filhos da puta" (no original "Now we are all sons of bitches"). De acordo com Frank, irmão de Oppenheimer, por altura do teste ele terá dito: "Funcionou".
Serviços noticiários citaram um guarda florestal que se encontrava a 240 km do ponto de explosão e que disse ter visto "um relâmpago de fogo seguido de uma explosão e fumo negro". Um cidadão do Estado, localizado a 240 km a norte, relata "A explosão iluminou o céu como o Sol". Outros relatos notam que janelas situadas até 320 km vibraram e que o som da explosão foi ouvido a essa mesma distância.
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"I became Death, the Destroyer of worlds." ("Tornei-me a Morte, a Destruidora de mundos"): uma das poucas fotografias a cores da explosão "Trinity"
in Wikipédia
Postado por Fernando Martins às 08:10 0 comentários
Marcadores: energia nuclear, II Grande Guerra, II Guerra Mundial, Projecto Manhattan, Trinity, USA
sexta-feira, julho 10, 2026
A França assassinou o fotógrafo Fernando Pereira e afundou o Rainbow Warrior há 41 anos...
Postado por Fernando Martins às 01:41 0 comentários
Marcadores: assassinos, Ecologia, energia nuclear, Fernando Pereira, França, Greenpeace, Nova Zelândia, Rainbow Warrior, Serviços Secretos, vergonha
sexta-feira, maio 15, 2026
Pierre Curie nasceu há 167 anos
Pierre Curie (Paris, 15 de maio de 1859 - Paris, 19 de abril de 1906) foi um físico francês, pioneiro no estudo da cristalografia, magnetismo, piezoeletricidade e radioatividade.
Postado por Fernando Martins às 16:07 0 comentários
Marcadores: cristalografia, energia nuclear, magnetismo, Marie Curie, Pierre Curie, Prémio Nobel, radioactividade
domingo, abril 26, 2026
O desastre de Chernobil foi há quarenta anos...
Boa tarde, camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na central nuclear de Chernobil. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós nos confrontámos com a força real da energia nuclear, fora de controle.
A evacuação de Pripiat começou antes da União Soviética reconhecer formalmente o acidente. Na manhã de 28 de abril, os níveis de radiação ficaram tão altos que foram detetados na Central nuclear de Forsmark, na Suécia, a mais de mil quilómetros de distância de Chernobil. Os trabalhadores de Forsmark reportaram o caso à Autoridade Sueca de Segurança Radiológica, que determinou que a radiação fora originada noutro lugar. No mesmo dia, o governo sueco contactou a liderança política soviética em Moscovo, perguntando se houve algum acidente nuclear no território da União Soviética. Os soviéticos inicialmente negaram qualquer incidente, mas quando os suecos sugeriram que iriam registar um alerta oficial junto da Agência Internacional de Energia Atómica, o governo soviético admitiu ao mundo o acidente que aconteceu em Chernobil.
A princípio, os soviéticos afirmaram que o acidente tinha sido
"pequeno", mas após eles terem evacuado cem mil pessoas da região, a comunidade internacional finalmente passou a tomar conhecimento da magnitude da situação.
Às 21.02 de 28 de abril, o governo soviético emitiu, em rede nacional
de televisão, o seu primeiro pronunciamento oficial sobre o desastre. O
anúncio tardio durou aproximadamente 20 segundos e foi lido no programa
de TV Vremya:
"Houve um acidente na Central Nuclear de Chernobil. Um dos reatores
nucleares foi danificado. Os efeitos do acidente estão sendo remediados.
Tem sido dada assistência para as pessoas afetadas. Foi criada uma
comissão de investigação." Esta foi toda a mensagem. A agência de notícias TASS então discutiu sobre o Acidente de Three Mile Island e outros desastres nucleares em solo americano, um exemplo comum da tática soviética conhecida como whataboutism (uma versão da falácia do Tu quoque).
Contudo, o anúncio de que uma comissão de gestão de crise havia sido
criada indicou, para observadores externos, a seriedade do acidente,
e subsequentes mensagens foram substituídas por música clássica, um
método comum para preparar o público para o anúncio de uma tragédia.
Postado por Fernando Martins às 00:40 0 comentários
Marcadores: acidente nuclear, acidente nuclear de Chernobil, Bielorrússia, energia nuclear, Gorbachev, Rússia, Ucrânia, URSS
domingo, abril 19, 2026
Pierre Curie morreu há 120 anos...
Pierre Curie (Paris, 15 de maio de 1859 - Paris, 19 de abril de 1906) foi um físico francês, pioneiro no estudo da cristalografia, magnetismo, piezoeletricidade e radioatividade.
Postado por Fernando Martins às 01:20 0 comentários
Marcadores: cristalografia, energia nuclear, magnetismo, Marie Curie, Pierre Curie, Prémio Nobel, radioactividade
terça-feira, julho 29, 2025
A Agência Internacional de Energia Atómica surgiu há 68 anos
Com o incremento da proliferação nuclear na década de 90, as tarefas da AIEA passaram a incluir as inspeções e investigações de suspeitas violações do Tratado de Não Proliferação Nuclear sob mandato das Nações Unidas; contudo, caso encontre indícios de uso militar em programas que inspeciona, apenas poderá reportá-los ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que detém o exclusivo de medidas coercivas. A AIEA mantém, como um dos seus instrumentos, o International Nuclear Information System (INIS), uma base de dados sobre a utilização pacífica da energia nuclear.
Postado por Fernando Martins às 06:08 0 comentários
Marcadores: Agência Internacional de Energia Atómica, AIEA, energia nuclear
quarta-feira, julho 16, 2025
O primeiro teste nuclear foi há oitenta anos...
Postado por Fernando Martins às 00:08 0 comentários
Marcadores: energia nuclear, II Grande Guerra, II Guerra Mundial, Projecto Manhattan, Trinity, USA
quinta-feira, julho 10, 2025
Os Serviços Secretos francese assassinaram o fotógrafo Fernando Pereira e afundaram o Rainbow Warrior há quarenta anos...
Postado por Fernando Martins às 00:40 0 comentários
Marcadores: assassinos, Ecologia, energia nuclear, Fernando Pereira, França, Greenpeace, Nova Zelândia, Rainbow Warrior, Serviços Secretos, vergonha
quinta-feira, maio 15, 2025
Pierre Curie nasceu há 166 anos
Pierre Curie (Paris, 15 de maio de 1859 - Paris, 19 de abril de 1906) foi um físico francês, pioneiro no estudo da cristalografia, magnetismo, piezoeletricidade e radioatividade.
Postado por Fernando Martins às 16:06 0 comentários
Marcadores: cristalografia, energia nuclear, magnetismo, Marie Curie, Pierre Curie, Prémio Nobel, radioactividade
sábado, abril 26, 2025
O desastre de Chernobil foi há 39 anos...
Boa tarde, camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na central nuclear de Chernobil. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós nos confrontámos com a força real da energia nuclear, fora de controle.
A evacuação de Pripiat começou antes da União Soviética reconhecer formalmente o acidente. Na manhã de 28 de abril, os níveis de radiação ficaram tão altos que foram detetados na Central nuclear de Forsmark, na Suécia, a mais de mil quilómetros de distância de Chernobil. Os trabalhadores de Forsmark reportaram o caso à Autoridade Sueca de Segurança Radiológica, que determinou que a radiação fora originada noutro lugar. No mesmo dia, o governo sueco contactou a liderança política soviética em Moscovo, perguntando se houve algum acidente nuclear no território da União Soviética. Os soviéticos inicialmente negaram qualquer incidente, mas quando os suecos sugeriram que iriam registar um alerta oficial junto da Agência Internacional de Energia Atómica, o governo soviético admitiu ao mundo o acidente que aconteceu em Chernobil.
A princípio, os soviéticos afirmaram que o acidente tinha sido
"pequeno", mas após eles terem evacuado cem mil pessoas da região, a comunidade internacional finalmente passou a tomar conhecimento da magnitude da situação.
Às 21.02 de 28 de abril, o governo soviético emitiu, em rede nacional
de televisão, o seu primeiro pronunciamento oficial sobre o desastre. O
anúncio tardio durou aproximadamente 20 segundos e foi lido no programa
de TV Vremya:
"Houve um acidente na Central Nuclear de Chernobil. Um dos reatores
nucleares foi danificado. Os efeitos do acidente estão sendo remediados.
Tem sido dada assistência para as pessoas afetadas. Foi criada uma
comissão de investigação." Esta foi toda a mensagem. A agência de notícias TASS então discutiu sobre o Acidente de Three Mile Island e outros desastres nucleares em solo americano, um exemplo comum da tática soviética conhecida como whataboutism (uma versão da falácia do Tu quoque).
Contudo, o anúncio de que uma comissão de gestão de crise havia sido
criada indicou, para observadores externos, a seriedade do acidente,
e subsequentes mensagens foram substituídas por música clássica, um
método comum para preparar o público para o anúncio de uma tragédia.
Postado por Fernando Martins às 00:39 0 comentários
Marcadores: acidente nuclear, acidente nuclear de Chernobil, Bielorrússia, energia nuclear, Gorbachev, Rússia, Ucrânia, URSS
sábado, abril 19, 2025
Pierre Curie morreu há 119 anos...
Pierre Curie (Paris, 15 de maio de 1859 - Paris, 19 de abril de 1906) foi um físico francês, pioneiro no estudo da cristalografia, magnetismo, piezoeletricidade e radioatividade.
Postado por Fernando Martins às 01:19 0 comentários
Marcadores: cristalografia, energia nuclear, magnetismo, Marie Curie, Pierre Curie, Prémio Nobel, radioactividade
segunda-feira, julho 29, 2024
A Agência Internacional de Energia Atómica faz hoje 67 anos
Com o incremento da proliferação nuclear na década de 90, as tarefas da AIEA passaram a incluir as inspeções e investigações de suspeitas violações do Tratado de Não Proliferação Nuclear sob mandato das Nações Unidas; contudo, caso encontre indícios de uso militar em programas que inspeciona, apenas poderá reportá-los ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que detém o exclusivo de medidas coercivas. A AIEA mantém, como um dos seus instrumentos, o International Nuclear Information System (INIS), uma base de dados sobre a utilização pacífica da energia nuclear.
Postado por Fernando Martins às 06:07 0 comentários
Marcadores: Agência Internacional de Energia Atómica, AIEA, energia nuclear
terça-feira, julho 16, 2024
O primeiro teste nuclear foi há 79 anos...
Postado por Fernando Martins às 07:09 0 comentários
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