Após estes julgamentos, foram realizados os restantes
Processos de Guerra de Nuremberga, que também levam em conta os demais processos contra
médicos,
juristas, pessoas importantes do
Governo entre outros, que aconteceram perante o Tribunal Militar Americano e onde foram analisadas 117 acusações contra os criminosos.
Três
cadafalsos foram instalados no
presídio de Nuremberga para a execução, na manhã de
16 de outubro de
1946, de dez penas de morte contra representantes do regime nazi, por
enforcamento, usando-se o chamado método da queda padrão, em vez de queda longa. Posteriormente, o
exército dos EUA negou as acusações de que a queda fora curta demais, fazendo com que o condenado morresse lentamente, por
estrangulamento,
em vez de ter o pescoço quebrado (o que causa paralisia imediata,
imobilização e provável inconsciência instantânea). Na execução de
Ribbentrop, o
historiador Giles MacDonogh regista que:
- "o carrasco trabalhou mal na execução, e a corda estrangulou o ex-chanceler por 20 minutos antes que ele morresse."
Das 12 penas de morte, apenas 10 foram executadas.
Martin Bormann,
o assessor mais próximo de Hitler no quartel-general,
estava desaparecido, sendo julgado à revelia e condenado à morte.
Hermann Göring suicidou-se
na véspera do dia 16. Quando os seguranças do presídio perceberam que
ele mantinha-se estranhamente imóvel deitado sobre seu banco, chamaram
seus superiores e um médico. Este constatou a morte de Göring por
envenenamento. Nunca foi esclarecido quem lhe entregou o veneno.
NOTA: mais um momento pouco digno dos vencedores da guerra - as execuções foram feitas de modo a infligir dor, tornando os criminosos nazis mártires dos movimentos neonazis, em vez de os manter vivos, até porque o diferencia a barbárie da civilização é não fazer aos outros aquilo de que os acusamos...
Sem comentários:
Enviar um comentário